[Esta coluna se publica duas vezes por semana] 

 

Publicado em 18 de Dezembro de 2008

Henrique Marques-Samyn

 

 

 

 

Como ensaísta, tem textos publicados em diversas revistas e jornais brasileiros e estrangeiros sobre literatura, fotografia e artes plásticas. Como escritor, publicou Poemário do desterro (2006), recebido pela crítica como um dos melhores livros de poesia de novos autores, além de poemas e contos no Brasil e no exterior. Como pesquisador acadêmico, tem formação em Filosofia e Psicologia, atualmente cursando o doutorado em Literatura Comparada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

 

 

Quando nasceu?

1980.

 

Onde?

Rio de Janeiro.

 

Como se chamam seus pais?

Ana e Henrique.

 

De onde são?

Rio de Janeiro.

 

O que você herdou do seu pai?

A altura.

 

E de sua mãe?

A leitura.

 

Dê-me fatos para esclarecimento de heranças.

Passei minha primeira infância em Vila Isabel, ainda hoje lírica – como os subúrbios cariocas onde passei minha adolescência.

 

Quem é você?

Alguém que gosta da música brasileira: Carmen Miranda, Mário Reis, Aracy de Almeida, Noel Rosa, a lista é inesgotável. Que aprecia livros, gatos e a madrugada. Que torce pelo America. Que tem uma queda em particular pela beleza das mulheres orientais – pela beleza de uma em especial. Que aprecia o lirismo de um carnaval que já não existe. Que é fascinado pelo Rio de ontem, mas não é passadista: que é progressista, a favor da garantia de direitos reprodutivos e LGBT, e vê no respeito pela diferença uma condição para o exercício da liberdade.

 

Mais fatos.

Embora recentemente trabalhe mais com literatura, procuro acompanhar todas as formas de arte. Trabalhei bastante tempo com dança e com artes visuais; tenho uma certa predileção pela gravura. Cheguei a expor certa vez algumas xilogravuras, algo meio simbolista, meio expressionista. É uma estética à qual tento não me restringir, mas que me fascina bastante. O ser humano é sombrio; a arte é uma das poucas coisas capazes de iluminá-lo, ao menos em parte. A arte ajuda a aplacar os demônios que habitam no homem.

 

E sua infância?

-

 

Como brincava?

Sozinho.

 

Quando deixou sua terra?

Minha terra é um Rio que se abriga nos livros.

 

Que coisas tem feito?

Sempre trabalho em vários projetos ao mesmo tempo: poesias, textos em prosa, ensaios, traduções. Um dos meus projetos atuais, a propósito, é um pequeno texto sobre um poema do potiguar Henrique Castriciano.


 


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