UERN TAMBÉM TEM “ATOS SECRETOS”

Por Franklin Jorge 

Mossoró – Mais um escândalo bombardeia o telhado de vidro da Universidade Regional do Rio Grande do Norte (UERN). Trata-se agora de “atos secretos”, alguns deles produzidos muito antes do Senado Federal dar este mau exemplo que se tornou objeto de comentários da imprensa internacional.

Em Mossoró, a prática seria mais antiga e está sendo investigada pelo Ministério Público que está passando um minucioso pente fino sobre o assunto que deixa o atual e outros ex-reitores da UERN de calças curtas.Segundo nota publicada no blog do professor José Ronaldo, assinada pelo seu colega Francisco Piolho, ambos do Departamento de Física da UERN, é muito provável que dezenas de empregos tenham sido criados através de portarias que simplesmente não tiveram documentação formal. Tudo ao arrepio da lei, sem fazer inveja ao Senado.

A noticia repercutiu, embora timidamente, na imprensa mossoroense e mereceu registro do blogueiro Carlos Santos, que assina uma das publicações mais lidas e de maior influencia da blogosfera.

Na sua coluna Opinião, publicada no jornal O Mossoroense (09/07), o jornalista Emery Costa repercutiu o post da Coluna do Herzog sobre os possíveis “atos secretos” na UERN. Ele escreveu o seguinte:

 Atos Secretos“Leio Carlos Santos informando que os tais atos secretos foram detectados na Uern. Segundo o tão lido blogueiro, o Ministério Público já está de posse de levantamento desses tais atos que alcançam período mais remoto da gestão da entidade. Não é coisa dos tempos atuais. Retroage no tempo e no espaço.

“Nomeações

“Ainda segundo Carlos Santos, o que ocorreu na Uern é coisa de fazer inveja aos senadores. Os atos secretos foram utilizados em demasia e, por esse meio, teriam sido feitas dezenas de nomeações. Carlos Santos acrescenta que o Ministério Público já estaria de posse de dados irrefutáveis nesse sentido.

Esse assunto, que desponta de forma ainda acanhada na imprensa, deverá render um bocado.”

 

 

 

 

É mais um escândalo duma série que parece interminável e que expõe a nossa universidade estadual ao severo julgamento da opinião pública. E tudo começou durante o recente processo eleitoral, quando esta publicação “O Santo Oficio” passou a investigar a UERN a partir de denuncias envolvendo o seu atual vice-reitor, o professor doutor Aécio Cândido, que tem se conduzido de maneira questionável em diversos aspectos, a começar pela validade do seu titulo de “professor doutor”, o primeiro obtido, sem defesa de tese, numa universidade do Canadá. Desde então, as denuncias se sucedem de maneira progressiva e inquestionável, como a existência de “contratos provisórios” que duram já há 18 anos.

 

 

 

20 comentários para “UERN TAMBÉM TEM “ATOS SECRETOS””

  1. Pedro Gaudêncio Fernandes disse:

    Já sabiamos que a sem-vergonhice e a corrupção na UERN eram grandes, mas não esperávamos que tivesse chegado ao ponto de dar lições ao nosso famigerado Senado Federal!!! É muita vocação para a corrupção, a desses reitores da nossa não menos famigerada universidade estadual.

  2. Canindé Silva disse:

    Cada vez mais a gente se decepciona. Nunca podia imaginar que o doutor Milton fosse ser conivente e cúmplice de tanta bandalheira. E ainda por cima ele quer entrar na politica… Prá que? Já temos muita gente errada na politica e não convém ter mais um!

  3. Olivia carlos de Sousa disse:

    Também na UERN tem atos secretos??????????

  4. João Paulo Câmara disse:

    Franklin, parabéns pelos acessos. Sucesso, meu caro!

  5. Hermano disse:

    Na UERN tem de tudo, não é? Viva ao Miltinho e Aecinho e sua tchurma!

  6. Valeria Diniz disse:

    Dr. Milton, com o seu jeito de bom moço, não coibiu a bandalhaeira que toma conta da Universidade Estadual do RN (UERN).O resultado é mais este escandalo que envergonha nosso povo.

  7. Anônimo disse:

    É bem verdade que o caro colunista a muito vem tecendo críticas a respeito da UERN, ou melhor, aqueles que compõem o corpo administrativo da instituição. Um breve passeio pela história de nossa instituição nos leva cada vez mais a admirar aos que com tanta luta, suor, esforço e trabalho… Muito trabalho! Conseguiram fazer essa Uern que hoje conhecemos.

    Talvez o caro colunista não saiba, mas houve um tempo, não muito distante, em que a hoje Uern, outrora Furrn era conhecida Brasil afora por Fundação Universitária Rural do Rio Grande do Norte, talvez para o nobre colunista isso não seja lá grande coisa; pois somente aqueles que lutaram para o reconhecimento e o merecido Estatus de Universidade do Estado do Rio Grande do Norte é que sabem do que eu falo.

    Vale salientar que nessa luta estavam uma gama de Professores e Estudantes, mas quero lembrar, aos que já esqueceram, que muitos Técnicos também são parte incontestável dessa conquista, pois foram eles que fazendo o trabalho burocrático conseguiram garantir o funcionamento administrativo dessa instituição como o fazem até os dias de hoje.

    Claro que as situações irregulares que existem em nosso País devem ser paulatinamente corrigidas, mas fica a indagação em relação aos meios adotados, pois existe uma máxima relembrada todos os anos pelos formandos dos cursos de Direito em todo Brasil, a correlação direta entre Justiça e Direito, que quando este não atende aos anseios de um povo prevaleça a Justiça.

    Sei da retidão com a qual o Ministério Público vem tocando o assunto, que é legítimo e de Direito, mas fica a indagação: será que é justo? Paricularmente não saberia responder a essa pergunta de forma tão contundente, pois se tratam de pais, mães e arrimos de família que dedicaram suas vidas para que tenhamos hoje o orgulho de dizer: Eu Ensino, Eu estudo… em fim eu faço parte da Uern.

    Portanto caro colunista antes de atear fogo em terra árida fica um convite: venha conhecer um pouco mais dessa instituição, mas não de forma armada, e sim de forma franca e aberta, olhando nos olhos destes que com certeza estarão de cabeças erguidas e um gesto simpático para acolhê-lo; pois, para aqueles que não sabem essa é uma das principais virtudes daqueles que fazem a Uern, a vontade de somar e agregar forças para o seu contínuo crescimento.

    Pois como já dizia Voltaire “Um excelente crítico seria um artista com muita ciência e gosto, sem prejuízo e sem inveja. Isto é difícil de encontrar”.

  8. Maria Eunice Bortoletti disse:

    A mais completa sem-vergonhice desses gestores sem ética.

  9. Carlos disse:

    Como é? “(…) certeza estarão de cabeças erguidas e um gesto simpático para acolhê-lo (…)”, isso se for amigo da patota, senão for não tomará nem água. Soube que durante a campanha para reitor havia vigias para ver quem estava conversando com o “outro lado”. Num determinado setor os adversários sequer foram convidados a entrar, e por aí vai. Cabeça erguida? Tem orgulho de infrigir a lei? Só pode ser. A que ponto chegamos. Caro Franklin, se for ao prédio onde fica a reitoria da UERN, cuidado, é o que lhe aconselho, pode ser destratado em público pelos lacaios do reitor e do vice, que são muitos, muitos mesmo… uma boa parte deles sequer têm o que fazer (e por isso ficam de cabeças erguidas, já que não tem nada que precise de atenção sobre suas mesas).

  10. Goretti Peixoto disse:

    Só flatava essa!!!

  11. Goretti Peixoto disse:

    Só faltava essa!!!

  12. Margarida C disse:

    Tou muito decepcionada com o MP. Em podemos confiar os interesses coletivos da nação?

  13. Paulo B. disse:

    As manipulações e manobras corruptas da política administrativa na UERN são tão óbvias que não dá para defini-las como “atos secretos”. A comunidade uerniana e mossoroense, infelizmente, já se tornou apática e acostumada com a hediondez de atos políticos antidemocráticos. Por exemplo, ninguém mais fica bambo, cambaio ou cambota de surpresa, em saber que Ari cambota da FANAT tem uma filha e genro com contratos provisórios no Campus de Natal. Alem do mais sua esposa é também uma funcionária da UERN. Ficaram surpresos? Não!!!! Porque isso é comum, bastante comum na UERN. E nas outras faculdades? E na biblioteca? E lá na Reitoria? E na Pro-Peg do vice? Tem atos “secretos?” Chame-os de secretos se quiser, mas é tudo muito óbvio. Não se iludam (oposição ou situação) todos sabem quem é quem na UERN. Mascarados ou não.

    Graças aos órgãos governamentais, a população se tornou indiferente a essas manobras políticas. O povo foi educado pelo governo para ser assim. E assim é o povo: um reflexo dos “valores” provenientes daqueles responsáveis pela educação da nação.

  14. Boy Chibata disse:

    Ô Uern danada de boa! É um escândalo atrás do outro…

  15. Wilson P. O. disse:

    É isso mesmo Carlos, muitos são funcionários supérfluos como é o caso lá na Pro-Peg. A última edição da revista Expressão foi lançada em 2004 e tem funcionário lá como secretário ou seja lá qual for o cargo (atos secretos) da referida revista. Acho que deve ser bastante estressante o trabalho. Cria do Vice (o ex de lá), diga-se de passagem. Almirante sabe de tudo ali ao lado. Saiu e foi recontratado na vespera da campnha do Vice. Tava lá o cargo a disposição esperando a volta. É brincadeira.

  16. Liana Gurgel disse:

    A UERN não toma jeito. Vai acabar dando lições e norrau de corrupçao aos senadores.

  17. Ruy Alves disse:

    A Uern está impossivel. Um só dr. Eduardo Medeiros (promotor de Defesa do Patrimônio Público) não dará conta de tanta corrupção. A cada dia a coisa vai ficando pior…

  18. Nelson P. O. disse:

    A Margarida pensa que o MP está preocupado com o fato de ela está muito decepcionada. Tá não. Pode amargar Margarida. Estão não. Mas eles querem que você ainda continue acreditando que eles estão, a pesar destes 18 anos de corrupção na UERN. Parece que você tem cabeça dura, Margarida. Mas espero poder mudar de opinião de acordo com as futuras atitudes do MP. Caso isso aconteça, voltarei a postar aqui só para parabenizar o referido órgão.

  19. ecobio disse:

    Amigo anônimo não era Fundação Universitária Rural do RN e sim Fundação Regional do RN. Será que vc conhece a história mesmo? Existem atos na UERN não secretos de contratação aos currutelos isso sim é histórico, amigo.

  20. Sheila Carvalho disse:

    Caro Ecóbio parece-me que não existe chance de diálogo com pessoas de pensamento limitado. Seu discernimento de compreensão diante de um texto é nenhum. O que o amigo anônimo coloca é que A FURRN ERA CONHECIDA PAÍS AFORA COMO UNIVERSIDADE RURAL DO RN, após muito trabalho e luta é que as pessoas tomaram conhecimento tanto do que era URRN, como FURRN, assim como UERN. O anônimo demonstra conhecimento suficiente para se enganar com uma tolice dessa
    Explicado!

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