A PRÓXIMA ATRAÇÃO
Por Franklin Jorge
A grande novidade da quinzena: o jornalista Vicente Serejo é o entrevistado da próxima edição da revista Palumbo, editada pelos jornalistas Osair Vasconcelos e Albimar Furtado, dois craques no ofício, ambos oriundos do Diário de Natal onde trabalharam até recentemente, ou seja, até a débâcle do antes prestigioso jornal de Luiz Maria Alves.
Autor de uma crônica retórica e enjoativa que alguns pseudo-intelectuais insistem em consagrar, dando-lhe o status de literato e de cascudiano emérito, Serejo tem andado meio cabisbaixo desde que o deputado Robinson Faria lhe puxou as orelhas por causa de uma notinha publicada em sua famigerada coluna do Jornal de Hoje.
Resumindo, para não enfadar o leitor com detalhes inúteis, o presidente da Assembleia obrigou-o a desdizer-se e a pedir desculpas, o que ele fez numa presteza digna do carnatalesco Gustavo Carvalho, quando a governadora dava batidos e carões no deputado na frente de seus pares e ele, humildemente baixando a cabeça e o bestunto, agradecia-lhe o favor de corrigi-lo…
Não consigo descobrir o que Serejo ainda teria a nos dizer que seja novidade. Depois de abanar-se com o seu vistoso leque de contracheques palacianos e da sua decisiva colaboração na falência moral do jornalismo provinciano, nada do que ele diga poderá surpreender o leitor, sobretudo depois desse escândalo envolvendo o deputado Henrique Eduardo Alves. A não ser que algum dos entrevistadores tenha a esperteza de lembrar-se, ao entrevistá-lo, que em seu afã monetarista ele terá sido o precursor da insuperável “Vovó Socialista” e de interrogá-lo a esse respeito. Aí sim, seria uma grande novidade.
Não se sabe ainda de que cabeça brilhante terá saído semelhante pauta que deu uma sobrevida ao cronista da Rua da Frente. Ora, Serejo é apenas um propagandista do seu próprio ego, como diria o venerável monsenhor Honório. Como bananeira que já deu cacho, ele não tem mais o que dizer e, por outro lado, já faz parte do passado questionável do jornalismo, sem ter chegado a integrar, de fato, a literatura.
Falastrão icorrígivel, transformou-se com o tempo numa hilária personagem a que o escriba hipócrita de Caicó sempre recorre quando quer dar lamboradas no ridículo. “Serejo inteligente?” – indaga um leitor do seu blog, isto é, do Blog do Ailton, autor daquele antológico “Jornalismo S.A.” que pretende ser o proêmio da biografia do titular da Cena Urbana. “Pode ser”, pondera o comentarista anônimo, ressalvando que “em terra de cego sem imaginação…”
Como outros leitores, estou querendo saber o que lhe foi perguntado. Desta forma saberemos, finalmente, que espécie de jornalismo a revista Palumbo pretende oferecer aos seus leitores.
6 de dezembro de 2009 às 17:36
Deixe de ser impiedoso com o jornalista, um homem que coleciona livros, detentor de uma biblioteca faraônica, aqui para o nosso estado está de bom tamanho, você queria que fosse diferente? Dá pro gasto, para um lugar onde tudo é simulacro e as coisas não precisam ter consistência. O que ele publicou mesmo?
6 de dezembro de 2009 às 19:04
Essa foi de “lascar”!
6 de dezembro de 2009 às 19:10
Que beleza! Que beleza!
6 de dezembro de 2009 às 19:45
Serejo anda mais deprimido do que macaco de zoológico. Essa entrevista tem o objetivo de levantar-lhe o moral.
6 de dezembro de 2009 às 19:51
Nesse caso tambem acho mais importante as perguntas do que as respostas. Não pretendia ler a Palumbo nunca mais, mas pelo menos dessa vez, vou ler para saber o que foi perguntado. Uma boa ocasião para tirar algumas duvidas.
6 de dezembro de 2009 às 20:03
V. tá é com inveja porque o gordinho sinistro fez um rico pé de meia vendendo opinião e v. foi se enterrar em Mossoró.
6 de dezembro de 2009 às 20:35
O artigo do Ailton é antológico. Também o tema o ajudou…
6 de dezembro de 2009 às 20:37
Anote o que estou dizendo:Tarcisio devia ter um espaço aqui. Escreve bem e tem o toque de pimenta que saboriza o texto.
7 de dezembro de 2009 às 14:06
Habituado ao jornalismo de comadres que se pratica em solo potiguar, não tenho a menor dúvida que a próxima edição da Palumbo apenas fará jus ao seu epíteto de “A revista da Rua da Frente”.
Osair e Albimar precisam fazer caixa e bater muito tambor até se safarem da macumba que os Associados prepararam para eles.
Talvez esteja aí a explicação para essa entrevista estratégica em que tentam anabolizar o moral de $erejo, malandro prodígio com quem a dupla espera trocar muitas figurinhas e afiar suas armas.
7 de dezembro de 2009 às 18:49
É o melhor exemplo da cultura oficalesca: adulações recíprocas, encômios orais, prefácios e mais prefácios de livros de anônimos, orelhas de livros de oportunistas e nulidades, ausência de um exercício critico: tudo é bom, maravilhoso, tudo é válido. Quem fica de fora do culto à personalidade? Uns poucos gatos pingados que não vão pros vernissages para comer salgadinhos de farinha de trigo com fermento e beber o amaro wisky vindo de terras paraguaias, gente que foi criada sem comer nada que tivesse qualidade gastronômica, por isso aproveitam para se empanturrar de trigo e acepipes pingando óleo de segunda. Eis a resenha.
7 de dezembro de 2009 às 18:57
A PALUMBO se inscreverá como revista que veiculará não apenas nomes de gente que não sabe escrever, mas também como parte do rito que as classes dominantes necessitam para se fazer ouvir e assegurar seus holerites (mormente dos seus filhos que não estudaram nem deram para nada, igual a filho de cantor e ator). É a voz dos que, “outrora, se bem me lembro”, questionaram o poder nos movimentos estudantis, hoje espertos bombeiros a apagar fogos e fazer pirotecnia com dinheiro fácil. Tão simples, tão fácil de entender, deixem de cavilação, vocês sabem do que estou falando….Ora, bem!
7 de dezembro de 2009 às 20:47
O Bufão de Natal vai soltar seu ego para os parcos leitores da Palumbo. Há quem goste e acredite que isso ainda é uma grande referência, na cidade em que existe um programa televiso, cujo nome inteligente é Grandes Temas. Argh.
7 de dezembro de 2009 às 20:52
Um urubu defecou em $erejão.
8 de dezembro de 2009 às 0:19
Talita, meu amor, vamos pra guerra?
8 de dezembro de 2009 às 10:46
A PALUMBO cheira a comida requentada: todo mundo sabe o gosto, pois já se conhece todolos que estão lá, seus mal-escritos, textos curtos, sem cultura implícita, chafurdando nos mesmo temas, com as mesmas exclamações e frases curtas para se errar menos, parágrafos herméticos, para fingir que se está dizendo algo. Tudo igual.
8 de dezembro de 2009 às 12:27
Acabo de descobrir uma legítima vocação deste blog: ser ombudsman da imprensa potiguar. E tava faltando mesmo. Pensei que o Novo Jornal fosse inovar também nesse aspecto, mas nonada. Franklin bem que poderia estimular Cassiano Arruda a tomar tal iniciativa, pois disso ele entende muito bem e a prova está aqui, tanto no post como nos comentários.
8 de dezembro de 2009 às 19:23
$erejo deve estar bufando…
10 de dezembro de 2009 às 20:44
Ô pisa boa! Ele tava bem merecido dumas lamboradas dessas
11 de dezembro de 2009 às 8:26
A PALUMBO é a nossa cara: anêmica e indigente de cultura e arte de escrever. Está bom para “eles” e para os leitores medíocres daqui.
13 de dezembro de 2009 às 20:40
$erejo está mais sujo do que pau de galinheiro. Eu acho é pouco: o cara é arrogante, pretencioso, mais vaidoso do que escritor diletante e filho de barbeiro. Um cara mau, hipócrita, submisso aos poderosos e soberbo com os humildes. O deputado Robinson Faria fez muito bem puxando suas orelhas.
16 de dezembro de 2009 às 18:35
Kd $$$erejo, que di$$e que matava e e$folava quem di$$e$$e qualquer coi$a $obre a $ua $aída do Diário? Cadê o $r. Arrogância??? Agora e$tá levando até puxão de orelha$ de deputado???
31 de dezembro de 2009 às 13:09
Ô Talita, parabéns. O que não faz um heterônimo!? Cavilosa.
31 de dezembro de 2009 às 20:08
Bergson Azevedo. É bom ter cuidado com períodos longos. Você com poucas linhas cometeu vários erros de regência e equívocos de semântica. Só pode cobrar dos outros quem não tem dívidas. Em matéria de texto você é uma lástima. Mas continue. Leia mais.
5 de janeiro de 2010 às 20:04
Desculpem o jeito acomodado de ser, numa hora assim, tão estranha assim mas o bom, nesses tempos de agora, é ser obediente. A vida de repente se torna mais fácil e a própria conquista uma porta ainda muito mais aberta. Aliás, tem nascido dos rebeldes os grandes avanços sociais e politicos da humanidade, mas quem ganha com isso são os obedientes. Também é preciso não esquecerque a obediencia, nos obedientes, não é um defeito, mas uma estratégia de vida. Falsos humildes, os obedientessão em geral os mais sabidos. O cão deixa de ser fiel aos seus semelhantes para ser fiel a um só dono. O obediente é fiel a todos os donos que possam beneificá-lo. Diante de um rebelde o obediente se faz de timido para esconder na sua falsa timidez a vergonmha de ser e de se saber que ele é.
6 de janeiro de 2010 às 18:10
Resposta esperta de $erejão. O homem foi longe…