Arquivo de 5 de março de 2010

FRANKLIN ESCREVE SOBR O INFERNO DE WILMA

sexta-feira, 5 de março de 2010

Da Redação

Em seu conceituado blog Território Livre a jornalista Laurita Arruda aludiu, em postagem recente, sobre o fato de estar a governadora Wilma de Faria - no mês do seu aniversário e a poucos dias do fim do seu mandato - vivendo em um verdadeiro e autentico inferno astral.

Ampliando o mote, o jornalista Franklin Jorge publica amanhã artigo esmiuçando a natureza desse inferno que tem visivelmente tirado o sono da primeira mandatária, deixando sulcos profundos e indisfarçáveis em sua máscara facial. Prova-o suas últimas fotos, publicadas no Novo Jornal, que vem mostrando os bastidores do seu governo e a grande batalha que trava de maneira desesperada para manter-se no poder, desfrutando as benesses inerentes a um mandato de senadora.

Uma batalha que, segundo fica cada vez mais claro para todos, parece ser a última. Pelo menos, delineia-se como a batalha decisiva, aquela que decidirá o futuro da senhora Wilma de Faria, depois de tantas traições e enganos.

Amanhã, aqui.

MARACUTAIAS DEMAIS DA CONTA

sexta-feira, 5 de março de 2010

Por Franklin Jorge

Confesso meu desânimo e a dificuldade de, como jornalista, cobrir tantas ocorrências escandalosas: Universidade Estadual (UERN), prefeita de Natal Micarla de Souza e seus mambembes, governadora Wilma de Faria…

Ah, Dona Wilma danada! Somente os seus irmãos e filho já dariam ocupação para uma redação inteira que se empenhasse  em revelar aos leitores as maracutaias que, segundo a caudal de denúncias e inquéritos, estariam envolvidos os do seu sangue. Uma gente que saiu lá do Buraco do Tatu, em Mossoró, para fazer feio em todo o Rio Grande do Norte.

São ocorrências, como diria Shakespeare, de deixar a alma triste. Como esta, por exemplo, que acaba de ser requentada pelo Ministério Público, envolvendo os chamados “gêmeos”, os irmãos Newton Nelson e Nelson Newton de Faria, que pelo arranjo dos nomes já deixam margem às confusões e aos enganos. Nesse caso, até o destino colaborou, fazendo-os gêmeos idênticos não apenas nos nomes, mas na caratonha sisuda que supõe seriedade e respeito.

Pois bem, o juiz Raimundo Carlyle acatou denúncia contra a dupla, que, juntamente com mais outros sete acusados tornaram-se réus em ação penal que tramita na 4a. Vara Criminal. Nunca se trabalhou tanto, nessa e noutras instâncias, desde a correição feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em nosso Judiciário, que parecia andar devagar em certos assuntos que envolviam os interesses da governadora do estado.

Todos - os irmãos da governadora e os demais - são acusados de participarem em um suposto esquema de superfarturamento na aquisição de material escolar. Mais uma vez, a Secretaria de Estado da Educação parece envolvida em ilícitos, como dirá o processo claramente, agora que o juiz deu-lhe esse pontapé que o fará andar nos trilhos, como todos os cidadãos norte-rio-grandenses ansiosamente esperavam fazia um tempão! sim, porque  os escândalos nesse governo não são de hoje. Por isso, tudo parece estar sendo requentado pelos homens da lei.

Já no âmbito da prefeitura de Natal, o escândalo da vez envolve o aluguel de um hotel de luxo que acolherá, ao preço mensal de R$ 126 mil as secretarias da Saúde e da Educação, um fato que vem sendo minuciosamente esmiuçado em reportagens diárias do Novo Jornal. Uma verdadeira aberração aos olhos da maioria dos natalenses que acompanham o descarrilamento administrativo e moral da caravana verde.

Gostaria, nesse caso, de comentar as “explicações” e “justificativas” das secretárias Ana Tania (Saúde) e Adriana Trindade (Educação), que têm feito “corpo mole” para solucionar os gravíssimos problemas de suas pastas, mas aqui se mostram dispostas a colaborar com o que aos olhos de todos parece sumamente questionável e envolto em suspeição. O aluguel de um hotel de luxo, de propriedade de um dos principais acionistas da campanha que elegeu a prefeita Micarla de Souza.

São duas cínicas a zombar da inteligência e da paciência dos natalenses.Tanto a secretária Ana Tania (da Saúde) quanto Adriana Trindade (adjunta da Educação) defendem em uníssono a transferência de suas pastas, do edifício Ducal para o Novotel com uma tal convicção que têm sonegado a solução dos problemas que lhes caberia resolver.

E, como uma espécie de assinatura, Micarla troca o Ducal pelo Novotel deixando um calote de R$ 300 mil em aluguéis atrasados. Não por falta de dinheiro, pois o aluguel do Novotel custará aos cofres da prefeitura uma diária de pouco mais de R$ 4 mil, que, somados, chegam no final do mês a R$ 126 mil. Dinheiro que devia ser investido em Saúde e Educação.

Eis a verdade que elas omitem e não querem ver: postos de saúde do município caindo aos pedaços, sem médicos e sem medicamentos; contas em atraso; centenas de crianças fora da escola, por falta de salas de aula e de professores, um prejuízo incalculável para centenas de famílias natalenses e tudo isto porque essas senhoras confundem o essencial com o acessório, mostrando-se, assim, completamente despreparadas para a função que, por equívoco de Micarla, exercem no município.

Por isso, fizeram a opção errada, a opção que prejudica Natal e os natalenses; a opção que privilegia um dos principais financiadores da campanha da prefeita Micarla de Souza, empresário Haroldo Azevedo, em detrimento do povo de Natal e, em especial, daqueles que dependem dos serviços públicos, na área da saúde e da educação no município. Este, sem tirar nem pôr, o retrato verde de um governo que traiu a confiança depositada nas urnas.

E - toda Natal quer saber - o que o Ministério Público pensa sobre tais desmandos?

Leia acréscimos a este artigo no decorrer do dia

ALUNOS DÃO ADEUS AO CURSO DE JORNALISMO

sexta-feira, 5 de março de 2010

Por Izabela Vasconcelos,
do portal Comunique-se

O Centro Universitário Senac, de São Paulo, decidiu fechar o seu curso de bacharelado em Jornalismo, aberto em 2009. A instituição alega que o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão, decisão tomada em junho de 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, levou mais da metade dos alunos a deixar a graduação, restando apenas 10 estudantes matriculados.

Procurado pela reportagem, o Senac informou em nota que conversou com os alunos sobre a questão e concluiu que o melhor a fazer é transferir os estudantes de jornalismo para outras universidades. A mensalidade da graduação era de R$ 790,00.

“Foi acontecendo nos últimos meses, os alunos foram saindo aos poucos. Alguns no último semestre, outros não voltaram para este semestre”, explica o diretor de graduação do Senac, Eduardo Ehlers, que descartou a possibilidade do Centro Universitário voltar a oferecer o curso de Jornalismo.

O comunicado diz também que a “coordenação do curso participou de todo o processo e conversou com os docentes envolvidos”. A instituição também informou que os cursos de pós-graduação em Jornalismo, assim como os das demais áreas, continuam normalmente.

Desde a decisão do STF, outras faculdades decidiram fechar ou suspender seus cursos de Jornalismo. A Universidade de Uberaba (Uniube) e Universidade Mogi das Cruzes (UMC) suspenderam a turma de um semestre, já a Faculdade de Campinas (Facamp) decidiu extinguir o curso.