Arquivo de julho de 2010

A CIDADE VIVA

sábado, 31 de julho de 2010

Blogueiros de Felipe Guerra unem-se e lançarão projeto Cidade Baixa Viva

Os blogueiros da cidade de Felipe Guerra, região Oeste do estado do Rio Grande do Norte, Edvaldo Barbosa, Edson Neres, Erinaldo Silva, João Paulo Barra, Max Maia, Paulo Lucemberg, Roberta Kelly e o colunista dos jornais O Vale do Apodi, Folha Regional e do Site da Revista 100 Fronteiras, Salomão Medeiros estarão reunindo-se no próximo domingo na Escola Estadual Antônio Francisco para traçarem metas do projeto Cidade Baixo Viva de restauração da parte histórica da cidade de Felipe Guerra.

Inicialmente o projeto Cidade Baixa Viva, através dos blogueiros mobilizará os moradores da cidade Baixa que irão apresentar o projeto e serão pedidos a colaboração dos mesmos, como também os blogueiros vestiram camisetas padronizadas e com a logomarca dos blogs que farão parte do projeto Cidade Baixa Viva.

Em troca os blogues darão publicidade aos comércios das cidades de Apodi, Caraúbas, Governador Dix-Sept Rosado, Mossoró e Felipe Guerra, além da criação oficial do Blog do Projeto Cidade Baixa Viva.
Em visita ao comércio de Felipe Guerra, será o primeiro ponta pé inicial e depois os blogueiros farão visitas aos comércios das cidades de Apodi, Caraúbas, Governador Dix-Sept Rosado e a cidade de Mossoró, onde irão expor o projeto Cidade Baixa Viva e solicitarem doações de tintas,pincéis e sacos de cimentos.

O projeto Cidade Baixa vai muito mais além do que posse imaginar a população da pequena cidade de Felipe Guerra, especialmente a Cidade Baixa que espera uma ação concreta por parte do poder público que abandonou o local da maior representatividade histórica.

*Salomão Medeiros Colunista dos jornais O Vale do Apodi, www.ovaledoapodi.com.br, (Apodi-RN e Região Oeste),Folha Regional( Pau dos Ferros-RN e Região do Médio e Alto Oeste) Site da Revista 100 Fronteiras www.revista100fronteiras.com.br, (Foz do Iguaçu-Paraná)Editor do Blog do Colunista Salomão Medeiros www.salomaodemedeiros.blogspot.com

Telefone (84)9909-6433

Felipe Guerra-Rio Grande do Norte-Brasil.

ARTIGO: REINALDO AZEVEDO

sábado, 31 de julho de 2010

A crença na “cultura
da periferia” é coisa de
gente com miolo mole

E não é que o pensamento social moreno resolveu inventar? Num rasgo de criatividade, deu à luz uma jabuticaba teórica que chamarei aqui de Antropologia da Maldade. O seu objeto de estudo – ou de culto – são os índios bororos que moram nos morros do Rio. Ou os nhambiquaras do Capão Redondo, em São Paulo. Ou os caetés da periferia de Vitória. Ou os tupiniquins de qualquer aglomerado pobre do Brasil.
A exemplo de boa parte das idéias inúteis que circulam no país, os antropólogos da maldade estão nos cursos de humanidades e ciências sociais das nossas universidades, mas também se espalham pelas redações e chegam à televisão. Ocupam ainda posições de estado. Sua sacerdotisa midiática é a atriz Regina “Casebre”. A cada vez que ela proclama que “a periferia é o centro” – ou o contrário, sei lá –, somos remetidos imediatamente aos versos do inglês Auden (1907-1973): “And the crack in the tea-cup opens / A lane to the land of the dead”. A fenda na xícara de chá abre uma vereda para a terra dos mortos.

Sei que pôr Auden e Regina Casé num mesmo parágrafo pode parecer certo exagero. Comentando esses mesmos versos num texto da década de 70, o jornalista Paulo Francis (1930-1997) observou que a xícara de chá representava a velha ordem do Império Britânico e de suas classes dominantes. Trincada a xícara – um mundo, então, que desaparecia –, abriu-se caminho para as tragédias das duas grandes guerras.

Nossa “xícara” é outra. Não chegamos a ter uma “aristocracia”, mas já tivemos algumas ambições. O certo é que a Antropologia da Maldade decidiu fazer da barbárie uma civilização.
Um antropólogo da maldade não acredita ser possível ensinar matemática ou a poesia de Camões e Manuel Bandeira ao morro ou à periferia, mas está certo de que o morro e a periferia é que têm de ensinar funk e rap aos “imperialistas” e aos “playboys”, já que se trataria da expressão de um novo sistema de valores. É como se aquela “civilização” já não fosse a nossa.

Perguntaram certa feita ao antropólogo francês Lévi-Strauss (na verdade, nascido em Bruxelas) se ele havia se identificado com os índios que estudara. “De modo nenhum!”, respondeu. Os nossos antropólogos da maldade não chegam exatamente a se identificar com a “civilização” do morro e da periferia, mas têm por ela um respeito basbaque e reverencial. Lutam para preservá-la da nefasta influência da cultura central, esta nossa – vocês sabem, corroída pelo materialismo, pelo capitalismo e por um moralismo de fachada.

Que coisa formidável! Estamos diante da defesa de uma nova forma de apartheid, um dos refúgios do “pensamento” da esquerda contemporânea. Se a tentativa de ver a “cultura da periferia” como um sistema com valores próprios é só coisa de gente de miolo mole, uma banalidade, essa visão “preservacionista” da civilização da miséria pode assumir uma face cruel quando o assunto é, por exemplo, segurança pública.

A polícia, segundo os antropólogos da maldade, estaria proibida de subir o morro sem o prévio consentimento da “comunidade”, ou isso caracterizaria uma “invasão”. A disposição de enfrentar o crime, que seqüestra as áreas pobres das cidades, é encarada como um ato de guerra, uma hostilidade a um país estrangeiro. E os mortos nos confrontos – exceção feita aos policiais, os “soldados invasores” – serão sempre vítimas inocentes do país agressor.

Lévi-Strauss poderia ensinar a essa gente que os costumes e hábitos de superfície das sociedades – e, pois, também dos morros e das periferias – são manifestações de estruturas de poder. Parecem-me indecentes os protestos de artistas contra a ação da polícia no Rio em contraste com o seu silêncio então cúmplice diante do fato de que os soldados do tráfico matam livre e impunemente nas favelas.

A estupidez reacionária desses progressistas chega ao ponto de considerar que isso é coisa “lá deles”, da “outra cultura”, “matéria da autodeterminação dos povos”. Será que devemos reagir ao assassinato dos nossos pobres com o mesmo distanciamento antropológico com que reagimos ao infanticídio entre os ianomâmis?

É improvável que Lévi-Strauss retorne ao Brasil, repetindo a façanha de 1934, quando veio dar aula na Universidade de São Paulo. Agora com 99 anos, completados neste 28 de novembro, é compreensível que tenha outras prioridades.

Se o fizesse, talvez aproveitasse para adensar ainda mais a sua obra-marco, Antropologia Estrutural, ou, então, entre a melancolia e o escárnio, perceberia que fez muito bem em esculhambar o país em Tristes Trópicos, obra de 1955 com apontamentos sobre comunidades indígenas brasileiras e notas sobre a nossa cultura urbana. Sobrou até para os universitários, como não?

Nos anos 30, eles demonstravam certo desprezo pelos livros de referência, preferindo os resumos. Sua curiosidade intelectual se igualava a uma inquietação gastronômica, e o que parecia inteligência era só disputa por prestígio e vanglória…

Regina Casé, em seu programa de TV: a barbárie vista como civilização
Se voltasse, o quase centenário estudioso teria a chance de conhecer, então, esse novo saber. Por enquanto, ele está mais bem adaptado ao clima e à geografia do Rio, mas floresce também em São Paulo, uma cidade mais vetusta, razão por que os antropólogos da maldade, por aqui, costumam se esconder dentro de batinas – ainda que meramente simbólicas – e se entregam a folias físicas e metafísicas com seus “correrias” de estimação.

Quando Lévi-Strauss conheceu os índios bororos e nhambiquaras (os de verdade), sabia estar lidando com civilizações que estavam em outro estágio do domínio da natureza, mesmo para os padrões do Brasil, que já lhe pareceu, à sua maneira, tão primitivo, com suas cidades que iam do nascimento à decadência sem conhecer o apogeu.

Ele jamais demonstrou qualquer simpatia pelos grupos que estudou. Constituíam o seu material de trabalho. Bastava-lhe identificar as estruturas, o conjunto de relações, que fazem com que as sociedades sejam o que são – à sua maneira, de fato, cada uma delas encerra um mundo completo e dinâmico.

Assim, é perfeitamente possível supor que a cultura ianomâmi seja eficiente para… um ianomâmi. E só outro indivíduo do mesmo grupo é capaz de propor questões pertinentes que mudem a sua história. Veja como sou multiculturalista hoje em dia. Mas, confesso, no tempo de padre Anchieta, meu negócio era catequizar a bugrada.

Para os antropólogos da maldade, os morros e as periferias são civilizações independentes, com estruturas simbólicas definidas pelos indivíduos das tribos, e a postura progressista de um estudioso implica deixá-los entregues à sua própria dinâmica, à sua cultura, a seus valores. Mais do que isso: “eles” teriam algo a nos ensinar, assim como se supõe, ainda hoje, que os silvícolas – veja como sou antigo – podem nos abrir as portas da percepção para a generosidade, a convivência pacífica com a natureza, a igualdade, o associativismo…

Poucos se dão conta de que ser índio pode ser chato, difícil e cruel. O Brasil adotou o “bom selvagem” de Rousseau (1712-1778) – o “suíço, castelão e vagabundo”, como o chamou o poeta português Fernando Pessoa –, mas não deu a menor bola para as ironias do livro Cândido, de Voltaire (1694-1778), este, sim, um francês legítimo, que fez pouco caso da idéia de um homem em harmonia com a natureza.

A periferia e o morro não são o centro. Continuarão a ser o morro e a periferia, e seus “valores” particulares não são senão a manifestação de uma utopia regressiva de basbaques ideológicos que imaginam converter um dia a linguagem da violência em resistência política. Aquela gente não é o “outro”. Aquela gente somos nós, só que “sem fé, sem lei e sem rei”: sem esperança, sem estado e sem governo.

Mas você sabe: eu sou muito reacionário. Progressistas são os antropólogos da maldade, desbravadores das veredas que levam à terra dos mortos.

NO TERRITÓRIO DA ‘CURTURA’

sábado, 31 de julho de 2010

Por Franklin Jorge

Se me contassem, não acreditaria. Mas fui testemunha, afinal, do baixo nível cultural que impera na Fundação Capitania das Artes e do despreparo e indigência intelectual de uma equipe forjada segundo critérios que estão muito abaixo da critica. No mesmo nivel de indigencia intelectual e profissional do estado ‘verde’ empurrado pela barriga pela prefeita Micarla de Souza.

Se o presidente fosse despreparado mas a equipe qualificada e preparada para resolver problemas, propor ações e superar desafios, ainda haveria alguma chance de salvação para a instancia cultural dessa prefeitura ‘verde’ que vegeta em estado de indigencia e pauperismo em matéria de gestão e empreendimento. Mas a má qualidade, lá, é generalizada e dá a medida do que a prefeita Micarla de Souza entende por “cultura”.

Recentemente, na condição de mero particular interessado no financiamento de projetos culturais, estive lá, para obter informações sobre o Fundo de Incentivo à Cultura e me deparei com uma situação verdadeiramente esdrúxula.Absurda. Completamente surrealista.

A assessora, que me foi apresentada sob o nome de Ilana, embora prestativa e gentil, parece ser daquelas pessoas que não sabem aonde o galo canta ou sabe das coisas “por ouvir dizer”, sem conhecimento direto. E o que é mais grave, sem querer despojar-se de sua certezas, de suas convicções e sobretudo duma espécie de arrogante teimosia que não tira lições dos erros.

Sua missão - da funcionária que me recebeu naquela fatidica manhã de sexta-feira - pareceu-me ser uma só, a de justificar o injustificável e não me convenceu, sobretudo ao querer convencer-me de que os artistas deviam trabalhar de graça para a instituição que tem se notabilizado por lesar e ludibriar os produtores culturais, sendo até cobrada na justiça pelo pagamento de prêmios que foram criados sem o devido provimento de fundos.

Uma verdadeira aberração, a Funcarte, que tem um histórico de desrespeito contumaz aos artistas e à sociedade natalense, o que não é de hoje. Por lá já passaram figuras como Gileno Guanabara, Rejane Cardoso Serejo Gomes,Rinaldo Barros, Isaura Amélia Rosado, Dácio Galvão e Julio César Revoredo, substituído pelo atual, jornalista Rodrigues Neto. Nulidades ostentosas que cobriram as paredes da sede da Fundação Capitania das Artes de placas comemorativas de ações que resultaram em nada ou em prejuizo para a cultura a que diziam servir.

Mas, como se diz e se repete por toda a parte sem que a prefeita dê solução para o problema, a Funcarte decaiu a um tal nivel que chega a despertar em todos uma reação ambivalente de repulsa, piedade e indignação, ao constatarmos de maneira tão crua e indefensável o pouco caso que Micarla de Souza faz de um assunto sério, a cultura de um povo.

O VALENTÃO DAS ALAGOAS

sábado, 31 de julho de 2010

Fernando Collor xinga jornalista da IstoÉ e diz que vai “meter a mão na sua cara”.

Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ, na tarde desta quinta-feira (29), e ameaçou esbofetear o jornalista Hugo Marques por conta de uma nota na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.

“Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta”, vociferou Fernando Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Marques declarou que, ao constatar o teor da ligação, desligou o telefone imediatamente. “Eu não queria ouvir insultos e nem responder. Fico preocupado dele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada”, contou.

Sobre o fundamento das ameaças do ex-presidente - que concorre ao governo de Alagoas -, Marques pontuou que os dados sobre a candidatura de Collor estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Ele tem que convencer a Justiça Eleitoral, não a mim”.

Marques afirmou que não irá se manifestar contra Collor, tampouco acionar entidades de classe, mas pontuou ser “lamentável” a atitude do ex-presidente “em um regime democrático”. “Não tenho nada contra ele, mas é lamentável que um sujeito desses ligue para uma redação e ameace uma pessoa. Ele poderia ter mais cautela, poderia respeitar os direitos humanos”.

De acordo com o repórter, Collor estaria desgostoso com a revista por conta de outras matérias em que o político é citado. Sobretudo a respeito de uma entrevista com sua ex-mulher, Rosane Malta, em que é indicado como sonegador de impostos.

A respeito de um eventual encontro com o ex-presidente, Marques disse não estar temeroso. “Sou faixa roxa de Karatê (risos)”, afirmou. “Estou há 22 anos denunciando bandidos de peso pesado e essa deve ser a décima ameaça, e isso não me intimida”, finalizou.

A reportagem tentou contato com o diretório nacional e regional do PTB e com a coordenação de campanha de Collor e não obteve retorno. A assessoria de imprensa de seu gabinete no Senado declarou que não tem relação com as atividades do senador fora de seu mandato, e por isso não poderia se pronunciar.

O EXPLOSIVO PADRINHO DE EVO MORALES

sábado, 31 de julho de 2010

Associated Press

Valentín Mejillones, o sacerdote aimará que abençoou a posse de Evo Morales em janeiro, foi preso com 240 quilos de cocaína líquido, ao lado de um casal de colombianos, nesta quinta-feira, 29.

De acordo com o diretor do departamento antinarcóticos da polícia boliviana, ele foi detido na noite de terça-feira em sua casa, em El Alto, na Grande La Paz, processando cocaína, vestindo suas roupas cerimoniais. O filho do sacerdote e um casal de colombianos ainda não identificado pela polícia estavam no local do crime.

“Fui enganado pelos colombianos, não tenho nada a ver com isso. Lhes fiz um favor, me disseram que iam fazer pastilhas de ervas e pomadas”, disse o acusado.

“Não importa quem seja, a pessoa que cometeu irregularidades deve submeter-se à lei”, disse o vice-presidente Alvaro Garcia. “Não foi escolhido pelo presidente, mas pelos religiosos andinos”.

Segundo a polícia, a cocaína foi avaliada em US$ 300 mil. O forte cheiro de produtos químicos que exalava da casa fizeram os vizinhos acionarem as autoridades.

O sacerdote de 55 anos participou da posse do segundo mandato de Evo, em um rito andino celebrado no maior tempo arqueológico da Bolívia. Mejillones tem o título de amauta, o maior líder espiritual da religiosidade andina.

BOLSA FAMILIA É PALIATIVO

sábado, 31 de julho de 2010

Bolsa Família não é resposta à pobreza urbana no Brasil, diz ‘Economist’

BBC Brasil*
A revista britânica The Economist traz em sua edição desta semana um longo artigo sobre o Bolsa Família onde afirma que, apesar da grande contribuição do programa para a redução dos índices de pobreza do Brasil, ele parece não funcionar tão bem no combate à pobreza nas grandes cidades.

De acordo com a revista - que cita dados da Fundação Getúlio Vargas - cerca de um sexto da redução da pobreza no país nos últimos anos pode ser atribuído ao Bolsa Família, “mas algumas evidências sugerem que o programa não está funcionando tão bem nas cidades como nas áreas rurais”.

“O sucesso do Brasil em reduzir a pobreza parece ser maior nas áreas rurais que nas urbanas”, diz o artigo, que cita dados das Nações Unidas que indicam que houve uma redução de 15 pontos percentuais no número de pobres na população rural entre 2003 e 2008, enquanto nas cidades essa diminuição foi muito menor.

Segundo a publicação um dos principais fatores que levam a esta situação é o fato de o Bolsa Família ter substituído, a partir de 2003, uma série de outros benefícios que somados, poderiam representar ganhos maiores para estas famílias das cidades que o montante concedido atualmente. A revista comenta que o Bolsa Família acabou eliminando programas como o de combate a subnutrição infantil, os subsídios que eram dados à compra de gás de cozinha e o programa de ajuda a jovens entre 15 e 16 anos.

“Embora seja difícil provar pela falta de dados oficiais, evidências sugerem que a quantia (atual) pode valer menos que os antigos benefícios”, diz a revista.

Outro problema citado pela Economist é o fato de o programa ter tido pouco sucesso em reduzir o trabalho infantil. Segundo a publicação, crianças das cidades podem ganhar mais dinheiro “vendendo bugigangas ou trabalhando como empregados” do que ficando na escola para receber os benefícios.
Embora afirme que estes fatores não signifiquem que o Bolsa Família seja “desperdício de dinheiro” nas áreas urbanas, o artigo diz, no entanto, que o programa não é a solução “mágica” como tem sido tratado no Brasil e em outros países.

Vices

A mesma edição da Economist traz outro artigo sobre o Brasil, desta vez discutindo o papel dos candidatos à vice nas principais chapas que concorrem à Presidência nas eleições de outubro.
Citando o fato de quatro vices terem assumido a Presidência desde 1954, a revista afirma que os candidatos ao cargo estão em evidência na campanha atual, principalmente devido ao fato de Dilma Rousseff (PT) ter ficado “seriamente doente” no ano passado.

“É mais que mera curiosidade o fato de os companheiros de chapa tanto de Dilma Rousseff como de seu principal oponente, José Serra (PSDB), estarem causando problemas. Os dois candidatos provavelmente desejariam ter outros parceiros (de chapa)”, diz a revista.

A Economist cita então as declarações de Indio da Costa, vice na chapa de Serra, que acusou o PT de ter ligações com as Farc, causando “uma situação embaraçosa”.

Já em relação a Michel Temer, do PMDB, vice na chapa de Dilma, a revista afirma que ele pertence a um partido que é um conjunto “de lideranças políticas regionais, algumas das quais envolvidas em escândalos”.

“Assim como (Indio da) Costa, ele (Temer) parece não ter a total confiança de seu parceiro de chapa”, diz a revista. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

DITADURA EM CURSO

sábado, 31 de julho de 2010

Por Ucho Hadadd, do ucho.info

Para que o Brasil se transforme na versão continental de Cuba falta pouco. Basta que a truculenta Dilma Rousseff vença as eleições e a porção trotskista do PT instale no Palácio do Planalto um Politburo tupiniquim, pois os outros ingredientes já pululam com largueza em nossa querida e amada Botocúndia, a começar pelos atos de censura que a Justiça vem impondo à imprensa nacional.

Repetindo o abominável estilo que marcou a era plúmbea, a Justiça tem ignorado o que reza a Constituição Federal, que em entre as cláusulas pétreas garante que “é livre a manifestação do pensamento, desde que vedado o anonimato”. E a imprensa brasileira é o alvo predileto dos censores modernos.

Então correspondente do “The New York Times” no Brasil, o jornalista Larry Rother quase foi do País após ter noticiado no tabloide nova-iorquino os “bebericos” de Luiz Inácio Lula da Silva. Aconselhado por companheiros e colaboradores mais próximos, o presidente-metalúrgico preferiu manter o direito à bebida e desistiu de expulsar Rother das terras de Macunaíma.

Jornalistas com todas as letras e penas, Boris Casoy foi ejetado da Rede Record apenas porque contrariou os interesses do presunçoso Lula da Silva, que encastelado no comando do País acredita ser uma versão fajuta e requentada de Messias, o salvador da humanidade.

Não faz muito tempo, o editor do ucho.info foi proibido pela Justiça do Rio de Janeiro de citar o nome do banqueiro oportunista DD – agora só assim a ele podemos nos referir – apenas porque o inimigo número 1 do Brasil se sentiu incomodado com as verdades aqui publicadas. E lá se vão mais de quatro anos de censura.

Na sequencia foi a vez de o jornal “O Estado de S. Paulo” ficar impedido de publicar qualquer informação sobre a Operação Boi Barrica (posteriormente batizada de Faktor), da Polícia Federal, que flagrou o empresário Fernando Sarney em estripulias das mais diversas, a começar por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em seguida, a blogueira Adriana Vandoni teve o direito de se expressar livremente cassado por decisão do juiz Pedro Sakamoto, de Mato Grosso, que atendeu a um absurdo pedido do deputado estadual José Riva (PP), réu em mais de uma centena de processos judiciais. No rastro de tão arbitrária decisão foram atingidos os jornalistas Enock Cavalcanti e Fábio Pannunzio. Covarde contumaz, Riva usa do poder passageiro da influencia utópica e criminosa para intimidar os jornalistas que o desafiam.

Para não ficar distante do rol das arbitrariedades, a Justiça do Acre, com base na extinta ‘Lei de Imprensa’, determinou a prisão do jornalista Antônio Raimundo Ferreira Muniz, que ousou contrariar o coronelato dos irmãos Viana – Jorge e Tião.

Repórter da Rede Bandeirantes, Fábio Pannunzio foi censurado pela Justiça do Paraná, que o proibiu de citar o nome de uma brasileira casada com o chefe de uma quadrilha internacional de drogas, preso em operação da Interpol.

Por último, o jornalista Hugo Marques, da revista IstoÉ, foi ofendido e ameaçado pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que não gostou de reportagem sobre um pedido de impugnação de sua candidatura ao governo de Alagoas. Covarde e com lampejos de psicopatia, Collor de Mello só age assim porque está escondido sob o manto de um mandato bisonho, pois sabe que uma reação do jornalista o impedirá de exercer a profissão e de cobrir o cotidiano do Senado Federal. Fosse uma discussão de rua, parecida com as muitas em que o playboy alagoano se envolveu e o poderio financeiro e político de sua família soube abafar, Collor já teria sido linchado.

Tucano de alma e petista por mero interesse, o senador Delcídio Amaral (MS) conseguiu na Justiça Eleitoral do seu estado calar o jornalista Nilson Pereira, que está proibido de citar o nome do parlamentar, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Como se não bastassem o comportamento intimidatório dos políticos e as decisões truculentas da Justiça, o deputado federal André Vargas (PT-PR), o “Bocão”, secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, usou o microblog que mantém no Twitter para ameaçar de morte o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de José Serra. Inconformado com o retorno à mídia das relações umbilicais entre o PT e as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), André Vargas afirmou que, caso o partido tivesse alguma relação com o grupo narco-guerrilheiro, “Índio e sua tribo estariam seqüestrados ou mortos”.

Fora isso, ainda há aqueles que acreditam que Dilma Rousseff nem mesmo em sonho cogita controlar a imprensa brasileira caso arranque das urnas uma vitória.

Diante desse quadro ditatorial, resta ao brasileiro torcer para que Lula da Silva cumpra a promessa de reformar e modernizar os saturados aeroportos em tempo recorde, pois as únicas saídas para a ditadura que se anuncia serão o Galeão e Cumbica.

NITROGLICERINA VIRTUAL

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Por Franklin Jorge

Está circulando na Internet o áudio de uma suposta conversa telefonica entre a prefeita Micarla de Souza e Aquino Neto que é nitroglicerina pura. O assunto envolve o vereador Paulo Wagner e sugere que há extorsão no ar…

Aquino, cobra criada, esquiva-se de ajudar o velho companheiro alegando o mau estado de suas finanças, porém deve haver nisso certo exagero e muita esperteza do vereador tarimbafissimo, como poucas vezes se viu em Natal…

Afinal, ele é o rei do Planalto e pelo que se sabe nunca foi flagrado rasgando dinheiro.

NA ‘CASA DO IMPACTO’

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Promotora investiga salários de vereadores de Natal

Por Roberto Guedes

A promotora Danielli Gomes Pereira, um dos defensores do patrimônio público no âmbito do ministério público estadual em Natal, instaurou nesta quinta-feira, 29, ontem, inquérito civil com o objetivo de apurar suposta irregularidade no valor dos salários dos vereadores, que estariam acima do que é permitido pela legislação em vigor.

 

Segundo as normas, o vencimento de um edil pode chegar a, no máximo, 75% dos subsídios recebidos pelos deputados estaduais da unidade federativa. O percentual, a propósito, é restrito às comunas com mais de quinhentos mil habitantes, caso de Natal, que está entre oitocentos mil e um milhão, o que será melhor aferido durante o Censo deste ano, que está sendo preparado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Como o subsídio de um deputado estadual potiguar soma 12.384,06 reais, os vencimentos dos edís deveriam somar no máximo 9.288,04 reais. Segundo o ministério público, os vereadores garantem que recebem 9,2 mil reais. De acordo com a Promotora, a instauração do inquérito se deu a partir de representação que o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco) encaminhado ao ministério público em outubro de 2009.

 

GATILHO SALARIAL

Segundo o Marcco os subsídios dos vereadores estão acima dos limites definidos pela Constituição Federal e estariam cerca de dois mil reais além do permitido. Danielli observou ainda que, segundo o Marcco, um dos problemas consiste na promulgação da Lei Municipal nº 263, de 15 de janeiro de 2009, “cujos dispositivos criaram uma espécie de ‘gatilho’ salarial para os vereadores”.

 

A promotora e o Marcco ressaltam ainda que, conforme está posto na lei, os subsídios da atual legislatura podem ser alterados por simples ato administrativo da Mesa da câmara. Além disso, ela permite que haja a percepção de subsídios em diferentes momentos, sem que se comprove a adoção da nota constitucional da parcela única.

 

Danielli Gomes afirmou ainda que não há confirmação de reajuste atual, mas que a lei n.º 263, da forma como foi aprovada pelos parlamentares municipais, abre brecha para futuros reajustes de maneira inconstitucional. “As investigações no Ministério Público estão no início, mas possíveis irregularidades na percepção de subsídios, conforme as denúncias, estariam presentes também nas três últimas legislaturas da Câmara Municipal e não apenas na atual”, observa.

PAQUIDERME EM LOJA DE CRISTAIS

sexta-feira, 30 de julho de 2010

 Por Roberto Guedes

 

Aliados de Iberê temem resultados negativos da atuação de Dilma no RN

 

Sem prejuízo das comemorações pela vinda da presidenciável Dilma da Silva anteontem a Natal, marqueteiros ligados à candidatura do governador Iberê Ferreira à reeleição encontraram dois pontos negativos na atuação da visitante, e já se preocupam em colocá-los na pauta de pesquisas qualitativas para checar se prejudicam sua coligação e como é possível neutralizar seus efeitos.

 

Para eles, Dilma “encheu a bola” do advogado, ex-deputado e ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, candidato a governador pelo PDT, ao insistir, antes do evento, por intermédio do escalão precursor que veio preparar sua agenda, e presencialmente, no aeroporto Augusto Severo, em mobilizações de rua e na 62ª reunião da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), quando ao Governador interessava como nunca mostrar que via o concorrente lá longe, pelo retrovisor. 

GANHO DE CARLOS

Impor silêncio a Iberê e a Carlos Eduardo foi uma das formas de nivelá-los, como dizem, por baixo, contrariando todo o investimento que o PSB, partido do Governador, havia feito para capitalizar excepcionalmente o apoio que Dilma lhe emprestaria nesta viagem, e reclamam porque o iberezismo não e impôs na hora de preparar a agenda da visita.

 

Como quem procura eximir-se de responsabilidade, lembram que o roteiro foi imposto por dois entes – a assessoria direta da candidata e um comitê local de apoio à campanha de Dilma, presidido pela deputada federal Fátima Bezerra, que está se reelegendo, como avaliam, pelo PT.

 

Eles não confirmam, mas outras fontes asseguram que o comportamento de Dilma não apenas desapontou, como principalmente desorientou completamente Iberê, ao ponto de desviá-lo da missão de conduzi-la do centro do Alecrim, onde só discursaram ela e o deputado federal Michel Temer (SP), presidente da câmara federal e do diretório nacional do PMDB e candidato a vice-presidente da república.

 

Até o final da tarde de ontem, de fato, assessores de Iberê não sabiam informar aonde ele teria ido logo depois da mobilização de rua no Alecrim, onde Dilma tomou uma van com destino ao aeroporto Augusto Severo, para viajar rumo a Brasília. Do Alecrim até o terminal de passageiros, ela praticamente só conversou com uma pessoa – Carlos Eduardo Alves, e na maior intimidade do mundo, como quem monta parceria de longo, longuíssimo prazo.  

 

NÃO CONFIA

Na visão dos acólitos de Iberê, aqui mantidos no anonimato em função da responsabilidade que assumem na campanha, no governo do Estado e nos planos do chefe, Dilma agiu como quem não confia nos relatórios segundo os quais o Governador já teria ultrapassado Carlos Eduardo e procuraria hoje mostrar que tem condições de também superar o primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, a senadora Rosalba Ciarlini (Dem).

 

Falando antes de a TV Potengí divulgar o resultado da mais recente pesquisa Vox Populi sobre a sucessão potiguar, na qual efetivamente Iberê ultrapassaria Carlos Eduardo, chegando a somar 18% contra 13% atribuídos a este, embora Rosalba subisse para 53% e a impressão de que levará a parada logo a 3 de outubro, eles dizem que o pior é que também no cenário nacional o “lobby” do ex-prefeito soube tirar mais proveito da visita em detrimento da tendência eleitoral.

 

O fato de o diário “Folha de São Paulo” publicar uma foto de quase um quarto de página mostrando apenas Dilma e Caros Eduardo na passeata do Alecrim, quando Iberê estava a pouquíssimos centímetros à esquerda dela, indica que o periódico utilizou imagem distribuída pela assessoria de imprensa do ex-prefeito. 

 

SWEDENBERG

Assim como se impressionam com o alcance dos tentáculos da propaganda de Carlos Eduardo, eles receiam que aliados locais de Lula e Dilma não vinculados a Iberê tenham feito chegar à presidenciável informações que ofuscam o quadro pintado pelo Governador. Pois, se os dois tivessem conhecido e principalmente acreditado na informação de que Iberê agora tenta levar a sucessão estadual para o segundo turno e ali superar Rosalba, Dilma teria procurado insinuar em Natal algum esforço no sentido de contribuir para isto.

 

Quanto a quem estaria transmitindo ao Palácio do Planalto informações divergentes das fornecidas pelo Governador, os acólitos deste evitam mencionar nomes de possíveis suspeitos. Consta em Natal porém, que a ponte entre Dilma e Carlos Eduardo é o odontólogo Swedenberg Barbosa, responsável pela agenda administrativa de Lula. Um filho de Swedenberg, que trabalharia como assessor do vereador Raniere Barbosa, presidente regional do PRB, na câmara municipal de Natal, estaria coadjuvando a ação do edil como coordenador da campanha de Carlos Eduardo na capital potiguar.

 

NEM LEU

Para eles, é como se Dilma nem ao menos tivesse lido o relatório da primeira pesquisa feita na presente campanha eleitoral pelo instituto Smart, segundo a qual Rosalba e Carlos Eduardo estariam caindo em relação a situações fotografadas meses atrás por outras instituições, ela mais do que ele, enquanto Iberê pilotaria um bólido eleitoral capaz de trazê-lo de 14% de intenções de votos registrados em maio último pelo Vox Populi para 24% na semana passada.

 

O outro problema que os preocupa é um tiro no pé, que Dilma poderia ter dado ao abrir a boca antes e depois de desembarcar em Natal, ao priorizar como mensagem acicates contra adversários locais do presidente Lula da Silva que até então nem ao menos procuravam inibir a votação que se prepara para ela no Rio Grande do Norte.

 

Eles acham que Dilma pode ter prejudicado as candidaturas da ex-governadora Wilma de Faria, presidente regional do PDT, ao senado, e do próprio Iberê ao atacar Rosalba e o senador José Agripino Maia, presidente regional do Dem e líder da agremiação em sua casa congressual, em discursos e entrevistas a emissoras locais de rádio. O mínimo que Dilma disse foi que se trata de pessoas falsas, lobos sob a pele de cordeiro, capazes de fingir no Rio Grande do Norte que não colidem com ela e com Lula enquanto em Brasília exercitam uma oposição que qualificou como destrutiva.    

 

IGUAL A FIGUEIREDO

“Foi um verdadeiro macaco numa loja de cristais”, descreveu um dos informantes do “Jornal de Roberto Guedes Via e-mail”, para quem Dilma pronunciou verdadeiros impropérios, de retorno político negativo, apesar do esforço que demonstrou em procurar ajudar os responsáveis por levar o eleitor a traduzir no dia 3 de outubro os números com que as pesquisas eleitorais a colocam muito bem na sucessão de Lula.

 

Outro comparou a falta de tato de Dilma à que o falecido general João Batista de Figueiredo demonstrou durante a campanha eleitoral de 1.982, quando, já eleito presidente da república, pelo congresso nacional, passou a fazer campanha pelos candidatos de seu partido aos governos estaduais. A comparação, aliás, o preocupa muito porque parte do princípio de que Dilma está eleita, e pode concluir seu governo sozinha como Figueiredo.

 

O efeito do que disse pode ser paradoxal, a exemplo do que se viu na campanha eleitoral de 2.008, quando Lula veio a Natal para fortalecer o cacife da candidata situacionista à prefeitura, deputada federal Fátima Bezerra (PT). Entusiasmado, segundo constou na época, por goles a mais de uma cachaça que sorveu entre amigos, Lula agiu grosseiramente em relação a José Agripino e a Rosalba pelo menos durante discurso que proferiu em comício na zona norte da capital potiguar.

 

Pesquisas realizadas logo depois mostraram que o senso de solidariedade fez muitos natalenses descer do muro após o pronunciamento de Lula, passando a votar na então deputada estadual Micarla de Souza, presidente regional do PV, de sorte a aumentar consideravelmente a vantagem que já exibia em relação aos demais concorrentes.

 

Eles sonham com nova pesquisa qualitativa, cujos resultados tendem a ser trabalhados somente no intramuros do estafe da campanha, para avaliar o estrago remanescente do “pit stop” que Dilma fez em Natal. Antigos colaboradores de José Agripino, salientam que o parlamentar tem muitos defeitos, mas não é exatamente um falso.

 

Acreditam que até adversários do parlamentar têm esta percepção, e o pronunciamento de Dilma pode levar eleitores indecisos a se aliar ao parlamentar. Ainda mais se este souber promover sua vitimização, induzindo outros norte-rio-grandenses a querer protestar silenciosamente pelo fato de Dilma vir lá de Brasília agredir um conterrâneo.

 

DIAGNÓSTICO DE TODOS

Os iberezistas sentiram na noite passada, através de jornais de “blogs” editados no Rio Grande do Norte, que sua tese encontra eco entre acólitos de José Agripino. De fato, alguns salientaram que José Agripino ainda não procurou se posicionar como vítima, mas agiu prudentemente ao mostrar que Dilma veio agredir potiguares.

 

Rosalba, por sua vez, balizou sua resposta a Dilma na necessidade de os presidenciáveis trazerem propostas, e não arengas, para o Rio Grande do Norte. Na mesma linha, o suplente de senador em exercício João Faustino Ferreira Neto, presidente de honra do diretório regional do PSDB, pediu que o discurso de pessoas na posição de Dilma fale sobre a necessidade de projetos estruturantes para o Rio Grande do Norte.

 

O pior, no tocante ao efeito paradoxal, é que até quem poderia estar comemorando, em detrimento do desempenho de Iberê no primeiro turno da sucessão estadual, sentiu o estrago. É o caso do jornalista, ex-senador e ex-prefeito Agnelo Alves, pai de Carlos Eduardo e candidato a deputado estadual pelo PDT.

 

Poucas horas depois de Dilma voltar para Brasília, em entrevista ao vespertino “O Jornal de Hoje”, Agnelo deplorou o tratamento que ela concedeu a José Agripino e Rosalba, dizendo que ela deveria abster-se de focalizar temas locais e trazer para o Rio Grande do Norte o conteúdo da campanha nacional. “Dilma tem que falar mais sobre a situação nacional, o que ela pretende fazer”, recomendou.

 

CANDIDATURA DE CARLOS EDUARDO É DESTAQUE

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cobertura da Folha de São Paulo sobre visita de Dilma dá destaque a Carlos Eduardo

Por Marcos Alexandre

O jornal Folha de São Paulo deu destaque ao candidato a governador Carlos Eduardo (PDT-PCdoB-PRP) em matéria publicada quarta-feira sobre a visita da candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) a Natal.

A matéria “Dilma diz que será `mãe dos brasileiros`”, publicada na página 6 do primeiro caderno, é ilustrada com uma foto em que aparecem apenas Dilma Russeff e Carlos Eduardo, no momento em que eles, no dilma-móvel, percorriam as ruas do Alecrim.

Milhares de pessoas aplaudiram, cumprimentaram e gritavam o nome de Carlos Eduardo e de Dilma Rousseff durante o trajeto, que durou cerca de 30 minutos. Em seu discurso, na praça Gentil Ferreira, Dilma Rousseff agradeceu o apoio do candidato e de outras lideranças políticas locais. “Vamos ganhar essa eleição juntos”.

Dilma Rousseff fez um balanço do Governo Lula e disse que tinha a missão de continuar no caminho certo. “Eu posso provar que farei isso porque aprendi com o presidente Lula dia após dia”, discursou.

Carlos Eduardo acompanhou a candidata durante todo o dia. “Temos uma sintonia política e uma parceria efetiva com o governo do presidente Lula que resultou em ações concretas para Natal. Tenho certeza de que vamos manter essa sintonia quando a ex-ministra Dilma chegar na Presidência da República e nós, ao Governo do Estado. Vamos trabalhar juntos para avançarmos ainda mais na transformação que queremos para o Brasil e para o Rio Grande do Norte”.

O ‘EFEITO MANDRAKE’

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Roberto Guedes*

Iberê usa expediente para desacelerar campanha de Rosalba Ciarline, que lidera a campanha para o Governo do Estado

Um dos assuntos mais presentes em conversas que líderes políticos potiguares compartilharam nesta quarta-feira, 28, ontem, dentro e fora da movimentação que a base local de apoio ao presidente Lula da Silva promoveu ao receber a visita da presidenciável Dilma Rousseff, foi o impacto causado na campanha eleitoral em curso pela ação que o governador Iberê Ferreira de Souza resolveu ajuizar contra seu principal concorrente na sucessão estadual, a senadora Rosalba Ciarlini (Dem), e a TV Tropical.

Se der o melhor resultado almejado pelo Governador, os dois terão que pagar à justiça uma multa de 1,3 milhão de reais, valor muito acima de todas as punições pecuniárias que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já aplicou a políticos em campanha eleitoral.

O que mais chamou atenção dos políticos não é o desfecho do processo, e sim o seu início, pelo que significa em termos de desviar atenções e energias do grupo que patrocina a candidatura de Rosalba, e o montante sugerido para a multa.

Campeão histórico de sanções pecuniárias adotadas pela justiça eleitoral num ano de votação, o presidente Lula da Silva, que tem no momento que recolher aos cofres do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 175 mil reais, foi condenado sete vezes, cada uma dela em cerca de 25 mil reais, por fazer propaganda antecipada da candidatura de Dilma.

PIONEIRISMO DE BRIZOLA
A grande preocupação que alguns políticos demonstram a respeito é com o fato de se estar adotando com força no Rio Grande do Norte o “Efeito Mandrake”, que eles pensavam ser coisa muito distante. Introduzido na vida pública brasileira, em 1.982, pelo legendário Leonel Brizola, criador do PDT e então candidato a governador Leonel Brizola, o “Efeito Mandrake” recebeu este nome em alusão a personagem de história em quadrinhos, um mágico, e também a brincadeira de crianças em que a imobilização é considerada punição.

O efeito decorre de diferentes métodos e recursos que um político adota para imobilizar o máximo possível seus adversários enquanto impulsiona sua própria campanha.

No caso, Iberê estaria adotando um dos estágios mais avançados desta tática, que é a imobilização no campo da justiça com a possibilidade de forçar os adversários a um grande desembolso. Antes de chegar a tanto, um candidato pode obter a imobilização dos concorrentes de pelo menos duas maneiras. Uma é colocando o adversário na defensiva, obrigando-o a se explicar, sobre o passado ou o futuro. Outra é levando-o a campos de enfrentamento que tiram o adversário do principal campo onde os votos são disputados.

Segundo o economista César Maia, candidato a senador pelo Dem do Rio de Janeiro, a imobilização ocorre, em geral, através de propostas de combate ou duelo que interessam a quem as estimula. “Pode ser do tipo ‘ir ao ambiente desfavorável ao adversário, tendo que enfrentar hostilidades’ ou, o que é muito mais sofisticado, levá-lo a um ambiente neutro, que o tira do ambiente onde o voto está sendo definido”.

MÁGICO DE CASACA
Em geral, no processo de reeleição com um governo razoavelmente ou bem avaliado, interessa ao candidato tirar o adversário das ruas e imobilizá-los “em debates anódinos, insípidos e inodoros”, como define o economista. Um dos primeiros cenários para esta imobilização, em termos de sucessão presidencial, são debates sobre temas macro-econômicos, que encantam os jornais e os economistas, e que ficam em um nível de generalidade, que passam tão acima do eleitor médio, que esse nem se apercebe da relação entre o que se diz e sua vida.

Na visão de César Maia, Lula e Dilma têm utilizado a tática com o objetivo de fragilizar a candidatura do economista José Serra à presidência pelo PSDB.

“Nunca antes neste país se usou tanto o ‘Efeito Mandrake’ como nos últimos meses”, diz. “As pesquisas mostram o sucesso do gesto de mão aberta do mágico de casaca e cartola, do poder”, acrescenta, dissecando as estratégias e enfatizando que o resultado é mais facilmente obtido quando usado por quem está no poder.

“Os governos razoavelmente ou bem avaliados têm uma enorme tropa de militantes atuando na base”, diagnostica. “São milhares e milhares que, por ocupação de cargos ou por subsídios ou recursos para suas empresas, associações, sindicatos ou organizações não governamentais, temem a descontinuidade e se comportam, orientados ou espontaneamente, como tropas ou milícias na defesa de seu candidato, seja ele o próprio governante, ou quem o governo apóia”, descreve.

“Vivemos e viveremos um quadro assim na campanha presidencial de 2010”, prevê, desenhando o cenário: “Um governo bem avaliado, com candidato competitivo e com uma enorme máquina movida a cargos e a subsídios/recursos, com militantes partidários ou não, que atuam coordenados ou espontaneamente. Tudo o que quer o governo ou seu candidato é tirar seu adversário da praça pública e retardar seu contato direto de mobilização nas bases dos multiplicadores e assim, dos eleitores. Para isso, os ambientes perfumados, engravatados, bem comportados são ideais para o candidato do governo se enfrentar com seu adversário”.

NO TRIBUNAL
O recurso ao “Efeito Mandrake” pela campanha de Iberê havia sido antecipado pelo “Jornal de Roberto Guedes Via e-mail” há duas semanas, quando registrou o fato de, ao contratar o escritório de advocacia que assistiria sua campanha, o chefe do executivo haver enfatizado a necessidade de contar com uma equipe “agressiva”.

Liderada pelo professor Erick Pereira, uma das maiores autoridades em direito eleitoral no Rio Grande do Norte, a equipe de Iberê demonstrou estar pronta a capturar no ar as menores possibilidades de levar os adversários às barras da justiça quando ajuizou ação contra Rosalba pelo fato de um advogado a serviço da senadora haver emitido um comentário infeliz sobre a possibilidade de uso da máquina governamental na campanha.

MÃO PESADA
Na época, em contato com integrantes do estafe de Rosalba, este jornal constatou que ela e seu marido, o empresário e ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, presidente do diretório do Dem em Mossoró, estavam conscientes da estratégia que a área jurídica da campanha do Governador adotaria. Tanto é que desde o comentário de seu advogado procuraram evitar a criação de chances para novas investidas de Erick e sua equipe.

Sem fatos novos, o escritório encontrou em fatos pretéritos o motivo para a ofensiva capaz de definir o espaço em que gostaria de imobilizar Rosalba e seu colega José Agripino Maia, presidente regional do Dem, candidato à reeleição e, principalmente, controlador da TV Tropical.

Um dos maiores e mais demorados constrangimentos que José Agripino enfrentou nos últimos anos foi ter que lutar na justiça para evitar que a mesma emissora pagasse quase meio milhão de reais como soma de várias multas que a justiça eleitoral lhe aplicou em 2.006. Além disso, jornalistas vinculados à Tropical perderam sua primariedade através de condenações decorrentes da ação política imputada à emissora. Um deles foi o professor Wellington Medeiros, ex-presidente da Companhia Editora do Rio Grande do Norte (Cern), atual Departamento Estadual de Imprensa. Desta feita, a denúncia poupou os profissionais da casa, mas desceu com mão pesada sobre a estação.

SEM ISONOMIA
Em nome da coligação que patrocina Iberê, Erick questionou o tratamento privilegiado que a emissora concedeu a Rosalba ao longo do período deste ano anterior ao início da realização das convenções partidárias e da propaganda eleitoral. Juntou provas de 104 aparições da senadora em horário nobre da emissora, no período de janeiro a junho, contra vinte participações de Iberê.

Usando a tabela de publicidade da emissora, calculou a multa sobre quatro horas e trinta e nove minutos de exposição da imagem de Rosalba ao longo do período. A estratégia parece estar dando certo: o ministério público eleitoral emitiu parecer favorável à representação. Segundo o procurador Ronaldo Pinheiro de Queiroz, a Tropical “dispensou tratamento privilegiado” a Rosalba, “deixando de conferir tratamento isonômico aos demais postulantes ao cargo de governador do estado”.

* O jornalista Roberto Guedes escreve às quartas-feiras no NOVO JORNAL

A CARNAVALIZAÇÃO DA CULTURA

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Transcrito do NOVO JORNAL, Natal 29/07/2010

Por Franklin Jorge,
Editor de Cultura e Opinião do NJ

Um critico complacente diria, benevolamente, que se trata de uma lista equivocada. Contudo, prefiro ver como um desserviço à cultura norte-riograndense a “Expo lítero-iconográfica Potyguar” elaborada pelo autodenominado bibliófilo João da Mata Costa, que se integra assim ao conjunto de eventos comemorativos da 62ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), em curso no Campus Universitário.

Pretensiosamente, lançou-se Da Mata ao desafio de estabelecer um cânone potiguar, tarefa para a qual mostrou que não está qualificado, já de entrada, ao ignorar soberbamente que uma tal tarefa não pode ser atribuída a um único individuo, mas ao trabalho de gerações e à consagração que o tempo outorga.

Marcada pela falta de critérios, essa reunião atabalhoada de cinqüenta títulos mostra um curador confuso e desinformado; uma espécie de Gumercindo Saraiva redivivo, que, aliás, consta como autor dessa mostra de “livros fundamentais da cultura potyguarriograndensedonorte” (sic), segundo o seu mentor e organizador, literato e professor da Universidade Federal do RN que mistura alho com bugalho e acende a suspeita de que tem a inteligência alheia em baixa conta.

A colaboração de João da Mata Costa ao SBPC contribui para a criação de um grande equivoco e delata a falta de rigor da organização do evento que condescendeu com tamanho disparate.

Essa mostra mal-alinhavada promove uma idéia equivocada da nossa produção literária, sobretudo para os que nos visitam neste momento. Contudo é preciso reconhecer a bossa inovadora do curador da mostra ao ignorar que livros canônicos são aqueles que servem de referencia, o que por seu natural subjetivismo exclui a poesia.

Essa mostra que se intitula de “Potyguarana” parece-me mais o fruto de um delírio narcísico de alguém que, embora amando os livros, o faz de maneira aleatória e sem critério, confundindo escritores autênticos com meros escrevinhadores – falta que se faz inadmissível quando chancelada por uma instituição – a universidade – que tem o dever primário de difundir o conhecimento, não o equivoco ou manifestações vaidosas de egos inchados, como se ocorre no presente caso.

Não há, nessa salada mal temperada, nem mesmo compatibilidade entre a maneira de grafar o conhecidíssimo vocábulo “potiguar”, já assimilado por todos que não são ágrafos. A não ser que o bibliófilo tenha desejado prestar homenagem ao concretismo ou ao joycianismo tão acarinhados por vanguardistas avelhantados.

Acautelando-se de eventuais criticas do público bem informado, bota o autor dessa performance “carta de seguro”, ao declarar que se trata de uma “seleção pessoal e parcial que não pretende abarcar toda cultura do RN”, mostra-se Da Mata um curador incapaz de pensar criticamente sobre suas leituras, uma falta imperdoável num professor universitário que tem como missão transmitir o conhecimento de maneira clara e inequívoca. Uma análise dos titulos que reuniu com o açodamento de um primário revela essa incapacidade de avaliação inerante ao exercicio intelectual sério e construtivo.

João da Mata Costa corre assim po risco de tornar-se folclórico como o seu mestre Gumercindo Saraiva - de quem se pode dizer que morreu sem jamais experimentar o prazer de ter sido apresentado à gramática -, ficando cada vez mais parecido com uma anedota muito conhecido pelos eruditos, na qual um poeta catalão pediu ao seu rei que lhe permitisse desmanchar em represália as sandálioas feitas por um sapateiro metido a cantor que lhe desmanchara a canção, estropiando-lhe a música e os versos, como o famigerado bibliófilo do Alecrim acaba de desmanchar o conceito de cânone e literatura.

A LEITURA EM AGONIA

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Ezequiel Theodoro da Silva,
Do site Leitura Critica

Soube, hoje, do encerramento das atividades do LEIA BRASIL. Não posso deixar de vir a público para expressar a minha imensa tristeza diante deste acontecimento. Ao mesmo tempo, para demonstrar a minha intranquilidade a respeito do destino da leitura neste país.

Ao longo de minhas lutas por mais e melhores leituras para o povo brasileiro, sempre defendi a necessidade de uma “frente” constituída por uma grande - e diversa - quantidade de entidades (públicas e privadas) voltadas ao estudo e à promoção da leitura. A razão é mais do que óbvia: a vergonhosa, a horripilante paisagem que atualmente resulta dos descuidos e descasos dos governos brasileiros em relação ao desenvolvimento das práticas de leitura.

Em 2010, terceiro milênio, em meio às sociedades de informação e do conhecimento, o Brasil apresenta o terceiro PIOR nível de desigualdade de renda do mundo e um quadro sombrio expressando o número de leitores reais. A ferida do analfabetismo continua estuporada. Os iletrados funcionais representam quase a metade da população do país. A débil e debilitada rede de bibliotecas (públicas e escolares) nem de leve, nem de longe alimenta a promoção da leitura. Isto tudo a despeito dos incessantes - mas descontínuos, burocratizados e depauperados - programas de enfrentamento dessa questão.

Um dos efeitos básicos da leitura é a qualificação, para melhor, das decisões e ações dos indivíduos, robustecendo-lhes a cidadania. Outros países sabem disso e não perdem de vista o decisivo apoio aos trabalhos das entidades que indistintamente preservam e dinamizam os seus bens culturais escritos junto à população. No Brasil, infelizmente, ou se repete o erro de repetir políticas caolhas de apoio ao que não dá e nunca deu certo, ou se vira a cara para assistir, de camarote, talvez cinicamente rindo por dentro, à morte e ao sepultamento de importantes entidades culturais.

O valor do LEIA BRASIL advém da continuidade da iniciativa pioneira de Mário de Andrade de itinerar a leitura por entre escolas e comunidades através de caminhões. Um trabalho com professores e com estudantes de toda a comunidade escolar visitada para descobrir e experimentar algumas delícias do ato de ler. Advém também de um conjunto considerável de publicações (Leituras Compartilhadas, coleções de livros, CDs, DVDs, entrevistas, filmagens, etc.), de um poderoso portal de serviços pela Internet, de significativa participação em eventos nas várias regiões do país, de estudos e pesquisas, etc. Quer dizer, a entidade consolidou, historicamente, um “patrimônio” importantíssimo sobre as dinâmicas e os processos de leitura no Brasil - um patrimônio que seguramente vai pro brejo por falta de um olhar de natureza solidária, profissional, sensível dos organismos de apoio ou de patrocínio.

Não quero discutir e nem condenar as razões que levaram Jason Prado, o idealizador e coordenador do LEIA BRASIL, a essa decisão. Quero, isto sim, evidenciar aos leitores deste texto que a morte de uma entidade representa não apenas a permanência do nosso evidente atraso cultural na área, mas fundamentalmente o imenso desvio dos rumos que nos conduzem à conquista do direito à leitura, o que o fundo e à inversa, significa o alastramento da idiotice - ou muita esperteza cínica - nas esferas responsáveis pela educação e cultura no Brasil. E, por tabela ou como reflexo, o alastramento da idiotice por toda a sociedade.

LAMBENDO A RAPADURA

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Congresso em Foco prevê eleição de Rosalba no primeiro turno

O “site” Congresso em Foco, que conquistou respeito em todo o país em função da veracidade de suas informações, previu nesta quarta-feira, 28, ontem, a vitória da senadora Rosalba Ciarlini (Dem) na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, incluindo-a entre os candidatos que tendem a levar a parada logo no primeiro turno.

A previsão consta da reportagem “As chances eleitorais dos candidatos a governador”, postada ontem pelo jornalista Sylvio Costa e ilustrada por um conjunto de fotos de Rosalba e do governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB do Rio de Janeiro, com a seguinte legenda:
“Conforme as pesquisas, a senadora Rosalba Ciarlini (RN) é o nome mais forte do DEM na sucessão estadual e Sérgio Cabral (PMDB) deve se reeleger com grande facilidade no Rio”.

Eis o texto de Sylvio Costa:
Os dados que seguem tomam por base os resultados das pesquisas eleitorais mais recentes para os governos estaduais.

Todos os índices de intenção de votos são para perguntas estimuladas, isto é, aquelas em que o eleitor escolhe o candidato a partir de uma lista de nomes apresentada pelo entrevistador.
Foram descartadas pesquisas muito antigas ou não registradas na Justiça eleitoral.
Veja como está a disputa para os governos estaduais, estado por estado.

ACRE
Conforme pesquisa realizada entre 12 e 14 de julho pelo Ibope, o senador Tião Viana (PT) tem 63% das intenções de voto; Tião Bocalom (PSDB), 18%; e Gouveia Tijolinho (PRTB), 2%. Brancos, indecisos e nulos somam 17%. O levantamento foi realizado por encomenda da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), entrevistou 602 eleitores, e tem margem de erro de quatro pontos percentuais. Registrado no TRE-AC com o número 6.306/2010.

ALAGOAS
Segundo pesquisa do Ibrape realizada entre 9 e 13 de julho, o ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor (PTB) lidera a disputa, com 38% das intenções de voto. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) tem 26%. O atual governador, Téo Vilela (PSDB), 21%. Mário Agra (Psol), 1%. Jeferson Piones (PRTB) e Tony Cloves (PCB) tiveram menos de um ponto percentual. O levantamento, contratado pelo PMDB alagoano, teve 2 mil entrevistas e foi registrado no TRE-AL com o número 7.322/2010.

AMAPÁ
Não há pesquisas recentes disponíveis. Os principais candidatos são Camilo Capiberibe (PSB) e Lucas Barreto (PTB).

AMAZONAS
O atual governador, Omar Aziz (PMN), que era vice de Eduardo Braga (que deixou o governo para disputar o Senado), apareceu com 51% em levantamento realizado pelo Ibope entre 12 a 17 de junho. O ex-ministro dos Transportes e atual senador Alfredo Nascimento (PR) está com 36%. Luiz Navarro (PCB) e Herbert Amazonas (PSTU) têm 1% cada um. A pesquisa foi realizada por encomenda da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, e ouviu 812 eleitores. Margem de erro de três pontos percentuais. Registrado no TRE-AM com o número 14.206/2010.

BAHIA
Pesquisa realizada pelo Datafolha entre 20 de 23 de julho indicou que Jaques Wagner (PT) pode ser reeleito no primeiro turno. Conforme o instituto, se a eleição fosse hoje, ele teria 44% dos votos. Seus adversários somariam 37% da votação. O segundo colocado é o ex-governador e ex-senador Paulo Souto (DEM), com 23%. O candidato do PMDB, o ex-ministro da Integração e deputado federal Geddel Vieira Lima, tem 12%. A margem de erro é de três pontos percentuais, e a pesquisa foi registrado no TRE com o número 51.099/2010. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo. Em pesquisa realizada pelo Vox Populi entre 8 e 11 de maio deste ano, Geddel aparecia com 9%, Paulo Souto (DEM) com 32%, e Jaques Wagner (PT) tinha 41%.

CEARÁ
Pesquisa feita pelo Datafolha entre os últimos dias 14 e 15 apontou grande vantagem para o atual governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição. Com 47% dos votos na pesquisa estimulada, ele reúne mais intenções de voto que a soma (36%) de todos os demais concorrentes: o ex-governador Lúcio Alcântara (PR), 26%; Marcos Cals (PSDB), 7%; Francisco Gonzaga (PSTU), 2%; e Soraya Tupinambá (Psol), 1%. Marcelo Silva (PV) e Maria da Natividade (PCB) tiveram menos de 1%. O levantamento foi contratado pelo jornal O Povo, ouviu 912 pessoas, tem margem de erro de três pontos percentuais e foi registrado no TRE-CE com o número 35.709/2010.

DISTRITO FEDERAL
O favorito é o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), mas não se sabe se sua candidatura vai se manter, já que ele foi impugnado pelo Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha entre 20 e 23 de julho, com 706 eleitores, Roriz possui 40% das intenções de voto. Agnelo Queiroz (PT) tem 27%. Toninho do Psol (Psol), 3%. Eduardo Brandão (PV) e Rodrigo Dantas (PSTU), 1% cada. Newton Lins (PSL) e Ricardo Machado (PCO) ficaram com menos de 1%. Roriz, que tenta o quinto mandato de governador, possui no momento, portanto, oito pontos percentuais a mais que a soma das intenções de voto de todos os demais candidatos.
A soma dos votos brancos, nulos e dos que não sabem em quem votar está entre as mais altas do país – quase 30%. A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, foi registrada no TRE-DF com o número 51.059/2010. A margem de erro é de quatro pontos.

ESPÍRITO SANTO
A julgar pelas pesquisas, é outro estado em que são grandes as chances de a eleição se decidir no primeiro turno. Conforme o instituto local Futura, o senador Renato Casagrande (PSB) tem 59,8% das intenções de voto. O deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), 19,6%. Brice Bragato (Psol), 2,8%. Gilberto Caregnato (PRTB), 1%. O levantamento foi contratado pelo jornal A Gazeta, ouviu 800 pessoas, tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais e foi registrado no TER-ES com o número 9.667/2010.

GOIÁS
Disputa apertada entre dois ex-governadores, o senador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-ministro da Justiça Iris Rezende (PMDB). De acordo com pesquisa realizada entre 5 e 9 de julho pelo instituto Serpes, Marconi está em pequena vantagem, com 46,1% das intenções de voto. Iris Rezende apareceu no levantamento com 39,3%. Vanderlan Cardoso (PR) teve 6,5%. Marta Jane (PCB), 1,2%. Washington Fraga (Psol), 0,3%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Popular, ouviu 1.001 eleitores, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, e foi registrada no TRE-GO com o número 84.479/2010.

MARANHÃO
Não há pesquisas recentes, e com abrangência estadual, disponíveis. Os principais candidatos no estado são o deputado federal Flávio Dino (PCdoB), o ex-governador Jackson Lago (PDT) e a atual governadora, Roseana Sarney (PMDB).

MATO GROSSO
Pesquisa do Ibope, realizada entre os últimos dias 10 e 13 de junho por encomenda da TV Centro América, deu empate entre os dois principais candidatos, Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB), ambos com 29% de intenções de votos. Mauro Mendes (PSB) teve 17%. A soma de votos brancos, nulos e daqueles que ainda não sabiam em quem votar atingia 25%. A pesquisa ouviu 812 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais, e foi registrada no TRE-MT com o número 16.012/2010.

MATO GROSSO DO SUL
O governador eleito em 2006, André Puccinelli (PMDB), candidato à reeleição, tem 51% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Ibrape entre 8 e 14 de abril. O ex-governador Zeca do PT (PT) tem 32% e a senadora Marisa Serrano (PSDB) aparece com 8%. Brancos, nulos e indecisos somavam 9%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Correio do Estado, ouviu 1.647 pessoas, tem margem de erro de cinco pontos percentuais e foi registrada no TRE-MS com o número 6.706/2010.

MINAS GERAIS
De acordo com o Datafolha, o senador e ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) tem 44% das intenções de voto, muito à frente do atual governador, Antonio Anastasia (PSDB), que tem 18%. Vanessa Portugal (PSTU) e Professor Luiz Carlos (Psol) têm 2% cada um. José Fernando (PV), Edilson Nascimento (PTdoB), Fabinho (PCB) e Pepê (PCO) possuem, cada qual, 1% das intenções de voto. A soma dos que pretendem votar em branco, nulo, estão indecisos ou não quiseram responder é de 30% (uma das mais altas do Brasil, juntamente com o Distrito Federal e Santa Catarina). A pesquisa, realizada entre 20 e 23 de julho, foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo. Foram ouvidas 1.269 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais. Pesquisa registrada no TRE-MG com o número 51.059/2010.

PARÁ
Não há pesquisas recentes disponíveis. Os principais candidatos são a atual governadora Ana Júlia Carepa (PT) e o ex-governador Simão Jatene (PSDB).

PARAÍBA
O atual governador e ex-senador José Maranhão (PMDB), que assumiu o mandato após a cassação pelo TSE do governador Cássio Cunha Lima (PSDB), apareceu com 43,75% das intenções de voto em pesquisa realizada pelo instituto Consult entre 13 e 17 de junho deste ano. Seu principal adversário, o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho (PSB), ficou com 32,7%. Foram entrevistados 2 mil eleitores. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. A pesquisa, encomendada para o jornal Correio da Paraíba, foi registrada no TRE com o número 17.353/2010.

PARANÁ
Pesquisa Datafolha realizada de 20 a 23 de julho aponta empate técnico entre o senador Osmar Dias (PDT) e o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB). No levantamento, que ouviu 1.225 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais, Beto Richa tem 43% das intenções de voto e Osmar Dias, 38%. Paulo Salamuni (PV) teve 1%. Os demais candidatos tiveram menos de 1%. A pesquisa, feita para o jornal Folha de S. Paulo e Sociedade Rádio Emissora Paranaense, foi registrada no TRE com o número 15.687/2010.

PERNAMBUCO
Na mesma data (20 a 23 de julho), o Datafolha verificou que o governador Eduardo Campos (PSB) tem 59% das intenções de voto, apresentando assim grandes chances de se reeleger no primeiro turno. Seu principal adversário, Jarbas Vasconcelos (PMDB), tem 28%. Sérgio Xavier (PV), 1%. Os demais candidatos tiveram menos de 1% das indicações dos entrevistados. Foram ouvidos 1.098 eleitores. A pesquisa, feita para o jornal Folha de S. Paulo e para a TV Globo, foi registrada no TRE com o número 32.333/2010. Margem de erro de três pontos percentuais.

PIAUÍ
Pesquisa do instituto Amostragem apontou que, entre 18 e 21 de junho, o ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes (PSDB) tinha 36,5% das intenções de voto, seguido pelo atual governador, Wilson Martins (PSB), com 24,89%; e João Vicente Claudinho (PTB), com 22,43%. Brancos, nulos e indecisos somavam 14,16%. Os demais candidatos tiveram menos de 1% da preferência dos eleitores entrevistados. Foram ouvidas 1.137 pessoas. Encomendada pelo Sistema Meio Norte de Comunicação, a pesquisa tem margem de erro de 2,85 pontos e foi registrada no TRE-PI com o número 13.518/2010.

RIO DE JANEIRO
Depois que o ex-governador Anthony Garotinho (PR), ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, desistiu da disputa, as condições parecem muito favoráveis à reeleição de Sérgio Cabral (PMDB) no primeiro turno. Conforme pesquisa Datafolha realizada de 20 a 23 de julho, ele tem 53% das intenções de voto, quase o triplo do percentual de 18% obtido pelo seu principal concorrente, o deputado federal Fernando Gabeira (PV). Cyro Garcia (PSTU) e Eduardo Serra (PCB) têm 3% cada um. Jefferson Moura (Psol) e Fernando Peregrino (PR) ficaram com 1% cada. A margem de erro é de três pontos. Foram ouvidos 1.264 eleitores. A pesquisa, feita para o jornal Folha de S. Paulo e para a TV Globo, foi registrada no TRE com o número 59.653/2010.

RIO GRANDE DO NORTE
É o estado em que o DEM que tem mais chances de obter vitória na disputa de um governo estadual. A senadora Rosalba Ciarlini, integrante do partido, é apontada pelas primeiras pesquisas eleitorais como a favorita na disputa. Segundo pesquisa feita pelo Vox Populi de 8 a 12 de maio, ela tinha à época 49% das intenções de voto, contra 16% de Carlos Eduardo Alves (PDT), 15% de Iberê Ferreira de Souza (PSB), 2% de Miguel Mossoró (PTC), 1% de Sandro Pimentel (Psol) e 1% de Simone Dutra (PSTU). Ou seja, de acordo com os números da época, ganharia a eleição no primeiro turno, com 14 pontos de vantagem sobre a soma de todos os concorrentes. Foram entrevistados 700 eleitores. A margem de erro da pesquisa – realizada para a Rádio e TV Bandeirantes e registrada no TRE com o número 10.515/2010 – é de 3,7 pontos percentuais.

RIO GRANDE DO SUL
Pesquisa Datafolha realizada de 20 a 23 de julho mostra uma disputa com grande possibilidade de se definir somente no segundo turno. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) está em vantagem, com 35% das intenções de voto. O ex-senador e ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) tem 27%. A governadora Yeda Crusius (PSDB) tem 15%. Dos demais candidatos, somente Pedro Ruas (Psol) alcançou 1% da preferência. O levantamento, que ouviu 1.215 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais, foi feito para o jornal Folha de S. Paulo e para o grupo de comunicação RBS. O registro no TRE-RS tem o número 31. 879/2010.

RONDÔNIA
Quem apareceu na dianteira, em pesquisa realizada entre 14 e 19 de junho pelo instituto Phoenix, foi o ex-senador Expedito Junior (PSDB), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos e cuja candidatura já foi impugnada pelo Ministério Público com base na Lei da Ficha Limpa (veja a lista completa). De qualquer maneira, a julgar pelos números desse levantamento, a disputa está bem apertada. Expedito Junior tinha 23,8%; Confúcio Moura (PMDB), 21,4%; João Cahulla (PPS), 18,2%; Eduardo Valverde (PT), 8,9%. A pesquisa incluiu dois outros nomes que não foram registrados para a disputa: Melki Donadson (PHS) e Dra. Rosângela (Psol), que obtiveram, respectivamente, 8,5% e 1,5%. Os votos brancos, nulos e indecisos totalizaram 17,6%. Foram entrevistadas 900 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais. A pesquisa, contratada pelo jornal Alto Madeira, foi registrada pelo TRE-RO com o número 13.950/2010.

RORAIMA
Não há pesquisas recentes disponíveis. Os principais candidatos são o ex-governador e atual deputado federal Neudo Campos (PP), impugnado com base na Lei da Ficha Limpa, e José de Anchieta Jr. (PSDB).

SANTA CATARINA
Segundo apurou o instituto Mapa entre 7 e 9 de julho deste ano, Angela Amin (PP) tinha 33,5%; o senador Raimundo Colombo (DEM), 20,6%; Ideli Salvatti (PT), 15,9%; Rogério Novaes (PV), 1,2%; Valmir Martins (Psol), 1%; Amadeu Hercílio da Luz (PCB), 0,8%; José Carmelito Smieguel (PMN), 0,6%; e Gilmar Salgado (PSTU), 0,1%. O índice de votos nulos, brancos e daqueles que estão indecisos ou não responderam está entre os mais altos apurados em pesquisas eleitorais recentes – 26,3%. A pesquisa, realizada para o grupo RBS, ouviu 1.008 eleitores, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, e foi registrada no TRE-SC com o número 37.021/2010.

SÃO PAULO
Pesquisa Datafolha realizada de 20 a 23 de julho aponta vitória no primeiro turno do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). No levantamento, que ouviu 2.083 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais, ele tem 49% das intenções de voto. A soma de todos os demais candidatos não passa de 33%. O senador Aloizio Mercadante (PT) ficou com 16%; o deputado federal Celso Russomano (PP), com 11%; o empresário Paulo Skaf (PSB), com 2%; Fábio Feldman (PV), Anaí Caproni (PCO), Mancha (PSTU) e Paulo Búfalo (Psol) tiveram 1% cada um. Igor Grabois (PCB) não chegou a 1% da preferência dos entrevistados. A pesquisa, feita para o jornal Folha de S. Paulo e para a TV Globo, foi registrada no TER-SP com o número 51.059/2010.
Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, ocorrido entre 25 e 26 de março, houve queda de Alckmin, que tinha 53% (quatro pontos a mais), e de Feldman, que estava com 3% (dois pontos a mais). Mercadante, que estava com 13%, ganhou três pontos percentuais. Russomano, que tinha 10%, está agora com um ponto percentual a mais.

SERGIPE
Segundo o instituto Dataform (últimos dias 15 a 17 de junho), o governador Marcelo Déda (PT) lidera as pesquisas com 41%, seguido pelo ex-governador João Alves (DEM), com 34,4%. Vera Lúcia (PSTU) tem 3,2%; Pastor Arivaldo (PSDC), 1,6%; Nilson Lima (PPS), 1,3%; Reynaldo Nunes (PV), 0,8%; Leonardo Dias (PCB), 0,4%. A pesquisa foi realizada para o jornal Cinform, ouviu 1.067 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais e foi registrada no TRE-SE com o número 5.829/2010.

TOCANTINS
Apenas dois candidatos registraram candidatura para a disputa pelo governo estadual: o atual governador, Carlos Gaguim (PMDB), que tomou posse após a cassação do então governador Marcelo Miranda e seu vice, Paulo Sidnei, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o ex-governador Siqueira Campos (PSDB). Conforme pesquisa realizada entre 25 e 28 de junho pelo instituto Serpes, Siqueira tem 46,8% dos votos. Gaguim, 40,5%. A pesquisa foi encomendada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, ouviu 1.001 pessoas, tem margem de erro de 2,83 pontos percentuais, e foi registrada no TRE-TO com o número 6.987/2010.

DILMA NACIONALIZA CAMPANHA NO RN

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Roberto Guedes*

A candidata situacionista à presidência da república, economista Dilma Rousseff, a quem, aliás, nunca se cobrou o fato de apresentar-se como engenheira enquanto dirigia o ministério de Minas e Energia e a Casa Civil da presidência da República, sem nunca haver concluído curso nesta área, conseguiu nesta terça-feira, 27, anteontem, e ontem, o que seus aliados no Rio Grande do Norte não haviam logrado.

Ela colocou na ordem do dia da presente campanha eleitoral a nacionalização da disputa, ao conceder pelo telefone entrevista à rádio Difusora, de Mossoró, quando desceu o malho nos senadores José Agripino Maia, presidente regional e líder do Dem na sua casa congressual, e Rosalba Ciarlini, a candidata da legenda ao governo do Estado.

Há muito tempo sabia-se que o comando da campanha de Dilma recomendava em relação ao Rio Grande do Norte a nacionalização do discurso como divisor de águas, por acreditar que José Agripino e Rosalba cuidavam aqui de não se caracterizar como adversários do presidente Lula da Silva. Ontem, a propósito, um blogueiro natalense deixou claro que o pronunciamento de Dilma foi produzido a partir de novas orientações a respeito, face à necessidade de discriminar logo os adversários locais de Lula.

O governador Iberê Ferreira de Souza, candidato à reeleição pelo PSB; a ex-governadora Wilma de Faria, presidente regional da legenda e candidata ao Senado, e o advogado, ex-prefeito e ex-deputado Carlos Eduardo Alves, presidente regional do PDT e candidato a governador, vinham tentando sem sucesso fazer com que José Agripino e Rosalba fossem “carimbados” como o anti-Lula numa das unidades federativas em que é mais elevado o índice de aprovação ao presidente.

Até então, os dois e seus aliados vinham conduzindo sua campanha como fato eminentemente local, a despeito do discurso nacionalizado pelos adversários conterrâneos. Rosalba ontem e José Agripino na manhã desta quarta-feira, dia em que Dilma desembarca sua candidatura em Natal, responderam à candidata, verbalizando discursos claramente de oposição.

Resta saber que conseqüências advirão do processo. Para isto é necessário entender bem o papel que os sustentadores locais da campanha de Dilma desempenham e desempenharão na nacionalização do discurso, para se entender porque não vinham obtendo êxito e especular, no melhor sentido, sobre os proveitos que obterão desta ofensiva.

É possível que somente com intérpretes mais “colados” à imagem de Lula o discurso surta os efeitos almejados, seja por mérito ou simples associação de imagens no inconsciente coletivo.

Neste caso, esforços de atores locais podem ser inócuos, ou menos producentes, e será necessário contar mais com a presença na terra de valores nacionais que não podem se dedicar tanto à política local.

Dilma, por exemplo, procurou deixar claro nesta terça-feira que a de hoje seria sua única visita a Natal durante a campanha. Resta aos aliados locais torcer para que ela cumpra a promessa de visitar Mossoró até o fim da jornada.

*O jornalista Roberto Guedes escreve às quartas-feiras no NOVO JORNAL

GARIBALDI É DUPLAMENTE VAIADO

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Roberto Guedes

Candidato à reeleição pelo PMDB, o senador Garibaldi Alves Filho sofreu na visita que a economista Dilma Rousseff, candidata a presidência da república pelo PT, fez ontem a Natal.

Foi vaiado duas vezes pela militância petista, a despeito de a visitante declarar que o apóia: ao meio-dia, ao sair do “campus” central da Universidade Federal (UFRN), onde ela falou perante os participantes da 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), e no final da tarde, quando se retirava das imediações da praça Gentil Ferreira, onde só discursaram Dilma e o deputado federal Michel Temer (SP), o candidato a vice-presidente da república pelo PMDB.

No Alecrim, os petistas gritavam repetidamente a frase: “Garibaldi traíra” na medida em que o parlamentar se retirava em seu carro, decorado com adesivos da colega Rosalba Ciarlini, a candidata do Dem a governador.

O LEVA E TRAZ DO INFERNO

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Fernando Mello, da revista Veja

Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência da República, pediu audiência no Itamaraty em 1999 e se ofereceu como ‘ponte’ entre Brasil e Farc; o encontro ocorreu no gabinete do então ministro, Luiz Felipe Lampreia, que relatou ter recusado a oferta

No final de 1999, o hoje assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia pediu uma audiência oficial no Ministério das Relações Exteriores. O encontro ocorreu no gabinete do então ministro, Luiz Felipe Lampreia. Garcia se ofereceu ao governo brasileiro para atuar como “ponte” com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Nos últimos dois dias, VEJA.com colheu relatos sobre o encontro.

Nesta quarta-feira, procurou o ex-ministro Lampreia, que confirmou a audiência. Servidor de carreira, com mais de 40 anos de Itamaraty, o ex-ministro não tem filiação partidária. “A proposta era de promover um encontro, uma relação, uma conversa”, afirmou.

Na última semana, o candidato a vice na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), provocou reações do PT ao dizer que o partido tem ligações com as Farc. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, chamou Indio de “desqualificado” e “medíocre”.

Em 1999, Garcia era o responsável pela área de assuntos internacionais do PT. Lampreia confirmou a conversa. “Ele pediu uma hora oficialmente, está na agenda”, relata. “Ele me fez essa oferta. Eu agradeci o espírito com que ele fez a oferta, um espírito respeitoso. Mas disse que não aceitava. Como chanceler não tinha nenhum interesse em ter contatos com representantes das Farc. A organização estava combatendo um governo constitucional, amigo do Brasil.”

Lampreia disse a VEJA.com que, recusada a oferta, Garcia não apresentou mais detalhes, nem disse qual seria o representante das Farc escalado para falar com o governo brasileiro. Naquele ano, as Farc tinham muito mais força do que hoje. Seus guerrilheiros se aproximavam da capital, Bogotá, e tinham chances de tomar o poder.

CARTA DE REPÚDIO

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Luiz Marinho novamente desrespeita e persegue os aposentados

A Federação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo, entidade que representa mais de 70 associações e 300 mil associados repudia com veemência a fala do ex-ministro da Previdência Social e atual prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho, que a convite do Ministro Gabas compareceu na solenidade de inauguração das readaptações da agência do INSS na cidade de São Bernardo do Campo – grande São Paulo.

Para a FAPESP o Prefeito Luiz Marinho desrespeitou os aposentados e sua luta por melhores salários e dignidade dizendo que “os aposentados que ganham mais de um salário deveriam se contentar com o reajuste dado pelo governo, que a categoria que com mais de um salário, que reúne mais de oito milhões de pessoas não deveria exigir mais que o índice da inflação”. Deixou transparecer que os aposentados que contribuíram muito para o desenvolvimento econômico e democrático do nosso País seriam os causadores das dificuldades de falta de caixa do governo.

O senhor Luiz Marinho tenta promover a desmobilização dos aposentados ou desconhece a realidade dos fatos.

Lembrando que o ex-ministro Luiz Marinho é o mesmo que durante sua gestão na Previdência Social jogou seu carro oficial contra os aposentados que queriam somente conversar com ele, e atualmente ironizou um repórter da TV Band agredido em frente às câmeras por sua guarda municipal.

O descaso do senhor Luiz Marinho com os aposentados constrangeu o público presente, dentre eles o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, demais dirigentes do INSS e representantes de associações de aposentados, como a FAPESP convidada do Ministro Carlos Gabas, quando deveria apresentar-se como anfitrião na qualidade de prefeito ajudou a engrossar os boatos mentirosos que a previdência é deficitária, o que é desmentido a todo o momento pelo ministro Carlos Gabas, ex-ministro Ricardo Berzoini e parlamentares ligados ao governo como o Senador Paulo Paim do PT do Rio Grande do Sul.

Esta “onda” de boatos que a Previdência está quebrada já é desmentida desde 2006 em Davos, onde o presidente Lula disse para o mundo que “a Previdência não tem déficit”. No ato de São Bernardo, o senhor Luiz Marinho desinteligente e arrogante, ofendendo o Estatuto do Idoso, tentou estragar um evento que foi preparado para atendimento dos contribuintes da Previdência com a presença do ministro Carlos Eduardo Gabas, que este sim tem sido um parceiro dos aposentados. A todo o momento o ministro abre as portas do Ministério para dialogar com a Cobap e Federações, visita as entidades representativas dos aposentados é franco, equilibrado, não foge das discussões e busca soluções.

Postura esta que o senhor Luiz Marinho, quando ministro da Previdência Social não adotou, devendo se preocupar no levantamento das contas do período em que esteve à frente do Ministério da Previdência explicando: quanto movimentou em recursos, o que foi aplicado, como foi aplicado e onde o dinheiro da Previdência foi aplicado.

Já que alega que a Previdência é deficitária, o que é mentira comprovado por cálculos de profissionais capacitados, bem como os desvios da Previdência que sustenta outras áreas por meio da DRU, esta é uma boa oportunidade para que o prefeito de São Bernardo aceite o nosso desafio apresentando cálculos que comprove suas informações e publique Certidão Negativa demonstrando que sua administração está em dia com as contribuições junto ao INSS.

Desta forma a classe dos aposentados representados pela FAPESP registra os protestos e repúdio quanto a sua postura neste ato promovido pelo Ministério da Previdência Social, onde de maneira infeliz e inverídica o senhor estragou a finalidade do evento, desproporcionando um desconforto desnecessário aos convidados daquela cerimônia oficial.

(a) Antônio Alves da Silva,
Presidente da Fapesp – São Paulo/SP

CARTA ABERTA A JOSÉ SERRA

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Enviada por Alejandro Peña Esclusa, prisioneiro político na Venezuela, alertando-o sobre o envolvimento do Presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores com a narcoguerrilha

Senhor,

Dr. José Serra,

Candidato à Presidência da República Federativa do Brasil.

Tenho o prazer de dirigir-me ao senhor, na oportunidade de respaldar plenamente suas recentes declarações públicas a respeito dos vínculos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de Hugo Chávez com as FARC.

O PT é o fundador e principal promotor do Foro de São Paulo (FSP), organização à qual pertencem as FARC desde o primeiro dia de sua criação, em julho de 1990, enquanto que Chávez inscreveu-se cinco anos mais tarde, em maio de 1995.

Embora o Secretário Geral do Foro de São Paulo, Valter Pomar, se empenhe em negá-lo, lhe asseguro que as FARC continuam pertencendo ao FSP até o dia de hoje. Sobre isso, há abundantes provas públicas.

Desejo chamar sua atenção sobre as declarações dadas pelo presidente Lula, líder máximo do PT, no passado 29 de abril de 2009 (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0mul1101952-5602,00-Lula+sugere+as+farc+criar+partido+para+chegar+ao+poder.html e http://www.unoamerica.org/unoPAG/noticia.php?id=377), nas quais propôs às FARC transformarem-se em partido político e participar em eleições, evitando dizer que se trata de um grupo terrorista que assassina, seqüestra, extorque e trafica drogas. Esta posição só é explicável pela afinidade ideológica que existe entre o PT e as FARC.

Quanto a Chávez, o senhor tem razão quando afirma que “até as árvores sabem” de seus nexos com as FARC. O próprio Chávez os tornou públicos quando pediu um minuto de silêncio pela morte de “Raúl Reyes”, e ao permitir a presença na Venezuela de estátuas de Manuel Marulanda “Tirofijo”.

As denúncias do governo colombiano na recente Sessão Extraordinária da OEA, sobre a presença de acampamentos das FARC na Venezuela, só vieram reconfirmar o que “até as árvores” já sabiam.

Desde 1995 venho denunciando os vínculos de Chávez com a guerrilha colombiana. O acusei penalmente por isso e apresentei provas sobre o tema em cenários internacionais, inclusive no Brasil.

Queria convidá-lo a aprofundar seus conhecimentos sobre o Foro de São Paulo. Estou certo de que lhe será de grande utilidade não só em sua campanha, mas na segurança e defesa de sua pátria.

Despeço-me desejando-lhe o melhor dos êxitos em seus projetos.
Muito atenciosamente,

Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UnoAmérica
Autor do livro “O Foro de São Paulo, uma ameaça continental”
Prisioneiro político

Tradução: Graça Salgueiro