Arquivo de 4 de julho de 2010

RETRATO DE UM AMIGO [2-2]

domingo, 4 de julho de 2010

INVENTOR DE CRIATURAS, COLECIONADOR DE AMIGOS

Por Pedro Simões Neto,
professor de Direito aposentado, escritor e advogado

Beiradeiro de Nova Cruz, fez propósito de liderar os dirigentes das instituições de ensino superior do país. Tudo gente bem letrada e bem falante. E foi. Quis ser dono de um baobá, ao menos tutorar um espécime dessa árvore-útero, sementeira da raça, instituir-se o seu poeta e oficiante, e deu no que deu. O “baobá do poeta” é atração turística de Natal. É, por isso mesmo, o homem-árvore referido nos prolegômenos desse escrito.

Deu até nome de Estação Ferroviária, a da Ribeira, de mor valia. Quem já emprestara seu nome a tanto alvoroço, gente de indo e vindo, lendo na plaquinha o porto seguro de partida e de chegada: Diógenes da Cunha Lima? Só um predestinado a ser.

Coleciona amigos como outros o fazem com coisas ditas muito importantes sem importância nenhuma.

Diz que até inventa pessoas, descobre um quê embutido em cada um e, por artes d´alquimia, faz florescência desse intuitivo insuspeitado.

Cada causo tem três estórias: a sua, a minha e a verdadeira.
Mas esse causo eu conto, como o causo foi. Rei é rei e boi é boi.

Conto um causo de vera acontecência como romance sem rima, seco que nem o chão da catinga, aqui e acolá, um respiro de uma macambira e de um mata-pasto. Lá vai:

Malsucedido numa fábrica de ração para aves, certo advogado, ainda jovem, mas já renomado, desfez-se do seu patrimônio para saldar as dívidas comerciais e aceita convite para administrar um grupo de empresas na distante Teresina, capital de Piauí.

Corria o ano da graça de 1976/1977, por aí…

Dito causídico que tinha até veleidades literárias, um poeta passivo e militante de sonhos vários, de repente vê-se degredado para um sítio ermo de praia e de brisa, os floreios convertidos em atos de gerência, haveres e deveres, exilado da sua aldeia. Os filhos, todos mui pichotos, deram para emagrecer e apresentar um calundu de fazer dó. Saudades da terra Natal, textualmente.

Passou ano e meio cabeça baixa, sem olhar o céu, impondo-se ofício missionário: já que a quimera havia murchado, que recuperasse viço o patrimônio perdido.

Em fins de 1978, recebeu a convocação do amigo, então candidato a Reitor – que voltasse para Natal, que era o seu lugar. Quando chegasse os problemas seriam solucionados a contento, sob seu patrocínio.

Vendeu o que tinha e atendeu, confiante, ao chamamento do seu patrono. Incorporou-se à campanha para conquista da Reitoria da UFRN, participando de um grupo com centenas de militantes e após dura batalha, hoje mitigada mas dantes celebrada como encarniçada, Diógenes foi nomeado para o cargo.

Nesse meio tempo, sentou praça como editor-assistente do Rn-Econômico, que atravessava uma extraordinária fase de expansão, não por seu auxilio, mas porque confirmava-se a excelência da parceria Marcelo Fernandes-Marcos Aurélio Sá, dois grandes amigos e profissionais competentes, que se completavam.

Certo dia, o amigo-reitor comunica que quer tê-lo como o seu substituto na cátedra de Direito Comercial. Que buscasse Amaury Sampaio Marinho, então chefe do Departamento de Direito Privado, para os acertos.

Pouco mais de um ano depois, o inventor de gente consultou Marcos Aurélio Sá, seu também amigo, porventura o desfalque do editor assistente era perda irreparável, ou suportável em curto ou médio prazo. O jornalista respondeu que preferia manifestar opinião depois de conversar com o seu editor, para aferir as suas conveniências e sugestões e avaliar a conjuntura.

Deu-se então que Sanderson Negreiros havia pedido exoneração do cargo de Pró-Reitor de Extensão e Diógenes, inconformado com a perda, queria ter o amigo, a quem creditava a qualidade de bom executivo, para ocupar a vacância do notável intelectual.

Um complexo de inferioridade apossou-se logo do convidado, pari passu com a preocupação de deixar os dois amigos que lhe confiaram a editoria da revista em dificuldades. E porque substituir José Sanderson Adeodato Fernandes de Negreiros, era tarefa para kamikaze, tamanha a criatividade, a inteligência e a referência de boa gestão na área responsável pela cultura da UFRN.

Afinal, feita as ponderações necessárias, e tirado os nove-foras, decidiu conforme o que é sempre dito como lugar comum em tais situações – aceitar o desafio.

O resto é história conhecida.

A Pró-Reitoria de Extensão, graças às idéias e ao apoio irrestrito de Diógenes, converteu-se em modelar, mantendo cinco programas inovadores que mudaram a feição dessa unidade acadêmica: Programa de Editoração do Trabalho Intelectual da IES (Peti), gerenciado por Dona Salete e Amaral; Programa de Aplicações Científicas e Tecnológicas (Pacto), pelo Professor Adilson Gurgel de Castro, com ajutório de Uilame Umbelino, Liacir Lucena e Glaucus Brelaz; Programa Memória, pelo professor Iramar Araújo e Programa Vanguarda, pelo professor Ari da Rocha.

Além disso, o afoito desafiado tinha sob sua guarda, o Crutac, menina dos olhos do sempre-reitor Onofre Lopes, a Editora Universitária, o Núcleo de Arte e Cultura, o Núcleo de Estudos Panamericanos, a Televisão Universitária, e o Centro de Convivência.

Era um mundéu de coisas para cuidar e tocar, tudo feito com dedicação e carinho por uma equipe memorável: Fernando Lira, Airton de Castro, Vilma Sampaio, Lúcio Brandão, Carlos Lira – ah, meu Deus, Carlinhos Lira, ele próprio Memória Viva, vivo e eterno na memória. E Franco Maria Jasiello, romano erudito de chapéu de couro e gibão. Tão “magnífico” amigo quanto Diógenes que encarnou e deu essência afetiva a esse título acadêmico.

Graças a essa equipe e ao apoio do Reitor, o titular da Pró-Reitoria alcançou tal prestigio e notoridade que se habilitou a disputar a sucessão do próprio Diógenes, merecendo dos conselhos superiores o maior número de votos e a primeira posição da lista sêxtupla na disputa pela sua sucessão.
Esse tal fui eu, também criatura “inventada” por Diógenes.

Fim do causo e continuação das loas de merecimento

Há nessa criatura-criadora, também, e um tanto sobretudo (literalmente reforço e abrigo), um advogado de tanta maestria e alquimia que é capaz de tocar Midas e convertê-lo no que quiser, um abre-te sésamo que é univitelino com o direito regente no país. Cortez Pereira, injustiçado e fustigado indignamente como fosse, com licença da má palavra, boi-de-piranha, foi tocado por esse-um.

Mas, até esse dom é diluído em tantas vertentes, quantos heterônimos de Fernando Pessoa, tributando-se a jusante e a montante a uma corrente que é principal e essencial: o poeta-escritor, que magicamente, valendo-se do próprio ofício e dele recorrente, inventa gente e coleciona amigos.

É também compositor, escreve estórias infantis, e, se brincar, casa, batiza, faz chover no seco e no molhado e inventa uma lua três vezes sol.

Cogito que é espécie dissemínula, diáspora. Reproduz-se em outras tantas espécies, transplanta-se, transmuda-se, transfigura-se ocasionalmente. Transfere-se grão no bico de ave-palavra-pomba, não mais algaroba, mas sementeira de baobá robusto e frondoso, sagrada habitação telúrica onde as oferendas são plantadas em demanda da beleza.

Eis porque mordo a língua…
“ …e deixo minha fala secar comigo,
e cair como poeira
sobre os olhos famintos”
monte de cinzas
uberdadivosas
adubo de bem quereres

OBS. Quando me ponho e me colho a transfigurar os amigos, inventando personagens e cenários onde pudessem caber, vejo sempre um Diógenes olímpico, boêmio e cristão: túnica e louros de tribuno romano, harpa a tiracolo, como os tangedores de violão, sentado à mesa da santa ceia no mesmo lugar do Divino Mestre, os amigos ao redor aguardando a multiplicação dos pães e do vinho, com gestos largos e solenes, como é seu jeito de ser.

RETRATO DE UM AMIGO[1-2]

domingo, 4 de julho de 2010

INVENTOR DE CRIATURAS, COLECIONADOR DE AMIGOS

Por PEDRO SIMÕES,
professor de Direito aposentado, escritor e advogado

Trouxe a lume o dia mais claro e mais azul que pudesse ser. Alumiou mais ainda a claridade para observar a criatura. Descobriu-se um Diógenes diferente do grego, amante da criação e da criatura. Não mais buscava, anunciava. Tornou-se poeta, de frase curta, rima incidental, palavra grávida de beleza e de intenções, precisa. Suficiente.

E por amar o mundo e os seus habitantes, fez-se, naturalmente, generoso. Largo de gestos, talvez, parafraseando a poeta, gesticule seu pensamento, de sorte que mesmo estando parado é já ter compreendido ou não ter dúvidas.

Com um abraço, transfere-se, com um sorriso se explica. Com a palavra constrói amigos e abrigos, inventa alvores e ainda reúne os escombros do dia para fundear a noite.

Em suas lidas, “… reparte a côdea, o boi (…) e sobretudo e mais que tudo, a palavra sem fel”. Uma pomba seria a imagem mais adequada para o seu verbo – branca, plumosa, digna, no bico um ramo de algaroba anunciando o fim da estiagem e os rigores do inverno.

O sorriso sempre pronto, freqüente e estimulante, mal comparando, como as portas automáticas que se abrem quando o sensor indica a presença humana, e, bem comparando, qual o girassol que se volta na direção da luz. Um sorriso a meio caminho do vicariato, no rumo do hospitaleiro interiorano. Com gosto, sempre. Um meio aguado quando de simpatia, apenas. Mas cheio de sol nos portantos e portentos.

Todavia, cautela é recomendável, sem pressa conclusiva quando o virem assim, na tarde, sorridente, imaginando-o sem propósito. Jorge Fernandes adverte:

Habitualmente vivo assim, sorrindo.
O riso para mim exprime tudo…
E no ato mais sério, estando rindo
Sou mais sério rindo que sisudo.

Porejado por uma santidade profana, porque aceitou, melhor dizendo, acoitou os pecadilhos como contraponto de sua natureza e fatalidade inelutáveis. Legítima defesa. Afinal, tornara-se mortal e nordestinado desde que viera á luz num vale de lágrimas, cuja tanta profusão formou o Curimataú, recorrente rio da infância. Nessas águas, dessalinizadas e adoçadas no sobejo da boca do Diógenes-pai, e Eunice-mãe, navegou até o Potengi.

Primeiro, desembarcou no refoles de Riffault. Quando, que nem Crusoé espiando as sextas-feiras, descobriu as margens ramosas. Um dia, teve vontade de continente e, conduzido pela maré, fincou raízes provisórias à beira do cais da Tavares de Lira.

Depois, transplantou-se pelas ribeiras e alecrins e pelas alturas e baixios da cidade. Virando homem-árvore (imponderável baobá) danou-se cabeça arriba para as dunas, mergulhou a folhagem mística no mar de arrebentação pouquinha, recolhendo a sutil renda branca tecida pelas ondas para formar as nuvens, e, fiado no farol de Mãe Luiza, aventurou-se por mares nunca dantes navegados.

Conheceu os sábios do Sião, os Reis Magos, o santo Cascudo de muitos saberes e muitos charutos, os mitos e as lendas de um Natal memorável, seiva de suas raízes – Navarro, Dorian, Rabelo, Veríssimo, Djalma Marinho, Jorge Fernandes, Zila Mamede, Onofre Lopes, Nei Leandro, Lula Capeta (também louvado como Guimarães), Sanderson, o almocreve de sextante apontado para as estrelas…fábula, fábula.

(De Itajubá, o Ferreira, só conheceu a poética, mas foi suficiente. Rendido pelas tantas belezas dos versejados, num culto à sua imortalidade, mandou restaurar a casa onde nasceu. Como mandou esculpir e pintar quadros dos seus cultuados, num ritual pagão pré-franquado por Deus. É assim o magnífico Diógenes.)

Com aprendizado bem posto e afamado, foi ensinar o que aprendeu, para não sovinar a ciência. Capitulou-se à universidade e ficou sendo seu Reitor. Refém do seu ofício, entregou-se escravo de ventre livre à sua terra e à sua gente. Foi mais além, foi deão de todas as universidades brasileiras, e é presidente do Panteão de Letras Potiguares, sem perder o sotaque, nem perder de vista o verde oceânico potiguar, a fascinação das dunas caprichosas e o aleitamento do Curimataú.

Porque foi sempre e a vida toda uma criatura compromissada com a sua aldeia, que nem o santo besouro cascudo Luís da Câmara e o Fernandes que Jorgeou com os pássaros.

Andou por Seca e Meca, Oropa, França e Bahia. Foi condecorado, enaltecido, honrado e comendadorado, mas, no terceiro dia sempre ressurge dos céus mais luminosos e promissores e planta-se nos quintais da sua terra adotiva. Toca o sino, como os nativos dos mares do sul sopravam os búzios, para as celebrações dos amigos, em Pirangi – o mar embaixo, caminho de navegação, carta de alforria da alma viajora.

Homem que bota fé nos compromissos assumidos, leal, pastoreador de amigos e de sonhos delirantemente perseguidos e realizados, surpreende os alheados e se assombra, ele próprio, com a o tamanho e a extensão dos seus devaneios.

Decidiu criar o projeto Rio Grande do Norte, em que faria a Universidade debruçar-se sobre os problemas de sua terra e oferecer-lhes alento e cura. Assim o fez. Enfrentou o desafio de executar o maior programa de editoração da produção intelectual dos docentes e discentes da sua academia. Foi feito.

Continua.

MICARLA DÁ CALOTE EM ARTISTAS

domingo, 4 de julho de 2010

Por Franklin Jorge

Está circulando na Internet e nos meios culturais da cidade mais uma denúncia muito grave contra a prefeita de Natal que, passados mais de seis meses, ainda não pagou aos artistas que participaram do Auto de Natal levado à cena em dezembro do ano passado! E que, até o dia de hoje continuam sem receber o devido cachê.

Uma vergonha para Natal, que maltrata e desprestigia os nossos artistas, lesando-os não em cachês milionários – como os que foram pagos ao Padre Fábio e a Zeca Zetner, que cobrou os olhos da cara para carnavalizar e desmoralizar a maior festa cristã da cidade, caricaturada de maneira infame, segundo a opinião pública que protestou contra a falta de respeito e o desperdicio de recursos por gestores levianos e sem carisma etc.

Transcrevo abaixo, em solidariedade aos nossos artistas, a denuncia feita sob a forma de carta aberta por Cláudio Rocha, que usa como epígrafe uma frase de Augusto Boal (”Cidadão não é aquele que vive em sociedade - é aquele que a transforma!”) que naturalmente não se aplica à prefeita de Natal, Micarla de Souza, e ao presidente da Fundação Capitania das Artes, jornalista Rodrigues Neto, que “cagam e andam” (como diria o próprio Rodrigues Neto…) para o respeito devido aos compromissos legalmente assumidos pela municipalidade:

“(…)Desde o mês de janeiro deste ano, aguardo da mui digníssima prefeitura de Natal, uma resposta quanto aos critérios que foram adotados para definir como “consagrados pela crítica e pelo público” as pessoas que foram contratadas para atuar como figurantes nos espetáculos teatrais realizados pela prefeitura no fim do ano passado.

“A única resposta que tive foi a de que “todos os trâmites foram realizados dentro da lei”. Isso afirmado por eles que,lógico, jamais assumiriam que os trâmites estariam fora do que a lei permite.

“Insatisfeito com a resposta oficial, encaminhei novamente o meu questionamento e até hoje nada me responderam assim como às denúncias de desvio de quase 200 mil reais da secretaria de educação para a compra de material de pesca, ingressos de teatro (que nunca chegaram nas escolas nas quais fiz uma consulta) e um evento de corais na cidade.

Claudio Rocha”.

O GÊNIO DA MIUDEZA

domingo, 4 de julho de 2010

Por Franklin Jorge

Estou lendo na coluna do jornalista Woden Madruga deste domingo que o Moacy Cirne está botando o ponto final no seu livro sobre o dicionário de folclore produzido por Luis da Câmara Cascudo, através do qual pretende abrir uma frente de batalha contra a familia do escritor e a Editora Global, que detém os direitos de publicação da obra cascudiana não circunscrita aos temas provincianos, como “O Livro das Velhas Figuras”, por exemplo.

Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira delas, um fato histórico: Moacy foi um dos tais que, há uns 30 ou 40 anos passados, participou de ato em que a obra de Cascudo, considerada o lamentável produto de uma “cultura oficial” foi queimada em praça pública.

O segundo ponto diz respeito ao fato de que Moacy não se emenda nem considera limites. Está assumindo responsabilidade muito superior à sua incipiente capacidade intelectual, comprando briga sem dispor da necessária artilharia cultural para escudá-lo.

Confiando-se em apresentações de duas sumidades provincianas, Moacy se dispõe a polemizar em livro o que daria, no máximo, um artigo de jornal com direito a réplica e, para encerrar, tréplica! Certamente quer mostrar assim que ainda está vivo.

Depois de botar em seu balaio vermelho a incumbência de organizar e editar o livro do ex-prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves sobre o Parque da Cidade – tarefa da qual se desincumbiu de maneira primaríssima, como qualquer outra pessoa que ignorasse os mais elementares princípios de editoração -, quer agora Moacy chamar a atenção geral para a sua incompetência, lançando o seu novo livro durante a realização do congresso da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência, a realizar-se ainda este mês no Campus da UFRN.

O livro de Carlos Eduardo, organizado e editado por Moacy Cirne, prova sobejamente o seu despreparo para a tarefa a que se propôs e o tamanho de sua falta de humildade, ao aceitar desafio para o qual não estava nem está qualificado.

No caso do livro sobre o Parque da Cidade, estragou de uma só lapada a idéia e o livro. O ex-prefeito foi mal assessorado, ao escolher o autor de “Cinema Pax” como editor de sua obra… Ou será que Carlos Eduardo nunca foi apresentado ao “Balaio Vermelho” de Moacy?

Ô caicoense porreta, esse, que não se intimida diante de desafio dessa natureza: lidar com as palavras, sem preparo para fazê-lo…

MORRE EM SÃO PAULO O ÚLTIMO BEATNIK

domingo, 4 de julho de 2010

Por Elizabeth Misciasci,
da revista ZaP!

Roberto Piva tinha 72 anos e estava internado em hospital desde maio; sofria de Mal de Parkinson

Morreu neste sábado (3), aos 72 anos, o poeta Roberto Piva. Famoso pelo livro “Paranoia”, de 1963, ele estava internado desde maio no InCor (Instituto do Coração) e sofria de Mal de Parkinson há dez anos.

Durante a própria internação, foi descoberto um câncer na próstata, em metástase. A causa da morte foi falência múltipla de órgãos em decorrência de uma insuficiência renal.

O velório foi realizado na noite de sábado no Cemitério do Araçá e o corpo será cremado na manhã deste domingo (4) no crematório da Vila Alpina.

Nascido em São Paulo, Piva ganhou fama aos 22 anos com a publicação de “Paranoia” ao retratar a capital paulista de maneira maldita, inspirado pelo movimento beatnik e pelo surrealismo. A obra ganhou reedição neste ano pela editora Instituto Moreira Salles.

O autor fez parte da geração de escritores, como Hilda Hist e Claudio Willer, descobertos pelo editor Massao Ohno. Durante sua carreira, o poeta destacou-se pela poética urbana. Suas obras foram divididas em três volumes.e relançadas pela Editora Globo há cinco anos.

AO ALCANCE DE UM CLIQUE

domingo, 4 de julho de 2010

Lista contém quase tudo de que precisamos: arquive e guarde:

01. Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site Gastarpouco:
www.gastarpouco.com

02. Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet:
www.cartorio24horas.com.br/index.php

03. Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil,por cidade, por faixa de preços, reservas etc.:
www.hotelinsite.com.br

04. Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários:
https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp’

05. Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST:
www.soleis.adv.br

06. Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa,chegadas e partidas:
www.infraero.gov.br/pls/sivnet/voo_top3v.inip_cd_aeroporto_ini=

07. Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas:
http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importanteaspp’

08. Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade:
www.mapafacil.com.br

09. Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades:
http://mapas.terra.com.br/Callejero/home.asp

10 Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:
www.dnit.gov.br

11. Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato:
www..dprf.gov.br/ver.cfmlink==form_alerta

12. Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio:
www.102web.com.br

13. Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços, roteiros, etc.:
www.bestpricecruises.com/default.asp

14.. Vacina anti-câncer (pele e rins). OBS: Esta vacina deve ser solicitada pelo médico oncologista:
www.vacinacontraocancer.com.br/hybricell/home.html

15. Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar:
www.picasa.com

16. Semelhante ao Internet Explorer , porem muito mais rápido e eficiente, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar:
www.mozilla.org.br/firefox

17. Site de procura, semelhante ao Google:
www.gurunet.com

18. Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo:
www.timeticker.com/main.htm

19. Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros:
www.a9.com

20. Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral:
www.historiadobrasil.com.br

21. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas:
www.verbix.com

22. Site de conversão de Unidades:
www.webcalc.com.br/conversões/area.html

23. Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb:
www.dropload.com

24. Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade:
www.sendthisfile.com

25. Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro.. Grátis para Pessoa Física:
www.debit.com.br

26. Site que lhe permite falar e ver pela internet com outros computadores, ou lhe permite falar de seu computador com telefones fixos e celulares em qualquer parte do mundo; grátis de computador para computador, voz + imagem; de computador para telefone fixo ou celular:
www.skype.com

27. Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo.
www.indkx.com/index.htm

28. Site de câmaras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo:
www.earthcam.com

SONHOS SONHADOS PARA NATAL

domingo, 4 de julho de 2010

Transcrito da Gazeta do Oeste

Por Ney Lopes,
jornalista, advogado
e ex-deputado federal

A propósito da realização das convenções partidárias neste final de semana recordei alguns sonhos da minha vida pública. Aliás, a política - como a vida - é feita de sonhos. Comecei a fazer política na época em que menino, usava calça curta.

Fui presidente da SIAN (seção infantil da Arcádia Natalense), um grêmio estudantil no Colégio Marista. Até hoje, não desencarnei. Aqui acolá dou palpites, uso a experiência acumulada e tento ajudar, mesmo sem ter mandato Afinal, este é um direito da cidadania, por mais que os palpites dados possam ser rotulados de chatice e incomodem os chatos e auto-suficientes. Coisas da vida!

A propósito da última visita de Bill Clinton, lembrei um sonho sonhado em 2006, quando fui candidato a prefeito de Natal. Defendia a realização na cidade de um encontro dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Seria Conferência de integração da América Latina e Caribe para o lançamento do “Merconorte” - uma área de livre comércio, que reuniria os países latino-americanos, limítrofes no norte do país.

Tal evento consolidaria Natal como local ideal nas Américas para eventos internacionais pela proximidade geográfica com a Europa, África e Estados Unidos.

Quando presidi o Parlatino incentivei vários estudos de viabilização do “Merconorte”, que movimentaria mercado consumidor de cerca de 100 milhões de pessoas, gerando emprego, renda, além de meio eficaz de combate ao narcotráfico na fronteira. Falei várias vezes sobre o tema na Câmara dos Deputados.

Ninguém deu prosseguimento.

O encontro dos presidentes brasileiro e americano teria o precedente histórico da “Conferencia do Potengi”, realizada em 1943, no Pátio da Rampa, durante a II Guerra. À época, o presidente Roosevelt se encontrara com Churchill em Casablanca, no Marrocos. Voou direto para o encontro com o Presidente Getúlio Vargas, em Natal.

Até hoje, o nosso turismo praticamente desconhece fato de tamanha relevância.
Na mesma campanha de prefeito sonhei outro sonho. Foi a proposta de construção em Natal da “cidade olímpica”, próxima ao Parque dos Coqueiros, composta de estádios, escolas, áreas de treinamento esportivo, tudo que colaborasse na formação do atleta potiguar.

Imagine-se o alcance da idéia com o Brasil agora sediando as próximas Olimpíadas. O dinheiro viria do incentivo fiscal concedido para aplicação no esporte. A Petrobrás, que há anos extrai o nosso petróleo, poderia colaborar, além de outras empresas. Como a mediocridade não tem limites, cheguei a ser gozado e acusado de tentar “desmembrar” o município de Natal.

Que má fé!

A “cidade olímpica” seria apenas mais um bairro, idêntica a Cidade da Esperança, Cidade Nova, Cidade Jardim…

Na semana passada, li na imprensa que Andre Rieu - o famoso violinista holandês - se prepara para um grande show na América Latina, a ser transformado em DVD internacional e comercializado no mundo. Escolheu o Brasil como palco. Por que não trabalhar a idéia do espetáculo ser realizado no Forte dos Reis Magos, uma das maiores edificações da Holanda na América Latina?

Em 2004, o Parlatino trouxe a Natal uma delegação de deputados do Parlamento Europeu. Dois deles eram holandeses e me sugeriram cooperação com o governo da Holanda para instalar no Forte dos Reis Magos uma concha acústica para concertos e shows.

Sugeri aos governantes e nada se fez.

Aliás, no RN é pecado mortal ter propostas. A regra é nivelar-se por baixo. Tenta-se levar até ao ridículo. Sei disto pela minha luta, a favor de uma área de livre comércio!

Bem, são apenas sonhos. Victor Hugo já escreveu que “não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”. Por isto sempre sonho…

SEM VISÃO DE FUTURO… NÃO DÁ!

domingo, 4 de julho de 2010

Por Klauber Cristofen Pires,
De Mídia Sem Máscara

Depois, da escola gratuita, da merenda gratuita, do transporte gratuito, da mochila e do material didático gratuito, do uniforme gratuito, e das cotas para as faculdades, constatamos que a coisa não anda. Por quê? Porque nossas crianças não têm visão de futuro.

Das minhas viagens pela marinha mercante, recordo-me das vezes em que visitei a Coréia do Sul. Conheci, entre outros lugares, Gwangyang, Pohang, Pusan e Ulsan. Naveguei nos anos 90, em um tempo em que o Brasil era um país extremamente fechado: vivíamos a hiperinflação; os brasileiros ainda não tinham cartões de crédito internacionais; e vigorava uma severa política de substituição de importações.

Não seria à toa que um jovem oficial de máquinas de uma nação atrasada e pobre ficasse deslumbrado com países tão mais evoluídos: carros maravilhosos, jet-skis, computadores, quinquilharias de fibras óticas, eletrodomésticos que não conhecíamos - entre eles, o forno de microondas - telefones bonitos e multifuncionais e os celulares já faziam parte da paisagem cotidiana.

Tal era o caso da Coréia do Sul, um pequeno oásis em meio à extrema miséria e ao sofrimento dos regimes comunistas chineses, vietnamitas e norte-coreanos.

Eu preciso dizer isto para confessar um pecado mortal: se em algum dia, especialmente durante a juventude, eu sofri de um acesso de socialistite, esta foi bastante efêmera. Nasci com um senso agudo de amor à liberdade e de admiração com o progresso.

Contemplar as indústrias, os portos, o trânsito movimentado, o comércio pujante - enfim - um povo ativo, em todos os sentidos - sempre me aguçou muito mais a simpatia do que contentar-me com o olhar sem brilho e o ócio prisioneiro dos residentes em países comunistas, tal como tive a oportunidade de testemunhar quando conheci a Iugoslavia, antes da guerra que a repartiu em mil pedacinhos.

Sim, a Coréia do Sul! Foi uma experiência singular testemunhar alguns relances curiosos de um povo que já estava bem de vida, mas ainda em estado de evolução mental de um passado pobre para um status de nação superiormente desenvolvida.

Notava isto nos modos ainda meio toscos dos populares, típicos de terceiro mundo, quando comparados com os japoneses, que compõe um povo que há mais tempo se tornou mais requintado. Por favor, coreanos e seus descendentes, não tomem isto como uma ofensa.

Entre as fotografias gravadas na minha mente, uma imagem muito comum - e significativa - era ver crianças nas calçadas, sentadas em banquinhos ou até mesmo em caixas de papelão, a fazer algo que entendi serem as tarefas escolares.

Também as via comumente nas casas de comércio, a preencherem com bolinhas e tracinhos - os caracteres mais comuns da escrita coreana - os seus cadernos de pautas quadriculadas, e possivelmente também aprendiam, pelo convívio, os ofícios paternos. Elas não eram crianças de rua: estavam ali sob o olhar vigilante dos seus pais, estudando, em meio ao trânsito e ao trabalho que seus progenitores desempenhavam.

Impressionam-me ainda hoje tais recordações pelo que traduzem: um povo livre, sério, ativo, trabalhador e dinâmico. Um povo, direi, aqui, com “visão de futuro”. Guardem esta expressão: eu disse “visão de futuro”. Adiante…

Perdoem-me os leitores se demoro a chegar aonde quero, mas preciso transportar-vos àquele ambiente, da maneira que posso. Preciso relatar-lhes a atmosfera e o significado. Hoje é sabido que a educação coreana é tida como a melhor do mundo, senão pelo menos uma das melhores, e isto não se reflete somente na tecnologia de ponta - já falei aqui da internet a 50 Giga, só para dar um exemplo fortuito.

Muita gente metida a intelectual e mesmo hordas de políticos tupiniquins já visitaram aquele país peninsular, e voltaram tagarelando como papagaios sobre a educação como fator de desenvolvimento. Eu disse, “como papagaios”, justamente para destacar aquele bicho que fala sem saber o que as palavras significam.

Mais claramente, voltaram de lá receitando mais investimento em educação, mas desconheceram por completo - ou fingiram propositalmente ignorar - que o processo de educação lá se deu de mãos dadas com o capitalismo, com a liberdade dos pais de educarem seus filhos e com o amplo confronto das idéias - coisas que o projeto de doutrinação ideológica em franco progresso em nossa terra jamais admitiria.

Depois, da escola gratuita, da merenda gratuita, do transporte gratuito, da mochila e do material didático gratuito, do uniforme gratuito, e das cotas para as faculdades, estamos constatando notoriamente que a coisa não anda.

Por quê?

Eu digo: porque as nossas crianças não têm exemplos. Porque nossas crianças não têm visão de futuro. Porque elas estão sendo preparadas para serem iguais, e na pobreza em que vivem, já se sentem iguais umas às outras. Missão cumprida.

Hoje, deparo-me com a notícia divulgada pelo “portal do governo do estado do Pará” que um programa chamado de bolsa-trabalho tem como meta distribuir uma mesada de setenta reais mensais, por até dois anos, para cerca de dez mil jovens.

Pode haver algo mais paradoxal do que uma “bolsa-trabalho”? Senão vejamos: paga-se uma quantia a fulano para que ele procure um emprego? Ou, paga-se uma quantia a fulano para que ele faça um curso profissionalizante, e depois procure um emprego?

Tentemos transportar o mesmo raciocínio a outras instâncias da vida: que tal oferecer uma linguiça a um cão para que ele se interesse por comida? Que tal oferecer um prêmio a um atleta para que ele se interesse em competir?

Dei uma olhada no regulamento: repleto de boas intenções, estabelece condições para o usufruto do benefício, tal como, por exemplo, manter um nível mínimo de 75% de frequência em curso profissionalizante oferecido pelo programa.

Mais interessante é a exigência de o beneficiário estar desempregado há pelo menos seis meses, o que reflete de imediato o desestímulo imposto àquele que procurou emprego por conta própria. O dito benefício ainda guarda outras pérolas, tais como preparar os jovens para a economia solidária - uma quimera socialista que só faz confundir-lhes mais ainda as cabecinhas - apagando de vez qualquer resquício de incentivo ao estudo e à produtividade.

Se é que conheço um pouco a juventude do nosso povão, boa parte desses rapazes e moças passa o período das aulas refestelados sobre a grama das praças públicas dividindo bebidas alcoólicas misturadas a refrigerantes. Daí a prever que os setenta reais serão muito bem aplicados no “Tremendão Tupinambá” (um famoso grupo de som regional), em bebidas, cigarros e mesmo drogas, é mera conclusão lógica irrefutável.

A verdade é que o nosso povão não tem nenhuma visão de futuro. Os melhores exemplos que lhes vêm à mente são de jogadores de futebol ou dançarinas que rebolam sobre garrafas. Daí não se interessarem por nada. Desde a mais tenra idade, são ensinados a cumprir com os desígnios do estado, e não os seus próprios projetos.

Desde pequenos, são doutrinados a conseguirem as coisas por meios políticos, antes do que pelo trabalho suado. Curtir o ócio tornou-se mais barato que trabalhar. Eles sabem que, depois do “bolsa-trabalho” haverá qualquer outra bolsa, e assim vão levando a vida, sabendo que isto é melhor que sofrer por salários diminutos.

Para terminar, vale ainda ser repetitivo, não vale? Pagamos, todos nós, não apenas o benefício dos setenta reais. Na composição, entram também os tais cursos, os agentes públicos com gordos DAS para administrar o programa, a propaganda eleitoreira da governadora Ana Júlia Carepa e puxa vida, a corrupção que grassa vicejante em solo tão adubado. Triste, não?

TRANSGÊNEROS, A ONDA

domingo, 4 de julho de 2010

Do Blog do Mr. X

O mundo freak das celebridades

Absurdo? Que nada. Esse é o admirável mundo novo dos progressistas, em que o “gênero” depende unicamente da escolha.

A filha de Warren Beatty decidiu que vai virar um homem e chamar-se Stephen. Segue a onda da filha de Cher, que já virou um homenzarrão, bem robusto até.

Isso importa? Não muito. Mas as celebridades são “formadoras de opinião”. O que elas fazem hoje, seu filho vai poder querer fazer amanhã.

O problema é que o mundo em que as ditas “celebridades” habitam é um mundo diferente do mundo normal. É um mundo de sexo, drogas, roquenroll, botox na veia (na “véia”), mansões milionárias e divórcios bilionários.

Curiosa essa palavra, “celebridade”. Antes as pessoas eram artistas, músicos, escritores. Isto é, a obra precedia a fama. Hoje, como a própria palavra diz, a ênfase é na fama, não importando seu motivo: um Big Brother aqui, um crime ali, um escândalo acolá. Até psicopatas têm seus quinze minutos de fama.

As celebridades atuais talvez sejam o equivalente dos antigos aristocratas, que também viviam uma vida de licensiosidade e eterno lazer. A diferença é que para essa nova nobreza, isso não basta: mesmo vivendo uma vida de excessos, ainda quer pontificar sobre a vida correta que os outros devem levar. Há nove vezes mais membros do PETA, vegans e aquecimento-globalistas entre as celebridades do que entre a população normal. E quase todos eles adoram tirar foto com Hugo Chávez ou Fidel Castro.

Não é necessário que os artistas sejam “bons moços”, é claro. Mozart não o era. Michelangelo também não. E todos sabem sobre Lord Byron.

Mas porque deveriam as tais “celebridades” ser consideradas modelos de opinião ou comportamento, especialmente agora que vivem uma vida completamente diferente daquela dos comuns mortais?

Curiosamente, a estética acompanha o comportamento radical. Cada vez mais a cultura pop atual se parece a um festival de “freaks” como o do filme de Todd Browning (abaixo). A diferença é que, enquanto os freaks do filme eram inofensivos e de bom coração, e não tinham culpa de seu aspecto físico, as celebridades atuais são freaks por opção, e sua alma é muitas vezes escura. Qual o motivo? É decadência ocidental, ou é algo mais?

Afinal, o público gosta de ler sobre o mundo bizarro das celebridades justamente porque este é bizarro. Há uma espécie de simbiose entre os meios de comunicação, o público e os famosos. Do ponto de vista da “celebridade”, é melhor ser mal falado do que não ser conhecido por ninguém. Do ponto de vista do público e dos jornais, quanto mais escandaloso melhor. Freaks sempre chamam a atenção, ontem e hoje. Está aí a Rainha dos Escorpiões que não me deixa mentir.

Ao mesmo tempo, é inegável que parte do comportamento que transita entre os famosos termina passando para o público consumidor.

Hoje os “transgêneros” parecem ser a nova moda que precisa ser empurrada para o povo através da mídia e dos “formadores de opinião”. Está funcionando. Um dos comentaristas da notícia acima até se invocou ao ler que a filha de Beatty era chamada de mulher, e não de homem:
Wow, whoever wrote this article is incredibly insensitive. Did you even do research about transgendur people? Stephen is not a “she”, so referring to him as a “she” throughout this article is insulting and rude. Beatty is devastated about his SON having gender reassignment surgery, not his daughter. Stephen does not identify as female. You refer to him as a male, with male pronouns.
I’m shocked and appalled that you are disrespecting Stephen’s gender by referring to him by his birth name with female pronouns.

Absurdo? Que nada. Esse é o admirável mundo novo dos progressistas, em que o “gênero” depende unicamente da escolha, em que as coisas são de um certo jeito só porque as queremos assim.
Eu não sei como este filme vai terminar, mas acho que não vai ter um final feliz.