E SE O TEATRO PEGAR FOGO?

Por Roberto Guedes

Corpo de Bombeiros atesta mas governo ignora: TAM corre perigo

Mostrando uma capacidade de desarticulação que ultrapassa qualquer imaginação, o governo do Rio Grande do Norte conseguiu esta semana revelar uma situação de alto risco: mesmo interditado pelo corpo de bombeiros militar, o teatro Alberto Maranhão está funcionando normalmente.

A dona do estabelecimento, a Fundação José Augusto, braço cultural do governo, não está nem aí para os riscos de sinistro que forçaram os bombeiros, integrantes da mesma administração, a determinar o fechamento da casa de encenações.

O vespertino “O Jornal de Hoje” mostrou esta situação na sua edição de ontem, lembrando que todo fim de semana o Alberto Maranhão se enche de crianças atraídas por peças infantis.

É possível ao cidadão comum imaginar que um braço do governo só tenciona se convencer da razão de agir do outro se e quando uma tragédia se abater sobre a casa de espetáculos. Sem abraçar a tese, este jornal virtual deplora o fato de a incapacidade de articulação compartilhada pelos bombeiros e teatro apenas reflita a situação geral do executivo estadual.

Afinal de contas, neste início de semana a secretária estadual de Comunicação, jornalista Juliana Celly, admitiu em contato com um colega de profissão que vinha tentando e não conseguia falar com o titular da pasta de segurança, desembargador aposentado Cristóvam Praxedes.

E a julgar por compromissos que ela assumiu em dezembro último, desde antes da passagem do ano Juliana não consegue nem falar com o chefe de toda a equipe, o governador Iberê Ferreira de Souza. Que, em última análise, é quem algum dia será julgado por semelhante falta de coordenação.

2 comentários para “E SE O TEATRO PEGAR FOGO?”

  1. FRANKLIN JORGE, EDITOR DE 'O SANTO OFICIO' disse:

    Dedicado exclusivamente a arrebanhar apoios e conquistar votos para sua previamente fracassada tentativa de manter-se no cargo, o governador Iberê Ferreira de Souza está deixando a administração do Rio Grande do Norte ao deus-dará. É um comportamento indefensavalmente irresponsável que mostra a qualidade do seu comprometimento com os cidadãos norte-rio-grandenses e a espécie de executivo que ele é. O prolongamento da calamidade que foi o governo da sua antecessora.

    Este caso é emblemático da incompetencia do atual governo e, como bem mostrou o jornalista Roberto Guedes neste curto e irrespondivel artigo, e do nivel de desarticulação existente entre os diversos setores da administração pública. É o legado da ex-governadora Wilma de Faria com todas as suas deploráveis consequencias.

    No caso do Teatro Alberto Maranhão, um departamento da Fundação José Augusto, há uma agravante: a manutenção de Crispiniano Neto na presidência dessa instancia que cuida (?) da politica cultural do governo do estado. Em troca do apoio do PT à sua candidatura, o governador Iberê Ferreira de Souza faz vista grossa a uma situação que tem sido objeto das criticas mais contundentes contra esse gestor desqualificado e inoperante que tem se empenhado apenas em comer diárias sem a prestação de serviço correspondente. Crispiniano, além do seu notório despreparo e incompetencia, é nome repudiado por toda a classe artistica de Natal e do Rio Grande do Norte. Só permanece no cargo por gentileza do PT.

    O governador Iberê Ferreira de Souza precisa ser urgentemente enquadrado pelo Ministério Público. Sua ganância por votos - representada aqui pelo apoio do PT que indicou e mantém Crispiniano Neto no cargo de presidente da Fundação José Augusto - não pode servir de pretexto para a manutenção desse estado de coisas. Para ele, Iberê, parece ser mais importante o apoio do PT do que a segurança das crianças que todos os domingos enchem a plateia do Teatro Alberto Maranhão, uma casa desaprovada pelo Corpo de Bombeiros no quesito “segurança”…

    É a segurança das nossas crianças que está em jogo, todo os domingos, quando o teatro acolhe grupos especializados em teatro infantil. Passivel de curto-circuito em suas instalações elétricas, fico a imaginar o que pode ocorrer numa circunstancia dessa… Com a palavra, o governador!

  2. TARSO MIRANDA disse:

    E AÍ, DR. iBERÊ, COMO VAI SER???

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