Arquivo da Categoria ‘Caso de Polícia’

É AGORA QUE A TAMPA VOA…

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mais trinta pessoas ligadas à prefeitura podem ser presas

Por Roberto Guedes
Cerca de trinta pessoas ligadas à prefeitura de Natal podem ser presas a qualquer momento, como parte da “Operação Curupira”, que nesta segunda-feira, 30, ontem, colocou atrás das grades os servidores João Lopes Neto, Alan Bruno Lima da Silva e Sandro Martinelli Araújo Bezerra, todos da secretaria municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb).

O avanço da investigação e seus desdobramentos foram objeto de reunião que a polícia e o ministério público mantiveram na noite passada com o ex-vereador Olegário Passos, titular da Semurb, que declarou estar colaborando com a iniciativa há algum tempo.

Como registraram alguns meios de comunicação, o ministério público e a Polícia Civil prenderam os três funcionários sob a acusação de cobrarem propina para facilitar licenciamentos.

Ainda à noite, fonte autorizada do “parquet” estadual divulgou a informação de que q operação Curupira vai continuar. “Os promotores investigam mais de 30 pessoas em várias secretarias que ao longo dos últimos 10 anos usaram os cargos para se beneficiar. A maioria recebia propina para favorecer licenças das mais diversas. Só para uma secretaria, ainda existem 11 pedidos de prisão preventiva aguardando a decisão da justiça. A operação só foi possível graças a colaboração da administração municipal que vem agindo como parceira do Ministério Público”, informou a procuradoria da justiça.

Ao longo do dia, o ministério público divulgou, sob o título “Polícia investiga quadrilha que atuava na Semurb de Natal” e ainda sem fornecer os nomes dos detidos, esta informação:

Os três funcionários trabalham no setor de Fiscalização Urbanística, sendo dois fiscais urbanísticos e um atua na parte administrativa do setor. Os acusados, assim como os objetos apreendidos, foram encaminhados para a delegacia, onde ficaram detidos.

A promotoria de Defesa do Patrimônio Público não quis dar mais informações sobre o caso para não atrapalhar as investigações. No entanto, em nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério Público, foi informado que está sendo investigada “a existência de uma quadrilha que atua dentro da Semurb há vários anos. De acordo com os indícios, os acusados teriam recebido pagamento de vantagem indevida para acelerar o trâmite dos processos na Semurb”.

Entre os processos que recebiam esse tipo de aceleração, estão os “os referentes à expedição de alvará de localização de empreendimentos; para se omitirem na fiscalização de empreendimentos irregulares; para se absterem de exigir estudos técnicos indispensáveis à concessão de licenças ou realizá-los sob encomenda para aprovação dos pedidos; e para oferecerem abatimento no valor das autuações feitas pela própria Secretaria, prometendo influir nos julgamentos dos processos administrativos”.

A ação foi iniciada às 6h e os servidores foram presos em casa. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências. Computadores, documentos e mais uma quantia de aproximadamente R$ 2.400 foram apreendidos. Todos os mandados foram assinados pelo juiz Raimundo Carlyle de Oliveira Costa, da 4ª Vara Criminal de Natal. A operação foi denominada de Curupira em alusão ao personagem do folclore brasileiro que defende o meio ambiente.


No final da tarde, a Prefeitura divulgou esta nota oficial:

“Sobre a prisão de três servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), a Prefeitura do Natal informa que desde o início da atual administração municipal todas as orientações e recomendações do Ministério Público foram seguidas, com objetivo de colaborar com o trabalho de investigação e combate às possíveis irregularidades praticadas pelos servidores.

A Prefeitura prestou todas as informações solicitadas e se manteve, assim como se mantém, à disposição dos promotores para atender quaisquer esclarecimentos que ainda possam ser relevantes à elucidação dos fatos.

É de total interesse do Governo municipal combater e extinguir quaisquer irregularidades que porventura possam existir na administração.

O princípio da moralidade administrativa é a base das iniciativas da atual gestão, sob a égide da ética, um dos fundamentos da missão adotada pela Prefeitura.

A administração municipal confia e acredita no empenho do Ministério Público em prol da moralização no poder público e na consequente ação do Poder Judiciário.

O poder público do município classifica esta conduta inadequada como ato isolado, praticado por um pequeno grupo de pessoas.

Por isso entende que tal episódio não poderá macular a imagem de todo o conjunto dos servidores municipais, reconhecido pela sua dedicação, competência e probidade no exercício de suas funções.

O ‘EFEITO WILMA’

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Por Franklin Jorge

Durante sete anos em que esteve no comando do governo do estado, a candidata ao Senado Wilma de Faria deixou o crime comer solto em todo o Rio Grande do Norte.

Sem estratégia de segurança, sem investimentos em equipamentos, pagando mal aos militares e civis, criou a ex-governadora Wilma de Faria as condições necessárias para a proliferação do crime organizado.

O resultado todos conhecem. Porém, ninguém jamais podia imaginar que ela, Wilma, seria vitima do seu próprio descaso em relação a segurança dos norte-rio-grandenses.

Hoje, segunda-feira, por voltas 11h, um bando armado assaltou o seu escritório de campanha e levou notebooks, celulares, jóias, dinheiro e uma Pajero preta. Até este momento a Policia Militar ainda não conseguiu localizar os assaltantes.

TUDO SOBRE O ‘MENSALÃO’

domingo, 22 de agosto de 2010

Por Júlio Ferreira

Após passar anos fazendo pose de paladino da defesa da ética e moralidade na vida pública, o presimente Lulla, tão logo aboletou o traseiro no Palácio do Planalto, começou a colocar as unhas de fora, passando a capitanear um Governo que, em termos de “armações”, conseguiu “colocar no chinelo”, as mais corruptas gestões públicas desse tão dilapidado país.

Entre os muitos escândalos que macularam os mandatos de Lulla, seguramente o mais grave foi aquele que ficou conhecido como “Escândalo do Mensalão”, até porque, além de indícios de malversação de dinheiro público e/ou uso de caixa 2 para arrecadar dinheiro de empresas interessadas “em se dar bem” nas concorrências públicas, envolvia uma nítida tentativa de golpe contra a Democracia, no sentido de que o tal dinheiro arrecadado ilicitamente, serviria para “comprar” deputados federais, garantindo o apóio dos crápulas aos projetos de Governo.

O escândalo foi tão sério que causou a queda do então oficialmente todo poderoso Zé Dirceu (na surdina, ele continua “dando cartas e jogando de mão”), e o presimente Lulla só conseguiu escapar após e abafar as investigações, e não ter vergonha de fazer papel de bobo, afirmando que não sabia de nada.

A sordidez do episódio fez com que o jornalista Ivo Patarra, escrevesse o livro “O CHEFE”, com um detalhado levantamento sobre os 13 meses do maior escândalo de corrupção ocorrido no Brasil, expondo os acontecimentos em ordem cronológica.

Pois bem, o livro “O CHEFE”, acaba de ser disponibilizado na internet, podendo ser lido através do link: LEIA O LIVRO (clique aqui).

Acorda, Brasil!

O VALENTÃO DAS ALAGOAS

sábado, 31 de julho de 2010

Fernando Collor xinga jornalista da IstoÉ e diz que vai “meter a mão na sua cara”.

Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ, na tarde desta quinta-feira (29), e ameaçou esbofetear o jornalista Hugo Marques por conta de uma nota na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.

“Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta”, vociferou Fernando Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Marques declarou que, ao constatar o teor da ligação, desligou o telefone imediatamente. “Eu não queria ouvir insultos e nem responder. Fico preocupado dele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada”, contou.

Sobre o fundamento das ameaças do ex-presidente - que concorre ao governo de Alagoas -, Marques pontuou que os dados sobre a candidatura de Collor estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Ele tem que convencer a Justiça Eleitoral, não a mim”.

Marques afirmou que não irá se manifestar contra Collor, tampouco acionar entidades de classe, mas pontuou ser “lamentável” a atitude do ex-presidente “em um regime democrático”. “Não tenho nada contra ele, mas é lamentável que um sujeito desses ligue para uma redação e ameace uma pessoa. Ele poderia ter mais cautela, poderia respeitar os direitos humanos”.

De acordo com o repórter, Collor estaria desgostoso com a revista por conta de outras matérias em que o político é citado. Sobretudo a respeito de uma entrevista com sua ex-mulher, Rosane Malta, em que é indicado como sonegador de impostos.

A respeito de um eventual encontro com o ex-presidente, Marques disse não estar temeroso. “Sou faixa roxa de Karatê (risos)”, afirmou. “Estou há 22 anos denunciando bandidos de peso pesado e essa deve ser a décima ameaça, e isso não me intimida”, finalizou.

A reportagem tentou contato com o diretório nacional e regional do PTB e com a coordenação de campanha de Collor e não obteve retorno. A assessoria de imprensa de seu gabinete no Senado declarou que não tem relação com as atividades do senador fora de seu mandato, e por isso não poderia se pronunciar.

QUANDO O CRIME COMPENSA

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um colarinho branco de salto alto

No mundo do crime do colarinho branco, a maior celebridade entre os especialistas em lesar a Previdência nunca usou colarinho nenhum. Presa no fim do século passado, aos 47 anos, a advogada Jorgina Maria de Freitas ficou 13 na cadeia. Libertada na manhã do dia 12, saiu como entrou: sem dizer uma palavra sobre o paradeiro da fortuna que acumulou como integrante do comando da quadrilha formada por juízes, advogados e funcionários do INSS.

Entre 1988 e 1990, o bando desviou mais de U$ 500 milhões dos cofres da Previdência com a mesma metodologia: usando até nomes de pessoas mortas, os delinquentes forjaram centenas de processos de indenização milionários. A rede de corrupção começou a ser desmontada em março de 1991, quando uma investigação interna do INSS descobriu como haviam sido tungados R$ 90 milhões, supostamente pagos ao motorista de empilhadeira Alaíde Fernandes Ximenes.

Vítima de um acidente de trabalho, Alaíde processou a Previdência em conluio a quadrilha e conseguiu em pouco tempo a quantia astronômica. Intrigado com as dimensões das cifras, o procurador da Previdência Zander Martins de Azevedo incumbiu um grupo de trabalho da apuração das irregularidades. Logo se chegou ao pântano onde Jorgina e seus comparsas enriqueciam.

Condenada, a criminosa fugiu para o exterior em 1992, graças à ajuda de José Ramon Irribarra Moreno, mafioso chileno que prestava serviços a clientes como PC Farias, tesoureiro de Fernando Collor. Num jatinho, a advogada passou pelo Paraguai e pousou na Argentina. Em seguida, fez escalas nos Estados Unidos, em Portugal e na Espanha até estacionar, em 1994, na Costa Rica. Dali, só sairia algemada para o Brasil três anos mais tarde.

No fim de maio deste ano, Jorgina foi condenada a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos. Há menos de uma semana em liberdade, já recorreu da sentença. Para abater a dívida, serão leiloados 57 imóveis da ex-advogada – que teve seu registro profissional cassado pela OAB em 2001.

A ladroagem protagonizada por Jorgina foi um dos poucos casos de corrupção que não ficaram impunes. Mas só foram devolvidos R$ 69 milhões do total roubado pela quadrilha. O resto do dinheiro está em algum lugar que a polícia e a Justiça ignoram. Jorgina sabe qual é.

PETISTA QUER REAVER DINHEIRO ‘DA CUECA’

domingo, 13 de junho de 2010

Por Josias de Souza,
Da Folha Online


Ele se chama José Adalberto Vieira da Silva. Ganhou fama nacional em 8 de julho 2005, ao ser preso no aeroporto paulistano de Congonhas.

Era, à época, assessor do PT. Levava consigo quase meio milhão de reais. Uma parte, na cueca. Coisa de US$ 100,5 mil.

Pois bem, decorridos cinco anos, José Adalberto reivindica na Justiça a devolução da grana, ainda retida.

A repórter Andreza Matais encontrou o homem da cueca. Em notícia veiculada na Folha, ela relatou o que viu e ouviu.

Achou-o no interior do Ceará, na cidade de Aracati. Mora em casa modesta, assentada numa rua de terra batida.

Depois de 17 anos de serviços prestados, José Adalberto perdeu o emprego de assessor parlamentar do PT.

Para prover o sustento, abriu um negócio: uma pequena mercearia. Vende de farinha a chinelos.
O flagrante de Congonhas rendeu-lhe um processo, ainda inconcluso. Frequenta os autos companhia de outros nove suspeitos.

Como ninguém se anima a assumir-se como dono do dinheiro de má origem, José Adalberto cuidou de reivindicá-lo para si.

Levou o ervanário ao seu Imposto de Renda. “Declarei porque entendi que tinha que declarar, afinal de contas o dinheiro estava comigo, não pertence a ninguém”.

E quanto à origem? “Declarei como sendo uma doação e pronto. Ninguém vai ouvir da minha boca quem é o doador. Sobre isso não falo”.

A Receita Federal multou-o em R$ 200 mil. “Não paguei. Meus advogados recorreram, mas até agora a Receita não se manifestou sobre o recurso”.

Em depoimento à polícia, José Adalberto saíra-se, na época, com uma alegação rota. Dissera que o dinheiro viera da venda de hortaliças.

Depois, refez o depoimento. Em nova versão, afirmara que recolhera os maços de notas com um amigo chamado João Moura.

O Ministério Público sustenta outra coisa. Era propina, provida por empresários bafejados com facilidades na obtenção de empréstimos no Banco do Nordeste.

Ouvidos, todos os suspeitos negam o malfeito. Na expectativa de reaver os recursos, José Adalberto capricha no mistério:
“Sobre o dinheiro, é uma questão que eu ainda tenho dificuldades de falar, até para um psicólogo. É uma coisa minha, de foro íntimo”.

Tenta reescrever a crônica: “Não estava na cueca, mas no cós da calça”. Reconhece que prega no vazio:
“Também, que diferença faria se eu tivesse guardado o dinheiro de qualquer outra forma?…”

“…Estando comigo naquela circunstância, sendo quem eu era, o estardalhaço teria sido o mesmo”.
Enquanto espera pela devolução da “doação” que “não pertence a ninguém”, José Adalberto faz um pedido:
“Gostaria que todo mundo me esquecesse”.

Difícil, muito difícil, dificílimo. Tornou-se um desses personagens inesquecíveis da era Lula.

POR ONDE ANDAM ELES?

domingo, 13 de junho de 2010

Da Tribuna do Norte

Por onde andam os acusados da Hígia, Impacto e Foliaduto?

Apesar da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em determinar a validação do projeto “Ficha Limpa” já na eleição deste ano, no âmbito do Rio Grande do Norte não há, até agora, “implicação” para os envolvidos nos três maiores e mais recentes escândalos locais por fraudes em contratos, tráfico de influência, corrupção e prevaricação no uso de verbas públicas, sejam eles políticos no exercício de mandatos ou não.

A Ação Penal n.º 0003314-80.2009.4. 05.8400 (Operação Hígia) completa hoje dois anos. Atualmente encontra-se concluída para decisão do juiz substituto da 2ª vara da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, Mário Jambo; no que concerne à Ação Penal n.º 001.06.012341-0 (Foliaduto) esta aguarda a realização de duas audiências – uma no próximo dia 16, oportunidade em que serão ouvidas as testemunhas de defesa, e outra no dia 30, para interrogatório dos acusados – para julgamento da juíza do caso, Ada Maria Galvão (5ª vara criminal de Natal).

No caso dos vereadores, ex-vereadores e outros acusados de formar um esquema de corrupção durante a votação do Plano Diretor de Natal, em 2007, o processo da Operação Impacto, então em fase de finalização dos interrogatórios, foi transferido para a 2ª instância do Tribunal de Justiça em face do foro privilegiado do vereador licenciado e atual secretário de Estado do Esporte e do Lazer, Júlio Protásio.

A juíza convocada para quem foi distribuído o processo, Maria Zeneide Bezerra, encaminhou o processo para análise da Procuradoria-Geral de Justiça desde o último dia 14 de maio.

Em comum, todos os processos têm o fato de ainda tramitarem na Justiça e não terem datas certas para receberem sentença. A maioria dos acusados também retomou as atividades normais e, alguns, até pensam em sair candidatos nas próximas eleições.]

Apesar de computar em seus quadros diversos políticos que respondem a ações junto à justiça, o Ficha Limpa não deverá ter aplicabilidade por aqui.

O que fazem

Hígia

João Henrique Lins Bahia Neto

Após pedir exoneração do cargo de secretário-adjunto de Esporte e Lazer do Estado, em junho de 2008, voltou ao Tribunal Regional do Trabalho – 21ª Região, em Natal (vencimentos iniciais do cargo variam de R$ 4.052,96 a R$ 6.611,39), onde desempenha a função de Analista Judiciário. Soma 20 anos de serviço público. É visto por colegas no horário de expediente da manhã (carga horária no TRT é de 7h e 8h). Acusado pelo Ministério Público Federal de ser o interlocutor entre o advogado Lauro Maia e os empresários que prestavam serviços de terceirização para a Secretaria Estadual de Saúde, é um dos réus da Operação Hígia. É assíduo usuário do twitter, onde interage com políticos, jornalistas e conhecidos da sociedade natalense e potiguar.

Jane Alves de Oliveira Miguel da Silva

Delatora principal da Hígia, responde atualmente a nove processos na primeira instância do Tribunal de Justiça, quatro deles impetrados já em 2010. A ação de despejo de n.º 001.09.036222-6, por exemplo, solicita a desocupação, pelos réus, de um imóvel no bairro de Lagoa Nova onde funciona a empresa A G Locação de Mão de Obra, coincidentemente a mesma alvo de denúncia por participação de esquema no âmbito da Sesap. O argumento do proprietário do imóvel é inadimplemento contratual. Teria se separado do outro réu da Hígia, Anderson Miguel. Mora em Natal.

Lauro Maia

É um dos três membros da família Faria Maia a disputar um cargo eletivo no pleito deste ano. Concorrerá, junto com a irmã e candidata à reeleição, deputada Márcia Maia (PSB), ambos filhos da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), uma das vagas de deputado estadual da Assembleia Legislativa. Lauro Maia ocupou o cargo de chefe do gabinete parlamentar do pai, deputado Lavoisier Maia (PSB), mas com o advento da lei do nepotismo passou a fazer as vezes de assessor político de Lavô de maneira informal. É advogado e empresário no ramo de confecções e calçados. É sócio, ainda, de um escritório de advocacia, em Natal. Seus bens estão indisponíveis por ordem da Justiça Federal.

Maria Eleonora Castim
Após pedir exoneração do cargo de coordenadora de Orçamento e Finanças da Secretaria de Saúde Pública, em junho de 2008, passou a atuar em uma empresa da iniciativa privada. Foi excluída recentemente do rol de acusados da Ação Cautelar que pedia a indisponibilidade dos bens dos réus da Ação Penal que tramita na 5ª Vara da Justiça Federaldo Rio Grande do Norte. É casada
com o advogado Carlos Castim, ex-secretário da Segurança e da Defesa Social do Estado e seu advogado no processo. Carlos Castim, após vir o escândalo à tona também pediu exoneração do cargo.

Foliaduto

Fabiano Motta
Continua desempenhando as atividades no ramo de eventos, embora se queixe de, após vir à tona seu envolvimento com o escândalo da contratação de shows fantasmas pela Fundação José Augusto (FJA), ter havido uma queda considerável na demanda de trabalho de outrora. “Os órgãos e as empresas parceiras passaram a ficar receosas e não mais contratá-lo”, disse o advogado Flaviano Gama. Vive em Natal, na mesma residência de quando morava na época em que foi denunciado por participação no esquema.

Ítalo Gurgel
A partir de 17 de junho do ano passado, passou a trabalhar na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), após ser cedido pela Secretaria Municipal de Saúde. Responde a quatro processos entre as varas Cíveis, Criminais e da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. As últimas vezes em que foi procurado por meio de intimação, resultaram inócuas. Há um processo de despejo (de n.º 001.08.000831-4) em que foram frustradas mais de três tentativas para intimação.

Carlos Faria
O irmão da ex-governadora Wilma de Faria continua a exercer a função de médico cardiologista em uma clínica particular, em Natal. Responde a cinco processos na primeira instância do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Operação Impacto

Dickson Nasser
Presidente da Câmara Municipal de Natal desde antes o período em que foi desvendada a Operação Impacto, onde permanece até agora. Foi alçado à condição de comandante da casa após o então presidente da CMN, Rogério Marinho, tratar de elegê-lo antecipadamente, antes de desincompatibilizar-se da cadeira de vereador para assumir a vaga de deputado federal. Dickson acabou vítima da própria armadilha: este ano, um grupo oponente usou do mesmo artifício e elegeu o vereador licenciado Edivan Martins, um ano antes da posse, à revelia do grupo “rogerista”. Ambos (Dickson e Edivan) são réus na Impacto. Dickson Nasser chegou a lançar-se pré-candidato a deputado estadual, mas desistiu da disputa. Preferiu optar pela candidatura do filho, Dibson.

Renato Dantas
Após obter a primeira derrota em urnas municipais, em 2008, o ex-vereador Tirso Renato Dantas foi detido pela Polícia Rodoviária Federal em julho de 2008, em Caicó, suspeito de dirigir sob o efeito de álcool; e, em maio deste ano, teve uma nova passagem pela Polícia após agredir o ex-sogro, fato este confirmado pelo próprio ex-parlamentar. Vive em Natal, utiliza o mesmo número telefônico de quando foi denunciado e vive, segundo informações de pessoas próximas, de uma pequena empresa de táxi aéreo. Chegou a atuar como assessor para assuntos políticos do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), mas não tem mais sido visto junto ao grupo.

Emilson Medeiros

Considerado o mentor do esquema que supostamente distribuiu propina entre alguns parlamentares da Câmara Municipal de Natal em troca da derrubada de três emendas do então prefeito Carlos Eduardo Alves ao Plano Diretor de Natal, vive em Natal, onde presta consultoria na área de construção civil. Optou, em 2008, por não mais concorrer ao cargo de vereador da capital.

Geraldo Neto
Trabalha como assessor na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). Concorreu à reeleição em 2008 sem sucesso. A exclusão de Geraldo Neto e Renato Dantas diminuiu pela metade a bancada do PMDB na CMN, que somente conseguiu eleger dois vereadores. Continua filiado ao PMDB.

Salatiel de Souza
Atua, desde abril deste ano, como secretário-adjunto municipal de Serviços Urbanos (Semsur) além de comandar um programa policial em uma televisão local. Figura entre os réus da Operação Impacto que não obtiveram sucesso ao tentarem a reeleição, no pleito de 2008. Faz parte do antigo grupo na Câmara Municipal de Natal que segue as diretrizes do deputado federal Rogério Marinho.

O ‘GALÃ’ DE 650 MIL REAIS

sábado, 15 de maio de 2010

Filme sobre José Sarney custou R$ 650 mil aos cofres públicos; presidente da Eletrobrás, uma das patrocinadoras, foi indicado por Sarney em 2008

Ao gastar R$ 650 mil do dinheiro público para realizar o documentário “José Sarney, um nome na história”, a intenção da produtora FBL Criação e Produção era “preservar a memória” do país, segundo a diretora da empresa, Rozane Braga.

Com 70 minutos, o filme foi exibido pela TV Senado em 24.abr.2010, quando o presidente do Senado e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), completou 80 anos. O vídeo alterna longo depoimento do próprio Sarney com falas menores de sua filha e governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA), do senador Marco Maciel (DEM-PE), do poeta Ferreira Gullar e outros entrevistados.

A produção foi beneficiada pela Lei Rouanet de incentivo à cultura, informa o repórter do UOL Fábio Brandt. Seu custo equivale ao que a Eletrobrás, a Vale e a Nextel não pagaram em impostos por incentivar a realização da biografia audiovisual de Sarney. Desde 6.mar.2008, o presidente da estatal Eletrobrás é Antônio Muniz Lopes. Ele assumiu o cargo com apoio de Sarney (aqui, a relação de dirigentes da Eletrobrás).

O senador nega ter influenciado a obtenção do patrocínio. Sua assessoria de imprensa afirma que a FBL realizou o filme de forma independente e só escolheu biografar o congressista pela “importância política que ele tem na história recente do país”. Segundo a diretora da FBL, “colocar [o projeto do filme] na Lei e conseguir o patrocínio é responsabilidade da produtora. O presidente Sarney entrou de gaiato nessa história”.

Não é a 1ª vez que recursos da Eletrobrás são associados a Sarney. Reportagem publicada pela “Folha de S. Paulo” em 18.ago.2009 informou que o instituto Mirante, criado pelo empresário Fernando Sarney, filho de José Sarney, recebeu R$ 250 mil da estatal. Na ocasião, a Polícia Federal desconfiava que o empresário usava a influência do pai para conseguir contratos para empresas privadas no setor de energia.

O Blog quis saber por que a TV Senado não produziu o filme já que possui estrutura e funcionários para tratar de assuntos relacionados aos senadores. O diretor da Secretaria de Comunicação do Senado, Fernando Cesar Mesquita, admitiu que a TV Senado poderia ter feito o documentário. “Mas não o fez no caso do presidente Sarney porque o Fernando [Barbosa Lima, proprietário já falecido da FBL] já o havia realizado sem ônus para o Senado”, justificou Mesquita, que foi porta-voz de Sarney durante sua gestão na Presidência da República (1985-1989).

Bastidores
Item da coleção “Os grandes brasileiros”, o filme sobre Sarney dá sequência ao de Tancredo Neves, conta Rozane. “Depois da morte do Tancredo vem a redemocratização e quem faz parte desse projeto chama-se ‘presidente José Sarney’. Ele foi fundamental na luta pela redemocratização”, diz.

A diretora da FBL diz que o filme sobre Sarney custou menos do que outros da série – que inclui Darcy Ribeiro, Ziraldo, Sérgio Cabral pai e Barbosa Lima Sobrinho. Mas ela não revela o preço desses outros documentários. Diz apenas que eles também receberam verba pública. “Não é necessário levantar isso para sua matéria”, argumenta. Segundo ela, a Eletrobrás já havia patrocinado a biografia de Darcy Ribeiro. “Ele já estava morto. Não acredito que tenha ligado pra Eletrobrás para pedir o patrocínio”.

As 1.250 cópias do filme foram distribuídas em gabinetes de congressistas, escolas, bibliotecas e para jornalistas. Mas o público-alvo do trabalho são estudantes, ressalva a diretora. “Nosso comprometimento é com essa coisa de melhorar o nível cultural do nosso povo”.

DICIONÁRIO DA CORRUPÇÃO NO BRASIL

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Progressão do aprendizado delitivo

Governo Ernesto Geisel ( 1974- 1979)
1. Caso Wladimir Herzog
2. Caso Manuel File Filho
3. Caso Lutfala
4. Caso Atalla
5. Ângelo Calmon de Sá (ministro acusado de passar um gigantesco cheque sem fundos)
6. Lei Falcão (1976)
7. Pacote de Abril (1977)
8. Grandes Mordomias dos Ministros

Governo João Figueiredo (1979- 1985)
1. Caso Capemi
2. Caso do Grupo Delfim
3. Escândalo da Mandioca
4. Escândalo da Brasilinvest
5. Escândalo das Polonetas
6. Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS
7. Caso Morel
8. Crime da Mala
9. Caso Coroa-Brastel
10. Escândalo das Jóias

Governo Sarney ( 1985- 1990)
1. CPI DA Corrupção
2. Escândalo do Ministério das Comunicações (Grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não Ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio Ao presidente)
3. Caso Chiarelli (Dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o senador Carlos Chiarelli ou ‘Dossiê Chiarelli’)
4. Caso Imbraim Abi-Ackel
5. Escândalo da Administração de Orestes Quécia
6. Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas

Governo Fernando Collor (1990- 1992)
1. Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais
2. Programa Nacional de Desestatização
3. Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social)
4. Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa)
5. Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos)
6.. Escândalo da LBA
7. Esquema PP
8. Esquema PC (Caso Collor)
9. Escândalo da Eletronorte
10. Escândalo do FGTS
11. Escândalo da Ação Social
12. Escândalo do BC
13. Escândalo da Merenda
14. Escândalo das Estatais
15. Escândalo das Comunicações
16. Escândalo da Vasp
17. Escândalo do Fundo de Participação
18. Escândalo do BB

Governo Itamar Franco (1992-1995)
1. Centro Federal de Inteligência (Criação da CFI para combater corrupção em todas as esferas do governo)
2. Caso Edmundo Pinto
3. Escândalo do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) (ou caso Inocêncio Oliveira )
4. Escândalo da IBF ( Indústria Brasileira de Formulários)
5. Escândalo do INAMPS ( Instituto Nacional de Assistência Previdência Social)
6. Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização
7. Caso Nilo Coelho
8. Caso Eliseu Resende
9. Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco)
10. Escândalo da Telemig (Minas Gerais)
11. Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade) (no Rio de Janeiro)
12. Caso Ney Maranhão
13. Escândalo do Paubrasil (Paubrasil Engenharia e Montagens)
14. Escândalo da Administração de Roberto Requião
15. Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira
16. Caso José Carlos da Rocha Lima
17. Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul)
18. Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro (em Ibicuitinga, Ceará)
19. Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia)
20. Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso)
21. Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná)
22. Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima)
23. Escândalo da Sudene de Pernambuco
24. Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte)
25. CPI do Detran ( em Santa Catarina )
26. Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima de matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades naSudene de Paraíba)
27. CPI do Pó (em Paraíba)
28. Escândalo da Estacom (em Tocantins)
29. Escândalo do Orçamento da União (ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento)
30. Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD
31. Caso Ricupero (também conhecido como ‘Escândalo das Parabólicas’).

Governo Fernando Henrique (1995-2003)
1. Escândalo do Sivam
2. Escândalo da Pasta Rosa
3. Escândalo da CONAN
4. Escândalo da Administração de Paulo Maluf
5. Escândalo do BNDES (verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas)
6. Escândalo da Telebrás
7. Caso PC Farias
8. Escândalo da Compra de Votos Para Emenda DA Reeleição
9. Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)
10. Escândalo da Previdência
11. Escândalo da Administração do PT (primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau)
12. Escândalo dos Precatórios
13. Escândalo do Banestado
14. Escândalo da Encol
15. Escândalo da Mesbla
16. Escândalo do Banespa
17. Escândalo da Desvalorização do Real
18. Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais)
19. Escândalo do Mappin
20.. Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)
21. Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados
22. Escândalo do Judiciário
23. Escândalo dos Bancos
24. CPI do Narcotráfico
25. CPI do Crime Organizado
26. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC
27. Escândalo da Banda Podre
28. Escândalo dos Medicamentos
29. Quebra do Monopólio do Petróleo (criação DA ANP)
30. Escândalo da Transbrasil
31. Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o ‘Caladão’)
32. Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP (Caso Nicolau dos Santos Neto , o ‘Lalau’)
33. Escândalo da Administração da Roseana Sarney (Maranhão)
34. Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta)
35. Escândalo da Sudam
36. Escândalo da Sudene
37. Escândalo do Banpará
38. Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado
39. Escândalos no Senado em 2001
40. Escândalo da Administração de Mão Santa (Piauí)
41. Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney )
42. Acidentes Ambientais da Petrobrás
43. Abuso de Medidas Provisórias (5.491)
44. Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC

e agora…
Uma pequena AMOSTRA do Governo Lula

CALMA… Vai ter muito mais!!!
1. Caso Pinheiro Landim
2. Caso Celso Daniel
3. Caso Toninho do PT
4. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
5. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha )
6. CPI do Banestado
7. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
8. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
9. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11. Irregularidades do Fome Zero
12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13. Escândalo do Ministério do Trabalho
14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17. Operação Anaconda
18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19. Caso José Eduardo Dutra
20.. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23. Expulsão dos Políticos do PT
24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26. Escândalo da ONG Ágora
27. Escândalo dos Corpos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28. Caso Henrique Meirelles
29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30. Caso Cássio Caseb
31. Caso Kroll
32. Conselho Federal de Jornalismo
33. Escândalo dos Vampiros
34. Escândalo das Fotos de Herzog
35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37. Caso Antônio Celso Cipriani
38. Irregularidades na Bolsa-Escola
39. Caso Flamarion Portela
40. Irregularidades na Bolsa-Família
41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45. Escândalo do IRB
46. Escândalo da Novadata
47. Escândalo da Usina de Itaipu
48. Escândalo das Furnas
49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51.. Escândalo da Secom
52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54. Escândalo da CPEM
55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56. Caso Marka/FonteCindam
57. Escândalo dos Dólares na Cueca
58. Escândalo do Banco Santos
59. Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60. Escândalo da Interbrazil
61. Caso Toninho da Barcelona
62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63. Caso dos Dólares de Cuba
64. Doação de Roupas da Lu Alckmin
65. Doação de Terninhos de Marísa da Silva
66. Escândalo da Nossa Caixa
67. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
68. Escândalo das Cartilhas do PT
69. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
70. Escândalo do Proer
71. Escândalo dos Fundos de Pensão
72. Escândalo dos Grampos na Abin
73. Escândalo do Foro de São Paulo
74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75. Escândalo do Mensalinho
76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77. 69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin ( em São Paulo )
78. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
79. Crise da Varig
80. Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
81. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
82. CPI da Imigração Ilegal
83. CPI do Tráfico de Armas
84. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
85. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
86. Operação Confraria
87. Operação Dominó
88. Operação Saúva
89. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
90. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
91. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
92. Escândalo dos Grampos no TSE
93. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
94. ONG Unitrabalho
95. Escândalo da Renascer em Cristo
96. CPI das ONGs
97. Operação Testamento
98. CPI do Apagão Aéreo ( Câmara dos Deputados)
99. Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão )
100. Operação Navalha
101. Operação Xeque-Mate
102. Escândalo da Venda da Varig


Abaixo lista de políticos com ficha criminal - DIVULGUEM
Essa é para guardar.. E distribuir ao máximo!


EM QUEM NÃO VOTAR

1- ABELARDO LUPION Deputado PFL-PR Sonegação Fiscal
2 -ADEMIR PRATES Deputado PDT-MG Falsidade Ideológica
3 -AELTON FREITAS Senador PL-MG Crime de Responsabilidade e Estelionato
4 -AIRTON ROVEDA Deputado PPS-PR Peculato
5 -ALBÉRICO FILHO Deputado PMDB-MA Apropriação Indébita
6 -ALCESTE ALMEIDA Deputado PTB-RR Peculato e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
7 -ALEX CANZIANI Deputado PTB-PR Peculato
8 -ALMEIDA DE JESUS Deputado PL-CE Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
9 -ALMIR MOURA Deputado PFL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
10 -AMAURI GASQUES Deputado PL-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
11 -ANDRÉ ZACHAROW Deputado PMDB-PR Improbidade Administrativa
12 -ANÍBAL GOMES Deputado PMDB-CE Improbidade Administrativa
13 -ANTERO PAES DE BARROS Senador PSDB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha
14 -ANTÔNIO CARLOS PANNUNZIO Deputado PSDB-SP Crime de Responsabilidade
15- ANTÔNIO JOAQUIM Deputado PSDB-MA Improbidade Administrativa
16 -BENEDITO DE LIRA Deputado PP-AL Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
17- BENEDITO DIAS Deputado PP-AP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
18 -BENJAMIN MARANHÃO Deputado PMDB-PB Crime Eleitoral
19 -BISPO WANDERVAL Deputado PL-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
20 -CABO JÚLIO (JÚLIO CÉSAR GOMES DOS SANTOS) Deputado PMDB-MG Crime Militar, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
21 -CARLOS ALBERTO LERÉIA Deputado PSDB-GO Lesão Corporal
22 -CELSO RUSSOMANNO Deputado PP-SP Crime Eleitoral, Peculato e Agressão
23 -CHICO DA PRINCESA (FRANCISCO OCTÁVIO BECKERT) Deputado PL-PR Crime Eleitoral
24 -CIRO NOGUEIRA Deputado PP-PI Crime Contra a Ordem Tributária e Prevaricação
25 -CLEONÂNCIO FONSECA Deputado PP-SE Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
26- CLÓVIS FECURY Deputado PFL-MA Crime Contra a Ordem Tributária
27 -CORIALANO SALES Deputado PFL-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
28 -DARCÍSIO PERONDI Deputado PMDB-RS Improbidade Administrativa
29 -DAVI ALCOLUMBRE Deputado PFL-AP Corrupção Ativa
30- DILCEU SPERAFICO Deputado PP-PR Apropriação Indébita
31 -DOUTOR HELENO Deputado PSC-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
32 -EDSON ANDRINO Deputado PMDB-SC Crime de Responsabilidade
33 -EDUARDO AZEREDO Senador PSDB-MG Improbidade Administrativa
34 -EDUARDO GOMES Deputado PSDB-TO Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
35 -EDUARDO SEABRA Deputado PTB-AP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
36 -ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO Deputado PRONA-SP Falsidade Ideológica
37 -EDIR DE OLIVEIRA Deputado PTB-RS Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
38- EDNA MACEDO Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
39- ELAINE COSTA Deputada PTB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
40 -ELISEU PADILHA Deputado PMDB-RS Corrupção Passiva
41- ENIVALDO RIBEIRO Deputado PP-PB Crime Contra a Ordem Tributária, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
42 -ÉRICO RIBEIRO Deputado PP-RS Crime Contra a Ordem Tributária e Apropriação Indébita
43 -FERNANDO ESTIMA Deputado PPS-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
44 -FERNANDO GONÇALVES Deputado PTB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
45 -GARIBALDI ALVES Senador PMDB-RN Crime Eleitoral

46 -GIACOBO (FERNANDO LUCIO GIACOBO) Deputado PL-PR Crime Contra a Ordem Tributária e Seqüestro
47 -GONZAGA PATRIOTA Deputado PSDB-PE Apropriação Indébita
48 -GUILHERME MENEZES Deputado PT-BA Improbidade Administrativa
49 -INALDO LEITÃO Deputado PL-PB Crime Contra o Patrimônio, Declaração Falsa de Imposto de Renda
50 -INOCÊNCIO DE OLIVEIRA Deputado PMDB-PE Crime de Escravidão
51- IRAPUAN TEIXEIRA Deputado PP-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
52 -IRIS SIMÕES Deputado PTB-PR Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
53- ITAMAR SERPA Deputado PSDB-RJ Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
54 -ISAÍAS SILVESTRE Deputado PSB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
55 -JACKSON BARRETO Deputado PTB-SE Peculato e Improbidade Administrativa
56 -JADER BARBALHO Deputado PMDB-PA Improbidade Administrativa, Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro
57- JAIME MARTINS Deputado PL-MG Crime Eleitoral
58 -JEFERSON CAMPOS Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
59- JOÃO BATISTA Deputado PP-SP Falsidade Ideológica, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
60 -JOÃO CALDAS Deputado PL-AL Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
61 -JOÃO CORREIA Deputado PMDB-AC Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
62 -JOÃO HERRMANN NETO Deputado PDT-SP Apropriação Indébita
63 -JOÃO MAGNO Deputado PT-MG Lavagem de Dinheiro
64 -JOÃO MENDES DE JESUS Deputado PSB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
65 -JOÃO PAULO CUNHA Deputado PT-SP Corrupção Passiva, Lavagem de Dinheiro e Peculato
66 -JOÃO RIBEIRO Senador PL-TO Peculato e Crime de Escravidão
67 -JORGE PINHEIRO Deputado PL-DF Crime Ambiental
68 -JOSÉ DIVINO Deputado PRB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
69 -JOSÉ JANENE Deputado PP-PR Estelionato, Improbidade Administrativa, Lavagem de Dinheiro, Corrupção Passiva, Formação de Quadrilha, Apropriação Indébita e Crime Eleitoral
70 -JOSÉ LINHARES Deputado PP-CE Improbidade Administrativa
71 -JOSÉ MENTOR Deputado PT-SP Corrupção Passiva
72 -JOSÉ MILITÃO Deputado PTB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
73 -JOSÉ PRIANTE Deputado PMDB-PA Crime Contra o Sistema Financeiro
74 -JOVAIR ARANTES Deputado PTB-GO Improbidade Administrativa
75 -JOVINO CÂNDIDO Deputado PV-SP Improbidade Administrativa
76 -JÚLIO CÉSAR Deputado PFL-PI Peculato, Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Falsidade Ideológica
77 -JÚLIO LOPES Deputado PP-RJ Falsidade Ideológica
78 -JÚNIOR BETÃO Deputado PL-AC Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
79 -JUVÊNCIO DA FONSECA Deputado PSDB-MS Improbidade Administrativa
80 -LAURA CARNEIRO Deputada PFL-RJ Improbidade Administrativa e Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
81 -LEONEL PAVAN Senador PSDB-SC Contratação de Serviços Públicos Sem Licitação e Concussão
82 -LIDEU ARAÚJO Deputado PP-SP Crime Eleitoral
83 -LINO ROSSI Deputado PP-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
84 -LÚCIA VÂNIA Senadora PSDB-GO Peculato
85 -LUIZ ANTÔNIO FLEURY Deputado PTB-SP Improbidade Administrativa
86 -LUPÉRCIO RAMOS Deputado PMDB-AM Crime de Aborto
87 -MÃO SANTA Senador PMDB-PI Improbidade Administrativa
88 -MARCELINO FRAGA Deputado PMDB-ES Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
89 -MARCELO CRIVELA Senador PRB-RJ Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica
90 -MARCELO TEIXEIRA Deputado PSDB-CE Sonegação Fiscal
91 -MÁRCIO REINALDO MOREIRA Deputado PP-MG Crime Ambiental
92 -MARCOS ABRAMO Deputado PP-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
93 -MÁRIO NEGROMONTE Deputado PP-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
94 -MAURÍCIO RABELO Deputado PL-TO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
95 -NÉLIO DIAS Deputado PP-RN Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias), já falecido
96 -NELSON BORNIER Deputado PMDB-RJ Improbidade Administrativa
97 -NEUTON LIMA Deputado PTB-SP Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
98 -NEY SUASSUNA Senador PMDB-PB Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
99 -NILTON CAPIXABA Deputado PTB-RO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
100 -OSMÂNIO PEREIRA Deputado PTB-MG Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
101 -OSVALDO REIS Deputado PMDB-TO Apropriação Indébita
102 -PASTOR AMARILDO Deputado PSC-TO Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
103 -PAULO AFONSO Deputado PMDB-SC Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Improbidade Administrativa
104 -PAULO BALTAZAR Deputado PSB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
105 -PAULO FEIJÓ Deputado PSDB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
106 -PAULO JOSÉ GOUVEIA Deputado PL-RS Porte Ilegal de Arma
107 -PAULO LIMA Deputado PMDB-SP Extorsão e Sonegação Fiscal
108 -PAULO MAGALHÃES Deputado PFL-BA Lesão Corporal
109 -PEDRO HENRY Deputado PP-MT Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Corrupção Passiva, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
110 -PROFESSOR IRAPUAN Deputado PP-SP Crime Eleitoral
111 -PROFESSOR LUIZINHO Deputado PT-SP Lavagem de Dinheiro
112 -RAIMUNDO SANTOS Deputado PL-PA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
113 -REGINALDO GERMANO Deputado PP-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
114 -REINALDO BETÃO Deputado PL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
115 -REINALDO GRIPP Deputado PL-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
116 -REMI TRINTA Deputado PL-MA Estelionato e Crime Ambiental
117 -RIBAMAR ALVES Deputado PSB-MA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
118 -RICARDO BARROS Deputado PP-PR Sonegação Fiscal
119 -RICARTE DE FREITAS Deputado PTB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
120 -RODOLFO TOURINHO Senador PFL-BA Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira
121 -ROMERO JUCÁ Senador PMDB-RR Improbidade Administrativa
122 -ROMEU QUEIROZ Deputado PTB-MG Corrupção Ativa, Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro
123 -RONALDO DIMAS Deputado PSDB-TO Crime Eleitoral
124 -SANDRO MABEL Deputado PL-GO Crime Contra a Ordem Tributária
125 -SUELY CAMPOS Deputada PP-RR Crime Eleitoral
126 -TATICO (JOSÉ FUSCALDI CESÍLIO) Deputado PTB-DF Crime Contra a Ordem Tributária, Declaração Falsa de Imposto de Renda e Sonegação Fiscal
127 -TETÉ BEZERRA Deputado PMDB-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
128 -THELMA DE OLIVEIRA Deputada PSDB-MT Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha
129 -VADÃO GOMES Deputado PP-SP Improbidade Administrativa e Crime Contra a Ordem Tributária
130 -VALDIR RAUPP Senador PMDB-RO Peculato, Uso de Documento Falso, Crime Contra o Sistema Financeiro, Crime Eleitoral e Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira
131 -VALMIR AMARAL Senador PTB-DF Apropriação Indébita
132 -VANDERLEI ASSIS Deputado PP-SP Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
133 -VIEIRA REIS Deputado PRB-RJ Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
134 -VITTORIO MEDIOLI Deputado PV-MG Sonegação Fiscal
135 -WANDERVAL SANTOS Deputada PL-SP Corrupção Passiva
136 -WELLINGTON FAGUNDES Deputada PL-MT Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias) 137 -ZÉ GERARDO Deputado PMDB-CE Crime de Responsabilidade
138 -ZELINDA NOVAES Deputada PFL-BA Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
139 -Ângela Guadagnin Deputada PT-SP Dançarina do Plenário da Câmara, comemorando absolvição de corrupto
140 -Antônio Palocci Ex-Ministro PT-SP Quebra de Sigilo Bancário
141 -Carlos Rodrigues Ex-Deputado PL-RJ Bispo Rodrigues
142 -Delúbio Soares Tesoureiro PT-GO Ex Tesoureiro do PT
143 -José Dirceu Ex-Deputado PT-SP Mensalão
144 -José Genoíno Ex-Deputado PT-SP Mensalão, Dólares na Cueca
145 -José Nobre Guimarães DeputadoEst. PT-CE Dólares na Cueca (Agora Candidato a Dep. Federal)
146 -Josias Gomes Deputado PT-BA Mensalão, CPI dos Correios
147 -Luiz Gushiken Ex-Ministro PT-SP CPI dos Correios
148 -Paulo Salim Maluf Ex PPB-SP Corrupção, Falcatruas, Improbidade Administrativa, Desvio de Dinheiro Público, Lavagem de dinheiro
149 -Paulo Pimenta Deputado PT-RS Compra de Votos, Mensalão, CPI Correios
150 -Pedro Corrêa Ex-Deputado PP-PE Cassado em associação ao Escândalo do Mensalão, Compra de Votos
151 -Roberto Brant Deputado PFL-MG Crime Eleitoral, Mensalão, CPI Correios
152 -Roberto Jefferson Ex-Deputado PTB-RJ Mensalão
153 -Severino Cavalcanti Ex-Deputado PP-PE Escândalo do Mensalinho (Renuncio para evitar a cassação)
154 -Silvio Pereira SecretárioPT PT Mensalão
155 -Valdemar Costa Neto Exc-Deputado PL-SP Mensalão (renunciou para evitar a cassação)

A lista está incompleta. Colabore, enriquecnedo-a com novas informações.

BANCOOP CARA-DE-PAU

domingo, 14 de março de 2010

Dez razões para pagar mais. Bancoop promete a
usuários lesados melhoria da “qualidade de vida”

Por Clarissa Oliveira, do Estadão

Ao acessar o site da Bancoop, associados que tentam digerir as denúncias do Ministério Público Estadual sobre supostos desvios para campanhas do PT se deparam com uma janela pop-up contendo a mensagem: “Dez razões para negociar.” Com isso, a entidade tenta convencer os cooperados a quitar débitos referentes a unidades que adquiriram, mas, em muitos casos, não receberam.

A primeira vantagem apresentada pela cooperativa é a possibilidade de se livrar de juros e multas aplicados no caso de inadimplência. “Se sua unidade é em um empreendimento concluído, você poderá quitar suas pendências sem juros e sem multa”, diz o primeiro item da lista.

No meio da relação de razões, algumas chamam a atenção. O item de número 7 destaca a possibilidade de o cooperado ver seu “nome livre de processos”. “Com a adesão ao plano de negociação, os processos judiciais em andamento serão baixados.” Outra que salta aos olhos é “Segurança para a sua família”. “Ao aderir à negociação, se você optar pelo pagamento à vista, terá o termo de quitação financeira e de obrigações, e se seu empreendimento estiver averbado terá a escritura liberada, o que dá garantia ao seu patrimônio. Se você optar pelo parcelamento, também poderá escriturar o imóvel com alienação fiduciária”, diz a mensagem. “Sua família ficará segura com a posse definitiva do imóvel.”

O site da Bancoop destaca ainda a possibilidade de parcelamento dos débitos e a valorização do patrimônio. “A negociação é a mostra de que a quitação está em curso e, com isso, o imóvel também se valoriza e deixa de haver riscos de reintegração.” Investe também na tese de que o processo facilita a vida dos cooperados interessados em se desfazer dos imóveis. Afinal, tendo em mãos a escritura, a venda é simplificada. E fala sobre facilidade na hora de averbar a construção e da chance de melhorar “o fluxo de caixa da cooperativa e dos empreendimentos em construção”.

Ao encerrar a lista, a Bancoop promete a melhoria da “qualidade de vida” de seus cooperados. “Garanta a posse de fato e de direito do imóvel, não tenha mais dores de cabeça nem perca mais tempo.” E finaliza a lista com uma mensagem ainda mais otimista. “Ano novo, vida nova. Deixe todos os problemas para trás e inicie 2010 com tudo solucionado.”

JUSTIÇA FARÁ ‘DEVASSA’ NO BANCOOP

sexta-feira, 12 de março de 2010

Do site Movimento Ordem Vigília Contra
a Corrupção/O Estado de São Paulo

Justiça de São Paulo determinou ao Bradesco que forneça dados da movimentação do fundo Fdic-Bancoop relativa ao período entre 1º de janeiro de 2004 e 25 de maio de 2009, com identificação de resgates, pagamentos, transferências e outros repasses para contas correntes ou outros fundos de investimento. Na mesma decisão, o Departamento de Inquéritos Policiais, órgão da Justiça, impôs revés ao promotor José Carlos Blat, que requereu bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários, medida indeferida.

A Justiça não deliberou sobre um outro pedido, relativo à quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto - tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop entre 2005 e 2010. O Ministério Público terá que informar precisamente o que há no inquérito que justifique o acesso às contas de Vaccari.

A ordem judicial acolhe apenas uma parte da série de pedidos de Blat, que investiga supostos desvios na Bancoop. Segundo Blat houve captação de recursos no fundo Fdic-Bancoop “sem a devida anuência dos cooperados em operações sem qualquer transparência”. Ao requerer acesso às movimentações do fundo o promotor afirmou que “mesmo com a quebra do sigilo bancário e fiscal determinada judicialmente em 2009 até a presente data não foi possível analisar a movimentação”. Ele quer identificar pessoas físicas e jurídicas “que participaram das movimentações”.

Blat afirma que o inquérito aponta para “organização criminosa”. Ele calcula que “o prejuízo pode superar R$ 100 milhões”. Diz estar convencido que parte do dinheiro supostamente desviado foi destinado a campanhas eleitorais do PT e outra parte para enriquecimento de ex-dirigentes da cooperativa. Ele declarou que, ao fim da investigação, vai requerer indiciamento criminal de Vaccari.

BANCOOP: DESVIO PODE CHEGAR A 100 MILHÕES

quarta-feira, 10 de março de 2010

José Carlos Blat diz não ter dúvida de que uma fatia desse montante foi destinada a campanhas eleitorais do partido


Do O Estado de São Paulo

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. “A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões”, disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.

Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT - ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga.

Promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop

“Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma”, diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. “Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop.”

Ele identificou “milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados”. O promotor identificou “operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais”.

A FAMÍLIA FORA DA LEI

domingo, 7 de março de 2010

Por Franklin Jorge

Em reportagem do jornalista Rafael Duarte, sob o titulo “Laços de Familia”, publicada pelo Novo Jornal deste domingo, o leitor se depara com uma radiografia da família da sra. Wilma de Faria, mostrando o seu envolvimento com o crime.

Irmãos, filho e genro da governadora estão na lista de parentes que, usando do tráfico de influência, acharam fácil engordar suas contas bancárias com dinheiro desviado de secretarias e fundações, como a da Saúde que através do concurso de empresas terceirizadas botava todos os meses R$ 70 mil na mão do lobista Lauro Maia, filho da governadora e candidato a deputado estadual, segundo alguns observadores da cena política local, já previamente eleito com o apoio de vários prefeitos que se deixaram contaminar pelas facilidades que lhes foram oferecidas como contrapartida, entre as quais o famigerado “cheque-reforma” cujo manejo, como instrumento de compra do voto, acaba de ser suspenso pelo procurador eleitoral Flávio Venzon.

A poucos dias do término do seu mandato, do qual se afastará para disputar uma cadeira no Senado, Wilma de Faria tem sido bombardeada por manchetes desagradáveis que dão conta de que o seu mandato foi usado para enriquecer seus parentes e contraparentes. “Ao todo, seis parentes de Wilma respondem a processos na Justiça ou aparecem em ligações suspeitas de envolvimento com fraudes em quatro escândalos nas áreas da cultura (Foliaduto), saúde (Hígia), tributação (Ouro Negro) e educação (o único que não tem apelido)”, informa o Novo Jornal.

Por último, dois irmãos da governadora, filhos do primeiro casamento do seu pai, os chamados “gêmeos” Newton Nelson e e Nelson Newton, foram denunciados…

Leia acréscimos a este artigo no decorrer do dia

COOPERATIVA DESVIOU DINHEIRO PARA O PT

sábado, 6 de março de 2010

A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT. Ela ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002

Do site Movimento Ordem Vigília
Contra a Corrupção
/revista Veja

Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop.

Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros.

Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína. Agora, começa-se a entender por quê.

Leia no blog do Reinaldo Azevedo:
“A cada enxadada, uma minhoca”. Quando se lança a ferramenta em solo petista, então, basta que se tire um pouquinho de terra, e o que se vê é aquela celebração de anelídeos se retorcendo. Acostumados aos subterrâneos, reagem à luz. O Brasil assiste atônito, mas também satisfeito, ao descalabro instalado no Distrito Federal. Atônito com a canalhice. E satisfeito em ver José Roberto Arruda na cadeia.

Mas há uma coisa que, até agora, está no grupo das coisas jamais vistas — como enterro de anão e cabeça de bacalhau: petista na cadeia! A sensação, não muito distante da realidade, é a de que membros do partido têm especial licença para a falcatrua. E olhem que nem é preciso falar do mensalão do PT.

BANCOOP: ESQUEMA FINANCIOU LULA E PT

sábado, 6 de março de 2010

Do site Movimento Ordem Vigília

Contra a Corrupção/revista Veja

O Ministério Público quebra sigilo da Bancoop e descobre que dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo lesaram milhares de associados, para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e encheu os bolsos de dirigentes do PT. Eles sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa.

A favor do despejo
Do site deputado Aleluia
“O sindicato sempre foi um defensor da minha classe. Por isso, na hora de fazer um financiamento com eles, não tive dúvidas. Comecei a pagar um apartamento de 45 000 reais em 1997. Suei para honrar as prestações. Vendia coxinha e bolo para complementar a renda. Esse imóvel representava muito para a minha família. Onde morávamos, meus filhos dormiam na sala. Em 2000, quitei o apartamento e nós nos mudamos. Seis anos depois, porém, passei a receber boletos com o valor de 470 reais. Eles diziam que precisavam cobrir gastos excedentes. Até pagaria, se pudesse. Mas a minha renda era de 600 reais. Em 2008, a Bancoop entrou com uma ação de despejo contra mim. Ela não foi concluída, mas, desde então, vivo o pesadelo de eles tirarem o meu único bem material. Durmo sob o efeito de calmantes.” Maria de Fátima Bonfim, 55 anos, bancária aposentada.

Calote Duplo
“Conheci a Bancoop em 2004, quando vi uma placa de propaganda em frente a um terreno vazio. Eles iriam construir um imóvel perto da minha casa. Achei a oportunidade ótima: o preço era bom e a instituição tinha credibilidade. Demos nossa economia de 10 000 reais de entrada e passamos a pagar as prestações. Alguns meses depois, porém, desconfiei do empreendimento. Eu passava em frente ao terreno e não via nenhum pedreiro lá. Diziam sempre que a construção estava para começar. Não acreditei e consegui transferir o dinheiro que havia investido para outro imóvel deles. Dessa vez escolhi um local cuja construção já estava pela metade. Como fui inocente… Esse imóvel também nunca foi concluído. Empatamos 80 000 reais nessa história. Não confio mais nas instituições.” Tania de Oliveira, 42 anos, advogada.

Mais uma vítima do esquema Bancoop
Do site de Reinaldo Azevedo
“Aos 43 anos, decidi dar um grande passo: comprar meu primeiro imóvel. Usei os 20 000 reais que havia juntado e entrei no financiamento de um apartamento de 60 000 reais. As prestações eram metade do meu salário. Um dia, recebi uma cobrança extra de 1 800 reais. Seria a primeira de muitas. Tive de tirar um empréstimo bancário. Em dois anos, estava endividado, mas havia quitado meu imóvel. Sentia-me orgulhoso - jamais atrasei uma parcela. Mas em 2005, enquanto esperava o sorteio das chaves, soube que a Bancoop não estava honrando seus compromissos com muitos cooperados. Eu era um deles. Meu imóvel nunca saiu do chão. No início, briguei, participei de protestos vestido de palhaço. Há dois anos, recebi o diagnóstico de câncer de pulmão, o que me deixou sem forças para lutar. Perdi as esperanças.” Oscar Costa, 52 anos, bancário aposentado.

MP INVESTIGA RELAÇÕES DO PT COM BANCOOP

sábado, 6 de março de 2010

Por Ana Paula Schinocca, Agencia Estado

O Ministério Público de São Paulo teve acesso, pela primeira vez, a registros de transações bancárias realizadas pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) entre 2001 e 2008. Essas movimentações teriam como destino o caixa das campanhas eleitorais do Partidos dos Trabalhadores (PT), segundo reportagem da revista Veja que chegou hoje às bancas.

O MP investiga há quase três anos a Bancoop, que surgiu com a promessa de entregar imóveis com custos abaixo do mercado. De acordo com a revista, pelo menos 400 famílias movem processo contra a cooperativa. Muitas delas estão até hoje sem receber seus imóveis e outras alegam, na Justiça, dificuldade de continuidade de pagamento das parcelas em função de reajustes considerados acima do valor de mercado.

A investigação do MP, diz a revista, revela que saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop, para ela mesma ou seu banco, chegavam a R$ 31 milhões. Os recursos teriam sido usados para financiar, inclusive, a campanha de 2002 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na última sexta, o promotor José Carlos Blat pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop. Além disso, solicitou a quebra do sigilo bancário do ex-diretor financeiro e ex-presidente da cooperativa, João Vaccari Neto. Ele é apontado como principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da Bancoop. Recentemente, Vaccari Neto foi nomeado tesoureiro do PT. Entre suas novas atribuições, está a de cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

Ainda segundo a revista, outros cheques, no valor total de R$ 10 milhões, foram encontrados. Eles eram referentes ao período de 2003 a 2005 e teriam como destino quatro dirigentes da cooperativa: o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga. Os três primeiros citados morreram em um acidente de carro, em 2004, em Petrolina (PE).

Procurada, a Bancoop negou, por meio de seu advogado, Pedro Dalari, as informações divulgadas por Veja. Ele afirmou que a intensa movimentação bancária da cooperativa ocorre porque cada empreendimento tem uma conta corrente própria. Explicou ainda que a segmentação das contas foi feita em acordo com o próprio Ministério Público. Dalari disse ainda ver interesse eleitoral na divulgação da matéria às vésperas da instalação de uma CPI, requerida pelo PSDB, na Assembleia Legislativa paulista sobre a Bancoop.

MARACUTAIAS DEMAIS DA CONTA

sexta-feira, 5 de março de 2010

Por Franklin Jorge

Confesso meu desânimo e a dificuldade de, como jornalista, cobrir tantas ocorrências escandalosas: Universidade Estadual (UERN), prefeita de Natal Micarla de Souza e seus mambembes, governadora Wilma de Faria…

Ah, Dona Wilma danada! Somente os seus irmãos e filho já dariam ocupação para uma redação inteira que se empenhasse  em revelar aos leitores as maracutaias que, segundo a caudal de denúncias e inquéritos, estariam envolvidos os do seu sangue. Uma gente que saiu lá do Buraco do Tatu, em Mossoró, para fazer feio em todo o Rio Grande do Norte.

São ocorrências, como diria Shakespeare, de deixar a alma triste. Como esta, por exemplo, que acaba de ser requentada pelo Ministério Público, envolvendo os chamados “gêmeos”, os irmãos Newton Nelson e Nelson Newton de Faria, que pelo arranjo dos nomes já deixam margem às confusões e aos enganos. Nesse caso, até o destino colaborou, fazendo-os gêmeos idênticos não apenas nos nomes, mas na caratonha sisuda que supõe seriedade e respeito.

Pois bem, o juiz Raimundo Carlyle acatou denúncia contra a dupla, que, juntamente com mais outros sete acusados tornaram-se réus em ação penal que tramita na 4a. Vara Criminal. Nunca se trabalhou tanto, nessa e noutras instâncias, desde a correição feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em nosso Judiciário, que parecia andar devagar em certos assuntos que envolviam os interesses da governadora do estado.

Todos - os irmãos da governadora e os demais - são acusados de participarem em um suposto esquema de superfarturamento na aquisição de material escolar. Mais uma vez, a Secretaria de Estado da Educação parece envolvida em ilícitos, como dirá o processo claramente, agora que o juiz deu-lhe esse pontapé que o fará andar nos trilhos, como todos os cidadãos norte-rio-grandenses ansiosamente esperavam fazia um tempão! sim, porque  os escândalos nesse governo não são de hoje. Por isso, tudo parece estar sendo requentado pelos homens da lei.

Já no âmbito da prefeitura de Natal, o escândalo da vez envolve o aluguel de um hotel de luxo que acolherá, ao preço mensal de R$ 126 mil as secretarias da Saúde e da Educação, um fato que vem sendo minuciosamente esmiuçado em reportagens diárias do Novo Jornal. Uma verdadeira aberração aos olhos da maioria dos natalenses que acompanham o descarrilamento administrativo e moral da caravana verde.

Gostaria, nesse caso, de comentar as “explicações” e “justificativas” das secretárias Ana Tania (Saúde) e Adriana Trindade (Educação), que têm feito “corpo mole” para solucionar os gravíssimos problemas de suas pastas, mas aqui se mostram dispostas a colaborar com o que aos olhos de todos parece sumamente questionável e envolto em suspeição. O aluguel de um hotel de luxo, de propriedade de um dos principais acionistas da campanha que elegeu a prefeita Micarla de Souza.

São duas cínicas a zombar da inteligência e da paciência dos natalenses.Tanto a secretária Ana Tania (da Saúde) quanto Adriana Trindade (adjunta da Educação) defendem em uníssono a transferência de suas pastas, do edifício Ducal para o Novotel com uma tal convicção que têm sonegado a solução dos problemas que lhes caberia resolver.

E, como uma espécie de assinatura, Micarla troca o Ducal pelo Novotel deixando um calote de R$ 300 mil em aluguéis atrasados. Não por falta de dinheiro, pois o aluguel do Novotel custará aos cofres da prefeitura uma diária de pouco mais de R$ 4 mil, que, somados, chegam no final do mês a R$ 126 mil. Dinheiro que devia ser investido em Saúde e Educação.

Eis a verdade que elas omitem e não querem ver: postos de saúde do município caindo aos pedaços, sem médicos e sem medicamentos; contas em atraso; centenas de crianças fora da escola, por falta de salas de aula e de professores, um prejuízo incalculável para centenas de famílias natalenses e tudo isto porque essas senhoras confundem o essencial com o acessório, mostrando-se, assim, completamente despreparadas para a função que, por equívoco de Micarla, exercem no município.

Por isso, fizeram a opção errada, a opção que prejudica Natal e os natalenses; a opção que privilegia um dos principais financiadores da campanha da prefeita Micarla de Souza, empresário Haroldo Azevedo, em detrimento do povo de Natal e, em especial, daqueles que dependem dos serviços públicos, na área da saúde e da educação no município. Este, sem tirar nem pôr, o retrato verde de um governo que traiu a confiança depositada nas urnas.

E - toda Natal quer saber - o que o Ministério Público pensa sobre tais desmandos?

Leia acréscimos a este artigo no decorrer do dia

FOLIADUTO: JUÍZA FAZIA ‘CORPO MOLE’

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Por Franklin Jorge

Foliaduto, escândalo que resultou da contratação de bandas de axé music e orquestras de frevo para a realização de 31 shows que só aconteceriam no papel, tornou-se um tabu, pelo menos para a juíza Ada Maria da Cunha Galvão, que ‘esqueceu’ de fazer o processo andar, ao deixar de ouvir o principal implicado, o médico Carlos Alberto Faria - irmão da governadora Wilma de Faria-, segundo depoimentos, o mentor intelectual da organização criminosa.

Por este expediente, mais de R$ 2 milhões foram desviados através da Fundação José Augusto, para pagar “restos de campanha”, segundo ficou caracterizado no inquérito. Os criminosos agiram tão confiadamente a ponto de incluírem, entre as bandas ficticiamente contratadas, uma que já fora extinta havia vários anos.

Na última quinta-feira, porém, a juíza saiu da sua letargia e, depois de um ano, expediu uma segunda intimação contra o irmão da governadora, reabrindo um caso que dormia a sono solto nos escaninhos da 5ª Vara Criminal, sob a desculpa de que o acusado não fora localizado.

Dessa vez, porém, Carlos Faria foi imediatamente localizado, apesar da blindagem que o deixara durante todo esse tempo imune ao alcance do longo braço da lei. Agora, ele tem dez dias para explicar-se e, se não o fizer, a juíza nomeará um defensor público para atuar na defesa do irmão da governadora. Além da ação penal, a denúncia apresentada pelo Ministério Público deu ensejo a uma ação de improbidade administrativa que corre na 2a. Vara da Fazenda Pública, que não deu andamento ao processo que está parado desde 2009.

Passados quatro anos desde o estouro do Foliaduto, em 2006, Carlos Faria era o único dos envolvidos que ainda não tinha sido ouvido pela Justiça do Rio Grande do Norte. A alegação era a de que ele não fora encontrado, apesar de todo o Rio Grande do Norte saber que ele exercia, até pouco depois de estourar o escândalo o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do Governo; por outro lado, tratava-se de um médico conhecido e com atuação profissional e domicílio em Natal.

Somente o Ministério Público Estadual ignorava o fato, mas essa ignorância acabou quando o Conselho Nacional de Justiça instalou-se em Natal para fazer uma correição de rotina nas atividades dos nossos magistrados e verificar o andamento dos processos. Agora, este e outros processos envolvendo o desvio de recursos públicos, em curso no TJ, serão monitorados pelo plenário do CNJ.

O caso, que parecia fadado ao esquecimento, foi afinal “requentado” pelo Novo Jornal, que por esse meio chamou a atenção do juiz corregedor da CNJ, para este e outros casos que pareciam insolúveis, como a chamada Operação Hígia, que teria o único filho varão da governadora como o principal operador.Conforme consta dos depoimentos referentes a Operação Hígia, o advogado Lauro Maia embolsava mensalmente R$ 70 mil, propina oriunda dos recursos da Secretaria Estadual de Saúde, em cumplicidade com empresas terceirizadas. Este caso também parecia destinado ao arquivo morto do Tribunal de Justiça, como mais um escândalo sem punição.

Leia a continuação deste artigo a qualquer momento

JUÍZA FAZIA ‘CORPO MOLE’

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Da Redação

Leia, ainda hoje, aqui, o novo artigo do jornalista Franklin Jorge sobre o Foliaduto, escândalo que tem como pivô a contratação de bandas para 31 shows que não se realizaram.

O principal envolvido é o médico Carlos Alberto Faria, irmão da governadora Wilma de Faria, o único de sete que ainda não tinha sido ouvido, porque seu endereço era desconhecido pelo Ministerio Público Estadual, apesar de tratar-se de figura notória e conhecida na sociedade local, tendo exercido, até a culminação desse escândalo, o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

Dessas bandas, pelo menos uma delas já não existia há vários anos quando foi relacionada nessa que foi uma das maiores maracutaias jamais registradas, na história do Rio Grande do Norte, tendo como protagonistas algumas pessoas muito proximas da governadora, que, neste momento, parece bracejar no encapelado e tumultuoso mar do infortúnio.

Leia também a transcrição de comentário do jornalista Cassiano Arruda, publicado na coluna Roda Viva, na edição desta sexta-feira do Novo Jornal, que, segundo o principal acusado no escândalo, Carlos Faria, teria “requentado” um processo que dormia impunemente há quatro anos.

LULA SOLIDÁRIO ‘QUEBRA GALHO’ DE ARRUDA

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Por Josias de Souza,
da Folha Online

Em dezembro do ano passado, no alvorecer do panetonegate, Lula desdenhara dos vídeos que esfregaram na cara do país os flagrantes de entrega de propinas.

“As imagens não falam por si”, dissera o presidente. Para ele, era preciso esperar pelo término das investigações.

“Aí você pode fazer juízo de valor. E mesmo assim quem vai fazer é a Justiça”.

Nesta quinta (11), ao ser informado de que o STJ decretara a prisão de José Roberto Arruda, Lula disse, segundo seus auxiliares, o seguinte:

“Essa situação não é boa para o país nem para a consciência política brasileira”. Lula acrescentou: “Ninguém é sádico, ninguém está feliz”.

O Lula de dezembro estava errado. Os vídeos do escândalo –meias, cueca, bolsa, as mãos de Arruda apalpando a grana— não falavam por si. Eles gritavam.

O presidente de agora está, de novo, equivocado. A prisão do governador ajuda, sim, na formação da consciência política do brasileiro.

Lula pode não estar feliz. Mas a platéia, mesmo o pedaço dela que não cultiva o hábito do sadismo, ri de orelha a orelha.

Pela primeira vez, o brasileiro que financia a bilheteria vê o Judiciário chutar o pau da lona do circo. A decisão do STJ teve o efeito de uma lavada de alma.

Sabe-se que Arruda não será hóspede do PF’s Inn por muito tempo. A prisão do governador, por preventiva, vai durar pouco.

Mas, ainda que que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, devolva Arruda ao meio-fio nesta sexta (12), o pernoite do governador na PF não terá sido em vão.

No Brasil, como se sabe, o crime é nosso vizinho. Mas a Justiça mora muito longe. A prisão de Arruda, ainda que curta, serve como lenitivo diante do descalabro.

A desfaçatez de Arruda como que avisa ao eleitor: Pô, cara, vê se vota direito. Você não achou o seu voto no lixo.

De resto, o constrangimento imposto ao governador adverte aos políticos: A maré está virando, meu caro. Conte até dez antes de roubar.

No Brasil, acima de um determinado nível de renda, ninguém é culpado de nada.

No universo da política, costuma-se atribuir a culpa pelas grandes delinquências a Brasília.

O regime do “separa aí os meus 15%, os meus 30%” teria começado com a chegada das máquinas das grandes empreiteiras ao cerrado.

Sempre se disse que aquela ilha, rodeada de coisa nenhuma, daria errado. Era como se Brasília convidasse ao delito.

A ausência de multidões seria um estímulo à “propinocracia”. Não haveria quem gritasse “pega ladrão”. A falta de esquinas facilitaria a fuga.

Arruda reforçou o estereótipo, levando-o ao paroxismo. Mineiro, o governador fez-se politicamente em Brasília.

O comportamento bandido que revelara no caso da violação do painel do Senado já indicava que algo de muito errado se passava com ele.

Era como se o excesso de luz de Brasília lhe tivesse vazado os olhos. O ar seco da cidade invadira-lhe as narinas. E Arruda enlouquecera.

Eleito governador, Arruda não conseguiu administrar a própria loucura. Esqueceu de maneirar.

A prisão serviu para demonstrar que o problema não está em Brasília. Ou, por outra, a culpa é da Brasília que Arruda e seus comparsas trazem enterrada dentro deles.

A prisão talvez ajude a acordar o eleitor, levando-o a perceber que elegeu não um governador, mas um político que adota um estilo Brasília de vida.

Esse modo Brasília de viver pode ser encontrado em qualquer lugar. Às margens do Paranoá ou do Tietê. No Brasil ou nas Ilhas Fiji.

A novidade embutida na decisão do STJ é a interrupção da impunidade. Pode ser mero recesso. Mas faz um bem inominável.

Injeta na alma do observador cansado uma felicidade inaudita. Lula ainda não enxergou, mas, exceto pelos malfeitores, todo mundo está feliz.