Arquivo da Categoria ‘Caso de Polícia’

BANCOOP:DESVIO PODE CHEGAR A 100 MILHÕES

quarta-feira, 10 de março de 2010

Do jornal O Estadão de São Paulo

José Carlos Blat diz não ter dúvida de que uma fatia desse montante foi destinada a campanhas eleitorais do partido

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. “A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões”, disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.

Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT - ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga.

Promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop

“Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma”, diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. “Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop.”

Ele identificou “milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados”. O promotor identificou “operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais”. Estadão (aqui)

A FAMÍLIA FORA DA LEI

domingo, 7 de março de 2010

Por Franklin Jorge

Em reportagem do jornalista Rafael Duarte, sob o titulo “Laços de Familia”, publicada pelo Novo Jornal deste domingo, o leitor se depara com uma radiografia da família da sra. Wilma de Faria, mostrando o seu envolvimento com o crime.

Irmãos, filho e genro da governadora estão na lista de parentes que, usando do tráfico de influência, acharam fácil engordar suas contas bancárias com dinheiro desviado de secretarias e fundações, como a da Saúde que através do concurso de empresas terceirizadas botava todos os meses R$ 70 mil na mão do lobista Lauro Maia, filho da governadora e candidato a deputado estadual, segundo alguns observadores da cena política local, já previamente eleito com o apoio de vários prefeitos que se deixaram contaminar pelas facilidades que lhes foram oferecidas como contrapartida, entre as quais o famigerado “cheque-reforma” cujo manejo, como instrumento de compra do voto, acaba de ser suspenso pelo procurador eleitoral Flávio Venzon.

A poucos dias do término do seu mandato, do qual se afastará para disputar uma cadeira no Senado, Wilma de Faria tem sido bombardeada por manchetes desagradáveis que dão conta de que o seu mandato foi usado para enriquecer seus parentes e contraparentes. “Ao todo, seis parentes de Wilma respondem a processos na Justiça ou aparecem em ligações suspeitas de envolvimento com fraudes em quatro escândalos nas áreas da cultura (Foliaduto), saúde (Hígia), tributação (Ouro Negro) e educação (o único que não tem apelido)”, informa o Novo Jornal.

Por último, dois irmãos da governadora, filhos do primeiro casamento do seu pai, os chamados “gêmeos” Newton Nelson e e Nelson Newton, foram denunciados…

Leia acréscimos a este artigo no decorrer do dia

COOPERATIVA DESVIOU DINHEIRO PARA O PT

sábado, 6 de março de 2010

A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT. Ela ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002

Do site Movimento Ordem Vigília
Contra a Corrupção
/revista Veja

Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop.

Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros.

Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína. Agora, começa-se a entender por quê.

Leia no blog do Reinaldo Azevedo:
“A cada enxadada, uma minhoca”. Quando se lança a ferramenta em solo petista, então, basta que se tire um pouquinho de terra, e o que se vê é aquela celebração de anelídeos se retorcendo. Acostumados aos subterrâneos, reagem à luz. O Brasil assiste atônito, mas também satisfeito, ao descalabro instalado no Distrito Federal. Atônito com a canalhice. E satisfeito em ver José Roberto Arruda na cadeia.

Mas há uma coisa que, até agora, está no grupo das coisas jamais vistas — como enterro de anão e cabeça de bacalhau: petista na cadeia! A sensação, não muito distante da realidade, é a de que membros do partido têm especial licença para a falcatrua. E olhem que nem é preciso falar do mensalão do PT.

BANCOOP: ESQUEMA FINANCIOU LULA E PT

sábado, 6 de março de 2010

Do site Movimento Ordem Vigília

Contra a Corrupção/revista Veja

O Ministério Público quebra sigilo da Bancoop e descobre que dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo lesaram milhares de associados, para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002 e encheu os bolsos de dirigentes do PT. Eles sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa.

A favor do despejo
Do site deputado Aleluia
“O sindicato sempre foi um defensor da minha classe. Por isso, na hora de fazer um financiamento com eles, não tive dúvidas. Comecei a pagar um apartamento de 45 000 reais em 1997. Suei para honrar as prestações. Vendia coxinha e bolo para complementar a renda. Esse imóvel representava muito para a minha família. Onde morávamos, meus filhos dormiam na sala. Em 2000, quitei o apartamento e nós nos mudamos. Seis anos depois, porém, passei a receber boletos com o valor de 470 reais. Eles diziam que precisavam cobrir gastos excedentes. Até pagaria, se pudesse. Mas a minha renda era de 600 reais. Em 2008, a Bancoop entrou com uma ação de despejo contra mim. Ela não foi concluída, mas, desde então, vivo o pesadelo de eles tirarem o meu único bem material. Durmo sob o efeito de calmantes.” Maria de Fátima Bonfim, 55 anos, bancária aposentada.

Calote Duplo
“Conheci a Bancoop em 2004, quando vi uma placa de propaganda em frente a um terreno vazio. Eles iriam construir um imóvel perto da minha casa. Achei a oportunidade ótima: o preço era bom e a instituição tinha credibilidade. Demos nossa economia de 10 000 reais de entrada e passamos a pagar as prestações. Alguns meses depois, porém, desconfiei do empreendimento. Eu passava em frente ao terreno e não via nenhum pedreiro lá. Diziam sempre que a construção estava para começar. Não acreditei e consegui transferir o dinheiro que havia investido para outro imóvel deles. Dessa vez escolhi um local cuja construção já estava pela metade. Como fui inocente… Esse imóvel também nunca foi concluído. Empatamos 80 000 reais nessa história. Não confio mais nas instituições.” Tania de Oliveira, 42 anos, advogada.

Mais uma vítima do esquema Bancoop
Do site de Reinaldo Azevedo
“Aos 43 anos, decidi dar um grande passo: comprar meu primeiro imóvel. Usei os 20 000 reais que havia juntado e entrei no financiamento de um apartamento de 60 000 reais. As prestações eram metade do meu salário. Um dia, recebi uma cobrança extra de 1 800 reais. Seria a primeira de muitas. Tive de tirar um empréstimo bancário. Em dois anos, estava endividado, mas havia quitado meu imóvel. Sentia-me orgulhoso - jamais atrasei uma parcela. Mas em 2005, enquanto esperava o sorteio das chaves, soube que a Bancoop não estava honrando seus compromissos com muitos cooperados. Eu era um deles. Meu imóvel nunca saiu do chão. No início, briguei, participei de protestos vestido de palhaço. Há dois anos, recebi o diagnóstico de câncer de pulmão, o que me deixou sem forças para lutar. Perdi as esperanças.” Oscar Costa, 52 anos, bancário aposentado.

MP INVESTIGA RELAÇÕES DO PT COM BANCOOP

sábado, 6 de março de 2010

Por Ana Paula Schinocca, Agencia Estado

O Ministério Público de São Paulo teve acesso, pela primeira vez, a registros de transações bancárias realizadas pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) entre 2001 e 2008. Essas movimentações teriam como destino o caixa das campanhas eleitorais do Partidos dos Trabalhadores (PT), segundo reportagem da revista Veja que chegou hoje às bancas.

O MP investiga há quase três anos a Bancoop, que surgiu com a promessa de entregar imóveis com custos abaixo do mercado. De acordo com a revista, pelo menos 400 famílias movem processo contra a cooperativa. Muitas delas estão até hoje sem receber seus imóveis e outras alegam, na Justiça, dificuldade de continuidade de pagamento das parcelas em função de reajustes considerados acima do valor de mercado.

A investigação do MP, diz a revista, revela que saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop, para ela mesma ou seu banco, chegavam a R$ 31 milhões. Os recursos teriam sido usados para financiar, inclusive, a campanha de 2002 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na última sexta, o promotor José Carlos Blat pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop. Além disso, solicitou a quebra do sigilo bancário do ex-diretor financeiro e ex-presidente da cooperativa, João Vaccari Neto. Ele é apontado como principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da Bancoop. Recentemente, Vaccari Neto foi nomeado tesoureiro do PT. Entre suas novas atribuições, está a de cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

Ainda segundo a revista, outros cheques, no valor total de R$ 10 milhões, foram encontrados. Eles eram referentes ao período de 2003 a 2005 e teriam como destino quatro dirigentes da cooperativa: o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga. Os três primeiros citados morreram em um acidente de carro, em 2004, em Petrolina (PE).

Procurada, a Bancoop negou, por meio de seu advogado, Pedro Dalari, as informações divulgadas por Veja. Ele afirmou que a intensa movimentação bancária da cooperativa ocorre porque cada empreendimento tem uma conta corrente própria. Explicou ainda que a segmentação das contas foi feita em acordo com o próprio Ministério Público. Dalari disse ainda ver interesse eleitoral na divulgação da matéria às vésperas da instalação de uma CPI, requerida pelo PSDB, na Assembleia Legislativa paulista sobre a Bancoop.

MARACUTAIAS DEMAIS DA CONTA

sexta-feira, 5 de março de 2010

Por Franklin Jorge

Confesso meu desânimo e a dificuldade de, como jornalista, cobrir tantas ocorrências escandalosas: Universidade Estadual (UERN), prefeita de Natal Micarla de Souza e seus mambembes, governadora Wilma de Faria…

Ah, Dona Wilma danada! Somente os seus irmãos e filho já dariam ocupação para uma redação inteira que se empenhasse  em revelar aos leitores as maracutaias que, segundo a caudal de denúncias e inquéritos, estariam envolvidos os do seu sangue. Uma gente que saiu lá do Buraco do Tatu, em Mossoró, para fazer feio em todo o Rio Grande do Norte.

São ocorrências, como diria Shakespeare, de deixar a alma triste. Como esta, por exemplo, que acaba de ser requentada pelo Ministério Público, envolvendo os chamados “gêmeos”, os irmãos Newton Nelson e Nelson Newton de Faria, que pelo arranjo dos nomes já deixam margem às confusões e aos enganos. Nesse caso, até o destino colaborou, fazendo-os gêmeos idênticos não apenas nos nomes, mas na caratonha sisuda que supõe seriedade e respeito.

Pois bem, o juiz Raimundo Carlyle acatou denúncia contra a dupla, que, juntamente com mais outros sete acusados tornaram-se réus em ação penal que tramita na 4a. Vara Criminal. Nunca se trabalhou tanto, nessa e noutras instâncias, desde a correição feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em nosso Judiciário, que parecia andar devagar em certos assuntos que envolviam os interesses da governadora do estado.

Todos - os irmãos da governadora e os demais - são acusados de participarem em um suposto esquema de superfarturamento na aquisição de material escolar. Mais uma vez, a Secretaria de Estado da Educação parece envolvida em ilícitos, como dirá o processo claramente, agora que o juiz deu-lhe esse pontapé que o fará andar nos trilhos, como todos os cidadãos norte-rio-grandenses ansiosamente esperavam fazia um tempão! sim, porque  os escândalos nesse governo não são de hoje. Por isso, tudo parece estar sendo requentado pelos homens da lei.

Já no âmbito da prefeitura de Natal, o escândalo da vez envolve o aluguel de um hotel de luxo que acolherá, ao preço mensal de R$ 126 mil as secretarias da Saúde e da Educação, um fato que vem sendo minuciosamente esmiuçado em reportagens diárias do Novo Jornal. Uma verdadeira aberração aos olhos da maioria dos natalenses que acompanham o descarrilamento administrativo e moral da caravana verde.

Gostaria, nesse caso, de comentar as “explicações” e “justificativas” das secretárias Ana Tania (Saúde) e Adriana Trindade (Educação), que têm feito “corpo mole” para solucionar os gravíssimos problemas de suas pastas, mas aqui se mostram dispostas a colaborar com o que aos olhos de todos parece sumamente questionável e envolto em suspeição. O aluguel de um hotel de luxo, de propriedade de um dos principais acionistas da campanha que elegeu a prefeita Micarla de Souza.

São duas cínicas a zombar da inteligência e da paciência dos natalenses.Tanto a secretária Ana Tania (da Saúde) quanto Adriana Trindade (adjunta da Educação) defendem em uníssono a transferência de suas pastas, do edifício Ducal para o Novotel com uma tal convicção que têm sonegado a solução dos problemas que lhes caberia resolver.

E, como uma espécie de assinatura, Micarla troca o Ducal pelo Novotel deixando um calote de R$ 300 mil em aluguéis atrasados. Não por falta de dinheiro, pois o aluguel do Novotel custará aos cofres da prefeitura uma diária de pouco mais de R$ 4 mil, que, somados, chegam no final do mês a R$ 126 mil. Dinheiro que devia ser investido em Saúde e Educação.

Eis a verdade que elas omitem e não querem ver: postos de saúde do município caindo aos pedaços, sem médicos e sem medicamentos; contas em atraso; centenas de crianças fora da escola, por falta de salas de aula e de professores, um prejuízo incalculável para centenas de famílias natalenses e tudo isto porque essas senhoras confundem o essencial com o acessório, mostrando-se, assim, completamente despreparadas para a função que, por equívoco de Micarla, exercem no município.

Por isso, fizeram a opção errada, a opção que prejudica Natal e os natalenses; a opção que privilegia um dos principais financiadores da campanha da prefeita Micarla de Souza, empresário Haroldo Azevedo, em detrimento do povo de Natal e, em especial, daqueles que dependem dos serviços públicos, na área da saúde e da educação no município. Este, sem tirar nem pôr, o retrato verde de um governo que traiu a confiança depositada nas urnas.

E - toda Natal quer saber - o que o Ministério Público pensa sobre tais desmandos?

Leia acréscimos a este artigo no decorrer do dia

FOLIADUTO: JUÍZA FAZIA ‘CORPO MOLE’

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Por Franklin Jorge

Foliaduto, escândalo que resultou da contratação de bandas de axé music e orquestras de frevo para a realização de 31 shows que só aconteceriam no papel, tornou-se um tabu, pelo menos para a juíza Ada Maria da Cunha Galvão, que ‘esqueceu’ de fazer o processo andar, ao deixar de ouvir o principal implicado, o médico Carlos Alberto Faria - irmão da governadora Wilma de Faria-, segundo depoimentos, o mentor intelectual da organização criminosa.

Por este expediente, mais de R$ 2 milhões foram desviados através da Fundação José Augusto, para pagar “restos de campanha”, segundo ficou caracterizado no inquérito. Os criminosos agiram tão confiadamente a ponto de incluírem, entre as bandas ficticiamente contratadas, uma que já fora extinta havia vários anos.

Na última quinta-feira, porém, a juíza saiu da sua letargia e, depois de um ano, expediu uma segunda intimação contra o irmão da governadora, reabrindo um caso que dormia a sono solto nos escaninhos da 5ª Vara Criminal, sob a desculpa de que o acusado não fora localizado.

Dessa vez, porém, Carlos Faria foi imediatamente localizado, apesar da blindagem que o deixara durante todo esse tempo imune ao alcance do longo braço da lei. Agora, ele tem dez dias para explicar-se e, se não o fizer, a juíza nomeará um defensor público para atuar na defesa do irmão da governadora. Além da ação penal, a denúncia apresentada pelo Ministério Público deu ensejo a uma ação de improbidade administrativa que corre na 2a. Vara da Fazenda Pública, que não deu andamento ao processo que está parado desde 2009.

Passados quatro anos desde o estouro do Foliaduto, em 2006, Carlos Faria era o único dos envolvidos que ainda não tinha sido ouvido pela Justiça do Rio Grande do Norte. A alegação era a de que ele não fora encontrado, apesar de todo o Rio Grande do Norte saber que ele exercia, até pouco depois de estourar o escândalo o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do Governo; por outro lado, tratava-se de um médico conhecido e com atuação profissional e domicílio em Natal.

Somente o Ministério Público Estadual ignorava o fato, mas essa ignorância acabou quando o Conselho Nacional de Justiça instalou-se em Natal para fazer uma correição de rotina nas atividades dos nossos magistrados e verificar o andamento dos processos. Agora, este e outros processos envolvendo o desvio de recursos públicos, em curso no TJ, serão monitorados pelo plenário do CNJ.

O caso, que parecia fadado ao esquecimento, foi afinal “requentado” pelo Novo Jornal, que por esse meio chamou a atenção do juiz corregedor da CNJ, para este e outros casos que pareciam insolúveis, como a chamada Operação Hígia, que teria o único filho varão da governadora como o principal operador.Conforme consta dos depoimentos referentes a Operação Hígia, o advogado Lauro Maia embolsava mensalmente R$ 70 mil, propina oriunda dos recursos da Secretaria Estadual de Saúde, em cumplicidade com empresas terceirizadas. Este caso também parecia destinado ao arquivo morto do Tribunal de Justiça, como mais um escândalo sem punição.

Leia a continuação deste artigo a qualquer momento

JUÍZA FAZIA ‘CORPO MOLE’

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Da Redação

Leia, ainda hoje, aqui, o novo artigo do jornalista Franklin Jorge sobre o Foliaduto, escândalo que tem como pivô a contratação de bandas para 31 shows que não se realizaram.

O principal envolvido é o médico Carlos Alberto Faria, irmão da governadora Wilma de Faria, o único de sete que ainda não tinha sido ouvido, porque seu endereço era desconhecido pelo Ministerio Público Estadual, apesar de tratar-se de figura notória e conhecida na sociedade local, tendo exercido, até a culminação desse escândalo, o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

Dessas bandas, pelo menos uma delas já não existia há vários anos quando foi relacionada nessa que foi uma das maiores maracutaias jamais registradas, na história do Rio Grande do Norte, tendo como protagonistas algumas pessoas muito proximas da governadora, que, neste momento, parece bracejar no encapelado e tumultuoso mar do infortúnio.

Leia também a transcrição de comentário do jornalista Cassiano Arruda, publicado na coluna Roda Viva, na edição desta sexta-feira do Novo Jornal, que, segundo o principal acusado no escândalo, Carlos Faria, teria “requentado” um processo que dormia impunemente há quatro anos.

LULA SOLIDÁRIO ‘QUEBRA GALHO’ DE ARRUDA

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Por Josias de Souza,
da Folha Online

Em dezembro do ano passado, no alvorecer do panetonegate, Lula desdenhara dos vídeos que esfregaram na cara do país os flagrantes de entrega de propinas.

“As imagens não falam por si”, dissera o presidente. Para ele, era preciso esperar pelo término das investigações.

“Aí você pode fazer juízo de valor. E mesmo assim quem vai fazer é a Justiça”.

Nesta quinta (11), ao ser informado de que o STJ decretara a prisão de José Roberto Arruda, Lula disse, segundo seus auxiliares, o seguinte:

“Essa situação não é boa para o país nem para a consciência política brasileira”. Lula acrescentou: “Ninguém é sádico, ninguém está feliz”.

O Lula de dezembro estava errado. Os vídeos do escândalo –meias, cueca, bolsa, as mãos de Arruda apalpando a grana— não falavam por si. Eles gritavam.

O presidente de agora está, de novo, equivocado. A prisão do governador ajuda, sim, na formação da consciência política do brasileiro.

Lula pode não estar feliz. Mas a platéia, mesmo o pedaço dela que não cultiva o hábito do sadismo, ri de orelha a orelha.

Pela primeira vez, o brasileiro que financia a bilheteria vê o Judiciário chutar o pau da lona do circo. A decisão do STJ teve o efeito de uma lavada de alma.

Sabe-se que Arruda não será hóspede do PF’s Inn por muito tempo. A prisão do governador, por preventiva, vai durar pouco.

Mas, ainda que que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, devolva Arruda ao meio-fio nesta sexta (12), o pernoite do governador na PF não terá sido em vão.

No Brasil, como se sabe, o crime é nosso vizinho. Mas a Justiça mora muito longe. A prisão de Arruda, ainda que curta, serve como lenitivo diante do descalabro.

A desfaçatez de Arruda como que avisa ao eleitor: Pô, cara, vê se vota direito. Você não achou o seu voto no lixo.

De resto, o constrangimento imposto ao governador adverte aos políticos: A maré está virando, meu caro. Conte até dez antes de roubar.

No Brasil, acima de um determinado nível de renda, ninguém é culpado de nada.

No universo da política, costuma-se atribuir a culpa pelas grandes delinquências a Brasília.

O regime do “separa aí os meus 15%, os meus 30%” teria começado com a chegada das máquinas das grandes empreiteiras ao cerrado.

Sempre se disse que aquela ilha, rodeada de coisa nenhuma, daria errado. Era como se Brasília convidasse ao delito.

A ausência de multidões seria um estímulo à “propinocracia”. Não haveria quem gritasse “pega ladrão”. A falta de esquinas facilitaria a fuga.

Arruda reforçou o estereótipo, levando-o ao paroxismo. Mineiro, o governador fez-se politicamente em Brasília.

O comportamento bandido que revelara no caso da violação do painel do Senado já indicava que algo de muito errado se passava com ele.

Era como se o excesso de luz de Brasília lhe tivesse vazado os olhos. O ar seco da cidade invadira-lhe as narinas. E Arruda enlouquecera.

Eleito governador, Arruda não conseguiu administrar a própria loucura. Esqueceu de maneirar.

A prisão serviu para demonstrar que o problema não está em Brasília. Ou, por outra, a culpa é da Brasília que Arruda e seus comparsas trazem enterrada dentro deles.

A prisão talvez ajude a acordar o eleitor, levando-o a perceber que elegeu não um governador, mas um político que adota um estilo Brasília de vida.

Esse modo Brasília de viver pode ser encontrado em qualquer lugar. Às margens do Paranoá ou do Tietê. No Brasil ou nas Ilhas Fiji.

A novidade embutida na decisão do STJ é a interrupção da impunidade. Pode ser mero recesso. Mas faz um bem inominável.

Injeta na alma do observador cansado uma felicidade inaudita. Lula ainda não enxergou, mas, exceto pelos malfeitores, todo mundo está feliz.

REENCAMINHANDO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Da Redação

 

Recebemos do poeta e nosso ilustre colaborador, Laélio Ferreira de Melo, cópia da correspondencia que ele enviou ao escultor Ery Medeiros, abaixo reproduzida:

De: Laélio Ferreira de Melo

Data: 01/02/2010 20:59:22

Para: Ery Medeiros

Assunto: Busto de Othoniel Menezes

 

Senhor Ery Medeiros.

 

Há alguns meses atrás, vários meses, encomendei a Vossa Senhoria um busto de Othoniel Menezes, meu Pai.

Estive na sua residência/estúdio várias vezes, tanto só, quanto na companhia de filhos, dando sugestões acerca da fisionomia do poeta, por final aprovando o modelo (em cerâmica) que nos foi apresentado na última visita.

De lá para cá - apesar de ter o senhor solicitado e RECEBIDO, mediante cheques do Banco do Brasil S/A (Agência do Natal Shopping)  bem mais do que CINCOENTA POR CENTO do valor acordado de Cr$. 9.000,00 pela totalidade dos serviços prestados -, até a presente data (01 de fevereiro de 2010), sem me oferecer nenhuma satisfação ou justificativa, NÃO ENTREGOU a obra contratada.

A última e breve notícia que tive do tal busto me foi dada hoje pela Professora Isaura Rosado, a quem solicitei informações, levando em conta que foi ela a pessoa que indicou Vossa Senhoria para a realização do trabalho artístico. Disse-me a professora que o Senhor não lhe dera sequer data para a entrega da peça acabada em bronze, afirmando tão-somente que “estava queimando (a peça)”.

Manifesto, agora, o meu protesto contra a sua limitada - e para mim inútil - ”informação”.

Tenho compromissos com a família e com terceiros, a esta altura inadiáveis, para a aposição do busto em local por mim escolhido, no DIA 10 DE MARÇO do presente ano, nesta Capital.

À vista do exposto, vou aguardar, no menor espaço de tempo que lhe for possível, a sua inteira, necessária e imprescidível manifestação a respeito. Tudo, sob pena de, no foro apropriado, tomar as providências que o caso requer.

 

Laélio Ferreira de Melo

oileal@oi.com.br

Telefones:

     Celular  8824 1939

     Convencional 3201 2076

QUADRILHA DO PT VOLTA À ATIVA

sábado, 30 de janeiro de 2010

Por Augusto Nunes, do
blog Direto ao Ponto

Eleito presidente do PT, o companheiro sergipano José Eduardo Dutra prometeu recrutar os melhores e mais brilhantes do partido para a composição do diretório nacional. O Brasil soube há dias que essa tropa de elite, se depender de Dutra, será liderada pelos craques José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha. Os três veteranos armadores também são titulares absolutos do Bando dos 40, denunciado pelo procurador-geral da República e instalado pelo Supremo Tribunal Federal no banco dos réus reservado aos protagonistas do escândalo do mensalão.

Por que Dutra estendeu acintosamente a mão amiga a três delinquentes juramentados?, quiseram saber os jornalistas. “Primeiro, para mim, não existe esse termo, mensaleiros”, começou o legítimo herdeiro de Ricardo Berzoini. “Depois, é um orgulho fazer parte da chapa ao lado de Dirceu, Genoino e João Paulo”, tentou terminar. Os jornalistas insistiram no assunto, o entrevistado perdeu a paciência: “Não tem sentido prescindir da experiência desses companheiros num momento tão importante como este, em que temos a pré-campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência”.

Na abertura do trecho encimado pelo subtítulo Quadrilha, a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Sousa fez um didático resumo da ópera:

“O conjunto probatório produzido no âmbito do presente inquérito demonstra a existência de uma sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude. A organização criminosa ora denunciada era estruturada em núcleos específicos, cada um colaborando com o todo criminoso em busca de uma forma individualizada de contraprestação. Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno. Como dirigentes máximos, tanto do ponto de vista formal quanto material, do Partido dos Trabalhadores, os denunciados, em conluio com outros integrantes do Partido (um deles é João Paulo Cunha, copiosamente mencionado nas páginas seguintes), estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira. O objetivo desse núcleo principal era negociar apoio político, pagar dívidas pretéritas do Partido e também custear gastos de campanha e outras despesas do PT e dos seus aliados”.

A releitura do texto permite enxergar as coisas com penosa nitidez. Enquanto o Brasil que presta faz escolhas baseado em biografias, a companheirada elege chefes pelo tamanho do prontuário. Basta retocar graficamente a última frase de José Eduardo Dutra para entender por que sente vontade de cantar o Hino Nacional quando vê a trinca por perto: “Não tem $entido pre$cindir da experiência de$$e$ companheiro$ num momento tão importante como e$te, em que temo$ a pré-campanha da mini$tra Dilma Rou$$eff à Pre$idência”.

É isso. Os bandidos já ensaiam a continuação da série ultrajante sem que o primeiro dos faroestes sequer tenha chegado ao fim.

AINDA O RÉVEILLON DO FRANGO ASSADO

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Por Franklin Jorge

Segundo se comenta na cidade, a Fundação José Augusto estaria entrando com uma ação contra mim, por causa dos artigos que publiquei aqui sobre o escandalosa festa de réveillon promovida no Forte dos Reis Magos por Pedro Abech, gerente do mais famoso monumento histórico do Rio Grande do Norte.

Por causa disso, cheguei a ser ameaçado pela assessora de comunicação da FJA, jornalista Mary Land Brito, que extrapolou completamente da sua função de servidora pública, mostrando-se desprovida de compostura e de ética, da ética exigida, sobretudo, de um servidor público. Bastiara isto paraque, num governo sério, ela fosse suspensa ou demitida a bem do serviço público.

Ora, estou me pelando de medo. Sobretudo porque ainda há muita coisa para ser contada sobre o Forte, o que inclui a venda de ingressos que deveriam ser contabilizados na Conta Única do Governo do Estado e… não são! Um assunto que ainda vai dar muito o que falar e que envolve, naturalmente, um famoso agiota, doublé de funcionário da famigerada FJA.

O vice-governador Iberê Ferreira de Souza, que em breve assumirá o governo do estado, está bem arranjado com tais auxiliares. Que prepare as aspirinas, pois terá muitas dores de cabeça…

EMPREITEIRAS MANDAM NO ORÇAMENTO

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Por Hugo Souza, do site Opinião e Notícia

A certeza de que no Brasil os poderosos têm grandes, enormes chances de escaparem impunes quando pegos com a boca na botija – privilégio realmente para poucos em um país que fechou o ano de 2009 com quase meio milhão de clientes do sistema prisional – é tão forte que chega a ser uma daquelas verdades à mão, sempre úteis para explicar, sem o devido aprofundamento em nuances complexas, desde a miséria do povo até a miséria da política nacional (a primeira literal, e a segunda no sentido figurado). Mas uma outra percepção que parece ir se consolidando, filha dessa primeira, é a de que os poderosos que atuam em um ramo em particular da economia gozam de especial condescendência para com suas, digamos, “rotinas” pouco ortodoxas.

Trata-se dos manda-chuvas do setor da construção civil. Sucedem-se, e não é de hoje, o envolvimento das grandes empreiteiras brasileiras em casos de corrupção – alta corrupção – fazendo dobradinha com parlamentares e agentes públicos. Entra ano, sai ano, e continuam abundando as notícias sobre favorecimentos, tráfico de influências, propinas, mesadas, obras superfaturadas, formação de cartéis e toda sorte de esquemas lesivos ao povo brasileiro, porque no fim das contas resultam ou em mau uso do dinheiro público, ou no seu direto desvio para cofres particulares. Pesam suspeitas de irregularidades em quase todas as grandes obras realizadas na história recente do país, da ponte Rio-Niterói à estrada Transamazônica, passando pela Rodovia do Aço, usina de Itaipu e hidrelétrica do Jirau.

Por falar em empreendimentos sob suspeita, em meados de dezembro o Ministério Público Federal pediu a abertura de investigações sobre 14 obras da Camargo Corrêa realizadas em várias regiões do país, entre as quais o aeroporto de Vitória, o metrô de São Paulo e a BR-101. A solicitação do MPF é consequência da operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, deflagrada no dia 25 de março de 2009 e que apontou indícios de corrupção envolvendo a construtora e todos os grandes partidos políticos do Brasil (ainda que o PT tenha sido deixado de fora do relatório final), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e até o ex-presidente Jânio Quadros.

Os anões do orçamento e as gigantes da construção civil
Segundo investigação da Polícia Federal feita a partir do material apreendido na casa de um dos executivos da Camargo Corrêa que foram presos em março, um dos políticos que teriam recebido financiamento “por fora” para campanhas eleitorais é José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal. Outro é Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados e do PMDB. Mas, apesar de ser íntima do poder, nada pode garantir que a Camargo Corrêa seja a campeã entre os notórios corruptores no ramo da construção civil.

Breve pesquisa nos arquivos online dos principais jornais do país mostra que um clipping sobre o oligopólio das empreiteiras brasileiras pode parecer mais uma folha corrida criminal, da Mendes Júnior, velha amiga do velho Estado corrupto (e de Tancredo Neves, José Sarney, Renan Calheiros…) à Odebrecht, que foi expulsa do Equador pelo governo demagogo de Rafael Correa em um caso no qual de fato houve mais corrupção do que demagogia. “Quem faz o Orçamento da República são as empreiteiras”, já dizia o ex-ministro da Saúde Adib Jatene muito provavelmente com grande conhecimento de causa.

Nunca é demais lembrar que a CPI do Orçamento, aquela dos “sete anões”, começou com um alto funcionário do Congresso Nacional, José Carlos Alves dos Santos, dizendo que os mais de US$ 3,5 milhões encontrados na sua casa eram propinas pagas por empreiteiras para incluir no orçamento emendas que lhes interessavam, e terminou com pano rápido quando a coisa estava indo longe demais, para muito além dos anões, ameaçando as gigantes da construção civil, sobre as quais surgiram indícios de que haviam formado um cartel para fraudar licitações de obras públicas.

Hoje, anos depois, Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Mendes Junior e OAS continuam abocanhando os maiores e melhores contratos licitados pela administração pública. Em tempos de PAC e de Comperj, e considerando o histórico da relação entre as partes, pode-se dizer que as perspectivas não são exatamente boas. Enquanto isso, algumas destas construtoras seguem entre as maiores transnacionais brasileiras, apresentadas pelo governo e pela mídia como orgulhos nacionais, com direito a três delas aparecendo nos créditos da cinebiografia do presidente da República como patrocinadoras da obra, sem trocadilho.

Em nossa opinião…
O fato de o governo federal ter parado de investir em ferrovias há décadas, passando a privilegiar rodovias, tem a ver com o fato de que construir rodovias é muito mais lucrativo para as empreiteiras. O país paga uma conta cara por isso, já que o transporte ferroviário é muito mais eficiente.

O MOTEL DE PEDRO ABECH

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Por Franklin Jorge

Reitero que o gerente do Forte dos Reis Magos comemorou o réveillon na companhia da mulher, de duas ex e de amigos nas dependências da instituição que é o nosso mais importante monumento histórico de época.

Despreparado para o exercício da função, ele confundiu o público e o privado, ao receber em prédio público, como se a sua casa fora, para um regabofe que está dando o que falar e deixando claro para a opinião pública do Rio Grande do Norte que o governo da sra. Wilma de Faria se transformou numa verdadeira “casa de mãe Joana” onde todos comem e ninguém paga a conta, que fica pendurada para o contribuinte…

Muito popular em certos meios, o sr. Pedro Abech (pronuncia-se Abeshe) tem também aguerridos e precipitados defensores que, no afã de defendê-lo, contribuem para ampliar a gravidade da situação. Uma sua antiga amiga que se assina Júlia Mércia, tenta desqualificar a denúncia de mau uso do Forte, louvando-lhe os dotes de garanhão e deixando entender nas entrelinhas que o monumento histórico pode ter outra serventia. Uma zona, talvez.

Indicado para o cargo pela deputada federal Fátima Bezerra, Abech se destacou pelas feijoadas que condimentaram a campanha de sua benfeitora. Esta a sua qualificação para o cargo, além do fato de “ter muitas mulheres”, que alguns petistas querem fazer que os natalenses acreditem que se trata de um pré-requisito profissional indispensável.

Ora, o sr. Abech é um servidor público, não um servidor púbico, segundo dá a entender a sua defensora e profunda conhecedora das habilidades genésicas desse pândego petista… Com a palavra, Dona Wilma, o presidente da Fundação José Augusto, cordelista e agronomo Crispiniano Neto e a deputada petista Fátima Bezerra…

Leiamo-la:

“Sei não, sei não…

“Conheço Pedrinho desde menino, crescemos juntos no Centro da Cidade e se for colocar as suas ex-mulheres no Forte, não vai ter espaço.

“Diferente de alguns, o homem é danado de bom e muito bem aceito entre nós, mulheres…

Júlia Mércia”.

Não sei que deduções a governadora poderá tirar dessa leitura. Quanto à opinião pública, não tenho dúvida de que desaprovará esse desvio de conduta de um funcionário pago pelo dinheiro dos nossos impostos.

‘O CHEFE MAIOR’

domingo, 20 de dezembro de 2009

Por Franklin Jorge

Em sua edição de sábado o Novo Jornal publicou em manchete principal que Lauro Maia, o único filho varão da governadora Wilma de Faria, virou réu em denuncia de corrupção e formação de quadrilha.

Pré-candidato a deputado estadual na “vaga” do pai que abandonará a politica, Lauro foi preso quando da Operação Higia, ação desencadeada pela Policia Federal que na época prendeu 13 pessoas acusadas de envolvimento na fraude de licitações e prorrogação de contratos terceirizados, conforme foi amplamente noticiado pela imprensa nacional.

Outras duas operações policiais, “União” e “Limpeza” ampliaram a investigação original e incluiram outros nomes na lista de contraventores. Para o juiz da 2a. Vara Federal, Mario Azevedo Jambo há provas de materialidade e indicios consistentes de autoria e participação nos fatos delituosos, segundo consta do despacho. Um mau presságio em ano eleitoral.

Das gravações obtidas com amparo legal emerge Lauro Maia como  “o chefe maior” da organização criminosa, “o dono dos porcos”, “o lá de cima”, “o filho da mulher” ou simplesmente “o filho”,  apostos que mensuram o grau de comprometimento do filho da governadora, como mentor intelectual e gerente de ilícitos.

Na denúncia em foco, um detalhe chama a atenção, a designação de Lauro como o “chefe maior”, o que pressupõe a existencia de outros comparsas mais categorizados aos quais o lobista renderia menagem. Ora, se ele seria o “chefe maior”, a quadrilha pode ser ainda mais numerosa do que as investigações preliminares deixam entrever, é o que se deduz de semelhante expressão usada pelos envolvidos em conversas telefonicas que fazem parte do processo.

UERN DEITA E ROLA NA LAMA

domingo, 8 de novembro de 2009

Por Franklin Jorge

Nunca, na história do Rio Grande do Norte, uma instituição universitária desceu tão baixo no conceito da sociedade, como tem ocorrido com a Universidade Estadual (UERN), cuja crônica secreta, revelada em sucessivas publicações nesta página, tem ensejado a desaprovação e o repúdio da sociedade civil e de quantos têm tomado conhecimento do que ocorre nos porões da sua administração.

Em maio deste ano, quando foi atingida por um vendaval de denuncias que não tiveram apuração nem os culpados foram responsabilizados e punidos, a UERN amarga um crescente descrédito, na mesma proporção em que o seu sistema dá sinais de que a institucionalização da desordem traz conseqüências que perduram e ameaçam a sua própria sobrevivência.

Não bastasse o mal uso que sucessivos reitores têm feito do cargo, para enriquecimento ilícito e manipulação política que extrapolam os limites da tolerância, sob o atual governo a UERN atingiu um nível de descontrole e de desfaçatez que a coloca, do ponto de vista moral e ético, num patamar de insustentabilidade.

Hoje, a UERN só se mantém porque conta com a complacência do Ministério Público Estadual, mais precisamente da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que cedendo às rogatórias do atual reitor preferiu minimizar a gravidade do caso e deu-lhe uma segunda chance que deixa claro a contaminação do sistema.

Ontem publicamos aqui um artigo de autoria de Ricardo Duarte que deixa bem claro o drama vivido pela Universidade Estadual, ao qual não se pode acrescentar mais nada, pois seria incorrer na inverossimilhança ou fazer profissão do absurdo como regra de normalidade. Por isso, deixo a palavra com os internautas que se alinham em favor da salvação da UERN em sua desaprovação à falência moral e do sistema educacional que representa, colocado a serviço de interesses eleitorais, tanto do atual reitor quanto da governadora.

23 comentários para “UERN VIVE GRAVE PERÍODO DE CARÊNCIA”

  1. ANSELMO LUIS PINTO - PAJUÇARA/NATAL disse:
    7 de novembro de 2009 às 20:08

Eu fazia uma idéia inteiramente outra do reitor Milton Marques. Sabia que ele é esperto sim, mas não sabia que era capaz de fazer um papelão desses, só para agradar a governadora e garantir uma vaga de deputado estadual nas próximas eleições. Reitor, bote a mão na consciência. O que o sr. está fazewndo é nojento. É sórdido, para alguém que quer tirar onda de “educador”. O sr. está sendo cúmplice de uma cachorrada, isto sim.

  1. Rodrigues disse:
    7 de novembro de 2009 às 20:33

A farsa da propanganda está montada, disso Milton Marques entende bem. Um trabalho tem sido feito para sufocar as notícias sobre a UERN na imprensa estadual. Quem vive o dia-a-dia da universidade sabe como ela está. Um expansão enorme, em nome da imagem do governo e seus aliados do interior do estado está acabando com esse importante patrimônio que é a UERN. Milton Marque, sua turma, e seus interesses políticos e pessoais estão pondo em risco o trabalho sérios dos profissionais que fazem a UERN. Franklin, mais uma vez informe ao Rio Grande do Norte que a UERN pede socorro, maquiada por fora, está oca por dentro, essa é a verdade nua e crua.

  1. Diva Ribeiro (Capim Macio-Natal) disse:
    7 de novembro de 2009 às 21:01

A Uern é uma fábrica de escândalos. O reitor Milton Marques vai ficar famoso na história da educação no RN, como o homem que avacalhou a universidade estadual.

  1. Gonzaga disse:
    7 de novembro de 2009 às 21:02

A situação parece grave, mas se vc continuar publicando coisas assim, vai acabar prejudicado a candidatura de Milton.
O que falta na UERN, vai aparecer em 2010 na campanha do PSB, pode apostar. É o governo de todos, economizando prá valer $$$$$$$$$.

  1. Rafael Nunes disse:
    7 de novembro de 2009 às 21:11

Isso mesmo Diva, nisso Milton tá ganhado disparado de Walter Fonseca. Se depender do meu voto, ele estará eleito para o “homem mau da educação do RN”.

  1. Rafael (Nova Betânia) disse:
    7 de novembro de 2009 às 21:28

A UERN não toma jeito!

  1. Marconi Lucena, Aldeota-Fortaleza disse:
    7 de novembro de 2009 às 21:37

A Uern, heim…? Heim…? Santa Luzia!

  1. Luciano Benevides (Capim Macio) disse:
    7 de novembro de 2009 às 21:48

É triste ver UERN se acabando dessa maneira, por capricho politico, para calçar projetos eleitorais. Dr. Milton, que vergonha! O sr. chegar ao fim da vida obrando dessa maneira.

  1. Cesânia Zona Norte disse:
    7 de novembro de 2009 às 23:40

A UERN está falida, pois um professor de Letras, desde muitos anos, foi reprovado na prova escrita do mestrado de Letras da UFRN, depois de ter sido aluno especial; outro do Departamento de Ciências Sociais, que vive arrotando conhecimento, metido com eventos culturais, tirou nota 4 num concurso para professor doutor da UFRN, não conseguiu nem um sete, o mito tem pés de barro…. É uma vergonha!

  1. Tarcísio Brito ABOLIÇÃO disse:
    7 de novembro de 2009 às 23:42

Alguem sabe o nome dos professores?, gostaria de saber, pois faço Letras.

  1. Tereza - Natal disse:
    8 de novembro de 2009 às 0:17

Quem é esse professor do Depto. de Letras que foi reprovado na prova escrita do mestrado de letras da Ufrn? E o que tirou nota 4 num concurso para professor doutor da mesma universidade? Será verdade que os professores da Uern são tão despreparados assim??? Estudo na Uern e tenho o direito de saber.

  1. Antonio Daniel (Caicó) disse:
    8 de novembro de 2009 às 0:46

Como pode a UERN chegar a esse desfecho tão vexatório para uma instituição que cuida da educação dos jovens? É este o retrato perfeito do atual governo, do governo da “professora” Wilma de Faria, que nunca deu uma aula na vida.

  1. Fernanda Barreto disse:
    8 de novembro de 2009 às 8:48

O que admira é o reitor estar colaborando com essa mentira! O que não faz o interesse e a ganância de lucro!

  1. Lourenço Castanho (Ponta Negra) disse:
    8 de novembro de 2009 às 9:28

Meu avô dizia que quando um velho se acanalha é pior do que um moço…Escrevo isto pensando no reitor Milton Marques e na governadora Wilma de Faria, dois velhos safardanas que estão levando a Uern e o RN à ruína.

  1. Kaliane Bastos disse:
    8 de novembro de 2009 às 9:30

Quem são esses professores da UERN que foram reprovados em concursos da UFRN? Temos o direito de conhecer esses despreparados.

  1. Bergson Azevedo disse:
    8 de novembro de 2009 às 9:30

Alguém sabe o nome dos professores despreparados da UERN? A pessoa ser reprovada numa prova de mestrado é o fim.

  1. Patricio Neto disse:
    8 de novembro de 2009 às 10:08

Cadê os professores e alunos da UERN que não se manifestam nem mostram o seu valor???  Eles também são responsáveis por esse desastre que afetará a vida profissional presente e futura de todos. Cadê vocês, meus camaradas??? Vão deixar isto barato assim???

  1. Fabiane Rocha disse:
    8 de novembro de 2009 às 10:57

A UERN é um antro de corrupção, como diz o jornalista Franklin Jorge. E está cada vez mais parecido com um comitê eleitoral. O reitor Milton Marques, devendo dar bom exemplo, colabora com tanto desvio de finalidade que ele mesmo já está ficando fisicamente troncho — espelhando o que é moralmente como gestor público.

  1. Otaviano - ZN/Natal disse:
    8 de novembro de 2009 às 10:59

Eu quero saber quem são esses professores da Uern que foram reprovados em exames na UFRN.

  1. Gonzaga disse:
    8 de novembro de 2009 às 11:30

Quando um reitor vira cabo eleitoral é isso que acontece. Walter foi um desastre em administração, no sentido de que era mais FEITOR do que REITOR, mas nunca foi capacho de governador. Tinha personalidade e por vezes peitou Dona Wilma. Esse Milton é uma lástima em termos de autonomia. Por interesse, ou por falta de personalidade, está deixando a UERN nas garras dos políticos provincianos que não sabem sequer o que significa um a instituição ser uma Universidade, o Reitor mesmo dá provas claras de não saber o que é isso.
Fazer o quê?

  1. Ricardo Duarte de Medeiros disse:
    8 de novembro de 2009 às 11:37

No interior da UERN o prestígio de Milton está despencando. A comunidade acadêmica se mostra cada vez mais insatisfeita, muito que o apoiaram para reitor inclusive. Na verdade ele sempre foi um fraco. A Estatuinte desandou, ele perdeu o controle e agora se fala em acionar a justiça para impedir o novo estatuto da UERN. Não há rumo definido na universidade, o reitor deixa rolar, concordando com todo mundo, mesmo quando as posições são radicalmente diferentes. O fato é que ele não sabe administrar uma universidade e isso está cada vez mais claro, principalmente por que lhe falta personalidade, característica de líder. Na minha opinião, ele não termina o mandato, pois foi para a reeleição a mando da governadora, passado o pleito de 2010, seu mandato perderá o sentido, sua motivação terá se esvaido. Quem sobreviver na UERN, verá.

  1. Boy Espada disse:
    8 de novembro de 2009 às 11:46

A coisa tá preta pra Uern! Ferro na boneca, gente.

  1. Renato Dantas disse:
    8 de novembro de 2009 às 12:32

Milton é um fraco, concordo! Agora se ele não terminar o mandato, aí sim a UERN estará morta e enterrada na lama, esqueceu quem é o vice? A pior desgraça que poderia acontecer com qualquer órgão público seria está sob a administração de um sujeito com Aécio Cândido. Até hoje rola o processo sobre o doutorado que ele administrou: quase um milhão de reais do tesouro do estado jogados no lixo. Nunca conseguiu fazer nada que preste: acabou com o mestrado em meio ambiente, coordenou um plano de desenvolvimento institucional que levou anos para terminar, e agora não serve para nada. Até os processos meritocráticos de seleção de Dedicação Exclusiva (DE), menina dos olho dele, têm sido motivo de escândalos dentro da UERN. Esse homem é uma lástima, espero que nunca bote o resto dos dedos na UERN. Milton é fraco, Aécio é, no mínimo, irresponsável e incompetente, em que mãos está essa universidade…

 

 

 

JUIZES EM APURO

sábado, 31 de outubro de 2009

 

Da redação do Jornal Pequeno (MA)

 

A Corregedoria do Tribunal de Justiça do Maranhão ordenou a abertura de processos administrativos disciplinares contra sete juízes que atuam em 4 das 9 varas cíveis de São Luís (MA). Na maioria dos casos investigados, os juízes aplicaram multas contra bancos e fundos de pensão por supostas decisões não cumpridas, bloquearam o dinheiro nas contas dos réus e, em seguida, liberaram os recursos sem que o beneficiado pela decisão apresentasse “caução idônea” -garantia de que, caso perdesse o processo, pudesse restituir os valores.

Levantamento feito pela Folha a partir das 134 páginas do relatório final da correição feita pela Corregedoria entre janeiro e fevereiro últimos apontou o pagamento de R$ 38,4 milhões em 27 ações judiciais do gênero. Ao liberar o dinheiro, os juízes costumam exigir, como caução, notas promissórias (documentos pelos quais a pessoa se compromete a pagar determinado valor). Entre os casos considerados suspeitos há seis pessoas que obtiveram tais indenizações milionárias e atuavam por meio da justiça gratuita, o que, para os corregedores, configura “estado legal de pobreza”, ou seja, não teriam condições financeiras de dar nenhuma garantia.

Treze juízes coordenados pelo corregedor Jamil de Miranda Gedeon Neto investigaram, por amostragem, cerca de 12 mil processos que tramitavam nas 2ª, 3ª, 5ª, 6ª, 7ª e 8ª varas. Não foram apontados problemas na 3ª e na 8ª varas. A maioria das irregularidades foi detectada em processos que envolviam altas somas, penhoras on-line e saques em espécie.

De acordo com a Corregedoria, foram abertos oito processos disciplinares, sendo um para cada juiz e um para apurar indícios de fraudes na distribuição de ações -em vez de passarem pelo sorteio eletrônico, 14 processos foram enviados indevidamente aos juízes.

Aposentadoria

Um dos casos investigados envolve o pagamento de R$ 2,99 milhões na 6ª vara cível. Em um período de seis dias em dezembro passado, o juiz Abrahão Lincoln Sauáia bloqueou R$ 2,99 milhões da conta da Funcef, o fundo de previdência dos funcionários da Caixa Econômica, transferiu o dinheiro para a conta bancária da vara e autorizou o saque, em espécie, pelo advogado do bancário José Antônio Ibiapina Mendonça, que alegava perdas no cálculo de sua aposentadoria.

O dinheiro foi retirado pelo advogado Gilliano Nascimento Cutrim, sobrinho do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Raimundo Cutrim, e filho do vice-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Edmar Cutrim.

A ordem foi depois revista, após a Funcef ter entrado com recurso no TJ (Tribunal de Justiça). Em fevereiro, o juiz que então respondia pela vara, Vicente de Paula Gomes de Castro, exigiu de Mendonça a devolução do dinheiro, num prazo de 24 horas, sob pena de prisão. A ordem, até agora, foi inócua. Cutrim disse ao TJ ter entregue cerca de R$ 2,39 milhões a Mendonça e ter ficado com o resto a título de honorários advocatícios, enquanto Mendonça disse que nada recebeu.

O advogado obteve no TJ uma liminar que cassou multa diária de R$ 5.000 imposta por atraso na devolução, mas permanece a ordem judicial para que devolva o que sacou. O dinheiro nunca voltou à conta da 6ª vara, e advogados da Funcef ainda tentam a restituição.

A Justiça chegou a ordenar uma varredura nas agências bancárias, atrás de contas abertas em nome de Cutrim e de Mendonça. No relatório, a Corregedoria afirma que “merece apuração a conduta do titular, dr. Abrahão [Sauáia], que, depois de declarar findo o processo, com manifestação expressa do autor concordando com a extinção e arquivamento (25/4/2007), em 28/11/2008 “ressuscita” o processo sem maiores justificativas e em prazo recorde, apesar dos anos de existência do processo e centenas de outros aguardando despachos”.


O juiz autorizou o saque sem caução e assim justificou a decisão que ele próprio chamou de “interpretação reversa”: “Exigir-se a prestação de caução para levantamento de valor decorrente de execução definitiva de decisão judicial constitui imposição odiosa e discriminatória, inadmissível no Estado democrático de Direito”.

CRIMINOSOS SOFISTICADOS

domingo, 11 de outubro de 2009

Do Y! Posts

Rio de Janeiro - Com alto poder de destruição e de fácil fabricação artesanal, recentemente as granadas passaram a ser usadas em qualquer tipo de crime no Rio de Janeiro. Só no último ano, mais de 1.100 granadas de fabricação caseira e 450 industriais foram apreendidas pela polícia. Nos últimos dois meses, os artefatos foram usados em pelo menos sete assaltos. Na sexta-feira, quatro homens fizeram um arrastão usando granadas num prédio na Barra da Tijuca. Os bandidos fugiram e os moradores, apavorados, não souberam informar à polícia se as granadas eram de fabricação caseira ou industrial.

Segundo a titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Márcia Becker, a granada causa mais temor às vítimas do que uma pistola. “Para o criminoso, ela se torna uma arma com maior poder de intimidação. A arma dispara um tiro de cada vez, pode não atingir a vítima e, mesmo se atingir, pode não matar. Já a granada pode matar mais gente num raio muito maior.”

EX-PREFEITO NAS MALHAS DA LEI

sábado, 10 de outubro de 2009

Por Franklin Jorge

Pau dos Ferros – O ex-prefeito de Pau dos Ferros, Nilton Paschoal de Figueiredo (Partido Popular), é alvo em ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal em Mossoró. Não é a primeira vez. Porém agora a coisa é mais séria, pois envolve o MPF sobre o qual o ex-prefeito não tem nenhuma influencia. Eu me lembro que na última disputa eleitoral, quando Nilton se candidatou mais uma vez a prefeito do municipio, o seu assessor de imprensa, radialista Benaldo Medeiros, antecipava-me as sentenças do juiz eleitoral, dizendo-me que o mesmo “era pessoa de Nilton”…

O que causa estranheza, no caso, é a natureza da ação – licitação fraudulenta. Ora, enquanto prefeito do município, Nilton nunca fez licitação e desviou inúmeros recursos, inclusive quando secretário de Esportes de Natal, na gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

Transcrevo a seguir a noticia publicada ontem no Blog do jornalista Carlos Santos:

MPF entra com ação contra ex-prefeito de Pau dos Ferros

O ex-prefeito de Pau dos Ferros Francisco Nilton Pascoal de Figueiredo (PP), três construtoras e outras quatro pessoas responderão à uma ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal em Mossoró.De acordo com a ação encaminhada hoje (9), todos participaram de uma licitação simulada que tinha como objetivo real a contratação direta da empresa RN Construções Ltda para a realização de obra pública no município. Tais irregularidades teriam sido praticadas com verba repassada pelo Ministério dos Esportes.

No dia 28 de junho de 2004, a Prefeitura de Pau dos Ferros assinou contrato de repasse com o Ministério dos Esportes para a construção de uma quadra poliesportiva no bairro Manoel Deodato.  Através do referido contrato, o município recebeu R$ 60 mil para viabilizar o projeto.

Em 30 de junho daquele ano, o então prefeito promoveu a licitação e contratou, no mesmo dia, a empresa RN Construções Ltda para executar a obra. A Controladoria Geral da União constatou que as empresas vencidas apresentaram valores unitários menores em outras licitações, ocorridas no mesmo dia 30 de junho de 2004, para obras de idêntica natureza, na mesma zona urbana.

As empresas vencidas apresentaram valores bem superiores para itens semelhantes na licitação em que a RN Construções Ltda. acabou vencedora. O diretor de uma das empresas vencidas declarou que participou da licitação sem a intenção de vencer.

Caso seja comprovado que o ex-prefeito Francisco Nilton Pascoal de Figueiredo dirigiu todos os atos fraudulentos, ele poderá ter os direitos políticos suspensos por até oito anos e ser proibido de contratar com o poder público por cinco anos, além de ter que ressarcir o dano e pagar multa.

Tais penalidades também podem ser aplicadas às empresas e aos respectivos responsáveis, se ficar provado o envolvimento na simulação do procedimento licitatório.

A empresa diretamente beneficiada com a contratação, RN Construções Ltda., e os sócios Cláudio Fidias Barbosa Freitas e Ana Marília Mendes Freitas ainda podem perder valores que tenham sido acrescidos ilicitamente ao patrimônio.

 

UERN: CORRUPÇÃO TAMBÉM É EDUCAÇÃO [1]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Por Targino S

A melhor coisa que aconteceu este ano foi essa revelação escandalosa sobre a corrupção na UERN.

Esses fatos deixaram bastante claro que crimes praticados pelos “colarinhos brancos” não precisam ser disfarçados ou escondidos para continuar acontecendo.

Corrupção é como câncer ou a AIDS: os próprios defensores do corpo são os que o ataca.

Infelizmente são esses (os corruptos) os que adoram os cargos de liderança.

Li um comentário que achei o cúmulo da manipulação e (um exemplo) de extrema ilegalidade. Numa micro empresa, com certeza os proprietários seriam penalizados. Copiei-o logo abaixo

. Nelson de Souza S. disse: em 8 de setembro de 2009 às 8:44 Absurdo é um candidato fazer provas para nível médio (Agente Admistrativo) em uma cidade menos concorrida e exercer suas funções em nível superior – TNS (Técnico de Nível Superior) em Mossoró. Mas como é que um absurdo desse pode acontecer? Isso é coisa do Aecio. Seja lá de quem for, os órgãos competentes tem que dar uma explicação. Agora, só não dá para negar os fatos.

 Vejam:

Uern divulga resultado final de aprovados
http://www2.uol.com.br/omossoroense/310307/conteudo/cotidiano4.htm

Fico pensando. Com um precedente aberrante desse, como é que os representantes da lei ainda se acham no direitos de fazer investigação e punir outras instituição também ilegais?

Sabe-se que a CAP foi processada por irregularidades trabalhistas e obrigada a pagar, tim tim por tim tim pelas irregularidades, até que fechou; faliu. Inclusive, pessoas com contratos ilegais na UERN processaram a CAP…

Pessoas que processam o empregador, por irregularidades trabalhistas (recebendo todos valores correspondentes) enquanto trabalhavam com contrato irregular em outra …

Sim, a coisa positiva é que tudo isso deixa bem claro o que faz esse povo.

Para quem trabalham essas pessoas?