Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

O RESGATE DA INFIDELIDADE

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Do site Opinião e Notícia

Por Emanuelle Bezerra

O livro recém-lançado de uma das psicólogas mais famosas da França está causando polêmica. Maryse Vaillant diz em Les hommes, l’amour, la fidélité que a infidelidade masculina é uma coisa boa para o casamento. Ela defende que, ao ser infiel, os homens estão agindo de acordo com sua natureza e que isto é essencial para o funcionamento psíquico deles.

Mais polêmica ainda é a avaliação que Maryse faz dos homens fiéis. Para ela, aqueles que não mantêm casos extraconjugais são homens com “fraqueza de caráter”. A explicação, segundo a psicóloga, é que estes homens tiveram um pai ausente e que, por isso, desenvolveram um ideal de comportamento masculino irreal. “Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem”, afirma.

A psicóloga também diz que, ao trair, os homens estão procurando um “espaço próprio”. Totalmente contrária às ideias de Maryse, Mirian Goldenberg, antropóloga, professora da UFRJ e autora dos livros A Outra e Infiel: notas de uma antropóloga, diz que estabelecer um espaço, psicológico ou físico, não envolve se relacionar com outra pessoa. A antropóloga afirma que até mesmo as mulheres buscam essa individualidade no relacionamento. “É comum encontrar casais que querem banheiros separados, por exemplo, mas ter outra pessoa não é a mesma coisa. Não sei se a França é tão diferente do Brasil nesta questão, mas, por aqui a traição é inaceitável.”

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2007 com 2.093 pessoas revela que Mirian está correta em sua colocação. Perguntados sobre o que é mais prejudicial no casamento, a maioria absoluta dos entrevistados respondeu infidelidade (53%), seguida por falta de amor (15%), ciúme (11%) e incompatibilidade de gênios (5%). Para a pergunta “O que é mais importante no casamento?”, 38% das mulheres e 37% dos homens responderam fidelidade. Em segundo lugar ficou o amor (35%) e, em terceiro, a honestidade (15%).

Na enquete realizada pelo Opinião e Notícia na última sexta, 67% dos leitores também discordaram da autora do livro, entendendo que a tese reforça a visão machista dos relacionamentos. Maryse diz que a aceitação da traição masculina seria uma libertação para as mulheres e que seu estudo quer “resgatar a infidelidade”. Mirian Goldenberg considera que, com isso, a psicóloga está tratando o tema como se os últimos 50 anos não tivessem existido. Além disso, a antropóloga diz que esta perspectiva biológica também é equivocada. “Vamos usar parâmetros de quando éramos selvagens para justificar os desajustes culturais? Houve evolução cultural e é esta a questão. Não há mais razão para a mulher aceitar a traição.”

Mirian ressalta o valor da fidelidade nos relacionamentos contemporâneos. Ela diz que atualmente as pessoas procuram um companheiro para ser a pessoa especial um do outro. Diferente do que acontecia no passado, quando a dependência financeira era um fator predominante para a manutenção do casamento. Por isso a importância de se ser o único em um relacionamento amoroso.

2010: QUE TAL LIMPAR O DISCO?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Por Eduardo Zugaib, escritor e palestrante

Limpar o disco, em informática, designa o trabalho de organizar o disco rígido (HD) do computador, lugar onde são armazenados todos os dados. É um trabalho que envolve jogar fora o que não serve mais, limpar todos os setores, reunir informações que relacionam-se entre si, fazer cópia de segurança daquilo que não mais vai servir, porém que é bom ter ao alcance caso seja necessário, guardar e reorganizar o que realmente é importante, abrindo espaço para que o computador funcione de uma forma mais rápida, sem travar, ou melhor, sem “dar pau”, como diz o jargão.

Notou alguma semelhança com aquilo que fazemos, ou deveríamos fazer, a cada ano que se encerra, a cada novo ciclo? O computador, uma máquina desenvolvida pelo homem, reflete um pouco da nossa necessidade de auto-conhecimento. Alguns dos programas desenvolvidos para organização de tarefas insinuam, a todo instante, comportamentos que deveríamos adotar para melhorar nossa vida, seja selecionando a informação que carregamos conosco, seja otimizando o tempo que devemos dedicar a cada uma delas. Da mesma forma, quando saturamos a “nossa” máquina, o nosso racional e nosso emocional, ela tende a entrar em parafuso. E como no computador, trava, dá pau, perde arquivo, queima…

A inteligência no uso do nosso tempo envolve não apenas a tentativa de se fazer o máximo de coisas ao mesmo tempo, mas sim a organização das nossas atividades em importância e urgência. E isso requer revisão constante a cada novo ciclo, que não precisa ser este que é compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro. Pode ser em períodos mais ou menos longos. Ocidentais que somos, deixamos essa limpeza de disco sempre para o final do ano, e daí a sensação de Coelho de Alice que acomete todo mundo nessa época:

- Não vai dar tempo… estou atrasado… não vai dar tempo…

Que tal, assim como no computador, tentar limpar o disco algumas vezes durante o ano? Delete aquilo que não interessa mais e que só ocupa espaço, sejam coisas materiais ou emocionais. Atualize os softwares que têm rodado aí, em sua mente. Reorganize-se e descubra quanto tempo podemos ganhar, de minuto a minuto, daquele que desperdiçamos ao longo do dia. Coloque datas nos seus sonhos e transforme-os em metas. Faça de 2010 muito mais que um ano dez.

ME ENGANA QUE EU GOSTO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Por Paulo Sérgio Martins, jornalista

O mundo gira, os anos passam, o buraco de ozônio aumenta e as pessoas continuam a acreditar em discursos seculares sem propósito algum. “Vamos nos separar, mas vamos continuar amigos”, diz a fulana para as colegas na academia de ginástica. Por mais que você acredite neste discurso, no fundo sabe ser humanamente impossível gostar muito de alguém e vê-la nos braços de outra pessoa e ainda ser aquele amigo para as horas de angústia ou alegria. É balela do tipo premium.

Convívio civilizado não é amizade. E às vezes é pura necessidade quando há filhos na equação. Ex-namorados podem ser amantes, jamais amigos. Se forem, na prática é porque nunca sentiram nada realmente comovente ou foi só um passatempo ou namorico de adolescência. Em geral, um dos dois sempre vai gostar mais do que o outro. E não vai engolir essa de amizade depois que a gente vai embora. Até tentam, mas não leva muito tempo para um dos lados pedir penico e sumir do mapa. A gente conhece outras pessoas, se apaixona novamente, casa e tem filhos, se separa, casa de novo, mas ninguém fica amigo de ninguém.

Se nem Albert Einsten conseguiu decifrar os mistérios matemáticos do tempo, os casais acham que vão conseguir a proeza quando pedem “um tempo”. Metade das vezes, se você pede um tempo é porque está de olho em outra pessoa e quer ter a certeza que vai dar certo com ele (ou ela), nunca é para refletir coisa alguma. Na outra metade das vezes, é um jeito relativamente sincero de dizer que aquilo não vai dar certo em tempo algum.

Em uma pequena parcela das situações, os casais voltam a se encontrar depois do tal tempo. E até tentam se reconciliar. E funciona até o dia em que você descobre que o tempo serviu para um dos lados dormir com 37 pessoas diferentes que vão se transformar em 37 fantasmas iguais. Mas os dois melhores discursos são mesmo o da fidelidade e o do ex-marido.

Quando uma mulher compromissada vira para você e faz questão de dizer que é “super fiel”, pode pedir a conta do jantar e ir para o motel. É batata. Se alguém lhe diz que nunca fez “isso” antes, é porque já pulou mais cercas do que as ovelhinhas carnudas de Abrãao no Velho Testamento.

Fidelidade nunca foi um registro em cartório. Se alguém precisa dizer com todas as letras, é melhor você aceitar – ou aproveitar logo – porque é exatamente o inverso. E se a pessoa na sua frente falar mal do ex-marido ou ex-esposa, esqueça. É tesão enrustido, no mínimo.

Perceba como todo ex-marido é cafajeste, cachorro, egoísta, não vale um centavo. E toda ex-mulher é louca, surtada, ignorante e ruim de cama. O mais lógico seria a gente perguntar: e você precisou casar com ele para descobrir? Nada, foi preciso mesmo casar e ter filhos para descobrir a verdadeira face do mal, do carcará, do anhangá-tinhoso, do cão chupando manga, do belzebu disfarçado de ex-marido.

Mas a gente mantém a civilidade e concorda, faz até coro e dá apoio, principalmente se a divorciada for bonita. Mesmo quando a gente acha que em boca fechada não entra mosquito. Vai que no futuro sobra uma casquinha para você, né? Não tem jeito, nem assim, todos vão continuar falando mal do ex para todos os novos pretendentes, como se fosse um atestado de interesse por você.

Os discursos são realmente infalíveis e a lista é extensa. Tem o tal do “foi só um beijo”, tem aquele “somos apenas bons amigos”, além do imbatível “foi apenas uma vez” ou “não significou nada”. Geralmente não significa nada mesmo, o problema é definir o grau de intensidade do “nada” para você e para ela.

Às vezes a gente gosta tanto de alguém que ainda acredita nessas pequenas mentiras mesmo quando não acreditamos nem no começo. É o tal do bem maior. Ou do medo de perder, sem entender que às vezes a perda é o nosso maior ganho. Afinal, como já dizia Elizabeth Bishop, “a arte de perder não tarda aprender”.

O problema do discurso não são as palavras em si, é a necessidade que as pessoas têm de querer empurrar essas mentiras verdadeiras goela abaixo. Dos outros. É como uma verdade universal oriunda de uma sinceridade que simplesmente não existe.

No dia que a gente aprender a dar menos valor às palavras e mais valor às atitudes, quando uma pessoa abrir a boca para soltar um discurso infalível você pode voltar para casa com a consciência tranquila por ter ido embora antes de ouvir o resto da história. Evidente, seria um mundo inalcançável quando as mulheres vão parar de fazer questão de mostrar às amigas o namorado novo, mesmo sem gostar dele.

Até esse dia, resta-nos a complacência de ouvir um clássico “não sinto mais nada por você” e ver nos olhos dela que bastaria o som do primeiro pingo de chuva no chão para ela jogar tudo para o alto e entrar no primeiro táxi com você rumo ao desconhecido. Porque discurso sincero de verdade é aquele que a gente não responde falando. Muito menos escrevendo.

“GERAÇÃO Y” SERÁ 73% NO BRASIL EM 2025

domingo, 22 de novembro de 2009

Por Francisco Madia, da Propmark

“Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve” – assinala Schopenhauer, do alto de sua vasta sabedoria. Assim como se remonta com facilidade na linha do tempo, pode-se dizer que 2025 não está tão longe como se pensa. O tempo voa.

E lá, em 2025, 73% da força de trabalho no Brasil será constituída por pessoas da chamada ‘Geração Y’, os nascidos nas décadas de 1980 e 1990. A sociedade de serviços já terá alcançado a velocidade de cruzeiro e o mundo será completamente diferente do que foi até o final do milênio e também diferente do que é hoje. Dentre os principais desafios das empresas que sobreviverem e quiserem prosperar nesse novo mundo, o maior de todos é como reter seus talentos dessa geração.

Recentemente passou pelo Brasil Deanne Aguirre, sócia sênior da consultoria International Booz & Company. Em entrevista a Rafael Sigollo, do jornal “Valor Econômico”, ela contou um pouco do aprendizado e recomendações que sua empresa vem fazendo a seus clientes na tentativa de atrair e reter os talentos da Geração Y.

Deanne começa enfatizando a importância de se criar um contexto adequado para esses executivos: “o primeiro motivador, e o mais importante, é ter colegas com quem se gosta de trabalhar. Igual ou mais importante que o salário é a possibilidade de se ter muitas experiências diferentes. Para a Geração Y, progredir não é subir numa escada, mas aprender a fazer coisas novas. Ter uma jornada flexível gera mais motivação que o dinheiro, uma vez que não separam o que fazem no trabalho do que fazem fora do trabalho. Vivem uma mistura de tudo isso em tempo integral”.

Assim, Deanne lembra que os Y “não se preocupam com horários e recusam-se a bater ponto na entrada e na saída: trabalham o tempo todo. Julgam, também, da maior relevância, ter um impacto positivo na comunidade ou na sociedade por meio do trabalho. Preferem servir a marcas que fazem o bem e sempre escolherão, entre duas oportunidades de trabalho, a que pontificar por esse compromisso”.

Ela fala da componente universal dos Y: “Um em cada três dos amigos mais próximos de alguém da Geração Y tem uma origem étnica diferente da sua. Na pesquisa que realizamos em todo o mundo e com centenas de empresas constatamos que 78% dos Ys sentem-se totalmente confortáveis trabalhando com pessoas de qualquer lugar do mundo. Em pesquisas com as gerações anteriores, esse percentual não ultrapassava 27%… E todos eles, ao contrário do que se diz e se comenta, pretendem começar e terminar numa mesma empresa, desde que sejam submetidos permanentemente a novos desafios, ou seja, serão fiéis e leais onde a mudança permanente seja a única componente fixa”.

E tudo isso diz respeito apenas a uma parcela da Geração Y que ainda permanecerá interessada em trabalhar em empresas. A maior parte, até mesmo porque é assim que se organizará a sociedade de serviços, preferirá empreender, trabalhar de forma independente, ser dona do próprio nariz.

BRASIL TEM 42,9 MILHÕES DE COMPUTADORES

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

 DO MSN Tecnologia

De acordo com um estudo realizado pela empresa de consultoria Everis, de cada três computadores na América Latina (de um total de 95,6 milhões), dois estão no Brasil e no México.A empresa divulgou nesta semana um relatório com dados de 50 países obtidos entre os anos 2000 e 2008 e afirmou que o Brasil já possui 42,9 milhões de computadores, enquanto que o México ficou bem atrás com 20,6 milhões.

Apesar disso, o país com o maior número de computadores por habitante na América Latina é o Chile, com 31,4 PCs para cada 100 pessoas. O Brasil e o Uruguai ficaram empatados com 22,1 enquanto que a Argentina e México ficaram com 20,7 e 19,3, respectivamente.

 

NOVO HOMEM

domingo, 5 de julho de 2009

Transcrito do Blog Pretextos

Por Eduardo Lara Resende


Lá pelo início do século passado publicou-se em Belo Horizonte, com resumo e conclusões da educadora Helena Antipoff, os resultados de uma pesquisa para a qual foram ouvidas 1.398 crianças de 11 a 13 anos de idade, cursando o então 4º ano primário nos grupos escolares da cidade. O objetivo era o de conhecer “ideais e interesses” dos pesquisados, começando pelos livros de história de preferência dos jovens.Solicitada a informar com quem gostaria de se parecer, a maioria indicou os pais como modelo. Houve quem citasse padrinhos, amigos, Deus, Jesus Cristo e até Nossa Senhora. Ninguém citou a Princesa Isabel, Santos Dumont, Pedro Álvares Cabral, o Imperador D. Pedro I ou o Marechal Deodoro da Fonseca como paradigmas. Um menino sonhava em ser como o presidente da República à época, Getúlio Vargas, e três gostariam de ser como Tarzan, o poderoso. Uma quantidade significativa citou a si mesmo como referência.

O que gostariam de ganhar de presente no dia do aniversário? Livros em primeiro lugar, seguidos por bicicleta, automóvel, cavalo, roupa, calçados e bola. Trinta crianças disseram ficar satisfeitas com “a benção dos pais, a graça de Deus, abraços e parabéns”. A maioria demonstrou possuir “tendências altruísticas” no uso da riqueza, caso tivesse muito dinheiro. Os demais simplesmente o depositariam em um banco.

Passados quase oitenta anos, os modelos bateram em retirada de casa para os clubes de futebol e a tela da TV. Dinheiro e fama brilham e rebrilham, fascinam, desconcertam. Que dizer então das passarelas da moda, que conseguem fazer adolescentes anoréxicas e mães afetadíssimas? A custo tenta-se recriar o hábito da leitura para instigar a imaginação criadora e responsável, hoje em longo descanso enquanto ganha fôlego insuperável a bisbilhotice sobre a vida dos famosos e não famosos.

Para o escritor russo Joseph Brodsky, um dos benefícios que a literatura dá ao homem é o de educar a sutileza humana. “A literatura introduz a dúvida na maioria dos indivíduos de qualquer grau de firmeza e decisão. E, uma vez dentro da dúvida, esta lhes ensina a agir com generosidade. Nada mais simples.” Outro renomado autor - o físico Carl Sagan - pouco antes de morrer atribuiu à televisão a responsabilidade de nivelar “tudo por baixo, em vez de se alçar à função, que poderia ter, de ensinar as pessoas e inspirar-lhes o desejo de progredir”. E isto em nome da busca por lucros cada vez maiores.

Já há nostálgicos que, pela internet, querem saber de antigos apresentadores de telejornais, atrizes desaparecidas do video, gente que participou dos primeiros reality shows. É bem verdade que também existem os que pedem notícias dos caras-pintadas, dos Goonies, das boas maneiras, dos Mendonça e das festas. E também os que perguntam pela Marinoca, pelos tucanos, Marruá, Jalapão, Palomas e Morganas.

Outra pesquisa - esta atual, do Datafolha - indicou que o jovem brasileiro quer emprego. Sonha com a realização profissional, a compra de imóvel, veículo, e em ficar rico. Nenhuma menção aos pais como modelo - figuras que, aliás, vão perdendo terreno em relação aos valores que a vida moderna consagra.

 

 

Há alguns anos um jornal paulista publicou apelo de um casal de idosos - ele com 76 anos e ela com 73. Os dois enviaram à redação uma carta na qual pediam a presença de um médico que os matasse sem dor, fazendo uso de uma injeção. E tudo porque, em quatro anos, a segunda pessoa a entrar no apartamento em que moravam era o repórter. A outra era a faxineira. Mesmo tendo dois filhos - um deles médico em São Paulo, onde moravam os pais - nenhum os procurava. Naquela época, o primeiro não se manifestava há cinco anos, e o segundo estava desaparecido há catorze.Nenhum remorso, nenhuma voz interna a provocar na alma a dor que incomoda e tira o sono. Nada. Os exemplos que incentivam o aparecimento do “novo Homem” estão aí, e marcam com o brilho de um sucesso que parece inesgotável, passos bem ensaiados e coreograficamente perfeitos. Haja pedestais para tantos ídolos, para modelos como o cantor Michael Jackson, cuja morte prematura trouxe a público uma fortuna de milhões de dólares. Mais que isto: revelou filhos de paternidade duvidosa e o nada constrangido e oficial anúncio de que o pai do astro ficou de fora do testamento do filho.

Impossível não sentir dor na alma por tantos que, hoje, não sentem nada.

 

 

ALEMANHA LÊ CADA VEZ MENOS

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Transcrito de DW-Worl

 

 

Estudo realizado em Mainz não teve apenas más notícias. Positivo é o interesse dos estrangeiros pela leitura. E o livro impresso continua tendo futuro, lado a lado com os sucedâneos eletrônicos.

  

“Ler muito tempo me cansa demais”, justificam os alemães que não leem livro algum. E seu número é alarmante, como constatou a Fundação Lesen (”ler” em alemão), de Mainz, em suas pesquisas mais recentes. Ela partiu das seguintes questões: o que lê a população, como lê, por que e por quanto tempo?

Ler na Alemanha 2008, o terceiro estudo da série sobre o comportamento de leitura, revela uma mudança nos hábitos da nação. Com tendências positivas e negativas.

 

O drama das bibliotecas públicas

 

Primeiro, a má notícia: o prazer de ler escasseia no país. Enquanto em 2000 um terço da população adulta e adolescente da Alemanha ainda lia entre 12 e 50 livros por ano, em 2008 apenas um quarto cumpre o mesmo volume de leitura. Outros 25% da população nem encostam o dedo num livro, uma proporção que se manteve constante nos últimos anos.

 

Os pesquisadores de Mainz atribuem esta triste realidade ao fato de que muitos pais não mais oferecem um modelo de leitura. Assim quase a metade dos entrevistados entre 14 e 19 anos de idade jamais recebeu um livro de presente na infância. Um balanço com consequências sérias que atravessam toda a fase escolar, reduzindo o desempenho em quase todas as disciplinas.

 

Mas para combater a tendência não basta mandar os estudantes à livraria, lembra Christoph Schäfer, da Fundação Lesen. “A oferta mais importante é, sem dúvida, a infraestrutura das bibliotecas públicas. Que são, naturalmente, uma espécie ameaçada, em face aos cortes orçamentários e outras medidas que talvez permitam a uma biblioteca manter seu acervo, porém quase impossibilitam o trabalho.”

Afinal, de que serve uma instituição que não pode comprar livros novos ou só funciona em horários limitados para reduzir custos de pessoal?

 

A surpresa estrangeira

 

Já existem vários programas de incentivo à leitura nos jardins-de-infância e escolas primárias. Porém eles não bastam, também no que se refere aos descendentes de imigrantes. Mas, para além de todos os preconceitos, a pesquisa trouxe aqui uma descoberta surpreendente: uma nova “classe média de leitores”, formada por adultos com histórico de migração, porém com bons conhecimentos do idioma alemão.

 

“Este grupo leva a sério a leitura como aspecto da educação. Eles mesmos possuem uma trajetória educacional bem sucedida e sabem: educação abre chances para estruturar tanto da vida profissional como particular”, analisa Schäfer.

 

Esta é, portanto, a boa notícia: 36% dos entrevistados com ascendência estrangeira admitiram que, várias vezes por semana, se entregam inteiramente à leitura, 11% até mesmo todos os dias. Não há dúvida, conclui Schäfer: para esta camada é decisiva a consciência de que “ler é importante, este tema me diz algo, influencia meu futuro”.

 

Impresso ou eletrônico?

 

Como em outros países industrializados, na Alemanha “ler” significa, cada vez mais, “ler no monitor”. Porém o estudo também mostrou que a maioria não abriria mão do livro impresso. O motivo é que na tela é mais fácil o leitor se perder.

 

Christoph Schäfer explica: “Ler no monitor tem certas especificidades, a estratégia de leitura se modifica: o zapping – ou seja, a passagem de um texto para outro através de um clique ou de um hiperlink – aumenta. E isso modificará muito nossa cultura de textos e de leitura no futuro próximo.”


O novo estudo confirmou a impressão – presente desde a pesquisa de 2005 – de que o livro e as novas mídias são dois mundos completamente distintos. Mas que agora convergem. “Estamos ultracuriosos para ver como as ofertas de livros eletrônicos vão se impor no futuro.”

 

Hoje já há leitores mais ligados à informação, que talvez ainda não leiam todo um livro na tela, mas não teriam problema se sua revista especializada fosse oferecida online. “E isso vai obviamente modificar muito todo o mercado livreiro”, prevê o encarregado de imprensa da Fundação Lesen.

Crise afeta mulheres de banqueiros

sábado, 31 de janeiro de 2009

Por Elena Moreno

De Yahoo Notícias-EFE

 Nova York, 31 janeiro.- A crise de Wall Street não afeta somente poderosos executivos, mas também suas mulheres e namoradas, que cansadas de homens pouco atenciosos e frustrados por seus problemas econômicos, decidiram criar um site para compartilhar desfeitas, segredos, humor e algum truque para enfrentar estes tempos difíceis.

“Estamos aqui para te ajudar nos momentos difíceis”, diz a introdução do site, batizado “Daba Girls - Dating a Banker Anonymous” (Garotas saindo com um banqueiro anônimo, http://dabagirls.wordpress.com) e que, para encorajar suas visitantes, garante que está “livre do escrutínio das feministas”.

O sombrio panorama em que muitos executivos afundaram com o desastre de símbolos do capitalismo, como o banco de investimentos Lehman Brothers, chegou também a suas companheiras, que na página “Daba Girls” se queixam, muitas de forma anônima e recorrendo a velhos clichês, que os tempos mudaram irremediavelmente.

Acabaram os jantares em restaurantes exclusivos, os cartões de crédito ilimitados para comprar modelos em seletas lojas nova-iorquinas como Bergdorf Goodman, Barneys ou Saks, Manolo Blahniks e Jimmy Choos de US$ 800 e os luxuosos fins-de-semana nos Hamptons - áreas chiques de Long Island.

Também chegou para eles a época das economias, e nesses dias no distrito financeiro de Manhattan, é possível ver mais de um executivo, ex-agressivo, comendo um hambúrguer com batatas fritas em restaurantes populares de fast-food.

O site “Daba Girls” foi criado por duas boas amigas “com relacionamentos em meio a brigas, por causa da economia. Sem saber o que fazer, fizemos o que qualquer menina frustrada, mas eloquente fez desde sempre, começar um diário”, dizem suas fundadoras no portal.

“Portanto, se reduziram seu crédito mensal na Bergdorf à metade e o direito a ter uma garrafa em um bar desapareceu de sua vida, relaxe, sorria e conte-nos suas histórias”, dizem no blog.

“Esta terrível experiência antecipou em pelo menos dois anos meu encontro com a toxina botulínica”, escreve na página uma das “vítimas”, insinuando a chegada precoce de rugas.

Com humor frívolo, ela afirma que a crise econômica está “causando estragos” em seu físico e em sua vida social, pois seu “namorado” agente financeiro perdeu o trabalho, “o que acho que tecnicamente o torna um amigo”.

Ela também se queixa do comportamento do já “só amigo”, que em questão de dias “passou de nunca estar disponível a ser pegajoso. Quer que jantemos toda noite, mas por jantar entende que cozinhe para ele, pois o Megu (badalado restaurante japonês) já não está em seu orçamento”.

O comentário de Megan e Laney, por exemplo, lembra com nostalgia os tempos, antes da recessão, “quando sentia que, com meu namorado executivo, poderia conquistar o mundo… Juntos, podíamos subir a escada corporativa, para depois, uma vez feita a ‘caixa’, seguir caminhos mais filantrópicos e artísticos”.

Esse objetivo vital, descrito com frieza e cara-de-pau, é o de algumas mulheres da alta sociedade nova-iorquina que se transformaram em colecionadoras de arte, o que com a chegada dos maus tempos, serviu para ajudar seus arruinados maridos.

É o caso, por exemplo, de Kathleen Fuld, mulher do ex-presidente do Lehman Brothers, que durante anos acumulou uma multimilionária coleção de obras, que já começou a vender para recuperar liquidez e ajudar o ex-banqueiro a enfrentar seus problemas econômicos.

Para “Courtney”, de 24 anos e que se define como “a outra” de um financeiro “ex-bem-sucedido, com uma bonita casa, uma mulher bonita e filhos adoráveis”, a crise financeira significou renunciar a “férias fabulosas durante suas viagens de negócios, presentes, comidas ‘gourmet’ e afeto”.

As exigências de Courtney a seu amante pela falta de atenção e viagens, conta ela no blog, acabaram em briga, “os primeiros gritos em dois anos”, expressando a angústia porque ele tinha “que despedir 20 pessoas antes de sexta-feira” e a desculpa de que “agora, minha mulher notaria qualquer despesa extra”.

Uma dessas frustradas namoradas, após várias advertências ao estressado e desatencioso banqueiro, escreve no blog que “se mandou” de casa e viajou para a América do Sul, onde -confessa- teve uma “aventura” em Buenos Aires.

Americanos preferem internet a sexo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Por Rodrigo Martin de Macedo

Transcrito de Yahoo Tecnologia

Uma pesquisa conduzida pela firma Harris Interactive a pedido da Intel descobriu que a internet tem maior importância na vida dos adultos americanos que outras atividades importantes do cotidiano.

Segundo o site Register Hardware , para a pesquisa foram entrevistados 2.119 cidadãos americanos, perguntados se preferiam ficar sem internet ou alguma outra atividade por duas semanas. Além da preferência do acesso a assistir televisão (67% dos adultos entre 18 e 34 anos), descobriu-se que a internet também é a opção primária de muitos adultos quando comparada ao sexo.

Dos pesquisados, 46% das mulheres e 30% dos homens abririam mão de relações sexuais por duas semanas para não ficar sem internet. A idade influenciou nas respostas: 39% dos homens com idade entre 18 e 34 abririam mão de sexo; entre mulheres de 28 a 34 a conexão seria a escolha de 49%, número que cresce para 52% entre mulheres de 35 a 44 anos.

De acordo com o site Digital Trends , 65% dos entrevistados diz ser impossível viver sem acesso à internet e 71% diz que é importante possuir dispositivos conectados à rede.

A pesquisa ainda foi além, questionando a respeito de economia online. A percepção de grande parte (64%) dos entrevistados é de que a internet ajuda a poupar dinheiro através de compras online, sendo que 85% acredita se beneficiar da possibilidade de procurar mais ofertas e comparar preços em sites e 65% afirma ter poupado dinheiro através de cupons online.

A internet ainda é considerada o serviço prioritário para 65% dos entrevistados. Para outros 39%, seria impossível viver sem TV a cabo; 20% não abriria mão de sair para jantar; 18% não pararia de comprar roupas; e apenas 10% não cancelariam suas mensalidades na academia.

Acesso à Internet sobe 73% em 2 anos

domingo, 25 de janeiro de 2009

Transcrito de Yahoo Noticias- Reuters

Por Taís Fuoco

O número de brasileiros com algum acesso à Internet na residência saltou 73 por cento em dois anos, entre o último trimestre de 2006 e o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa Ibope/NetRatings.

O número de internautas conectados em casa passou de 22,1 milhões nos três últimos meses de 2006 para 38,2 milhões no final de 2007.

De acordo com a pesquisa, o tempo de navegação médio dos brasileiros que acessaram a Web pelo menos uma vez no mês passado caiu quase 1 hora sobre o mês anterior, mas manteve o Brasil como o país de maior tempo médio de navegação mensal entre os 10 pesquisados pela NetRatings.

Em novembro, os internautas ativos somaram 23 horas e 47 minutos de navegação. Ficaram mais próximos do Brasil em novembro a França, com 23 horas e 45 minutos, e a Alemanha, que marcou 23 horas e 5 minutos, segundo o Ibope.

Dos 38,2 milhões que têm acesso à Internet em casa, 24,4 milhões navegaram em novembro, o que os fez usuários ativos, na definição do Ibope. O número equivale a um aumento de 3 por cento sobre o mês de outubro e de 13 por cento sobre novembro de 2007.