Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

TRANSGÊNEROS, A ONDA

domingo, 4 de julho de 2010

Do Blog do Mr. X

O mundo freak das celebridades

Absurdo? Que nada. Esse é o admirável mundo novo dos progressistas, em que o “gênero” depende unicamente da escolha.

A filha de Warren Beatty decidiu que vai virar um homem e chamar-se Stephen. Segue a onda da filha de Cher, que já virou um homenzarrão, bem robusto até.

Isso importa? Não muito. Mas as celebridades são “formadoras de opinião”. O que elas fazem hoje, seu filho vai poder querer fazer amanhã.

O problema é que o mundo em que as ditas “celebridades” habitam é um mundo diferente do mundo normal. É um mundo de sexo, drogas, roquenroll, botox na veia (na “véia”), mansões milionárias e divórcios bilionários.

Curiosa essa palavra, “celebridade”. Antes as pessoas eram artistas, músicos, escritores. Isto é, a obra precedia a fama. Hoje, como a própria palavra diz, a ênfase é na fama, não importando seu motivo: um Big Brother aqui, um crime ali, um escândalo acolá. Até psicopatas têm seus quinze minutos de fama.

As celebridades atuais talvez sejam o equivalente dos antigos aristocratas, que também viviam uma vida de licensiosidade e eterno lazer. A diferença é que para essa nova nobreza, isso não basta: mesmo vivendo uma vida de excessos, ainda quer pontificar sobre a vida correta que os outros devem levar. Há nove vezes mais membros do PETA, vegans e aquecimento-globalistas entre as celebridades do que entre a população normal. E quase todos eles adoram tirar foto com Hugo Chávez ou Fidel Castro.

Não é necessário que os artistas sejam “bons moços”, é claro. Mozart não o era. Michelangelo também não. E todos sabem sobre Lord Byron.

Mas porque deveriam as tais “celebridades” ser consideradas modelos de opinião ou comportamento, especialmente agora que vivem uma vida completamente diferente daquela dos comuns mortais?

Curiosamente, a estética acompanha o comportamento radical. Cada vez mais a cultura pop atual se parece a um festival de “freaks” como o do filme de Todd Browning (abaixo). A diferença é que, enquanto os freaks do filme eram inofensivos e de bom coração, e não tinham culpa de seu aspecto físico, as celebridades atuais são freaks por opção, e sua alma é muitas vezes escura. Qual o motivo? É decadência ocidental, ou é algo mais?

Afinal, o público gosta de ler sobre o mundo bizarro das celebridades justamente porque este é bizarro. Há uma espécie de simbiose entre os meios de comunicação, o público e os famosos. Do ponto de vista da “celebridade”, é melhor ser mal falado do que não ser conhecido por ninguém. Do ponto de vista do público e dos jornais, quanto mais escandaloso melhor. Freaks sempre chamam a atenção, ontem e hoje. Está aí a Rainha dos Escorpiões que não me deixa mentir.

Ao mesmo tempo, é inegável que parte do comportamento que transita entre os famosos termina passando para o público consumidor.

Hoje os “transgêneros” parecem ser a nova moda que precisa ser empurrada para o povo através da mídia e dos “formadores de opinião”. Está funcionando. Um dos comentaristas da notícia acima até se invocou ao ler que a filha de Beatty era chamada de mulher, e não de homem:
Wow, whoever wrote this article is incredibly insensitive. Did you even do research about transgendur people? Stephen is not a “she”, so referring to him as a “she” throughout this article is insulting and rude. Beatty is devastated about his SON having gender reassignment surgery, not his daughter. Stephen does not identify as female. You refer to him as a male, with male pronouns.
I’m shocked and appalled that you are disrespecting Stephen’s gender by referring to him by his birth name with female pronouns.

Absurdo? Que nada. Esse é o admirável mundo novo dos progressistas, em que o “gênero” depende unicamente da escolha, em que as coisas são de um certo jeito só porque as queremos assim.
Eu não sei como este filme vai terminar, mas acho que não vai ter um final feliz.

O QUE É A GERAÇÃO Y?

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Por Luis Soares,
de Obvius

O livro “Geração X” de Douglas Coupland marcou-me quando o li e levou-me a ler compulsivamente a maior parte das obras do autor. Embora situado noutro universo social e cultural, a vida e as preocupações das personagens eram as minhas e diziam-me muito. Descubro agora que existe já uma Geração Y e tento descobrir se, discretamente, consigo chegar lá.

Primeiro que tudo acho assustadora a escolha de letras. O facto de já irmos na Geração Y quer dizer que o fim do mundo se aproxima? Vamos dar a volta por cima (ou por baixo) e teremos uma nova Geração A? Não sei. Sei que os estudiosos do mercado definem a Geração Y como tendo entre 18 e 27 anos, com três características principais: estão continuamente ligados; falam a sua própria língua; são influenciados pelos seus pares. (Acho que há esperança para mim).

Mais uma nota, que não é de rodapé: a Geração X foi descrita por um escritor e definida com subtileza pelas suas palavras, uma história, um conjunto de personagens. A Geração Y é definida pelo pessoal do Marketing. E é um sonho para o marketing.

Estão sempre ligados, o que quer dizer que estão susceptíveis a ser permanentemente bombardeados por mensagens. Emocionalmente são inseguros, em busca permanente de reconhecimento e fama, emocionalmente numa adolescência perene que um dia lhes há-de formar a personalidade (mesmo que seja à base de iPods).

Num segundo nível, a coisa é mais complexa. A sua atenção é mais difícil de agarrar, aborrecem-se com facilidade, exigem imediatismo e a mudança está à distância de um clique. Agora estão aqui. Daqui a um segundo já não.

A sua linguagem é difícil de imitar e exige uma pertença difícil para quem está de fora, é muitas vezes dominada por um nonsense e por uma rede de referências culturais que se espalha como um fogo na savana.

Num terceiro nível, a coisa piora definitivamente para o pessoal do Marketing. A Geração Y tem opinião. Pior que isso, tem muitas opiniões. E muda muito de opiniões. É fiel à opinião dos amigos e pouco fiel às marcas.

Hoje é Nike, amanhã é Adidas, depois é Element e para a semana Carhartt. As suas tribos estão em constante mutação e interacção: Emos, Gamers, Punks, Alternativos, já nem sei quantos são… E ainda por cima… são criativos. Não criativos de uma maneira ordenada e fácil de compreender, mas numa lógica de nonsense sem limites.

Este é o público de parte significativa da Internet. Em Portugal e no Brasil como no resto do mundo. Repararam como comecei a escrever frases curtas? É para não vos aborrecer. Paz.

WEB TRAZ FELICIDADE

sábado, 15 de maio de 2010

Principais beneficiados são os pobres e as mulheres, diz estudo britânico

Pessoas com acesso à internet estão mais satisfeitas com suas vidas, indica estudo do UK’s Chartered Institute of IT. “Nossa análise sugere que a TI [tecnologia da informação] tem um papel ativador e energizador na vida das pessoas, aumentando sua sensação de liberdade e controle. Isso tem impacto positivo no bem-estar ou na felicidade”, disse à revista “Time” o responsável pelo estudo, Michale Willmott. (aqui, resumo da “Slate”).

O bem-estar proporcionado pela rede não varia com a idade. Mas algumas pessoas aproveitam melhor o benefício. Segundo o estudo, quem mais tira prazer da internet são as pessoas com menor renda ou menos qualificação –ou seja, em geral, quem é pobre–, e as que vivem “no mundo em desenvolvimento” e as mulheres.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram as informações prestadas por 35 mil pessoas do mundo todo à Pesquisa Mundial de Valores (a World Values Survey, WVS). Apesar das constatações, o estudo não explica ao certo por que a relação existe. “Esperamos estabelecer por que isso ocorre e, em particular como isso funciona para mulheres e grupos privados de poder”, disse Willmott à Time.

Mesmo assim, os resultados são considerados plausíveis por Carol Graham, estudiosa de política internacional da Instituição Brookings, de Washington D.C. Ela explicou à Time que, em países menos desenvolvidos, a internet facilita a manutenção de amizades, algo importante para o bem-estar. “E-mail e TI são bons meios para manter [amizades], particularmente em contextos em que telefones e transporte estão longe do ideal”, afirmou

NATHÁLIA, O MACHO GENÉRICO

domingo, 28 de março de 2010

Transcrito do NOVO JORNAL


Por Franklin Jorge

Velho que perde a vergonha – diz o sábio homem dos sertões – perde tudo. Perde a compostura e o direito ao respeito alheio. Cai no ridículo, como parece estar ocorrendo, neste momento, com o idoso pornógrafo Ney Leandro de Castro, isto é, Nathália de Souza, pseudônimo através do qual o ojuara se disfarça e solta a franga.

Trata-se claramente de um complexo caso freudiano que expõe de maneira crua e contundente as contradições desse publicitário cinzento, vaidoso e enfezado que tem o rei na barriga.

Parecendo consumido pela monomania erótica, algo que o coloca no limite da libido senil, Ney “se disfarça” e “assume” a identidade de uma poetisa escrachada, contemporizando com as suas abafadas confusões sexuais que espelham a carência, os apetites há muito reprimidos, o medo mórbido de assumir-se em suas contradições viscerais.

Há quem veja nessa reviravolta, ou seja, na adoção de uma nova identidade sexual, a incontinência erótica que acomete alguns idosos emocional e afetivamente descompensados.

Já avançando na terceira idade, Ney adota, por fim, em 2006, a dupla personalidade que tornava a sua vida, por cinco ou seis décadas, desconfortável; moralmente desconfortável. Um verdadeiro inferno existencial, pela amostragem de seus versos empapados de fluidos descontrolados. Desde então, uma hora Ney é Nathália de Souza, poetisa devassa; outra hora, Nathália é o Ney, que dispensa comentários; essa estranha e mórbida bipolaridade que faz o Ney ter o zangador perto, como uma forma de escape ao seu tormento intimo. Por este matiz duma personalidade oscilante, duvidosa, deduz-se a grande dor de Ney, que tem vísceras que talvez sofram, como diria Proust em seu dicionário das paixões; no mínimo, Ney tem sido duramente castigado por acompanhar-se de si mesmo, sem direito a apelação, sob a forma e o disfarce dessa insaciável e libidinosa Nathália de Souza.

Quero crer que Nathalia, alter ego de Ney, constitui apenas uma válvula de escape duma opressiva tensão psicológica que o acicatava desde a mocidade remota. Ney seria mesmo Ney? De que abismo e profundidades surgiu a autora de versos devassos, Nathália de Souza, o outro lado da persoanalidade de Ney? Seu lado obscuro, sofrido, mergulhado nas sombras, por tantos anos reprimido. Tornando-lhe a vida culposa, amarga e punitiva.

Daí essa exasperação dos sentidos e a criação de um cenário propício à sua fantasia mais desbragada. Sim, porque o Ney deixa-se flagrar só de calcinhas; não! Estou sendo piedoso… A Nathália apresenta-se, em verdade, sem calcinhas, ao sussurrar tais versos – reitero – saídos das entranhas do obsceno e grosseiro versejador caicoense, que antes se fizera conhecido por estes taboleiros como um gênio da raça; o único, verdadeiro e estridente complexado que passa por uma fêmea louca, pelo menos, nestes versos:

O leite dos gregos era gala

Gala aqui pra nós
é o leite morno, adocicado,
que os homens nos dão de mamar.

Difícil é engolir esse leite, essa gala.

Não, amor, não dá.

[in Poemas Devassos e Uma Canção de Amor, Natal, 2006]

Aqui, recorre “Nathália Ney” ao velho e gasto recurso da negativa, da afetação de pudor e timidez que agradam aos homens maduros. Não fora tão velhusca – já por essa época - e seria a “ingênua”, um tipo que não podia faltar no teatro digestivo do século passado. No seu caso, porém, uma devassa afetando inocencia.

Ney (ou daqui para frente devo escrever Nathália?) entrega-se à devoração erótica, recaindo, pelo exagerado frêmito libidinoso, numa mera caricatura do esgotado. Visivelmente o Ney chegou a um limite que acusa a gravidade desse delírio senil e intermitente.

Os versos de Nathália saem copiosamente das entranhas de Ney, como disse. Quem porventura os leu, leu-os com a convicção de estar testemunhando a mais pujante confissão intima flagrada pela literatura provinciana. Ney assume, num tour de force, esse ser desesperado e de auto estima baixa, baixisissima, Nathalia de Souza, podendo dizer-se também “o lado feminino” de Ney, versejador de pés-quebrados que Luiz Rabelo soldava, consertava e tratava a pedido do adolescente, oriundo do seu Caicó natal.

Nathália é a grande vulgívaga da literatura produzida no Rio Grande do Norte e já se tornou um produto de exportação, contribuindo com a industria da pornografia. Caricatura do esgotado, ressurge Ney nessa figura que exacerba a libido senil ensandecida pela carência e pelos instintos por tanto tempo reprimidos, sufocados pelo medo de cair na boa do mundo. Há porem uma peculiaridade que distingue um do outro: Ney é homofóbico, incentiva o preconceito contra os gays, ataca-os em sua dignidade, deixando no entanto, por esse comportamento, um rasto de suspeição e dúvida sobre o seu viscoso e cambiante caráter. Já a Nathália é uma atarefada curtidora de prepúcios que não
dá a minima para a moralidade.

Ney traz à tona o seu lado negro, suas mais recônditas fantasias sexuais, personificadas nessa desconcertante Nathália de Souza, o “outro lado” de Ney? É o Ney assumindo-se, corajosamente, na flor da terceira idade, lépido e fagueiro soltando a franga, dando o que falar como uma forma tardia de compensação. Ney recorre ao escandalo para ter a impressão de que está vivo; que não é somente essa sumidade provinciana, enfadonha, impertinente, ridicula, montando barracos por onde passa, desnudando-se, por fim, de maneira grotesca e obscena, no picadeiro literário.

Há quem afirme que ele representa a verve libertina de Natal, a vocação canalha para a obscenidade, para a pornografia gratuita, para a mais perfeita afirmação da vulgaridade e do ridículo que podemos perceber nessa criatura emocional e psicologicamente descompensada que, no fim da vida, resolve recuperar o tempo perdido.

Diz o Ney pela boca de Nathália - que confessa ter o sexo sem nexo e talvez fora do lugar - tudo aquilo que reprimiu e que afinal foi mais forte que o seu medo de ficar mal falado. Porem, nesse exercicio de autoafirmação, Ney afeta uma competitiva atividade sexual admirável em idade tão provecta. Mas, malandro como ele só, deixa a parte ativa dessa operação sob a responsabilidade de outrem, como fica claro nos versos de sua autoria abaixo publicados.

Ouçamo-lo(a) em seu estupor lirico:

Eu tenho uma cabeça de condessa
Devassa, decapitada
Dois minutos e meio depois da trepada.
Eu tenho um sexo sem nexo
Que se entrega em doces refre-gas
No ar, no mar, na lama,
No vão das escadas e, sim, também na cama.
Ah, eu me entrego, não nego,
A cafajestes, religiosos, estrangeiros.
Aos que sorriem e me dizem:
J’ai t’aime, amore, I love you,
Eu dou meus sonhos, dou meu juízo,
Dou o meu cu.

[in Poemas Devassos e Uma Canção de Amor, Natal, 2006]

Mais explícito, impossível…

Dando assim uma amostra ardente de suas habilidades poéticas (para não dizer outra coisa), Ney dá o que é seu e ninguém tem nada com isso, embora para muitos isto pareça apenas um exercício de vulgaridade, essa enfieira de versos no limite da pornografia, algo grotesco e inconcebivel como artefato literário. Como confissão íntima, denuncia em Ney um “macho genérico”, essa indescritivel e debochada Nathália de Souza: o nome pelo qual ele, Ney Leandro de Castro, entra para a história da nossa literatura…

Leia daqui a pouco a continuação deste artigo
FIM

DELÚBIO, PATRONO DE FORMANDOS DE GOIATUBA

sábado, 20 de março de 2010

Por Sofia Krause,
da revista Veja

Quem é o personagem que paga para pregar ética na política a universitários no interior de Goiás ?

A cena acima é um registro para a posteridade de um momento ímpar na vida de 22 formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, no interior de Goiás.

Sorriso no rosto, diploma nas mãos orgulhosamente levantadas e…, no alto, alguém que, aparentemente, não combina muito com o ambiente.

O homem de terno e gravata é um professor, o patrono da turma, o escolhido para render homenagens aos alunos. Parece o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - aquele acusado de corrupção e formação de quadrilha? Parece.

Mas, ouvindo suas palavras na solenidade de formatura, não é possível que seja. “É muito importante a ética na política, na educação e na cultura do povo”, afirmou o professor, diante dos olhares atentos de mais de quatro centenas de convidados.

E concluiu sua pregação: “É importante ter ética em tudo o que se faz na vida”.

O homem que está no epicentro do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que manuseou milhões de reais em dinheiro roubado dos cofres públicos, agora empenha seus fins de semana pregando ética a jovens. Bonito, se estivesse cumprindo uma expiação. Mas nem isso é o que parece.

O ex-tesoureiro petista foi homenageado pela turma de futuros administradores por seu principal talento - a capacidade de arrumar dinheiro.

Conta o presidente da comissão de formatura: “A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso padrinho. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele”.

Dias depois do convite, em novembro, o ex-tesoureiro depositou 6 000 reais, o equivalente a 13% das despesas da festa, na conta da comissão. “A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?”, justifica Cezar Barros.

Tão impressionante quanto imaginar que um grupo de jovens universitários não se importe com a biografia de seus homenageados é perceber que a direção da faculdade também dá de ombros.

“Nós respondemos ao MEC e ao Conselho Estadual de Educação, órgãos do governo. Por isso não vejo problema algum”, afirma Cleiton Camilo dos Santos, responsável pela instituição.
Segundo ele, Delúbio é ligado ao governo do PT, logo não vai haver problema algum em tê-lo como patrocinador da formatura. “A escolha, afinal, foi dos alunos.”

Delúbio fez dois depósitos, cada um de 3 000 reais, nas contas de dois formandos. Embora more em Buriti Alegre, no interior de Goiás, trabalhe na capital, Goiânia, e tenha sido patrono de uma festa em Goiatuba, parte do dinheiro, vivo, saiu de uma agência bancária de São Paulo.

QUANTO VALE UM POLÍTICO?

sábado, 20 de março de 2010


Da revista Olhar Digital

Que tal uma bolsa de valores onde nós, eleitores, compramos e vendemos os políticos de acordo com o tanto que eles valem? Parece piada, né? Mas é a mais pura realidade na web.

A alta e baixa dos políticos-papéis acontece exatamente como na bolsa de valores. Se ele fez algo que tenha repercutido positivamente, o valor dele no mercado melhora. Se fez algo ruim, despenca.

As notícias podem ser acompanhadas em tempo real aqui, e para comprar ou vender um político-papel, é só clicar e fazer sua oferta.

O game virtual começa com cada usuário possuindo 50 mil UVPs, ou Unidade de Valores Políticos. O objetivo é multiplicar essa quantia. Continua a lógica da bolsa de valores de comprar na baixa e vender na alta.

As operações são feitas por meio de um home broker político e tudo vai depender de como as pessoas reagem às notícias. Tudo vai depender também das suas decisões de compra e venda.

Taí uma boa oportunidade de brincar com um tema sério e aprender os conceitos do mercado financeiro.

Aproveite que é ano de eleição e fique por dentro das cotações desse pessoal para não fazer besteira na urna!

O RESGATE DA INFIDELIDADE

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Do site Opinião e Notícia

Por Emanuelle Bezerra

O livro recém-lançado de uma das psicólogas mais famosas da França está causando polêmica. Maryse Vaillant diz em Les hommes, l’amour, la fidélité que a infidelidade masculina é uma coisa boa para o casamento. Ela defende que, ao ser infiel, os homens estão agindo de acordo com sua natureza e que isto é essencial para o funcionamento psíquico deles.

Mais polêmica ainda é a avaliação que Maryse faz dos homens fiéis. Para ela, aqueles que não mantêm casos extraconjugais são homens com “fraqueza de caráter”. A explicação, segundo a psicóloga, é que estes homens tiveram um pai ausente e que, por isso, desenvolveram um ideal de comportamento masculino irreal. “Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem”, afirma.

A psicóloga também diz que, ao trair, os homens estão procurando um “espaço próprio”. Totalmente contrária às ideias de Maryse, Mirian Goldenberg, antropóloga, professora da UFRJ e autora dos livros A Outra e Infiel: notas de uma antropóloga, diz que estabelecer um espaço, psicológico ou físico, não envolve se relacionar com outra pessoa. A antropóloga afirma que até mesmo as mulheres buscam essa individualidade no relacionamento. “É comum encontrar casais que querem banheiros separados, por exemplo, mas ter outra pessoa não é a mesma coisa. Não sei se a França é tão diferente do Brasil nesta questão, mas, por aqui a traição é inaceitável.”

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2007 com 2.093 pessoas revela que Mirian está correta em sua colocação. Perguntados sobre o que é mais prejudicial no casamento, a maioria absoluta dos entrevistados respondeu infidelidade (53%), seguida por falta de amor (15%), ciúme (11%) e incompatibilidade de gênios (5%). Para a pergunta “O que é mais importante no casamento?”, 38% das mulheres e 37% dos homens responderam fidelidade. Em segundo lugar ficou o amor (35%) e, em terceiro, a honestidade (15%).

Na enquete realizada pelo Opinião e Notícia na última sexta, 67% dos leitores também discordaram da autora do livro, entendendo que a tese reforça a visão machista dos relacionamentos. Maryse diz que a aceitação da traição masculina seria uma libertação para as mulheres e que seu estudo quer “resgatar a infidelidade”. Mirian Goldenberg considera que, com isso, a psicóloga está tratando o tema como se os últimos 50 anos não tivessem existido. Além disso, a antropóloga diz que esta perspectiva biológica também é equivocada. “Vamos usar parâmetros de quando éramos selvagens para justificar os desajustes culturais? Houve evolução cultural e é esta a questão. Não há mais razão para a mulher aceitar a traição.”

Mirian ressalta o valor da fidelidade nos relacionamentos contemporâneos. Ela diz que atualmente as pessoas procuram um companheiro para ser a pessoa especial um do outro. Diferente do que acontecia no passado, quando a dependência financeira era um fator predominante para a manutenção do casamento. Por isso a importância de se ser o único em um relacionamento amoroso.

2010: QUE TAL LIMPAR O DISCO?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Por Eduardo Zugaib, escritor e palestrante

Limpar o disco, em informática, designa o trabalho de organizar o disco rígido (HD) do computador, lugar onde são armazenados todos os dados. É um trabalho que envolve jogar fora o que não serve mais, limpar todos os setores, reunir informações que relacionam-se entre si, fazer cópia de segurança daquilo que não mais vai servir, porém que é bom ter ao alcance caso seja necessário, guardar e reorganizar o que realmente é importante, abrindo espaço para que o computador funcione de uma forma mais rápida, sem travar, ou melhor, sem “dar pau”, como diz o jargão.

Notou alguma semelhança com aquilo que fazemos, ou deveríamos fazer, a cada ano que se encerra, a cada novo ciclo? O computador, uma máquina desenvolvida pelo homem, reflete um pouco da nossa necessidade de auto-conhecimento. Alguns dos programas desenvolvidos para organização de tarefas insinuam, a todo instante, comportamentos que deveríamos adotar para melhorar nossa vida, seja selecionando a informação que carregamos conosco, seja otimizando o tempo que devemos dedicar a cada uma delas. Da mesma forma, quando saturamos a “nossa” máquina, o nosso racional e nosso emocional, ela tende a entrar em parafuso. E como no computador, trava, dá pau, perde arquivo, queima…

A inteligência no uso do nosso tempo envolve não apenas a tentativa de se fazer o máximo de coisas ao mesmo tempo, mas sim a organização das nossas atividades em importância e urgência. E isso requer revisão constante a cada novo ciclo, que não precisa ser este que é compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro. Pode ser em períodos mais ou menos longos. Ocidentais que somos, deixamos essa limpeza de disco sempre para o final do ano, e daí a sensação de Coelho de Alice que acomete todo mundo nessa época:

- Não vai dar tempo… estou atrasado… não vai dar tempo…

Que tal, assim como no computador, tentar limpar o disco algumas vezes durante o ano? Delete aquilo que não interessa mais e que só ocupa espaço, sejam coisas materiais ou emocionais. Atualize os softwares que têm rodado aí, em sua mente. Reorganize-se e descubra quanto tempo podemos ganhar, de minuto a minuto, daquele que desperdiçamos ao longo do dia. Coloque datas nos seus sonhos e transforme-os em metas. Faça de 2010 muito mais que um ano dez.

ME ENGANA QUE EU GOSTO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Por Paulo Sérgio Martins, jornalista

O mundo gira, os anos passam, o buraco de ozônio aumenta e as pessoas continuam a acreditar em discursos seculares sem propósito algum. “Vamos nos separar, mas vamos continuar amigos”, diz a fulana para as colegas na academia de ginástica. Por mais que você acredite neste discurso, no fundo sabe ser humanamente impossível gostar muito de alguém e vê-la nos braços de outra pessoa e ainda ser aquele amigo para as horas de angústia ou alegria. É balela do tipo premium.

Convívio civilizado não é amizade. E às vezes é pura necessidade quando há filhos na equação. Ex-namorados podem ser amantes, jamais amigos. Se forem, na prática é porque nunca sentiram nada realmente comovente ou foi só um passatempo ou namorico de adolescência. Em geral, um dos dois sempre vai gostar mais do que o outro. E não vai engolir essa de amizade depois que a gente vai embora. Até tentam, mas não leva muito tempo para um dos lados pedir penico e sumir do mapa. A gente conhece outras pessoas, se apaixona novamente, casa e tem filhos, se separa, casa de novo, mas ninguém fica amigo de ninguém.

Se nem Albert Einsten conseguiu decifrar os mistérios matemáticos do tempo, os casais acham que vão conseguir a proeza quando pedem “um tempo”. Metade das vezes, se você pede um tempo é porque está de olho em outra pessoa e quer ter a certeza que vai dar certo com ele (ou ela), nunca é para refletir coisa alguma. Na outra metade das vezes, é um jeito relativamente sincero de dizer que aquilo não vai dar certo em tempo algum.

Em uma pequena parcela das situações, os casais voltam a se encontrar depois do tal tempo. E até tentam se reconciliar. E funciona até o dia em que você descobre que o tempo serviu para um dos lados dormir com 37 pessoas diferentes que vão se transformar em 37 fantasmas iguais. Mas os dois melhores discursos são mesmo o da fidelidade e o do ex-marido.

Quando uma mulher compromissada vira para você e faz questão de dizer que é “super fiel”, pode pedir a conta do jantar e ir para o motel. É batata. Se alguém lhe diz que nunca fez “isso” antes, é porque já pulou mais cercas do que as ovelhinhas carnudas de Abrãao no Velho Testamento.

Fidelidade nunca foi um registro em cartório. Se alguém precisa dizer com todas as letras, é melhor você aceitar – ou aproveitar logo – porque é exatamente o inverso. E se a pessoa na sua frente falar mal do ex-marido ou ex-esposa, esqueça. É tesão enrustido, no mínimo.

Perceba como todo ex-marido é cafajeste, cachorro, egoísta, não vale um centavo. E toda ex-mulher é louca, surtada, ignorante e ruim de cama. O mais lógico seria a gente perguntar: e você precisou casar com ele para descobrir? Nada, foi preciso mesmo casar e ter filhos para descobrir a verdadeira face do mal, do carcará, do anhangá-tinhoso, do cão chupando manga, do belzebu disfarçado de ex-marido.

Mas a gente mantém a civilidade e concorda, faz até coro e dá apoio, principalmente se a divorciada for bonita. Mesmo quando a gente acha que em boca fechada não entra mosquito. Vai que no futuro sobra uma casquinha para você, né? Não tem jeito, nem assim, todos vão continuar falando mal do ex para todos os novos pretendentes, como se fosse um atestado de interesse por você.

Os discursos são realmente infalíveis e a lista é extensa. Tem o tal do “foi só um beijo”, tem aquele “somos apenas bons amigos”, além do imbatível “foi apenas uma vez” ou “não significou nada”. Geralmente não significa nada mesmo, o problema é definir o grau de intensidade do “nada” para você e para ela.

Às vezes a gente gosta tanto de alguém que ainda acredita nessas pequenas mentiras mesmo quando não acreditamos nem no começo. É o tal do bem maior. Ou do medo de perder, sem entender que às vezes a perda é o nosso maior ganho. Afinal, como já dizia Elizabeth Bishop, “a arte de perder não tarda aprender”.

O problema do discurso não são as palavras em si, é a necessidade que as pessoas têm de querer empurrar essas mentiras verdadeiras goela abaixo. Dos outros. É como uma verdade universal oriunda de uma sinceridade que simplesmente não existe.

No dia que a gente aprender a dar menos valor às palavras e mais valor às atitudes, quando uma pessoa abrir a boca para soltar um discurso infalível você pode voltar para casa com a consciência tranquila por ter ido embora antes de ouvir o resto da história. Evidente, seria um mundo inalcançável quando as mulheres vão parar de fazer questão de mostrar às amigas o namorado novo, mesmo sem gostar dele.

Até esse dia, resta-nos a complacência de ouvir um clássico “não sinto mais nada por você” e ver nos olhos dela que bastaria o som do primeiro pingo de chuva no chão para ela jogar tudo para o alto e entrar no primeiro táxi com você rumo ao desconhecido. Porque discurso sincero de verdade é aquele que a gente não responde falando. Muito menos escrevendo.

“GERAÇÃO Y” SERÁ 73% NO BRASIL EM 2025

domingo, 22 de novembro de 2009

Por Francisco Madia, da Propmark

“Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve” – assinala Schopenhauer, do alto de sua vasta sabedoria. Assim como se remonta com facilidade na linha do tempo, pode-se dizer que 2025 não está tão longe como se pensa. O tempo voa.

E lá, em 2025, 73% da força de trabalho no Brasil será constituída por pessoas da chamada ‘Geração Y’, os nascidos nas décadas de 1980 e 1990. A sociedade de serviços já terá alcançado a velocidade de cruzeiro e o mundo será completamente diferente do que foi até o final do milênio e também diferente do que é hoje. Dentre os principais desafios das empresas que sobreviverem e quiserem prosperar nesse novo mundo, o maior de todos é como reter seus talentos dessa geração.

Recentemente passou pelo Brasil Deanne Aguirre, sócia sênior da consultoria International Booz & Company. Em entrevista a Rafael Sigollo, do jornal “Valor Econômico”, ela contou um pouco do aprendizado e recomendações que sua empresa vem fazendo a seus clientes na tentativa de atrair e reter os talentos da Geração Y.

Deanne começa enfatizando a importância de se criar um contexto adequado para esses executivos: “o primeiro motivador, e o mais importante, é ter colegas com quem se gosta de trabalhar. Igual ou mais importante que o salário é a possibilidade de se ter muitas experiências diferentes. Para a Geração Y, progredir não é subir numa escada, mas aprender a fazer coisas novas. Ter uma jornada flexível gera mais motivação que o dinheiro, uma vez que não separam o que fazem no trabalho do que fazem fora do trabalho. Vivem uma mistura de tudo isso em tempo integral”.

Assim, Deanne lembra que os Y “não se preocupam com horários e recusam-se a bater ponto na entrada e na saída: trabalham o tempo todo. Julgam, também, da maior relevância, ter um impacto positivo na comunidade ou na sociedade por meio do trabalho. Preferem servir a marcas que fazem o bem e sempre escolherão, entre duas oportunidades de trabalho, a que pontificar por esse compromisso”.

Ela fala da componente universal dos Y: “Um em cada três dos amigos mais próximos de alguém da Geração Y tem uma origem étnica diferente da sua. Na pesquisa que realizamos em todo o mundo e com centenas de empresas constatamos que 78% dos Ys sentem-se totalmente confortáveis trabalhando com pessoas de qualquer lugar do mundo. Em pesquisas com as gerações anteriores, esse percentual não ultrapassava 27%… E todos eles, ao contrário do que se diz e se comenta, pretendem começar e terminar numa mesma empresa, desde que sejam submetidos permanentemente a novos desafios, ou seja, serão fiéis e leais onde a mudança permanente seja a única componente fixa”.

E tudo isso diz respeito apenas a uma parcela da Geração Y que ainda permanecerá interessada em trabalhar em empresas. A maior parte, até mesmo porque é assim que se organizará a sociedade de serviços, preferirá empreender, trabalhar de forma independente, ser dona do próprio nariz.

BRASIL TEM 42,9 MILHÕES DE COMPUTADORES

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

 DO MSN Tecnologia

De acordo com um estudo realizado pela empresa de consultoria Everis, de cada três computadores na América Latina (de um total de 95,6 milhões), dois estão no Brasil e no México.A empresa divulgou nesta semana um relatório com dados de 50 países obtidos entre os anos 2000 e 2008 e afirmou que o Brasil já possui 42,9 milhões de computadores, enquanto que o México ficou bem atrás com 20,6 milhões.

Apesar disso, o país com o maior número de computadores por habitante na América Latina é o Chile, com 31,4 PCs para cada 100 pessoas. O Brasil e o Uruguai ficaram empatados com 22,1 enquanto que a Argentina e México ficaram com 20,7 e 19,3, respectivamente.

 

NOVO HOMEM

domingo, 5 de julho de 2009

Transcrito do Blog Pretextos

Por Eduardo Lara Resende


Lá pelo início do século passado publicou-se em Belo Horizonte, com resumo e conclusões da educadora Helena Antipoff, os resultados de uma pesquisa para a qual foram ouvidas 1.398 crianças de 11 a 13 anos de idade, cursando o então 4º ano primário nos grupos escolares da cidade. O objetivo era o de conhecer “ideais e interesses” dos pesquisados, começando pelos livros de história de preferência dos jovens.Solicitada a informar com quem gostaria de se parecer, a maioria indicou os pais como modelo. Houve quem citasse padrinhos, amigos, Deus, Jesus Cristo e até Nossa Senhora. Ninguém citou a Princesa Isabel, Santos Dumont, Pedro Álvares Cabral, o Imperador D. Pedro I ou o Marechal Deodoro da Fonseca como paradigmas. Um menino sonhava em ser como o presidente da República à época, Getúlio Vargas, e três gostariam de ser como Tarzan, o poderoso. Uma quantidade significativa citou a si mesmo como referência.

O que gostariam de ganhar de presente no dia do aniversário? Livros em primeiro lugar, seguidos por bicicleta, automóvel, cavalo, roupa, calçados e bola. Trinta crianças disseram ficar satisfeitas com “a benção dos pais, a graça de Deus, abraços e parabéns”. A maioria demonstrou possuir “tendências altruísticas” no uso da riqueza, caso tivesse muito dinheiro. Os demais simplesmente o depositariam em um banco.

Passados quase oitenta anos, os modelos bateram em retirada de casa para os clubes de futebol e a tela da TV. Dinheiro e fama brilham e rebrilham, fascinam, desconcertam. Que dizer então das passarelas da moda, que conseguem fazer adolescentes anoréxicas e mães afetadíssimas? A custo tenta-se recriar o hábito da leitura para instigar a imaginação criadora e responsável, hoje em longo descanso enquanto ganha fôlego insuperável a bisbilhotice sobre a vida dos famosos e não famosos.

Para o escritor russo Joseph Brodsky, um dos benefícios que a literatura dá ao homem é o de educar a sutileza humana. “A literatura introduz a dúvida na maioria dos indivíduos de qualquer grau de firmeza e decisão. E, uma vez dentro da dúvida, esta lhes ensina a agir com generosidade. Nada mais simples.” Outro renomado autor - o físico Carl Sagan - pouco antes de morrer atribuiu à televisão a responsabilidade de nivelar “tudo por baixo, em vez de se alçar à função, que poderia ter, de ensinar as pessoas e inspirar-lhes o desejo de progredir”. E isto em nome da busca por lucros cada vez maiores.

Já há nostálgicos que, pela internet, querem saber de antigos apresentadores de telejornais, atrizes desaparecidas do video, gente que participou dos primeiros reality shows. É bem verdade que também existem os que pedem notícias dos caras-pintadas, dos Goonies, das boas maneiras, dos Mendonça e das festas. E também os que perguntam pela Marinoca, pelos tucanos, Marruá, Jalapão, Palomas e Morganas.

Outra pesquisa - esta atual, do Datafolha - indicou que o jovem brasileiro quer emprego. Sonha com a realização profissional, a compra de imóvel, veículo, e em ficar rico. Nenhuma menção aos pais como modelo - figuras que, aliás, vão perdendo terreno em relação aos valores que a vida moderna consagra.

 

 

Há alguns anos um jornal paulista publicou apelo de um casal de idosos - ele com 76 anos e ela com 73. Os dois enviaram à redação uma carta na qual pediam a presença de um médico que os matasse sem dor, fazendo uso de uma injeção. E tudo porque, em quatro anos, a segunda pessoa a entrar no apartamento em que moravam era o repórter. A outra era a faxineira. Mesmo tendo dois filhos - um deles médico em São Paulo, onde moravam os pais - nenhum os procurava. Naquela época, o primeiro não se manifestava há cinco anos, e o segundo estava desaparecido há catorze.Nenhum remorso, nenhuma voz interna a provocar na alma a dor que incomoda e tira o sono. Nada. Os exemplos que incentivam o aparecimento do “novo Homem” estão aí, e marcam com o brilho de um sucesso que parece inesgotável, passos bem ensaiados e coreograficamente perfeitos. Haja pedestais para tantos ídolos, para modelos como o cantor Michael Jackson, cuja morte prematura trouxe a público uma fortuna de milhões de dólares. Mais que isto: revelou filhos de paternidade duvidosa e o nada constrangido e oficial anúncio de que o pai do astro ficou de fora do testamento do filho.

Impossível não sentir dor na alma por tantos que, hoje, não sentem nada.

 

 

ALEMANHA LÊ CADA VEZ MENOS

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Transcrito de DW-Worl

 

 

Estudo realizado em Mainz não teve apenas más notícias. Positivo é o interesse dos estrangeiros pela leitura. E o livro impresso continua tendo futuro, lado a lado com os sucedâneos eletrônicos.

  

“Ler muito tempo me cansa demais”, justificam os alemães que não leem livro algum. E seu número é alarmante, como constatou a Fundação Lesen (”ler” em alemão), de Mainz, em suas pesquisas mais recentes. Ela partiu das seguintes questões: o que lê a população, como lê, por que e por quanto tempo?

Ler na Alemanha 2008, o terceiro estudo da série sobre o comportamento de leitura, revela uma mudança nos hábitos da nação. Com tendências positivas e negativas.

 

O drama das bibliotecas públicas

 

Primeiro, a má notícia: o prazer de ler escasseia no país. Enquanto em 2000 um terço da população adulta e adolescente da Alemanha ainda lia entre 12 e 50 livros por ano, em 2008 apenas um quarto cumpre o mesmo volume de leitura. Outros 25% da população nem encostam o dedo num livro, uma proporção que se manteve constante nos últimos anos.

 

Os pesquisadores de Mainz atribuem esta triste realidade ao fato de que muitos pais não mais oferecem um modelo de leitura. Assim quase a metade dos entrevistados entre 14 e 19 anos de idade jamais recebeu um livro de presente na infância. Um balanço com consequências sérias que atravessam toda a fase escolar, reduzindo o desempenho em quase todas as disciplinas.

 

Mas para combater a tendência não basta mandar os estudantes à livraria, lembra Christoph Schäfer, da Fundação Lesen. “A oferta mais importante é, sem dúvida, a infraestrutura das bibliotecas públicas. Que são, naturalmente, uma espécie ameaçada, em face aos cortes orçamentários e outras medidas que talvez permitam a uma biblioteca manter seu acervo, porém quase impossibilitam o trabalho.”

Afinal, de que serve uma instituição que não pode comprar livros novos ou só funciona em horários limitados para reduzir custos de pessoal?

 

A surpresa estrangeira

 

Já existem vários programas de incentivo à leitura nos jardins-de-infância e escolas primárias. Porém eles não bastam, também no que se refere aos descendentes de imigrantes. Mas, para além de todos os preconceitos, a pesquisa trouxe aqui uma descoberta surpreendente: uma nova “classe média de leitores”, formada por adultos com histórico de migração, porém com bons conhecimentos do idioma alemão.

 

“Este grupo leva a sério a leitura como aspecto da educação. Eles mesmos possuem uma trajetória educacional bem sucedida e sabem: educação abre chances para estruturar tanto da vida profissional como particular”, analisa Schäfer.

 

Esta é, portanto, a boa notícia: 36% dos entrevistados com ascendência estrangeira admitiram que, várias vezes por semana, se entregam inteiramente à leitura, 11% até mesmo todos os dias. Não há dúvida, conclui Schäfer: para esta camada é decisiva a consciência de que “ler é importante, este tema me diz algo, influencia meu futuro”.

 

Impresso ou eletrônico?

 

Como em outros países industrializados, na Alemanha “ler” significa, cada vez mais, “ler no monitor”. Porém o estudo também mostrou que a maioria não abriria mão do livro impresso. O motivo é que na tela é mais fácil o leitor se perder.

 

Christoph Schäfer explica: “Ler no monitor tem certas especificidades, a estratégia de leitura se modifica: o zapping – ou seja, a passagem de um texto para outro através de um clique ou de um hiperlink – aumenta. E isso modificará muito nossa cultura de textos e de leitura no futuro próximo.”


O novo estudo confirmou a impressão – presente desde a pesquisa de 2005 – de que o livro e as novas mídias são dois mundos completamente distintos. Mas que agora convergem. “Estamos ultracuriosos para ver como as ofertas de livros eletrônicos vão se impor no futuro.”

 

Hoje já há leitores mais ligados à informação, que talvez ainda não leiam todo um livro na tela, mas não teriam problema se sua revista especializada fosse oferecida online. “E isso vai obviamente modificar muito todo o mercado livreiro”, prevê o encarregado de imprensa da Fundação Lesen.

Crise afeta mulheres de banqueiros

sábado, 31 de janeiro de 2009

Por Elena Moreno

De Yahoo Notícias-EFE

 Nova York, 31 janeiro.- A crise de Wall Street não afeta somente poderosos executivos, mas também suas mulheres e namoradas, que cansadas de homens pouco atenciosos e frustrados por seus problemas econômicos, decidiram criar um site para compartilhar desfeitas, segredos, humor e algum truque para enfrentar estes tempos difíceis.

“Estamos aqui para te ajudar nos momentos difíceis”, diz a introdução do site, batizado “Daba Girls - Dating a Banker Anonymous” (Garotas saindo com um banqueiro anônimo, http://dabagirls.wordpress.com) e que, para encorajar suas visitantes, garante que está “livre do escrutínio das feministas”.

O sombrio panorama em que muitos executivos afundaram com o desastre de símbolos do capitalismo, como o banco de investimentos Lehman Brothers, chegou também a suas companheiras, que na página “Daba Girls” se queixam, muitas de forma anônima e recorrendo a velhos clichês, que os tempos mudaram irremediavelmente.

Acabaram os jantares em restaurantes exclusivos, os cartões de crédito ilimitados para comprar modelos em seletas lojas nova-iorquinas como Bergdorf Goodman, Barneys ou Saks, Manolo Blahniks e Jimmy Choos de US$ 800 e os luxuosos fins-de-semana nos Hamptons - áreas chiques de Long Island.

Também chegou para eles a época das economias, e nesses dias no distrito financeiro de Manhattan, é possível ver mais de um executivo, ex-agressivo, comendo um hambúrguer com batatas fritas em restaurantes populares de fast-food.

O site “Daba Girls” foi criado por duas boas amigas “com relacionamentos em meio a brigas, por causa da economia. Sem saber o que fazer, fizemos o que qualquer menina frustrada, mas eloquente fez desde sempre, começar um diário”, dizem suas fundadoras no portal.

“Portanto, se reduziram seu crédito mensal na Bergdorf à metade e o direito a ter uma garrafa em um bar desapareceu de sua vida, relaxe, sorria e conte-nos suas histórias”, dizem no blog.

“Esta terrível experiência antecipou em pelo menos dois anos meu encontro com a toxina botulínica”, escreve na página uma das “vítimas”, insinuando a chegada precoce de rugas.

Com humor frívolo, ela afirma que a crise econômica está “causando estragos” em seu físico e em sua vida social, pois seu “namorado” agente financeiro perdeu o trabalho, “o que acho que tecnicamente o torna um amigo”.

Ela também se queixa do comportamento do já “só amigo”, que em questão de dias “passou de nunca estar disponível a ser pegajoso. Quer que jantemos toda noite, mas por jantar entende que cozinhe para ele, pois o Megu (badalado restaurante japonês) já não está em seu orçamento”.

O comentário de Megan e Laney, por exemplo, lembra com nostalgia os tempos, antes da recessão, “quando sentia que, com meu namorado executivo, poderia conquistar o mundo… Juntos, podíamos subir a escada corporativa, para depois, uma vez feita a ‘caixa’, seguir caminhos mais filantrópicos e artísticos”.

Esse objetivo vital, descrito com frieza e cara-de-pau, é o de algumas mulheres da alta sociedade nova-iorquina que se transformaram em colecionadoras de arte, o que com a chegada dos maus tempos, serviu para ajudar seus arruinados maridos.

É o caso, por exemplo, de Kathleen Fuld, mulher do ex-presidente do Lehman Brothers, que durante anos acumulou uma multimilionária coleção de obras, que já começou a vender para recuperar liquidez e ajudar o ex-banqueiro a enfrentar seus problemas econômicos.

Para “Courtney”, de 24 anos e que se define como “a outra” de um financeiro “ex-bem-sucedido, com uma bonita casa, uma mulher bonita e filhos adoráveis”, a crise financeira significou renunciar a “férias fabulosas durante suas viagens de negócios, presentes, comidas ‘gourmet’ e afeto”.

As exigências de Courtney a seu amante pela falta de atenção e viagens, conta ela no blog, acabaram em briga, “os primeiros gritos em dois anos”, expressando a angústia porque ele tinha “que despedir 20 pessoas antes de sexta-feira” e a desculpa de que “agora, minha mulher notaria qualquer despesa extra”.

Uma dessas frustradas namoradas, após várias advertências ao estressado e desatencioso banqueiro, escreve no blog que “se mandou” de casa e viajou para a América do Sul, onde -confessa- teve uma “aventura” em Buenos Aires.

Americanos preferem internet a sexo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Por Rodrigo Martin de Macedo

Transcrito de Yahoo Tecnologia

Uma pesquisa conduzida pela firma Harris Interactive a pedido da Intel descobriu que a internet tem maior importância na vida dos adultos americanos que outras atividades importantes do cotidiano.

Segundo o site Register Hardware , para a pesquisa foram entrevistados 2.119 cidadãos americanos, perguntados se preferiam ficar sem internet ou alguma outra atividade por duas semanas. Além da preferência do acesso a assistir televisão (67% dos adultos entre 18 e 34 anos), descobriu-se que a internet também é a opção primária de muitos adultos quando comparada ao sexo.

Dos pesquisados, 46% das mulheres e 30% dos homens abririam mão de relações sexuais por duas semanas para não ficar sem internet. A idade influenciou nas respostas: 39% dos homens com idade entre 18 e 34 abririam mão de sexo; entre mulheres de 28 a 34 a conexão seria a escolha de 49%, número que cresce para 52% entre mulheres de 35 a 44 anos.

De acordo com o site Digital Trends , 65% dos entrevistados diz ser impossível viver sem acesso à internet e 71% diz que é importante possuir dispositivos conectados à rede.

A pesquisa ainda foi além, questionando a respeito de economia online. A percepção de grande parte (64%) dos entrevistados é de que a internet ajuda a poupar dinheiro através de compras online, sendo que 85% acredita se beneficiar da possibilidade de procurar mais ofertas e comparar preços em sites e 65% afirma ter poupado dinheiro através de cupons online.

A internet ainda é considerada o serviço prioritário para 65% dos entrevistados. Para outros 39%, seria impossível viver sem TV a cabo; 20% não abriria mão de sair para jantar; 18% não pararia de comprar roupas; e apenas 10% não cancelariam suas mensalidades na academia.

Acesso à Internet sobe 73% em 2 anos

domingo, 25 de janeiro de 2009

Transcrito de Yahoo Noticias- Reuters

Por Taís Fuoco

O número de brasileiros com algum acesso à Internet na residência saltou 73 por cento em dois anos, entre o último trimestre de 2006 e o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa Ibope/NetRatings.

O número de internautas conectados em casa passou de 22,1 milhões nos três últimos meses de 2006 para 38,2 milhões no final de 2007.

De acordo com a pesquisa, o tempo de navegação médio dos brasileiros que acessaram a Web pelo menos uma vez no mês passado caiu quase 1 hora sobre o mês anterior, mas manteve o Brasil como o país de maior tempo médio de navegação mensal entre os 10 pesquisados pela NetRatings.

Em novembro, os internautas ativos somaram 23 horas e 47 minutos de navegação. Ficaram mais próximos do Brasil em novembro a França, com 23 horas e 45 minutos, e a Alemanha, que marcou 23 horas e 5 minutos, segundo o Ibope.

Dos 38,2 milhões que têm acesso à Internet em casa, 24,4 milhões navegaram em novembro, o que os fez usuários ativos, na definição do Ibope. O número equivale a um aumento de 3 por cento sobre o mês de outubro e de 13 por cento sobre novembro de 2007.