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BOMBONS DE MEL

sábado, 26 de junho de 2010

Por Franklin Jorge

Gilberto Freyre, considerado um dos escritores brasileiros mais vaidosos e narcisistas de todos os tempos, confessou que saboreava o elogio como se fossem bombons.

Eu também os saboreio, mas não qualquer elogio, pois alguns sem dúvida comprometem em vez de afagar o ego.

Aliás, sempre, desde menininho, intui que o elogio para ser levado a serio tem que ser proferido por gente capaz e ilibada e, não menos importante, desinteressadamente.

Como o que acabo de receber, via e-mail, de alguém que se identifica como Paulo Robério.

Proferido por um anonimo, o elogio de Paulo Robério,suas palavras tocaram-me especialmente, pois é a prova de que o que escrevi sobre a corrupção que tem grassado na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, no curso dos anos, encontrou eco na opinião pública e contribuiu para dar visibililidade a fatos que ficaram ocultos durante muito tempo.

Como a contratação e a manutenção de servidores irregulares que dezoito anos depois estão se aposentando sem nunca terem jamais prestado concurso público. E, não menos grave, o concurso que estaria sendo forjado tem despertado todo tipo de suspeita: como a de servir, apenas, para legitimar a irregularidade sob o disfarce de legalidade etc.

Transformada pela ex-governadora Wilma de Faria em dispendioso palanque eleitoral, a UERN tem se desmoralizado aos olhos de todos os norte-rio-grandenses. O que escrevi aqui, a partir de maio do ano passado, ao cobrir a campanha de reeleição do atual reitor, repercutiu tremendamente na comunidade acadêmica de Mossoró.

E fez com que alguns corruptos tremessem na base e chegassem mesmo a ameaçar-me, como se fosse possivel calar denuncias tão graves de irregularidades relativas, por exemplo, aos chamados “contratos provisórios” que já perduram há mais de 18 anos e que beneficiam, não a instituição, mas a alguns espertalhões que se aproveitam dos cargos que ocupam, como o vice-reitor - que se diz “professor-doutor” com base em um titulo questionável, pois ele não chegou a ser submetido a uma banca examinadora na Universidade do Canadá…

Sobretudo, apreciei as palavras do leitor anonimo, porque me pareceu que ele está bem informado em relação a UERN, uma instituição que é um cabide de empregos e faz o papel de cabo eleitoral dos governantes.

Paulo Robério alude em seu comentário à Promotoria (naturalmente à Promotoria de Defesa do Patrimônio), que tem sido excessivamente complacente nesse caso que prejudica a imagem da instituição. Ele me fez lembrar das palavras do promotor Eduardo Medeiros, quando o procurei, ao tempo em que ainda morava em Mossoró, para ouvi-lo sobre a questão e ele foi curto e grosso: “Só aceitamos denúncias de professores universitarios, não de blogues” etc.

Ora, em toda a parte do mundo civilizado a imprensa tem sido reconhecidamente colaboradora do Ministério Público. Geralmente as denuncias chegam através de reportagens e autoridades zelosas do cumprimento da lei se apressam em investigá-las.

O Subprocurador Geral da República, eminente professor Edilson França, colaborador efetivo desta publicação, já por diversas vezes me enalteceu a colaboração da Imprensa em suas bem sucedidas investigações em favor da defesa dos direitos dos cidadãos.

Mas, no caso especifico de Mossoró, resta-nos reconhecer que se trata de um outro país… O Pais dos Rosado e das conveniencias.

Recentemente, vimos aqui em Natal o processo relativo ao Foliaduto - que dormia nos escaninhos de um cartório criminal -, um dos maiores escandalos envolvendo o governo passado, despertar de uma longa e conveniente madorna, graças a uma reportagem do Novo Jornal que chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça para um fato que estava fadado ao esquecimento, pois não interessava a alguns fiscais da lei mexer com gente tão poderosa, como o irmão da própria governadora, que supostamente estaria no comando da ação criminosa…

Como se sabe, não são poucas nem desconhecidas as irregularidades que grassam na UERN, onde tudo pode ser questionado e posto em dúvida, a começar pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que tem sido sistematicamente desmoralizado pelo reitor Milton Marques e reformado sucessivas vezes, por bondade da Promotoria de Defesa do Patrimônio e da Delegacia do Trabalho, seção de Mossoró, em beneficio, não da Academia, mas de uma politica institucional espúria que a comunidade universitária séria e decente tem repudiado sem êxito.

Eis, pois, o que escreveu o internauta anônimo e gentil, que se identifica como

Paulo Robério


Diga-se de passagem que o povo norte-rio-grandense agradece e reconhece que este grande jornalista - o Franklin Jorge foi o propulsor de mudanças significativas na história política desa região, como por exemplo, o fim do nepotismo e criiação de um grande curral eleitoral na Universidade Estadual.

Não foi polítco. Nem promotoria alguma e nem tão pouco foram os títulos de doutores em Salamanca, Canadá ou nos Cafundós. Foi simplesmente a intrepidez desse grande jornalista em defesa de uma grande causa.

A HISTÓRIA REGISTRA E CONSAGRA.

De A OPINIÃO DOS LEITORES, 25/06/2010, 22:52

A OPINIÃO DOS LEITORES

quinta-feira, 24 de junho de 2010

De um leitor, comentando o artigo do professor Carlos Roberto de Miranda Gomes, aqui publicado nesta quinta-feira, abordando o escandaloso caso da licitação do estádio Arena das Dunas:

Também alimento essa desilução com o estado de coisas que encontramos nesta cidade e neste estado. Com governantes tão pífios e dissimulados não chegaremos a lugar nenhum, que não a barbárie. A deseducação e aculturação do nosso povo foi brutal, comandada por essa corja de inúteis que está a frente do Governo do Estado e da Prefeitura do Natal. Deus tenha misericórdia da nossa população e ilumine-a na hora de comparecer às urnas e escolher melhores representantes.

Marcus

Antes, comentando o mesmo artigo, escreveu Eduardo Barth em 24 de junho de 2010 às 15:43

O senhor é um verdadeiro cidadão! Creia que sua indignação encontra eco na indignação de muitos outros natalenses que se abismarão com a desfaçatez deste governo que desmoraliza a lei e tem a audácia de dispensar licitação e concorrencia pública em uma obra milionária e, pelo que tenho lido, desnecessaria.

Não sou de Natal, mas o li aqui e fui pesquisar no Google sobre esta obra.
Barbaridade! o Ministério Público precisa agir com rigor.
Eduardo Barth (um gaúcho em Capim Macio)

De A PROVA DA FARSA, 24/06/2010, 16:42

LEITORES COMENTAM ‘UMA TARDE…’

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Por Maria Suely

Bom gestor, … talvez. Mas péssimo guardião do bem público, com certeza. Segurou o concurso para técnicos o quanto pode e ainda deve segurar os técnicos provisório por mais um tempo.

Fecha os olho pro nepotismo que rola solto na UERN.

E fez bem você usar o gravador, porque ele sempre falar no geral para garantir o contrário no detalhe. Muito habilidoso com as palavras, mas pouco honesto quando se trata de mantê-la. Que o diga os colegas no qual ele passou a perna na última eleição para reitor.

Que pensam os leitores sobre o que escreveu o jornalista Franklin Jorge:

• Moura disse:
25 de abril de 2010 às 17:54

O que que é isso que acabo de ler?
• Silva disse:
26 de abril de 2010 às 15:20

Ninguém está onde está por ingenuidade ou por mero acaso. Nesse caso, especificamente, contam-se anos de contigüidade e comunhão em gestões sucessivas que não são conseqüências imprevisíveis de acontecimentos fortuitos ou casualidades, ao contrário, certeza sinonímica de genuína identificação.
O nazareno, filósofo número um entre minhas predileções gnosiológicas, já postulava, em épocas bastante pretéritas, a seguinte máxima, a qual incorporei em meus critérios de avaliação na dialética das inter-subjetividades:
“Diga-me com quem tu andas e eu te direi quem tu és.”
Para os que fingem memórias de curto alcance, é desnecessário lembrar as vantagens do suposto esquecimento nas regalias das leviandades cotidianas que botam sua memórias para funcionar de forma expressiva em sucessões administrativas naquele que é certeza de manutenção e continuidade de uma política voltada (literalmente) para criação de pequenas oligarquias.
• Rafael Meira Gontijo disse:
28 de abril de 2010 às 7:18

Dr. Milton Marques pode ser um péssimo gestor para a UERN (não duvido que o seja), ao agir motivado por interesses politicos e ao adotar posturas que contrariam a normalidade, mas isto não quer dizer que como individuo não seja tudo o que Franklin acaba de dizer dele.
Mais uma vez o jornalista dá aqui prova de que não age motivado por picuinhas: sabe reconhecer o que há de bom e mau em cada um.
Esse patrulhamento mostra o sectarismo de alguns, e a independencia de pensamento do polemico jornalista do Ceará-Mirim.
• Kaka disse:
29 de abril de 2010 às 14:01

Quem te viu, quem te vê, blogueiro.
• Gilmar Guerreiro disse:
29 de abril de 2010 às 21:43

Já dizia o coroné Vingt Rosado: “Todo mundo tem seu preço”.
E com a especulação necessária, esse preço pode se tornar bem vantajoso para quem se vende, digo, para quem vende…
• Francisco Lúcio - Alecrim disse:
30 de abril de 2010 às 6:47

Admiro em você, Franklin Jorge, o espirito de independencia, o não deixar-se manipular por A nem por B. Entendo que neste artigo você se refere ao homem, ao individuo, e não ao gestor da UERN e sua administração desastrosa que você denunciou, quando a própria imprensa mossoroense calava-se! Num meio corrupto desses, você teria obtido grandes vantagens se tivesse ficado calado, mas não calou. Mas uma coisa é o reitor e outra a pessoa, que pode ser gentil (e foi) em suas relações interpessoais e um desastre como gestor da coisa pública.
Continuarei lendo-o e admirando-o.

• Pablo disse:
30 de abril de 2010 às 14:46

Eis ai o Deus da justiça dos alienados, que até uns segundos atras, apregoava a corrupção e o favorecimento a servidores contratados da Uern. Onde dinheiro e pêa não resolver é pq foi pouco.

De UMA TARDE COM O REITOR, 03/05/2010, 18:05

DEPUTADO ALDO REBELO RESPONDE

terça-feira, 27 de abril de 2010

Re: Aldo Rebelo, deixe nossas florestas em paz

Terça-feira, 27 de Abril de 2010 8:02

De:

Este remetente é verificado pelo DomainKeys

“Aldo Rebelo” <aldorebelo@gmail.com>

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Para:

franklinjorge@yahoo.com.br

 

Saudações!

Recebi uma carta em seu nome produzida pela organização holandesa
Greenpeace, cujo conteúdo não esclarece as razões pelas quais a Câmara
dos Deputados constituiu uma Comissão Especial destinada a oferecer
parecer sobre as diversas propostas de alteração da legislação
florestal brasileira. A carta do Greenpeace mente e manipula
informações, confundindo pessoas que não acompanham o debate sobre o
assunto.O primeiro esclarecimento é que a Comissão, longe de querer alterar o
Código Florestal, tenta apenas corrigir alterações por ele sofridas e
que tornaram inaplicáveis os dispositivos modificados, a maioria deles
por medida provisória, portarias e resoluções que nunca foram
discutidas nem pelo Congresso ou pela sociedade brasileira.

O Código Florestal brasileiro, embora datado de 1965, é uma lei boa e
defensável, alterada por interesses contrários aos objetivos do Brasil
e do povo brasileiro a partir da pressão de ONGs como a holandesa
Greenpeace - e outras com sede no exterior - cujas agendas nada têm a
ver com aquilo que interessa ao Brasil.

As propostas de alteração da legislação têm origem diversa: desde as
apresentadas por deputados ligados à agricultura familiar,
seringueiros da Amazônia ou da grande agricultura prejudicada pela
concorrência desleal dos países ricos, que subsidiam seus agricultores
e financiam suas ONGs para atuar no Brasil.

O Brasil possui mais de 5 milhões de proprietário agrícolas, em imensa
maioria de pequenos e médios produtores, 90% deles na ilegalidade por
não conseguirem cumprir a lei em vigor.

Hoje, até a prática indígena de fermentar a raiz da mandioca em um igarapé ou o prosaico costume de
retirar uma minhoca na beira do rio para uma pescaria tornou-se
atividade ilegal. Pela lei, 75% da produção do arroz em várzea
tornou-se proibida, a plantação de bananas no Vale do Ribeira
encontra-se na mesma situação e os ribeirinhos do Amazonas,
impossibilitados de sobreviver porque vivem e tiram seu sustento em
áreas vedadas pela legislação atual.

Diante de tal situação, fui indicado relator em um acordo
suprapartidário envolvendo todos os integrantes da Comissão, de todos
os partidos, com exceção do PSOL e do PV. Organizamos audiências
públicas em 19 Estados, ouvimos mais de 300 pessoas - representantes
de ONGs, órgãos ambientais, universidades, Embrapa, produtores, entre
outros. ONGs como a multinacional holandesa Greenpeace, ou as
brasileiras SOS Mata Atlântica e Instituto Socioambiental (ISA) foram
ouvidas mais de uma vez, além de dezenas de outras ONGs nacionais,
estaduais e municipais.

Confesso que fiquei estarrecido com o que vi por todo o Brasil.
Pequenos agricultores vendendo suas propriedades ou trocando-as por um
carro usado ou um barraco na periferia das cidades em razão de não
terem mais acesso ao crédito da agricultura familiar por não
conseguirem cumprir a lei. No Mato Grosso, por exemplo, no município
de Querência, 1.920 pequenos agricultores assentados do INCRA estão
sem crédito, sem estradas para levarem seus filhos às escolas,
enquanto em um outro  município próximo, 4 mil pequenos agricultores,
também assentados, encontram-se na mesma situação.

Que crime cometeram? Simplesmente ocuparam 80% de suas propriedades deixando 20%
de reserva florestal, cumprindo a lei. Quando a lei foi alterada
recentemente e passou a exigir 80% de reserva, obrigou o agricultor a
reflorestar aquilo que a lei anterior autorizara a usar para a
agricultura. Acontece que a despesa com reflorestamento torna-se maior
que o valor da propriedade, depreciado pela situação de ilegalidade.

Na comunidade do Flexal, na reserva indígena Raposa-Serra do Sol, as
autoridades apreenderam os instrumentos usados pelos índios para
fermentar (pubar) a raiz da mandioca por causa da liberação do ácido
cianídrico.

Poderia ampliar indefinidamente os exemplos de abusos e absurdos contra a agricultura e os agricultores (pequenos, médios e grandes), o
que prometo fazer em mensagens seguintes. Por enquanto desejo apenas
reafirmar o meu compromisso com o meio ambiente e com o ideal de um
País que construiu a sua história, preservando a natureza.

A título de exemplo, enquanto o Estado do Amazonas dispõe de 98% do seu território
coberto por vegetação nativa, a Holanda do Greenpeace não chega a
0,3%, o que a ONG batava considera mais do que o suficiente, já que
não consta de sua plataforma, em seu país de origem, qualquer
reivindicação de reserva legal ou área de preservação permanente.

Em mensagens próximas, falarei do verdadeiro interesse dessa ONG, que
concentra todos o seus esforços em cercar a Amazônia brasileira, pouco
ligando para desastres ambientais urbanos que atingem milhões de
brasileiros. De qualquer forma, o conteúdo do debate sobre o Código
Florestal você pode encontrar no seguinte endereço:

http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/pl187699

Como último esclarecimento, ao contrário do que insinua a ONG holandesa, nunca integrei a bancada da agropecuária, chamada ruralista, embora deputados do meu partido e de outros partidos de esquerda a integrem como parte do esforço de defender a agricultura e a pecuária do Brasil contra os interesses dos países ricos.
Atenciosamente,
Aldo Rebelo
Deputado Federal PCdoB-SP
www.aldorebelo.com.br
Telefone (61) 3215-5967

 

 

 

 

 

UMA CARTA

domingo, 29 de novembro de 2009

Por Valéria Patricia Godinho

Escrevo estas linhas para congratular-me com o seu blogue que leio há um ano. Inclua aí o periodo em que v. ficou sem postar nada, quase tres meses ou mais. Eu relia o que estava publicado, como as “Séries”, especialmente tudo o que publicou no www.franklinjorge.com/site, que v. esqueceu, e que contém algumas páginas inesquecíveis que li para o meu pai quando ele, já no fim da vida, enfrentava a adversidade num leito de hospital. Quero dizer-lhe que ele se sentia muito confortado, ouvindo seus relatos sobre a nossa querida Amazônia.

Tudo o que v. escreve tem densidade e estilo, o seu estilo, uma marca registrada. V. leu muito e isso se faz notar em tudo o que tem a sua assinatura. Era o que papai comentava, já em seus últimos dias, pedindo-me algumas vezes que relesse algum trecho de “Abaixo do Equador” e de “O Ouro de Goiás”, que reavivava a sua memória dos lugares que ele percorreu quando moço e que v., sem o saber, resgatou nessas páginas dignas de um grande mestre literário.

Hoje faz um ano da sua morte. Passei todo o dia relendo-o, Franklin Jorge. Como uma forma de ter o meu pai outra vez, ao lembrar-me da satisfação que ele experimentava ao saborear seus escritos. Deus o cubra de bênçãos.

UERN: É MUITA ONDA!

domingo, 23 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Mossoró - Uma leitora desta página, que se identifica simplesmente como Talita I., comenta o artigo aqui postado no último dia 21 sob o titulo “A Última da UERN”, referente ao mau uso que a instituição está fazendo do Pro-Jovem, projeto do governo federal que administra em prejuizo dos próprios funcionários contratados através de concurso público para executá-lo.

A leitora especialmente arguta apresenta razões que justificam o clima de bajulação e subserviencia que reina na UERN, mais precisamente no gabinete do vice-reitor, professor doutor Aécio Cândido (cujo doutorado feito no Canadá não foi reconhecido pelo Ministério da Educação), personagem esdruxula que colaborado para a má fama da instituição, domina o próprio reitor e se destaca por seu maquiavelismo e inescrupulosidade à serviço de seus interesses particulares.

Leiamo-la, para sabermos mais sobre o mecanismo interno de uma instituição mantida com dinheiro púbico:

A MANHA DA PROMOÇÃO

Talita L

Do jeito que está é muito bom, tanto para a administração como para os funcionários. É um nicho de benesse com o dinheiro público. Por exemplo , tem “provisórios” que passaram num concurso público da UERN há uns 2 ou 3 anos atrás, mas preferiu ficar na condição de servo do Aecio porque o mesmo lhe oferecia , entre outras coisas, mais vantagens com o dinheiro do povo.

Vejam como funciona a manha:(das coquetes da reitoria e o resto)

Optando por ficar com o sacrifício de ter que agradar seus “comandantes” para que sua recontratação seja aprovada a cada onze meses. Isso é o que eu chamo de lavagem cerebral. Depois, essas crias se sentem desrespeitadas e lamentam, como forma de ganhar gratificações dizendo:

- “Ó senhores, me chamam de babão e outras coisas, só porque, meus senhores, este humilde servo admira vosso trabalho e competência e decidiu votar em Vossa Magnificência. Ó que humilhação. Tou sofrendo tanto por causa de vocês. Só por que defendi V. Senhorias. Não há nada de ilegal nesse meu contrato. Eles são invejosos. Não posso nem ir ali que as pessoas já olham atravessado. Que desumano. Mas prefiro viver nessa condição do que ser ignorante e não reconhecer o vosso prestígio”

- “Na verdade esse é um servo fiel (diz o chefão espertamente. Pois sabe que esse é o preço pago pela barganha). Vamos gratificar esse pobre coitado no salário para compensar essa humilhação por qual esta criatura passou por nossa causa.

É assim.

Eles ficam doidos para serem criticados para ter o que dizer ao chefe.

Pois bem, leitores. É assim que esses funcionários ganham gratificações “por baixo dos panos”…

E a Rita correndo de um lado para outro, fingindo que está lutando por uma justa causa. É muita onda nessa UERN.

De A ÚLTIMA DA UERN, 21/08/2009, 16:53

LEITORA PROTESTA CONTRA FLÁVIO VERAS

domingo, 23 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Macau - Uma leitora que se identifica como Fernanda Maria Gonçalves, macauense de origem radicada na cidade do Assu, protesta veementemente contra as referencias que fiz aqui ao prefeito Flávio Veras.

Por índole e formação, tenho por norma respeitar a opinião alheia e o tenho feito, como é do conhecimento de todos que eventualmente têm lido o que escrevo, em todas as circunstancias, mesmo quando de alguma forma a opinião é contrária aos meus interesses.

No presente caso, não tenho interesse algum, pois sequer conheço pessoalmente o prefeito Flávio Veras e apesar de já estar aqui em Macau desde a última sexta-feira, não me dei ao trabalho de procura-lo; e ignoro até se ele mora mesmo aqui ou faz como muitos outros prefeitos que só comparecem aos seus municipios para botar a mão no dinheiro público. Apenas externei minhas impressões da cidade que de fato me pareceu muito diferente daquela Macau suja e fedorenta do tempo do prefeito José Antonio Menezes, que, no exercicio do mandato, ocupou-se apenas de se locupletar sem nenhum respeito aos macauenses.

Flávio Veras, como está à vista de todos, mudou a cidade para melhor. Hoje, em seu aspecto mais evidente, faz gosto caminhar pelas ruas de Macau, limpas e bem cuidadas, ao contrário do que se via no tempo de Menezes, aliás condenado pela Justiça a devolver aos cofres públicos o dinheiro de que se apossou ilegalmente.

Leitor de Voltaire desde criancinha, abro espaço para o e-mail desapontado, tendo em mente o que disse o autor de “Cândido”, o liberal precursor dos Iluministas franceses: “não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo”…

Leiamo-la:

Acabo de retirar seu blog dos meus favoritos. Como moradora do Assu e filha de Macau me senti agredida com os elogios do senhor ao prefeito que destroi nossa cidade e que lamentavelmente o senhor elogia.
Adeus.

Fernanda Maria Gonçalves

O LEITOR ESCREVE E ANALISA

domingo, 29 de março de 2009

Por Franklin Senna

Franklin Jorge, não sou jornalista nem escritor mas espero que publique estas minhas palavras. Acompanho sua exitosa trajetória na cultura e no jornalismo cultural e politico desde 1972 ou 74, quando o li em jornais do Rio e soube através do poeta Homero Homem que era meu conterrâneo e um intelectual muito jovem. Penso até que não tinha nem vinte anos.

Sei que tem enfrentado muitas batalhas e sofrido golpes e difamações, por ser livre e ter talento, condições que em geral despertam a inveja e os piores instintos daqueles que não podem ser como você: culto, talentoso e com a coragem de ter e de publicar as suas opiniões com as quais podemos concordar ou não, mas que até agora têm se mostrado lúcidas e sensatas. O que você escreve não é subalterno nem tem aquele “cheiro” de negócio que vaza de alguns articulistas que escrevem apenas para adular e para preencher os espaços vazios dos jornais com argumentos incríveis e com aquela autoconfiança dos meliantes que apostam na suspeita de que o mundo está feito apenas de bobos e pouquissimos espertos.

Apesar disso quero pedir-lhe que dê um jeito neste Blog e no seu Site que não tenho conseguido acessar senão com muita dificuldade e obstinação. Há dias venho tentando postar comentários abaixo de artigos seus, sem sucesso. Vários textos aparecem desfigurados etc. Quando consegui finalmente postar um comentário, depois de horas de tentativas infrutíferas, meu nome apareceu incompleto, o que me faz pensar que você está sendo de alguma forma boicotado e prejudicado em seu esforço de nos oferecer o melhor. Observei que você está sem postar nada no Site - as “Séries” foram interrompidas, frustrando o leitor, como eu, que acompanhava religiosamente a cada dia a publicação de um novo capitulo.

O espaço que você abriu recentemente para a nossa Universidade Estadual -UERN- merece menção por tornar público os bastidores de uma eleição que sempre passou despercebida e sem discussão. Agora sabemos Quem é Quem naquele verdadeiro valhacouto em que se transformou a vice-reitoria nesses últimos quatro anos. Sem este “O Santo Ofício”, tudo teria ficado restrito aos limites dos muros da UERN. Você corajosamente os derrubou e expôs á opinião pública que o atual vice-reitor está nu e só não foi penalizado ainda por atentado ao pudor porque parece haver uma máfia muito ativa  no circuito acadêmico.

Observei também que você resolveu nas últimas semanas investir apenas no Blogo “O Santo Ofício”. Tudo ia bem até ujm certo ponto, mas os problemas apareceram e por fim se agravaram. Acredito que outros leitores estejam sofrendo as mesmas dificuldades que eu para inserir comentários. Procure resolver isto, pois esta página já faz parte do nosso patrimônio cultural. É através dela e não das atividades das instituições oficiais que podemos constatar que ainda há vida intelectual inteligente em nosso “Rio Grande do Norte sem sorte”, no dizer de um poeta de Natal de quem não lembro mais o nome. Ah, lembrei-me e espero estar certo: Bosco Lopes!

Espero que estas mal-traçadas linhas cheguem ao seu conhecimento e que você, mesmo não encontrando mérito literário nelas, publique-as, porque penso que sem ter procuração de ninguém, falo também por muitos outros leitores que aplaudem o seu trabalho e se regozijam da sua integridade intelectual.Se achar necessário, melhore o estilo pois não sou escritor nem jornalista profissional, apenas um leitor que reconhece o mérito e respeita a ética.