Por Franklin Senna
Franklin Jorge, não sou jornalista nem escritor mas espero que publique estas minhas palavras. Acompanho sua exitosa trajetória na cultura e no jornalismo cultural e politico desde 1972 ou 74, quando o li em jornais do Rio e soube através do poeta Homero Homem que era meu conterrâneo e um intelectual muito jovem. Penso até que não tinha nem vinte anos.
Sei que tem enfrentado muitas batalhas e sofrido golpes e difamações, por ser livre e ter talento, condições que em geral despertam a inveja e os piores instintos daqueles que não podem ser como você: culto, talentoso e com a coragem de ter e de publicar as suas opiniões com as quais podemos concordar ou não, mas que até agora têm se mostrado lúcidas e sensatas. O que você escreve não é subalterno nem tem aquele “cheiro” de negócio que vaza de alguns articulistas que escrevem apenas para adular e para preencher os espaços vazios dos jornais com argumentos incríveis e com aquela autoconfiança dos meliantes que apostam na suspeita de que o mundo está feito apenas de bobos e pouquissimos espertos.
Apesar disso quero pedir-lhe que dê um jeito neste Blog e no seu Site que não tenho conseguido acessar senão com muita dificuldade e obstinação. Há dias venho tentando postar comentários abaixo de artigos seus, sem sucesso. Vários textos aparecem desfigurados etc. Quando consegui finalmente postar um comentário, depois de horas de tentativas infrutíferas, meu nome apareceu incompleto, o que me faz pensar que você está sendo de alguma forma boicotado e prejudicado em seu esforço de nos oferecer o melhor. Observei que você está sem postar nada no Site - as “Séries” foram interrompidas, frustrando o leitor, como eu, que acompanhava religiosamente a cada dia a publicação de um novo capitulo.
O espaço que você abriu recentemente para a nossa Universidade Estadual -UERN- merece menção por tornar público os bastidores de uma eleição que sempre passou despercebida e sem discussão. Agora sabemos Quem é Quem naquele verdadeiro valhacouto em que se transformou a vice-reitoria nesses últimos quatro anos. Sem este “O Santo Ofício”, tudo teria ficado restrito aos limites dos muros da UERN. Você corajosamente os derrubou e expôs á opinião pública que o atual vice-reitor está nu e só não foi penalizado ainda por atentado ao pudor porque parece haver uma máfia muito ativa no circuito acadêmico.
Observei também que você resolveu nas últimas semanas investir apenas no Blogo “O Santo Ofício”. Tudo ia bem até ujm certo ponto, mas os problemas apareceram e por fim se agravaram. Acredito que outros leitores estejam sofrendo as mesmas dificuldades que eu para inserir comentários. Procure resolver isto, pois esta página já faz parte do nosso patrimônio cultural. É através dela e não das atividades das instituições oficiais que podemos constatar que ainda há vida intelectual inteligente em nosso “Rio Grande do Norte sem sorte”, no dizer de um poeta de Natal de quem não lembro mais o nome. Ah, lembrei-me e espero estar certo: Bosco Lopes!
Espero que estas mal-traçadas linhas cheguem ao seu conhecimento e que você, mesmo não encontrando mérito literário nelas, publique-as, porque penso que sem ter procuração de ninguém, falo também por muitos outros leitores que aplaudem o seu trabalho e se regozijam da sua integridade intelectual.Se achar necessário, melhore o estilo pois não sou escritor nem jornalista profissional, apenas um leitor que reconhece o mérito e respeita a ética.