Arquivo da Categoria ‘Do Leitor’

UMA CARTA

domingo, 29 de novembro de 2009

Por Valéria Patricia Godinho

Escrevo estas linhas para congratular-me com o seu blogue que leio há um ano. Inclua aí o periodo em que v. ficou sem postar nada, quase tres meses ou mais. Eu relia o que estava publicado, como as “Séries”, especialmente tudo o que publicou no www.franklinjorge.com/site, que v. esqueceu, e que contém algumas páginas inesquecíveis que li para o meu pai quando ele, já no fim da vida, enfrentava a adversidade num leito de hospital. Quero dizer-lhe que ele se sentia muito confortado, ouvindo seus relatos sobre a nossa querida Amazônia.

Tudo o que v. escreve tem densidade e estilo, o seu estilo, uma marca registrada. V. leu muito e isso se faz notar em tudo o que tem a sua assinatura. Era o que papai comentava, já em seus últimos dias, pedindo-me algumas vezes que relesse algum trecho de “Abaixo do Equador” e de “O Ouro de Goiás”, que reavivava a sua memória dos lugares que ele percorreu quando moço e que v., sem o saber, resgatou nessas páginas dignas de um grande mestre literário.

Hoje faz um ano da sua morte. Passei todo o dia relendo-o, Franklin Jorge. Como uma forma de ter o meu pai outra vez, ao lembrar-me da satisfação que ele experimentava ao saborear seus escritos. Deus o cubra de bênçãos.

UERN: É MUITA ONDA!

domingo, 23 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Mossoró - Uma leitora desta página, que se identifica simplesmente como Talita I., comenta o artigo aqui postado no último dia 21 sob o titulo “A Última da UERN”, referente ao mau uso que a instituição está fazendo do Pro-Jovem, projeto do governo federal que administra em prejuizo dos próprios funcionários contratados através de concurso público para executá-lo.

A leitora especialmente arguta apresenta razões que justificam o clima de bajulação e subserviencia que reina na UERN, mais precisamente no gabinete do vice-reitor, professor doutor Aécio Cândido (cujo doutorado feito no Canadá não foi reconhecido pelo Ministério da Educação), personagem esdruxula que colaborado para a má fama da instituição, domina o próprio reitor e se destaca por seu maquiavelismo e inescrupulosidade à serviço de seus interesses particulares.

Leiamo-la, para sabermos mais sobre o mecanismo interno de uma instituição mantida com dinheiro púbico:

A MANHA DA PROMOÇÃO

Talita L

Do jeito que está é muito bom, tanto para a administração como para os funcionários. É um nicho de benesse com o dinheiro público. Por exemplo , tem “provisórios” que passaram num concurso público da UERN há uns 2 ou 3 anos atrás, mas preferiu ficar na condição de servo do Aecio porque o mesmo lhe oferecia , entre outras coisas, mais vantagens com o dinheiro do povo.

Vejam como funciona a manha:(das coquetes da reitoria e o resto)

Optando por ficar com o sacrifício de ter que agradar seus “comandantes” para que sua recontratação seja aprovada a cada onze meses. Isso é o que eu chamo de lavagem cerebral. Depois, essas crias se sentem desrespeitadas e lamentam, como forma de ganhar gratificações dizendo:

- “Ó senhores, me chamam de babão e outras coisas, só porque, meus senhores, este humilde servo admira vosso trabalho e competência e decidiu votar em Vossa Magnificência. Ó que humilhação. Tou sofrendo tanto por causa de vocês. Só por que defendi V. Senhorias. Não há nada de ilegal nesse meu contrato. Eles são invejosos. Não posso nem ir ali que as pessoas já olham atravessado. Que desumano. Mas prefiro viver nessa condição do que ser ignorante e não reconhecer o vosso prestígio”

- “Na verdade esse é um servo fiel (diz o chefão espertamente. Pois sabe que esse é o preço pago pela barganha). Vamos gratificar esse pobre coitado no salário para compensar essa humilhação por qual esta criatura passou por nossa causa.

É assim.

Eles ficam doidos para serem criticados para ter o que dizer ao chefe.

Pois bem, leitores. É assim que esses funcionários ganham gratificações “por baixo dos panos”…

E a Rita correndo de um lado para outro, fingindo que está lutando por uma justa causa. É muita onda nessa UERN.

De A ÚLTIMA DA UERN, 21/08/2009, 16:53

LEITORA PROTESTA CONTRA FLÁVIO VERAS

domingo, 23 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Macau - Uma leitora que se identifica como Fernanda Maria Gonçalves, macauense de origem radicada na cidade do Assu, protesta veementemente contra as referencias que fiz aqui ao prefeito Flávio Veras.

Por índole e formação, tenho por norma respeitar a opinião alheia e o tenho feito, como é do conhecimento de todos que eventualmente têm lido o que escrevo, em todas as circunstancias, mesmo quando de alguma forma a opinião é contrária aos meus interesses.

No presente caso, não tenho interesse algum, pois sequer conheço pessoalmente o prefeito Flávio Veras e apesar de já estar aqui em Macau desde a última sexta-feira, não me dei ao trabalho de procura-lo; e ignoro até se ele mora mesmo aqui ou faz como muitos outros prefeitos que só comparecem aos seus municipios para botar a mão no dinheiro público. Apenas externei minhas impressões da cidade que de fato me pareceu muito diferente daquela Macau suja e fedorenta do tempo do prefeito José Antonio Menezes, que, no exercicio do mandato, ocupou-se apenas de se locupletar sem nenhum respeito aos macauenses.

Flávio Veras, como está à vista de todos, mudou a cidade para melhor. Hoje, em seu aspecto mais evidente, faz gosto caminhar pelas ruas de Macau, limpas e bem cuidadas, ao contrário do que se via no tempo de Menezes, aliás condenado pela Justiça a devolver aos cofres públicos o dinheiro de que se apossou ilegalmente.

Leitor de Voltaire desde criancinha, abro espaço para o e-mail desapontado, tendo em mente o que disse o autor de “Cândido”, o liberal precursor dos Iluministas franceses: “não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo”…

Leiamo-la:

Acabo de retirar seu blog dos meus favoritos. Como moradora do Assu e filha de Macau me senti agredida com os elogios do senhor ao prefeito que destroi nossa cidade e que lamentavelmente o senhor elogia.
Adeus.

Fernanda Maria Gonçalves

O LEITOR ESCREVE E ANALISA

domingo, 29 de março de 2009

Por Franklin Senna

Franklin Jorge, não sou jornalista nem escritor mas espero que publique estas minhas palavras. Acompanho sua exitosa trajetória na cultura e no jornalismo cultural e politico desde 1972 ou 74, quando o li em jornais do Rio e soube através do poeta Homero Homem que era meu conterrâneo e um intelectual muito jovem. Penso até que não tinha nem vinte anos.

Sei que tem enfrentado muitas batalhas e sofrido golpes e difamações, por ser livre e ter talento, condições que em geral despertam a inveja e os piores instintos daqueles que não podem ser como você: culto, talentoso e com a coragem de ter e de publicar as suas opiniões com as quais podemos concordar ou não, mas que até agora têm se mostrado lúcidas e sensatas. O que você escreve não é subalterno nem tem aquele “cheiro” de negócio que vaza de alguns articulistas que escrevem apenas para adular e para preencher os espaços vazios dos jornais com argumentos incríveis e com aquela autoconfiança dos meliantes que apostam na suspeita de que o mundo está feito apenas de bobos e pouquissimos espertos.

Apesar disso quero pedir-lhe que dê um jeito neste Blog e no seu Site que não tenho conseguido acessar senão com muita dificuldade e obstinação. Há dias venho tentando postar comentários abaixo de artigos seus, sem sucesso. Vários textos aparecem desfigurados etc. Quando consegui finalmente postar um comentário, depois de horas de tentativas infrutíferas, meu nome apareceu incompleto, o que me faz pensar que você está sendo de alguma forma boicotado e prejudicado em seu esforço de nos oferecer o melhor. Observei que você está sem postar nada no Site - as “Séries” foram interrompidas, frustrando o leitor, como eu, que acompanhava religiosamente a cada dia a publicação de um novo capitulo.

O espaço que você abriu recentemente para a nossa Universidade Estadual -UERN- merece menção por tornar público os bastidores de uma eleição que sempre passou despercebida e sem discussão. Agora sabemos Quem é Quem naquele verdadeiro valhacouto em que se transformou a vice-reitoria nesses últimos quatro anos. Sem este “O Santo Ofício”, tudo teria ficado restrito aos limites dos muros da UERN. Você corajosamente os derrubou e expôs á opinião pública que o atual vice-reitor está nu e só não foi penalizado ainda por atentado ao pudor porque parece haver uma máfia muito ativa  no circuito acadêmico.

Observei também que você resolveu nas últimas semanas investir apenas no Blogo “O Santo Ofício”. Tudo ia bem até ujm certo ponto, mas os problemas apareceram e por fim se agravaram. Acredito que outros leitores estejam sofrendo as mesmas dificuldades que eu para inserir comentários. Procure resolver isto, pois esta página já faz parte do nosso patrimônio cultural. É através dela e não das atividades das instituições oficiais que podemos constatar que ainda há vida intelectual inteligente em nosso “Rio Grande do Norte sem sorte”, no dizer de um poeta de Natal de quem não lembro mais o nome. Ah, lembrei-me e espero estar certo: Bosco Lopes!

Espero que estas mal-traçadas linhas cheguem ao seu conhecimento e que você, mesmo não encontrando mérito literário nelas, publique-as, porque penso que sem ter procuração de ninguém, falo também por muitos outros leitores que aplaudem o seu trabalho e se regozijam da sua integridade intelectual.Se achar necessário, melhore o estilo pois não sou escritor nem jornalista profissional, apenas um leitor que reconhece o mérito e respeita a ética.