Arquivo da Categoria ‘Evento’

SEMANA DE ESTUDOS DE ESTUDOS LINGUISTICOS

sábado, 28 de agosto de 2010

Por Pedro Fernandes


Pau dos Ferros
-O ano de 2010 marca a sétima edição da Semana de Estudos Linguísticos e Literários de Pau dos Ferros (SELLP); pela dimensão que o evento ocupou nas últimas edições, este ano se propõe o enlarguecimento de suas fronteiras.

Creio que essa deva ser a proficuidade de todo evento acadêmico ou de estudos - sua constante evolução e não seu encasulamento como ocorre a outros eventos. Por isso, paralela a VII SELLP se realiza esse ano o I Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários. Na página do evento já está disponível todas as informações para inscrições, que seguem até o prazo final de 10 de setembro de 2010.

Na listagem de minicursos chamo atenção para o Minicurso 3 - Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá que será ministrado por mim.

Este será um grande momento de discussão da obra de três grandes escritores contemporâneos, sobretudo, José Saramago. Aos que se interessarem em se inscreverem para eles solicito que leia as informações postadas no meu blog

http://letrasinversoreverso.blogspot.com/2010/05/dois-novos-momentos-para-agenda.html

Informações: http://www.uern.br/eventos/sellp/index.html

NATAL, A CIDADE DO PRAZER

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O refúgio prazeroso do europeu na SBPC

Por Stella Galvão

Uma mesa redonda realizada na manhã do dia 28 de julho, durante o congresso da SBPC, teve o projeto de pesquisa “Natal, refúgio prazeroso do europeu” como tema de debate ocorrido nas dependências da UFRN .

Falou-se durante mais de uma hora sobre os desdobramentos do turismo sexual em termos de ligações afetivas e arranjos de vida em comum que surgem na noite de Natal. Participaram Maria da Paz, presidente da ASPRORN (Associação dos e das Profissionais de Sexo do Rio Grande do Norte) e Pablo Capistrano, professor de filosofia do IFRN, a convite da coordenadora da pesquisa, Stella Galvão, professora de Comunicação da Universidade Potiguar.

Debateram o assunto com Francisco de Paula, diretor do curso de Publicidade e Propaganda da UnP e Gustavo Bittencourt, diretor adjunto do curso de Design Gráfico também da UnP. Os alunos Elnatana Barreto, de Publicidade, e Tadeu de Oliveira, de Jornalismo, que são bolsistas da pesquisa, também deram contribuição importante para trazer o assunto à tona, com relatos das garotas que eles têm entrevistado na vida noturna da cidade.

Na visão de Capistrano, criou-se uma autêntica xenofobia [aversão e medo diante do diferente, do que é desconhecido] da população de classe média da capital potiguar aos redutos de prostituição em Ponta Negra. “Aquilo era um balneário de Natal. Com a chegada dos estrangeiros, começou a aparecer moças de periferia, vendedores, começou a haver uma movimentação comercial que atraía pessoas de diferentes cantos da cidade. E parece haver uma conexão clara entre essa xenofobia e a entrada de pessoas de baixo poder aquisitivo em espaços físicos que antes eram fechados a eles. E aquelas eram as nossas mulheres. E sabíamos onde encontrá-las. Eu ia lá, usava como queria e depois voltava para o meu espaço.”

Além da perda do balneário que até a década de 1980 era pouco habitado e quase inacessível para a população sem carro, o filósofo toca em outro ponto delicado: a necessária convivência dos mais abonados, que frequentam restaurantes e shoppings, com as acompanhantes dos turistas. “Agora, elas também vão ao badalado restaurante Camarões e topam com as senhoras de Petropólis que ficam chocadas porque só as imaginava entrando ali para limpar o chão. É ter que engolir que aquela garota está comendo o mesmo prato que a dama de classe média alta”. São questões sociais e culturais que contribuem para convulsionar e dificultar o convívio entre estes mundos. Como um apartheid consentido de parte a parte.

Para Maria da Paz, o turista europeu que vem em busca de serviços sexuais é muito bem vindo por três razões principais: porque faz circular mais dinheiro no mercado, porque trata as garotas com mais delicadeza e educação que os brasileiros e ainda se dispõe a bancá-las no longo prazo. Ela contou a história da amiga que se mantém na ponte aérea Brasil-Europa tendo um italiano por provedor e um gigolô natalense por amante. “As mulheres são beneficiadas, sem dúvida alguma, principalmente aquelas que trabalham de forma autônoma, sem se vincular a um cafetão”.

Ela defendeu que o turismo sexual resulte em alguma modalidade de contribuição simbólica, regular, a ser proposta e regulamentada, para se formar um fundo que dê apoio para mulheres em situações frágeis na relação sexual, principalmente crianças e adolescentes ou mulheres não alfabetizadas. De Paula aplaudiu a ideia, mas Capistrano insistiu na regulamentação da profissão de prostituta como meio de assegurar direitos consagrados para outras categorias profissionais.

O tema será retomado oportunamente no blog http://natalmuitoprazer.blogspot.com.

CAICÓ VISTA POR JOÃO MARIA ALVES

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Repórter-fotográfico lança livro com imagens do Seridó

O repórter-fotográfico João Maria Alves lança esta semana seu livro de fotografias cujo título é “Cidades Seridoenses- Caicó”.

O primeiro lançamento aconteceu em Caicó no ultimo sábado, dia 24 de julho, no Colégio Diocesano, durante a festa dos ex-alunos.

No domingo, dia 25, o lançamento aconteceu no Bar do Ferreirinha, tradicional reduto da boemia caicoense.

Em Natal, o lançamento será na quarta-feira, dia 28 de julho durante a Reunião da SBPC, no Campus Universitário da UFRN.

O autor

João Maria Alves é fotojornalista há 30 anos. Trabalhou em vários veículos de comunicação do Estado, também com fotos publicadas em alguns impressos do sul do país.

Em 1984 o fotojornalista foi o único do Rio Grande do Norte a cobrir as convenções de Tancredo Neves, Paulo Maluf e Mário Andreazza, em Brasília.

João participou de várias exposições fotográficas coletivas e individuais. No exterior, suas fotos foram expostas no Café Kieselstein, cidade de Potsdan, Alemanha, em fevereiro de 2009.

No currículo do fotógrafo, também tem premiações em concursos de fotografias, destacando-se o prêmio Itaú Cultural de Fotografia sobre o tema “árvores floridas, campos floridos”. Além disso, João é um dos fundadores do Jornal da Fotografia, lançado em junho do ano passado.

O repórter-fotográfico também cobriu o grande acidente do Baldo ocorrido no Carnaval de 1984, onde várias pessoas foram mortas. Esse acidente chegou inclusive a ser tema de um programa da Rede Globo de Televisão, no qual João Maria Alves foi um dos entrevistados.

João Maria Alves é um dos fundadores do Jornal Metropolitano, com os jornalistas José Roberto da Costa Lima, Gilberto de Souza e Francisco Duarte Guimarães.

Atualmente João Maria Alves é repórter-fotográfico da Tribuna do Norte, cobrindo diversas áreas, como política, cotidiano e cidades.

BOLETIM DO CARIRI CANGAÇO 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Divulgação

Por Manoel Severo,

Coordenador do Cariri Cangaço 2010

Depois de todos esses anos, Zé Lourenço e Antônio Conselheiro se encontram no Cariri Cangaço. Na abertura de seu segundo dia, em 18 de agosto deste ano, na Capela de Santo Inácio de Loyola, no Sítio Caldeirão do Deserto, a partir das 9:30 H, teremos as Conferências: Religiosidades, Memórias e Movimentos Sociais, com o professor doutor, Lemuel Rodrigues, e a Conferência: Antônio Conselheiro – O Perfil, com o pesquisador e professor Múcio Procópio.

O Moderador do Debate será o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo; teremos ainda como Debatedores dos Temas Apresentados; o professor Domingos Sávio Cordeiro e o professor Sandro Leonel, bisneto de Severino Tavares.

Cariri Cangaço, a história contada como você nunca viu! 

 

SERVIÇO: Dia 18 de agosto de 2010 – 9:30 H Manhã do segundo dia do Cariri Cangaço – Sítio Caldeirão do Deserto – Crato – Ceará.

Tudo isso e muito mais novidades sobre o Cariri Cangaço, você encontra acessando:

www.cariricangaco.blogspot.com

 

XII FÓRUM DO CANGAÇO

domingo, 9 de maio de 2010

PROGRAMAÇÃO

Local:
Mossoró-RN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

Período:
08 a 10 de junho de 2010

Coordenação Geral:

Lemuel Rodrigues da Silva

Comissão Organizadora:
Alexsandro Donato Carvalho; André Victor Cavalcanti Seal Cunha; Emanuel Pereira Braz; Lemuel Rodrigues da Silva; Paulo Medeiros Gastão.

Realização:

Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC
Grupo de Pesquisa em Ensino de História e Geografia – GPEHG/DHI/FAFIC/UERN

Organização:

Associação Nacional de História – Núcleo Rio Grande do Norte - ANPUH-RN
Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN

Contatos:

Lemuel Rodrigues da Silva 84-8868-0950/84-3315-2142 – lemuelrsilva@hotmail.com

Cronograma de atividades

Dia 08/06/10 – Terça-feira.

19:15 h
Local: Auditório da FAFIC/UERN
Solenidade de abertura

20:00 h
Conferência de abertura
Tema: Cangaço: entre o saber histórico e o conhecimento escolar.
Conferencista: Prof. Ms. Honório de Medeiros (UNP/SBEC)
Coordenação: Ângelo Osmiro Barreto (Presidente SBEC)

Dia 09/06/10 – Quarta-feira

08:00h.
Atividade de campo:
Local: Museu do Sertão
Exposição: Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes (DGE/FAFIC/UERN)
Debatedor: Prof. Dr. Hélder do Nascimento Viana (DHI/UFRN/ANPUH-RN)
Coordenação: Prof. Ms. Alexsandro Donato Carvalho (FE/UERN/ANPUH-RN)
Horário de saída e local: 7:00h. (Memorial da Resistência)

19:15h.
Local: Auditório da FAFIC/UERN
Mesa redonda:
Tema: Historiografia do cangaço
Debatedores:
1º Prof. Antônio Vilela de Sousa (Rede Pública de ensino do Estado de Pernambuco/SBEC)
2º Prof. Esp. Marcílio Lima Falcão (DHI/FAFIC/UERN)
3º Prof. Dr. Lemuel Rodrigues da Silva (DHI/FAFIC/UERN/SBEC)
Coordenador: Prof. Ms Francisco Linhares Fonteles Neto (DHI/FAFIC/UERN)

Dia 10/06/10 – Quinta-feira

08:00h.
Atividade de campo:
Visita a Capela de São Vicente e Memorial da Resistência
Mesa Redonda:
Local: Capela de São Vicente:
Tema: Lugares de memória e suas influências na construção do discurso de cidade libertária.
Debatedores:
1º Prof. Esp. Fernando César Câmara (Rede Pública de ensino do Estado do Rio Grande do Norte)
2º Escritor Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira (SBEC)
3º Escritor Geraldo Maia do Nascimento (SBEC)
Coordenador: Prof. Ms. Alexsandro Donato de Carvalho (FE/UERN/ANPUH-RN)

15:30h.
Assembléia Geral da SBEC.
Local: Auditório da FAFIC/UERN

19:15h
Local: Auditório da FAFIC/UERN
Posse da nova diretoria da SBEC

19:30h
Mesa Redonda:
Tema: O Cangaço e a construção da identidade regional e seus reflexos no processo de ensino e aprendizagem.
Debatedores:
1º Prof. Esp. José Jadson Arnaud Amâncio (Rede Pública de ensino do Estado do Rio Grande do Norte e DHI/FAFIC/UERN)
2º Prof. Ms André Victor Cavalcanti Seal da Cunha (DHI/FAFIC/UERN)
3º Prof. José Paulo Ferreira de Moura (SBEC)
Coordenador: Prof. Ms. Emanuel Pereira Braz (DHI/FAFIC/UERN)

22:00h
Encerramento
Programação Cultural;
Espetáculo Chuva de bala no País de Mossoró
Local: Capela de São Vicente

EELP:EMBROMAÇÃO OU RENOVAÇÃO?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Por Antonio Nahud Júnior *

 

 

Participei como escritor-convidado de dois proveitosos encontros de literatura lusófona: o primeiro em Sintra, Portugal, no final dos anos 90; o segundo, na Ilha de São Miguel, nos Açores, anos depois. De olhos e ouvidos bem abertos, honrado por estar ao lado de artesãos da palavra, aprendi - e muito - com nomes excepcionais como Mia Couto, José Craveirinha, Pepetela, Germano de Almeida, Vasco Graça Moura etc.

 

Portanto, só posso ficar pasmo com a tímida programação oficial do 1º Encontro de Escritores de Língua Portuguesa em Natal (EELP). Afinal, nem de longe traduz o evento alardeado pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), ou seja, de união e difusão da cultura lusófona.

 

O talentoso angolano José Eduardo Agualusa representará todas as feras estrangeiras de língua portuguesa?

 

O meu conterrâneo João Ubaldo Ribeiro levará nas costas a ausência de figuras expressivas da literatura brasileira? Grande responsabilidade.

 

Cadê os mais conceituados emissários da palavra de Moçambique, Timor-Leste, Cabo Verde, Angola, Portugal e Guiné Bissau?

 

Quais os resultados positivos que serão extraídos deste desencontro lingüístico/literário em hora tão ingrata e com tantas ausências sentidas? Serão concretizados projetos culturais que visam o bem de todos?

 

Para além das conferências, não se vê no EELP lançamentos de livros, workshops, leituras, espetáculos de teatro, exposições de artes plásticas etc. Está mais para reunião de notáveis escritores/jornalistas do Rio Grande do Norte com duas ou três ricas belezuras de fora para enfeitar o bolo, justificando a grana preta investida.

 

Esta é a intenção real? Então, tudo bem, mas não se deve vender ao público a inverdade de um suposto encontro lusófono internacional.

 

O EELP nem de longe lembra a qualidade (e a organização) do Encontro Natalense de Escritores (ENE), promovido pela gestão municipal anterior. Sei que a idéia não é dar continuidade ao ENE, mas onde está a sabedoria em deixar de lado o que funciona com relevância para investir no superficial, na mesmice? Isso é o que chamam de renovação??

 

Dizem que a coordenação está nas mãos do padrasto da prefeita Micarla de Souza e a Funcarte nada apita. Sendo assim, pergunto: é oferta familiar de mão beijada, sem consultoria especializada, sem nenhuma preocupação com o público ou com os escritores interessados no fazer literário ou na discussão da língua portuguesa? Mas dá no mesmo. Se a Funcarte apitasse sua equipe saberia a diferença entre um Luandino Vieira e um Antônio Lobo Antunes? Duvido.

 

 

*Escritor e jornalista. Autor de nove livros. Três deles publicados em Portugal. Participou como escritor-convidado do ENE, da Bienal do Livro da Bahia, da FLIP, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e da Feira do Livro de Porto Alegre.

 

 

VERÃO DE TODOS EM TIBAU

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Por Lúcia Rocha

A cidade-praia de Tibau foi contemplada com o projeto Verão de Todos, do Governo do Estado, a fim de garantir diversão gratuita nas praias urbanas e do litoral Norte e Sul, através da EMPROTURN – Empresa Potiguar de Promoções Turísticas.

Neste domingo, dia 17, o Verão de Todos movimenta a Praia das Emanuelas, com o show das bandas Forró do Pegadão e Cavaleiros do Forró, a partir do meio dia.

Desde terça-feira em Tibau, João Gomes, coordenador de estrutura da EMPROTUR – e Jailton Lopes, da diretoria de operações, que escolheram como local para do palco o terreno que fica ao lado da Pousada Juscelino, devido o espaço para montagem da estrutura, além do acesso e estacionamento para mais de duzentos veículos.

Toda a estrutura para o show chegou nesta sexta em Tibau, como o palco com 12 x 18 metros; front stage e camarote de 12 x 6 metros, para autoridades, deputados, vereadores, convidados do governo do estado e prefeitura de Tibau; camarim, gerador e balões infláveis. A estrutura de apoio terá ambulância com UTI e 70 policiais, além do pessoal do trânsito.

A governadora Wilma de Faria chega em Tibau neste sábado à noite, depois de participar de evento religioso em Caraúbas, ficando hospedada no Hotel Casa do Mar, em Tremembé. Ela estará presente ao show no domingo.

A programação Verão de Todos em Tibau será extensiva até o domingo, dia 24, com a animação da banda Bakulejo e Ricardo Chaves, dessa vez, com palco montado na Praia do Ceará, próximo da Pedra do Chapéu.

EM GRANDE ESTILO

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mossoró – A cidade ganha nesta sexta-feira uma loja de plantas e objetos de arte exclusivos e inaugura também um novo conceito em paisagismo e jardinagem. Trata-se de Quintal de Casa, à Rua Julita Gomes de Sena 30, em frente ao Colégio Lavoisier Maia, em Nova Betânia.

 Quintal de Casa

 

 

 

         Há flores no meu caminho
       Não ando sozinho
       Camélias, margaridas, sempre-vivas
       Rosas sem espinho
       Semeadas com carinho
.                                                                                                    

Úrsula A. V. Maia

Plantas Ornamentais

BRASILEIRAS SE APRESENTAM EM NATAL

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Divulgação

 

O Grupo musical  “BRASILEIRAS” fará uma apresentação nesse sábado, dia 03 de outubro, dentro da programação da Feira Itinerante de Artesanato, promovida pelo Governo do Estado, no espaço Presépio de Natal,  Rua Clóvis Mota, n° 100, em Candelária. A Feira estará aberta ao público a partir das 16h e o Grupo subirá ao palco por volta das 20h. Finalizando a programação da noite, a estrela nacional Ângela Maria sobe ao palco e canta os seus maiores e inesquecíveis sucessos.

 

 

NA “ERA DO RÁDIO”

 

NA ERA DO RÁDIO  é um musical que resgata a época de ouro do rádio no Brasil e suas maiores representantes, as divas do rádio. Formado por Alzinete de Oliveira, Dayanne Nunes, Katharina Gurgel e Kekely Lira e mais sete músicos, o espetáculo transporta para os dias atuais, a imagem e as lembranças das grandes intérpretes e compositores que foram destaque na Música Brasileira da década de 20 até a de 60. O show surpreende o público com figurino e cenário que retratam uma época imensamente rica e inesquecível para a música do Brasil.

 

 

O GRUPO

 

O grupo “BRASILEIRAS” nasceu para cantar o que não se ouve mais no cenário da música no Brasil. Dentro de uma proposta de resgate, pesquisa, montagem de temas que normalmente não são explorados pela cultura e mídia, de um modo geral, o “BRASILEIRAS” traz para os dias atuais espetáculos musicais de alto nível de produção e texto, como foi o caso do seu primeiro espetáculo - “BRASILEIRAS”.

Com a proposta de cantar a mulher e toda a sua essência, “BRASILEIRAS” trouxe aos palcos potiguares, grandes sucessos como Chico Buarque, Milton Nascimento e Luiz Melodia.  

Com seis apresentações em Mossoró e uma apresentação em Natal – dentro do Projeto Seis e Meia, da Fundação José Augusto, onde se apresentou sendo “janela” para a cantora Tânia Alves –  o Grupo conquistou a crítica e o público.

Em sua segunda montagem, “NA ERA DO RÁDIO”, o grupo “BRASILEIRAS” continua destacando e enaltecendo a alma da mulher através da boa música, inclusive levando esse trabalho para outras regiões do estado.

O grupo iniciou as apresentações de NA ERA DO RÁDIOem Mossoró, percorreu os municípios de Macau, Caicó, Santa Cruz, Natal, lotando os teatros e casas de show por onde passou.

UERN: COLÓQUIO CRITICO DE LITERATURA

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

 

Divulgação

 

Pau dos Ferros – Estão abertas as inscrições para o I Colóquio de Estudos Criticos da Literatura, a realizar-se nos dias 15 e 16 próximos no Campus Universitário da UERN, em Pau dos Ferros, que obedecerá ao seguinte programa:

 

EIXOS TEMÁTICOS PARA AS COMUNICAÇÕES:


1. Intertextualidades: literatura e mito

Relações intertextuais. O diálogo da literatura com outras formas de expressão cultural. A confluência literatura, mito e cultura.

2. Poesia e Modernidade

Análise de produções poéticas modernas. Os poetas fundadores da modernidade e os desdobramentos dos aspectos da chamada lírica moderna. Leitura da poesia e da prosa líricas modernas.

3. A narrativa contemporânea

Aspectos da narrativa contemporânea. Abordagens teóricas da narrativa. Prosa poética e subjetividade moderna. A narrativa no teatro.

4. Literatura e outras artes

A produção literária na sua relação com outras artes: Imagens e narrativas contemporâneas; Literatura e cinema; Literatura e fotografia; Poesia e pintura.

5. Literatura, Memória e Identidade

Estudos do texto literário que articulem literatura, memória e identidade, sustentados em expressões identitárias e históricas, culturalmente constituídos.

   

Inscrições com apresentação de trabalhos por e-mail:

(envio do resumo, ficha de inscrição e comprovante de pagamento) para ceclit.uern@yahoo.com.brTaxas:

 

 

 

Categorias

1ª Chamada: Inscrições 03 de julho a 30 de agosto de 2009

2ª Chamada: Inscrição até 13 de setembro de 2009

Professores/Pesquisadores

R$ 30,00

R$ 40,00

Alunos de Pós-Graduação

R$ 20,00

R$ 30,00

Alunos de Graduação

R$ 15,00

R$ 20,00

     

Inscrição sem apresentação de trabalho:
Alunos: Graduação: 10,00 Pós-Graduação: 15,00
Professores: R$ 15,00Pagamento: depósito bancário.
O pagamento deverá ser efetuado em nome de: Lucineide da Silva Carneiro
Banco do Brasil
Agencia: 1109-6
Conta: 21.155-9 variação 01

Obs.: o pagamento deverá ser realizado por meio de depósito em caixa convencional ou por transferência bancária. Não serão aceitos comprovantes de depósitos realizados por meio de envelopes em terminais de auto-atendimento.
A taxa de inscrição no Colóquio dá acesso a atividades acadêmicas como Conferências, Comunicações, Mesas redondas e Certificados. Aqueles que fizeram inscrição com trabalho têm direito ao CD com ISBN.

1.Inscrições via e-mail: Enviar até 13 de setembro de 2009
- Resumo
- Ficha de inscrição (disponível no site do evento)
- Comprovante de pagamento (Copiar por scanner o comprovante de depósito ou comprovante de transferência e enviar para o e-mail ceclit.uern@yahoo.com.br
Obs.: Aguardar, via e-mail, a confirmação da inscrição.

2. Inscrição via correio: Enviar até 13 de setembro de 2009, envelope único contendo:
- Duas cópias impressas do resumo.
- CD com arquivo do resumo, devidamente identificado.
- Ficha de inscrição (disponível no site do evento)
- Comprovante de pagamento (Copiar por scanner o comprovante de depósito ou comprovante de transferência e enviar para o e-mail ceclit.uern@yahoo.com.br
Obs.: Aguardar, via e-mail, a confirmação da inscrição.

Endereço: Departamento de Letras, UERN. Rodovia BR-405, Km 3, Bairro Arizona, Pau dos Ferros-RN. Cep: 59900-000. (A/c da professora Antonia Marly Moura da Silva)

3. Inscrições na UERN: No período de 07 a 11 de agosto de 2009
- Ficha de inscrição.
- Duas cópias impressas do resumo.
- CD com arquivo do resumo, devidamente identificado.
Local: UERN – Campus de Pau dos Ferros - RN - Departamento de Letras – DL – GECLIT/Coordenação do I CECLIT – Horário: 9 às 11:30 e 19 às 21:00.

FICHA DE INSCRIÇÃO
Faça o download da ficha de inscrição

clicando aqui e envie para o endereço: ceclit.uern@yahoo.com.br

clicando aqui e envie para o endereço: ceclit.uern@yahoo.com.br

 

 

 

TWESTIVAL ARRECADA FUNDOS PARA O GAAC

sábado, 29 de agosto de 2009

Divulgação

O Twestival acontece dia 12 de setembro em Natal e simultaneamente por todo o planeta. O local da festa será o Galpão 29, no bairro da Ribeira, onde a partir das 22h começará o evento. Organizado por voluntários de mais de 200 cidades em todo o mundo, o objetivo é arrecadar donativos para projetos de ONGs locais. O beneficiado da primeira edição local será o Grupo de Apoio a Criança com Câncer (GACC).
O festival é uma iniciativa do Twitter - plataforma de micro-blogging que permite ao usuário postar e acompanhar o que conhecidos estão fazendo em tempo real - e dos seus usuários. O Brasil conta com a participação de onze cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Bauru, Curitiba, Florianópolis, Passo Fundo, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Natal, constando na programação desta última a participação de DJs e bandas, que irão comandar a festa no Galpão 29. A entrada será R$8 antecipada e R$12 na hora.
Foi escolhida como beneficiária, por meio de uma enquete no site do Twestival Natal 2009 – 1ª Edição, a instituição Grupo de Apoio a Criança com Câncer (GACC), que tem o propósito prestar assistência psico-social às crianças com câncer e aos seus familiares, bem como minimizar as carências financeiras dessas famílias, oferecer suporte alimentar, médico/ambulatorial, transporte, entre outros.
Serão divulgadas informações sobre o evento, os patrocinadores e colaboradores na página do
http://twestival.com/ e no perfil do Twitter http://twitter.com/TwestivalNatal para que o público possa acompanhar o desenvolvimento do projeto.

FESTIVAL EM MIDIAS MÓVEIS ABRE INSCRIÇÕES

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Em sua 4ª edição, Vivo arte.mov se divide em duas categorias

Por Eduardo Ribeiro

Estão abertas até o dia 18 de setembro as inscrições para o festival de arte em mídias digitais Vivo arte.mov, para você que busca uma oportunidade para mostrar sua criatividade ao mundo. O evento de alcance internacional acontece este ano, já na 4ª edição, entre os dias 12 e 15 de novembro e certamente reunirá o que existe de mais inovador no Brasil e no mundo em termos de artes digitais móveis, como nos anos anteriores.

Pioneiro deste gênero por aqui, o festival dialoga com diversas outras importantes mostras ao redor do globo. E é aí que está a grande vantagem para quem tem um trabalho ou ideia bacana, uma vez que vencedores das outras edições puderam ver suas artes expostas em festivais de fora, ganhando ampla visibilidade. Na programação, diferentes modalidades de eventos dialogam através de mostras, palestras e oficinas.

O objetivo da organização é estimular a produção e dar acesso às técnicas e discussão dos conceitos nas vertentes de vídeo, microcinema e mídias locativas. No arte.mov acontecem duas premiações: a Mostra Competitiva de Audiovisual para Mídias Móveis e o Prêmio de Mídias Locativas.

Na Mostra Competitiva entram obras audiovisuais de 20 segundos a 3 minutos, realizados de janeiro de 2008 a outubro de 2009. Trabalhos feitos em qualquer tipo de suporte de captação de imagens serão aceitos, mas é necessário estar atento ao edital. 45 obras serão selecionadas e 10 autores nomeados pelo júri receberão celulares de última geração, participarão de um workshop e concorrerão ao prêmio em dinheiro. Os finalistas de fora de Belo Horizonte terão direito a transporte, hospedagem e alimentação.

Já o Prêmio de Mídias Locativas, inédito no país, engloba conteúdos digitais criados a partir de recursos de dispositivos móveis, como telefones e GPS, ou procedimentos que surgem no contexto das redes móveis, para o desenvolvimento de experiências com imagem, som ou acesso a informações. Até três trabalhos podem ser escolhidos para o evento e estes receberão prêmio em dinheiro e apoio para realizar o projeto.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.vivo.com.br/artemov ou pelo correio (Rua Cristina, 1213 - Sto Antônio - 30330-130 - BH/Minas Gerais) - não esqueça de colocar no envelope a mostra em que deseja concorrer. A lista das obras selecionadas será divulgada até 2 de outubro.

 

Ciclo de palestras com Franklin Jorge na UnP

domingo, 9 de agosto de 2009

Divulgação

 

Natal — Os alunos dos cursos de Design Gráfico, Publicidade e Propaganda e Jornalismo da Universidade Potiguar (UnP) terão um ciclo de intensos debates, entre os dias 10 e 12 de agosto, com o jornalista e escritor Franklin Jorge, responsável pelo site que leva o seu nome e o blog ‘o santo ofício’. O ciclo de palestras foi organizado pela professora Stella Galvão, que ministra a disciplina “Estética e Cultura de Massa” nos três cursos.

 

Franklin trará questões atuais de comunicação em tempos predominantemente virtuais e desafiará os alunos dos cursos de Comunicação e Artes da UnP a renovarem visualmente o site e blog que mantém e atualiza diariamente. Ele também pretende propor a concepção de um plano de marketing que amplie a divulgação do blog, cujo maior destaque no cenário do Estado é a pluralidade e transparência de pontos de vida defendidos por vários colaboradores. ‘O santo ofício’ comemorou recentemente a marca dos 100 mil acessos e se propõe a ser um território livre para o livre debate de idéias nos planos político e cultural.

 

Os encontros com os alunos dos cursos da Escola de Comunicação e Artes da UnP serão úteis também para amadurecer o tema que será abordado em uma mesa-redonda que contará com a participação de Franklin Jorge, durante o Congresso Científico da UnP, que acontecerá entre os dias 21 e 23 de outubro.

A SULANCA DE LIVROS

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Mossoró – Caruaru, em Pernambuco, tem a famosíssima “feira da sulanca” comércio popular de vestuários produzidos “de carregação”, às pressas, sem cuidados de qualidade, que abastece as classes mais desfavorecidas. Mossoró tem a “Feira do Livro”, um evento caça-niquel  que se caracteriza por seu baixo nível cultural.

Financiado com recursos de leis de incentivo à cultura, tem como carro-chefe o “cheque livro” que o governo do estado distribui com as escolas para a aquisições que têm como objetivo enriquecer o acervo das escolas da rede pública. A idéia é boa, mas faltam critérios para a seleção dos títulos adquiridos.

Aí está o grande problema. O “cheque livro” é mal utilizado por representantes de escolas sem discernimento do que é realmente literatura, a literatura autentica que por suas qualidades colabora para a formação de leitores críticos, ou seja, um tipo de literatura que nunca se transforma em best-sellers, é ignorada pelas editorias de cultura, mas está sempre presente nas melhores bibliotecas.

Livros que não estão no topo das listas, mas vendem sempre, em doses homeopáticas e que foram escritos ou publicados, em sua maioria, há pelo menos uns oitenta anos.

Refiro-me a livros escritos por autores como Melville, Defoe, Stevenson, Hawthorne, Machado de Assis, as irmãs Bronte, Poe etc, autores que nada têm em comum com Paulo Coelho e outros subprodutos da chamada “indústria cultural” que mantém linhas de montagem para atender a uma demanda de leitores pouco exigentes ou de gosto mediano, que não deseja ser estimulado a pensar sobre as suas leituras.

Ao contrário de outras feiras realizadas no País, as nossas têm em comum a baixa qualidade e uma única preocupação, desovar livros que encalharam e que passam a contaminar as bibliotecas escolares, pois a impressão que fica é a de que o “cheque livro” foi criado para rechear a conta bancária de livreiros espertos.

 Tanto a feira de livros de Natal quanto a de Mossoró são apenas eventos caça níquel bancados com recursos públicos. Vejam o nível da programação cultural e me digam se estou enganado ou não. E, como agravo suplementar, ainda servem para afagar o ego das mesmas pessoas.

 Para completar, este ano, a chuva atrapalhou a realização da feira. Na quarta-feira, por causa de problemas na estrutura dos estandes, as atividades foram suspensas.

FESTIVAL DE MARTINS EM CRISE

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Por Franklin Jorge

Já em sua sexta edição consecutiva, o Festival de Gastronomia de Martins começa a dar visiveis sinais de cansaço. Promovido por grupo privado quese beneficia de recursos públicos oriundos das leisde incentivo á cultura, não é a oportundiade negócios que esperava opovo de Martins e da região Oeste.

Considerada pelos martinenses “uma festa do povo de Natal”, este ano o evento sentiu na pele as consequencias do calote aplicado pelo genro da governadora contra trabalhadores humildes do municipio, queficaram sem receber desde o ano passado o que teria atrasado os serviços de montagem das instalações dos boxes e, consequentemente, o inicio do próprio festival. Isto explica a não realziação das oficinas de gastronomia infantil, programadas para a manhã da última quinta-feira, que não puderam se realizar…

Mas este é apenas um detalhe episódico do problema, embora desabonador para a credibilidade odo festival e do próprio governo do estado que afinal não está com toda essa bola toda não. O grande problema, a meu ver, está na concepção do próprio  evento que não prestigia Martins nem deixa nada para a cidade, a não ser migalhas. A rigor o povo de Martins e da região não participa a não ser naquilo que o festival tem de alienante e narcótico — os shows musicais em praça pública, programados consideração pela qualidade que, dizia Lênin, há de estar presente em tudo…

É escusado dizer que a programação paralela aos desfrutes gastronomicos é de baixissimo nivel enão contribui para melhorar o nivel de informação da população local, sobretudo por faltar-lhe um nexo didático capaz de produzir resíduos culturais consistentes e duradouros sem os quais não passará de mais um desses engodos forjados por gente esperta para locupletar-se com recursos públicos.

A exposição de pintura não prima por nenhum critério estético; não passou deum amontoado caótico de quadros em sua maioria bastante surrados pela falta de cuidados. A meu ver, essas mostras deviam ter obrigatoriamente cunho informativo e didático ou retrospectivo, em homenagem a um artista de mérito ou a um movimento que tenha efetivamente contribuido para socializar as artes plásticas em nosso estado, como as ações do Grupo Cobra (do qual fizeram parte artistas representastivos como Fernando Guergel, Vicente Vitoriano, Arruda Salles…) , por exemplo, e, mais antigamente, da Galeria Vuila Florque revelou aos natalenses artistas da categoria de um Iaponi Araújo, um Jussier Magalhães, um Thomé  Filgueira etc.

Em qualquer circunstancia, essas mostras deviam se completariam com oficinas e workshops ministrados por especialistas, nomes expressivos que pudessem agregar valor a iniciativa que, desde a primeira edição deste festival tem se revelado equivocada. Mesmo assim, as mostras organizadas por Vatenor, apesar de todas as restrições  que possam ser feitas ao seu trabalho, eram indiscutivelmente melhores do que esta última, organizada por Isaac Ribeiro, galerista que deixou muita duvida sobre o que ele entende por artes plásticas. Os artistas locais deviam ser estimulados através de oficinas e de atividades capazes de socializar a linguagem das artes, além de coletivas, naturalmente.

Saindo desse ambito, a coordenação do evento devia preocupar-se em realziar atividades preparatórias com meses de antecedencia, para motivar a participação e integração da população local num todo harmonioso e fecundo. A culinária local, que os organizadores do festival ignoram solenemente, precisa ser urgentemente incorporada para que o festival deixe de ser “uma festa do povo de Natal” e passe a ser uma festa de todo o Oeste norte-rio-grandense, que é oque se espera: um acontecimento saboroso e multifuncional.

Merece destaque, nesse conjunto mal pensado, a participação do Sebrae, ao organizar com sensibilidade e senso de oportunidade o inesquecivel café da manhã nmo pátio interno do Mercado Público. Boa comida, boa musica e serviço competente constituiram a meu ver o ponto alto dessa sexta edição do Festival de Gastronomia de Martins. Uma iniciativa que despertou o interesse do público e, ao mesmo tempo, valorizou as tradições culinárias dopovo martinense.

‘AS NORDESTINAS’ EM ALTO ESTILO

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Por Franklin Jorge

Martins –Sábado, ao assistir a apresentação do grupo musical “As Nordestinas”, após ter publicado aqui algumas linhas sobre a má qualidade da programação cultural do 6o. Festival de Gastronomia, fui surpreendido pelo talento e afinação dessas moças e logo pensei em fazer esta correção. Deixei para depois por causa do avançado da hora e, tambem, desencorajado pelo péssimo serviço de Internet das lan houses locais. Não digo que pior, mas semelhante ao governo de Dona Wilma…

Nota dez! Apoiadas por um repertório significativo de um vertente musical que costumamos chamar de “forró pé-de-serra”, pela autenticidade duma cultura popular que se degenerou, paulatinamente, até se converter em uma contrafação do Turbo Folk forjado no Leste europeu e que aqui, entre nós, adquiriu tonalidades obscenas de extremo mau gosto, algo que “As Nordestinas” repelem, mantendo-se fiel a uma tradição sertaneja que aproveita com espirito e bom humor a malicia e os subentendidos.

O grupo realiza um importante resgate musical, numa área como sabemos poluidissima por interesses meramente mercantis. Em sua bravura, repelem o elemento de mau gosto que serve de motivação a maioria dos grupos musicais do genero e, quando o fazem, quase sempre através da releitura de clássicos sertanejos, fazem-no reportando-se a uma espécie de naiveté, de igenuidade, singeleza e malicia lúdica, constitutivas dessa cultura de raiz autenticamente sertaneja.

Aos leitores e às “Nordestinas”, em especial, peço desculpas por esse terrivel lapso que cometi no calor do entusiasmo, ao colocar no mesmo bisaco o autentico e o falso, o trigo e o joio. “As Nordestinas”, ao contrário, merecem nosso aplauso incondicional.

MARTINS NA PRAÇA

sábado, 25 de julho de 2009

Por Franklin Jorge

Martins — Cidade em festa,  na esteira do festival de gastronomia, embora sem o mesmo brilho de outros anos. Politicos de todos os matizes e prefeitos de vários municipios do estado congestionaram os microfones da prestigiosissima Rádio FM VIda, que chega a uma vasta região que inclui o Alto e o Médio Oeste, parte do Vale do Assu, da Região Central e do Seridó. Dentre os governadoráveis, Iberê Ferreira de Souza, o presidente da Assembléia, Robinson Faria, o deputado João Maia , os senadores Garibaldi Alves, José Agripino e Rosalba Ciarline etc.

Como disse anteriormente noutro artigo, a programação cultural não tem nivel e não conseguiu despertar interesse. A mostra de artes plásticas, organizada por Isaac Ribeiro, parece coisa de colégio de freira ou produção de dondocas enfadadas. O rapaz não sabe o que é qualidade. A literatura, que homenageia o cangaço, outro fiasco.

Os shows musicais estão abaixo da critica. Parece que o critério usado foi o de prestigiar o rebotalho, exceção talvez de Isaac, um performático que se destaca em meio ao marasmo geral.

Melhor mesmo o grande café da manhã organizado pelo Sebrae no Mercado Público: um banquete de sabores os mais variados, degustados ao som de boa musica.  Todos dizem pela mesma boca:foi o ponto alto dessa quinta edição do festival gastronomico de Martins, cidade que a governadora prometeu transformar na Gramado do Rio Grande do Norte. Como sempre, tudo não passou de promessa vazia.

FINALMENTE, O FESTIVAL

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Por Franklin Jorge

Martins — Começou, finalmente, o festival gastronomico que este ano tem uma programação cultural paupérrima. Não que fosse de melhor nivel nos anos anteriores, mas esta edição dá provas de evidente esgotamento. Na área de artes plásticas, o nivel continua abaixo da critica: obras sem qualidade reunidas sem nenhum critério.

Um dos problemas decorrem do calote que um dos genros da governadora, Roberto Sena, responsável pela montagem do festival,  deu em trabalhadores locais. Ficou devendo a pessoas que trabalharam em edições anteriores desse festival, divida que ultrapassa os R$ 30 mil reais, um valor significativo para a realidade economica local.

Hoje a tarde estive por algum tempo na mesa redonda sobbre o cangaço na literatura, mediada pelo jornalista Osair Vasconcelos, segundo soube também autor da idéia. Considerei uma penitência, diante da indigencia, por exemplo, de um Gilbamar de Oliveira, quem falou muito e não disse nada. Um tipo que não consegue ser sequer jocoso, apesar da tonelada de tintura que pôs nos cabelos em visivel flagrante com sua idade avançada. Devia ter gasto esse dinheiro com tintura, instruindo-se, comprando livros etc.

Salvou-se Kyldemir Dantas que se municiou de uma vasta bibliografia. No mais, não sei como Honório condescendeu em participar desse engodo. Recursos gastos irresponsavelmente, sem nenhum retorno para a comunidade, que aliás não participa desse festival. 

Retirei-me quando o escritor François Silvestre interviu, defendendo uma tese completamente equivocada: colocou no mesmo patamar figuras díspares como Winston Churchill e Lampião. Para ele, deformado pelo que se convencionou chamar de “cultura popular”, François, o escritor antihumanista por excelencia, ambos seriam heróis ou bandidos. Contestava assim Honório que, respondendo a curiosidade uma moça  que se identificou como sendo do Sudeste brasileiro, queria saber se Lampião era mesmo herói ou bandido, respondeu que “herói era Churchill”;  “bandido, Lampião”… Achei demais  a defesa que François fez de um notório bandido…A proposito, François lança amanhã seu novo livro, o melhor que escreveu até agora, solbre o qual pretendo escrever oportunamente.

 O melhor, mesmo, as nossas aventuras gastronomicas pela cidade com Honório e sua filha, Bárbara. E minhas conversas com os martinenenses ilustres, não pela posição social, mas pela experiencia de vida e sabedoria adquirida pela experiencia. No mais, chegamos ao mais baixo patamar da cultura. Penso que os organizadores desse festival precisam urgentemente repensá-lo. Do contrário, o fracasso será definitivo.

CAPRIFEIRA COMEÇA HOJE

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Da Redação

Afonso Bezerra — Começa hoje e vai até domingo a feira de caprinos do municipio de Afonso Bezerra, cujo prefeito Jackson Bezerra, empossado em primeiro de janeiro, pretende transformar numa referencia do Baixo Assu, uma região que tem sofrido com o descaso dos governantes. Recentemente ele reuniu em sua cidade prefeitos da região que passam a agir em bloco, para obter apoio e investimentos dos governos estadual e federal.

Faz parte do projeto do prefeito investir na caprinocultura e no desenvolvimento de uma indústria baseada em seus derivados, como leite e queijos, por exemplo, através da qual pretende promover o desenvolvimento social do municipio e da região.

OS PREMIOS BRASILEIROS DE MÚSICA

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Por Ayrton Mugnaini Jr., colaborador do Yahoo! Brasil

 

“Uma vaidadezinha a mais”, como dizia/cantava o grupo Rumo, não faz mal a ninguém. Todo mundo gosta de receber algum prêmio, seja uma medalha de judô no primário ou um Nobel, e se for merecido melhor ainda.

Nobel, Oscar, Pulitzer, Esso, Grammy, o que nunca faltou foram premiações para tudo que se possa imaginar. Dá para fazer uma lista igualmente enorme só com os prêmios dedicados, exclusivamente ou não, à música brasileira, desde os pré-históricos Chico Viola, Roquette Pinto e Troféu Villa-Lobos aos tantos de hoje em dia, quase todos patrocinados por corporações de todos os tamanhos: Prêmio Multishow, Prêmio Tim de Música, Prêmio Shell, Prêmio Visa, Rival BR, MTV Video Music Brasil, a premiação da APCA, o Grammy Latino, o Prêmio Dynamite de Música Independente…

 

Todo mundo gosta de receber algum prêmio, dissemos - mas nem todos gostam de receber todos os prêmios. Há quem pense biblicamente e reduza esta “vaidadezinha a mais” ao “tudo é vaidade” ou não concorde com esta ou aquela premiação, como fez Gilberto Gil ao recusar o Golfinho de Ouro a ele conferido pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 1970: “Acho muito difícil que esse museu venha premiar a quem, claramente, sempre esteve contra a paternalização cultural asfixiante, moralista, estúpida e reacionária que ele faz com relação à música brasileira. Sempre estive contra toda forma de fascismo cultural de que o museu - à sua maneira - vem representando uma parcela no Brasil. [...] o museu sempre esteve contra o meu gorjeio, que sempre achou desnaturado, desarmonioso, inautêntico e incômodo; sempre esteve contra tudo que na música, no disco e na TV, tenha tido um sentido de abertura compatível com a liberdade criativa de um povo novo e fogoso como o brasileiro. [...] Que o golfinho volte para as águas tranquilas de sua insignificância.” Mas reações como esta são minoria: mostre-me dez currículos de artistas brasileiros conhecidos que não incluam algum prêmio. Especialmente desde o surgimento da televisão, quando podemos assistir em casa a uma cerimônia completa, com áudio e vídeo - algumas premiações até privilegiam o visual, como o promovido pelo canal Multishow e o MTV Vídeo Music Brasil.

Sem dúvida, há muito o que falar sobre os prêmios brasílicos dedicados, total ou parcialmente, à música, como o Prêmio Shell (surgido em 1981), o Prêmio de Música Brasileira (que já foi Prêmio Sharp, Prêmio Caras e Prêmio TIM e que, em 2009, seguiu em frente “independentemente da falta de patrocinador que pegou a todos de surpresa”, diz José Maurício Machline, criador e produtor do prêmio), o Grammy Latino (cujo diretor, Tom Gomes, lembra: “O maior número de membros votantes do Grammy Latino, tirando os Estados Unidos, é o Brasil”) e o Prêmio Visa (com três modalidades que se revezam a cada ano, premiando instrumentistas, vocalistas e esses grandes injustiçados que são os compositores).

 

Não faltam também curiosidades sobre as premiações, como a apontada por Paulo Eduardo Neves no seu blog sobre MPB em 2002: “Hoje em dia, nesta era de fusões de grandes empresas, fala-se muito em ’sinergia’ das propriedades de uma corporação. Como exemplo, pode-se ver o grande espaço que a revista Veja dedica para matérias (sempre elogiosas) sobre a MTV, uma emissora que, como tantas outras, tem praticamente apenas traço de audiência, mas é propriedade do mesmo grupo Abril. Fica esquisito o grande vencedor do prêmio, os Titãs, serem contratados da gravadora Abril Music, o braço fonográfico do mesmo grupo.

Já no Rival BR a coisa é mais familiar. A dona do teatro é a atriz Ângela Leal, que é mãe da atriz Leandra Leal, que por acaso apresentou o prêmio, que por acaso também é produtora do excelente grupo Cordel do Fogo Encantado, que por acaso ganhou o prêmio de melhor grupo. Quem sou eu para dizer alguma coisa, mas não seria legal para a respeitabilidade destes prêmios evitar este tipo de relação incestuosa? Ou uma presenciada por este que vos escreve, sobre a primeira edição do infelizmente efêmero Prêmio DiGiorgio de Música Sertaneja, em 1991, em que, veja só, João Mineiro e Marciano foram premiados como Melhor Dupla Masculina, As Marcianas (filhas do Marciano da dupla citada) como Melhor Dupla Feminina e Leandro e Leonardo como… Melhor Dupla. Na ocasião eu era colunista de música sertaneja na saudosa Folha da Tarde e comentei: “Será Leandro e Leonardo uma dupla de anjos, nem masculina nem feminina?”

O fato é que, sejam masculinos, femininos ou anjos, os participantes destes prêmios costumam ser apoiados pelas gravadoras apenas com o envio de lançamentos aos produtores, que os encaminham aos jurados, no caso de certames como o Grammy Latino e o de Machline. “Já no Multishow a escolha é feita pela audiência”, ressalva a assessoria de imprensa da gravadora EMI, complementando: “A EMI também não patrocina, divulga ou tem qualquer tipo de contato com os jurados.”

 

Por falar em gravadoras, nota-se nestas premiações presença cada vez maior de selos independentes. Um exemplo é o Prêmio Dynamite de Música Independente, criado e mantido pela Associação Cultural Dynamite. “O Prêmio Dynamite de Música Independente surgiu em 2002, quando a Revista Dynamite completou dez anos”, explica André Pomba Cagni, diretor da Dynamite, “e queríamos fazer um evento que premiasse a música feita fora do âmbito das grandes gravadoras.” E teve uma bela surpresa: “O que era para ser um projeto único, acabou virando uma premiação anual que pulou de 11.000 votos para um recorde de 160.000 votos e chegou a ter patrocínios de grandes marcas como Claro e Toddy. Eu creio que nestes sete anos a cena independente passou de coadjuvante a protagonista na produção musical não só brasileira como mundial.” Que o diga um dos premiados, o produtor fonográfico Luiz Carlos Calanca, que celebra 30 anos de seu sebo Baratos Afins, que deu origem ao selo homônimo em 1982.

Dois lançamentos da Baratos tiveram indicações de prêmios como o Sharp (o LP AMME, da cantora de pop-MPB Alzira Espíndola, em 1992) e o Dynamite (o CD Brasas Lisérgicas, da banda gaúcha Laranja Freak, em 2004), além de o próprio Calanca ter ganho um prêmio especial como nada menos que o inspirador do Prêmio Dynamite, como grande batalhador que sempre foi pela música independente, lançando artistas novos ou na ocasião sem gravadoras e de gêneros os mais diversos como Arnaldo Baptista, Lanny Gordin, Itamar Assumpção, Patrulha do Espaço, Jorge Mautner e Tom Zé. “Eu sou produtor, e acho super legal, acho isso um reconhecimento como produtor”, diz Calanca, “e acho que o artista fica mais feliz ainda.” Calanca se diverte ao lembrar que devido à emoção deixou cair o prêmio, cuja base era de plástico frágil e se descolou, e, presente à premiação no ano seguinte, viu que o prêmio Dynamite havia evoluído inclusive fisicamente, maior e mais sólido. “Fiquei enciumado”, brinca, “Bem que eu gostaria de receber um prêmio pesado como aquele, mas o Pomba me lembrou de que criou o prêmio Dynamite por minha causa, e então fiquei superhonrado. Este foi meu primeiro prêmio, de estatuazinha, e tenho o maior orgulho dele.”

Enfim, no Brasil os prêmios de música podem não chamar tanta atenção ou interesse quanto os festivais, mas sem dúvida têm um bom público e constituem grande motivação para artistas, produtores e gravadoras darem o melhor de si. E não digo nada se alguém resolver eleger - e, claro, premiar - o Melhor Prêmio de Música Brasileira.