SEIS E MEIA TEM JAIR RODRIGUES E DAYANNE
terça-feira, 14 de julho de 2009Por Katharina Gurgel
Mossoró — O Projeto Seis e Meia dessa semana tem um encontro de gerações especial.
De um lado, com 50 anos de carreira e 70 de idade, um dos maiores nomes da música do Brasil, Jair Rodrigues. Do outro lado, uma jovem cantora mossoroense, que vem se destacando na cidade com um primoroso repertório de sambas e bossas, Dayanne Nunes.
Uma rica opção cultural para a sexta feira em Mossoró.
Lembrando que as senhas estarão sendo vendidas na bilheteria do próprio Teatro, a partir das 14h da sexta.
Informações pelo telefone: 8839-6321
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Jair Rodrigues de Oliveira, paulista de Igarapava, nascido aos 06 de Fevereiro de 1939, iniciou sua carreira em 1957, atuando como crooner em casas noturnas do interior de São Paulo. A partir de 1960, passou a cantar na capital paulista, participando de programas de calouros, entre os quais o “Programa de Cláudio de Luna” (Rádio Cultura), no qual obteve a primeira colocação. Gravou seu primeiro disco (78 rpm) em 1962, com duas músicas para a Copa do Mundo do mesmo ano: “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, essa última muito executada pela Rádio Record. Lançou em seguida um compacto simples contendo as canções “Balada do homem sem Deus” (Fernando César e Agostinho dos Santos) e “Coincidência” (Venâncio e Corumba). Seus primeiros LPs foram “Vou de samba com você” e “O samba como ele é”, lançados em 1964. Nessa época, atingiu grande popularidade com sua interpretação da música “Deixa isso pra lá” (Alberto Paz e Edson Meneses), marcada pela gesticulação que fazia com a palma da mão. Essa canção, considerada precursora do rap brasileiro por seu refrão “falado”, foi regravada em 1999 com a participação do grupo paulistano de rap Camorra. Em 1965, substituiu Baden Powell no show realizado no Teatro Paramount, em São Paulo. Foi nesta ocasião que cantou pela primeira vez ao lado daquela que seria sua parceira, a estreante Elis Regina, com quem lançou em seguida o LP “Dois na bossa”, gravado ao vivo. Devido ao enorme sucesso alcançado pelo disco, formou com a jovem cantora a dupla Jair e Elis, no comando do programa “O fino da bossa”, produzido pela TV Record (SP), que teve estréia dia 19 de maio de 1965, marcando definitivamente seu lugar entre as grandes estrelas da MPB. |
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Nesse ano, registrou um de seus grandes sucessos, “Tristeza” (Niltinho e Haroldo Lobo). A música, gravada anteriormente por Ari Cordovil, obteve grande destaque no carnaval de 1966 na voz do cantor. Em 1968, participou do IV Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), obtendo a terceira colocação do júri popular com a música “A família” (Chico Anysio e Ari Toledo). Também nesse ano, participou da Bienal do Samba (TV Record), em São Paulo, com “O que dá pra rir, dá pra chorar” (Billy Blanco), classificada em quinto lugar no evento vencido por Elis Regina com “Lapinha” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro). Ainda em 1968, lançou o LP “Menino rei da alegria”. Fez o show de entrega dos prêmios Golfinhos de Ouro e Troféus Estácio de Sá, do Museu da Imagem e do Som, na Sala Cecília Meireles, quando atuou ao lado de Clementina de Jesus. Também em 1969, lançou os LPs “Jair de todos os sambas” e “Jair de todos os sambas nº2″ Sua popularidade não se restringiu somente ao Brasil, tendo-se apresentado com freqüência no exterior, em países como Portugal, Alemanha, França, Suíça, Itália, Estados Unidos e Japão. Apresentou-se com Elis Regina e o Zimbo Trio no Cassino Estoril, em Portugal, no Teatro Famoso, na Argentina, e no Cine Ávis, em Angola, entre outros espaços. No ano seguinte, apresentou-se, ao lado do grupo Os Originais do Samba, no Midem, em Cannes, e lançou o LP “É isso aí”. Ainda em 1971, gravou o LP “Festa para um rei negro”, contendo o samba-enredo homônimo da escola de samba carioca Acadêmicos do Salgueiro, do compositor Zuzuca (Adil de Paula), um de seus grandes sucessos e um dos mais conhecidos refrões da história do carnaval brasileiro: “Ô lê lê, ô lá lá/ pega no ganzê/ pega no ganzá”. Ainda nos anos 1970, gravou os LPs “Com a corda toda” (1972), “Orgulho de um sambista” (1973), “Abra um sorriso novamente” (1974), “Jair Rodrigues dez anos depois” (1974), “Ao vivo no Olympia de Paris” (1975), “Eu sou o samba” ( 1975), “Minha hora e vez” (1976), “Estou com o samba e não abro” (1977), “Pisei chão” (1978), “Antologia da seresta” (1979) e “Couro comendo” (1979). Na década de 1980, lançou os LPs “Estou lhe devendo um sorriso” (1980), “Antologia da seresta nº 2″ (1981), “Alegria de um povo” (1981), “Jair Rodrigues de Oliveira” (1982), “Carinhoso” (1983), “Luzes do prazer” (1984), “Jair Rodrigues” (1985) e “Jair Rodrigues” (1988). Nos anos 1990, gravou o LP “Lamento sertanejo” (1991) e os CDs “Viva meu samba” (1994), “Eu sou… Jair Rodrigues” (1996), “De todas as bossas” (1998) e “500 anos de folia - 100% ao vivo” (1999). Em 2000, lançou o CD “500 anos de folia vol. 2″. Nesse mesmo ano, participou da trilha sonora da novela “O cravo e a rosa” (Rede Globo), interpretando a canção título da novela da TV Globo. Gravou, em 2002, o CD “Intérprete” e em 2004, o CD “A nova bossa”, contendo principalmente regravações do repertório da Bossa Nova, além de “Falso amor/Fake love” (Jair Oliveira). Participaram do disco os músicos Paulinho Dáfilin (guitarras) e Marcelo Maita (piano). Em 2005, lançou o CD “Alma negra”, contendo canções de Paulo Dafilin, Monsueto, Zé da Zilda, Haroldo Lobo, Evaldo Gouveia e Carlos Cola, Martinho da Vila e Hermínio Belo de Carvalho, entre outras. O disco contou com a participação especial da filha Luciana Mello na faixa-título, composição de Lula Barbosa. Em 2006, foi lançado o DVD “Jair Rodrigues - Programa Ensaio - Brasil 1991″, mais um título da série de programas apresentados por Fernando Faro, no qual o cantor, além de longo depoimento, interpreta canções de seu repertório, acompanhado pelos músicos Cesar Barriga (teclados), Luiz Carlos de Paula (surdo), Luiz Carlos Xuxu (cavaquinho) e Jacaré (pandeiro). Ainda em 2006 foi o Artista homenageado no 4º Prêmio Tim de Música, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Recebe em 2006, indicação ao Prêmio Grammy Latino, na categoria Álbum de samba Brasileiro com o Álbum “Alma Negra”. |
Dayanne Nunes,
nasceu em Mossoró – RN, em 24 de dezembro de 1986.
Iniciou no Conservatório de Música D’alva Stella, aos 6 anos de idade. Permaneceu por dois anos fazendo o curso de “Iniciação Musical”, estudando noções rítmicas e melódicas, onde se descobria atraída por esse mundo.
Aos 13 anos, começou a cantar no Coral Jovem de 40 vozes, Chamas Vivas, da Igreja Assembléia. de Deus, sendo a mais jovem do grupo.
Aos 14 anos, mudou-se para Patos, na Paraíba e lá competiu no concurso A Mais Bela Voz, onde ficou em primeiro lugar. No mesmo ano, começou com trabalhos de backing vocal em estúdio.
Sempre cantava em eventos religiosos e colegiais, e com isso começava a ter cumplicidade com o palco.
Aos 19 anos, já fazendo faculdade de enfermagem, ainda na Paraíba, foi convidada para voltar a Mossoró e ser vocalista da banda Blue Star. E foi como aconteceu. O curso de enfermagem e a vida na Paraíba foram trocados pelo novo desafio de comandar o palco em uma banda de baile recém formada.
Voltando a Mossoró, montou seu repertório e além da banda, começou a cantar em bares e eventos da noite mossoroense. Em parceria com o irmão também músico, Diego Nunes, começou a cantar MPB e música internacional em barzinho.
Cantou no coral da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte em Mossoró, sendo meso soprano, passando por experiências ímpares, como participar do curso de Técnica Vocal com o Barítono Dávide Rocca e cantar junto da Orquestra Sinfônica do RN e músicos ilatianos, no II Encontro Cultural Brasil-Itália Concerto Câmara, em Natal.
Em 2007, trabalhou como vocalista da Big Band da UERN, backing vocal da banda Os Tremendões, participou também do IV Festival de Música na Ibiapaba, em Viçosa – CE, concluindo os cursos de Técnica Vocal, Técnica em Grupo, Canto Coral e História da MPB de A a Z.
Ano passado esteve viajando por todo o Brasil como backing vocal da cantora mossoroense Thábata Mendes, e recentemente fez turnê pelo Rio Grande do Norte com o musical Brasileiras Na Era do Rádio, com dez shows produzido musicalmente pelo Maestro Gideão Lima e dirigido por Toinha Lopes.
Hoje, continua seus trabalhos como back vocal em estúdio, fazendo free lancers pela região, abrilhantando o Corredor Cultural de Mossoró como cantora de Música Popular, e produzindo seu show de Samba-Choro Contemporâneo. Com quase 3 anos de música profissional, Dayanne Nunes sonha em poder cantar para os quatro cantos do mundo e torce para que esse seja um bom começo.