
Por Sergio Fleury, jornalista
Este escriba que ora vos escreve nesta manhã dominical, tem um bom motivo para se comunicar por estes mal traçados caracteres. De formação analógica, como a maioria de vocês, mas um correto aprendiz digital, entrei nesta madrugada adentro me habilitando no twitter. Sim, decidi ser twitteiro, por um motivo: as mensagens não podem ultrapassar os 140 toques. O chamado curto&grosso, técnica bem sedimentada em anos como jornalista.
Resisti bravamente ao orkut, ao facebook, mas resolvi “chilrear, pipiar, pipilar”, apesar de achar esses verbos com duplo sentido duvidoso. Na primeira iniciativa, o primeiro problema: existem u’a americana SFleury e um campeão de hóquei sobre o gelo, Fleury.
Saí pela tangente com um FLEURYtter que, embora trocadilhoso, serve de marca. Agora uma breve biografia: “escriba terráqueo, formação analógica, aprendiz digital, twitter neófito: Evoé”. Pronto, virei um twitter!
Nunca fui um escrevinhador de cartas, mas até que tenho me relacionado bem via e-mail com meus caros amigos. Mas, e agora, como tuitar? Com quem tuitar?
Bem, passei a madrugada tentando cooptar seguidores, mas o que consegui, até nesta manhã, foi seguir 13 twitters, ou melhor, seguintes. Por enquanto, zero followers e zero listados. E mais: não consegui enviar mensagens nem para os 13 que sigo! Até agora me rejeitaram!
Sinto-me como se tivesse fundado a Igreja Universal do Reino Digital e não tivesse aparecido nem um ímpio fiel. Ou se estivesse sentado à mesa com 12 lugares vazios, sem nenhum conviva para me chamar de Messias e, com quem, poderia dividir meu pão e vinho. Ou pior, ter parado uma carrocinha de cachorro-quente em frente ao Maracanã em dia de Fla x Flu e os torcedores me ignorassem. Em massa.
Enfim, sinto-me numa gaiola digital “chilreando, pipiando, pipilando”, sozinho. Não tenho ainda followers. Daí este meu e-mail que, a esta altura da vida “muderna” mais parece uma carta simples fechada com ”goma arábica” ou com uma leve lambida na borda da aba gomada, com a mensagem dentro: cheguei bem! Algo jurássico, confesso!
Antes que pense que procuro recordes de followers ou vire celebridade internética, quero apenas que os caros amigos-colegas-conhecidos-de-sempre já ligados saibam que agora eu também sou o FLEURYtter e que estou disponível como um funcionário/a do Bob’s (próximo… caixa disponiiivel) para a troca de figurinhas a 140 CA/m (caracteres/minuto).
Abração, lets’ twitter, again, Sergio Fleury
ou melhor: http://twitter.com/FLEURYtter
Em tempo: o personagem do MAD é meu avatar (eu, heim!).
Diante deste mundo inviável, afinal, What, me worry?