Arquivo da Categoria ‘Jornalismo’

HONÓRIO AUTOGRAFA NESTA QUARTA-FEIRA

domingo, 26 de abril de 2009

Por Franklin Jorge

 

Honório de Medeiros, que escreve aqui às sextas-feiras, autografa seu novo livro “Justiça versus Segurança Jurídica” [Editora Sarau das Letras, Mossoró], dia 29, às 18 horas, na Livraria Siciliano, Shopping Midway. São artigos e ensaios curtos, originalmente publicados na Internet, versando sobre tema específico.

 

Professor de Filosofia de Direito da Universidade Potiguar [UnP], eis aqui fragmentos da entrevista que concedeu a este “O Santo Oficio”, no qual vem publicando, em capítulos semanais, sobre “O RN no Tempo do Coronelismo”. Sobre o livro que está sendo lançado nesta quarta-feira, explica:

 

O Santo OficioQue vem a ser “Justiça versus Segurança Jurídica” ?

Honório de Medeiros — “Justiça versus Segurança Jurídica” é um conflito aparente. Concretamente não há essa dicotomia como opção para o cidadão. Justiça é algo que, em si, não existe, somente surgindo enquanto ambição criativa do Homem; Segurança Jurídica é um estratagema de dominação construído pelas elites que dirigem, em um certo tempo e um certo lugar, um aparato legal de controle social.

 

O Santo Ofício – Que contribuição pode dar um intelectual ao mundo em que vivemos?

Honório de Medeiros — O intelectual lida, basicamente, com abstrações. Quem, hipoteticamente, não o é, literalmente põe a mão na massa, entendida esta como o produto de sua força do trabalho. Em ambas, não é o resultado do trabalho em si que importa, mas, sim, o que se há de fazer com ele. Ou seja: quais as consequências dos meus atos? Trata-se de um questionamento ético. Esse é o maior exemplo, tendo em vista a natureza abstrata da contribuição do intelectual. Agir de acordo com uma máxima simples, como o imperativo ético de Kant, já significa um avanço. Lutar para que esse agir seja maximizado, se tornando uma realidade social, me parece uma grande contribuição que um intelectual pode dar para o mundo no qual vivemos.

 

O Santo OficioPara onde vai o mundo?

Honório de Medeiros — Não sabemos para onde o mundo vai. Como o determinismo é uma crença, nunca seremos capazes de predizer o futuro, principalmente quando somos responsáveis por construir, cada vez mais, variantes teóricas inesperadas que interferem diretamente na massa de conhecimento já existente, originando caminhos inesperados e surpreendentes. Muito embora sejamos levados a crer que o sol nasça todo dia, e isso venha acontecendo há milhares de anos,nada impede que amanhã somente haja escuridão e destroços. Podemos ousar, no entanto. E propor sonhos. E crer neles. E agir para que esses sonhos se tornem algo concreto embora fugaz.

 

 

TCE aprova Inspeção especial na UERN

terça-feira, 14 de abril de 2009

 

Da Redação

 

A Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado deverá realizar, nos próximos trinta dias, uma inspeção especial na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte – UERN, para averiguar a regularidade da contratação de pessoal nos últimos dez anos naquela instituição.

 

O processo nesse sentido foi apresentado pelo presidente da 2ª Câmara de Contas, conselheiro Tarcísio Costa, em sessão plenária, acatando sugestão do Ministério Público Especial junto ao TCE. O voto foi aprovado à unanimidade dos conselheiros.

 

 

 

REPERCUSSÃO DE UM ARTIGO

domingo, 15 de março de 2009

Da Redação

O artigo “Um Rosado de bom senso”, aqui publicado em 3 de fevereiro  e em seguida transcrito em diversas outras publicações obteve uma grande e inquestionável repercussão nos meios políticos, sociais e culturais do estado, em especial de Mossoró, berço e feudo dos Rosado.

Escrito pelo nosso Editor, o jornalista Franklin Jorge, que fez um sintético e conciso comparativo entre os irmãos Alex e Gustavo Rosado, que tendo a mesma origem genética e a mesma educação agem de maneira muito diversa em seus interrelacionamentos: um, segundo a observação do articulista, “formando nas hostes do bem” e o “outro, um proselitista do mal”.

Considerado o artigo em questão um dos grandes momentos do jornalismo de opinião e do articulismo político em nosso estado, pela pertinência do enfoque e serenidade do julgamento, qualidades reconhecidas por dezenas de leitores, embora vazado, de acordo com o preceito bíblico “em estilo de homem” [S. João], sem subterfúgios ou ambigüidades que geralmente desorientam os leitores em busca de informações qualificadas e confiáveis, como as que temos procurado oferecer aqui ao julgamento daqueles que nos prestigiam com a sua leitura.

Segundo o conhecido e respeitado jornalista Carlos Santos, que  transcreveu e comentou “Um Rosado de bom senso” em seu blog www.carlossantos.com.br , a aprovação dos leitores,  expressa em numerosos comentários e e-mails, confirma a propriedade dos conceitos ali enunciados pelo autor que produziu uma peça de jornalismo analítico e interpretativo muito distante do articulismo mundano, erroneamente apresentado ao leitor como genérico de articulismo político; um colunismo, na verdade, que se atém exclusivamente ao registro superficial dos fatos, ou seja, ao que todos de alguma maneira já sabem em decorrência da profusão de meios de comunicações acessíveis.

Registros, meramente registros sem o respaldo da opinião que o articulista digno desse qualificativo deve ao leitor. Como fazem, no dia a dia de sua profissão, os jornalistas Franklin Jorge e Carlos Santos, em sua prática jornalística que já faz parte da História do jornalismo potiguar.

A seguir uma seleção de comentários transcritos do blog www.carlossantos.com.br  e deste “O Santo Ofício” [inserto no site www.franklinjorge.com], relativos ao artigo objeto desta matéria que tem o propósito de dar ampla divulgação à opinião dos leitores, exercendo assim a interatividade que faz da Internet, hoje, a mídia democrática e planetária por excelência.

Comentários a “Um Rosado de Bom Senso”

 .Roger Silva disse: ai, meus sais! meu leque! minha purpurina!

.João Espada disse: Se melhorar, estraga!

.Selma Fernandes disse: Gustavo Rosado é uma decepção. Uma vergonha para a classe artística. Mas Gustavo não é prefeito sozinho; em Mossoró existe outro prefeito, um tal de Chico Carlos, periférico e sem nenhuma competência.

.Suely Souza Rodrigues disse: Impressiona o fato da cidade inteira, do mercado aos salões de beleza, do meio das ruas às aulas da Universidade: todo mundo fala mal desse senhor. Que tristeza.

.Lucas Custódio (Aeroporto) disse: É isto aí: tinha que ter alguém de juizo nessa familia que está comendo horrores dos cofres públicos. E veja bem: dos Rosado, é Dix-neuf aquele que mais filhos produziu e os que mais têm comendo em menos tempo de governo. De todos os Rosado o segmento que tem mais gente pra comer é o ramo Dix-neuf, valha-nos Deus. Com um detalhe: foi Dix-neuf quem produziu os piores Rosado como Gustavo está provando, mostrando-se como o sr. mesmo acaba dizer em toda a sua capacidade de perversidade . Essas demissões é coisa que só podia ter saído de uma cabeça doente. Não é coisa de cristão nem de individuo saudável.

.Maura Rique disse: Nunca pensei viver para ler isto. Jornalismo é o que faz por onde passa, esse grande jornalista do nosso Ceará-Mirim. O resto é palavrório. Franklin, sou sua fã!

.Pedro Azevedo disse: Você tem razão sem tirar uma só letra: Gustavo Rosado, com o poder, se transformou em uma criatura desprezível. Uma unanimidade: Mossoró não suporta aquele agitador cultural.

.Maria das Dores disse: Nunca pensei que apareceria alguém no jornalismo de Mossoró para arrancar a máscara desse sujeito que tem se revelado um perseguidor implacável, ambicioso e fútil, chamado Gustavo Rosado, que o Canindé Queiroz tornou famoso com o significativo apelido “de… de Ouro”. Agora só está faltando você, Franklin Jorge, escrever um artigo só sobre ele, Gustavo, esmiuçando sua personalidade mórbida. Estamos ansiosamente aguardando.

Comentários transcritos do blog jornalista Carlos Santos

.Alex Rosado é figura superior, diz webleitora. A internauta mossoroense Graça Sabino, nascida em Mossoró e há anos residindo em Natal, tem um belo testemunho. Reitera palavras minhas e do jornalista Franklin Jorge.

Ela comenta o artigo “Um Rosado de bom senso“, postado na segunda (3), em que Franklin compara os irmãos Gustavo e Alex Rosado, dando a esse segundo a dimensão de alguém superior (que assino embaixo) em termos de valores pessoais.

Leia o que Graça Sabino relata sobre o ótimo caráter Alex Rosado [-- Carlos Santos]:

.Graça Sabino disse: Reitero aqui a minha admiração por Alex. Ha cerca de 30 anos conheci Alex, que todas as noites, após voltar do trabalho no Banco do Brasil, ficava conversando com meus irmão nos bancos da antiga Praça do Codó. Sempre muito educado, gentil e respeitoso. Comigo não tinha muita aproximação, entretanto, seu senso de cidadania, responsabilidade e respeito pelo próximo, o fez protagonista de um ato admirável: após alguns anos de casada recebo um telefonema de Alex, após todo o transtorno que deve ter sido me localizar, pra me avisar que havia um dinheiro o qual eu tinha direito (pelo PASEP), pelo fato de ter me casado - não fosse ele, esse dinheiro estaria lá até agora… Isso é só pra ilustrar quão grandioso é este Homem! Há pouco tempo eu soube, através de uma familiar minha, que ele é incansável no cuidado com sua mãe, d. Odete. É carinhoso e dedicado. A humanidade precisa de mais Homens como este. Um grande abraço, Alex. 

.Alcides disse: Concordo com Claúdio Alcântara…ninguém seria capaz de ser tão omisso(a). É tudo jogo de cena…Aquela velha história eu sou o ruim e ela a boazinha.

.Zeroberto disse: Alex e Betinho(apesar de hoje político profissional) são os que se salvam nessa família. Quando da primeira administração Fafá, eu falei com Alex:”Vai ser secretário de que?” Ele: “Optei por ficar com mamãe e Aruza (irmã falecida)” Esse é Alex!

 .Valtércio Anunciato da Silveira disse: Jornalista Franklin Jorge, já lí centenas de artigos sobre os mais diversos assuntos, mas, confesso-lhe que reputo o presente como um dos mais completos. Conheci Alex Rosado no ano de 1970 quando deixei de estudar em Aracati-Ce e voltei para o Colégio Diocesano em Mossoró. Eu tinha 12 anos de idade e cursava a terceira série Ginasial. Lá se vão exatos 39 anos. Naquela ocasião, também conheço suas irmãs gêmeas, Fafá e Ceição. Estudávamos os quatro na mesma classe, coisa que aconteceu nos três anos subseqüentes. Em 1974 fui para João Pessoa-Pb e me afastei de todos. Nestes quatro anos de convívio, aprendi a gostar, a respeitar e a admirar os três irmãos. Quando voltei, no início de 1979, reencontrei Alex Rosado já funcionário do Banco do Brasil. Quando tinha oportunidade, fazia questão que o mesmo me atendesse, dada a sua seriedade, o seu profissionalismo e a sua dedicação a todos. Caso você me permita Senhor Jornalista, estimaria muito fazer minhas suas palavras acerca dele [publicadas]. Quanto ao irmão mais novo, o salgado GUGU, vale um velho dito popular: “se queres conhecer um homem, dê poderes a ele…” Pobre Mossoró !!!!!!!!

 .Cláudio A. Lopes disse: Só uma observação, se Gustavo Rosado faz mal a Administração da irmã, é com seu consentimento, a prefeita é ela, se ela não toma nenhuma atitude é porque concorda com as peripécias do irmão caçula!!!!

.Romero Alcântara disse: Que reflexão lúcida da baderna administrativa que virou o Palácio da Resistência! Sem rumo mesmo.

 

 

 

 

UERN: BLOG ENTREVISTARÁ CANDIDATOS

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Da Redação

O jornalista Franklin Jorge está produzindo entrevistas com candidatos a reitor e vice-reitor da Universidade Estadual, com o objetivo de informar à opinião pública do Rio Grande do Norte sobre o processo sucessório naquela instituição, suprindo assim a lacuna deixada pelos jornais impressos que estão ignorando ou dando informações incompletas sobre a questão de grande interesse neste momento.

Por outro lado, as pessoas que quiserem se manifestar podem enviar seus comentários para o e-mail deste site, franklin@franklinjorge.com ou diretamente, através de Comentários, abaixo de qualquer postagem especifica deste blog O Santo Oficio, como aliás está sendo feito com muito proveito para todos aqueles que desejam informações isentas de manipulação. As postagens devem ser feitas através de e-mails válidos que serão verificados por nosso editor, que preservará no entanto a identidade daqueles que temem retaliações.

Pela primeira vez, na história da UERN, uma eleição de reitor tem despertado tanto interesse. É a democracia chegando à UERN e estimulando a participação de todos num ato que terá consequencias para milhares de potiguares.

NOVO PREFEITO ENCONTRA DESCALABRO

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Por Walter Medeiros

 

AFONSO BEZERRA — O prefeito Jackson Bezerra decretou Estado de Emergência no Município de Afonso Bezerra, devido à situação de total descontrole administrativo decorrente da gestão municipal anterior. Segundo o novo prefeito a decisão levou em consideração a inexistência de documentos administrativos na sede da Prefeitura Municipal que indiquem a real situação dos procedimentos de licitação e dos atos administrativos praticados pela administração anterior, quando era titular o ex-prefeito José Robson de Souza.

 

Segundo Jackson, o Gestor Municipal anterior não disponibilizou as informações necessárias para o normal processo de transição, impossibilitando o conhecimento da realidade administrativa do Município. O Decreto nº 13/2009 foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (28.01.2009) e trata ainda da necessidade de realização de atos de gestão administrativa de natureza urgente, visando à continuidade dos serviços essenciais à população, tais como prestação de serviços médicos, de limpeza, educação, infra-estrutura básica e de funcionamento da máquina administrativa.

 

A decretação do Estado de Emergência no Município de Afonso Bezerra levou em consideração ainda a existência de débitos Municipais decorrentes dos atos da gestão anterior não incluídos no orçamento, além da ausência de pagamento da remuneração do mês de dezembro de 2008 à maioria dos servidores efetivos do Município e prestadores de serviço, bem como dos meses anteriores no que diz respeito aos vencimentos de grande parcela do funcionalismo público municipal.

 

Prazo –Segundo o Decreto, o estado de emergência financeira e administrativa no Município de Afonso Bezerra terá duração de noventa dias, a contar desta data. Durante o período de emergência fica vedada a realização de quaisquer despesas no âmbito do Poder Executivo sem a expressa autorização do Prefeito Municipal. Ficam suspensos todos os pagamentos de empenhos advindos do exercício anterior, excetuando-se a folha de pagamento de pessoal, encargos sociais e repasses.

 

O objetivo da medida é analisar individualmente o efetivo cumprimento dos objetos dos contratos administrativos firmados pela gestão anterior, bem como a regularidade da constituição das referidas despesas. Por outro lado, o Decreto diz que fica autorizada a administração Pública Municipal, por força do artigo 24, inciso IV, da Lei 8666/93, a contratar serviços e adquirir materiais necessários à execução dos atos de gestão administrativos essenciais, bem como ao funcionamento dos serviços de saúde, educação, saneamento e infra-estrutura básica, sem a necessidade de certame licitatório, uma vez constatada a indispensabilidade da contratação.

 

Licitações –Durante a vigência do Estado de Emergência serão realizados os devidos processos de licitação, bem como analisadas as dispensas e inexigibilidades, para as compras e serviços futuros. Está autorizada, ainda, a contratação, em estado de urgência, de assessoria jurídica e contábil, através de pessoa jurídica ou física, para fins de avaliar os atos necessários para a regularização da atividade administrativa Municipal e auxiliar os gestores municipais na consecução deste propósito.

Os efeitos do Decreto 13/2009 são retroativos a 02 de janeiro de 2009, uma vez que em tal momento já estava instaurada a situação de emergência vivenciada pela Administração Municipal, mormente em virtude do descontrole administrativo provocado pela gestão anterior.

Governos mal-educados

sábado, 31 de janeiro de 2009

Por Percival Puggina 

De Mídia Sem Máscara

 

Não surpreende que o governo do senhor Lula esteja distribuindo nas escolas, para aulas de educação sexual a adolescentes, um tal “kit” cuja atração maior é um pênis de borracha. Não surpreende. A primariedade do presidente é contagiante, como bem comprovam os risos e aplausos que suscitam suas tiradas. Quanto maior o mau gosto a frase, mais excitação produz nas platéias de todos os níveis que se reúnem para ouvi-lo.

Levar pênis para a sala de aula é, analogias à parte, grossura de gabarito. Ou vice-versa. O assunto vem causando risinhos irônicos, piadinhas compatíveis com o calibre da situação e inúteis manifestações de revolta entre pais inconformados com essa pedagogia decadente e despida de valores indispensáveis à boa educação. O episódio prova que gente mal-educada não pode proporcionar ensino de qualidade. E isso seria apenas uma obviedade, não fossem tão perniciosas as conseqüências sobre o conjunto da população adolescente do país. Associe-se essa atividade escolar com a distribuição de preservativos de borracha, cada vez mais rotineira nos banheiros da rede de ensino, e têm-se os elementos de estímulo oficial para reiteradas provas escritas e orais. Imagino que a manipulação escolar do órgão contribua para a formação dos tais intelectuais orgânicos.

Ironias à parte, há uma contradição nessa lambança. O mesmo sistema de ensino que sob inspiração dos pedagogos esquerdistas (desde os tempos de Fernando Henrique, diga-se de passagem) vem investindo na formação para a cidadania, com péssimos efeitos na cidadania e ainda piores resultados no aprendizado de conteúdos, muda de lado quando se trata de educação sexual. Abandona as filosofias e parte para os finalmente.

Como se vê, nestas coisas, os pedagogos no comando da educação nacional erram sempre. Educação sexual deveria iniciar e terminar falando sobre dignidade humana e sobre valores, sobre liberdade e responsabilidade. De fato, a sexualidade humana envolve, entre muitos outros aspectos (inclusive os centros orgânicos de prazer), a afetividade, a racionalidade e a espiritualidade. É uma possibilidade que produz conseqüências, um direito que impõe deveres. Há no sexo a alternativa do “sim” e a do “não”, o que o coloca em presença da liberdade humana, vestíbulo da moral e seus valores.

Embora cada vez mais se difunda o erro de que sexo é diversão, cuja responsabilidade se esgota no uso de preservativos e de contraceptivos, a coisa não é assim. E o estupro fornece prova cabal do que afirmo. Se sexo fosse tão somente diversão, o estupro seria apenas uma espécie de piada sem graça, uma daquelas anedotas diante das quais só ri a pessoa que conta. No entanto, o estupro é uma das mais violentas e invasivas agressões à intimidade, à sensibilidade e à dignidade alheias. Tal constatação, por si só, demonstra que mesmo do mais desqualificado ato sexual participa a integralidade do ser.

Bem sei que não se combate o mal com argumentos porque a adesão ao mal se faz pelo avesso da razão. Mas posso, e isso faço, apontar os malignos às pessoas de bem.

Altos salários de prefeitos destoam da crise

domingo, 25 de janeiro de 2009

Transcrito de MSN Notícias - Agencia Estado

No momento em que governantes preocupados com a crise econômica mundial tentam ajustar seus orçamentos, algumas prefeituras do País ainda convivem com salários que ultrapassam até a remuneração do presidente da República. Enquanto o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decide congelar os salários dos altos funcionários da Casa Branca para dar “o bom exemplo”, no Brasil alguns mandatários não se adaptaram à nova realidade. A Constituição Federal não impede que prefeitos ganhem mais que o presidente, mas especialistas defendem limites.

Em Angra dos Reis (RJ), cidade localizada a 150 quilômetros da capital fluminense e com 148 mil habitantes, a Câmara Municipal ignorou a crise mundial e concedeu um reajuste de 39% ao novo prefeito, Tuca Jordão (PMDB). Em dezembro, os vereadores elevaram o salário do peemedebista de R$ 16,5 mil para R$ 23 mil. Tuca Jordão ganha hoje mais do que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que recebe R$ 12.384,06. A assessoria do prefeito de Angra dos Reis informa que ele não abre mão do aumento.

Mesmo com a redução do orçamento do Poder Executivo municipal de Angra dos Reis (de R$ 470 milhões para R$ 460 milhões), os vereadores ampliaram também os subsídios parlamentares, aumentando de R$ 36.000,00 para R$ 43.800,00 o limite de gastos com assessores. A justificativa é que a Câmara ganhou mais um parlamentar.

Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a Câmara teve uma iniciativa oposta. Os parlamentares revogaram o aumento aprovado pela legislatura anterior e reduziram os próprios salários de R$ 7.430,00 para R$ 5.400,00, o que deve representar uma economia de R$ 500 mil anuais, calculam. “Nossos salários não coincidem com a realidade da cidade. Conversamos e chegamos a um entendimento de que era um absurdo”, justifica o presidente da Casa, Wagner Carneiro (PRTB). Os 19 vereadores querem agora reduzir o salário do prefeito Alcides Rolim (PT), que ganha, aproximadamente, R$ 19 mil e tem minoria no Legislativo.

Considerado um dos mais elevados salários entre os prefeitos do País, Beto Richa (PSDB), de Curitiba (PR), recebe mensalmente R$ 23.904,81, mais que o dobro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (que ganha R$ 11.420,21). Segundo a assessoria de Beto Richa, ele já buscou meios legais para reduzir a remuneração. “Desde que assumiu (em janeiro de 2005 - ele foi reeleito para o novo mandato já no primeiro turno das eleições do ano passado), ele achava que o salário era elevado”, afirma um assessor. Como só a Câmara Municipal pode definir o ordenado do prefeito, em abril de 2007 Beto Richa passou a doar 20% do pagamento bruto à administração municipal.

Sem intervenção

A Constituição Federal, lei fundamental do País, não proíbe que prefeitos recebam mais que o presidente. O salário de um prefeito deve ser aprovado pela Câmara Municipal e não pode ultrapassar o de um ministro do Supremo Tribunal Federal (hoje R$ 24.500,00). O prefeito não pode, por iniciativa própria, aumentar ou reduzir a própria remuneração. “O Executivo não tem como intervir na questão”, afirma o procurador-geral de Angra, André Gomes. Segundo ele, é preciso levar em conta a estrutura à disposição do presidente da República e os gastos de cada prefeito para fazer tal comparação. “Tudo é pago pela Presidência da República, ao contrário do que acontece nos municípios”, justifica.

PROCURADOR REGIONAL PUBLICA EM BABÉLIA

sábado, 24 de janeiro de 2009

Da Redação

 

 

O Procurador Regional da República Edilson Alves de França passa a publicar regularmente seus artigos em nosso site, a partir da próxima quarta-feira, dia em que costuma se reunir com seus amigos para almoço de confraternização em um dos restaurantes de Natal. Professor da Faculdade de Direito da UFRN, é nome por demais conhecido e respeitado dentro e fora do estado, por sua atuação profissional e contribuição à ciência do direito em nosso país.

 

Colaborador eventual deste site, o professor Edilson Alves de França tem artigos armazenados nos arquivos de “Babélia”, entre os quais, “MP Chargeado”, recentemente publicado. Hoje, excepcionalmente, publicamos em nosso site o bem humorado artigo de sua autoria “Incompetência incriativa”, do qual extraímos o seguinte fragmento, como aperitivo aos nossos leitores e brindando antecipadamente a sua colaboração semanal das quartas-feiras:“Há quem critique Laurence Peter, por não haver incluído no seu livro “As Leis da Incompetência”, um só exemplo brasileiro.  Chegou-se a apontar o famígero kit de primeiros socorros, imposto pelo CONTRAN aos consumidores motorizados, como merecedor de referência pelo jornalista e escritor americano.   Não poderia ele, ao analisar o paradoxal fenômeno da “incompetência criativa”, tão comum no âmbito da administração pública tupiniquim, ter deixado de citar, no mínimo, um dos folclóricos episódios brasileiros[...]” Leia a continuação deste artigo em “Babélia”, www.franklinjorge.com

GrandeAngular:entrevista polêmica com Paulo Chaves

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Da Redação

O poeta, crítico de arte, tradutor e jornalista Paulo Azevedo Chaves, um dos nomes mais importantes de sua geração em Pernambuco, é o entrevistado da quinzena na seção “Grande Angular”. Trata-se de uma transcrição autorizada, originalmente publicada em INTERPOÉTICA.COM,um dos mais importantes sites culturais do país, editado no Recife por Cida Pedrosa e Sennor Ramos.

Entrevistado por Raimundo de Moraes, poeta, cronista, jornalista e colunista do referido site, Paulo A. Chaves faz revelações surpreendentes, como a reproduzida a seguir:Quando minha mãe morreu, no início dos anos 90, fui morar na mansão familiar da Rua Amélia 304, nos Aflitos. A casa era conhecida como “Casa Azul” simplesmente porque era pintada de azul. Nessa época, resolvi transformar o imóvel num ateliê permanente (na parte dos fundos) usando outros espaços para encenações teatrais e recitais de poesia. Ali, nas noites em que havia algum evento colocava uma escultura em madeira de Pedro Índio, de uns 40cm de altura, bem na entrada do jardim visível a quem passasse na calçada. Ela representa um homem se masturbando, o pau grande e grosso seguro por uma das mãos. (Ainda tenho essa escultura na sala da casa onde resido hoje). As apresentações teatrais contavam com a participação de alguns diretores conhecidos, como José Manoel, e atores jovens como Márcio de Morais e Pedro Dias. Às vezes encenava espetáculos eróticos, com os atores inteiramente nus. No balcão do bar, logo na entrada da casa, nas noites festivas, ficava Carlos (um michê bem dotado com quem eu transava na época). Ele servia bebidas (e bebia) vestindo apenas uma capa negra sobre o corpo branco e musculoso. No rosto usava uma extraordinária meia-máscara com um chifre vermelho saindo da testa. Obra de um artesão famoso de Olinda, Moser. Ainda hoje não entendo como não fui denunciado à Polícia e a casa não foi apedrejada pelos vizinhos…  Em 93 ou 94, coincidindo com minha demissão do Diário (os jornais na época estavam diminuindo os espaços destinados às artes visuais e à literatura), a Casa Azul foi vendida e mais um ciclo se fechou em minha vida”.LEIA MAIS EM WWW.FRANKLINJORGE.COM

SITE TEM NOVAS POSTAGENS

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Da Redação

O jornalista Walter Medeiros, editor de RN SITES, publica em nosso site uma contundente análise sobre o genocídio do povo palestino por Israel, consolidando uma parceria e ao mesmo tempo externando a perplexidade de milhões de seres humanos que repudiam a ação do governo israelense que repete com a mesma virulência embora usando outros métodos a mesma prática dos carniceiros do Reich contra o povo judeu na Segunda Guerra Mundial.

Eis um trecho de sua serena e bem concatenada análise publicada em “Babélia” sob o titulo “Israel bombardeia a humanidade“: “[...] Já houve quem dissessqe que Israel tem uma ânsia de destruição, uma sede de sangue, e uma torpe vontade de cometer assassinato em massa [...]”.E, mais adiante: “[...] Essa verdadeira tragédia não é apenas uma questão regional. É uma tragédia para o mundo inteiro, porque se trata de uma injustiça. E essa injustiça é considerada uma ameaça para a paz mndial [...]“.

Dando continuidade às “Séries”, publica-se o décimo capitulo de “O Spleen de Natal”, enfocando a figura tutelar do escritor e humanista Luis da Câmara Cascudo, flagrado em dois momentos de sua vida já legendária, na mocidade e na maturidade, por um jovem português, caixeiro de loja, que se tornaria seu amigo e anfitrião em uma das mais famosas casas de Natal, a Confeitaria Delícia, objteto já de vários livros e relatos memorialísticos.

Em “Galeria” Franklin Jorge escreve sobre Fernando Gurgel, um desses artistas que se podem incluir entre os mestres da pintura contemporânea, ao lado de alguns outros notáveis artistas da sua geração, como o pernambucano Gil Vicente e o paraibano Sérgio Lucena. 

Aos poucos, após muitas dificuldades, estamos regularizando as postagens diárias nesta publicação que tem sido bem acolhida pelos leitores. Prova disto a fidelidade daqueles que, mesmo sem a publicação de novos por mais de 75 dias, dos quais 65 sucessivos e rotineiros, continuaram a nos acessar, pelo menos uma vez por semana, conforme os registros e estatísticas de que dispomos.

Canais como ”Babélia” e as “Séries” já recebem postagens regulares, embora em horários imprevisiveis.Outras seções ainda se ressentem da falta de webmasters voluntários.

SITE TERÁ PUBLICAÇÕES DIÁRIAS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Da Redação

A partir do próximo sábado nosso site voltará a publicar todos os dias, após ter ficado fora do ar por mais de dois meses em consequencia de um ataque de vírus que comprometeu configurações, apagou pastas contendo textos inéditos e endereçário, acarretando-nos grandes prejuizos e ao mesmo tempo privando-nos do contato permanente com os nossos leitores e colaboradores.

Ontem, já realizamos uma postagem experimental, através da seção “Retrato Falado”, publicando entrevista do professor Henrique Marques-Samyn, que tem formação em Filosofia e Psicologia e atualmente faz doutorado em Literatura Comparada na Universidade Federal do Rio de janeiro [UERJ], além de se destacar como colaborador em importantes publicações impressas e virtuais do país e do exterior. A seção é das mais populares e, oportunamente, será transformada em livro com as melhores entrevistas.

Até sábado, dia 20, esperamos estar com o site totalmente atualizado, embora, no que se refere às “Séries”, ainda possamos eventualmente suspender uma ou outra publicações, pois nem todos os textos apagados pelo virus foram totalmente reconstituidos. Trata-se de um trabalho lento e oneroso, que envolve a colaboração de voluntários, no sentido de localizar anotações e comparar versões existentes, além da ação do próprio autor, no sentido de refazer os textos da melhor forma no menor espaço de tempo possivel.

Ao término das séries atualmente em cartaz, os textos de nosso editor serão paulatinamente substituidos por novas séries escritas por diferentes autores, entre os quais, já confirmados, destacam-se o gaúcho Nelson Hoffmann, que publicará em capitulos o seu curioso romance policial “O Homem e o Bar”, que deu inicio a uma sequencia que tem como principal personagem um advogado que,no exercicio de sua profissão, desempenha também a função de detetive que se junta a uma galeria de carismáticos que faz a popularidade do gênero. além disso, Hoffmann e atualmente um dos mais importantes criticos literários em atividade no Brasil, com obras publicadas em diferentes países.

Tendo estreado em livro em 1978, ao publicar “A Bofetada”, romance francamente autobiografico, Nelson Hoffmann deu inicio a uma vitoriosa trajetória nas letras gaúchas, segundo dão testemunho os livros “onde Está Maria” e “Esse Mundo é Pequeno” e “Terra de Nheçu”.

O FIM DO JORNALISMO

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Há pouco o jornalista João Batista Machado divulgou um pequeno e significativo artigo sobre uma espécie de jornalismo que se generaliza sob o signo da concessão e da indiferença à ética. Um jornalismo nivelado por baixo, praticado por fabricantes de releases e plantadores de notícias – subsidiados por interesses que envergonham todos aqueles que exercem a profissão com dignidade.

 

Li, recortei e guardei, para reler outras vezes, como estímulo nos momentos de desânimo, oriundos da impotência e do ceticismo diante dos fatos.

 

Era tudo o que eu gostaria de ter escrito, assim, com toda essa clareza e irresignação que pulsa do texto machadiano.

 

Algumas poucas linhas, enformadas por uma rica vivência do jornalismo e do batente das redações, Machadinho assimila e resume corretamente uma realidade que desmoraliza o nosso obscuro ofício e o confunde, perigosa e vulgarmente, com o seu antípoda – a publicidade –, que corrói a credibilidade ao dar foros de realidade ao que é meramente virtual.

 

Dominado por marqueteiros onipresentes e expressando-se através de notinhas mercenárias, o jornalismo perdeu a sua essência vital, transformando-se, como instrumento de barganhas, em balcão de negócios e paraíso de extorsionários.

 

 Não tenho nenhuma dúvida de que o jornalismo, como costuma ser praticado, está falido e condenado, se não ao desaparecimento a uma reforma urgente e profundamente necessária, que priorize, como forma de sobrevivência, o pleno exercício da ética.

 

Como um corpo sem alma, nossos jornais não repercutem mais a indignação dos cidadãos regidos pela decência.

 

Diante desse cenário corrosivo, tão bem pintado pelo jornalista João Batista Machado, o mínimo que podemos dizer, em favor do jornalismo, é que o leitor – para quem deve ser feito o jornal – espera mais do que recebe.

A INCOMPETÊNCIA É SHOW

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Por Franklin Jorge

 

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte encontrou uma fórmula capaz de transmitir, de maneira didática inquestionável, como não deve ser feito um programa de entrevistas. A fórmula faz sucesso há muitos anos, embora seus criadores não façam alarde disso, talvez para não despertar a inveja e a malevolência de setores acadêmicos, que gastariam duzentos para impedir que alguém ganhasse vinte…

 

Refiro-me, evidentemente, ao programa “Memória Viva” – que vai ao ar há duas ou três décadas pela TV Universitária. Visto de relance, sem o necessário olho clínico, poderia suscitar a suspeita de que se trata de uma prova contundente da incapacidade das pessoas envolvidas em seu processo, enquanto se trata, na verdade, de algo muito bem pensado e melhor executado, para mostrar na prática, ao espectador desinformado ou interessado em jornalismo, como não se deve fazer um programa de televisão. Afinal, a Universidade é uma instituição que prepara para a vida profissional, portanto, deve ter seus métodos e um deles se relaciona às formas de aprendizagem. Por isso, não me acanho de afirmar que “Memória Viva”, como objeto de estudo, dá lições de excelência.

 

Como um programa de entrevistas, “Memória Viva” utiliza-se do que podemos chamar de “método negativo”, ao proporcionar aos telespectadores e mesmo aos estudantes de comunicação social tudo aquilo que eles, no exercício de sua futura vida profissional, não devem fazer para não enfadar o público nem decepcionar àqueles que exigem, de uma entrevista, que seja mais do que conversa jogada fora. Assim, ao contrário de uma assembléia de comadres que se esmeram em se imiscuir na vida alheia, representa uma lição prática e inconteste do que não deve ser encarado como documentário jornalístico. Pelo menos, não como jornalismo moderno, desses que vemos nos famigerados talk shows que permeiam a programação da tevê comercial.

 

O padrão da nossa TV Universitária está na vanguarda do didatismo, em termos de congêneres. Pelo menos em matéria de entrevistas. Em vez de mostrar como se deve fazer, mostra como não se deve fazer, o que resulta, para o telespectador e demais interessados na questão, em uma lição muito mais explícita e convincente. Assim, vemos um apresentador desprovido de carisma, articulando as palavras com forçada afetação, patinando no dejá vu e no anedotário dessa grande fazenda iluminada que é Natal, esforçando-se ao máximo para nos fazer ver que aquilo não é o que parece, mas coisa muito diversa do que poderia ser. Um achado digno da admiração de todos.

 

Não consta que a TV Universitária tenha alguma vez realizado pesquisa de opinião para medir o grau de audiência de tal programa, único no gênero, repita-se, a praticar o jornalismo pelo método negativo, um processo que norteou inclusive uma tese acadêmica digna de nota. Nisto, está dormindo no ponto, pois muito lucraríamos sabendo qual é o perfil dos telespectadores de “Memória Viva” e quantos eles são. A esperteza sussurra que são legião…

LEONARDO RÊGO É REELEITO

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Por Franklin Jorge

 

PAU DOS FERROS — Reeleito numa disputa marcada pela baixaria de seus adversários, que fizeram de tudo para ganhar a prefeitura, Leonardo Rego, 28 anos emerge do caos eleitoral como a mais importante liderança política do Alto Oeste potiguar.

 

Leia a continuação deste artigo amanhã, quando se extingue o prazo estabelecido pelo juiz eleitoral de Pau dos Ferros, proibindo-me de escrever sobre a campanha eleitoral.

INTERNAUTAS COMENTAM A BAIXARIA

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Da Redação

 

Todo o Rio Grande do Norte tem acompanhado com estarrecimento o nível da campanha eleitoral em Pau dos Ferros e os ataques de que tem sido vitima o editor desta publicação, jornalista e escritor Franklin Jorge, atacado por partidários do ex-prefeito Nilton Figueiredo, através de seus representantes Benaldo Medeiros, responsável por seu programa eleitoral, e Jennison José Vilaça, autores de uma campanha difamatória que atenta contra a inviolabilidade da honra.

 

Nosso Editor pautou-se com firmeza, sem ferir os códigos e sem recair em baixarias que delatam o nível intelectual de seus agressores e o pouco caso que fazem das leis que protegem a privacidade e a honra. Rebateu-os, fazendo publicar a cada estocada a fortuna que obteve com o seu trabalho e a sua persistência – o reconhecimento da critica pelos frutos do seu intelecto. Podendo parecer um mero ato de narcisismo, foi, na verdade, uma estratégia para calar os maledicentes, que emudeceram ou se compenetraram da gravidade de sua histeria caluniosa e difamante.

 

Quanto ao conteúdo desses ataques, dispensamo-nos de maiores comentários sobre o fato, o que já foi feito por importantes colunistas da Imprensa de Natal e de Mossoró, que desaprovaram o baixo nível da campanha eleitoral em curso em Pau dos Ferros, com agressões físicas e morais, inclusive contra o prefeito Leonardo Rego.

 

Limitamo-nos, aqui, a reproduzir o julgamento da opinião pública, condenando veementemente tais recursos que traduzem apenas o desespero da candidatura que eles representam, como violadores de todos os códigos que fazem barreira contra a barbárie.

 

A seguir a transcrição dos comentários publicados sobre as postagens “Deputado Gustavo Carvalho tem assessor trambiqueiro”, “Irmão da ex-primeira dama faz ameaças” e “A Didática da Baixaria”, publicadas nesta página. Neles, a indignação, a revolta, a decepção com as autoridades, como o deputado Gustavo Carvalho, que mantém um funcionário que deslustra o seu gabinete. O mesmo acontecendo com o sr. Jennison José Vilaça, que desfruta imoralmente no atual governo do estado um cargo de “Servidor Técnico”, eufemismo para a aristocrática sinecura. Ou seja, ganha sem produzir.

 

Os comentários dos internautas:

 

.GLORIA disse: QUE DECEPÇÃO, DEPUTADO! SEMPRE FIZ UMA BOA IMAGEM SUA, MAS AGORA, DIANTE DESSE FATO, ESTOU DECEPCIONADISSIMA. O SENHOR, COMO REPRESENTANTE DO POVO, DEVIA DAR BOM EXEMPLO, CERCANDO-SE SOMENTE DE GENTE BOA E DECENTE. ESSE BERNALDO É UM CALUNIADOR, UM INDIVÍDUO COM FICHA POLICIAL, NAO DEVIA ESTAR Á SUA SOMBRA. DECEPÇAO, DEPUTADO. DECEPÇAO.

 

.João Madeira disse: Benaldo é caixão e vela preta. Sua palavra tem tanta credibilidade em Pau dos Ferros quanto o que as pessoas depositam nos banheiros. Por onde passa Benaldo deixa uma inhaca de imoralidade e corrupção. Estranho é que seja Assessor de um deputado que devia zelar pelo próprio nome e não ficar aí dando boa vida a um marginal com entrada na policia.

 

.Do Céu de Apodi disse: Estou pasma com o fato de um deputado manter como assessor um cafajeste dessa qualidade. Certamente, se ele usasse o próprio dinheiro para pagar o seu salário, não o faria a não ser que estivesse mal intencionado. Esse Benaldo é individuo sem fé, como disse em artigo o jornalista e escritor Franklin Jorge, vitima de sua periculosidade e da sua falta de limites. Sua impunidade mostra a moleza das autoridades que têm se mostrado coniventes com estas agressões que em um pais civilizado e temente às leis já teria gerado consequências penais graves.

Franklin, continue lutando, pois vc tem sido o único canal competente para esclarecer aos eleitores que são e como agem certos candidatos que querem ganhar a prefeitura de Pau dos Ferros e a  de Apodi a qualquer preço. Mesmo ao preço da honra alheia. Quanto ao deputado Gustavo Carvalho, que acoberta esse cafajeste, só me resta como eleitora anotar o seu nome e divulga-lo como mau exemplo de político.

 

.Ribeiro disse: Deputado, tenha paciência. Assim já é de mais: manter em seu gabinete com dinheiro público um trambiqueiro agride ao contribuinte e eu diria até que enxovalha o seu nome, se é que o sr. tem apreço por ele. Dê um tempo, deputado. Poupe-nos. Bote esse malandro pra correr ou vai ficar mais difícil para o sr. em 2010.

 

.João Benjamin disse: Deputado, tenha cuidado com Benaldão. Esse sujeito, que já esteve preso em Mossoró, vai acabar defecando no seu mandato. Livre-se deste tipo antes que seja tarde.

 

.GLÓRIA disse: FRANKLIN, DESCOBRI ESTA QUADRINHA DE AUTOR ANONIMO QUE SE AJUSTA PERFEITAMENTE AO QUE É, SEM TIRAR NEM POR, ESSE MAU CARÁTER CHAMADO BENALDO MEDEIROS, GRANDE MALEDICENTE COM FICHA NA POLICIA, QUE VIVE ÀS CUSTAS DOS CONTRIBUINTES, COMO FUNCIONÁRIO FANTASMA DO GABINETE DE UM DEPUTADO QUE NÃO SABEM COM QUEM ESTÁ SE PEGANDO:

LINGUA ENCARNADA

DA COR DE BRASA

FORA DA BOCA

NÃO CABE EM CASA.

.Manoel Cassiano disse: Esse sujeito, Benaldo Medeiros, ocioso e fuxiqueiro, comedor dos nossos impostos, está melando a imagem do deputado Gustavo Carvalho que o mantém como representante em Pau dos Ferros.

 

.Paulo Ferreira disse: FRANKLIN TUDO QUE VOCE FALOU DESTE BENALDO É VERDADE. ELE ROUBOU UMA RÁDIO COMUNITÁRIA FM 100 AQUI EM PAU DOS FERROS E A LEVOU PARA MARTINS.

 

.João Madeira disse: Franklin, fique frio. Esse Jennison Vilaça não é de nada. Quem o conhece sabe que ele devia olhar olhar pro próprio rabo antes de abrir a boca… Não foi capaz de defender o próprio pai, barbaramente assassinado. A valentia dele é virtual. Todo mundo em Pau dos Ferros está rindo dele.

 

.DANIEL DANTAS disse: Poxa!! esse cara deve ter uma vontade louca de assumir que é gay, tanto ódio assim pelo homossexuais deve ser trauma de não ter coragem de assumir.

 

.MARCELO VICTOR DA SILVEIRA disse: Francamente o que este sujeito escreveu neste e-mail, diz tudo sobre o tipo de ser humano que ele é. Não seio se isso é humano ou um verme, isso sim um parasita da irmã.

 

.O Bem amado! disse: => Definição de um verme: Jennison Vilaça. Recalcado = Pessoa que sente ódio por ser rejeitado, passado para trás… Não tem amigos! Não tem Família! Não tem nada! Não faz nada da vida!
Oportunista + mal sucedido = Sempre usou cordas e sapatos alheios para subir na vida… Tá acabando a mamada! a corda rompeu e o salto quebrou. rs…

Neurótico e mal resolvido + mal amado =====>>>> confusão mental + enrustido + Invejoso + anti-social + Negativo + falso moralista … Enfim, quem pode interpretar cada uma dessa palavras, pode ver o que ele escreve em forma de baboseiras = tudo que ele diz ou faz, reflete na pessoa dele. Quem o conhece sabe muito bem! Tenho dito! Aguardem! Tem muito mais!

 

.Álvaro disse: Cada um gasta como quer. Mas que não culpem ninguém.
Afinal isto é o santo oficio que pensava ter terminado há muito.

 

.GLORIA disse: BENALDO, BENALDÃO, TANTO MEXEU COM PEDRAS QUE UMA LHE CAIU NA CABEÇA… AGORA SAIA DESSA, TRAMBIQUEIRO E FALSO JORNALISTA COM FICHA POLICIAL!!

 

.RAMON CORTEZ disse: E NÃO APENAS O BENALDO E O JENNISON VILAÇA, MAS QUEM ESTÁ POR TRÁS DE TUDO ISTO, OU SEJA, O CANDIDATO DA BAIXARIA. VC DEVE PROCURAR AS INSTITUIÇÕES QUE DEFENDEM OS DIREITOS HUMANOS E ENQUADRAR TODO ESTE POVO. NÃO ESPERE POR JUSTIÇA ELEITORAL. VÁ PARA A JUSTIÇA COMUM, POIS O CRIME QUE ELES COMETERAM CONTRA A SUA HONRA DEVE SER PUNIDO NA FORMA DA LEI.

 

.RAMON CORTEZ disse: E NÃO APENAS BENALDO E JENNISON VILAÇA DEVEM SER RESPONSABILIZADOS CRIMINALMENTE, MAS TAMBÉM O CANDIDATO QUE CONTRATOU OS SEUS SERVIÇOS DE CALUNIADORES E DIFAMADORES DA HONRA ALHEIA. EU SEI QUE VC TEM MUNIÇÃO SUFICIENTE PARA ACABAR COM AS PRETENSÕES POLITICAS DE UM CANDIDATO QUE FEZ DA INJÚRIA E DA DIFAMAÇÃO UMA ARMA ELEITORAL. ACIONE AS INSTANCIAS JURIDICAS, A FEDERAÇÃO DE JORNALISTAS E AS ONGS QUE LUTAM CONTRA O PRECONCEITO E OS CRIMES CONTRA A HONRA.

 

.Mauricio disse: Pau dos Ferros está estarrecida com o nível de baixaria dos partidários do candidato da oposição, que está muito confiante de ter as costas largas porque te o apoio da governadora. Mas a lei deve se sobrepor a tais desmandos e você, Franklin Jorge, deve acionar na justiça todos esses bandidos que atentaram contra a sua honra.

 

.Mariazinha disse: Benaldo é apenas um “pau mandado”. Vc deve processar o patrão dele, homem perigosíssimo que já prejudicou muito o município e atrasou o desenvolvimento humano e social de Pau dos Ferros.

 

.LUZIA DO PRINCESINHA disse: AFINAL, PARA ONDE FOI A VALENTIA DO “HOMEM”?

 

.Manoel disse: Processe, Franklin, essa corja de malfeitores e estará prestando um grande serviço a Pau dos Ferros.

 

.Laudeci disse: Benaldo é um pobre diabo metido em mil e uma velhacarias. Já esteve até preso e usa descaradamente o nome do ex-secretário Honório de Medeiros como o de um protetor capaz de encobrir-lhe as patifarias que são muitas. Em Pau dos Ferros ele é execrado e ninguém o leva a sério, a não ser pessoas de sua igualha, POIS QUEM SAI AOS SEUS NÃO DEGENERA… Bote quente nele e em Jennison Vilaça, Franklin. Pau dos Ferros lhe ficará grata por este serviço: livrar-nos de malfeitores.

 

.Silva disse: Franklin não dê cartaz a esse vagabundo, ele vale menos do que as pessoas depositam nos banheiros. Em suma: é um “cabra de peia”.

 

.Mauricio disse: vc deve acionar a justiça eleitoral contra o “doutor Candidato” que está por trás dessa campanha difamatória contra a sua honra.

.O Bem amado! disse: É isso aí Daniel! Ele não tem coragem de assumir sua sexualidade… esse é o maior problema, aí se torna essa pessoa ranzinza e mal humorado. Covardeeeeeeee! sem Caráter! Como eu disse acima: UM VERME. Mas, ele vai pagar por tudo.

.RAMON CORTEZ disse: FRANKLIN, VAMOS MOBILIZAR A OPINIÃO PÚBLICA E PUNIR CRIMINALMENTE OS DETRATORES E ACHINCALHADORES DE SUA HONRA. ISTO NÃO PODE FICAR ASSIM.

 

.Mônica disse: Caro Franklin isso já é de se esperar desse povinho baixo do Homem,eles não tem nada a oferecer a não ser baixarias, seja com músicas, gestos ou palavras. Sinto muito por você ter que passar por tudo isso,é lamentável o desespero dessa gentinha.Seja forte que já estamos perto de vencer a batalha,mas tome muito cuidado,pois eles são perigosos.Boa sorte de uma fã.

 

.Silva disse: Esse indivíduo Benaldo Medeiros, não merece credibilidade é um picareta de carteirinha.

 

.Haline disse: Franklin.. Não deixe isso aí que disseram com vc de graça não! e não deixe o que está acontecendo aqui de graça também não! faça uma matéria que só vc sabe como fazer!
Boa Noite e Boa Sorte

 

.O Bem amado! disse: Olá Franklin, não te conheço pessoalmente, mas, um dia quero ter esse prazer. Gosto muito de sua coluna, leio sempre que posso. Parabéns por desmascarar O mal amado do Jennison Vilaça. Você disse muito bem: Mal amado! Isso já o define.

Sintomas do mal amado!

- Sintoma principal: Inveja crônica

- Faz intrigas para separar pessoas que se gostam.
- Faz fofoca da vida de pessoas que estão felizes e “de bem com a vida”
- É extremamente rancoroso.
- Gosta de denegrir a imagem da pessoa perante os amigos, aqueles que possam vir a ser, ou até mesmo perante estranhos.
- A falsidade e a dissimulação imperam no seu comportamento.
- É arrogante e prepotente ao extremo
- Se acha superior a tudo e a todos.
- FINGE SER FELIZ O TEMPO TODO.

O mal amado apresenta todos estes sintomas e mais alguns que devo ter esquecido.
Grande abraço amigo

.O Bem amado! disse: AH! FALTOU UM DOS PRINCIPAIS SINTOMAS: NÃO É CAPAZ DE ASSUMIR SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL. TENHO DITO!

 

.Jerônimo do São Benedito disse: Cadê você, Jennison? Para onde foi a sua valentia? Você é mesmo cara de pau: faça um auto-exame, cara e olhe à sua volta. Veja que o sujo não pode falar do mal lavado.

O Bem Amado disse: Jennison Vilaça é um indivíduo que merece total desprezo.
indivíduo birrento, insistente, teimoso, aborrecido, rabugento, impertinente, ranheta. É apenas muito, muito chato. Por conta de todos esses adjetivos e outros quinhentos, todo ranzinza é socialmente obrigado a morar só… E é exatamente isso que acontece com ele, não tem ninguém na vida! O problema é que chegamos a uma questão cognitiva: se o ranzinza não vai ter em quem descontar a chatice infinita, vai sobrar birra para a geladeira, o fogão, o microondas, a televisão… risos…

 

.RAMON CORTEZ disse: FRANKLIN, VAMOS MOBILIZAR A OPINIÃO PÚBLICA E PUNIR CRIMINALMENTE OS DETRATORES E ACHINCALHADORES DE SUA HONRA. ISTO NÃO PODE FICAR ASSIM.

 

.Mônica disse: Caro Franklin isso já é de se esperar desse povinho baixo do Homem,eles não tem nada a oferecer a não ser baixarias,seja com músicas, gestos ou palavras.Sinto muito por você ter que passar por tudo isso,é lamentável o desespero dessa gentinha.Seja forte que já estamos perto de vencer a batalha,mas tome muito cuidado,pois eles são perigosos.Boa sorte de uma fã.

 

.Benaldo Medeiros disse: Olhe aqui Franklin, ja tinham me dito que vc era cabra safado, mais não pensei que chegasse a tanto, a primeira postagem que fiz, assumi e assumo o que fiz, agora vc ficar criando postagem como tendo sido eu, e muita hipocrisia da sua parte, a classe jornalistica não merece ter em seus quadros pessoas como vc, sem carater e frustado, então pra terminar me deixe em paz, e não preciso mais dizer a Pau dos Ferros e ao estado o porque da sua raiva de niltton não é?, você como os desesperados que estão do seu lado, estão querendo criar fatos, mais nem isso vocês consequem, em relação a minha pessoa, não precisa você se preocupar não, porque quem me conhece, sabe das minhas virtudes e dos meus defeitos, como qualquer outro cidadão, em relação a ser jornalista como você menciona, nem você nem ninquem ouviu da minha boca, que eu o era, e pelo fato de eu ter sido preso, muita me orgulha, porque eu fui preso por lutar por mais de 12 anos, por democracia nos meios de comunicação, coisa que você nem nos tempos da ditadura fez, muito pelo contrario sempre serviu aos que apoiavam a ditadura, agora você que não conhece nem os bairros de Pau dos Ferros querer posar de bom moço, servindo ao prefeito em troca de uns trocados, senão passa fome, explique-se porque você nunca deixe bons rastros por onde você anda? diga o porque que você tem tantos inimigos?, como ja disse, eu não mandei post nenhum denegrindo a sua imagem, ate porque tenho muitos amigos homossexuais, e respeito o direito de opção sexual de cada pessoa, portanto eu chego a seguinte conclusão ou você e muito maqueavelico e ou è desonesto de verdade. E peço a você para não incluir nas suas safadezas pessoas de bem como a pessoa qu você maldosamente colocou o nome dele por completo coisa que eu não coloquei na minha postagem. Agora ser HOMEM, e coisa para poucos. Para ser democratico (sera que é) publique essa postagem.

 

.O Bem amado! disse: Olá Franklin, não te conheço pessoalmente, mas, um dia quero ter esse prazer. Gosto muito de sua coluna, Leio vc sempre que posso. Parabéns por desmascarar O mal amado do Jennison Vilaça. Você disse muito bem: Mal amado! Isso já o define. Sintomas do mal amado!

- Sintoma principal: Inveja crônica
- Faz intrigas para separar pessoas que se gostam.
- Faz fofoca da vida de pessoas que estão felizes e “de bem com a vida”
- É extremamente rancoroso.
- Gosta de denegrir a imagem da pessoa perante os amigos, aqueles que possam vir a ser, ou até mesmo perante estranhos.
- A falsidade e a dissimulação imperam no seu comportamento.
- É arrogante e prepotente ao extremo
- Se acha superior a tudo e a todos.
- FINGE SER FELIZ O TEMPO TODO.

O mal amado apresenta todos estes sintomas e mais alguns que devo ter esquecido.
Grande abraço amigo

.O Bem amado! disse: AH! FALTOU UM DOS PRINCIPAIS SINTOMAS: NÃO É CAPAZ DE ASSUMIR SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL. TENHO DITO!

 

.Jerônimo do São Benedito disse: Cadê você, Jennison? Para onde foi a sua valentia? Você é mesmo cara de pau: faça um auto-exame, cara e olhe à sua volta. Veja que  o sujo não pode falar do mal lavado.

Franklin Jorge e a Crítica: FRANKLIN JORGE E SUA VIAGEM

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Por Antonio Carlos Villaça
Vice-presidente do PEN Club do Brasil

Franklin Jorge. Desenho de
Madé Weiner [1992]
Franklin Jorge passeia a sua inquietação pelo mundo. Ele vai e vem. Interroga os seres. Dialoga. Vê o mundo e os homens com infinita curiosidade. Há nele, menino inquieto, inteligentíssimo, uma sede de tudo conhecer, de tudo compreender. Voracidade, diria. Como em Tristão de Athayde. Como em Ortega y Gasset.

Inteligência hipercrítica, lúcida, voraz, sequiosa de participação. Intus legere. Ler dentro, ler nas entrelinhas, ler o avesso da vida (ou das coisas, como prefere Drummond), o que está por trás das palavras, o sumo, a essência, o íntimo intimíssimo.

Conversa Franklin com todos os seres. E capta o fundamental de tudo. Que grande repórter. Que grande entrevistador de almas. Que capacidade de perguntar e ouvir. Mas há por trás ou por dentro do repórter alado um analista sagaz, o mestre, o humanista, o escritor, que vai muito além do jornalista, ainda mergulhado na circunstância.

Franklin escritor, Franklin poeta, Franklin puro artista transcende a circunstância e vê o abismo, convive com o abismo. Vai ao fundo e enxerga longe. Argúcia muita. O menino norte-rio-grandense, na aparência frágil, é fortíssimo, é um atleta da sagacidade. Um senhor analista, um mestre da introspecção. Um ser proustiano.

Claro, Tristão já disse e provou, o jornalismo é um gênero literário. Antonio Olinto adere também a essa tese. Mas há jornalismo e… jornalismo. Franklin faz o grande jornalismo, aquele que fica, aquele que é literatura, aquele que é cultura, aquele que ultrapassa a circunstância para chegar ao interior dos fatos.

O gênero por excelência de Franklin é precisamente este – uma espécie de interminável diário, um jornal literário, como gosta de dizer Ascendino Leite, fragmentos de uma prosa límpida que se desdobra sem fim. Sines fines discentes. Um herdeiro de Montaigne. O estilo sincopado, rápido, ofegante, leve, moderno. Sugestivo.

Já estou velho. Posso abençoar. E, no lépido exercício da minha relativa ancianidade, abençôo o jovem Franklin, o sempre juvenil Franklin Jorge, grande escritor de nossa língua, mestre na arte de redigir, jornalista au grand complet, meu companheiro na áspera faina literária, condenado a escrever, a escrever até o fim dos seus dias sobre a terra. Amém. Que assim de fato seja. Para nossa honra e alegria.

Franklin Jorge e a Crítica: UM ARTISTA DA PALAVRA*

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Por Jayme Hipólito Dantas

Franklin Jorge. Desenho de
Madé Weiner [1992]

Acho que a primeira vez que vi Franklin Jorge foi numa exposição de pintura em Natal. Era muito moço ainda. Também, evidentemente, mais magro. O rosto, pálido como um poeta romântico, marcado por uns olhos brilhantes e aparentemente arrogantes. Me pareceu também que havia nos seus lábios a presença constante de um riso bem pouco espalhado e carregado de ironia.

Estava ao lado dum Cristo pouco comum, desenhado com traços talvez intencionalmente livres e antitradicionais. Para dizer a verdade, um Cristo ao mesmo tempo masculino e feminino. Sensualíssimo. Dorian Jorge Freire, que estava comigo, aproveita e apresenta-me, ali, o cronista Franklin Jorge, que eu já conhecia de nome. Pergunto de quem era aquilo, e ele só me diz “meu”. Mas é um Cristo diferente, eu lhe digo. “É, por isso é que é o meu Cristo” – ele me diz, justificando-se.

Compreendi que estava diante dum jovem em processo de afirmação do talento, que já me parecia no mínimo instigante. Depois comecei a ler Franklin Jorge em livros, que ele passou a publicar, aqui e lá fora. Surgiu-me o poeta E surgiu igualmente o crítico exigentíssimo de artes plásticas.

Enfim, o escritor Franklin Jorge. Com um detalhe, um escritor que principalmente sabe praticar a arte da boa escrita. Um artesão da prosa, como pouquíssimos, por cá. Um artista da palavra, sério, sem desleixos visíveis.

Aqui está uma mostra palpável de seus pendores. Um livro de confissões, na sua maior parte. Mas também de crítica, de anotações sobre problemas literários. Sobre pessoas e fatos da vida. É uma síntese ao mesmo tempo do caráter de Franklin Jorge como pessoa e como intelectual. Em suma, um apanhado da sua versatilidade, inclusive como tradutor.

O leitor se deliciará com seus diálogos com repórteres de jornal, com sua destreza, do mesmo modo que com sua independência e abrangência do seu relacionamento com a vida cultural do país. Até com a sua fúria, afinal também uma das suas características. Ou, se quiserem, um dos seus dons.

Mas, sobretudo haverão todos de admirar a prosa deste excelente escritor. Deste puro, saudável, belo cultor da forma, chamado Franklin Jorge.

*Prefácio do Jornal de Bolso (Nossa Editora, Natal, 1984), esg.

Franklin Jorge e a Crítica: UM HOMEM ALTIVO*

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Por Honório de Medeiros

 

Franklin Jorge. Desenho de
Madé Weiner [1992]

 

Franklin Jorge não condescende. Altivo, repeliu, ao longo de uma vida cujo viés mais característico é seu amor incondicional à cultura, entendida esta em seu sentido mais estrito, os cantos de sereia que lhe propunham sua rendição. Aparentemente frágil, trigueiro, gestos suaves e incisivos desenhando arabescos geométricos enquanto fala, sua mente contradiz o corpo: ali está uma inteligência privilegiada fulcrada em uma erudição impar cuja irradiação iluminista lhe dá contornos irreais, pela profundidade e sofisticação.

 

Pois Franklin Jorge é o grande escritor do Rio Grande do Norte hoje. Será, sempre, um dos maiores em todos os tempos. Sua poesia tão rara, da qual é exemplo “Poemas Diabólicos e Dois Temas de Satã”, lembra-nos a magnífica tradição francesa que vai de Villon a Baudelaire pela riqueza filosófico/imagética contida em versos deliberadamente escassos. Sua prosa espalhada ao longo de cadernos de viagem, ensaios, perfis, fragmentos, memórias, convida à reflexão e ao prazer que o texto incomum, pela qualidade, pode proporcionar, nos remetendo a uma viagem sem retorno até seus pares, dentre os quais Montaigne e Villaça, sem esquecer a presença misteriosa do Borges ensaísta.

                       

Entretanto, antes de tudo, como conseqüência ou contraponto, é preciso afirmar que Franklin Jorge jamais se dobrou ou foi dobrado no exercício diário de sua angustiante e fecunda, do ponto de vista ético, atividade profissional de jornalista. Não foi cooptado. Não espargiu sorrisos fáceis nem se prestou a salamaleques ante o Poder. Muito pelo contrário, invertendo a lógica dos homens-com-espinha-de-borracha, aos quais foi dada a imensa capacidade de ser servil com o poderoso e arrogante com o humilde, parece comprazer-se em tratar duramente aqueles em quem perceba a vocação e a aptidão do domínio pelo domínio, enquanto abarca com a totalidade da compreensão que o conhecimento e a sensibilidade lhe proporcionam, os excluídos das festas privadas do Poder.

 

Custou-lhe caro sua independência moral. Custa-lhe ainda. Nada se compara à angústia de olhar, enquanto se caminha “à gauche”, o que nos cerca e perceber o triunfo do medíocre, do bufão, do venal. Nada se compara à tristeza pela impossibilidade de apresentar os frutos de uma lavoura literária única aos poucos que são muitos no exercício do amor incondicional à cultura, quando até mesmo o Estado, que de nós exsurge e deveria promover o entretenimento da cultura, não a cultura do entretenimento, existe apenas como instrumento de manobra das elites cuja essência é o vácuo. Mesmo assim, angústia e tristeza cedem, como ele afirma, ante a constatação de que o talento dobra o tempo por que imortal para os que são, às vezes, contemporâneos do futuro.

 

A esse Franklin Jorge eu sugeri e instiguei para ir morar em Mossoró. Tirei-o do conforto que alguns poucos e especiais amigos proporcionam, do prazer da releitura dos livros que são lidos e relidos por toda uma vida, da rotina do “flaneur” - composta por café e conversas, do exercício de lavrar o texto já precioso por que bem acabado, e lhe pedi que, juntamente com o “Página Certa”, deixasse na terra de Rodolpho Fernandes – outro homem altivo – uma contribuição para a história.     

*Originalmente publicado em “Tribuna do Norte” [Natal] e posteriormente transcrito no semanário “Página Certa” e em “De Fato” [Mossoró], em fevereiro de 2007

O RESGATE DA FOLHA DO ALTO OESTE

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Por Franklin Jorge

 

O professor Honório de Medeiros presenteia-me com uma cópia digitalizada do jornal Folha do Alto Oeste, que ele fundou juntamente com Eriberto Suassuna e eu editei, por algum tempo, em Pau dos Ferros, cidade pólo de uma região que engloba 33 municípios, em pleno semi-árido norte-rio-grandense.

 

Trabalho primoroso, feito com o intuito de preservar a memória de uma época, levou-me de volta a uma tumultuosa fase de minha vida, em Natal, onde me dividia durante a semana entre o meu trabalho no jornal Tribuna do Norte e no Solar Bela Vista, o Centro de Cultura e Lazer do SESI. O final de semana era dedicado à Folha, que circulava a cada quinze dias, para gáudio do leitor e desconforto do governo. Conta-se que certa vez o governador Geraldo Melo, ao receber lideranças da região, ergueu um exemplar do jornal, dizendo – “Este é o maior adversário do governo no Oeste…”

 

Toda sexta-feira, depois do meu expediente, pegava um ônibus na Rodoviária, na Cidade da Esperança, e seguia para Pau dos Ferros, num trajeto de seis horas que eu aproveitava para afagar o sono, apesar do desconforto que representa dormir numa poltrona, tendo ás vezes como vizinho uma pessoa que roncava. Chegava ao meu destino às cinco e meia e logo entrava em campo, após o café da manhã, percorrendo cidades, coletando em primeira mão as informações que se transformariam em matéria de leitura para uma fiel e apaixonada audiência que se orgulhava de ter o seu jornal – um jornal que dava voz àqueles que, por amar a própria terra, lutavam por seu desenvolvimento social e humano, prestigiando o nosso trabalho.

 

É curioso notar que, quando a discussão em torno do meio ambiente ainda era tímida ou inexistente, nos jornais da capital, a Folha do Alto Oeste já se preocupava com o assunto, que, penso, foi tratado pioneiramente no jornalismo potiguar em uma publicação de Macau, cujo titulo agora não me recordo e não tenho como consultar uma fonte capaz de prestar esse esclarecimento. Sei apenas que, apesar de não referir textualmente ao termo ecologia, já a defendia, aí por volta de 1910, deixando implícito o seu conceito na defesa dos mangues da região. No caso da Folha, tal defesa se fez através de artigos e entrevistas do ex-governador José Cortez Pereira, a quem convidei para articulista e ele, no momento, recusou, alegando que era incapaz de escrever um artigo. Deixei-o falar, intervindo aqui e ali, quando achava necessário, para colaborar com a ampliação e o aprofundamento de certas questões de interesse dos leitores, enquanto, disfarçadamente, anotava tudo o que ele ia dizendo, suas idéias e projetos para a redenção do Rio Grande do Norte, um nome que nos parecia maior do que é, quando saía de sua boca.

 

Ao voltar, dias depois, levava comigo uma série de artigos que extraíra dessa primeira conversa com Cortez Pereira. Dez, ao todo, que li para ele e teve o seu aval, pois ali estava a integralidade do seu pensamento. À sua colaboração, ajuntei a de Jarbas Martins e a de Chisquito, Francisco Amorim, então o decano dos nossos jornalistas, que começou escrevendo nos jornais do Assu aos nove anos de idade. Por sua vez, Honório conquistou a colaboração de Rafael Negreiros, cuja coluna que passou a assinar acabou antecipando, em nove meses, o surgimento, na imprensa brasileira, da figura do “ombudsman”.

 

Foi assim. Um dia, Honório chegou para mim e disse-me, morto de constrangimento, que Rafael, em seu artigo quinzenal que se publicava pela segunda ou terceira vez, metera uma diatribe contra mim, seu editor. “Que faremos? Rafael faz-lhe uma dura critica…” Vamos publicar o que ele escreveu, disse-lhe. Sem cortes. Mas, ao fazê-lo, ocorreu-me que a ação de um crítico, voltada para a análise regular do jornalismo que praticávamos, ajudaria muitíssimo o editor, que dessa forma economizaria tempo e esforço, podendo fazer melhor o seu trabalho.

 

Nascia, assim, o primeiro ombudsman da imprensa brasileira, o mossoroense Rafael Negreiros, um opinador compulsivo que por mais de trinta anos teve lugar cativo no jornalismo de sua terra. A propósito, ele se aborrecera com o titulo que eu dera a uma entrevista que fiz com Fagner, na qual o cantor falava através de um de seus melhores amigos, o Dr. Clóvis, que eu conhecera em São Miguel. Rafael não concordava que eu chamasse Fagner de “beduíno”, pois não via ponto de ligação entre o deserto, propriamente dito, e as veredas do nosso grande sertão de espinho e flor…

O silêncio é de ouro

segunda-feira, 15 de setembro de 2008