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COM MONOPÓLIO, PRÉ-SAL SERIA IMPENSÁVEL

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Por Adriano Pires, diretor do Centro
Brasileiro de Infraestrutura - CBIE

Os anos gloriosos da indústria do petróleo e do gás natural no Brasil foram iniciados com a sanção da Lei 9478/97 pelo ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso.

Para quem não se lembra, sua aprovação resultou de uma batalha ferrenha e até emocional entre a base de apoio ao governo FHC e a oposição liderada pelo PT. Esta lei deu fim ao então intocável e sagrado monopólio da Petrobras.

Durante todo o debate que precedeu a mudança da Constituição e a posterior aprovação da Lei 9.478, a oposição, sobretudo o PT, afirmava que por trás da proposta do governo estava um plano maquiavélico de enfraquecimento da Petrobras. Diziam os críticos que, com o fim do monopólio, a Petrobras seria sucateada e privatizada.

Nada disso aconteceu e mesmo assim o atual presidente da empresa insiste na tese da privatização. Ao contrário do que afirmavam as pitonisas pseudonacionalistas, a Lei do Petróleo inaugurou uma fase gloriosa da Petrobras e do setor de petróleo e gás natural.

Nessa fase foi criada a Agência Nacional do Petróleo que, de forma independente, regulamentou a Lei e promoveu leilões de blocos que atraíram uma enorme quantidade de companhias e possibilitaram a criação de empresas nacionais de exploração e produção de petróleo e gás natural.

Com a nova legislação a Petrobras ficou mais blindada das intervenções políticas, fez parcerias com empresas privadas, se internacionalizou, bateu recordes de lucro e produção e cumpriu com a sua missão de tornar o Brasil auto-suficiente em petróleo. Além disso, a participação do setor no PIB cresceu de 3% em 1997 para 13% em 2009, podendo superar 20% com o pré-sal.

Cabe lembrar que foi graças aos leilões realizados pela ANP que foi descoberto o pré-sal. As áreas do pré-sal pertenciam aos chamados blocos azuis que foram devolvidos pela Petrobras antes de se iniciar os leilões e o regime de concessões previsto na Lei 9.478. No leilão de 2001 a Petrobras, em parceria com a BG e a Petrogal, adquiriu o que é conhecido hoje como Tupi.

Portanto, não foi o governo do PT, nem a atual direção da Petrobras, que descobriram o pré-sal. A história dessa descoberta, bem como do crescimento da Petrobras e de toda a indústria do petróleo, começa a se concretizar a partir do momento que o governo brasileiro entendeu que não fazia nenhum sentido econômico deixar que uma empresa estatal assumisse o monopólio do risco de explorar petróleo.

É uma pena que o governo e a atual direção da Petrobras tentem nos colocar no túnel do tempo e levar-nos de volta aos anos 50. É bom lembrar as palavras do atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, no seu discurso de passagem da presidência da Petrobras para José Sergio Gabrielli:

“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio) voto contra. Aquele cenário catastrofista que acreditava que ia acontecer não se confirmou. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 bilhões de barris em reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão de barris por dia e tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela.”

A CRISE NÃO TERMINOU

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o que
pode acontecer com o mundo nos próximos anos

Por HSM Online

Na palestra que encerrou o ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 3 de dezembro, o professor e economista Paul Krugman deu uma aula sobre a crise econômica mundial, suas origens, as soluções adotadas até agora e fez questão de ressaltar: a crise ainda não acabou. “Parece que o mundo não vai acabar e a economia está se recuperando, mas temos de olhar para a frente. Tivemos uma breve melhora, mas ainda não é o fim”, alertou.

Sua exposição começou com um paralelo do mundo entre a Crise de 1929 e a de 2008, quando o colapso visto no setor imobiliário e bancário chegou a níveis parecidos com os vistos nos anos 1930. “Sempre achamos que tínhamos aprendido com a Grande Depressão e que não repetiríamos os erros de nossos avós, mas a crise atual é resultado de algo que fizemos para nós mesmos”, comentou o prêmio Nobel de economia, que a partir daí dissecou os motivos que levaram ao colapso do setor financeiro.

O primeiro passo para compreender a crise, diz Krugman, é a bolha imobiliária tanto no setor residencial quanto no comercial que surgiu no Atlântico Norte, principalmente em regiões como Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, na Espanha e no Reino Unido. “Essa bolha era prevista. O que ninguém percebeu é que quando ela estourasse levaria junto também os bancos”, analisou. “A maneira como os bancos estavam funcionando deixava o sistema exposto”.

A pergunta, a partir daí, é: se o problema era no Atlântico Norte, por que isso levou junto todo o mundo? Simples, diz Krugman: porque há muita troca entre os países. Na crise de 1929, os índices de trocas caíram em 15% nos primeiros 24 meses, contra 18% nos primeiros 15 meses desde abril de 2008. Isso afetou os países que dependiam de exportações, sobretudo os que precisavam exportar, como a Alemanha, o primeiro a ser afetado. Depois, a onda pegou os que dependiam de importações. No balanço final, só não foram tão afetados os países que dependem de exportar commodities – caso do Brasil. “Agora as exportações já voltam a crescer, o que significa que, sim, estamos nos recuperando. Infelizmente, não dá para dizer que estamos no fim da crise”, comentou.

Europa, Estados Unidos e Japão estão, em média, 8% abaixo do que deveriam estar, e há muito desemprego, principalmente na Espanha e nos Estados Unidos. Os americanos nunca precisaram de tanto tempo para se realocar no mercado de trabalho como no momento atual. São seis pessoas procurando trabalho para cada novo posto que surge. “É um cenário feio. Tenho até dito para meus alunos que eles estão entrando num mercado que não os quer”, disse Krugman, para quem há um grande risco de a recessão voltar.

Segundo ele, o crescimento que tem sido observado até agora é fruto de algo temporário. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve um aumento na oferta de empregos a partir da oferta de trabalhos na construção de estradas e outras obras estatais. “Isso tudo tem ajudado muito, devolveu ao mercado algo próximo de 1,3 milhão de pessoas que não estariam lá. O problema é que o estímulo já atingiu seu pico”. No ano que vem, se nada de novo surgir, a previsão é de que as taxas de desemprego atinjam índices abaixo da expectativa.

O que terminou com o desemprego durante a crise de 1929 foi a Segunda Guerra Mundial, quando praticamente 40% do PIB nos Estados Unidos eram destinados à produção de artigos militares. “Foi necessário algo assim para curar a Grande Depressão”, finalizou.

Mesmo que não tenha ajudado a conter o surgimento da crise, olhar para a história ajuda a compreendê-la e saber quais os próximos passos a serem tomados. Historicamente, países afetados por crise demoram, em média, 4,8 anos para recuperar os índices de desemprego normais. Os Estados Unidos, geralmente acostumados a taxas na casa dos 7%, hoje tem 10,2 e esse número deve crescer até 12%. “Na média, o desemprego cresce por até cinco anos. Isso significa que a situação persistirá até 2013 e que estamos diante de um longo período de depressão para o mundo desenvolvido.”

FUNDO VIRTUAL DE CULTURA

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Por Pedro Bittar

Empresário e presidente da Acieg e do MGC
Na última semana, lançamos na Acieg o Fundo Virtual de Cultura, que inova a forma de conduzir a cultura em Goiás.

Estou otimista com este passo de profissionalizar de vez este setor, tão importante para a estrutura e divulgação de uma economia, como é o Cultural. Estamos abrindo, via um banco de informações para que empresas e produtores culturais se relacionem e possam atingir seus objetivos e, ao mesmo tempo, criando em Goiás o hábito de se apoiar a criação de conteúdos.

Por saber da árdua luta dos artistas em viabilizar seus projetos – tenho muitos amigos nesta área – que comemoro essa iniciativa, que tem a coordenação da Comissão de Cultura da Acieg, conduzida pelo diretor Leopoldo Jardim.

Acredito que estamos entrando na década da cultura em Goiás. Não podemos mais ser tão tímidos neste setor, tendo artistas capazes – demonstram isso diariamente – e empresas que se destacam nacionalmente.

 

Não tem motivos para o setor cultural ser incipiente. Vamos abrir uma nova fronteira, uma nova época, pois cultura é negócio. Nós mesmo, quantas vezes temos vontade de ir a São Paulo, Brasília ou Rio, ver aquele show, aquela peça ou exposição? Cultura agrega valor, movimenta o comércio, a cidade.

 

Precisamos ver a cultura como negócio.
Podemos ter aqui sim grandes eventos, mas a grande preocupação é ambiente local. Assim como no agronegócio, que estamos aprendendo a agregar valor no nosso Estado para vender lá fora mais caro, precisamos movimentar assim a nossa indústria cultural.

Da mesma forma que nossa economia se tornou grande, faremos que nossa cultura avance, que a nossa goianidade seja uma referência nacional de boa cultura, e não de “piadas”. Precisamos nos valorizar para que lá fora sejamos valorizardos. Isso, auto-estima e bairrismo, têm de sobra os Estados emergentes em Goiás, com Rio Grande do Sul e Pernambuco, só para citar dois exemplos. Cinema, dança, teatro, artes plásticas e literatura.

 

Precisamos investir em todas as áreas, pois estamos em momento ideal para inovar. Goiás não pode ficar à margem do pensamento e da cultura nacional.


Transcrito do Diário da Manhã-Goiânia

GOIÁS CRIA FUNDO VIRTUAL DE CULTURA

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Por Franklin Jorge, Editor.

A Associação Comercial de Goiás [ACIEG]criou recentemente o Fundo Virtual de Cultural com o intuito de abrir um canal entre empresários e produtores culturais.

Presidida por um jovem e dinâmico empresário antenado com as novas realidades, a Associação Comercial de Goiás coloca-se na vanguarda, por entender que o setor não pode ficar à margens das transformações que ocorrem, em todos os níveis, na sociedade civil.

Se compararmos a instituição dirigida por Pedro Bittar com a similar norte-rio-grandense, entenderemos porque somos tão atrasados, inclusive num setor que deveria estar atento às transformações para puder agir de acordo com novos focos de visão.

 A ACIEG, por exemplo, tem uma Comissão de Cultura, quando, aqui, para a entidade classista, cultura ainda é palavrão. Não sabemos de nenhuma ação da nossa Associação Comercial em favor da cultura local. Sua atuação nessa área é nula, até porque, observa-se, como outras instituições, também é daquelas espera tudo do governo. Seu negócio é o varejo, nada mais. 

A propósito, transcreverei ainda nesta edição o artigo de Pedro Bittar sobre a criação do Fundo Virtual de Cultura, publicado no principal jornal de Goiás, o Diário da Manhã, em sua edição número 7668, do último dia 3 de novembro. Para que sirva de inspiração ao empresariado local.

Aproveito ainda a oportunidade para divulgar o seu e-mail, pois não é possível que não tenhamos algum empresário em Natal com espírito moderno e curioso a ponto de desejar conhecer mais acerca desse Fundo Virtual de Cultura, criado pelo dinâmico empresário goiano em sua acalmada gestão como presidente da principal entidade de classe de Goiás juntamente com a Federação das Indústrias. Anotem: pedrobittar@acieg.com.br.