Arquivo da Categoria ‘O Santo Ofício’

CONVERSANDO COM VOCÊ

domingo, 24 de janeiro de 2010

Por Franklin Jorge

Ainda não postei a entrevista com o deputado José Dias.

Mas, o que postei recentemente deu o que falar.

Excelente coleta de artigos. Idéias. Política. Mídia.
Tecnologia. Cultura. Sustentatibilidade.

Solicitou-me a atenção o Verão de Todos, a vigiliatura da governadora e do vice governador, em plena campanha, debaixo dos olhos do Tribunal Eleitoral. Uma farra com direito a chuva de caju, muralha de som, suor e cerveja.

som, suor e cerveja…

E agora Micarla?

É a pergunta que faz todo artista depois do veto ao projeto da vereadora Júlia Arruda que criaria o Fundo Municipal de Cultura. Aliás, uma exigência do Ministério da Cultura para que este possa enviar recursos para a cidade.

Embora Natal não tenha carnaval de rua, a reclamação dos artistas e carnavalesc os é generalizada: falta de investimento da Prefeitura do Natal. A previsão era de que aproximadamente 300 mil seriam enviados para investimentos.

Para a vereadora e os artistas, restou a pergunta sem resposta: Natal perdeu o dinheiro?

[Continua]

CONVERSANDO COM O LEITOR

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por Franklin Jorge

Peço desculpas aos leitores desta página e em especial aos nossos colaboradores, entre os quais o procurador Marcelo Alves Dias, com os quais estou em falta. Essas últimas semanas têm sido muito agitadas e, tendo me transferido recentemente para Natal, ainda estou sem internet em casa, o que dificulta as postagens. Não quero usar meu expediente no Novo Jornal em favor desta publicação, de caráter privado. Nem mesmo tenho conseguido tempo para colocar créditos em meus celulares…

Estou com muita coisa nova para postar, inclusive o texto integral da palestra do SuProcurador Geral da República, prof. Edilson Alves de França, sobre o juridiquês, um tema que interessa particularmente àqueles que atuam na área juridica mas tambem ao leigo que muitas vezes ficam sem entender o vocabulário usado nos tribunais.

Ultimamente, apesar da escassez de postagens, O Santo Oficio tem sido muito acessado. Ontem mesmo, no shopping, algumas pessoas fizeram comentários neste sentido e uns atribuiram o fato à grande repercussão do que escrevi aqui sobre o jornalista Vicente Serejo, que como se sabe tem uma torcida negativa formidável. Jamais podia supor que o “homem da rua da Frente” teria tantos desafetos… Porém, o que mais me surpreendeu afinal foi o seu silencio. Logo ele que tinha prometido, se não prender, arrebentar aqueles que ousassem colocá-lo na berlinda…

Também o comentário sobre o filho da governadora, o lobista Lauro Maia, mereceu uma grande audiencia embora a rigor eu não tenha acrescentado ao tema nada além do que já se sabia, a não ser pelo fato de ter chamado a atenção dos leitores para a hipótese de ele ser apenas o feitor ou executor de ordens emanadas de gente poderosa.

No mais, reitero apenas que a governadora -segundo fontes bem proximas dela - está uma pilha de nervos. E tudo indica que as coisas não vão melhorar para ela tão cedo. Pelo menos não nos proximos meses…

EDILSON VAI TIRAR DÚVIDAS DOS LEITORES

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Por Franklin Jorge

O Subprocurador Geral da República, professor Edilson Alves de França, voltará a colaborar com esta publicação nas próximas semanas. Atualmente residindo em Brasília, onde ocupa o segundo lugar na hierarquia do Ministério Público Federal, ele retorna amanhã ao Distrito Federal, depois de participar de evento na Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte.

Em conversa, há pouco, em um restaurante da avenida Roberto Freire, Edilson falou informalmente sobre a dificuldade de implementar mudanças no âmbito eleitoral. No duro, os políticos não têm nenhum interesse em fortalecer os partidos, pois com isso perderiam muito do seu poder.

Estamos criando mecanismos nesta publicação para permitir que ele possa responder às dúvidas dos leitores quanto a este assunto que diz respeito a todos os cidadãos. Desde já, quem quiser tirar suas duvidas, poderá fazê-lo enviando perguntas para o meu e-mail franklinjorge@yahoo.com.br que lhe serão encaminhadas.

Desde já agradecemos a receptividade que esta colaboração possa vir a merecer dos leitores.

MEU DIÁRIO DE NATAL (2)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Por Franklin Jorge

Natal - Desde ontem, após o feriadão, comecei de fato minha rotina na redação do Novo Jornal, cujo lançamento está previsto para a segunda quinzena deste mês.

Antes, na semana anterior, tivemos reuniões em que a filosofia do jornal foi esmiuçada para repórteres e editores, em workshop em hotel na Via Costeira e, em seguida, na própria redação do jornal, quando forjamos as primeiras pautas e caimos em campo em busca da noticia que constitui o pão de cada dia do repórter.

Somos uma equipe empenhada em fazermos um jornalismo critico, ou seja, um jornalismo que tratará a opinião como opinião e a noticia como noticia, respeitando o leitor para que tenhamos dele o respeito de que precisa toda imprensa apta ao exercicio dessa forma de  advocacia popular.

Muita gente jovem e alguns veteranos, entre os quais me incluo com o Cassiano - que aliás levantou essa questão. - Trabalhando numa sala que ostenta em uma das paredes uma frase do jornalista Luis Maria Alves - “O jornal não é guardião da honra de ninguém” -, ele me perguntava se eu estava feliz, participando daquele momento que assinala, de fato, o surgimento de um jornal que, ao contrário de outros, resultou, digamos assim, de um esforço de pesquisa cientifica que levou em conta o mercado e as exigencias dos leitores, que têm sido, entre nós, os grandes excluidos, na medida em que a sua opinião não tem sido levada em consideração, por editores e por jornais que defendem, apenas, seus próprios interesses.

Ora, sou um homem feliz, respondi prontamente, porque a rigor não tenho desejos nem me deixo levar pela aparencia irrisória e devoradora das coisas que se impõem, tragicamente, em nossas vidas, queiramos ou não. Mas, logo cai na real, e pensei que não posso ser inteiramente feliz se, lamentavelmente, sou uma vitima desse vicio medonho de pensar. Neste sentido, sou menos feliz do que gostaria e do que me permite a realidade comezinha.

Não, reformo aqui o que respondi a Cassiano, naquele momento, levado pelo entusiasmo de participar da criação de uma obra. Nenhum homem, minimamente decente, pode jactar-se de que é feliz, se fazemos todos parte deste mundo vário e absurdo. Contudo, essa infelicidade há de ser relativa, concedo, pois pensando e escrevendo, há mais de 30 anos, vou exercendo, como posso e me permite a circunstancia, essa parte da vida que me toca e que, ao se expressar através do jornalismo, continua pensando e sendo do contra, desta forma afagando a insatisfação que procria a obra.

O SANTO OFICIO

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Por Francis Bacon [1561-1626], Barão de Verulam, filósofo e estadista inglês

“La lectura forma al hombre; las conferencias lo alistan y la escritura lo perfecciona”.

OS JOVENS DE PAU DOS FERROS

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Por Franklin Jorge

 

PAU DOS FERROS – Os jovens de Pau dos Ferros encontraram na ação de Leonardo uma motivação nova. Sensação de que começou uma nova era administrativa, realizadora, dinâmica, tocada por uma juventude viva e entusiasmada, querendo o bem da terra natal. Representada por Leonardo, jovem, dinâmico, realizador. E um administrador apto a vencer desafios e superar obstáculos com trabalho e persistência.

 

São muitos os jovens de Pau dos Ferro que vêem em Leonardo a representação ativa de um novo tempo. É o criador de um lugar que tornou-se a sala de visitas da cidade pólo do Alto Oeste, a Praça de Eventos, uma obra que empregou mais de 100 pessoas e dá trabalho fixo a quarenta outras nos quiosques permanentes do imponente conjunto construído pela nova administração, a administração de Leonardo. Há ainda os ambulantes que ali se instalam nos show, nas comemorações cívicas e datas festivas.

 

Pau dos Ferros é o município no estado onde as pessoas que fazem cooper e caminhadas podem faze-lo em segurança, não mais á beira das rodovias, nas periferias das cidades, mas na vasta quadra da Praça de Eventos, um espaço que engrandece a cidade com um equipamento de longo alcance. Lá, pedalam e confraternizam.

 

Os jovens sentem-se orgulhosos do seu prefeito, tão jovem quanto eles, e já autor de um feito memorável: a metamorfose de um antigo lixão em uma praça multifuncional, o símbolo da cidade moderna que nasce de uma ação planejada.

 

Esse lixão vinha dos tempos da primeira administração de Nilton Figueiredo. Persistiu ali durante seus três mandatos, incólumes. Como um foco de contaminação e incubadora de ratos, barata, miasmas. Por isto mesmo conhecido como “o Lixão” de Pau dos Ferros, um lugar insalubre e mau cheiroso. Símbolo, por assim dizer, dos mandatos da incúria que maus fados outorgaram ao Dr. Nilton.

 

Especialista em saúde, Doutor Nilton não deu bolas para o Lixão que sob os seus sucessivos mandatos gozou de uma boa vida e prosperou. Dormia o especialista que não ouviu o clamor da voz rouca das urnas. Estava tão farto e obnubilado pela fartura à saciedade que não se deu conta dos fatos e agora está se acabando, ansiando por um mandato que consagraria definitivamente a vanguarda do atraso.

 

Os jovens de Pau dos Ferros não querem uma volta ao passado. Querem o presente que Leonardo lhes proporciona em obras que servem e engrandecem a jovem capital do Oeste. Uma jovem que acaba de comemorar 152 anos dia 4 de setembro.

 

Ocorre que Pau dos Ferros falou nas urnas, elegendo Leonardo. Manifestou sua fé no novo, porque do velho – do velho especialmente representado por Nilton Figueiredo – já estavam fartos. Tirando-se os dois anos em que a prefeitura ficou encalacrada pagando dividas deixadas por Nilton, Leonardo começou de fato o seu mandato, consagrando-se, depois de uma grande grita dos que não acreditavam que o seu governo desse certo, Leonardo empreendeu uma obra que está mudando a cara de Pau dos Ferros.

 

Leonardo é um administrador moderno. Representa para os jovens o administrador capaz e ousado, capaz de dar um novo desenho à geografia urbana de Pau dos Ferros, adicionando-lhe um ingrediente novo e inspirador, a idéia de futuro e contemporaneidade simultâneas.  

 

Os velhos não desdenham Leonardo. Por isso o chamam de Menino. O menino que embargou a neo-oligarquia dos Figueiredos, esses, na verdade, da serra de Luis Gomes. Um menino que vai longe porque está indo pelo caminho do trabalho e das realizações, preparando Pau dos Ferros para ser um pólo universitário e acadêmico. Uma nova Pau dos Ferros, acolhendo uma unidade do CEFET – o mais importante centro de educação tecnológica do País – e a Ufersa, a Universidade Federal do Semi-Árido que se juntarão a UERN.

 

Pau dos Ferros é uma cidade de muitos universitários. Há um surpreendente contingente jovem, vibrando por uma cidade que está sendo soerguida do vácuo e do pauperismo administrativo da oligarquia de Figueiredo. Não há empatia entre Nilton e os jovens. Não há discurso que os compatibilizem numa idéia comum. Nilton está nos antípodas. É o homem incapaz de entender que o se reino ruiu. Que a sua pretensão de tornar-se novamente prefeito, murchou. A vez é de Pau dos Ferros, município representado por Leonardo.

 

Mais artigos sobre Pau dos Ferros nas próximas postagens deste “O Santo Ofício”, blog do escritor e jornalista Franklin Jorge.

ALGUMAS PALAVRAS

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Por Franklin Jorge

 

 

 

Disse o filósofo e pesquisador Pierre Lévy que o advento da Web e a facilitação do acesso à Internet se tornou uma pungente realidade, através da qual vivenciamos novas maneiras de pensar e conviver fora do controle de grupos políticos e econômicos que usam a informação em favor de seus próprios interesses e em detrimento da sociedade. Isto explica o baixo interesse do leitor pelas mídias tradicionais, como o jornal impresso, geralmente atreladas a corporações que atuam em causa própria e, às vezes, sem nenhum respeito à cidadania e à inteligência dos que buscam a informação de qualidade.

 

A verdade é que ninguém mais pode prescindir do uso da Internet, cada vez mais presente na vida das pessoas, independentemente do nível social ou cultural do usuário que busca um meio que oferece a um simples toque uma rede que cobre toda a terra a um preço inferior ao exemplar de um jornal impresso.

 

No Brasil, por exemplo, já somos 41 milhões de internautas conectados regularmente, em sua maioria à procura de informação, entretenimento e negócios que podem ser contratados sem que ao interessado seja necessário sair de casa, sem estresse e sem submissão ao azar das circunstâncias. De baixo custo e fácil acesso, tornou-se a Internet um meio capaz de modificar o comportamento das pessoas e a maneira pela qual, antes, víamos o mundo.

 

Como instrumento de pressão, realmente democrático, a Internet foge ao controle das grandes corporações e se consolida a cada dia como uma ferramenta à serviço da democracia. Sua influência já se faz sentir, inclusive, na formulação de políticas públicas, por seu grande poder de mobilização de grupos e por fugir ao controle dos detentores do poder. Pode-se dizer, sem exagerar, que o mundo mudou após a criação dessa grande rede formadora de opinião.

 

Para o jornalista que pensa e põe em dúvida, em seu afã de bem informar, a Internet tornou-se o meio de comunicação por excelência, ao dispensar a intermediação de terceiros, mas também pela rapidez e eficiência com que chega ao destinatário da informação – o leitor ávido de qualidade que quer saber mais do que os mostram os noticiários impressos, geralmente produzidos segundo uma perspectiva que subestima ou menospreza a interpretação e a análise. Como um veículo que tem a sua própria dinâmica, a Internet proporciona, ao jornalista que se empenha em transcender a circunstância, as condições necessárias para o pleno exercício de um – chamemos assim – jornalismo de autor, mais analítico e interpretativo.

 

Eis-me aqui, portanto, para dar vida a este espaço que pretende ter a minha cara, um pouco mais velha e enrugada do que quando comecei, mas sempre a mesma, por todos reconhecível. Este blogue faz parte de um projeto mais abrangente, através do qual pretendo dar visibilidade ao trabalho jornalístico e literário que tenho realizado e pretendo realizar ainda, para que todos possam refletir, ao ler-me, sobre o modo pelo qual aproveitei o meu tempo, criando e agindo, como cidadão, escritor e jornalista que busca na crise o esclarecimento e a solução dos problemas.

As colaborações são bem vindas, pois uma das características mais notáveis dessa mídia revolucionária resulta, justamente, da interação e da pluralidade de idéias que suscita e faz de cada ser pensante um exemplar precioso e único.