E SE O TEATRO PEGAR FOGO?
quarta-feira, 21 de julho de 2010Por Roberto Guedes
Corpo de Bombeiros atesta mas governo ignora: TAM corre perigo
Mostrando uma capacidade de desarticulação que ultrapassa qualquer imaginação, o governo do Rio Grande do Norte conseguiu esta semana revelar uma situação de alto risco: mesmo interditado pelo corpo de bombeiros militar, o teatro Alberto Maranhão está funcionando normalmente.
A dona do estabelecimento, a Fundação José Augusto, braço cultural do governo, não está nem aí para os riscos de sinistro que forçaram os bombeiros, integrantes da mesma administração, a determinar o fechamento da casa de encenações.
O vespertino “O Jornal de Hoje” mostrou esta situação na sua edição de ontem, lembrando que todo fim de semana o Alberto Maranhão se enche de crianças atraídas por peças infantis.
É possível ao cidadão comum imaginar que um braço do governo só tenciona se convencer da razão de agir do outro se e quando uma tragédia se abater sobre a casa de espetáculos. Sem abraçar a tese, este jornal virtual deplora o fato de a incapacidade de articulação compartilhada pelos bombeiros e teatro apenas reflita a situação geral do executivo estadual.
Afinal de contas, neste início de semana a secretária estadual de Comunicação, jornalista Juliana Celly, admitiu em contato com um colega de profissão que vinha tentando e não conseguia falar com o titular da pasta de segurança, desembargador aposentado Cristóvam Praxedes.
E a julgar por compromissos que ela assumiu em dezembro último, desde antes da passagem do ano Juliana não consegue nem falar com o chefe de toda a equipe, o governador Iberê Ferreira de Souza. Que, em última análise, é quem algum dia será julgado por semelhante falta de coordenação.