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CAI A MÁSCARA!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Por Roberto Fendt*
À nossa volta, vai se fechando o cerco sobre a liberdade. Na Venezuela isso já é uma realidade. Com exceção do Chile, essa triste América Latina vai amordaçando as vozes que, certo ou errado, formam o contraditório que permite à população formar juízo sobre seus governantes.

Governantes em todos os tempos experimentaram a tentação de suprimir a liberdade de expressão, sempre que essa buscasse estabelecer a controvérsia, ainda que por caminhos tortos, e iluminar os cidadãos com o conhecimento.

A leitura da correspondência de Thomas Jefferson é ilustrativa da sua preocupação com o assunto, que o acompanhou por grande parte de sua vida pública. “Nossa liberdade não pode ser assegurada senão pela liberdade de imprensa, nem pode essa liberdade ser limitada sem que corramos o risco de perder toda a liberdade”, escreveu ele a John Jay, em 1786.

Oito anos depois, escrevendo desta vez a John Tyler, maravilhava-se com a possibilidade de o povo se governar pela razão e pela verdade. Para isso, dizia, era necessário que todos os caminhos que conduzissem à razão e à verdade estivessem livres para o povo. “O caminho mais eficaz até agora encontrado para isso é a liberdade de imprensa”, escreveu. E completou dizendo que esse seria o primeiro caminho a ser fechado por aqueles que temem ser investigados por seus atos.

O passar do tempo não extinguiu suas preocupações com os que ameaçavam a liberdade de imprensa. Ainda em 1823 essa ameaça pairava sobre a democracia americana, como atesta a carta que enviou a John Adams, em 1823, onde dizia que a luz que caiu sobre a humanidade pela arte da imprensa mudou a condição do mundo. E afirmava, com a certeza da fé, que enquanto ela fosse preservada essa condição não reverteria à tirania, como o raiar do sol não abandona o seu curso.

Sábias palavras! A liberdade de imprensa foi mantida pelo fervor religioso à liberdade por parte do povo americano. Quando, em 1831, lá chegou Alexis de Tocqueville, a encontrou fulgurante, a despeito do que considerava seus excessos.

Em sua obra magistral, A democracia na América, ele registrou: “Quanto mais observo os efeitos de uma imprensa livre, mais convencido fico de que, no mundo moderno, a liberdade de imprensa é o principal elemento da liberdade em geral”.

Nem todos pensam assim. Especialmente os governantes que temem ser investigados por seus atos, não apreciam as vantagens, para a população, de uma imprensa livre.
À nossa volta, vai se fechando o cerco sobre a liberdade. Na Venezuela isso já é uma realidade. Com exceção do Chile, essa triste América Latina vai amordaçando as vozes que, certo ou errado, formam o contraditório que permite à população formar juízo sobre seus governantes.

Fosse Jefferson brasileiro e estivesse entre nós, certamente estaria expressando as mesmas preocupações que expressou com relação à liberdade em seu próprio país.

Estamos assistindo a mais um capítulo da luta pela liberdade de opinião na Argentina. Lá, a governante de plantão ameaça fazer com que o Estado se apodere da principal fábrica argentina de papel de imprensa, a Papel Prensa, em que é sócio minoritário, em parceria com os jornais La Nación e Clarín.

Alega a primeira mandatária que a compra da Papel Prensa pelos jornais deu-se em circunstâncias irregulares. Segundo ela, membros da família Graiver, anteriormente proprietária, teriam sido sequestrados e torturados pelo regime militar argentino para que os jornais passassem a controlar a fábrica de papel. A venda ocorreu em 1976, quando se iniciava na Argentina o regime militar. As provas da irregularidade seriam cabais e foram apresentadas em entrevista coletiva à imprensa na Casa Rosada.

Não deixa de ser peculiar que o governo queira agora exumar a regularidade ou não de um negócio ocorrido em 1976. Não deixa de ser peculiar também que o Estado argentino tenha sido sócio, por tanto tempo, de um negócio adquirido, segundo a presidente, de forma irregular.

Ontem, contudo, a farsa começou a ruir. Vincular a venda da Papel Prensa à tortura é falso, conforme mostrou em dura carta o ex-embaixador da Argentina na Unesco, Gustavo Caraballo. Ele havia sido detido em 1977 e torturado no centro clandestino Puesto Vasco, junto com Lídia Papaleo de Graiver. A data é significativa, já que a venda da empresa ocorreu em 1976. Os Graiver foram detidos e torturados em 1977, quando a transferência do controle já havia se dado.

Nesta quinta-feira, o jornal Clarín publicou documentos depositados em juízo por Isidoro Graiver e Maria Sol Graiver, que asseguram que não houve qualquer irregularidade na compra
da Papel Prensa e que nenhum dos membros da família sofreu qualquer pressão para vender a empresa.

Cai por terra assim a mentira. Caiu a máscara. O governo que mente com os números da inflação é o mesmo governo que agora mente a respeito da compra da fábrica de papel. O que pretende é sufocar os jornais, monopolizando o fabrico de papel e negando o acesso dos jornais à sua matéria prima.

Com razão preocupavam-se Jefferson e Tocqueville com a manutenção da liberdade de expressão. Quando essa se vai, junto com ela vão todas as demais.

*Publicado no Diário do Comércio. Roberto Fendt é economista.

MP ELEITORAL REAGE AO PT

terça-feira, 20 de julho de 2010

Por Isabel Braga e
Carolina Brígido,
de O Globo

Procurador-geral da República critica tentativa de intimidação do PT ao trabalho do MP eleitoral; partido estaria ‘investigando’ Sandra Cureau

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reagiu nesta segunda-feira à ameaça feita pelo PT de entrar com representação contra a vice-procuradora eleitoral, Sandra Cureau, no Conselho Nacional do Ministério Público.

A procuradora pediu cópias das fitas de vídeo do evento em que Lula afirmou que Dilma foi a grande responsável pelo projeto do trem-bala , que ligará o Rio a São Paulo. A procuradora disse que analisará as fitas para decidir se entra ou não com ação de investigação eleitoral contra presidente por uso da máquina pública em favor da candidata, o que é proibido por lei.

Na nota, o procurador diz que o Ministério Público Eleitoral (MPE) vem exercendo, de maneira correta, sua função de fiscalizar o cumprimento da lei, e lamenta o que considerou uma tentativa de intimidação da atuação da instituição. Gurgel acumula as funções de procurador-geral e procurador-geral Eleitoral.

“É lamentável que qualquer partido político tente intimidar a atuação legitima da Instituição”

O Ministério Público tem exercido corretamente suas funções eleitorais, atuando adequadamente para o fiel cumprimento da lei eleitoral. É lamentável que qualquer partido político, que deveria estar preocupado em cumprir a lei, tente de forma equivocada intimidar a atuação legítima da Instituição. O Ministério Público Eleitoral continuará a atuar com a firmeza que a sua missão constitucional impõe - diz a nota de Gurgel.

Presidente do PT diz que não se trata de perseguição ao MP
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, assumiu nesta segunda-feira um tom mais cauteloso em relação à intenção de processar a subprocuradora. Na véspera, Dutra havia sido enfático e, em seu twitter afirmou que o partido estava coletando material sobre a atuação de Cureau.

Agora, disse que o caso da procuradora ainda está sendo analisado com a área jurídica do partido. Os dirigentes estavam inicialmente dispostos a enfrentar o desgaste político, mas estão sendo aconselhados por assessores jurídicos a não fazê-lo. O que mais irritou o comando do PT foi a declaração da procuradora de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria “fechar a boca”.

Dutra e o secretário geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), assumiram o discurso de que não se trata de uma “perseguição” ao Ministério Público.

- Continuamos estudando. Neste momento, não temos elementos para nos manifestarmos sobre o assunto - desconversou Dutra. - Isso não significa nenhuma afronta à instituição.

PROCURADORA MANDA LULA ‘FECHAR A BOCA’

terça-feira, 20 de julho de 2010

Por Cristiane Jungblut - Blog do Noblat

PT levanta dados sobre Sandra Cureau; o que mais irritou o comando do partido foi a declaração da procuradora de que o presidente Lula deveria “fechar a boca”

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, assumiu ontem tom mais cauteloso em relação à intenção de processar a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau.

Na véspera, Dutra havia sido enfático ao dizer que o partido tomaria ontem a decisão de entrar ou não com uma representação contra a procuradora junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Em seu Twitter, no fim de semana, Dutra chegou a afirmar que estavam coletando material sobre a atuação da procuradora. Ontem, ele disse que o caso ainda está sendo analisado com a área jurídica do partido.

Dirigentes petistas continuavam irritados com as declarações de Sandra Cureau e dispostos a enfrentar o desgaste político, mas estavam sendo aconselhados, inclusive por assessores jurídicos, a não o fazer.

O que mais irritou o comando do PT foi a declaração da procuradora de que o presidente Lula deveria “fechar a boca”.

Ontem, Dutra e o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), adotaram o discurso de que não se trata de uma “perseguição” ao Ministério Público. Segundo Dutra, o partido continua estudando o assunto.

(…) Os petistas acham que Sandra não poderia ter feito comentários sobre a atuação de Lula, em entrevistas à imprensa. Houve reclamações de que Sandra não citou o governador de São Paulo, Alberto Goldman, que também citou o candidato José Serra em vários discursos durante eventos oficiais.

No caso da atuação em si da procuradora, o PT ainda está fazendo um levantamento para saber se ela penderia para algum lado na disputa eleitoral.

Mas ontem mesmo os dirigentes reconheceram que foi uma iniciativa da procuradora que resultou na multa de R$ 5 mil imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a Indio da Costa. O PT havia entrado com a ação, que foi arquivada por falha processual. Foi quando a procuradora assumiu a ação.

Mas há alguns petistas que estão preocupados, por outro lado, com o tom do presidente Lula, que, depois das críticas de Sandra Cureau, se referiu indiretamente a ela como “uma procuradora qualquer aí…”. Segundo um dirigente, Lula já foi alertado, mas é “incontrolável”.

Disposta a enfrentar polêmicas, Sandra Cureau começou a ganhar projeção nacional quando desafiou os partidos políticos a ingressarem no Supremo Tribunal Federal (STF) com ações de inconstitucionalidade contra a Lei da Ficha Limpa.

Disse, após a sanção da lei, que quem se dispusesse a tomar tal atitude enfrentaria um desgaste sem precedentes junto à sociedade.


— Vai bater de frente. Não que eu duvide, mas seria um péssimo negócio. Um partido que entrar contra a lei (na Justiça) entrará contra a sociedade.

Em junho, quando o TSE decidiu que a lei teria aplicação para as eleições deste ano, Sandra lembrou que o projeto nasceu da iniciativa popular:

— O projeto teve sua origem numa ideia de dar um basta a essas candidaturas de pessoas que não apresentam perfil para gerir recursos públicos, para representar a sociedade no Parlamento ou no Poder Executivo.

MACONHA TEM ‘CONSUMO PRÓPRIO’ DEFENDIDO

domingo, 18 de julho de 2010

Da Folha de S.Paulo

Um grupo de neurocientistas que estão entre os mais renomados do país escreveu uma carta pública para defender a liberalização da maconha não só para uso medicinal, mas para “consumo próprio”.
Assinam a carta nomes como Stevens Rehen, da UFRJ, coautor da primeira linhagem de células tronco no país, e Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Eles falam em nome da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), que representa 1.500 pesquisadores.

A motivação do documento foi a prisão - um “equívoco”, diz o texto - do músico Pedro Caetano, baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, que ganhou repercussão na internet. Ele está preso desde o dia 1º sob acusação de tráfico por cultivar dez pés de maconha e oito mudas da planta em casa, em Niterói (RJ).

Segundo o advogado do músico, ele planta a erva para consumo próprio.

A carta o defende dizendo que é “urgente” discutir melhor as leis sobre drogas “para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas”.

De acordo com os membros da SBNeC, existe conhecimento científico suficiente para, pelo menos, a liberalização do uso medicinal da maconha no Brasil. A SBNeC se baseia em estudos que mostram efeitos terapêuticos que poderão, um dia, ajudar no tratamento de doenças como Parkinson.

É uma posição bem diferente da adotada, por exemplo, pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas.

Em outros países
“O Brasil está atrasado nessa discussão, ao contrário do que ocorre em países como Argentina, México e Portugal”, diz Ribeiro. Nos vizinhos sul-americanos, por exemplo, é permitido o porte de alguns cigarros de maconha para consumo próprio. O fumo, entretanto, não pode ocorrer na rua.

Diferentemente de quase todos os países, onde a maconha é banida, outros como a Holanda e a Espanha permitem o consumo e o cultivo para consumo próprio. “A lei de drogas no Brasil - reformada na última vez em 2006 - avançou, mas criou um paradoxo”, diz Ribeiro. “A pena para o usuário baixou, mas ela não permite o cultivo para uso próprio”.

Se a Justiça entender que o músico da Ponto de Equilíbrio é traficante, ele poderá ficar, pelo menos, cinco anos na cadeia. Caso ele seja considerado usuário, deverá prestará serviços sociais por apenas alguns meses. “Falta uma espécie de manual de instruções desta lei”, afirma Antônio Gonçalves, advogado especialista em filosofia do direito.

A legislação, diz o especialista, não define quem é o traficante e quem é o usuário. Fica tudo para a Justiça definir. “Falta a lei dizer como proceder, para evitar situações como a do músico”.

LOGO DA COPA 2014 “É UMA PORCARIA”

sábado, 10 de julho de 2010


Por Dayanne Sousa,
do Terra Magazine

O logotipo da Copa do Mundo do Brasil não representa o país, sentencia o designer gráfico Alexandre Wollner. Autor de mais de 180 logotipos – entre eles alguns bem familiares, como o do Itaú ou da Papaiz – ele ficou bastante insatisfeito com a marca oficial da Copa de 2014. “É uma porcaria”, lamenta.

A piada que ficou famosa no Twitter depois da divulgação do logo nesta quinta (8) comparou a marca com a silhueta do líder espírita Chico Xavier. Wollner também enxergou no desenho um rosto, mas fez uma crítica ainda mais ferrenha.

- Olha bem para o desenho: é uma cara com a mão no rosto dizendo “que vergonha”. Sabe quando você fala “que vergonha” e põe a mão no rosto?

O objetivo do logo é representar a taça da Copa usando mãos que se entrelaçam. A escolha, porém, foi cercada de polêmica. A ADG (Associação dos Designers Gráficos do Brasil) publicou uma nota em que disse que foi excluída do processo pela Fifa. Além disso, o júri que elegeu o vencedor não foi composto por especialistas, mas tinha a modelo Gisele Bündchen, o escritor Paulo Coelho e a cantora Ivete Sangalo.

Para Wollner, o processo foi antiético:

- É isso que é a falta de ética. Não respeitam os profissionais, o profissionalismo.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra MagazineO que você achou do logotipo da Copa 2014?
Alexandre Wollner – É uma porcaria. Uma porcaria e uma coisa muito antiética. E as pessoas que estão reclamando participam também de coisas antiéticas. Só porque não participaram estão brigando com todo mundo. Aqui no Brasil não tem condição nenhuma de, profissionalmente, falar o que é design. Tudo isso são oportunistas, é publicidade!

Você está falando da crítica sobre quem foram os jurados que escolheram o logo?
Você imagina o júri que escolheu… Que é isso? Não tem o que se comentar. Já houve concursos semelhantes que muitos profissionais participaram com um prêmio assim de R$ 15 mil. Eu tenho certeza que esse prêmio aqui foi uma barra de chocolate suíço. É uma coisa só pra aparecer, uma coisa de prestígio.

Muita gente criticou. O logo ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter porque muita gente não gostou mesmo. Por que você acha que teve essa rejeição?
Não se pode gostar de uma coisa dessa. Você pode ver. Olha bem para o desenho: é uma cara com a mão no rosto dizendo “que vergonha”. Sabe quando você fala “que vergonha” e põe a mão no rosto? O desenho foi aleatório.

Falando de design, o que é que um logotipo tem que representar? Como é a pesquisa para criar um logo como esse?
Tem que respeitar a cultura do país que está representando. Se não respeitar, não tem significado nenhum. A cultura do país tem que ser feita pelo país, pelos profissionais do país. Pode ser que tenha sido feito por um brasileiro, mas não foi feito por especialistas, gente que faz a representação visual do país.

Você gostou do logotipo desta Copa, da África?
Também foi ruim. Não sobrevive, fica efêmera. Acabou a Copa e você nem vai lembrar mais. Uma simbologia não fica só no sinal, ela fica em tudo: na comunicação, nos equipamentos que você produz. Nessa Copa da África, os edifícios dos estádios são maravilhosos, mas você não vê nenhum sinal em volta. Fica uma coisa parada.

Então que outras criações você acha interessantes?
A única Olimpíada que deu resultado e que mudou a nossa cultura foi a Olimpíada de Munique de 1972, que resultou nos pictogramas que hoje são usados (em 72, ficaram famosos os desenhos que representavam a silhueta de vários atletas praticando esportes olímpicos). Em todo lugar, em todo o mundo se usa a mesma coisa. Foi usado em São Francisco, foi usado no Japão. Foi distorcido um pouco na Espanha. Mas já deu um significado de representação cultural de um país. Foi a primeira Olimpíada em que decidiram não usar a bandeira. Não adianta usar a bandeira da Alemanha porque não é só a Olimpíada da Alemanha, é do mundo todo.

Falando nisso, esse nosso logo é verde e amarelo, as cores da bandeira.
Não precisaria ser verde e amarelo. Poderia ser laranja, preto… O país vai patrocinar, mas o país não vai ser o vencedor da Copa. Pode ser que seja, pode ser que não seja. Só com verde amarelo é fácil. Qualquer coisa faz verde e amarelo. Verde e amarelo.

MENSAGENS APÓCRIFAS

sábado, 17 de abril de 2010

Da Redação

Algumas pessoas têm enviado comentários apócrifos que não temos publicado, como alguém que escreve corretamente e se identifica como Carlos Dantas, entre outros. Por último, escrevendo com o mesmo sotaque de Dantas, alguém que se identificou como Marysia Silvestre, escreveu longa diatribe que achamos por bem não publicar, por ter sido firmada por alguem que usou endereço falso e que portanto não pode ser contatada. Todos essas pessoas têm em comum o fato de usarem e-mails fictícios, de forma que não puderam ser contatados por Franklin Jorge, que lhes escreveu pedindo-lhes o número de um telefone fixo, para contato. É escusado dizer que as mensagens voltaram…

No primeiro caso, ainda chegamos a publicar a segunda e a terceira mensagem enviadas, por causa da insistência do autor que invocou valores que em verdade tem em baixa conta; pois a primeira dessas mensagens terá sido deletada em meio a outras mensagens que usavam endereços tão fictícios quanto a legalidade da aposentadoria de Ney Leandro de Castro.

Como prova, reproduzimos abaixo o registro da devolução da mensagem enviada à Marysia Silvestre:

De:
Este remetente é verificado pelo DomainKeys
“MAILER-DAEMON@yahoo.com”
Adicionar remetente à lista de contatos
Para:
franklinjorge@yahoo.com.br
Hi. This is the qmail-send program at yahoo.com.
I’m afraid I wasn’t able to deliver your message to the following addresses.
This is a permanent error; I’ve given up. Sorry it didn’t work out.

marysiasilvestre@hotmail.com:
65.55.92.152 does not like recipient.
Remote host said: 550 Requested action not taken: mailbox unavailable
Giving up on 65.55.92.152.

É deplorável que algumas pessoas se ocupem de produzir mensagens falsas, comprometendo um meio democrático como a internet.

NEI TEM NOVO CHILIQUE

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Por Franklin Jorge

O famoso pornógrafo Ney Leandro de Castro teve novo chilique, hoje, pelas páginas da Tribuna do Norte, ao tentar explicar a sua já famosa aposentadoria “extra-numerária”.

Na defensiva, temendo despertar a curiosidade do Ministerio Público para a sua falsa condição de auditor fiscal, o ojuara dá provas da sua vulnerabilidade, ao ter que dar explicações, na tentativa de amaciar a realidade e confundir os fatos. E, para obter seus propósitos, tem constrangido os próprios amigos, como fez com o jornalista Sanderson Negreiros, que se encarregou de me fazer calar através de pressão exercida sobre o jornalista Cassiano Arruda Câmara, meu empregador, fato revelado pelo próprio Ney em desaforada correspondência publicada à semana passada no Novo Jornal.

Em seu artigo desta sexta-feira, na página de Opinião do jornal Tribuna do Norte, Ney chegou ao ponto de atacar o ex-secretário Jayme Mariz. Temperamento psicótico, temerário e provocador, em seu delírio persecutório Ney acusa Mariz de ter prejudicado seus interesses, quando o ex-secretário, como bom servidor público, pretendia apenas proteger o Tesouro do Estado evitando o pagamento de uma aposentadoria indevida. Como se sabe, Ney tinha abandonado o emprego há mais de 30 anos.

Completamente descontrolado e inspirando cuidados especializados, a cada dia Ney Leandro ataca e compromete diferentes pessoas, querendo com isto tirar a atenção do público para os fatos que quer desesperadamente esconder. Afinal, a aposentadoria suspeitosa rende-lhe por mês mais de R$ 21 mil. Ney também mentiu, ao dizer-se vítima de perseguição política, fato que pode ser facilmente comprovado através de certidão.

Hoje, para variar, ele evitou escrever o meu nome em sua contundente diatribe. Segundo comentários que circulam nos meios jornalísticos e culturais da cidade, por ter sido advertido pela direção do jornal que lhe publica a colaboração semanal.

Como identificar um psicótico

Delirante, Transtorno
F22.0 - 297.1 - Transtorno Delirante - DSM.IV

Outros transtornos psicóticos:
Transtorno Esquizofrênico
Transtorno Esquizofreniforme
Transtorno Esquizoafetivo
Transtorno Delirante
Transtorno Psicótico Breve
Transtorno Psicótico Compartilhado
Transtorno Psicótico Devido a uma Condição Médica Geral
Transtorno Psicótico Induzido por Substância

Características Diagnósticas
A característica essencial do Transtorno Delirante é a presença de um ou mais delírios não-bizarros que persistem por pelo menos 1 mês (Critério A). Um diagnóstico de Transtorno Delirante não é dado se o indivíduo já apresentou um quadro sintomático que satisfazia o Critério A para Esquizofrenia (Critério B). Alucinações auditivas ou visuais, se presentes, não são proeminentes.

Alucinações táteis ou olfativas podem estar presentes (e ser proeminentes), se relacionadas ao tema do delírio (por ex., sensação de estar infestado com insetos, associada com delírios de infestação, ou a percepção de emitir odor fétido por um orifício corporal, associada com delírios de referência). Exceto pelo impacto direto dos delírios, o funcionamento psicossocial não está acentuadamente prejudicado, e o comportamento não é obviamente estranho ou bizarro (Critério C).

Se episódios de humor ocorrem concomitantemente com os delírios, sua duração total é relativamente breve, comparada com a duração total dos períodos delirantes (Critério D). Os delírios não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., cocaína) ou uma condição médica geral (por ex., doença de Alzheimer, lúpus eritematoso sistêmico) (Critério E).

Embora seja especialmente importante determinar se os delírios são bizarros para a distinção entre Transtorno Delirante e Esquizofrenia, este caráter bizarro pode ser difícil de julgar, especialmente entre diferentes culturas. Os delírios são considerados bizarros quando claramente implausíveis, incompreensíveis e não extraídos de experiências comuns da vida (por ex., a crença de um indivíduo de que um estranho retirou seus órgãos internos e os substituiu pelos de outra pessoa sem deixar quaisquer cicatrizes ou ferimentos).

Em comparação, os delírios não-bizarros envolvem situações que poderiam concebivelmente ocorrer (por ex., ser seguido, envenenado, infectado, amado à distância ou traído pelo cônjuge ou parceiro romântico).

O funcionamento psicossocial é variável. Alguns indivíduos podem parecer relativamente intactos em seus papéis interpessoais e ocupacionais. Em outros, o prejuízo pode ser substancial e incluir baixo ou nenhum funcionamento ocupacional e isolamento social.

Quando um fraco funcionamento psicossocial está presente no Transtorno Delirante, ele decorre diretamente das próprias crenças delirantes. Por exemplo, um indivíduo convencido de que será assassinado por “criminosos da Máfia” pode abandonar seu emprego e se recusar a sair de casa, exceto tarde da noite e apenas usando roupas diferentes de seus trajes habituais. Todo este comportamento é uma tentativa compreensível de evitar ser identificado e morto por seus supostos assassinos.

Em comparação, o fraco funcionamento na Esquizofrenia pode ser devido a sintomas tanto positivos quanto negativos (particularmente avolição). Similarmente, uma característica comum em indivíduos com Transtorno Delirante é a aparente normalidade de seu comportamento e aparência quando suas idéias delirantes não estão sendo questionadas ou postas em prática. Em geral, o funcionamentos social e conjugal estão mais propensos a sofrer prejuízos do que os funcionamentos intelectual e ocupacional.

Subtipos
O tipo de Transtorno Delirante pode ser especificado com base no tema delirante predominante:


Tipo Erotomaníaco
. Este subtipo aplica-se quando o tema central do delírio diz respeito a ser amado por outra pessoa. O delírio freqüentemente envolve um amor romântico e união espiritual idealizada, ao invés de atração sexual.

A pessoa sobre a qual esta convicção é mantida geralmente detém uma posição social superior (por ex., uma pessoa famosa ou um superior no trabalho), mas pode ser um completo estranho. Os esforços para contatar o objeto do delírio (por telefonemas, cartas, presentes, visitas ou até mesmo vigilância) são comuns, embora ocasionalmente a pessoa mantenha seu delírio em segredo.

A maioria dos indivíduos com este subtipo em amostras clínicas consiste de mulheres; a maior parte dos indivíduos com este subtipo em amostras forenses são homens. Algumas das pessoas com o Tipo Erotomaníaco, particularmente os homens, entram em conflito com a lei em seus esforços no sentido de alcançar o objeto de seu delírio ou em tentativas desencaminhadas de “salvá-lo” de algum perigo imaginário.

Tipo Grandioso
. Este subtipo aplica-se quando o tema central do delírio é a convicção de ter algum grande talento (irreconhecido) ou conhecimento ou de ser o autor de alguma descoberta importante. Com menor freqüência, o indivíduo pode ter o delírio de possuir um relacionamento especial com uma pessoa importante (por ex., de servir de consultor para o Presidente) ou de ser uma pessoa importante (sendo que neste caso a pessoa real pode ser considerada uma impostora).

Os delírios grandiosos podem ter um conteúdo religioso (por ex., a pessoa acredita ter uma mensagem especial oferecida por uma divindade).

Tipo Ciumento. Este subtipo aplica-se quando o tema central do delírio diz respeito a estar sendo traído pelo cônjuge ou parceiro romântico. Esta crença é injustificada e está baseada em inferências incorretas apoiadas por pequenas “evidências” (por ex., roupas em desalinho ou manchas nos lençóis), que são colecionadas e usadas para justificar o delírio.

O indivíduo com o delírio geralmente confronta seu cônjuge ou parceiro e tenta intervir na infidelidade imaginada (por ex., restringindo a autonomia do cônjuge ou parceiro, seguindo-o em segredo, investigando o amante imaginário ou agredindo o parceiro).

Tipo Persecutório
. Este subtipo aplica-se quando o tema central do delírio envolve a crença de estar sendo vítima de conspiração, traição, espionagem, perseguição, envenenamento ou intoxicação com drogas, estar sendo alvo de comentários maliciosos, de assédio ou obstruído em sua busca de objetivos de longo prazo. Pequenos deslizes podem ser exagerados e se tornar o foco de um sistema delirante.

O foco do delírio freqüentemente se concentra em alguma injustiça que deve ser remediada pela ação legal (”paranóia querelante”), podendo a pessoa afetada envolver-se em repetidas tentativas de obter satisfação, apelando aos tribunais e outras agências governamentais.

Os indivíduos com delírios persecutórios com freqüência sentem ressentimento e raiva, podendo recorrer à violência contra aqueles que supostamente os estão prejudicando.

Tipo Somático. Este subtipo aplica-se quando o tema central do delírio envolve funções ou sensações corporais. Os delírios somáticos podem ocorrer de diversas formas. Os mais comuns envolvem a convicção de estar emitindo odor fétido através da pele, boca, reto ou vagina, de estar infestado com insetos sobre ou sob a pele, de abrigar um parasito interno; de que certas partes do corpo são (contrariamente a todas as evidências) malformadas ou feias, ou de que certas partes do corpo (por ex., o intestino grosso) não estão funcionando.

Tipo Misto. Este subtipo aplica-se quando não há predomínio de qualquer tema delirante.
Tipo Inespecificado. Este subtipo aplica-se quando a crença dominante no delírio não pode ser claramente determinada ou não está descrita entre os tipos específicos (por ex., delírios de referência sem um componente persecutório ou grandioso proeminente).

Características e Transtornos Associados

Problemas sociais, conjugais ou profissionais podem resultar das crenças delirantes do Transtorno Delirante. Idéias de referência (por ex., de que eventos aleatórios têm uma importância especial) são comuns em indivíduos com este transtorno. A interpretação desses eventos geralmente é consistente com o conteúdo de suas crenças delirantes.

Muitos indivíduos com Transtorno Delirante desenvolvem um humor irritável ou disfórico, que habitualmente pode ser compreendido com uma reação às suas crenças delirantes. Especialmente com os Tipos Persecutório e Ciumento, podem ocorrer acentuada raiva e comportamento violento. O indivíduo pode envolver-se em um comportamento litigioso, ocasionalmente levando a centenas de cartas de protesto a órgãos governamentais ou legais e muitas aparições em tribunais.

Dificuldades legais podem ocorrer no Transtorno Delirante, Tipo Ciumento e Tipo Erotomaníaco. Os indivíduos com Transtorno Delirante, Tipo Somático, podem submeter-se a exames e procedimentos médicos desnecessários. Deficiência auditiva, severos estressores psicossociais (por ex., imigração) e baixa situação sócio-econômica podem predispor um indivíduo ao desenvolvimento de Transtorno Delirante.

A ocorrência de Episódios Depressivos Maiores provavelmente é maior em indivíduos com Transtorno Delirante do que na população geral. Tipicamente, a depressão é relativamente leve e começa após o início das crenças delirantes proeminentes. O Transtorno Delirante pode estar associado com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno Dismórfico Corporal e Transtornos da Personalidade Paranóide, Esquizóide ou Esquiva.

Características Específicas à Cultura e ao Gênero
A bagagem cultural e religiosa de um indivíduo deve ser levada em conta na avaliação da possível presença de Transtorno Delirante. Algumas culturas têm crenças amplamente mantidas e culturalmente aceitas, que poderiam ser consideradas delirantes em outros contextos. O conteúdo dos delírios também varia entre diferentes culturas e subculturas.

O Transtorno Delirante, Tipo Ciumento, provavelmente é mais comum em homens do que em mulheres, mas não parece haver uma grande diferença entre os gêneros na freqüência do Transtorno Delirante em geral.

Prevalência
O Transtorno Delirante é relativamente incomum nos contextos clínicos, e a maioria dos estudos sugere que o transtorno responde por 1-2% das baixas nos sistemas de internação em saúde mental. Ainda há informações precisas insuficientes sobre a prevalência deste transtorno na população, mas a melhor estimativa situa-se em torno de 0,03%.

Em vista de sua idade de aparecimento geralmente tardia, o risco de morbidade durante a vida pode estar entre 0,05 e 0,1%.

Curso
O início do Transtorno Delirante em geral se situa na fase intermediária ou tardia da idade adulta, mas pode ocorrer antes. O Tipo Persecutório é o subtipo mais comum. O curso é bastante variável. Especialmente no caso do Tipo Persecutório, o transtorno pode ser crônico, embora freqüentemente ocorram períodos de preocupação maior ou menor com as crenças delirantes.

Em outros casos, períodos de remissão completa podem ser seguidos por recaídas. Em outros casos, ainda, o transtorno apresenta remissão em alguns meses, sem recaída subseqüente. Algumas evidências sugerem que o Tipo Ciumento pode ter um prognóstico melhor do que o Tipo Persecutório.

Padrão Familial

Alguns estudos constataram que o Transtorno Delirante é mais comum entre parentes de indivíduos com Esquizofrenia do que seria esperado do mero acaso, enquanto outros estudos não encontraram qualquer relação entre Transtorno Delirante e Esquizofrenia.

Existem algumas evidências de que o Transtorno da Personalidade Esquiva e o Transtorno da Personalidade Paranóide podem ser especialmente comuns entre parentes biológicos em primeiro grau de indivíduos com Transtorno Delirante.

Diagnóstico Diferencial
O diagnóstico de Transtorno Delirante é feito apenas quando o delírio não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou de uma condição médica geral. Um delirium, uma demência e um Transtorno Psicótico Devido a uma Condição Médica Geral podem apresentar sintomas que lembram o Transtorno Delirante. Por exemplo, delírios simples de perseguição (por ex., “alguém entra em meu quarto à noite e rouba minhas roupas”) na fase inicial da Demência do Tipo Alzheimer seriam diagnosticados como Demência [288]do Tipo Alzheimer, Com Delírios.

Um Transtorno Psicótico Induzido por Substância, especialmente devido a estimulantes como anfetamina e cocaína, pode ter sintomatologia idêntica ao Transtorno Delirante, mas geralmente pode ser diferenciado pela relação cronológica entre o uso da substância e o início ou a remissão das crenças delirantes.

O Transtorno Delirante pode ser diferenciado da Esquizofrenia e do Transtorno Esquizofreniforme pela ausência de outros sintomas característicos da fase ativa da Esquizofrenia (por ex., alucinações auditivas ou visuais proeminentes, delírios bizarros, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado ou catatônico, sintomas negativos). Comparado com a Esquizofrenia, o Transtorno Delirante em geral produz menos prejuízo nos funcionamentos ocupacional e social.

Pode ser difícil distinguir entre Transtornos do Humor com Aspectos Psicóticos e Transtorno Delirante, uma vez que os aspectos psicóticos associados com os Transtornos do Humor geralmente envolvem delírios não-bizarros sem alucinações proeminentes.

A distinção depende do relacionamento temporal entre a perturbação de humor e os delírios e da gravidade dos sintomas de humor.

Se os delírios ocorrem exclusivamente durante episódios de humor, o diagnóstico é de Transtorno do Humor com Aspectos Psicóticos. Embora os sintomas depressivos sejam comuns no Transtorno Delirante, eles geralmente são leves e apresentam remissão, ao passo que os sintomas delirantes persistem, e não indicam um diagnóstico separado de Transtorno do Humor.

Ocasionalmente, sintomas de humor que satisfazem todos os critérios para um episódio de humor são sobrepostos à perturbação delirante. Se os sintomas que satisfazem os critérios para um episódio de humor estão presentes por uma porção substancial da perturbação delirante (isto é, o equivalente delirante do Transtorno Esquizoafetivo), então se aplica um diagnóstico de Transtorno Psicótico Sem Outra Especificação, acompanhado por Transtorno Depressivo Sem Outra Especificação ou Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação.

Os indivíduos com Transtorno Psicótico Compartilhado podem apresentar sintomas similares àqueles vistos no Transtorno Delirante, mas a perturbação tem etiologia e curso característicos. No Transtorno Psicótico Compartilhado, os delírios surgem no contexto de um estreito relacionamento com outra pessoa, sua forma é idêntica aos delírios da outra pessoa, e diminuem ou desaparecem quando o indivíduo com Transtorno Psicótico Compartilhado é separado do indivíduo com o Transtorno Psicótico primário.

O Transtorno Psicótico Breve é diferenciado do Transtorno Delirante pelo fato de os sintomas delirantes, no Transtorno Psicótico Breve, durarem menos de 1 mês.

Um diagnóstico de Transtorno Psicótico Sem Outra Especificação pode ser feito quando não há informações suficientes disponíveis para selecionar entre Transtorno Delirante e outros Transtornos Psicóticos, ou para determinar se os sintomas apresentados são induzidos por uma substância ou resultam de uma condição médica geral.

Pode ser difícil diferenciar a Hipocondria (especialmente Com Insight Pobre) do Transtorno Delirante. Na Hipocondria, os temores de ter uma doença grave ou a preocupação acerca de ter uma doença séria são mantidos com uma intensidade que não chega a ser delirante (isto é, o indivíduo consegue admitir a possibilidade de que a doença temida não está presente).

O Transtorno Dismórfico Corporal envolve uma preocupação com algum defeito imaginário na aparência. Muitos indivíduos com este transtorno mantêm crenças com uma intensidade que não chega a ser delirante e reconhecem que sua impressão sobre a própria aparência é distorcida.

Uma parcela significativa dos indivíduos cujos sintomas satisfazem os critérios para Transtorno Dismórfico Corporal, entretanto, mantém suas crenças com intensidade delirante.

Quando os critérios para ambos os transtornos são satisfeitos, tanto Transtorno Dismórfico Corporal quanto Transtorno Delirante, Tipo Somático, podem ser diagnosticados. Os limites entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (especialmente Com Insight Pobre) e Transtorno Delirante às vezes podem não ser claros.

A capacidade dos indivíduos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo de reconhecer que as obsessões e compulsões são excessivas ou irracionais ocorre em uma linha contínua. Em alguns indivíduos, o teste de realidade pode ter-se perdido, podendo a obsessão alcançar proporções delirantes (por ex., a crença de ter causado a morte de alguém por tê-la desejado).

Se as obsessões progridem para crenças delirantes persistentes que representam um papel importante no quadro clínico, pode-se aplicar um diagnóstico adicional de Transtorno Delirante.

Em comparação com o Transtorno Delirante, não existem crenças delirantes definidas ou persistentes no Transtorno da Personalidade Paranóide. Sempre que uma pessoa com um Transtorno Delirante tem um Transtorno da Personalidade preexistente, o Transtorno da Personalidade deve ser anotado no Eixo II, seguido pela expressão “Pré-mórbido”, entre parênteses.

Critérios Diagnósticos para F22.0 - 297.1 Transtorno Delirante

A. Delírios não-bizarros (isto é, envolvendo situações que ocorrem na vida real, tais como ser seguido, envenenado, infectado, amado a distância, traído por cônjuge ou parceiro romântico ou ter uma doença) com duração mínima de 1 mês.
B. O critério A para Esquizofrenia jamais foi satisfeito.
Nota: alucinações táteis e olfativas podem estar presentes no Transtorno Delirante, se relacionadas ao tema dos delírios.
C. Exceto pelo impacto do(s) delírio(s) ou de suas ramificações, o funcionamento não está acentuadamente prejudicado, e o comportamento não é visivelmente esquisito ou bizarro.
D. Se episódios de humor ocorreram durante os delírios, sua duração total foi breve relativamente à duração dos períodos delirantes.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., uma droga de abuso, um medicamento) ou de uma condição médica geral.
Especificar tipo (os tipos seguintes são atribuídos com base no tema predominante do(s) delírio(s):
Tipo Erotomaníaco: delírios de que outra pessoa, geralmente de situação mais elevada, está apaixonada pelo indivíduo.
Tipo Grandioso: delírios de grande valor, poder, conhecimento, identidade ou de relação especial com uma divindade ou pessoa famosa.
Tipo Ciumento: delírios de que o parceiro sexual do indivíduo é infiel.
Tipo Persecutório: delírios de que o indivíduo (ou alguém chegado a ele) está sendo, de algum modo, maldosamente tratado.
Tipo Somático: delírios de que a pessoa tem algum defeito físico ou condição médica geral.
Tipo Misto: delírios característicos de mais de um dos tipos acima, sem predomínio de nenhum deles.
Tipo Inespecificado.

FONTE: PsiqWeb

Mais detalhes depois

O CARÁTER DE NEY MALANDRO

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Por Franklin Jorge

Há meses, em sua coluna da Tribuna do Norte, fui atacado por Ney e preferi calar-me, até porque sabia que lidaria com um sujeito inteiramente desprovido de caráter, desonesto – como prova a sua aposentadoria como Auditor Fiscal, depois de faltar ao expediente durante 30 anos –; manipulador, capaz de assediar moralmente, como fez com o acadêmico Sanderson Negreiros, transformando-o em boy de recados; apto a todas as covardias, qualidades negativas que ficaram sobejamente documentadas em seu histerismo mórbido e preocupante, por supor que o seu estado emocional inspira cuidados especializados. O que escreveu, em completo descontrole e em estado de irracionalismo contundente, testifica que estamos lidando com uma pessoa prejudicada em sua saúde e controle mentais…

Começarei publicando a seguir a carta entregue por Ney na residência do destinatário, jornalista Cassiano Arruda Câmara e não em seu endereço profissional, o que já deixa claro que o rapinador do Tesouro Estadual e estelionatário literário não conhece freios morais nem éticos. Antes já enviara Sanderson como negociador do meu silêncio. Ambos queriam, Ney e Sanderson, colocar-me uma mordaça.

E eis o Ney, afinal na carta que escreveu para chantagear e assediar moralmente, um verdadeiro dicionário de socioses que ainda não foram diagnosticadas e divulgadas nas publicações acadêmicas, para a consagração definitiva de um cara que também se ocupa de ter uma dupla identidade e uma aposentadoria irregular de auditor fiscal.

Ney, que em sua carta ainda ousou pressionar Cassiano, teve resposta da Redação do NJ, esconjurando-me de toda aleivosia e falsidade, injúria, calúnia e difamação que possam fabricar a mente paranóica do endemoniado publicitário aposentado, que me persegue e denigre gratuitamente, sem explicação nem motivação plausível, mas apenas, somente, porque jamais rebaixei-me a prestar-lhe vassalagem e ademais faço pouco caso da sua pornografia, ou pseudoliteratura de leitores pouco ilustrados ou sem exigências intelectuais que os façam pensar alguma vez.

Note-se que não há argumentos na carta de Ney. Há grosseirias, mentiras, leviandades, histerismo, covardia, hipocrisia, desonestidade, mau-caratismo… Em resumo, o desabafo de um perdedor desesperado. Um escrito anódino e insípido, do ponto de vista das ideias. Por outro lado, grosseiro e vulgar, no limite do histerismo. Nele, Ney inventa coisas, como enredar o senador José Agripino numa trama que não lhe dizia respeito. Em pleno delírio, atira pedras em todas as direções. Uma talvez lhe caia na cabeça de gases.

Pensem num cabra sonso e covarde, desonesto, corrupto, como prova o processo da sua aposentadoria de R$ 21 mil!

Leiamo-lo:

Carta de Ney Leandro ao NOVO JORNAL

Cassiano, o seu jornal tem servido de parapeito de onde o canalha do Franklin Jorge tem atirado seus insultos e injúrias contra mim. Sanderson Negreiros me disse que lhe fez um pedido, no sentido de evitar a publicação destes insultos. Você teria dito que não pode proibir Franklin de escrever o que bem quiser, porque estaria agindo contra a liberdade de expressão. Mas eu soube que o mesmo canalha quis falar de José Agripino e você impediu. Onde está o seu conceito de liberdade de expressão?

Respondi ao primeiro insulto do canalha Franklin Jorge. Embora saiba que houve outros insultos, não pretendo responder mais nada. E decidi não ler mais qualquer número do seu jornal, em qualquer tempo. Um jornal que abriga e acoberta crápulas como Franklin Jorge não merece ser lido por pessoas que têm dignidade.

Tenho dignidade. Tenho caráter. Jamais, em tempo algum, alguém pôs em dúvida a minha honestidade. Não troco um centésimo desses valores pela ilusão de poder que um jornal pode trazer ao seu dono.

Sem mais, muito decepcionado com você,
Ney Leandro de Castro

Nota da Redação - A perda de um leitor, especialmente um leitor qualificado, é motivo de lamentação para quem se dispõe a implantar um projeto como o do NOVO JORNAL. Mas, existem valores maiores a preservar. A ampla, total e irrestrita independência dos seus colaboradores, por exemplo.

Em 116 edições do NJ uma única vez um colaborador (dos atuais e dos que deixaram de colaborar) foi procurado pela direção, em nível de sugestão, a mudar o assunto do seu artigo. O fato aconteceu com Franklin Jorge que anunciou seu propósito de contar uma história mal contada da reintegração de um servidor extra-numerário da Secretaria da Fazenda, sem direito a estabilidade, depois de 30 anos de ter abandonado o cargo, recebendo todas as promoções possíveis para ser logo aposentado após requerer licença prêmio por assiduidade.

Atendendo a mediação de Sanderson Negreiros, Franklin Jorge mesmo tendo sido provocado e agredido [Grifo nosso], concordou em limitar a polêmica para a qual havia sido desafiado, apenas a área da crítica literária. O que foi feito.

Franklin Jorge, como todos os nosso colaboradores, responde por suas opiniões e afirmações em matéria assinada.

Outra norma do NJ é abrir espaço para o contraditório. O que é feito com a publicação desta carta, publicada na íntegra.

Na sequência

Publicação da verrina de Ney, transcrita de Tribuna do Norte
Ataque a Franklin que abriu a polêmica, idem

Que os leitores comparem e julguem.

‘MACHO GENÉRICO’ TEM RECORDE DE POSTS

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Da Redação

A transcrição de 71 comentários ao artigo “Nathália, o macho genérico’’ teve recorde de intervenções de internautas. Ao todo, 128 novas postagens se acrescentaram às anteriores, refletindo o que Natal pensa sobre Ney Leandro de Castro, agressor gratuito e difamador contumaz, agindo às expensas de um descontrole emocional grave. Gravissimo.

Eis o comentário de Franklin Jorge acerca do personagem que está em todas as conversas, como um ser agressivo e descontrolado:

Ney extrapolou todas as medidas e tornou-se, por sua incontinência, o “bufão de Natal”. Uma pessoa que ninguém leva à sério. Seus ataques delatam o idoso carente que convive mal com a solidão. Seus recalques, por ele declarados através de seu outro eu, Nathália de Souza - identidade secreta sexualmente compulsiva -. Tudo isto trouxe uma estonteante notoriedade para o autor de “Poemas Devassos” e da “Fortaleza dos Vencidos”.

Quem leu o que Ney  tem publicado na Tribuna e acompanha esta publicação, dispõe dos elementos necessários para um bom  julgamento acerca do caráter  duvidoso de Ney. Confio na lucidez e na honestidade intelectual de cada um que se debruce sobre os fatos. Ney  desceu a um nível tal de descrédito que nada do que diga ou venha a dizer terá qualquer relevância daqui para a frente. Sem argumentos, Ney apela para a chulice e a vulgaridade que se apresentam como uma caracteristica da sua personalidade confusa e perturbada, confirmando a sua fama de pornógrafo e cultor de obscenidades. Exposto ao julgamento da opinião pública, Ney quer vencer no grito. Como disse um leitor, o pilantra Ney Leandro de Castro é, desde agora, ”um pilantra desmascarado.

Franklin Jorge também sofreu ameaças do filho de Ney, o radialista Flávio Leandro, que acabou voltando atrás, quando percebeu que fora longe demais.

Dos novos 128 comentários inseridos na úlltima postagem sobre, Ney, destacamos o que disse o escritor Napoleão de Paiva em 4 de abril de 2010 às 16:50, a seguir transcrito como um resumo do que pensam os internautas, em sua maioria, sobre o comportamento do boquirroto caicoense que se transformou oficialmente no “Bufão de Natal”:

“Francamente, Ney Leandro é um homem ridículo. Um velho brocha inconformado com a idéia da velhice. Tristes são os homens que não sabem envelhecer.

Parabens e Abraço ao Amigo Franklin Jorge!

Sucesso, Franklin!”

‘MACHO GENÉRICO’ REPERCUTE

terça-feira, 30 de março de 2010

Da Redação

O artigo escrito por Franklin Jorge sobre o publicitário aposentado Ney Leandro de Castro, aqui transcrito da edição do último domingo do Novo Jornal, mereceu uma saraivada de comentários abaixo reproduzidos. Ao todo, foram 71 emissões que mostram o belicoso caicoense como uma caricatura do acabado. Trata-se de “Nathália, o macho genérico”, uma incursão de Franklin Jorge nas profundezas do eu secreto de Ney, que suspeitosamente se apresenta ao mundo das letras sob a identidade de uma “poetisa devassa”, negando, por este expediente, a própria hombridade.

Alvo da chacota popular, o idoso pornógrafo chegou tardiamente à conclusão que não dá para polemizar quando se tem o “rabo preso”. Como prova disto, o próprio Ney quis remendar e chulear o malfeito, despachando amigos seus como emissários para pressionar o jornalista Franklin Jorge, que está apenas se defendendo dos ataques reiterados de “um pilantra que se aposentou irregularmente e hoje mama todos os meses R$ 21 mil dos cofres públicos”.

Ney, acovardado diante da má receptividade que obteve com o seu ataque gratuito, caiu nos últimos dias numa terrivel depressão, assim descrita por um dos leitores desta página:

“Arlindo Matias disse: em 30 de março de 2010 às 11:45

Vi Nei agorinha quando passei na frente do sebo vermelho, demonstrava estar transtornado, denotava noites maldormidas, barba malfeita, o retrato real de um picareta desmascarado.”

Realmente, Ney Leandro de Castro tem motivos de sobra para estar curtindo essa fossa que o deprime e o faz passear pelos sebos de Natal com esse ar acabrunhado. Reproduzimos a seguir 71 comentários ao artigo “Nathália, o macho genérico”, escrito por Franklin Jorge:

71 comentários para “NATHÁLIA, O MACHO GENÉRICO”

1. Magno Alves disse em 28 de março de 2010 às 16:12 - Ney, quem diria, acabou “curtindo prepúcios” e “alisando madeira”…

2. Homero de Oliveira USAL disse em 28 de março de 2010 às 16:29 -Que bela leitura! Coitado do pobre homem que foi mexer com gente inteligente.

3. Bebé disse: em 28 de março de 2010 às 16:21 -V. tem razão: Ney dá o que é dele. só que ele já está um pouquinho “passado” demais para essas brincadeiras, não acha?

4. Artemio disse em 28 de março de 2010 às 16:46 -Ney quis ser o tal e o tiro arrombou-lhe a culatra!

5. Boy Espada disse em 28 de março de 2010 às 16:51-que pai é essae, flavinho?

6. Boy Chibata disse em 28 de março de 2010 às 16:52 -Ney foi ‘brincar’ com FJ e tomou foi na bassoura…

7. Boy Sanguebom disse em 28 de março de 2010 às 20:36 -Sabendo que o Ney (ou a Nathália) tá “soltando a franga”, agora vô ter mais cuidado quando encontrar ele por aí…

8. Maria Rita Medeiros disse em 28 de março de 2010 às 20:48 -Ney esperou muito tempo para se assumir. Nessa idade, acho que vai ter dificuldade de achar parceiro ativo para preencher-lhe as carencias.

9. Regina Ramalho de Sousa disse em 28 de março de 2010 às 21:06 -Eu já tinha ouvido comentários desabonadores sobre Ney, mas não imaginava que ele pudesse ser tão vulgar e chulo. É esse o grande “intelectual” festejado por Marize de Castro, Lívio Oliveira, Demétrio Diniz, Carmen Vasconcelos, Sanderson Negreiros??? Se eles admiram um cara desses, meu Deus, que tipo de intelectuais são esses que compactuam com a mais baixa obscenidade? Foi bom Franklin publicar estes versos para que os leitores pudessem saber quem é realmente o Ney Leandro (que usa esse “nome de guerra”, Nathália de Souza, para dar vazão aos seus baixos instintos). Um tipo chulo, sem classe, que não se peja de fazer publicidade de suas intimidades: assim é o Ney-Nathália de Castro.

10. Carol disse em 28 de março de 2010 às 21:18 -Não sei se devo ter pena ou repulsa por um cara tão sórdido e chulo.

11. Fernando Meira disse em 28 de março de 2010 às 21:41 -Não imaginava que o Ney fosse tão vulgar e grosseiro. Ele podia dispor do corpo dele da maneira que lhe aprouvesse, mas estes versos que acabo de ler são baixaria, uma coisa sórdida, indigna de um verdadeiro intelectual. Não sei como um tipo desse pode ser tão festejado pelos intelectuais conterraneos. Sinceramente, estou enojado.

12. Maria José Queiroz disse em 28 de março de 2010 às 22:12 -Ney é mais nojento do que eu pensava. Parabens, FJ, por desmascarar esse sujeito sórdido e vulgar.

13. Vampiro Vegetariano disse em 28 de março de 2010 às 22:25 -Como diria o Zé Paraíba, um “obscuro desejo abriu grande letreiro” sobre o fogo do sertão. Na paisagem deserta do Seridó, a intrigante inscrição em gás neon lança sua luz misteriosa: N-E-Y-T-H-Á-L-I-A D-E C-A-S-T-R-O.

Oh! mana, deixa eu ir, oh! mana, eu vou só… só eu e minha Neythália, pro sertão de Caicó! E deixa essa gente falar, é inveja do nosso amor. Né não, Tatá?

14. Tasso disse em 28 de março de 2010 às 22:31 -Concordo: Ney é um tipo sórdido e vulgar.

15. Lula disse em 28 de março de 2010 às 22:40 -Quer dizer que o Nei, depoiis de velho, tã queimando “rosquinha”?

16. Nailda Lins - Parelhas disse em 28 de março de 2010 às 23:09 -Nei, tenha vergonha! Pense nos seus netos, cabra de peia!

17. Carlão disse em 28 de março de 2010 às 23:29 -Ney, que decepção! Um homem já idoso, que devia dar bons exemplos, caindo nessa terrivel baixaria.

18. Dirce Varela disse em 28 de março de 2010 às 23:34 -Ney, dando uma de “machão”! E levando essa vida dupla.

19. Miracy Veiga disse em 28 de março de 2010 às 23:38 -Flavinho, sei que v. deve estar morto de vergonha. Mas, seja franco, v. sabia que o seu pai tinha essa dupla personalidade???

20. Bruno disse em 28 de março de 2010 às 23:46 -Que baixaria, nei! Já tinha ouvido coisas negativas a seu repseito, mas pensava que era pura maldade. Agora estou vendo que vc é mais baixo do que dizem por aí.

21. Duda disse em 29 de março de 2010 às 7:30 -Ô bicho baixo! E agora, Flavio, ainda vai defender esse degenerado?

22. misherlany disse em 29 de março de 2010 às 7:43 -Franklin, o caso do Ney, Lembra o BOdoca do Padre Mota: Dando ou não dando (ela dá mesmo?) continua sendo o Ney ou Nathália!

23. Boy Detonação disse em 29 de março de 2010 às 7:51 -E ae, Flavim, Nei dá ou não dá???

24. Arlindo Matias disse em 29 de março de 2010 às 8:45 -E tem poema dele, Ney, assinado por ele onde tece loas ao sexo a três, sendo 2 homens e uma mulher. Está no Era uma vez Eros, pagina 14. E o livro é dedicado a mulher dele.

25. Estevão Mossoró - RN disse em 29 de março de 2010 às 11:51 -Esquisito é ter ainda gente que admira um tipo desses, que vive comentdo com uma pessoa tão baixa e fuleira. Ô cidade para ter gente oportunista!

26. Plínio Tavares disse em 29 de março de 2010 às 13:37 -Bem que minha mulher tinha me avisado: toda aquela pabulagem de Ney, fazendo-se de gostosão, devia ser pura cascata. Pois não foi??? O cara não é de nada e ainda usa esse ‘nome de guerra’, Nathália de Souza… Sei não…’Macho genérico’, heim? heim? Que coisa, sô!

27. Binho disse em 29 de março de 2010 às 13:41-flavinho tirou o time…tambem, com um pai desses, que gosta de tomar gala e de dar o fedegoso…

28. Ângela disse em 29 de março de 2010 às 13:55 -Agora só faltava o Ney da uma de performático e botar um turibulo no ânus…

29. Décio Oliveira disse em 29 de março de 2010 às 14:19 -Como disse Franklin, a rodela “é dele”, Ney, e ele dá a quem quiser…

30. Arthur Rique disse em 29 de março de 2010 às 14:27 -Eita, que sem-vergonho esse Nei, passando por mulher…Se fosse pelo menos um boy, tudo bem, mas já avô e setentão, só pode ser “libido senil”, como disse o FJ! Safadão, bebendo leite de macho!

31. Denise Carvalho disse em 29 de março de 2010 às 14:41 -Nei, quem diria… Foi a grande piada do último domingo.

32. Tarcisio disse:
29 de março de 2010 às 14:46

Taí o que Ney queria! Franklin queimou a rosca dele.
33. Samuel Garrido disse:
29 de março de 2010 às 15:01

Ney, a piada do anus!
34. Alexandre disse:
29 de março de 2010 às 15:06

O bicho é frouxo. Botou os amigos para pressionar Franklin. É o comentário nos sebos da cidade.
35. Cadu Santos disse:
29 de março de 2010 às 15:33

Ney, o macho genérico, essa foi a melhor do semestre!
36. Arlindo Matias disse:
29 de março de 2010 às 16:42

Falta agora FJ nos contar a fuga de Ney para o Rio, a história de como ele virou funcionário aposentado do Fisco e muitas outras historinhas do magano para desnudar de vez esse patético mas pabuloso personagem.
Avante, Franklin, conte tudo, nós queremos saber.
37. Francisco Matoso disse:
29 de março de 2010 às 16:46

O mais horrível nessa história toda a saber que esse pilantra do Ney é recebido com toda a pompa em muita casa de familia aqui de Natal. Imaginem os olhinhos lúbricos dele para os que ele julga objetos sexuais, moças, rapazes e sei lá mais o quê. Ele tá mais para um Serguei: Um Pan Sexual, atacando tudo.
38. Aparecida Godeiro disse:
29 de março de 2010 às 17:31

Mesmo tendo ouvido referencias negativas a Nei e lido eventualmente o que ele publica num jornal local, sempre deprimindo os outros como fez com o poeta Demétrio Vieira, a quem insinuou um comportamento sexual igual ao seu (chegando a sugerir que ele viajava para o exterior para desfrutar de coisas que não tinha coragem de fazer aqui), nunca podia pensar que ele descesse tão baixo. Tambem foi sórdido com o comunista Juliano Siqueira, num almoço, quando em combinação com um sebista de alma sebosa “rasgou” a vida sexual do rapaz, gratuitamente, como é do seu feitio.Ao agredir o jornalista Franklin Jorge, finalmente Nei encontrou o chapéu da viagem. Penso que as pessoas aqui temem Nei com medo da sua lingua, da sua grosseria e da sua má educação. Por onde ele passa tem deixado um rastro de constrangimento, como aconteceu não faz muito tempo na livraria Potylivros, onde as pessoas tremiam à sua chegada. Graças a Deus, agora, FJ deu um basta!
39. Nelson Freire disse:
29 de março de 2010 às 18:03

Nei contaminou o blog de FJ. O pessoal tá postando comentários em várias postagens. Acabei de ler numa delas, que não tinha nada a ver, uma sugestão que achei engraçada e ri com a inteligencia do cara que sugeriu a criação de uma dupla sertaneja com o nome “Nei Cuzão e João Cuzinho”. Não é engraçado? Nei tá dando motivo pra gente rir, pelo menos assim a gente se distrai dessa dura realidade.
40. Rudelmo Mota - Mossoró disse:
29 de março de 2010 às 18:15

Flavio Leandro quis dar uma de picagrossa, tomando as dores de semelhantes pai, ameaçou o jornalista Franklin Jorge mas acabou metendo o rabo entre as pernas. Não dá pra defender um sujieto como o pai dele, Ney (Nathália) Leandro de Souza.
41. Augusto disse:
29 de março de 2010 às 18:23

Ney Cuzão e João Cuzinho, uma dupla sertaneja. Já imagino ou Ney mamando numa flauta…
42. Paulo S. disse:
29 de março de 2010 às 18:48

Quanta criatividade! “Ney Cuzão e João Cuzinho”. Blz!!!
43. Pedrinho disse:
29 de março de 2010 às 18:53

Nei deve estar ligado neste blogue 24 (êpa!) horas por dia.
44. Sônia disse:
29 de março de 2010 às 18:55

Que crepúsculo deplorável o de Nei! Motivo de deboche de toda a cidade. Até os amigos riem dele…
45. André disse:
29 de março de 2010 às 19:08

“Diz o Ney pela boca de Nathália - que confessa ter o sexo sem nexo e talvez fora do lugar - tudo aquilo que reprimiu e que afinal foi mais forte que o seu medo de ficar mal falado. Porem, nesse exercicio de autoafirmação, Ney afeta uma competitiva atividade sexual admirável em idade tão provecta. Mas, malandro como ele só, deixa a parte ativa dessa operação sob a responsabilidade de outrem, como fica claro nos versos de sua autoria abaixo publicados.

Ouçamo-lo(a) em seu estupor lirico:

Eu tenho uma cabeça de condessa
Devassa, decapitada
Dois minutos e meio depois da trepada.
Eu tenho um sexo sem nexo
Que se entrega em doces refregas
No ar, no mar, na lama,
No vão das escadas e, sim, também na cama.
Ah, eu me entrego, não nego,
A cafajestes, religiosos, estrangeiros.
Aos que sorriem e me dizem:
J’ai t’aime, amore, I love you,
Eu dou meus sonhos, dou meu juízo,
Dou o meu cu.

[in Poemas Devassos e Uma Canção de Amor, Natal, 2006]

Mais explícito, impossível…

Dando assim uma amostra ardente de suas habilidades poéticas (para não dizer outra coisa), Ney dá o que é seu e ninguém tem nada com isso, embora para muitos isto pareça apenas um exercício de vulgaridade, essa enfieira de versos no limite da pornografia, algo grotesco e inconcebivel como artefato literário. Como confissão íntima, denuncia em Ney um “macho genérico”, essa indescritivel e debochada Nathália de Souza: o nome pelo qual ele, Ney Leandro de Castro, entra para a história da nossa literatura…”

Franklin, gostei muito! Essa parte em que v. diz que Nei, malandro como ele só, deixa a parte ativa da atividade sexual para outro, é simplesmente genial!

V. deixou o “velhote” mais raso do que o chão.
46. Pablo disse:
29 de março de 2010 às 19:18

Franklin ferrou o Ney! E foi muito bem feito. O velhote é um porre. Só quer ser as pregas de Quelé, o rei do pedaço! Agora, até o fim da vida, vai arrastar esse estigma “Nathália de Souza”.
47. Maria Vênus disse:
29 de março de 2010 às 19:22

Franklin “amortalhou” Ney com este brilhante artigo!
48. Boy Sanguebom disse:
29 de março de 2010 às 19:40

q papelão, ney!
49. Chico Carlos disse:
29 de março de 2010 às 19:47

Sempre desconfiei de caras como o Ney, gabolas e alardeando que são garanhões…Aí está: o Ney não passa de um “belo Antonio”…
50. C. Pedrosa disse:
29 de março de 2010 às 19:58

E aí, como devemos tratar o ojuara, como diz FJ: Ney ou Natália???
51. Marcos disse:
29 de março de 2010 às 20:01

Cara, tu botasse o velhote no espeto! O problema agora é ele gostar se apaixonar…
52. Marcos disse:
29 de março de 2010 às 20:03

Quase esquecia de parabenmiza-lo pelos acessos, quase 200 mil, um recorde!
53. Berto Alcântara- Aquiraz (CE) disse:
29 de março de 2010 às 20:46

Ney (Nathália?) quis dar uma de arrochado e acabou “espetado”. Justamente por Franklin Jorge!
Valeu.
54. Maria Alice Galvão disse:
29 de março de 2010 às 20:59

Ney estava precisando de uma boa lição. O cara é arrogante, vaidoso, narcisista e extremamente invejoso - morre de inveja de Franklin Jorge -, não é preciso entender de psicologia para descobrir isto. Ele tem uma inveja mórbida de Franklin e há uns 20 anos o persegue. Agora, acabou desmoralizado. Quis dar uma de garanhão e entra para a história como uma pessoa de sexo e caráter duvidoso.
55. R. Verianno disse:
29 de março de 2010 às 21:09

E ai, já sabem quando vai ser a estreia da nova dupla caipira, Ney Cuzão e João Cuzinho?
56. Marques disse:
29 de março de 2010 às 21:23

Laélio tem razão; “a veadagem se expande”. E até já virou dupla caipira, “Ney Cuzão e João Cuzinho”. Blz!
57. Virna Lisi de Sousa disse:
29 de março de 2010 às 21:36

Meu blog preferido. Parabens pelos acessos. Um sucesso, seu blog.
58. Marconi Levi disse:
29 de março de 2010 às 21:57

Ô velho mal falado!
59. Taciana disse:
29 de março de 2010 às 21:59

Um grande sucesso o seu site. Sou fã.
60. Robério disse:
29 de março de 2010 às 22:22

Ney é um mentiroso. Quando Franklin contar os bastidores da aposentadoria e der publicidade á sua vida profissional, todos verão o grande farsante que ele é. A história da aposentadoria dele é cabeludissima. A secretaria Lina Vieira fez tudo para impedir a ilegalidade dessa aposentadoria escandalosa que assegura a Ney R$ 21 mil mensais sem que ele tivesse dado um dia de serviço como auditor fiscal.
61. Núbia Leite disse:
29 de março de 2010 às 22:33

Acho que o Ney perdeu a compostura, uma coisa muito triste para alguém da sua idade, que devia dar bom exemplo. Agora já virou até nome de dupla sertaneja…
62. Núbia Leite disse:
29 de março de 2010 às 22:34

Muitos acessos, sucesso! Sucesso! Sucesso!
63. João Lúcio disse:
29 de março de 2010 às 22:38

Tava bom da governadora contratar essa dupla caipira para a festa de encerramento do seu deplorável governo!
64. Tânia Marques disse:
29 de março de 2010 às 22:41

Seu IBOPE, Franklin, tá lá em cima! Hoje, vc teve até agora nada menos do que 640 acessos. Vá em frente! Sucesso!
65. Célia Câmara disse:
29 de março de 2010 às 22:52

Quando acessei seu blog hoje de manhã, às 08:04, o marcador mostrava 162.526 mil acessos. Agora, às 22:47, 163.111 mil acessos! Isto deve matar o Ney de inveja. É muita inveja que ele tem de você, Franklin Jorge. Ele jamais será tão popular e respeitado como você é.
66. Flávio disse:
29 de março de 2010 às 23:09

Invejoso e mau caráter. É o que se pode deduzir do seu comportamento e das histórias que circulam em Natal sobre ele, desde o tempo dele no Ateneu.
67. José Daniel disse:
29 de março de 2010 às 23:15

Imagino que Ney deve estar grudado neste blog
68. Teobaldo disse:
29 de março de 2010 às 23:36

“Macho genérico” é ótimo! Ri demais, pensando na cara de Ney.
69. Dora disse:
30 de março de 2010 às 0:00

Ney não, “Nathalia”.
70. arlindo matias disse:
30 de março de 2010 às 11:45

Vi Nei agorinha quando passei na frente do sebo vermelho, demonstrava estar transtornado, denotava noites maldormidas, barba malfeita, o retrato real de um picareta desmacarado.
71. UM ADMIRADOR disse:
30 de março de 2010 às 14:27

Franklin, v. é brilhante. A maneira como v. tem se conduzido nessa polêmica mostra um autocontrole e uma elegancia que o seu contendor, coitado, não tem em nenhum momento. Ele usa a grosseria e a vulgaridade como armas, v. usa a inteligencia, a cultura e o espirito, o que estabelece a diferença: é como se v. usasse a espada, enquanto Ney, a peixeira. A o lermos o que ele tem publicado, sentimos involuntariamente repulsa diante do descontrole de Ney, da baixeza do seu vocabulário (que se repete em sua poesia pseudamente erótica, mas em verdade pornográfica, como v., grande critico que é, salientou). V. se deixa reger pela elegancia, Ney, pela falta de ética, pois quer ganhar no grito, inteiramente em desacordo com as normas civilizadas. Em nenhum momento ele nos convence, a não ser do fato de que não tem razão. Passa Ney a impressão de que está desesperado e por isso, como o último recurso do desespero, quer ter razão a qualquer custo. Era o que tinha a dizer-lhe. Seu leitor muito grato. - Rogério Gurgel de Luna

FILHO DE NEY LEANDRO AMEAÇA JORNALISTA

quinta-feira, 25 de março de 2010


Da Redação

Abusando de uma linguagem chula, habitualmente usada por seu pai e já documentada em livros e impressos, como uma característica familiar, o radialista Flávio Leandro enviou e-mail ameaçador ao jornalista Franklin Jorge. Expressando-se porcamente num português mal assimilado e incorrendo numa confusa e grosseira falta de estilo que trai o seu despreparo intelectual e ausência de controle emocional, Flávio Leandro, ao afetar machismo e impulsividade, distorce os fatos e pisa na bola, ao tentar transformar o próprio pai em vítima de uma polêmica que começou com uma provocação assinada pelo ojuara.

Desde ontem o publicitário Ney Leandro de Castro vem fazendo tentativas desesperadas para pressionar o jornalista, usando prepostos que apelaram a pessoas ligadas a Franklin Jorge, vítima de seus ataques injuriosos, caluniosos e difamatórios veiculados originalmente no jornal Tribuna do Norte.

Sem mais comentários, transcrevemos abaixo o que escreveu de maneira canhestra e pouco comedida o radialista Flávio Leandro em sua ameaça:

Flávio Leandro disse:
25 de março de 2010 às 1:30

Criatura, o que te faz mexer tanto com quem qualidades que vc, nem em mil vidas não vai chegar nem perto? Lamentável sua vida infeliz. Então fico solidário, pq um home’m, com as agruras de uma vida mal resolvida,só pode ficar em coma ciumenta’, atrás de jogar com a honra de outro, honesto. Você, um ser incompleto, sem vida própria, sem amor, se sentir-se amado, deveria continuar refugiado na sua memória morta, quem te deu essas “asinhas de frango” que se proteja agora.
Pouco me importa sua opção sexual. Até pq tenho amigos gays, que são bem resolvidos e isso nao os faz tiranos e covardes, como vc!
Se esconde em comentários maldosos -feitos por vc mesmo.
Fale dos políticos daqui e os de Brasília, seus roubos, seus rompantes de fúria e covardia contra funcionários humildes… tem coragem para isso?
Criatura infeliz, minha família é feita de homens e mulheres de honra, de luta. Não ouse falar com sua língua podre e nem tão poudo dedilhar nesse espaço democrático sua fúria - contra sua angústia de sua vida incapaz, infeliz. Se te jogaram fora do berço, e hoje vc quer atacar quem tem nome a zelar, pague o preço sozinho, não seja imbecil mais uma vez. Um homem pra valer não fala através BLOG, fala na cara!
Venha falar na minha cara as mentiras que atinge um homem de bem e honesto, que se chama Nei Leandro de Castro, meu Pai. Sou antes de tudo HOMEM. Tenho nome, sobrenome e bom caráter. O que vc tem além da suas mentiras e vontade de aparecer?
Me chame e conversaremos. Nada de ameaça, vai ser na base da diplomacia. Mas não se acovarde. Publique aqui tudo o que escrevi. E prove o que diz. Mais, defenda-se dos que te “amam”.
Mentecapto,

Flávio Leandro.

NEY DANDO O QUE FALAR

terça-feira, 23 de março de 2010


Da Redação

As postagens sobre o pornógrafo Ney Leandro de Castro continuam repercutindo e chamando a atenção dos leitores.

Abaixo, o resultado parcial de publicações de dois dias, vale também para aferir o nivel de audiencia desta página:

18 comentários para “UM CARA DE MUITAS CARAS”

1. Eugênio disse:
21 de março de 2010 às 22:28
Eu tambem tenho muita curiosidade de saber como foi que o Ney conseguiu essa boca rica, ele que passou mais de 30 anos morando no Rio de Janeiro, como pode ter trabalhado em Natal como Auditor Fiscal? Voto, por isso, nesse aspecto da biografia de Ney (ou devo dizer Nathália?) como tema do seu proximo artigo no Novo Jornal.
2. Carlão disse:
21 de março de 2010 às 22:48
Que malandro esse Ney!
3. Sérgio disse:
21 de março de 2010 às 22:50
Passando por mulher e com uma aposentadoria duvidosa…Sei não, esse negocio vai dar pagode!
4. Damasceno disse:
21 de março de 2010 às 22:59
Faço minha a pergunta de um outro leitor que se surpreendeu ao descobrir o “nome de guerra” de Ney:
que macho é este, que se disfarça de mulher para dar forma às suas fantasias sexuais???
5. Damasceno disse:
21 de março de 2010 às 23:03
Franklin, sugiro-lhe que conte como foi que o Diógenes da Cunha Lima, quis, quando reitor da UFRN, fazer de Nei professor do Departamento de Comunicação. Vc vai ter muita coisa pra contar.
6. Jair Henrique disse:
22 de março de 2010 às 0:50
Quer dizer que o cara foi aposentado indevidamente??? Essa história precisa ser contada, bem contada.
Que safardana!
7. Boy Sanguebom disse:
22 de março de 2010 às 0:52
Esse cara é malandro mesmo! Não admira que use nome de mulher.
8. Rafael disse:
22 de março de 2010 às 8:12
Frank, meu vô adora o que tu escreve. Ele andou me contando umas coisas do tempo do Nei no Ateneu. qr saber?
9. José Roberto (Candelária) disse:
22 de março de 2010 às 8:18
Impagável! Parabéns pelos numerosos acessos.
10. Duarte disse:
22 de março de 2010 às 8:31
Franklin, parece que o Neí vai seer o seu “Mario Gozado”: tenho notado que os acessos a esta página aumentaram muito com essa polêmica. E quando vc ccontar as “agruras” dele como “cobrador de impostos”, aí sim, vc vai ver o estouro.Vá em frente, cara!
11. Maria José disse:
22 de março de 2010 às 8:44
E do Bandern, não vai contar nada não?
12. Selma disse:
22 de março de 2010 às 8:58
ney é um autentico “ojuara”. um tipo bem burlesco!
13. Alexandre Pereira disse:
22 de março de 2010 às 16:00
Veja na coleção de jornais de 2006, do Diário de Natal, a reportagem sobre esse comportamento duvidoso do Ney assumindo-se a poetisa Nathália de Souza. Ele logrou Moisés Lima e emputeceu Osair Vasconcelos, que viu o seu jornal objeto dessa tremenda palhaçada. Basta esta materia para o publicar quem é esse mau caráter.
14. FRANKLIN JORGE ESCLARECE disse:
22 de março de 2010 às 16:41
Respondendo a Plínio Sanderson:
O P. Sanderson não é Plínio Sanderson, mas Paulo Sanderson, já devidamente identificado. Recentemente apaguei um registro assinado por um Eduardo Alexandre, a pedido de Eduardo Alexandre Garcia, que reclamava da apropriação do seu nome. Dias depois fui procurado pelo verdadeiro Eduardo Alexandre, ou seja, pelo autor do comentário, que se sentia censurado porque eu o deletara…
Isto me faz crer que o nome Sanderson não é propriedade única de Plinio Sanderson. Aqui mesmo em Natal também há um sr. chamado Sanderson Negreiros. Conheço pelo menos uns outros dois Sanderson.
Há, que eu saiba, cinco homônimos meus, inclusive no Facebook e vários outros no Google.
Em Porto Alegre há um Franklin Jorge escritor…
Portanto, não vou mais ficar prestando esse tipo de esclarecimento.
Gratissimo.
15. Clarice Bulhões disse:
22 de março de 2010 às 20:07
Ótima idéia de Jorge Tarso. Esse assunto vai dar samba.
16. Nizomar Machado disse:
22 de março de 2010 às 20:33
Que os seus 159 mil 900 acessos servam de estimulo ao seu talento de blogueiro, Franklin Jorge.
17. Jailton - Emaús disse:
22 de março de 2010 às 21:32
Já que v. trabalha com o Cassiano Arruda, procure saber como foi a experiencia de Nei lá na Agencia Dumbo. Tem coisa. Vá lá.
18. Francisco Vicente disse:
23 de março de 2010 às 7:51
Veja a coleção do Diário de Natal. Tem tudo sobre a Natália (ou Nei., sei lá…) O cara sacaneou o Moisés Lima, debochou do jornal, é um sujeito moleque.

14 comentários para “O REI DE NATAL”

1. P. Sanderson disse:
21 de março de 2010 às 14:26
Comparei o que escreveram Nathália de Souza (”nome de guerra” de Nei Leandro de Castro) e vi que não há termo de comparação. Franklin é às vezes contundente (não o nego), mas tem classe, cultura, elegancia, refinamento, espírito aristocrático. Nei é grosseiro, vulgar, picaresco, obsceno e estridente e completamente descontrolado. Chega a ser ridiculo, quando sabemos que ele já é um senhor idoso e pelo fato de ter netos, devia dar-se ao respeito. Franklin, nessa polêmica, até agora, está sempre por cima, fazendo a Nathália de Souza espernear e gemer. Enquanto nós, leitores, nos divertimos com estocadas tão “hábeis e certeiras”.
2. Sandra Merlo disse:
21 de março de 2010 às 16:47
Nei (ou Nathália?) é uma piada de mau gosto. Só isso. Não tem nenhuma ilação com a literatura autentica.
3. Veronica Pedrosa disse:
21 de março de 2010 às 16:58
Achei uma boa, uma coisa bem humorada e espirituosa mesmo, esse negocio de “curtidora de prepúcios e polidora de madeira”…
4. Marcelo Maia disse:
21 de março de 2010 às 18:16
Nei devia devolver os salários que recebeu indevidamente do Bandern. Hoje é um marajá, sem nunca ter trabalhado aqui (pois morava no Rio), enquanto os que aqui davam duro no banco estatal acabaram na rua da amargura. Esse Nei é muito cara de pau.
5. Antenor S. da Cunha disse:
21 de março de 2010 às 18:28
Lendo o que escreveu o Ney, percebi quanto ele é invejoso e arrogante, além de sexualmente mal resolvido. Eu já suspeitava disso, ao folhear uns poemas “eróticos” que ele escreveu. Minha mulher, para quem mostrei o livro (ela é psicóloga) comentou que era estranho, num homem já idoso, aquele tipo de coisa. Você fez bem desmascarando-o com esse artigo que lança luzes sobre o Ojuara.
6. Socorro Belomini - Brasilia disse:
21 de março de 2010 às 18:40
Em seu doentio narcismo e carencia afetiva, o sr. Nei chega a ser patético. E como vc disse, essa “monomania” erótica nele assume caracteristicas de morbidez. Ele parece estar precisando de acompanhamento profissional adequado, ministrado por psicólogo ou psicanalista, a escolher.
7. Rino Sena disse:
21 de março de 2010 às 19:10
Acho estranho que um cara, na idade de Nei Leandro, perca o seu tempo fiscalizando a vida alheia. Tanta coisa útil para ele fazer, como prestar algum trabalho voluntário, e ele preocupado besbilhotando a intimidade dos outros. Acho isto muito feio num homem, ainda mais num homem velho que devia dar bons exemplos aos jovens. Leio a imprensa local e tenho minha oipinião formada sobre Nei Leandro e Franklin Jorge: o primeiro está sempre fazendo intrigas, piadas de mau gosto com um e outro, enquanto FJ escreve sobre grandes escritores e sobre o povo da nossa terra, como fez recentemente, enfocando aqui um sr. (Chico Batista) que o conheceu menino nos taboleiros do Açu. Se alguém se der ao trabalho de acessar a série que ele escreveu com o titulo geral de “paisagem humana”, perceberá não apenas o grande escritor que ele é, mas um homem seriamente comprometido com a verdadeira cultura e inteiramente alheio à bajulação dos poderosos. ele sabe tratar as pessoas mais humnildade com dignidade e sensibilidade. Ney, em minha modesta opinião,não passa de um vaidoso debochado que não respeita a honra de ninguém. É por isso, por essa grande diferença que há entre os dois, que FJ goza desse prestigio popular que jamais em época alguma Ney terá.
8. Boy Espada disse:
21 de março de 2010 às 20:44
TÔ BEGE! NEY USANDO NOME DE MULHER??? ISSO É COISA DE MACHO? QUE CAICOENSE É ESSE?
9. Leila - Cidade Verde disse:
21 de março de 2010 às 20:52
Franklin, muito obrigada por lembrar-se de homenagear o grande artista Newton Navarro. Sabemos que vocês não se davam bem, e isto que você tem feito pela sua memória é uma coisa digna de admiração. Já li outros artigos seus sobre ele, até bem melhores do que este, que me parece sem inspiração (desculpe-me a sinceridade). Faz tempo, acho que uns cinco ou seis anos, eu estava numa reunião e ouvi um sr., que me disseram ser o poeta Luis Carlos Guimarães ou Sanderson Negreiros (agora estou em dúvida) dizer que tendo sido amigo do artista durante tantos anos, gostaria de ter escrito aquele artigo que você acabava de publicar na Tribuna. Tenho acompanhado sua trajetória. Não sou nenhuma intelectual conterranea, mas gosto de ler (que fazer?) e procuro ler o que escreve. Tenho todos os seus livros e aqueles que se referem a você tambem procuro adquirir, como o de Marize Castro (”Além do Nome”), que já dei de presente a umas cinco ou seis pessoas, porque muito o admiro e sei que tem sido vitima de muita gente ordinária e invejosa que procura botar pedras no seu caminho. Mas você é forte. Forças poderosas o protegem. Tenha fé, meu caro. - Leila
10. Jorge Tarso de Castro disse:
21 de março de 2010 às 21:04
Caro Franklin,
Estou me divertindo muito com a sua série sobre Nei Leandro de Castro, um cara brilhante mas também cheio de defeitos como todo ser humano. Conhecendo a sua verve, como conheço, sugiro - entre os tópicos que você nos ofereceu para escolha - um artigo sobre as agruras dele como cobrador de impostos. Nei Leandro aposentado como Auditor Fiscal é, guardada as devidas proporções, a mesma situação vexaminosa de Carlos Heitor Cony aposentado como ex-torturado da ditadura militar. Estou contando os dias.
Parabéns e um abraço,
Jorge
11. Talvani disse:
21 de março de 2010 às 21:45
É asqueroso um homem fazendo esse papel de “fiscalizador da vida alheia”, coisa que antigamente era coisa de solteironas encruadas e casadas mal comidas. Ney é muito corajoso, seja dito isto em seu favor, fazendo esse papel abominável de mulher faledeira e linguaruda. E até adotou um pseudônimo, Nathália de Souza. Cruz credo! Que macho é esse?
12. Canindé Sousa disse:
22 de março de 2010 às 8:16
Já ouvi alguma coisa, num sebo daqui, sobre essa história de Ney perseguido por um marido, correndo nu na avenida, para não morrer… Foi por isso que ele fugiu para o Rio, foi?
13. Medeiros disse:
22 de março de 2010 às 8:29
Agora estamos começando a conhecer o verdadeiro Ojuara…Obg, FJ!
14. plinio sanderosn disse:
22 de março de 2010 às 15:53
Franklin,
não é a primeira vez que alguém usa meu nome
no seu blog para tecer comentários,
claro se passando por mim.
Novamente, venho registrar meu repúdio
a tais pessoas sem escrúpulos,
que usam subterfúgios covardes
e que não têm coragem de assumir suas próprias opinões.
P.S
injuriado

NATHALIA DE SOUZA, VULGO NEI LEANDRO

sexta-feira, 19 de março de 2010


Da Redação

O jornalista Franklin Jorge está publicando em seu Jornal de FJ, coluna que escreve aos domingos no Novo Jornal, um artigo sobre o poeta e barraqueiro Nei Leandro de Castro, enfocando uma de suas múltiplas personalidades, a poetisa Nathalia de Souza, autora devassa.

Aguardem.

EVANGÉLICOS SERÃO ‘CABOS ELEITORAIS’

quarta-feira, 17 de março de 2010

Por Franklin Jorge

A governadora Wilma de Faria fez um acordo milionário com o deputado Antonio Jácome, para ter a comunidade evangélica trabalhando para a sua eleição de senadora e para o vice Iberê Ferreira de Souza, candidato ao governo do Estado.

A transação foi noticiada por uma fonte insuspeita, um blogue evangélico, conforme denúncia veiculada hoje pelo Novo Jornal. O “apoio político”, sob a forma de repasse à Assembleia de Deus, custará aos cofres públicos R$ 1,1 milhão. O deputado desmentiu.

Desmentindo ou não, a dúvida persiste.

A governadora comprou mesmo o apoio da Assembleia de Deus?

Segundo o “irmão” Jailson Gomes, que noticiou o fato em seu blog A Força da Esperança, o dinheiro entrará pela porta da Fundação Eurico Bergstén (Fundeb), que mantém uma emissora de rádio em Natal. O título da matéria veiculada pelo blogueiro evangélico já diz tudo: “Pastores fecham apoio a Wilma e Iberê”, isto é, fizeram negócio. Não um negociozinho qualquer: algo na ordem de R$ 1,1 milhão. Uma grande transação, portanto, que não deve passar despercebida da vigilância do Tribunal Eleitoral.

Enquanto joga dinheiro na Assembleia de Deus, a governadora abandona o rebanho católico: está deixando cair aos pedaços a Matriz de São João Batista, em Açu, sem destinar-lhe um saco de cimento ou uma lata de areia. E, até este momento, a governadora não levantou um dedo para ajudar a salvar um dos mais importantes exemplares da arquitetura religiosa no Rio Grande do Norte.

Até parece que a governadora não é católica e usa a fé alheia para adquirir votos.

Leia a continuação deste artigo

MICARLA SONEGA IMPOSTOS

domingo, 14 de março de 2010


Por Jurandi Santos

A juíza Francisca Maria Tereza Maia Diógenes da 2ª Vara de Execuções Fiscal Municipal e Tributária da Comarca de Natal, acatando parecer da Procuradoria Geral da Prefeitura da Capital, determinou a suspensão por um ano do processo nº 001.02.507634-6, em que se configura como ré a prefeita Micarla de Araújo Souza (PV), pela prática delituosa de sonegação fiscal.

A ação criminosa foi instaurada pela Prefeitura de Natal, contra Micarla de Souza no ano de 2006, em razão da atual prefeita da capital potiguar não pagar os impostos devidos ao município, pelo simples motivo de não querer quitar os seus débitos tributários com a gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

O Processo de Execução Fiscal contra a filha de D. Miriam de Souza foi requisitado pela Procuradoria Geral da Prefeitura de Natal, logo após a posse de Micarla na chefia do Executivo municipal, com a finalidade de emitir um novo parecer favorável a executada.

No dia 11 de novembro de 2009, a área jurídica da prefeitura natalense, emitiu novo parecer, solicitando ao Poder Judiciário a suspensão do processo, com base no artigo 40, da lei de execução fiscal (8.630/80), por não interessar mais à Fazenda Pública da Capital, o prosseguimento da ação contra a prefeita Micarla de Souza.

Com o pedido de extinção do processo contra a presidente do Partido Verde do Rio Grande do Norte, emitido pela Procuradoria Geral da Prefeitura de Natal, a juíza Francisca Maria Tereza Maia Diógenes, titular da 2ª Vara de Execução Fiscal Municipal e Tributária, acatou em tese o que foi solicitado pelo Palácio Felipe Camarão.

No dia 12 de novembro de 2009, o despacho da magistrada Francisca Maria Tereza, suspendeu o curso da Ação de Execução Fiscal contra a prefeita Micarla de Souza, por um prazo de um ano. Decorrido o período acima mencionado, sem manifestação da prefeitura de Natal, procedeu-se o arquivamento provisório dos autos, nos termos do paragráfo 2º, do artigo 40 da lei nº 8.630/80.

Na sentença proferida pela titular da 2ª Vara de Execução Fiscal de Natal, consta que a Justiça não conseguiu localizar o devedor (no caso a prefeita Micarla de Souza), além de não encontrar bens em seu nome, sobre os quais possa recair a penhora.

O mais incrível em toda essa celeuma é que a Justiça não teve competência para localizar a chefe do Executivo natalense, dando-se a entender que a mesma mora em lugar incerto e não sabido, impossibilitando que um Oficial de Justiça pudesse localizar a prefeita Micarla de Souza.

A sede da Prefeitura de Natal, onde a prefeita Micarla de Souza despacha quase que diariamente, fica apenas a 50 metros do Tribunal de Justiça do Estado, não havendo qualquer motivo aparente para a mesma não ser encontrada.

A magistrada Francisca Maria Tereza alega em seu despacho que Micarla de Souza não tem bens para ser penhorados, sendo essa sentença uma afronta à população de Natal. A prefeita tem vários imóveis, além de ser sócia-proprietária da TV Ponta Negra.

É por causa de decisões imorais como essa, onde impera a impunidade contra os poderosos, que as pessoas mais simples ficam indignadas pelas decisões esdrúxulas da Justiça, um poder instituído para julgar e condenar os que praticam atos ilícitos, mas que nesse caso, defendeu o infrator.

A Procuradoria Geral do Município de Natal, após pedir o arquivamento de processo de sonegação fiscal contra a prefeita Micarla de Souza, não tem mais moral de entrar na Justiça contra qualquer pessoa que tenha débitos junto a prefeitura da capital, pois a instituição agiu de má fé contra o patrimônio público ao perdoar indevidamente a dívida da proprietária da TV Ponta Negra.

Por causa dessa decisão absurda o contribuinte natalense está isento de pagar o IPTU e os demais impostos municipais, já que a prefeita Micarla de Souza que deveria dar um exemplo de cidadã, negou veementemente na Justiça, em conluio com a Procuradoria Geral da Prefeitura a quitar seus débitos fiscais com o município.

A MORTE ANUNCIADA DO COPYRIGHT

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Do Fernand Alphen’s Blog

Em 1878, em um congresso literário, Victor Hugo disse:

“O livro, como livro, pertence ao autor, mas como pensamento, pertence – a palavra não é grande demais – ao gênero humano. Todas as inteligências têm nele direito. Se um dos dois direitos, o direito do escritor e o direito do espírito humano devesse ser sacrificado, seria, certamente, o direito do escritor, porque o interesse público é nossa preocupação única, e todos, eu declaro, devem passar antes de nós”.

A ousada declaração dispensaria qualquer comentário, não fossem os tempos que vivemos e que o gigante não conheceu.

Victor Hugo não sabia que menos de um século depois, o gênero humano se conectaria em rede, através da união anárquica e orgânica de bases de dados, pilotadas a distância por qualquer membro da espécie munido de um computador e da boa vontade atávica no desejo de aprender, crescer e dar sentido à vida.

Victor Hugo não sabia que a força que move essa união exponencia-se em função da mola motriz dos homens, a tecnologia e o consumo.

Victor Hugo não sabia que da extraordinária capacidade de processamento, integração e comunicação que a Internet permite, nasceriam uma produção intelectual, cultural, científica e humanista sem precedentes.

Victor Hugo não sabia que a Internet seria tão vital à sobrevivência humana quanto o ar que ele respirava.

Mas ele sabia que, dos confins de uma espécie de consciência primitiva, o homem é egoísta. Que o domínio do saber e do pensamento é um privilégio e uma arma de opressão. Ele também sabia que o domínio público é mais forte e mais fértil.

No final do século XIX, antes mesmo de existir, decretou-se o fim do copyright.

DESEMBARGADORES VOLTAM ATRÁS PELA METADE

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Por Franklin Jorge

Pressionados pela opinião pública, pela Ordem dos Advogados, empresários e usuários de serviços cartorários, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rafael Godeiro, volta atrás e suspende até o mês de abril a nova tabela que feriu preceito constitucional. Quem pagou a mais pelas custas, terá a diferença devolvida.

A suspensão, porém, não resolve o problema.

MAGISTRADOS ABAIXO DA CRÍTICA

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Da Redação

Abaixo, comentários ao artigo do jornalista Franklin Jorge, publicado nesta página, enviados pelos leitores, reportando-se ao aumento das taxas e emolumentos cartorários, reajustados em mais de 100%, uma verdadeira aberração que está dando o que falar.

Leiamo-los:

17 comentários para “A MANCADA DOS MAGISTRADOS”

1. Moura Silva - Petrópolis disse:
21 de janeiro de 2010 às 8:11
Já estou gostando…

2. Thales Godinho disse:
21 de janeiro de 2010 às 9:10
Eles pisaram na bola feio, feiíssimo!!!

3. Maria Alzira Lisboa disse:
21 de janeiro de 2010 às 15:27
Faltou sobriedade aos magistrados. Um horror, em especial, já que se trata de um poder… Lamentável, Dr. Godeiro.

4. Antonio Targino disse:
21 de janeiro de 2010 às 15:33
É verdade, Franklin.

5. Gilda disse:
21 de janeiro de 2010 às 15:49
Quanto cinismo dessa gente. Quanta falta de sobriedade!

6. Macário Tavares disse:
21 de janeiro de 2010 às 17:36
Esse foi um dos seus melhores artigos. Era o que queríamos ler. Obrigado, Franklin Jorge!

7. Zildamar Couceiro, Lagoa Nova disse:
21 de janeiro de 2010 às 17:51
Bote paradoxo nisso…

8. Rogério Dias disse:
21 de janeiro de 2010 às 17:58
Deplorável, simplesmente deplorável.

9. Oscarina Mendonça disse:
21 de janeiro de 2010 às 18:15
Como é que podemos ter confiança num tribunal desses???????

10. Márcio Sousa disse:
21 de janeiro de 2010 às 19:13
Não bastasse o governo, agora os desembargadores também querem escalpelar os cidadãos que já estão com a corda no pescoço.

11. Batista Lima disse:
21 de janeiro de 2010 às 19:23
Nossos desembargadores estão deixando de ser juizes para serem politicos. Lamentável.

12. Rosane Varela disse:
21 de janeiro de 2010 às 19:24
Esta frase resume tudo: “Este não é um Tribunal, mas um paradoxo”.

13. Sérgio Santiago disse:
21 de janeiro de 2010 às 19:41
Quanto mais releio esse artigo mais aumenta a minha indignação.

14. Carlos Sérgio Costa disse:
21 de janeiro de 2010 às 20:21
Então são esses os nossos desembargadores???

15. Carlos Sérgio Costa disse:
21 de janeiro de 2010 às 20:22
Como sei que v. é um dos editores do Novo Jornal, quero dar-lhe os parabéns pela cobertura sobre esse assunto que tirou todo mundo do sério.

16. Conceição Fantin - Santa Catarina disse:
21 de janeiro de 2010 às 21:26
Deplorável.

17. Conceição Fantin - Santa Catarina disse:
21 de janeiro de 2010 às 21:26
Pobres potiguares! Minha solidariedade.

MENSAGEM AOS DEMOCRATAS

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Por Klauber Cristofen Pires, do Blog Liberatum

Ora, que perigo há em que jornalistas não diplomados exerçam a profissão? O Brasil dos jornalistas diplomados é o maior caso de ocultação em massa da notícia, desde há pelo menos dezenove anos atrás, quando decidiram esconder do público as tramas do Foro de São Paulo.
Li uma mensagem distribuída pela Associação Brasileira dos Jornalistas - ABJ, lamentando o fato de que a Comissão de Constituição e Justiça aprovou no dia 02/12/2009, a PEC nº 33/09, que retoma a obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista e regulamenta a figura do colaborador, para a publicação de artigos de opinião.

Já tenho dito aos Democratas: entre o PT original e outro, digamos assim, “made in Paraguay”, não há dúvida sobre a preferência entre os adeptos do primeiro.

Recentemente, muito feliz estive por conta da valente senadora Kátia Abreu, por ter pela primeira vez questionado a questão da produtividade como fator legitimador do direito de propriedade do imóvel rural. Não sei se por coincidência, mas poucos dias antes eu havia enviado à CNA uma mensagem, que foi publicada em vários sites e blogues, inclusive o meu, Libertatum, eu que eu levantava justamente esta questão, tendo a colocado em planos doutrinários.

Eu tenho absoluta certeza que a CNA e a sua presidente, a Sra Kátia Abreu, acertaram, e por mais que hoje tal proposta se distancie do nosso quadro atual, o argumento paulatinamente há de vencer pelo só fato de ser verdadeiro e realmente justo.

O caso acima reflete com clareza que os Democratas têm hoje à disposição uma fonte nascente, firme e próspera da doutrina liberal e dos valores do conservadorismo cristão. Hoje o Brasil conta com vários institutos e dezenas de pensadores, a começar por aquele que não temo em dizer que é um dos maiores sábios da atualidade mundial: o filósofo Olavo de Carvalho. Infelizmente, quanto ainda são desprezados!

Somente com a clareza da boa doutrina liberal na cabeça e com o conhecimento dos passos e das intenções das esquerdas é que os democratas haverão de reverter a preferência da opinião pública, denunciando-as, ao mesmo tempo em que ensinam ao povo sobre a filosofia da liberdade. Chega de jogar o jogo deles! Aprendam pelo menos que a repetição dos mesmos erros não é capaz de transformá-los em acertos.

Na nota da ABJ, que reproduz diálogos havidos na CCJ, salta-me aos olhos que o senador Efraim Morais (DEM-PB) tenha contestado os argumentos do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e enfraquecido a sua posição, assim fornecendo fôlego para que o petista Aluízio Mercadante se sentisse à vontade, com sua lógica peculiar, para atacar mais uma vez as liberdades civis em prol do projeto totalitarista de seu partido.

Somente para início de conversa, pondo a questão em termos jurídicos, que, afinal, é a própria tarefa de uma Comissão de Constituição e Justiça, a liberdade de expressão é ampla (art. 5º, IV e IX)[i] e não admite regulações, pois tem aplicação imediata (Art. 5º, §1º)[ii]. Finalmente, qualquer proposta de emenda constitucional tendente a abolir este direito dos cidadãos é nula (Art. 60, § 4, IV)[iii].

Agora, preste atenção, Senhor senador Efraim Morais, e aprendam se tiverem um pingo de consciência os petistas e congêneres: A Constituição é um documento elaborado por homens e mulheres livres. Qualquer restrição de liberdade, pois, é caso de extremo cuidado legislativo, e somente pode ser lançada aos cidadãos em prol da defesa contra um grave perigo para a existência da própria sociedade.

Exemplar e histórica, portanto, a decisão do STF, ao abolir lei que não foi recepcionada pela nova Carta nem por uma vírgula que fosse, por absolutamente imprestável, haja vista que o material de trabalho do jornalista é puramente decorrente do direito amplo à liberdade de expressão.

Ademais, a proposta do Poder Legislativo de propor emenda contrária à decisão da Suprema Corte, logo assim, em ato contínuo, configura o que o jurista Cristiano Carvalho[iv] denomina de ruptura da “autopoiese”, isto é, da capacidade de a sociedade poder manter vivo e saudável seu sistema jurídico, por prejudicar o sistema de checks and balances. O que o Senado neste momento está fazendo é produzir grosso “ruído” na comunicação com a sociedade, que se traduz pelo convite ao desprezo à decisão por parte daqueles cuja missão maior é proteger a Constituição. Em termos mais simples, trata-se de uma afronta à harmonia entre os poderes.

Ora, que perigo há em que jornalistas não diplomados exerçam a profissão? Que alguns cometam erros ortográficos ou gramaticais? Pois todos os dias eu testemunho as piores aberrações nos jornais, e são produzidas por diplomados. Que alguns deles deturpem a notícia? Ora, o Brasil dos jornalistas diplomados é o maior caso de ocultação em massa da notícia, desde há pelo menos dezenove anos atrás, quando decidiram esconder do público as tramas do Foro de São Paulo.

Pelo contrário, um famoso jornalista não diplomado, o Sr Bóris Casoy, viu-se desempregado tão somente por perguntar ao candidato Lula sobre a existência do FSP, após ter recebido o pito de que “nem deveria falar na tevê sobre uma coisa dessas”.

A questão das faculdades de jornalismo não pede a complacência dos parlamentares para os futuros repórteres. Quem o Congresso deve defender? Os direitos de reserva de mercado dos jornalistas diplomados ou o direito da população de escolhê-los dentre os melhores e de maior reputação, e ainda mais do que isto, de expressarem-se cada um dos cidadãos como bem lhes aprouver? Que sejam muito úteis as faculdades, tão úteis que os profissionais da notícia sintam a necessidade de freqüentá-las. Assim nasceram todas as universidades, isto é, a partir de um desejo íntimo sincero e decidido de buscar o conhecimento, casado com uma proposta honesta de oferecê-lo.

A obrigatoriedade do diploma, ao contrário, inverte esta fórmula, fazendo das faculdades umas fábricas de diplomas, a quem os interessados as buscam tão somente com intenção pró-forma, ou seja, tendo em vista obter uma licença para trabalhar, e isto, afinal, vale para todas as outras profissões, exceto aquelas para o qual o perigo para a sociedade é real e estimável, tal como o risco do prédio desabar ou do internado morrer. Não é mais a faculdade que serve à profissão, mas a profissão é que serve à faculdade, nos próprios termos do Sr. senador Aluízio Mercadante.

Agora, somente para nos atermos ao caso, justamente para se tornar um ministro da mais alta corte do país não se exige diploma de bacharel em Direito, mas que seja cidadão brasileiro com “notável saber jurídico e reputação ilibada”[v]. Em via contrária, recentemente foi acolhido um novo ministro que, não obstante ostentar o diploma de bacharel e a carteira da OAB, sugere alguma discussão quanto ao seu notável saber, eis que, por duas vezes, foi reprovado em concurso para juiz.

Do exposto, não é o Senhor Demóstenes Torres quem tem que suar a camisa para defender a inutilidade desta coisa que, aprovada, há de reforçar o conceito da sociedade corporativista ou como tenho cunhado, da sociedade de trincheiras. Quem tem que se explicar são os defensores da obrigatoriedade do diploma, este que já tentaram várias vezes ceifar a liberdade de expressão. Estes têm de ser denunciados em alta voz!

________________________________________
Notas:
[i] Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
[ii] Art. 5º, § 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
[iii] Art. 60, § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (…) IV - os direitos e garantias individuais.
[iv] Cristiano Carvalho. Teoria do Sistema Jurídico - direito, economia, tributação. São Paulo: Quartier Latin, 2005.
[v] Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

A MANCADA DOS MAGISTRADOS

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por Franklin Jorge

O aumento de custas e emolumentos cartorários em mais de 100%, reivindicado por nossos desembargadores, pegou malissimamente entre gregos e troianos. Uma verdadeira extorsão.

Geralmente malvistos pela sociedade, suas excelencias agora terão de explicar o tamanho do seu apetite e o pouco apreço às próprias leis, ou seja, à Constituição Federal. Maria de Compadre Inocêncio diria simplesmente, se lhe fosse dada a oportunidade de comentar este fato desabonador para o Tribunal: “Eles querem usurpar…”

A mancada está na boca de todo mundo e, diante da excessiva carga tributária que escalpela a todos os cidadãos sem dó nem piedade, parece incrível que os nossos magistrados ainda queiram criar novos impostos, extrapolando inclusive sua área de competência. Como fizeram há pouco e provocaram toda esta grita que depõe contra a sobriedade que se espera de tão eminentes cidadãos que avocam para si o direito de julgar (e agora, também, de legislar em causa própria).

A nova lei, além de inconstitucional, tem várias ilegalidades e irregularidades que depõem contra os próprios magistrados. As novas taxas, por eles criadas, promovem um impacto de tal ordem que pode culminar, até, com a falencia e o fechamento de empresas, segundo alguns especialistas. No máximo, seria aceitável uma lei complementar, recurso previsto na própria Constituição, que pelo visto não parece uma obra muito lida pelos nossos desembargadores.

Várias instituições estão lutando para que o Tribunal reconheça que a cobrança é extorsiva, entre as quais a Ordem dos Advogados (OAB) e Clube de Diretores Lojistas (CDL). Sobretudo porque já existia uma Tabela de custas e emolumentos atualizada. O Tribunal, além disso, usurpou uma das atribuições do Estado, que é a única instancia habilitada a criar necessidades e cobrar taxas.

Este não é um Tribunal, mas um paradoxo.