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ESTADISTAS NÃO CONSULTAM MARQUETEIROS

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Por Augusto Nunes - Veja Online

A era dos marqueteiros produziu incontáveis espantos: acabou com todos os vincos e rugas, erradicou os cabelos brancos, instituiu a obrigatoriedade do uso do uniforme terno-azul-marinho-camisa-azul-celeste-gravata-vermelho-cheguei, aposentou os óculos de aros grossos, converteu arrogantes vocacionais em poços de humildade, permitiu a gargantas franzinas formularem incongruências com voz de tenor, transformou azarões em favoritos, elegeu perfeitas nulidades e promoveu bestas quadradas a gênios da raça. Mas não produziu um único estadista.

O sumiço dessa fina estirpe não pode ser debitado inteiramente na conta do profissionais do marketing político. Mas é impossível imaginar um marqueteiro soprando o que deve ser feito aos ouvidos de um estadista. Gente assim sabe que pesquisas de opinião captam um estado de ânimo condicionado por circunstâncias passageiras ─ e pelo imaginário popular. Sabe que a voz do povo não é ditada pela Divina Providência: é apenas a voz do povo, e não traduz necessariamente o que é melhor para um país.

Como os políticos comuns, profissionais do marketing político pensam na próxima eleição. Estadistas pensam na próxima geração. Em 1938, já que a maioria dos britânicos queria um tratado de paz com a Alemanha, os marqueteiros teriam sugerido a Winston Churchill que fosse mais polido com Adolf Hitler. Nos anos seguintes, sobraçando levantamentos do Instituto Gallup, teriam implorado a Franklin Roosevelt que mantivesse os Estados Unidos fora de uma guerra que, para sete entre dez americanos, era um problema europeu.

Na eleição que se seguiu ao triunfo contra a Alemanha nazista, Churchill também seria aconselhado a livrar-se do charuto, beber menos, esconder que dormia depois do almoço, emagrecer pelo menos 15 quilos, usar fotografias que amputassem a calvície e, sobretudo, parar de denunciar com tanta veemência a política expansionista da União Soviética. Cansados de guerra, os ingleses não queriam sequer ouvir falar em Guerra Fria. Churchill talvez não tivesse perdido a eleição. Mas perderia a chance de voltar nos anos 50, o lugar que lhe coube na História e o respeito que sempre merecerá de todas as gerações.

A oposição brasileira precisa mais de líderes com visão histórica que de candidatos com chances de vitória. O país que presta está pronto para o combate frontal e sem prazo para terminar. Se o preço a pagar pela chegada ao poder for a rendição sem luta, os democratas preferem a derrota. O que está em jogo não é o Palácio do Planalto, é o futuro. Não se trata de escolher entre nomes, mas entre a liberdade e o autoritarismo. José Serra e todos os oposicionistas decentes devem mirar-se no exemplo do primeiro-ministro britânico. A farsa precisa ser desmascarada. A fraude não resiste ao confronto com a verdade. Quem se opõe tem o dever de denunciar com dureza os crimes e pecados do adversário.

Churchill perdeu as primeiras batalhas. Sabia, quando começou a guerra contra o inimigo primitivo e poderoso, que tinha o apoio declarado de menos que 5% dos ingleses. Mas também sabia que tinha razão. E a civilização sobreviveu.

ROBERTO GUEDES EM NOTAS

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Saiba tudo sob re os bastidores da política e do RN na coluna mais lida da web

Sem data
Mais um dia se passou, para tristeza do governador Iberê Ferreira de Souza, sem que o presidente Lula da Silva agendasse a viagem com que ele espera que seja salva em Natal e Mossoró sua candidatura à reeleição pelo PSB.

Fundo
Encerra-se nesta quarta-feira, 1°, hoje, o prazo que o regimento interno da Assembléia Legislativa concede à comissão de Finanças e Fiscalização da casa para que devolva à secretaria do parlamento o projeto de lei que autoriza o poder executivo a desmobilizar dezesseis imóveis de grande valor para a criação do Fundo Garantidor da Parceria Público Privada (PPP) idealizada para a construção do estádio “Arena das Dunas”.

Sem pedir
Nova crise intestinal se impôs na noite desta terça-feira, 31, ontem, à coligação que patrocina a candidatura do governador Iberê Ferreira de Souza à reeleição pelo PSB. Ao discursar em comício em Caicó, o deputado federal João Maia, presidente regional do PR e candidato do partido à reeleição disse textualmente que não pediria votos para a ex-governadora Wilma de Faria, presidente regional do PSB, que está em terceiro lugar na disputa pelas duas cadeiras que o Rio Grande do Norte preencherá em outubro no Senado da República.

Macas

Pressionada por uma afluência extraordinariamente grande de pacientes transportados por ambulâncias, a direção do Hospital Walfredo Gurgel voltou nesta terça-feira, 31, ontem, a reter em suas instalações as macas vinculadas a esses veículos. Algumas ambulâncias tiveram que aguardar até seis horas para voltarem para suas origens com o equipamento. Enquanto estiveram no hospital, as macas serviram de apoio aos pacientes trazidos pelas respectivas ambulâncias.

Companheiro

Foi na companhia do psiquiatra Salomão Gurgel, prefeito de Janduís, que o governador Iberê Ferreira de Souza, candidato à reeleição pelo PSB, visitou na tarde desta terça-feira, 31, ontem, algumas empresas de Caicó.

Celulares
Baseando-se em conclusões de inquérito instaurado em 2.009, o promotor de justiça José Augusto Peres, um dos principais responsáveis pela defesa do consumidor no âmbito do ministério público potiguar, ajuizou ontem, terça-feira 31, ação civil pública contra a Tim, acusando-a por oferecer serviços de má qualidade aos usuários e propondo que a empresa seja obrigada a interromper suas vendas nesta unidade federativa até dotar-se da estrutura necessária para atender a clientela a contento.

Bolsa Família
Somente na manhã desta terça-feira, 31, ontem, o deputado estadual Robinson Faria, presidente da Assembléia Legislativa e do diretório potiguar do PMN e candidato a vice-governador pela oposição, apresentou protocolarmente à casa a emenda que anunciou no início da semana passada com o propósito de fixar em 25% do valor da Bolsa Família a suplementação de renda proposta dois dias antes pelo governador Iberê Ferreira de Souza, que a cada novo dia vê distanciar-se mais do campo das possibilidades o sonho de exercer o cargo por mais quatro anos.

Delegacias
A Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol) promoverá na próxima sexta-feira, 3, em sua sede, na Via Costeira, um fórum com o objetivo de analisar e apresentar em seguida à população a realidade das delegacias de Natal. Cada titular apresentará um diagnóstico da situação da respectiva unidade.

Protestar

Cansando-se de ver os responsáveis pela distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita de seu partido, o PV, no rádio e na televisão, o vereador Paulo Wagner, candidato a deputado federal, anunciou ontem que ajuizará ação contra a cúpula da legenda porque só o apresenta nos horários de menor audiência e assim mesmo esconde o número de sua candidatura nas inserções radiofônicas.

Juros
Empresários natalenses mostravam-se nesta terça-feira, 31, ontem, preocupados com a reunião que o Conselho de Política Monetária (Copom) agendou para hoje, suspeitando que a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 10,75%, experimentará novo aumento.

Ira
Filiado ao PSB, o prefeito Aníbal Lopes Freitas, de São Francisco do Oeste, na chamada “Tromba do Elefante”, habilitou-se nesta terça-feira, 31, ontem, a atrair contra si a ira do engenheiro e ex-vereador Hugo Manso, candidato a senador pelo PT. Ele veio a Natal para declarar seu apoio à candidatura do senador Garibaldi Alves Filho à reeleição pelo PMDB. Hugo e a presidente regional do PSB, ex-governadora Wilma de Faria, são candidatos ao senado pela coligação que se apresenta no Rio Grande do Norte como a base de apoio à candidatura da economista Dilma Rousseff à presidência da república pelo PT.

Delicadeza
Foi com sua delicadeza habitual que o deputado estadual Nélter Queiroz (PMDB) reagiu à educação que a senadora Rosalba Ciarlini, candidata ao governo do Estado pelo Dem, o elogiou durante comício que liderou na última sexta-feira na terra natal dele, Jucurutú. “Não preciso que Rosalba peça voto pra mim em Jucurutu”, declarou, arrotando bílis contra Rosalba.

Tomografias e ressonâncias

Em sua 66ª reunião ordinária, o Conselho Estadual de Saúde examinará nesta quarta-feira, 1°, hoje, das 9 às 17 horas, em sua sede, no 12° andar do prédio da secretaria estadual da área, na avenida Deodoro, a marcação de tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas em Mossoró.

Mérito
A Academia Coronel Walterler, que prepara candidatos a oficial de polícias militares de todo o Brasil, menos Rio Grande do Norte, promoverá nos próximos dias uma cerimônia para entregar medalhas de mérito acadêmico a pessoas escolhidas por seu conselho deliberativo.

Não notou

Segundo amigos comuns à ex-governadora Wilma de Faria, presidente regional do PSB e candidata da agremiação ao Senado, e ao engenheiro e ex-vereador natalense Hugo Manso, senadorável do PT, apesar de todas as sinalizações este ainda não notou que há semanas ela procura algum apoio junto à senadora Rosalba Ciarlini, candidata ao governo do Estado pelo Dem.

Memória
O convidado desta quinta-feira, 2, amanhã, do programa “Memória Viva”, da TV Universitária, é o atleta aposentado e corretor de imóveis Francisco Ribeiro, 82, norte-rio-grandense de Conceição do Piancó que se firmou como o maior líder de sua categoria a partir de Natal. Apresentado pelo jornalista e escritor Tarcísio Gurgel, o programa, que será exibido a partir das 19h30m, contará com a participação do jornalista Marcos Aurélio de Sá, controlador do vespertino “O Jornal de Hoje”, e do economista José Ferreira de Melo Neto, genro de Ribeiro e superintendente regional do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

Ficha Limpa
Nestas quarta, 1°, hoje, e quinta-feira, sempre a partir das 20 horas, o comediante Mafaldo Pinto apresentará no teatro Alberto Maranhão o espetáculo “Ficha Limpa”, interpretando o bispo e candidato a “trispo” Edi Macete, personagem que se dispõe a limpar a ficha de quem for assistir ao show e também de alguns candidatos, personagens do humorista.

Perda

A comunidade “off Road” do Rio Grande do Norte perdeu nesta segunda-feira, 30, anteontem, um dos pioneiros de sua organização, o servidor público Marcos Vinícius Fernandes. Fundador da mais antiga associação do segmento, ele foi o segundo presidente do clube.

Pesquisa
Entrevistadores a serviço do instituto Start estão em campo desde esta terça-feira, 31, ontem, realizando a pesquisa sobre a sucessão estadual que o jornal “Correio de Natal” e a Federação das Indústrias (Fiern) programam divulgar na próxima segunda-feira, 6.

Gestores

Desta quarta-feira, 1°, hoje, até depois de amanhã o governo do Estado e a Fundação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Potiguar (Fundep) promoverão, no “campus” da Universidade Potiguar (UnP) em Mossoró, um encontro voltado para a capacitação de operadores da assistência social em 42 municípios da região Oeste.

Upa
Vereadores natalenses visitaram nesta terça-feira, 31, ontem, em comissão, a Unidade de pronto Atendimento (Upa) que o presidente Lula da Silva inaugurou em junho último no conjunto Pajuçara, na capital potiguar, constatando seu bom funcionamento através dos depoimentos dos usuários e de relatos de profissionais que ali trabalham, bem como de vistoria a que submeteram os diversos espaços da casa, desde sala de estar a consultórios, laboratórios e enfermarias.

Mi Buenos Aires

O jornalista e escritor natalense Guto de Castro, recorrentemente mencionado como um dos principais defensores do bairro da Ribeira, na parte baixa da capital potiguar, prepara-se para lançar em Buenos Aires, na Argentina, seu livro “Quem Matou Zefa Fauna?”, romance ambientado na Europa e na América Latina durante a segunda guerra mundial.

Pesquisa
Integrantes da comunidade acadêmica de Natal se ouriçaram nesta terça-feira, 31, ontem, ao saber que o ministério da Ciência e da Tecnologia, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto Nacional do Semi Árido (INSA) preparam-se para selecionar propostas de desenvolvimento de tecnologias e inovações para a conservação, recuperação e utilização dos recursos naturais do “Polígono das Secas”. O pacote que o ministério pretende financiar é de 12,5 milhões de reais.

Varela Santiago

O médico Paulo Xavier Trindade, diretor geral do hospital infantil Varela Santiago, não cabe em si de felicidade pelo recebimento nesta terça-feira, 31, ontem, de um neuroendoscópio, equipamento utilizado para cirurgias de alta complexidade em crianças, principalmente em casos de hidrocefalia. Ele foi doado pela prefeitura natalense, cujo secretário de Saúde é o jovem advogado Thiago Trindade, primogênito de Paulo.

Não podia
Explicando ontem, terça-feira 30, o que o fez recuar do propósito de declarar apoio à reeleição do governador Iberê Ferreira de Souza quando este comandou uma movimentação de rua em sua cidade, no último domingo, quando chegou a participar de caminhada mas se negou a subir a palanque e discursar, o vice-prefeito Carlindson Onofre, o “Mano”, de Umarizal, que continua a apoiar a candidatura da senadora Rosalba Ciarlini ao governo pelo Dem, afirmou que não respeitaram seus limites: “Me pediram uma coisa que eu não podia fazer”, resumiu.

Filial
A advogada natalense Priscila Fonseca prepara-se para inaugurar em Mossoró a primeira filial de seu escritório, especializado na área tributária.

CABRESTOS ESPIRITUAIS

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Por Leonardo Bruno

O que se dirá então da extrema frouxidão tucana de não associar o PT às Farc? O que se vê é muito simples: esquerdista é cúmplice de esquerdista, como terrorista é cúmplice de terrorista.

O domínio, por assim dizer, “espiritual” das esquerdas na democracia brasileira é praticamente absoluto. O presidente corrupto, envolvido politicamente com a narcoguerrilha colombiana, com a destruição das democracias latino-americanas, fiel aliado de ditaduras totalitárias de matizes comunistas ou islâmicos, enfim, membro do que há de pior no âmbito dos valores políticos, indica uma candidata, cujo passado de terrorista e assaltante de bancos não é nada abonador.
Mas quem disse que o eleitorado brasileiro está interessado nisso ou sabe algo de Dilma Rousseff? Basta que o capataz Lula indique seu capacho presidenciável e o povo brasileiro, como cabresto enfeitiçado pelo bolsa-esmola, vote! Quando a esquerda não intoxica a alma da população com ideologias, compra com dinheiro.

É interessante notar que o passado de banditismo da candidata não assuste ninguém. Ou que seus crimes, incluindo o assassinato, em seu currículo profissional (e por que não dizer ficha policial?), não envergonhem o eleitor incauto.

Mas na cabeça da gente dita que elegeu o petismo como projeto político, como também nos círculos midiáticos, o passado da ministra da Casa Civil é coisa do passado. Ou, no mais, é passado para se orgulhar, já que a sujeitinha “lutava” contra a ditadura em favor da democracia. Que grande mentira! Dilma Rousseff não lutava pela democracia. Lutava sim, para substituir o regime militar e implantar a ditadura comunista!

Espantoso, pusilânime, vexaminoso, é o posicionamento da “oposição.” (coloco entre aspas, porque tenho lá minhas dúvidas).Gente como José Serra ou mesmo os políticos do DEM engolem a historinha falaciosa da terrorista e assaltante de bancos que lutava pela democracia.

De Serra não se pode esperar muita coisa, já que em sua juventude fez parte da UNE e da Ação Popular (posteriormente Ação Popular Socialista), um reles grupelho de esquerda católica, envolvido, em 1966, no atentado terrorista ao Aeroporto Guararapes, em Pernambuco, matando três e ferindo outras 14 pessoas. Pediu asilo ao Chile, quando este país se tornou um antro de marxistas amiguinhos do presidente Salvador Allende. Chamar Serra de “direitista” temo mesmo acinte de chamar Hitler de filosemita.

O candidato tucano pode ser a direita da esquerda, outro menchevique dos bolchevistas, um Kerensky de Lênin. Mas é só.
Já o DEM prima pela estupidez política. Ainda que o candidato a vice de Serra, Índio da Costa, tenha captado e tornado públicas as informações mais importantes para o eleitorado brasileiro, o seu partido não deu o menor apoio. Pelo contrário, calou-se, junto com a covardia dos tucanos.

Para a maioria dos eleitores, o PT aliado do narcotráfico das Farc não existe. Deveras, o DEM nem pode ser chamado de”opositor”. Ele foi tão absorvido pelo cabresto espiritual socialista, que precisou mudar a sigla de Partido da Frente Liberal para o de”democratas”, a mesma nomenclatura do esquerdista Partido Democrata norte-americano.

Até a alardeada direita política ficou emburrecida pela cultura ideológica da esquerda. A direita tem medo de se assumir direita. O liberal conservador, como político, esconde suas credenciais, com medo de desagradar o status quo socialista. Quer parecer mais esquerdista do que o próprio esquerdista.

Dilma Rousseff, antes de ser adversária do candidato tucano, nada mais é do que sua companheira de armas de outros tempos. Daí o fato de Serra não fazer um pio sobre o passado da ex-ministra da Casa Civil.

Nenhum comentário sobre sua vida pregressa, sobre o roubo do dinheiro da amante do governador Adhemar de Barros ou o seu envolvimento, junto com seu grupo guerrilheiro, no assassinato do capitão do exército americano Charles Chandler.

Parece que ser bandido com viés esquerdista neste país dá direito à absolvição. Inclusive, a bandidagem vermelha se auto-indeniza, com o beneplácito de nossa”democracia burguesa”. A mesma democracia que Dona Dilma Rousseff lutou para destruir.

O que se dirá então da extrema frouxidão tucana de não associar o PT às Farc? O que se vê é muito simples: esquerdista é cúmplice de esquerdista, como terrorista é cúmplice de terrorista. Da mesma forma que Dilma mente sobre seu passado de democrata, Serra também parte da mesma falácia.

Não é ele quem diz que a democracia foi destruída em 1973 no Chile, por Pinochet, quando na verdade, quem estava destruindo as instituições chilenas era seu comparsa, o presidente Allende? Quem teve raízes na Ação Popular não pode se dizer democrata sincero.

Serra chamou Lula de “troglodita de direita”, ainda que a direita tenha desaparecido do imaginário político, só existente, claro, como espantalho imaginário dos socialistas. Poderemos pensar assim que o tucano é a personificação da esquerda? Que ele seja tão radical quanto o PSTU ou o PSOL? Não seria espantoso, quando José Serra se diz admirador de Antonio Gramsci e da revolução cultural socialista.

O PSDB só reafirma os valores (ou não seriam contra-valores) da esquerda revolucionária, os valores do cabresto cultural esquerdista. A diferença é de método. É a disputa do marxista-leninista histórico com o socialista fabiano, ambos com as táticas de Gramsci. Ou como diz um grande amigo meu: a diferença entre o tucanato e o petismo, é que o primeiro usar talher e finge falar francês.

O cabresto cultural está montado, junto com a farsa ideológica do socialismo. Votar em José Serra é reafirmar o espírito socialista, como é o mesmo que votar em Dilma, Marina Silva ou Plínio de Arruda Sampaio.

Todos são irmãos espirituais, de alguma forma. A diferença é de progressão e radicalização do socialismo. E tanto oposição como situação são apenas duas faces de uma mesma moeda ideológica. É a disputa da oposição de esquerda contra a situação de esquerda, para ver quem radicaliza mais a identidade socialista. Grande diferença!

COMOÇÃO E TOTALITARISMO

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Por Marcus Boeira, de Mídia Sem Máscara

O mal das democracias políticas atuais consiste não apenas no enfraquecimento cultural da sociedade de massas, mas também na inepta arquitetura das instituições políticas para conter os avanços revolucionários em ação.

As razões da loucura a que a esquerda latino-americana está imersa são profundas. Historicamente, esse estágio de completa apatia intelectual a que passam muitos dos pseudo-intelectuais brasileiros possui raízes bastante significativas na cultura política européia do século XX.

Os vínculos entre o romantismo alemão e as razões que levaram aos horrores dos regimes totalitários são inúmeros, como por exemplo, o dom paternal de fidelidade entre os membros da intelligentsia partidária e seus ideais utópicos.

A bem da verdade, os elementos que ajudam a sedimentar o arcabouço político da identidade entre Estado e Partido, um dos requisitos mais significativos dos regimes totalitários, já se demonstrava presente na correspondência entre a apatia coletiva e o preenchimento desses vazios existenciais com os ideais revolucionários a que emergiam os modelos totais, embutidos nas obras de engenharia social dos intelectuais dos partidos.

A discussão sobre a composição dos partidos políticos é tema corrente na moderna estrutura dos regimes políticos. Giovanni Sartori, em seu “Parties and Party System- a framework for analysis”, expõe com a sutileza que lhe é peculiar sobre a diferença entre o sistema pluripartidário de uma democracia política e um sistema monolítico de partido único a que os sistemas totalitários de cunho socialista e fascista do século XX vivenciaram.

Diz o autor que em sistemas políticos é fundamental se averiguar tanto a competência quanto a competitividade. Conceitua o professor que competência condiz com “uma estrutura ou regra do jogo” ao passo que competitividade aduz a um “estado concreto do jogo”, de forma que no sistema político, competência corresponde aos procedimentos e mecanismos de participação na produção da decisão política, enquanto a competitividade aufere a verdadeira participação em si.

Assim, ao tempo em que competência indica a possibilidade de participar, competitividade diz respeito à atualização concreta da deliberação política. Por isso, a distinção se resume entre a potência e o ato da política concreta.

Não obstante isso é também fato de que nos regimes totais, monolíticos como informa o professor Sartori, é perceptível a delineação de sistemas “não-competitivos”, pois o partido, que deveria ser uma parte, se transforma em todo, de maneira que não é mais uma “parte em nenhum dos sentidos em que são os partidos no plural”, como é o caso das democracias partidárias, mas um organismo que “exibe as características do completo, ou de totalidade, no sentido de que rechaça de plano a idéia de que um todo seja o resultado de uma interação competitiva de algumas partes”.

Nesse mesmo sentido Robert Michels, na obra “Sociologia dos Partidos Políticos”, faz uma descrição bastante rude da organização do partido socialista na Alemanha. Diz o autor que a “afeição ao partido, que se manifesta com freqüência por gestos bons e comoventes, representa certamente um dos fundamentos mais sólidos sobre os quais repousa o edifício do socialismo alemão”.

Ora, dessa observação, resta claro que o grau de comoção a que se valiam os lideres das organizações partidárias era fator indispensável para o recolhimento do rebanho servil das massas adeptas. Em suma, o emotivismo manifesto entre choros e lágrimas é mais efetivo do que as “verdadeiras convicções”.

Estamos a ver, em nossa terra brasilis, um tipo de socialismo em marcha, baseado nisso que Michels chamou de “gestos bons e comoventes”. Assistimos a um espetáculo da política onde um presidente ganha popularidade não pelo que pensa, nem pelo que acredita, mas pelos gestos que pratica.

Num país como o Brasil, “gestos bons” significam “contas bancárias gordas”. Percebemos, nisso, também grande semelhança entre o socialismo alemão e o brasileiro, como aponta Michels, ao afirmar que as “razões idealistas são reforçadas por razões, não menos importantes, de ordem material.

O hábito de remunerar, de uma maneira suficiente pelo menos, os serviços prestados ao partido pelos seus servidores, cria um laço que numerosos companheiros evitam romper, e isso por mi razões. O princípio da remuneração pecuniária dos serviços prestados ao partido, em vigor na democracia socialista alemã, imuniza seus servidores contra tentações mais grosseiras”.

É notável, daí, dizer que o laço entre o partido e seus colaboradores se determina pela contraprestação pecuniária. Resumindo: o grupo que serve ao partido não apenas o faz por razões idealistas, senão também por receber pecúnia e, dessa forma, manter-se vinculado por “contrato”.

Mas, caberia a pergunta: quem são os servidores? Onde eles estão? Como eles agem para solidificar o partido e transformá-lo no próprio Estado?

Os diversos atores que contribuem para a tomada definitiva do Estado pelo partido são organizações poderosas, que participam na cultura de massas, fomentam o desejo das massas pelos líderes desses partidos e, ainda, recebem para isso.

São agentes intermediários entre a sociedade e o Partido, construindo assim vínculos de fidalguia entre a oligarquia partidária e os lideres. Há, portanto, uma sociologia do caos: a democracia não é um regime político para a promoção das liberdades, segundo esses intentos, mas “um meio” para a tomada do poder. E tudo isso com a retribuição pecuniária!

Busca-se a construção artificial de um corpo político cuja cabeça é o partido, onde os símbolos de expressão da cultura são as doses homeopáticas de jargões partidários e os receptores desses arquétipos são os (de)formadores de opinião encostados nas universidades tupinikins, detentores de titulações chanceladas pelo ministério da educação petista (centro da paidéia revolucionária).

Voltando ao século anterior, na busca pela demonstração de que os problemas de hoje eram também os problemas de ontem, é importante observar como Michels, ao escrever os insucessos da falaciosa democracia alemã da primeira metade do século passado, naquilo que se pretendeu chamar de República de Weimar, salienta algo muito peculiar para os dias atuais.

Diz ele que “na história dos partidos socialistas não-alemães nós encontramos, por exemplo, jornais muito importantes (…) fundados por iniciativa individual e mantidos pelo idealismo político de algumas personalidades”. Mas, completa o autor, “na Alemanha, ao contrário, os jornais (…) forma fundados e são sustentados, pelo partido com todo um estado-maior de redatores e de colaboradores remunerados”.

Ora, quando lemos uma obra como essa, percebemos o quão o socialismo petista no Brasil já está solidificado, da mesma forma como o socialismo pan-germânico se consolidou há um século. A obra de engenharia social a que estamos sendo submetidos não vem de agora: já era praticada na Alemanha, mesmo antes do crescimento do nacional-SOCIALISMO.

Completa Michels ao dizer que “esse sistema, que consiste em remunerar todo serviço prestado ao partido, desde a pequena notícia de jornal até o mais longo discurso pronunciado em público, permite ao partido não contar muito com o heroísmo e a devoção dos camaradas e lhe confere, ao mesmo tempo que uma coesão extremamente forte, uma autoridade sobre o pessoal que, embora diminuindo a iniciativa deste, não deixa de constituir uma das condições mais importantes e mais indispensáveis da organização”.

É bizzaro notar, disso, que a maior parte dos jornais brasileiros, senão todos, estão nas mãos da intelligentsia socialista distribuída em organizações partidárias como o PT ou o PSDB. A lógica da dominação pelo caos, em uma síntese dialética de oposição aparente e consenso interno, funciona na fracassada “plutocracia” nacional desde a década de 80, onde a falaciosa abertura democrática foi, de fato, só midiática e ideal.

Na realidade, uma ditadura foi substituída por outra: as organizações partidárias oligárquicas, no mesmo sentido descrito cruelmente por Michels na Alemanha, só mudaram os nomes de seus líderes.

Os militares foram substituídos pelos civis; porém, esses civis não são exatamente “cívicos”, republicanos, democráticos, senão líderes oligárquicos, valendo-se dos aspectos mais baixos das heranças totalitárias do século passado, como, por exemplo, a identidade entre estado e partido, a implementação da cultura totalitária pelo princípio da legalidade e da jurisdição, a substituição dos símbolos naturais da sociedade por símbolos artificiais, a atomização da sociedade de massas, dentre outras coisas do gênero, para casar tais elementos com formas tecnológicas contemporâneas de dominação pelo poder.

Uma verdadeira Tecnodemocracia, nas palavras de Duverger. E tudo isso pela retribuição pecuniária daqueles que servem fielmente aos objetivos escabrosos do Partido único. Um empirismo político atroz: um sistema monolítico partidário mediado pelos mass media!
O leitor já deve estar se perguntando: mas como podemos ver isso no Brasil? Eu explico.

Quando a Folha de São Paulo noticia certas situações envergando para uma posição a favor daquilo que o governo petista projeta como “gesto bom e comovente”, nada faz senão aplicar, no jornalismo de massas, as pretensões intestinas do Partido que, de posse disso, cria na sociedade “informada” uma educação tal qual projetara a intelligentsia de seus quadros.
Pois bem.

A partir disso, o próprio partido, retribuindo aos seus agentes midiáticos com verbas pecuniárias estatais, sem contudo informar a população a esse respeito, encontra terreno fértil para passar projetos de lei manifestamente favoráveis às pretensões defendidas pelo jornal.

E o círculo vicioso se completa quando uma casa legislativa formada por idiotas úteis - termo usado pelos oligarcas - aprova o projeto, mesmo em contradição clara em relação aos preceitos expostos na Constituição para, após isso, o judiciário “alternativo” empregar as pretensões totalitárias a que eles mesmos deram início dentro do Partido, na qualidade então de agentes políticos camuflados, travestidos de juízes togados, mas agentes revolucionários atuantes em meio a um mar de estupidez e ignorância midiática!

Assim, o totalitarismo a que estamos assistindo está sendo maquinado da mesma forma que fora no século passado, com o acréscimo de que, hoje, há tecnologia de ponta hábil a tornar mais efetivo o controle sobre a sociedade.

O mal das democracias políticas atuais consiste não apenas no enfraquecimento cultural da sociedade de massas, mas também na inepta arquitetura das instituições políticas para conter os avanços revolucionários em ação.

A lógica do caos está dinamicamente sendo superada pela ordem artificializada, em que os oligarcas partidários substituem o papel do povo na política: a democracia ideal é invertida por uma plutocracia real, embora continue com o mesmo nome, em razão de seu apego emocional e “comovente”.

Para finalizar, é interessante notar àquilo que falou Maurice Duverger, já citado, em seu livro “As Modernas Tecnodemocracias”, escrito nos anos 60, ao tratar da oligarquia imperante nas atuais tecnodemocracias sob o ponto de vista da sociologia política: “a oligarquia aperfeiçoou seus laços com o Estado e seus meios de domínio sobre os cidadãos.

O desenvolvimento dos mass media permite um condicionamento mais completo através da publicidade e da propaganda, que desenvolve um consenso mais geral e mais profundo, malgrado seu caráter artificial”.

ONDE ESTÁ A OPOSIÇÃO?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Por Mário Ivan Araújo Bezerra*, de Midia Sem Mascara

São muitas as perguntas que a oposição e a imprensa, que está com sua liberdade ameaçada, poderiam fazer à candidata terrorista Dilma Roussef.

Com o título de “A grande mídia se organiza contra a candidatura de Dilma”, circula na internet, há dias, um texto que dá conta de um consenso entre os principais órgãos de comunicação de massa do país no sentido de alertar o eleitorado sobre “um risco para a democracia brasileira: a eleição de Dilma Rousseff”.

O texto aborda basicamente o aspecto liberdade de expressão e dá a entender que, a partir de então, aquela significativa porção da Imprensa que compareceu ao encontro passaria a adotar uma atitude ofensiva e não defensiva em relação ao assunto, assumindo uma postura decididamente contrária à candidata do PT.

No entanto, nos últimos dias a popularidade de Dilma só fez crescer (inclusive graças a franco apoio de parte da mídia), o que leva a crer que as resoluções do seminário promovido pelo Instituto Millenium ficaram apenas nas intenções. Por seu turno, a oposição parece ter feito um pacto de silêncio com o governo.

O temor dos principais veículos de comunicação realmente tem fundamento. É previsível que uma enxurrada de projetos de cunho autoritário inunde o Congresso tão logo a vitória de Dilma se revele assegurada.

Não é à toa que já tiveram início acertos para a ocupação de cargos no novo governo assim que surgiu a perspectiva de eleição da candidata no primeiro turno. Afinal, Franklin Martins, que não dorme de touca nem engole derrotas, certamente não deixará passar em branco a oportunidade de voltar à carga com suas idéias de colocar cabresto na Imprensa.

Infelizmente, porém, esse não é o único perigo à vista. Tarso Genro, provável futuro governador do Rio Grande do Sul, renascerá das cinzas e, com forças renovadas, fará ressuscitar todo seu ideário, talvez numa edição ainda mais radical. A falácia da Lei do Desarmamento - que só desarmou os cidadãos de bem - com toda certeza voltará à pauta do novo governo.

A Lei que trata do assentamento de auto-declarados quilombolas será aplicada com rigor. Os invasores de terra ganharão força. O PNDH será retirado da gaveta onde foi confinado e retornará à cena.

O aparelhamento do Estado com pessoas filiadas ao partido da situação será aperfeiçoado. Por toda parte reinará o radicalismo. E esse “status” prevalecerá absoluto por, pelo menos, mais doze anos, completando-se, assim, uma era de 20 anos de petismo, tal como no país do companheiro Hugo Chávez. Restará saber se a presidenta terá pulso e disposição para segurar os aloprados.

Haverá quem diga que seria um exagero supor que a mídia teria poder para mudar esse quadro, se assim o desejasse. A eleição de 1989, entretanto, em que um ou dois veículos de comunicação tiraram do nada o candidato Fernando Collor e o puseram na Presidência da República dá muito que pensar.

Mas ao contrário, no entanto, hoje parece estar havendo um pacto abrangente, não só de boa parte da mídia, mas de toda a oposição, no sentido de poupar a imagem do governo e do atual presidente, atitude que significa abrir mão de poderosas armas e que, fatalmente, acabará facilitando a vitória da candidata do PT. Indícios desse pacto são as cansativas entrevistas e os pachorrentos debates que temos visto na TV.

A oposição parece ter aceitado a carapuça que o PT lhe impôs. Admite nunca ter feito nada pelo país e considera que passou ao governo do PT uma herança maldita. Tem medo de criticar o desempenho da política econômica, que o governo diz ser a melhor do mundo. No entanto a verdade é que a política econômica atual é um prosseguimento da anterior.

É verdade, também, que seus êxitos não são assim tão espetaculares. Afinal, nossos juros continuam altíssimos. Nossas estradas, esburacadas. Nossos portos, emperrados. Nossos aeroportos, entupidos. Faz oito anos que nossas taxas de crescimento são pífias. O custo de vida no Brasil é um dos mais altos do mundo. O preço da gasolina é elevadíssimo.

O governo diz ao povo que pagou toda a dívida externa do país. Quem é letrado, entretanto, sabe que a dívida que foi paga foi apenas a do FMI. E mais: foi paga com dinheiro de novos empréstimos feitos a outros credores, inclusive no mercado interno. A bolsa-família é paga com recursos tomados aos bancos que, por sinal, estão muito felizes com a situação.

As demais políticas também deixam muito a desejar. A assistência de saúde é uma calamidade. Segundo o IBGE há 12 milhões de domicílios sem água encanada. A telefonia é ruim e caríssima. Nossa banda larga é de segunda categoria. (Que não venha alguém, por favor, fazer comparações com outros países da América do Sul; é sabido que todos estão em pior situação, mas isso não justifica nosso atraso).

A segurança pública - apesar da criação da Força de Segurança Nacional - nunca esteve tão ruim. (Os policiais são caçados pelos bandidos). Os Correios, que outrora foram a instituição mais confiável do país, agora são motivo de chacota. A educação, em especial, é um descalabro.

O Ministério da Educação não consegue se acertar. Aliás, desde que foi admitido o voto do analfabeto, o governo, em vez de procurar acabar com o analfabetismo, parece dele estar se beneficiando eleitoralmente.

Por que ninguém fala mais em mensalão? Por que os repórteres que fazem as entrevistas ou conduzem os debates evitam o assunto? Houve algum acordo a respeito?
Que foi feito da SUDENE, que ia ser restaurada? E os dez milhões de empregos que seriam criados? Alguém se lembra da vaia no Maracanã?

E os inúmeros fiascos na política externa?

Por que o governo foi tão frouxo com Evo Morales?

Por que há militantes das FARC empregados em órgãos governamentais?

Por que estamos cedendo às pressões do Paraguai?

Como vai a famosa refinaria que Hugo Chávez ia financiar em Pernambuco?

Por que estamos financiando obras na Venezuela?

Por que fizemos tanta bobagem em Honduras?

Por que apoiamos governos truculentos, que não respeitam os Direitos Humanos, especialmente em Cuba e no Irã? (Nosso Secretário de Direitos Humanos deveria ir morar lá).

Por que trouxemos médicos de Cuba?

Como podemos dar asilo político a uma iraniana que cometeu crime comum?

Meu Deus! Caímos no ridículo. Tivemos até a pretensão de fazer a paz entre árabes e judeus!…

É, parece que nunca, na história desse país, tantos erros foram cometidos… No entanto, a continuarem as coisas do jeito que estão, terá sido um desperdício de tempo e dinheiro o seminário promovido pelo Instituto Millenium. E, pior ainda, há um forte indício de que nossa oposição desapareceu e estamos vivendo uma nova era de partido único, como em alguns países socialistas cujo nome nem vale a pena citar.

*Oficial-General da Reserva do Exército

A POLITICA MORREU?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Por Walter Hupsel, de Yahoo Noticias

Na semana passada falei sobre a falta de debate que, por enquanto, parece ser a regra desta eleição. Os temas, as conversas, foram mais enfadonhas que eleição de síndico de prédio. As discussões eram sobre perfumarias, sobre acessórios, e nenhum assunto estrutural foi debatido.

Era um tal de egolatria pra lá, egolatria pra cá: “eu vou fazer”, “eu vou resolver”, “eu vou incentivar”… Era, de fato, a escolha de um administrador, de um gerente, e não de um estadista.

Agora tratarei do mesmo tema, visto de uma outra perspectiva: os candidatos aos cargos proporcionais, os deputados estaduais e federais. Assisti estupefato a estes dois dias de programa eleitoral “gratuito”. Foi um festival de “eu vou cuidar disso”, “eu vou cuidar daquilo”.

O leitor pode, ao seu bel prazer, substituir o isso e o aquilo por qualquer tema. É um desfile de figuras dantescas prometendo salvar o mundo, usando de chavões e assuntos genéricos na tentativa de seduzir o eleitor.

“Vou cuidar das crianças, contra a pedofilia”, diz um cantor de uma bandinha que é também candidato. A primeira pergunta que cabe em relação a estes discursos é: E quem é a favor da pedofilia? Ou quem é contra a melhoria na segurança pública? Quem quer piorar a saúde?

Enfim, poderia seguir com estas perguntas eternamente que, do jeito que o assunto é colocado, não haveria nem debate público e nem antagonismos. Não haveria esfera pública e, sem a existência dela, não há nenhuma possibilidade de política. É o que parece acontecer, pelo menos por enquanto.

Parece que chegamos mesmo a era do fim das ideologias, do fim das macro-ações, do fim da história. Agora resta aos atores políticos prometer afeto, carinho e cuidados à população (e este é o segundo ponto).

Pois é isto mesmo que se apresenta, a levar a sério os discursos: o estado-enfermeira, gentil, com um espírito quase maternal, beneficente e benevolente. Como também fosse interesse de todos estes cuidados, imperativos, um maná que cai na terra, sem conflitos ou contradições.

Assim, o que se apresenta perante nós é a tal crise dos paradigmas. Não existiriam mais ideologias, pensamentos ou grandes narrativas, e o mundo tedioso (nas palavras de Francis Fukuyama) seria a realidade perene. Cuidar da segurança pública? Claro! Ninguém quer viver como no filme de Mad Max, num estado de natureza hobbesiano.

A grande questão é como, em que linha. Se no simples e brutal encarceramento daqueles que cometem qualquer delito ou se numa outra lógica, menos mecânica, ou tentando entender a real profundidade do fenômeno e encará-lo de forma a resolvê-lo? Com quais recursos? E como faremos? Em detrimento de que outro segmento? Sim, porque não precisa ser gênio matemático para saber que os recursos são escassos e uma escolha é sempre uma renúncia do outro lado.

Esta é decisão que não está contemplada nos debates, seja para cargos majoritários seja para os proporcionais, que é a escolha política, de valores que se chocam com outros e são, em certa medida, irreconciliáveis.

Sem querer ser simplista e reducionista demais, e já sendo, é isto o que é política. É conflito, é antagonismo. Se saiu de pauta por aqui, se somos todos enfermeiros, é muito mais um daqueles momentos de refluxo da onda do que o fim, a morte de algo.

Sobre tudo dito acima, não consigo me esquecer do maior anticlássico das Relações Internacionais, “A Grande Ilusão”, de Norman Angell, que, em 1910 apontava para a irracionalidade das guerras e vaticinava que elas estavam sepultadas para sempre no passado e que o mundo viveria, a partir de então, numa era eterna de paz, cooperação e desenvolvimento.
Desnecessário dizer o que ocorreu quatro anos depois!

ESPERTO E OPORTUNISTA

sábado, 14 de agosto de 2010

Por Carlos Vereza, ator

Um dos argumentos prediletos dos bolsas net ,é de que Lula sofre preconceitos por ser mestiço e ex-operário, não ter diploma e etc… Ora…O malandro teve 30 anos sustentado pelo PT, e outras fontes, e não preocupou-se sequer em aprender português, enquanto Vicentinho também de origem humilde, e igualmente petista, formou-se em direito,e Marina (continua petista)alfabetizou-se em condições muito mais precárias após os dezesseis anos!

Uma coisa é inegável: a figura ,além de oportunista, é de uma esperteza macunaímica… Quando liderava as greves no ABC, jogava para os dois lados, e já possuía um corcel 2, segundo depoimento de um ex-sindicalista,e que consta neste blog… Presidente da republica,ficou mais sentado no aero lula, do que na cadeira da presidência!

Suas despesas com cartões de crédito,envergonham àqueles que “vivem” de aposentadoria! Dividiu a nação em cotas,jogando negros contra brancos,sob o pretexto de “reparar” injustiças históricas,quando seria mais decente investir no ensino básico,com possibilidades para todos,e não criando situações humilhantes para os negros,que mesmo com notas inferiores são preferidos em disputa de vagas para faculdades,em função da cor de sua pele!

Acusa frequentemente as elites , sendo ele, o Golden Boy dos banqueiros nacionais e internacionais; paga, demagógicamente, o FMI, enquanto a divida interna do país alcança a casa de mais de um trilhão e quinhentos bilhões de reais! Transforma o povo em párias, reféns das várias bolsas anestesias, e tudo isso, pela permanência indefinida no poder!

Compara o poste a Mandela, e pasmem!, ao próprio Jesus Cristo,e as “pesquisas” indicam 80% de aprovação para a triste figura! Fica aqui um repto: que Lula vá ao Maracanã em dia de clássico e permita que seu nome seja anunciado no serviço de autofalante… Outro desafio: repetidamente,a figura acusa o governo de Fernando Henrique Cardoso de todos os problemas,por ele Lula, não resolvidos; experimente mudar o plano econômico herdado de FHC! Troque o real por uma moeda inventada, digamos, pelo Mercadante!

Abandone o câmbio flutuante…o combate à inflação…a lei de responsabilidade fiscal… Cadê o tal de plano B, que se não fosse o Meireles (ex-PSDB) tería afundado o país logo no primeiro ano de (des)governo? Ah…Duda Mendonça…O que não se inventa por dinheiro! Aliás, recebido no exterior burlando toda a legislação eleitoral ,por ocasião do Mensalão!!! Ah…se eu não acreditasse na Lei de Causa e Efeito…

BAIXARIA DE LULA E CABRAL NA BLOGOSFERA

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por Roberto Guedes

Circula há dias na internet uma mensagem com um arquivo em que, em 73 segundos, um adolescente gravou uma conversa que manteve no Rio de Janeiro com o presidente Lula da Silva e com o governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, que vem a envergonhar pelo comportamento dos dois políticos.

Exibindo uma consciência de cidadão e uma capacidade de resistir impressionante, o garoto pede ao presidente acesso a espaço para uma modalidade e Lula, tratando-o de maneira depreciativa, recorrendo a palavrão, recomenda-lhe que adote outra.

O diálogo avança enquanto o garoto insiste no seu pedido e os governantes tentam demovê-lo, ensinando-lhe o que seria o caminho mais cômodo e em poucos segundos Lula demonstra que só pensa nos resultados eleitorais, e não na tentativa de satisfazer os anseios da população, e Cabral perde a esportiva, passando a maltratar verbalmente o interlocutor.

Segundo soube, a conversa foi gravada em maio de 2.009, em Manguinhos e chama-se Leandro o adolescente do Brasil negro e miserável que ousou não enxergar em sua região a favela-maravilha que Lula e Sérgio Cabral procuravam colorir. Só viu dois reizinhos nus - e contou o que viu.

Divulgado na semana passada por um “blog” editado no Rio de janeiro, documenta a reação do “Pai dos Pobres” e do “Governador do Povo”. Sem saber que estavam na mira de uma câmera, os dois se mostraram como efetivamente são, desfiando e desfilando no vídeo prepotência, vulgaridade, demagogia, intolerância, oportunismo político e o vale-tudo eleitoreiro. Talvez Lula e Sérgio Cabral se mereçam. Os brasileiros decentes é que não merecem ser governados por gente assim.

NOTÍCULAS

domingo, 8 de agosto de 2010

Por Gabriela/Movcc

O menino que viu a nudez dos reizinhos

Deu em Augusto Nunes:
Leandro, um menino do Brasil negro e miserável, ousou não enxergar a favela-maravilha que Lula pariu e Sérgio Cabral amamenta. Só viu dois reizinhos nus — e contou o que tinha visto. O vídeo divulgado pelo blog do Ricardo Gama mostra a reação do Pai dos Pobres e do Governador do Povo. Em apenas 73 segundos, desfilam na telinha a prepotência, a vulgaridade, a demagogia, a intolerância, o oportunismo político e o vale-tudo eleitoreiro.

Lula e Sérgio Cabral se merecem. O Brasil decente é que não merece ser governado por gente assim.

. Assista o Vídeo
PS: Reparem que os dois governantes falam como malandros, e o menino negro e miserável, consegue se comunicar de forma mais elevada que os dois desclassificados.

NOTÍCULAS

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Por Gabriela/Movcc

O que fazia o ‘nanico’ no debate?
Há certas coisas que se tornam insuportaveis de ver. No passado era uma delícia ver debates à presidência do Brasil. Haviam homens interessantes com muita musculatura intelectual e que, sabiam dar tiradas fantásticas devido a inteligência e a presença de espírito.

Ontem, achei que José Serra ficou agigantado diante de seus adversários, fracos e despreparados. Caso estivessem disputando cargo de “prefeitinho” as respostas estariam razoáveis, mas quando pensamos no maior cargo do país, fica desanimador.

O candidato minúsculo de idéias, Plínio Arruda, deu um Show de bestialidade. Até agora não entendi o motivo da presença dele no debate, já que nem pontua nas pesquisas.

Pela explanação de idéias e, resguardada a figura competente de José Serra, podemos acreditar que o Brasil está em pleno declínio, e degrada na figura de Dilma e Plínio Arruda, que nos traz um cheiro primitivo de cadáveres.

Como adoro LUZ, prosperidade e avanço de idéias, onde projetos bem elaborados e claros possam trazer benefícios a todos, acredito que só a educação instruída purifique a civilidade do governante e do povo. Ao Senhor Plínio Arruda, um homem mal educado, com idéias revolucionárias MST/FARC - são macabras e injustas. Um bom futuro com o eterno Deus…

[...]

PS: Ah, Tá! Todos nós somos idiotas

Acreditamos piamente nas pesquisas, e nos motivos apresentados pelo presidente da CNT e Sensus. O recado foi dado. Não falem mais das Farc/PT senão, iremos apresentar pesquisas fajutas. Uma espécie de “cala Boca”.

Quanto se têm poder e falta de caráter, tudo é possível neste país que, idolatra bandidos em série no poder. Só iremos para frente o dia em que a justiça mandar prender alguns deles.

Lembram das pesquisas para à Prefeitura de São Paulo?

Era Marta liderando.

Muito interessante presidentes de institutos de pesquisas dando palpites sobre as causas.

Devia ser proibido se manifestarem a respeito de assuntos sobre eleição. Nada ético. Enfim, o que poder ser ético nesse momento

TEMPO NUBLADO

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Congressista Republicano Connie Mack vai liderar fortemente contra a tirania de Hugo Chávez

WASHINGTON - Em função da mudança recente do líder venezuelano Hugo Chávez de enviar tropas à fronteira Venezuela-Colômbia, e seu apoio a organizações terroristas como as FARC, o congressista Connie Mack (FL-14), republicano do subcomitê da Câmara sobre a Hemisfério Ocidental, enviou a seguinte carta a Chávez hoje, afirmando que ele continuará a perseguir um Estado patrocinador do terrorismo oficial da designação para a Venezuela.

Mack apresentou uma resolução do ano passado (H.Res.872) convidando a Administração Obama para nomear Venezuela um Estado patrocinador do terrorismo.

Caro Presidente Chávez:
Como representante da Subcomissão do Hemisfério Ocidental do Congresso E.U., e como um forte defensor da liberdade, quero deixar bem claro que fortemente me oponho a suas palavras e atos, tanto contra o povo da Venezuela e seus vizinhos no hemisfério.

Seu regime tem demonstrado um claro apoio ao terrorismo, mais recentemente, na sessão especial da Organização dos Estados Americanos (OEA). Seu vínculo com o apoio às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) é forte. Sua resposta reacionária à OEA, cortando relações diplomáticas e econômicas com a Colômbia, seguido de envio de tropas venezuelanas para a fronteira Venezuela-Colômbia, é uma provocação escandalosa e inaceitável.

Seu apoio a organizações terroristas, o constante ataque à liberdade de expressão e de imprensa livre na Venezuela, e seus esforços para silenciar a oposição política é uma tentativa de reprimir a liberdade e a liberdade de todos em nosso hemisfério.

Enquanto você continuar a escolher a tirania sobre a liberdade, eu vou trabalhar incansavelmente para designar oficialmente a Venezuela como um Estado patrocinador do terrorismo, e vou continuar a desenvolver através das linhas de apoio bipartidário no Congresso para fazê-lo.

Atenciosamente,

Connie Mack
Membros do Congresso

( fonte - Congressman - Connie Mack)

PS - O Congressista republicano Connie Mack , liderou brilhantemente contra os abusos de Lula e Chávez em Honduras. Movcc/Gabriela

ESPERAMOS REAÇÃO

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Aileda de Mattos Oliveira
Da Academia Brasileira de Defesa

Já está registrado na história da humanidade, que a ignorância de alguns vence a razão de muitos, com facilidade extrema. Poderia exemplificar, mas não há desejo de abrir antigas chagas. É motivo de questionamento a tendência da parte sã de uma nação submeter-se ao vandalismo político de governantes desqualificados, sem reagir. Esta estranheza aumenta de proporção quando participa desta mansidão abúlica, instituições que não poderiam se contaminar desta letargia como se sofressem de uma doença endêmica.

Por que estão silenciosas as Forças Armadas? Estão aguardando que a sociedade se movimente para lhes clamar a defesa da Amazônia? Perda de tempo! Ela nem sabe que existe Raposa Serra do Sol! Não é esta sociedade como entidade física que merece ser ouvida, mas a Nação somente a Nação, como a expressão maior da Soberania e representada por estes incontáveis lutadores virtuais, incansáveis na luta pela redemocratização do Brasil.

Em 64, esta sociedade hipócrita foi às ruas em passeata e, mais tarde, deu-lhes as costas, tachando-as de “milicos” golpistas. Ignorem-na. Não devem se preocupar com a carnavalesca aglomeração que caridosamente chamamos “povo”, mas terem como objetivo único e exclusivo, a defesa do território nacional e da sua integridade política que este governo de malfeitores da espécie mais degradante deseja fender, secionar, para entregá-lo dividido a outros bandidos, seus amigos. E vocês, Forças Armadas, vão consentir, só porque um presidente ébrio, inescrupuloso e amigo de criminosos, lhes ordena? E um presidente ébrio, amigo de criminosos, tem moral para ordenar as Forças de Caxias, Tamandaré e Eduardo Gomes, a calarem-se, impunemente?

Vão consentir que se desmembre uma região para presentear índios tão corruptos quantos aos que a eles se juntaram, doutrinados por organizações estranhas à cultura brasileira e por ramais da Igreja Católica sempre no meio de interesses escusos e de trapaças?

Se todos os militares levantarem a voz um após outro, esta velha e ultrapassada esquerda, complexada, representação do que há de mais perverso entre a espécie humana, ouvirá um coro de manifestações de apoio à caserna, não deste povinho mesquinho e da imprensa manchada pela baba da sabujice mas do povo da internet, o único campo ainda inteiramente livre da corrupção nojenta da abjeta corja vermelha.

Dêem o seu grito de SELVA! AD SUMUS! e todos os outros que venham a tirar este povo idiota de sua eterna rede e estourar de satisfação os que na virtualidade deste espaço espera o rugir das Legiões.

MARINA, A ‘LULA’ DE SAIAS

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Por Duarte Guimarães,
do Jornal Metropolitano

Assim como no futebol, dizem que a política não tem lógica. Se a lógica do jogo é o próprio jogo, a da política é a eleição. Não é incomum ouvirmos: ganha-se a eleição é no dia.

De fato. Mas na política há elementos que, mesmo aparentemente imponderáveis, como “o fato novo”, os “factóides”, a mudança das circunstâncias, um retrocesso por qualquer motivo no humor dos eleitores, sempre imprevisíveis, há, contudo, outros passíveis de mensuração, como no próprio futebol.

As regras de uma partida e a definição tempo-espacial de um jogo, como os 90 minutos com 15 de intervalo e a definição métrica do que ficam dentro das quatro linhas, são, por exemplo, coisas estáveis e palpáveis. O que concorre até o resultado é o que “atrapalha”.

Da mesma forma na política. Há regras claras, tempo estabelecido para tudo e os lugares onde estão os votos e nos quais se estabelecem técnicas, táticas, estratégias dentro de certas demandas para buscá-los.

Na presente eleição presidencial, por exemplo, temos várias coisas que poderiam ser colocadas dentro de uma lógica incontestável. Mas o danado são as mudanças de circunstâncias a partir dos interesses e “arrumadinhos” dos próprios envolvidos que invertem aquilo que nos parecia óbvio.

Nesse aspecto, cito apenas uma dessas coisas aparentemente irrefutáveis, mas que foi traída pela busca ensandecida pelo poder, por parte dos políticos, ou pela admiração irrefreada por parte de alguns eleitores cativos, idólatras.

Trata-se daquilo que seria a lógica do Partido dos Trabalhadores, de seus membros e seguidores. Se fôssemos nos basear pelo seu passado, pelos seus preceitos, até mesmo pela trajetória de vida e de militância de seu integrante mais ilustre, o atual presidente da República, a candidata mais perfeita e adequada à sucessão presidencial de Lula seria… Marina Silva.

Por sua origem e trajetória de vida, por todas as suas experiências e posicionamentos políticos, por inclusive já ter sido integrante do PT, a senadora que defende a vida (meio ambiente), a ética e peita os poderosos, como fazia o Partido dos Trabalhadores no passado, seria logicamente a candidata ideal, mais perfeita, inevitável e apropriada à sucessão presidencial pelo PT.

Mas, como já dissemos, assim como no futebol, a política às vezes subverte a lógica. E a lógica do PT, hoje, depois de várias experiências no poder, não é mais a mesma.

A INCOERÊNCIA DA POLÍTICA

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Por Rafael Limberger

Época de eleição é algo, no mínimo, surpreendente. Ao invés de esclarecer o eleitor, as coligações, apoios, tempos de TV e toda sorte de “maquinações” dos partidos políticos deixa qualquer um zonzo. É uma hipocrisia deslavada que só serve para diminuir ainda mais a confiança que as pessoas, o cidadão comum, tem nas instituições políticas.

Durante quase dois anos, situação e oposição se atacam mutuamente, fazem dossiês, denunciam escândalos, ressaltam as diferenças partidárias e ideológicas entre si.

Daí vem a época das eleições, sejam elas para prefeitos e vereadores, ou as gerais, como é o caso deste ano.

Políticos que antes mal conseguiam permanecer no mesmo ambiente trocam juras de amor eterno, ressaltam a “democracia” que permeia as relações entre ambos e fazem de tudo para nos convencer que a coligação entre partidos de ideologias e atitudes completamente diversas é algo natural.

De outro lado, no Brasil não existem políticos de direita. Até mesmo o mais arraigado Democrata, que fez parte da “juventude do PFL”, que defende Keynes e Smith com unhas e dentes, se torna, de uma hora para outra, socialista. E, se ratear, é pego na Praça da Redenção usando uma camiseta com a estampa de Che Guevara.

E eles querem que a gente aceite isso como sendo parte do processo democrático. Mas não é. Está longe disso para ser verdade.

Durante as últimas décadas, temos aturado a hipocrisia, a ganância, a pouco vergonha dessa categoria de servidor público que se intitulam políticos. Sim, eles recebem em cima daquilo que nós, cidadãos, pagamos. E, dessa forma, eles trabalham para nós, e não o contrário.

Nestas eleições, cerca de 82% dos deputados federais irão tentar a reeleição. Que nós tenhamos a consciência de não votar neles. Vamos analisar este mandato: se falou em reformas estruturais, e nenhuma saiu. Porque não? Por fala de vontade política, apenas isso.

Se falou em mudar a constituição e o Código Penal. E o que foi feito neste sentido? Nada.

Está se debatendo intensamente a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e as consequentes mudanças na infra-estrutura que terão de ser feitas. Mas o que saiu do papel até hoje? Nada.

No dia 03 de outubro, nós todos teremos uma “arma” nas mãos. Vamos utilizá-la com inteligência, com vontade de mudar, pois o Brasil precisa disso. Nós precisamos de uma sociedade mais justa e igualitária, mas isso será impossível enquanto uma categoria de assalariados se achar acima do bem e do mal. Infelizmente, hoje, a nossa única maneira de alterar as coisas é através do voto. Então, vamos fazer aquilo que os políticos nos dizem para fazer: vamos votar com consciência. Nem que isso signifique anular o voto.

LULA E SUA LIRA ENLOUQUECIDA

domingo, 25 de julho de 2010

Por Aileda de Mattos Oliveira

Líder de portas de fábricas acreditou que o Brasil e o mundo fossem uma grande montadora, essa a razão de manter no seu microvocabulário, metáforas malandras que se levavam ao clímax trabalhadores ludibriados, hoje refletem a pequenez moral do sujeito diante do mundo que se contorce de rir dos estúpidos chistes do estadista alambiqueiro.

Dizer em Johannesburgo que os turistas terão seus carros roubados quando vierem à Copa de 2014 e que seriam mordidos por uma “sucuri destreinada” é a concentração da estupidez num único contâiner ‘humano’.

Lula, afásico por apedeutismo, julga a si mesmo um retórico, desprezando a ‘cola’ que seus assessores tentam lhe passar, para que, aos olhos públicos, pareça menos inconveniente. Sócrates, que sabia que nada sabia, não poderia imaginar que surgiria um iletrado sábio, perdido nos labirintos do poder, sem limites, um bicho.

Daí, pegar a sua lira enlouquecida e desandar a recitar o que os sectários, tanto ou mais velhacos que ele, ordenam-lhe repetir. São sucessivas as notícias de intromissão na vida particular dos verdadeiros cidadãos deste desfigurado País, de boca aberta, perplexo, com tamanha desfaçatez, incúria e sem-vergonhice explícita.

Como porta-voz dos verdadeiros mandantes diz que vai criar leis para proibir os pais de aplicarem as salutares palmadas nos filhos, por considerá-las “espancamentos”. Não que desconheça a dimensão de uma ação educativa de uma nascida da prepotência paterna. Ele conhece, por experiência, a diferença de peso entre uma mão espalmada e o punho fechado.

Esta transgressão semântica faz parte do jogo com o qual injeta o vírus Trojan Petista nas mentes de pais mal-informados que se sentirão culpados e deixarão os filhos à solta, tal como foi criado este simulacro de presidente. “Se chicotada resolvesse, país não teria tanta corrupção”, diz ele. Entende-se, então, que o seu governo é campeão de rapinagem porque todos os que o compõem receberam boas lambadas de correia dupla. Está explicado!

Porém, o que se assemelha a mais uma perda de equilíbrio presidencial está expressa nas declarações complementares com as quais tentou dirimir os efeitos da intromissão do Estado na vida dos cidadãos, cumpridores de seus deveres da paternidade. Disse o predestinado, dedilhando a lira enlouquecida que, como “pai do povo”, deve cuidar dele. Que herança genética a nossa!

Se Gramsci, do qual são extraídas essas normas de desconstrução familiar, não alterou as regras de ascendência e descendência, raciocinemos: se Lula é filho do Brasil e o povo é filho do bastardo, logo, o Brasil é avô do povo.

Recorremos, urgentemente, ao nosso avô Brasil para nos socorrer, como faz todo avô aos netinhos, a fim de impedir que o enlouquecido Lula empunhe novamente a sua embriagada lira e interfira nas cores do nosso glorioso pendão e introduza o vermelho-sangue-das-gurerrilhas-urbanas-e-rurais, em substituição ao azul do céu-de-brigadeiro que é nosso por direito adquirido, por tradição, por leis que regulamentam os símbolos nacionais.

Esse ínfimo indivíduo invadiu o Brasil como qualquer membro do MST e considera-se seu proprietário. Fez da presidência desta República, uma continuação dos bares “pés-sujos” por onde tomou “todas” com seus amarfanhados e não menos indignos companheiros que deletaram as leis para que a Justiça emudeça de vez. Justiça? Eu falei em Justiça?

Enquanto isso, a imprensa escorregadia, de antolhos e óculos escuros, cede à rouca voz do biriteiro e de sua lira ensandecida. Que sina, hein “vô” Brasil? Que sina!

CHÁVEZ, LULA E GURDJIEFF

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Por Olavo de Carvalho,
de Mídia Sem Máscara

Os comunistas deram uso amplo a essa técnica, extorquindo do seu público a aprovação a crimes hediondos em nome dos sentimentos mais altos e sublimes.

Na opinião do sr. Hugo Chávez, que com leves diferenças de nuance é a mesma do nosso governo e da nossa mídia, as Farc, que assaltam, sequestram e matam a granel, não são uma organização terrorista de maneira alguma; terrorista é a TFP, que nunca matou um mosquito nem sugeriu o roubo de uma azeitona.

Quando lhes digo que o traço essencial e permanente da mentalidade revolucionária é a inversão psicótica, não estou brincando, nem exagerando, nem fazendo figura de retórica: estou apontando um dos fatos mais bem documentados da história cultural dos últimos séculos - e que pode ser verificado tanto nas estruturas gerais do pensamento revolucionário quanto nas atitudes práticas e até nos detalhes de linguagem de seus representantes mais notórios.

Quando o sr. Luís Inácio Lula da Silva se recusa a dizer uma palavrinha em favor de um preso político cubano em greve de fome, alegando escrúpulos de interferir nos assuntos internos de uma nação estrangeira - ao mesmo tempo em que ajuda a reintroduzir no território hondurenho um presidente banido e se gaba de ter metido gostosamente o bedelho do Foro de São Paulo nos plebiscitos venezuelanos -, ele ultrapassa os limites da mentira política normal, que no mínimo respeita um pouco o senso do verossímil: ele entra com as quatro patas no campo da inversão psicótica, chocando a plateia ao ponto de idiotizá-la, dessensibilizando-a para o absurdo do que está ouvindo.

Embora esse modo de falar possa se consolidar como vício ao ponto de seu próprio usuário se tornar insensível à maldade que pratica quando o emprega, na verdade ele se originou como uma técnica psicológica muito bem elaborada.

Denomino-a “impressão paradoxal”, embora na bibliografia seja citada também com outros nomes, como “dissonância cognitiva” ou “psicose informática”. Georges Ivanovitch Gurdjieff, o maior gênio do charlatanismo esotérico, usava esse tipo de discurso para estontear seus discípulos e reduzi-los a uma obediência canina.

Por exemplo, mobilizava todo o arsenal lógico do materialismo científico para persuadi-los de que eram apenas máquinas, de que não tinham alma alguma, e em seguida dizia, com a maior seriedade, que poderiam adquirir uma alma… mediante certa quantia em dinheiro.

O sujeito que ouvia uma coisa dessas caía imediatamente numa zona nebulosa entre a piada e a realidade, sem saber como reagir ante a impressão paradoxal. Reaplicada a técnica um certo número de vezes, o infeliz perdia todo interesse em compreender racionalmente a situação e daí por diante se deixava conduzir pelo mestre como uma vaca puxada pela argola do nariz.

Quando Gurdjieff introduziu essa técnica no Ocidente, talvez nem ele próprio imaginasse a velocidade com que ela se disseminaria entre os políticos e os intelectuais ativistas, como um instrumento perfeito para tornar as massas incapazes de diferenciar entre a percepção humana normal e a inversão psicótica.

Adolf Hitler, que consta ter recebido a influência de um discípulo de Gurdjieff (Klaus Haushoffer), criou uma técnica oratória inteiramente baseada na impressão paradoxal, articulando o grotesco e o temível de modo que a plateia sentisse ao mesmo tempo o desejo de rir dele e o medo de ser punida por isso.

Que fazer então, senão jogar fora o próprio cérebro e trocá-lo por uma recompensadora aceitação passiva do que desse e viesse? (Mutatis mutandis, foi por esse mesmo artifício que o sr. Lula transmutou, no coração do seu público, a piedade em admiração fingida, e a admiração fingida em bajulação compulsiva.)

Os comunistas deram um uso muito mais amplo a essa técnica, extorquindo do público a aprovação a crimes hediondos em nome dos sentimentos mais altos e sublimes, forçando a elasticidade moral até o último limite do humanamente suportável.

A contradição internalizada acumulava-se no inconsciente até o ponto em que as vítimas estourariam se não descarregassem seus sentimentos de culpa sobre algum bode expiatório, acusando-o de toda sorte de delitos imaginários.

Daí a facilidade com que o público - não só o exército dos militantes, mas a vasta massa dos intoxicados pela “onipresença invisível” da cultura revolucionária - perde todo senso de verossimilhança e acaba aceitando como razoável a conversa idiota de que a TFP é uma organização de alta periculosidade ou de que o sr. Alejandro Peña Esclusa, malgrado seu diploma de engenheiro, guardava em casa, ao lado do quarto onde dormiam suas três filhas pequenas, explosivos suficientes para fazer seu prédio voar em cacos.

DILMA ROUSSEFF E O COMPANHEIRO CHÁVEZ

terça-feira, 20 de julho de 2010

Por Ipojuca Pontes

Simpatia do ditador venezuelano Hugo Chávez por Dilma Rousseff é um alerta.

Durante a abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África, realizada ano passado em Isla Margarita, na Venezuela, o ditador Hugo Chávez, com as bochechas infladas e a voz tonitruante de impostor latino, foi incisivo:

- “Minha candidata é Dilma. Ela será a próxima presidente do Brasil. Sei que vão me acusar de ingerência, mas o meu coraçãozinho é que está falando: minha candidata é Dilma!”

Lula, presente ao convescote amigo, lamentou ser uma desgraça Chávez não votar no Brasil, mas agradeceu o empenho do intrépido parceiro. Este, por sua vez, de braços dados com o sindicalista-presidente (fundador do Foro de São Paulo), foi ainda mais incisivo junto ao repórter de “O Globo”:

- “Mas Lula não se vai, hein! Ele fica, assim como Néstor Kirchner, que se foi, mas não se foi”… – completou, reportando-se ao caso da Argentina, cujo governo, formalmente nas mãos de Cristina Kirchner, na prática é presidido pelo marido, Néstor, ao lado da gangue sindicalista.

Por que Dilma Rousseff inspira tanta confiança em gente do porte de Chávez, o delirante ditador venezuelano?

Bem, antes de tudo porque Chávez, de início fundador do “Movimento Quinta República” (considerado, então, de “extrema direita”), passou marcha a ré e, depois de ouvir Fidel Castro na ilha-cárcere do Caribe, tornou-se arauto da famigerada “Revolução Bolivariana”, um  enclave cubano no seio da América do Sul.

Com efeito, o tenente-coronel Hugo Chávez se constitui hoje, para a esquerda continental, um exemplo invejável de como  conduzir o poder político para chegar ao Socialismo do Século XXI: por meio da força ou da manipulação institucional, sobejamente articulada, ele tem sabido impor ao povo venezuelano uma agenda de duras medidas revolucionárias, no entender dos seus “companheiros de jornada”, dignas da maior admiração.

É fato: sob o tacão de Chávez, engrossado pelos bilionários dólares do petróleo, corrompem-se e dominam-se os poderes legislativo e judiciário; sufocam-se as liberdades de expressão; controlam-se sindicatos e fundos de pensões; reprimem-se nas ruas as massas insatisfeitas; desencadeiam-se perseguições férreas sobre presumíveis adversários - prendendo-os, exilando-os ou simplesmente matando-os; abastardam-se, por meio de subsídios ou ameaças fiscais, os empresários e as forças produtivas da nação.

Ademais, para aliciar a vontade campesina com promessas alvissareiras, promulgam-se decretos de expropriações de “latifúndios improdutivos” para repasses de terras que jamais se concretizam; criam-se, com as “missões bolivarianas”, do tipo bolsa-família, práticas assistencialistas que só fazem prolongar a fome endêmica da população carente; e, por fim, para se manter as massas anestesiadas, promovem-se permanentes campanhas publicitárias tocadas por especialistas na arte de mentir em larga escala.

Por outro lado, no plano político das relações internacionais, satanizam-se os Estados Unidos e o Estado de Israel ao apontá-los como responsáveis pelas mazelas prevalecentes nos países do chamado Terceiro Mundo.

Cuba, Brasil, Bolívia, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Equador, Argentina e a própria Venezuela são países aos quais os integrantes do Foro de São Paulo julgam em condições políticas mais estratégicas para se compor a sonhada União Revolucionária Socialista da América Latina (URSAL), prevista para emergir nas próximas duas décadas – ou mesmo antes disso.

No Brasil, em particular, as etapas para se chegar ao Socialismo do Século XXI foram claramente expressas no programa de governo da companheira Dilma, apresentado recentemente, em tom de controvérsia, à Justiça Eleitoral.

De fato, em que pese ter causado alvoroço, o documento programático da candidata de Lula não traz nenhuma novidade, pois, como é notório, os seus itens básicos vinham sendo formulados há vários anos pelos mentores do Foro de São Paulo em parceria com a “ala  mais avançada” do PT, ambos responsáveis pelo Programa Nacional de Direitos Humanos, o famigerado PNDH-3. (Aqui, vale lembrar, este documento de teor totalitário,  encaminhado ao Congresso Nacional pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi repudiado em gênero, número e grau pela sociedade e instituições civis brasileiras).

Mas em que consiste o programa de governo da companheira Dilma?

De forma abreviada, o seu programa de  governo, que incorpora sérias ameaças à democracia representativa (razão de ser do entusiasmo chavista), levanta, entre outros, os seguintes destaques:

1 - Controle “social” da mídia, dando ao governo instrumentos para castigar   jornalistas, interferir na programação, no gerenciamento e na propriedade das emissoras de rádio e TV.

2 – Rever a Lei da Anistia, com o propósito de punir torturadores da era militar, excluída, no entanto, qualquer possibilidade de se penalizar subversivos e terroristas dos “anos de chumbo”, responsáveis por centenas de mortes, sequestros e atentados, hoje encastelados no aparato governamental.

3 – Aumentar impostos para sobretaxar as grandes fortunas, no fundo uma manobra com o objetivo de garfar a poupança alheia e punir o empresário e o capital produtivo.

4 – Abolição da propriedade privada, com a criação de uma “instância agrária superior” para impedir que juízes determinem a reintegração de posse de terras invadidas pelo bando do MST.

5 – Legalização do aborto, em qualquer situação, por se tratar, tão somente, de um “problema de saúde”, alheio ao princípio do respeito à vida humana.

6 – Ampliação dos poderes do Estado, com a criação de leis coercitivas e novas empresas estatais, conforme previsto pela  “Revolução Bolivariana” de Chávez, cuja essência é a mesma que preside o “Estado Forte” do companheiro Lula.

Como se vê, não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista.

Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo “injusto e desigual” pelas vias milagreiras do socialismo – o mesmo que levou Cuba à ruína e o povo da ilha-cárcere à miséria permanente.

Os formadores de opinião da mídia amestrada, tal como era previsto, diante do programa radical enviado pelo PT ao TSE,  no qual constava a rubrica da candidata, vêm considerando o documento  surpreendente e contraditório.

Eles se interrogam diante do óbvio: é de Dilma ou da ala radical do PT a autoria do programa  levado à Justiça Eleitoral? Um documento que não leva assinatura, mas que é rubricado pela candidata, tem ou não tem validade? A versão radical do programa será ou não levada adiante por Dilma Rousseff, caso  eleita?

Para mim, nada disso tem muito significado, ou melhor: o seu significado é justamente o da controvérsia. Como se sabe, é da natureza socialista fazer a política do jogo duplo com o objetivo expresso de tungar a democracia.

O próprio Lênin, amparado numa hierarquia fortemente centralizada, fez da ambiguidade uma estratégia política, atuando ora às claras, ora de forma dissimulada, mas sempre inversa ao que propunha ou escondia das massas. “Iludir, falsificar ou dizer a verdade” – afirmava Lênin nas suas Teses de Abril – “é o dever de todo revolucionário que, para desnortear a Duma (parlamento russo), queira conquistar e manter o poder”.

O mais incrível, no entanto, é que José Serra, sendo da oposição e “sabendo das coisas”, tenha afirmado de público que “vai fazer um governo mais à esquerda do que Dilma”. É de doer. Assim não dá.

MUDAR PARA QUE NADA MUDE

terça-feira, 13 de julho de 2010

Publicado em The Washington Post - O Estado de S.Paulo

Promessa dos dirigentes cubanos pode não passar de mera manobra para dar sobrevida ao regime antidemocrático instaurado por Fidel Castro

Cuba prometeu libertar 52 de seus presos políticos. Torcemos para que a libertação se concretize, mas não devemos cair na ilusão de que esse gesto seja algum indício de uma mudança política fundamental na ilha que os irmãos Fidel e Raúl Castro governam com mão de ferro desde 1959.

O regime castrista possui uma longa história de concessões táticas na questão dos direitos humanos - com o objetivo de ganhar tempo para o regime, e não de reformá-lo.

Sempre empobrecida e desprovida de liberdade, a Cuba revolucionária encontra-se numa situação ruim. O cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, alertou para a existência de “uma situação difícil” que exige “rápidas” mudanças por parte do governo para evitar que a “impaciência e o descontentamento” se disseminem.

A economia está ruindo: o turismo está em baixa, a dívida externa tem aumentado e a Venezuela se vê cada vez mais incapacitada de ajudar por causa de seus próprios problemas. Enquanto isso, os dissidentes cubanos tornam-se cada vez mais ousados e prestigiados, tanto do ponto de vista doméstico quanto do internacional.

Qual deve ser a resposta dos EUA? Pelo fato de as exportações americanas de comida pagas com dinheiro fazerem dos americanos o quinto maior parceiro comercial de Cuba, o termo “embargo” não serve mais para descrever a principal política de Washington em relação à ilha.

Barack Obama foi sábio ao associar grandes mudanças nas sanções americanas a um avanço significativo no respeito à democracia e à liberdade em Havana. Mas ainda falta muito para que tal condição seja cumprida.

Tradução de Augusto Calil

COM A PALAVRA OS QUE TÊM FOME DE JUSTIÇA

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Por Carlos Vereza,
ator e ex-petista

É necessário que os militares se pronunciem, não como golpe, mas para que se estabeleça um limite que, tenho certeza, contaria com o apoio de parcelas expressivas da população

A metáfora para o “eterno país do futuro” seria o Mito de Sisifo? Condenado a empurrar a “pedra da esperança”, montanha acima, para vê-la em seguida rolar morro abaixo?

Que faço eu, plena madrugada depois de horas de gravação, tentando com meus amigos seguidores mostrar com provas, que o Brasil está sendo vítima de uma grande e cruel mistificação, deformado, formatando gerações de pigmeus mentais ,largados à margem da história?

Albert Camus, ante o absurdo existencial que o atormentava ,ainda assim, renegava o suicídio e pregava a revolta! Sinto-me repetitivo, lutando contra a amargura, contra a eterna apatia, contra este eterno sol ,esta “cordialidade” que forja a passividade , o compadrismo…Tristes trópicos!

Que dizer para minhas filhas e filho? Que é inútil estudar? Que ler dá azia? A revolta,ainda que solitária, ainda que ridicularizada…A revolta! Penso nas ForçasArmadas: João Goulart foi deposto do governo legalmente constituído,sob a alegação de que pretendia implantar uma ditadura comuno-sindicalista no Brasil ! Como assim?

Jango era um dos maiores proprietários de terras no país, e pretendia, apenas, tímidas reformas repudiadas pelos coronéis da época, e como resultado da guerra fria ,a intervenção militar contou com o apoio da CIA, temerosa do surgimento de uma nova Cuba! E o que dizer agora?

O estado aparelhado por uma burguesia sindical, tentativas de censura aos meios de comunicação, uma “politica externa”, cúmplice das piores ditaduras, corrupção desenfreada, cartilhas ideológicas distorcendo a historia do país, e qual é a posição das Forças Armadas?! Elas não têm o dever de zelar pela ordem da nação?

É necessário que os militares se pronunciem, não como golpe, mas para que se estabeleça um limite que, tenho certeza, contaria com o apoio de parcelas expressivas da população.

Tenho biografia para fazer este apelo, pois fui sequestrado por duas vezes pelo DOI-CODI e tratado “carinhosamente” no quartel que fica na Barão de Mesquita. Sou visceralmente democrata, e não posso assistir passivamente o retrocesso já evidente por tantos sinais.

Por que, apenas o general Heleno manifestou-se contra a criminosa demarcação da Reserva Raposa do Sol, onde encontram-se quantidades imensuráveis de Nióbio, já detectadas por potências estrangeira e “ONGS” suspeitíssimas?! Por que, o silêncio em relação à “contribuição” das FARC ao MST que, por sua vez, ensina Marxismo às suas crianças? Com a palavra aqueles que não perderam a chama sagrada da indignação!!!

DIPLOMACIA À MODA PETISTA

sábado, 10 de julho de 2010


O Brasil que sobreviverá à Era Lula talvez nem tenha tempo para desprezar Amorim

Por Augusto Nunes,
do portal Veja.com

“Negócios são negócios”, recitou Celso Amorim para justificar a troca de afagos e elogios entre o presidente Lula e Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, ditador da Guiné Equatorial há mais de 30 anos. Se a França vende manteiga à nação africana, acrescentou no café da manhã seguinte, por que o Brasil não pode aceitar alguns milhares de assassinatos, relevar um ou outro genocídio e, em respeito à soberania dos demais países, evitar interferências em problemas internos?

E Honduras?, deixaram de espantar-se os jornalistas que testemunharam a frase que resume exemplarmente a diplomacia do cinismo.

Negócios são negócios, e vão muito além de cifras, balanças comerciais ou acordos econômicos. O governo que usa o Itamaraty para posar de esquerdista é também um negociante político-ideológico. Faz qualquer negócio para ajudar companheiros ou prejudicar o imperialismo ianque e seus lacaios.

O venezuelano Hugo Chávez e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, por exemplo, são bons companheiros. São inimigos o colombiano Alvaro Uribe e qualquer presidente hondurenho que não se chame Manuel Zelaya. “Para defender a democracia, o governo americano tem o dever de aplicar sançõees econômicas a Honduras”, reiterou o chanceler enquanto Zelaya gerenciava a embaixada reduzida a pensão. “Se as sanções econômicas ao Irã se tornarem mais apertadas, quem sofrerá serão os setores mais frágeis da sociedade”, continua a contradizer-se sem ficar ruborizado.

Amorim defendeu desde o primeiro minuto no emprego a volta de Cuba (que não sabe o que é uma urna desde os anos 50) à Organização dos Estados americanos. Mas não admite a readmissão de Honduras, porque as eleições que levaram ao poder o candidato oposicionista Porfirio Lobo “foram realizadas pelo governo golpista”.

O companheiro Fernando Lugo pode contar com a ajuda do Brasil na guerra contra a guerrilha paraguaia. Os companheiros das FARC podem contar com a omissão do Brasil na guerra contra o governo constitucional colombiano.

O legado da diplomacia do cinismo não poderá ser integralmente debitado na conta de Amorim. Ela faz o que Marco Aurélio Garcia e o PT acham certo ? e Lula manda fazer. Mas Garcia é uma velharia perdida nos escombros do Muro de Berlim, e Lula é o resultado previsível do cruzamento da soberba com a ignorância.

Amorim é outra coisa. É diplomata de carreira. Foi ministro das Relações Exteriores do presidente Itamar Franco. Conheceu o Itamaraty de outros tempos. Sabe que não deveria fazer o que faz. Faz por excesso de vassalagem e falta de vergonha.

“Você me despreza, não?”, pergunta o trapaceiro interpretado por Peter Lorre, num dos grandes momentos do filme Casablanca, ao protagonista eternizado por Humphrey Bogart. “Desprezaria, se pensasse em você”, responde Rick Blaine. Ugarte é uma figura exemplarmente desprezível, sublinha a expressão entediada de Bogart. Tão desprezível que nem vale a pena ocupar-se dele.

É provável que Celso Amorim escape de ser desprezado pelo Brasil do futuro por ser só mais um Ugarte. Não vai merecer sequer um asterisco em livros de História. Merece o desprezo eterno, mas o país que sobreviverá à Era Lula não terá tempo para lembrar-se de gente assim.