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POR DETRÁS DA SUPREMA CORTE

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Por Marcelo Alves Dias de Souza

 

 

Andei, por esses dias, xeretando na Internet a repercussão da solenidade, realizada no plenário do Supremo Tribunal Federal, para a inauguração do ano judiciário de 2010 em nosso País. Com a costumeira pompa e circunstância, o ato contou com a presença do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, assim como do Procurador-Geral da República.

 

Confesso que me chamou a atenção a tônica do discurso do Presidente do Supremo, em alarde a uma afirmada transparência na atuação do Poder Judiciário brasileiro, ao ponto do site do STF haver registrado que a “conquista da total transparência nas ações e atividades do Poder Judiciário foi assunto constante no discurso do ministro Gilmar Mendes”.

 

Surpreendentemente, em minha caçada na Web, não encontrei, nem de longe, a repercussão que esperava. E era de se esperar alguma repercussão, até porque não estou tão certo dessa “total transparência nas ações e atividades do Poder Judiciário”, incluindo as do Supremo Tribunal Federal, sobretudo se comparado com o que se dá nos outros poderes da República. Em nosso País, acredito, muito se passa - e pouco se sabe - nos bastidores do Poder Judiciário e, especialmente, até para parafrasear o título de um famoso livro americano, por detrás da nossa Suprema Corte. 

 

Mas parece não ser da nossa tradição jornalística uma maior preocupação sobre o que se passa nas entranhas do Poder Judiciário e, especialmente, em nosso Supremo Tribunal, ao contrário do que acontece em outras plagas, sobretudo nos Estados Unidos. Não se nega que a Suprema Corte americana – sediada na capital do país (Washington DC) e composta por um presidente (chief justice) e mais oito ministros (associate justices) – é detentora de invulgar prestígio tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Mas o fato é que são inúmeros os estudos tratando dos seus bastidores e talvez esteja aí a razão desse prestígio.

 

Quando em forma de livro - às vezes marcadamente jornalístico, outras vezes mais técnicos jurídicos – eles corriqueiramente acabam se tornando bestsellers. Recentemente, por exemplo, foi o caso de Supreme Conflict: The Inside Story of the Struggle for Control of the United States Supreme Court”, por Jan Crawford Greenburg (Penguin Books, 2007), impressionante trabalho jornalístico sobre a dinâmica da Corte, suas personalidades, debates, alianças internas e processos de decisão. Um outro exemplo é “The Supreme Court” (Vintage Books, 2001), de autoria de William H. Rehnquist. Um amplo panorama da história da Corte, de estilo mais sóbrio, como não poderia deixar de ser, até porque seu autor foi associate justice (1971-1986) e chief justice (1986-2005) da Suprema Corte americana.

 

Entretanto, dentre todos os livros acerca da Supreme Court americana que tive oportunidade de ler ou folhear, a mim mais encantou, sem dúvida, “Por detrás da Suprema Corte” (nossa tradução para “The Brethren: Inside the Supreme Court”), publicado no Brasil pela Editora Saraiva (1985) e de autoria Bob Woodward (co-autor de “Todos os Homens do Presidente”) e Scott Armstrong. Os autores, aliás, que por muito tempo “investigaram” para o “The Washington Post”, exemplificam perfeitamente aquela categoria de jornalistas que os americanos costumam chamar de watchdogs.

 

“Por detrás da Suprema Corte” inicia sua jornada “romanceando” a transição de uma Corte “dominada” por Earl Warren, que se mostrou um liberal em sua presidência (1953-1969), para uma Corte presidida por Warren Burger (1969-1986), de postura marcadamente mais conservadora. Levando em consideração, explicitamente, a dicotomia liberalismo/conservadorismo, o livro retrata o “detrás do pano” da Corte, seus juízes na dinâmica velada do colegiado, com seus debates, manobras, formação de “bancadas”, compromissos e política. Ou seja, aquilo que, de fato, muitas vezes, constrói a decisão do Tribunal.

 

O livro perpassa, sobretudo, os anos judiciários de 1969 a 1975, época em que a Suprema Corte americana veio a proferir, certamente, muitas das decisões mais rumorosas de sua história, sobre temas como: pena de morte, segregação no transporte escolar, o caso Nixon, pornografia e aborto, entre outros. Nesse passeio, ficamos conhecendo um pouco melhor as biografias e as personalidades dos grandes juízes que por ali labutavam.

 

Para além dos presidentes Earl Warren, Warren Burger e William H. Rehnquist, somos apresentados às figuras dos grandes juristas liberais Hugo Black e William O. Douglas. Somos lembrados de Abe Fortas, que, uma vez rejeitado pelo Senado para o cargo de chief justice foi levado a renunciar ao seu cargo de associate justice. Ficamos conhecendo Thurgood Marshall, o primeiro negro a compor a Supreme Court. E, assim, passamos a enxergar a dinâmica de uma corte por detrás da névoa e dos discursos que muitas vezes nos confundem.

 

No mais, a leitura de “Por detrás da Suprema Corte” é maravilhosa, parecendo um romance (e quem não adora um romance?), com um enredo recheado de paixões, intrigas, reviravoltas e momentos de suspense e clímax. É um livro que recomendo sem pestanejar.

 

Bom, mas cá, apenas entre nós: será que já não chegou a hora de alguém escrever sobre o que passa por detrás da nossa Suprema Corte? Quem se habilita?

 

Marcelo Alves Dias de Souza

Procurador da República

Mestre em Direito pela PUC/SP

Doutorando em Direito pelo King’s College London - KCL

OS DONOS DO BRASIL

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por Gabriela/Arthur, do Site Movimento Ordem Vigilia Contra a Corrupção

“Você sabe com quem está falando? Quem manda neste país é o meu pai”

Em uma viagem tomei conhecimento sobre um episódio deprimente, ocorrido durante uma apresentação do Cirque du Soleil. Foi relatado por um dos organizadores.

A cena foi protagonizada pelo filho do filho do Brasil, aquele que quer ser técnico de futebol. Exaltado e bêbado, Luiz Cláudio Lula da Silva teve que ser retirado pelos seguranças do Cirque du Soleil, porque ele acredita ser o dono de tudo, até mesmo de um espetáculo estrangeiro que tem as garantias legais para atuar em qualquer lugar do mundo, sob a proteção das leis de seu país originário, no caso, do Canadá.

Aos fatos: O filho de Lula, o mais novo, no Cirque du Soleil

“Quem manda nesse país é o meu pai, eu sento onde eu quiser e mando minha turma bater em você, porque descubro onde você mora”.

E repetia mil vezes: “Você sabe com quem está falando? Também, posso fazer você perder seu emprego.”

É assim que os “silvas” pensam: o Brasil é deles. Esse cretino tomou o assento de três senhoras que haviam pagado seus ingressos, e não queria sair do lugar delas de jeito nenhum. Ele estava acompanhado de duas garotas.

O coordenador chamou o segurança e o fez sair. O cafajeste estava bêbado e se recusava a tomar o assento que ele havia comprado, queria aquele lugar porque ele era o filho do Lula.

Pois bem, ele pediu para chamar o presidente do Cirque du Soleil. O canadense veio atendê-lo; ai… ele dizia ao coordenador:”Duvido que você conte a ele, que mandou o segurança retirar o filho do presidente do Brasil, que manda em tudo”…

Isto ele dizia aos berros e intercalado com palavrões. O funcionário respondeu:

“Eu falo sete idiomas e vou traduzir do jeito que você falar, mesmo falando mal de mim…’ Bom, uma das amiguinhas dele falava inglês, e foi ouvindo o coordenador traduzir literalmente a conversa do imbecil.

Resumindo: O diretor canadense, disse: “Aqui mando eu, e meu funcionário obedeceu rigorosamente as leis que regem o Cirque du Soleil, portanto, você se dirija ao seu lugar ou retire-se”

Ele se retirou, e tornou a voltar porque as moças estavam chorando e queriam ver o Show.

Muitos da platéia diziam: Ele é igual ao pai, vejam como está bêbado. Palhaço!!!

Lógico que foi solicitado ao público que parasse com as manifestações.

Lembrei-me dos filhos de Saddam Hussein!

Observação importante:

Para os dirigentes do Cirque du Soleil, a montagem do espetáculo, seja em qualquer país, obedece as leis canadenses.

Para facilitar o entendimento: é como a nossa Embaixada em Honduras. Lá, manda o governo brasileiro, que deve obedecer as regras diplomáticas; por sinal, coisa que o Lula não fez, pois transformou aquele “território” na Casa da Mãe Joana.

O ocorrido, relatado acima, foi no Brasil e a história nos foi contada por um dos organizadores do Cirque. O filho do filho do Brasil teria pago R$ 700 pelo ingresso, e sua fileira era bem melhor que a fileira onde estavam as três senhoras, pois oferecia uma visão mais ampla para o espetáculo. Porém, ele invocou que queria o lugar delas.

PS - O organizador nos explicou que nem com uma liminar ele poderia quebrar as regras du Cirque. E confessou-nos, que pela arrogância e violência do “neto” do Brasil, ele tremeu nas bases quando foi ameaçado, justamente porque sua família reside no Brasil.

AOS LEITORES

domingo, 15 de novembro de 2009

Por Franklin Jorge

Todos devem ter notado que nos ultimos dias não tenho feito nenhuma postagem nova. Por dois motivos: primeiro, pelo trabalho na implantação do Novo Jornal, que tem me absorvido o dia inteiro e parte da noite; e, segundo, porque, devido a uma longa exposição ao ar condicionado, quase contraí uma pneumonia.

Espero, em breve, voltar ao ritmo normal.

A todos, minhas desculpas.

BENDITA NUDEZ

domingo, 15 de novembro de 2009

Stella Galvão

Era uma vez uma jovem freira, bela e vistosa. Ela havia feito seus votos de devoção desde novinha, aparentemente sem pressão familiar. Assim, ela envergou o hábito cinza com a gravidade de uma Joana D’Arc a caminho da fogueira, crente e convicta. E falando em fogo, ocorria desta alma pura ser consumida por pensamentos não exatamente castos.

 

Donzela que havia sobrevivido às investidas de um sem número de moçoilos encantados com suas formas opulentas, ela reagia àquelas vontades com banhos demorados. Também consumia potes de doce de leite, o que a deixava mortificada. Se por um lado aplacava uma ânsia devoradora, de outro atiçava o pecado da gula.

Assim aflita, decidiu consultar uma psicóloga para desabafar. Contou com miudeza de detalhes como era acossada por labaredas em sua intimidade, tremendo de vontade de amar. Mas o que ela queria, e persistia nisso, era amar unicamente a Deus. Algumas sessões se passaram até que, na véspera de embarcar para uma temporada de preparação espiritual em solo Vaticano, ela foi surpreendida pela súbita abertura da porta do consultório onde se consultava.

Foi quando surgiu um homem quase nu, parcialmente coberto, todo respingado de tinta, do cabelo à unha do dedo mindinho. Numa das mãos, uma penca de livros, noutra, o rolo de tinta ainda fresca e pingando, espalhando o rosa no trajeto. Era o psiquiatra que ocupava a sala vizinha, naquele dia encarnando um dublê de pintor.

A freira pulou da poltrona e pôs-se a gritar, hipno­tizada pela visão do masculino ali, a poucos metros dela, e quase sem roupa. A cor da cueca causava mesmo uma ilusão de ótica. Estaria ele nu? A psicóloga teve uma crise de riso. E o psiquiatra ali, pasmo, sem entender nada. Depois da eternidade de um minuto, ele finalmente conseguiu se explicar. Dito isso, e após as desculpas de praxe, correu de volta para sua sala. Te­ria sido produto de sua imaginação fértil, justamente curiosa pela visão do corpo de homem? A entrada em cena do urologista de cueca foi um achado terapêutico. O tema da sexualidade reprimida da freira voltou ao lugar central do processo. Depois de contemplar um homem em roupas de baixo, ela repensaria a necessidade de um encontro com outro ser, carnal? Ou se aferraria aos seus votos?

 

Com questões assim no ar, ela embarcou para o Velho Continente, onde permaneceu por vários meses. De volta à psicoterapia para retomar o tema, dessa vez com uma abertura surpreendente. Falava agora, às claras, do que lhe provocava a visão de homens que a atraíam. Chegou mesmo a cogitar assumir sua sexualidade, dissimulando essa opção para as superioras e colegas de claustro. Só a deteve a crença no Deus onipresente, que tudo vê, do qual nada escapa. Mas, em longas permanências na capela Sistina, diante de uma série de anjos despidos graciosamente por Michelangelo, ocorreu a essa vocação ainda incipiente para as coisas da alma que o nu é mesmo belo. Que feio era o psiquiatra, assim tão banal, tão palpável, tão real.

TRIBUNAIS DE QUANTOS?

domingo, 15 de novembro de 2009

O Santo Ofício quer saber: você é a favor de mudanças nas regras para preenchimento de cargos nos Tribunais de Contas, com ênfase em critérios técnicos em vez dos políticos?

Por Geraldo Costa da Camino, procurador-geral do MP de Contas-RS

Os tribunais de Contas estão na berlinda. Não bastassem investigações sobre seus membros em quase metade das cortes estaduais, agora o governo federal elegeu o TCU como a “bola da vez”. Parece que todos são a favor do controle, mas de preferência sobre as obras dos outros. Assim, querem criar uma “Câmara Técnica”, mais ao gosto do poder, para ser a revisora das decisões do TCU. Não menos impertinente é a proposta das “auditorias externas”, que significam, em suma, a privatização do controle. Ainda bem que existe uma Constituição, cuja mudança não é tão fácil, e que determina as competências e a autonomia dos tribunais, as quais devem ser ampliadas, e não restringidas. Mas de algo que interessa para o seu necessário aperfeiçoamento pouco se fala: da alteração de sua composição e da forma de escolha de seus membros.

Dos sete conselheiros dos TCEs, quatro são indicados pela Assembleia Legislativa – quase sempre um deputado – e três pelo governador do Estado, sendo um de sua livre escolha – também usualmente um político – e dois de nomeação vinculada: um procurador e um auditor. Assim, apenas dois em sete membros são servidores concursados, proporção que não condiz com o perfil técnico que devem ter os tribunais, uma vez que o controle político cabe aos parlamentos. Não que a presença de políticos de origem nos colegiados – que não é obrigatória – seja um mal em si. Aliás, é um perigo para a democracia a demonização da classe política. Há maus e bons políticos, como há bons e maus servidores. A corrupção é um fenômeno humano, não dessa ou daquela categoria. E quanto mais se generaliza a crítica aos políticos, mais dessa atividade se afastam as pessoas de bem, deixando a porteira aberta para os mal-intencionados. O que se defende é, ao menos, a inversão daquela proporção, com o predomínio das escolhas técnicas para os tribunais de Contas, inclusive com vagas para seus servidores e para representantes da sociedade civil.

Entretanto, técnica ou política a escolha, fundamental é que sejam examinados com rigor os requisitos para o cargo. Deixando de lado os “notórios conhecimentos” e os “10 anos de exercício”, o indicado deve possuir “idoneidade moral” e “reputação ilibada”. Se é por demais subjetiva a avaliação da idoneidade moral, é objetivamente possível constatar se é ilibada, ou não, a reputação de alguém. Segundo Houaiss, ilibado é o que não foi tocado, que é sem mancha, puro, livre de culpa ou suspeita. Assim, reputação ilibada é aquela em relação à qual não paira dúvida, que sequer foi questionada. Obviamente que o indiciado em inquérito ou o réu em ação de improbidade tem sua reputação questionada, para dizer o menos, o que não implica desrespeito à presunção de inocência. Ou não são exigidas certidões negativas, folhas corridas e investigações da vida pregressa aos inscritos em concursos públicos? “Ficha limpa” para o “andar de baixo”; “ficha limpa” para o “andar de cima”!

Há alguns anos, o gaúcho Adylson Motta – então presidente do TCU – declarou que não daria posse ao senador Luiz Otávio, que era réu em ação penal no STF. O impasse só foi resolvido com a retirada da indicação, e a posse não se deu. A função de controle é essencial para a democracia e legitima o tributo. Seus órgãos, cujos integrantes têm as garantias da magistratura, não podem ter suas cadeiras partilhadas politicamente ou disputadas como prêmios por serviços prestados. A responsabilidade é da essência da República e os cidadãos têm o direito de questionar a legitimidade das escolhas de seus representantes. Oxalá sejam boas!

3X4 DA REPÚBLICA PETISTA

domingo, 1 de novembro de 2009

Da redação de O Tempo (MG)

Entre o estilingue e o telhado de vidro, ninguém quer fiscalização

Fazer aniversário duas ou três vezes por ano, falar dos seus desejos ao soprar as velinhas, tocar trompete na Guarda Presidencial, visitar obras com uma comitiva enorme de ministros. São todas ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, para alguns, combinam muito com o perfil dele. Mas também é óbvio o objetivo eleitoral dessas atitudes. Exagero ou não, é a Justiça eleitoral que vai decidir.

Mas prometer obras para 2011, ainda que haja um reconhecimento de que a declaração foi um erro, é um abuso. Há erros que não podem ser cometidos. E há erros que são propositais, que têm como objetivo criar uma situação tal que, mesmo com um pedido oficial de desculpas, não é possível mais reparar seus estragos.

A pré-campanha da ministra Dilma Rousseff está repleta de pequenos enganos, atos falhos, questões de interpretação. Mas enquanto as polêmicas ocupam a mídia, o nome da ministra vai se tornando mais conhecido. E a oposição reforça o movimento ao fazer uma contestação ineficiente - para não dizer dúbia. Nesta semana o governador José Serra disse, por exemplo, que não vê ilegalidade na possibilidade de colher os frutos políticos de uma boa gestão.

Na verdade, quem é estilingue também tem telhado de vidro. Serra sabe que ele e Aécio Neves precisam também dos louros que poderão ser obtidos a partir de seus desempenhos nos governos estaduais. Então é prudente para o PSDB não pegar muito pesado em relação à campanha extemporânea e ao uso da máquina administrativa. Aliás, verdadeiramente a nenhum partido interessa uma fiscalização rigorosa.

A fiscalização deve ficar mesmo por conta dos atos mais graves. O problema é que eles estão se multiplicando.

O HOMEM DE AÇO

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Por Silvia Amorim, do Estadão

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que tem “nervos de aço” para política e as pressões dentro e fora de seu partido para que decida ainda este ano se será ou não candidato à Presidência em 2010 não o abalam. “Eu tenho nervos de aço em política”, afirmou.

Depois de se negar a fazer comentários sobre a disputa presidencial, Serra foi indagado se ficava impaciente com os pedidos de antecipação de um anúncio de candidatura do PSDB. “Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião”, respondeu com risos.

O tucano defende a tese de que o candidato do PSDB seja definido somente em março do ano que vem, quando vence o prazo fixado pela Lei Eleitoral para ele se afastar do governo paulista caso queira disputar o Planalto. Seu concorrente à vaga de presidenciável do PSDB, o governador de Minas, Aécio Neves, disse na terça-feira mais uma vez que espera uma decisão da legenda até janeiro, ou então anunciará sua postulação ao Senado.

Não é a primeira vez que Serra manda um recado público àqueles que defendem uma definição antecipada. Na semana passada, ele fez um desabafo pela internet em seu microblog na rede social Twitter. “Estou cansado de NÃO responder à pergunta sobre a Presidência”, escreveu. Até sinalizou que poderá fazer anúncio em primeira mão na própria rede.

Ontem Serra insistiu na defesa da tese de que ainda é cedo para decisões. “Você sabe se o Ciro Gomes vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Então, por que essa ansiedade?”, argumentou com os jornalistas. Para ele, “não há nada definido no Brasil”. “E também não há necessidade, porque é muito cedo.”

PESQUISAS

A resistência do tucano em declarar-se candidato tem uma razão. Ele teme virar alvo dos adversários cedo demais, por isso adia o quanto pode um anúncio de pré-candidatura. O assunto foi alvo de sondagem do PSDB paulista. Pesquisas qualitativas encomendadas pelo partido revelaram que o eleitor tende a ver com antipatia anúncios fora de época de postulações, principalmente quando o candidato está governando.

Serra reclamou ainda do assédio da imprensa. “Ontem (anteontem) eu fiz um comentário de que é importante o pessoal saber o que nós estamos fazendo na educação e deu primeira página de um jornal porque entenderam que era uma colocação política”, disse, referindo-se à declaração em que defendeu o uso de realizações de sua gestão para “colher dividendos políticos”. “A gente saber o que nós mesmos fizemos é muito importante para poder explicar, defender e inclusive colher dividendos políticos, o que é legítimo dentro de uma ação governamental”, afirmara na terça-feira.

DOUTORES E MESTRES DISPUTAM VAGA DE GARI

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

 

Do Site Movimento Ordem Vigilia Contra a Corrupção/ Folha de São Paulo

 Por Eliane Cantanhêde

Segundo dados macroeconômicos do IBGE, o desemprego caiu e a renda cresceu, voltando aos patamares pré-crise. Mas, segundo dados da realidade, colhidos pela Folha numa quilométrica fila de inscrição de concurso no Rio, a coisa é bem feia.São 1.400 vagas para gari. Fora tíquete alimentação, vale-transporte e plano de saúde, o salário é de R$ 486,10. O suficiente para atrair 109.193 inscritos até ontem, dos quais 45 doutores, 22 mestres, 1.026 com nível superior completo e 3.180 incompleto.


?Seria uma competição injusta com os que só têm até a quarta série do ensino fundamental - o mínimo exigido para a inscrição-, não fosse a inclusão de testes como flexões abdominais e corrida, literalmente mais suados e mais úteis que títulos e canudos para uma profissão tão sofrida quanto necessária. O risco é o sujeito ou a sujeita sair com a sensação de que estudou tanto, mas nem para gari serve.Mal tiram a beca da formatura, a engenheira corre para um concurso de fiscal da Receita, o jornalista disputa qualquer vaga em qualquer repartição pública, o administrador de empresas aceita ser digitador no Itamaraty. Advogados caem às pencas de toda parte, até de táxis e quadros de portaria.

Na posse do ministro Samuel Pinheiro Guimarães (SAE), terça-feira, Lula encheu o peito para dizer que o ProUni colocou quase o mesmo número de estudantes que as universidades federais desde elas que existem. Mas para quê?

Há muito investimento a fazer em educação, inclusive no ensino público superior e no profissionalizante, e há dúvidas sobre essa multiplicação de vagas particulares.

Enche as burras de entidades privadas e tende a frustrar profissionais com diplomas inúteis na parede da sala. Será que é assim que se melhora o IDH, a qualidade do emprego e a própria educação? PS: Ainda dá tempo. As inscrições para gari no Rio só terminam hoje.

DEPUTADOS MOSTRAM-SE SATISFEITOS

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Do Y!|Posts

San Salvador, (EFE).- O grupo de deputados brasileiros que visitou Honduras qualificou hoje como “proveitosa” a viagem, feita no momento em que o país centro-americano atravessa uma grave crise política desde a derrubada do presidente Manuel Zelaya.

“Deixamos uma mensagem da experiência brasileira com as crises. Para nós, que tivemos ditadura, as instituições são fundamentais”, declarou por telefone à Agência a Efe o coordenador da missão, Raul Jungmann (PPS-PE), durante uma breve passagem por El Salvador.

A delegação de seis deputados, que chegou a El Salvador em um voo comercial procedente de Tegucigalpa, se reuniu em Honduras com o presidente golpista, Roberto Micheletti.

“Micheletti deu amplas garantias para a embaixada. Abordamos também a questão do estado de sítio que agora rege em Honduras (…) O presidente Micheletti disse: ‘Não, não é um estado de sítio, é uma restrição às garantias individuais e vou suspendê-lo’”, afirmou.

Jungmann afirmou que nos encontros se buscou garantir a segurança da Embaixada Brasileira em Honduras, que permanece cercada por um contingente militar e policial depois que Zelaya pediu refúgio ali.

Segundo o deputado, para os latino-americanos “o fantasma do golpe de Estado é algo horrível” e, por isso, apoiam uma saída à crise mediante o diálogo.

Os deputados pediram, além disso, que em Honduras aconteçam eleições “legítimas, amplas e transparentes”. EFE

 

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A CASA DE WALMIR AYALA

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Por Franklin Jorge

 

 

Freqüentei seus dois últimos apartamentos. O primeiro em Ipanema, a algumas quadras da Praça Nossa Senhora da Paz, na Rua Barão da Torre, onde o conheci numa tarde de dezembro, alguns anos antes de sua mudança definitiva para o espaçoso endereço da avenida Praia do Flamengo, no mesmo edifício do PEN Club do Brasil, diante do belo parque projetado por Lotta de Macedo Soares, por muitos anos, amante de Elizabeth Bishop, cujos versos seriam traduzidos em primeira mão, em nosso idioma, por minha amiga Juju Campbell Penna, num tempo em que a poetisa norte-americana ainda não se transformara ainda numa espécie de ícone e padroeira das intelectuais lésbicas do Brasil.

 

Walmir recebeu-me sentado, tendo aos pés uma jovem negra que lhe massageava os pés enquanto Gustavo, então com dois ou três anos, sentado sobre os seus joelhos, puxava-lhe os fios da barba negra e espessa como a de um guerreiro assírio. Ao fundo, ocupando quase toda a parede, meio envolta em sombras, o magnífico retrato pintado em 1969 por Vicente do Rego Monteiro iluminado por um refletor. Retrato meu já conhecido, pois fora reproduzido na volumosa edição de sua “Poesia Reunida” pelo Instituto Nacional do Livro em coedição com a Livraria José Olympio Editora.

 

Esse quadro do qual Walmir jamais se separou enquanto viveu, acompanhou-o sempre. O artista pernambucano, por mais de trinta anos residiu em Paris, voltou para morrer em sua Recife natal, em um lastimável estado de pobreza, embora cercado da glória de ter criado uma linguagem estética que o coloca ao lado dos grandes mestres da pintura moderna. Vicente o pintou, de corpo inteiro e quase em tamanho natural, na postura de lótus e cercado de gatos, encarnando a figura de um escriba egípcio, Kai. Usou uma gama de amarelos para construir essa figura que impressiona e cativa o olhar, como um dos grandes momentos da arte do retrato em todos os tempos. A sala, presidida por essa obra, parecia nua, talvez intencionalmente, para que o retrato se destacasse e nos transmitisse a idéia de uma oferenda votiva. Quase nenhum móvel, apenas, além de cadeiras e sofás, um longo console em madeira polida com alguns objetos e um ou outro livro como que deixado ali por acaso.

 

Príncipe das letras, construiu Walmir Ayala no curso dos quarenta anos em que viveu no Rio de Janeiro, uma lenda que aureola sua vida e sua obra original e multifacetada, brilhante e profunda, distribuída em dezenas de títulos e gêneros literários que dominou com indiscutível tirocínio. Nascido em Porto Alegre, estreou em livro em 1955 aos 18 anos com “Face Dispersa”, seguido de “Este sorrir, a morte”, que lhe valeram uma rápida consagração nos círculos intelectuais mais exclusivos da antiga capital do país. Ali chegando, mal saído da adolescência, surpreendeu a todos com a novidade do seu talento a serviço da criação literária e dramática. Por fim se tornou o critico de artes plásticas de maior prestigio de sua época. Uma conceituada referência inclusive no exterior.

 

Era Ipanema, nessa época, o endereço mais chique do Rio de Janeiro, habitado por uma gente endinheirada ou apenas brilhante e talentosa que glamurizava o bairro que era também o das butiques mais caras e exclusivas, então preferido por uma boemia que incluía nomes como Tarso de Castro, Vinicius de Morais, Tom Jobim etc. O apartamento, não muito grande como o do Flamengo, onde tive a honra de ser seu hóspede, dava provas do status que ele gozava naquela época, como o mais prestigioso colaborador do Jornal do Brasil, que constituía então a bíblia da intelligentsia antenada com o mundo da cultura e das idéias. Curioso é que fui introduzido ali por Adolfo, que me abriu a porta todo molhado e inteiramente nu.

 

 

Bibliografia resumida de Walmir Ayala

 

Face Dispersa

Este Sorrir, a Morte

Natureza Viva

A Pedra Iluminada

As Vestes e o Reino

Águas como Espadas

Estado de Choque

Poesia Reunida [poesia]

Sarça Ardente

Quatro Peças em um Ato

Teatro Infantil

Nosso Filho vai ser Mãe

Chico Rei

A Salamanca do Jarau [teatro]

À beira do Corpo

Um Animal de Deus

A Nova Terra [romances]

Diários Íntimos [em três volumes]

A Criação Plástica em Questão

Vicente, Inventor [ensaios]

DEMOCRACIA CAPENGA

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Do Site Movimento Ordem Vigilia Contra a Corrupção/E jornais

 

Por Cláudio Guimarães do Santos




Em vez de um risonho verde-amarelo, os que têm olhos para ver deveriam pôr-se de luto neste mês de setembro. É bem verdade que existem os que já sonham com a fartura do pré-sal.Pois dele abusam, de forma eleitoreira, os publicistas do governo que só faltam profetizar, como fez o Conselheiro, que o sertão vai virar mar. É bem verdade que boa parte da classe média se regozija com os carrinhos “zero” e com as viagens a Miami que agora são possíveis pelo valor baixo do dólar - esse mesmo que corrói as nossas exportações. É bem verdade que os humildes comemoram a sua ascensão -da classe Z à X- graças ao Bolsa Família, que apenas perpetua o triste clientelismo que nos legou, entre outros, o pai dos pobres Getúlio Vargas (que alguns tentam imitar).

Poucos, porém, se recordam dos tributos que nos escorcham a quase todos, uma vez que os poderosos, esses fazem o que querem, como ficou muito claro no “affair” Lina/Dilma e no caso Palocci. Para uns, resta a quebra desavergonhada dos sigilos bancários. Para outros, sorriem os fóruns privilegiados.

 

 

Esquece-se amiúde que a democracia brasileira é capenguíssima, que os que votam, na maioria, são eleitores de curral, ainda que de um curral novíssimo -eletrônico e televisivo. Por meio dele, os marqueteiros, essa excrescência da sociedade pós-moderna, fabricam os novos eleitos, manipulando a opinião de quase cidadãos, os quais sucumbem, sem resistência. Os cinco séculos de abandono e deseducação, patrocinados, sobretudo, pelos “coronéis de m…” e pelos “cangaceiros de terceira categoria” - para nos servirmos de termos em voga no Senado-, é que os deixaram assim: omissos, submissos, meras vaquinhas de presépio.Raríssimas são as vozes que se erguem para dizer que há um Brasil legal (e perfumado) e um Brasil real (e fedorento); que a Justiça tarda e falha indecorosamente; que avançamos, a galope, para um caudilhismo plebiscitário tipo Chávez; que o governo tenta, a todo custo, atar as mãos do Ministério Público, uma das poucas instituições das quais (ainda) podemos nos orgulhar; que a representatividade dos eleitos é uma lorota; que a coerência ideológica dos partidos é nenhuma, sobretudo a do finado PT, que tantas saudades deixou do tempo em que abraçava as causas populares.

À nossa volta, o que sentimos é uma gosma asquerosa que extravasa (aos borbotões) precisamente das bocas em que apenas a verdade deveria ressoar, que contamina quase tudo o que se vê, o que se ouve e o que se pensa. Num tal estado lastimável, só nos resta, talvez, sonhar.

Que maravilha se ouvíssemos de certos advogados que eles não mais contribuiriam, com sua astúcia, para que os endinheirados permanecessem impunes. Que maravilha se as faculdades de direito só parissem tribunos vibrantes - combativos como os Gracos e éticos como Sócrates-, em vez de nos entupir com bacharéis ignorantes, vários deles arrivistas e venais.

Que maravilha se os senadores, em vez de suprimir o Conselho de Ética, tivessem um insight moralizante e assumissem inteiramente os seus crimes. Como seria belo ver a tribuna do Senado, tantas vezes enxovalhada, refulgir com as confissões dos pecadores contritos.

Que maravilha se os nossos caras-pintadas tomassem de novo as ruas, exigindo nada menos que as cabeças dos canalhas que envergonham a nação, em vez de se perderem em bebedeiras ridículas, em competições de aprendizes ou em grevezinhas uspianas, anódinas e burocráticas. Que maravilha se os intelectuais dos anos 70, antes tão progressistas, novamente se arriscassem para lutar contra a ditadura que célere se aproxima, em vez de se agarrarem às tetas estatais ou de ficarem em casa gozando indenizações. (E como seria coerente se as tivessem doado, tão logo recebidas, ao “lumpenproletariat”.)

Que maravilha se os imortais da academia, num gesto vivo e nobre, repudiassem, veementes, os que denigrem o país, mesmo que um seu semelhante estivesse entre eles. (Que não exista na ABL nenhum genial defunto-autor, como Brás Cubas, com isso ninguém se espanta. Mas que lá haja tantos autores-defuntos, isso dá o que pensar. Pois somente os mortos conseguem ficar calados ante a tragédia imensa que se abate sobre nós.)

Apenas sonhar, porém, não nos levará muito longe. Vemo-nos, assim, ainda que muitos não o queiram, condenados a agir e a nos insurgir contra esse silêncio incompreensível dos bons.

Cabe-nos, portanto, a difícil decisão: o que queremos, afinal, para o Brasil? Independência ou morte?

 

 

 

Cláudio Guimarães dos Santos, 49, médico, psicoterapeuta e neurocientista, é escritor, artista plástico, mestre em artes pela ECA-USP e doutor em linguística pela Universidade de Toulouse-Le Mirail (França).

UERN: A CRITICA PERTINENTE DOS LEITORES

domingo, 6 de setembro de 2009

Da Redação

A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) continua dando o que falar…

Sem comentários, transcrevemos a seguir e-mail de um leitor que se identifica como Nicodemos, cuja identidade preservamos para que não venha sofrer retaliações. Ele comenta matéria escrita por Franklin Jorge sob o titulo UERN: UM CASO DE DESRESPEITO À LEI”, publicada aqui recentemente, após uma rápido conversa do jornalista com o promotor Eduardo Medeiros.

A acrescentar, apenas, que na próxima terça-feira vamos agendar entrevista com o delegado do Ministério do Trabalho em Mossoró, que está devendo explicações à opinião pública, por sua contumaz conivencia com uma situação, sob qualquer aspecto, escandalosa. Afinal, como bem colocou o jornalista, “a UERN é reincidente” e se beneficia da complacencia das autoridades legalmente constituidas para aplicar a lei contra os contraventores. Ganham para isto às custas dos nossos impostos.

Leiamo-lo, pois suas palavras expressam a opinião de muitos:

 “Meu caro Jornalista Franklin Jorge, este texto que acabo de ler merece um destaque especial em seu blog. (Admiro sua desenvoltura na tecelagem textual). Ele nos mostra que a imprensa deve se colocar, incondicionalmente, a serviço da cidadania. Porém, o que vemos, na imprensa formal, são informações tendenciosas que favorecem a interesses particulares.

“Um representante do poder executivo não precisa saber de onde vem certas informações ou denúncias sobre um determinado fato. O que importa saber é se o fato, de fato, existe. Todos nós sabemos, e o Ministério Público do Trabalho sabe mais do que nós, que existem muitas irregularidades de fórum trabalhista na UERN.

Esse argumento que você apresentou do promotor do Ministério Público Estadual, deixa, bastante claro, que ele sabe mais do que qualquer um de nós sobre as irregularidades contratuais na UERN. O que ele disse significa: “Sei disso! Eu mesmo verifiquei o fato! Estou chateado porque essas informações vazaram para a sociedade via esse seu blog!!!!! Mas, mesmo assim, esse povo que você fala ainda não demonstrou força suficiente que me obrigasse a cumprir com o meu dever e isso é, exatamente, o que eu não quero fazer!!”

“Outro ponto interessante é que, em um determinado local em seu texto, encontra-se a palavra negligência que a tomei por eufemismo. A essas alturas, quer dizer, 18 anos após, esta palavra já, há muito, tornou-se descontextualizada. Esse novo contexto exige a substituição de negligência pela expressão conivência (e) por complacência (comprazer, agrado). Ora, 18 anos para um viciado, é um estado patológico bastante avançado e quase irreversível!!! Ou seja, já é uma afirmação de caráter. Foi bem colocada a seguinte expressão: “A UERN é reincidente”.

“Além disso, é pura verdade quando você menciona o fato de que o cidadão se sente reservado ou, mais enfaticamente, constrangido e apreensivo em fazer, diretamente, uma determinada denúncia. O medo é um sentimento universal. Qualquer um de nós, por mais hediondo que seja o crime testemunhado, sentimos uma certa apreensão quando precisamos nos revelarmos fazendo denúncias. Claro, uns mais, outros menos. Portanto, caro jornalista, sua colocação foi bastante pertinente. Quando alguém se expõe sem maiores reservas já é porque a situação extrapolou os limites e as pessoas decidiram agir com plena consciência das possíveis conseqüências do confronto, como é o caso das revoluções, por exemplo.

“Para finalizar, gostaria de deixar, bem claro que, logo que tomei ciência das irregularidades na UERN através deste blog, procurei o site do Ministério Público do Trabalho para denunciar estas irregularidades. Mas não o fiz, exatamente porque não me senti seguro quanto ao serviço que iria prestar a sociedade potiguar, pois, para isso, até o número residencial deve ser revelado. Minha conclusão: isso é uma forma de inibir o público a fazer denúncias. Eles não estão interessados nisso. Mas fingem que estão para tentar justificar a existência de um órgão mantido financeiramente, assim como a UERN, pelo erário.

“Senhores promotores, seus verdadeiros colaboradores e defensores são o povo!!!”

De UERN: UM CASO DE DESRESPEITO À LEI, 06/09/2009, 11:53

 

UM POTIGUAR NO RASTRO DO TEMPO

sábado, 5 de setembro de 2009

Por Marcelo Abreu, do Correio BrazilienseBrasilia

- Em Jardim de Piranhas, cidadezinha quase próxima a Caicó, no Rio Grande do Norte, o vento fez a curva. É longe, longe de dar dó. E foi lá que, há 53 anos, nasceu o homem que falaria do tempo como se o tempo fosse ele mesmo. Depois de quase três décadas, ele, que jura ter 1,67m, continua falando do tempo com disposição de gigante. Luiz Cavalcanti é assim: cresce ao falar do que mais gosta de fazer. Filho de Severino Germano e Docelina, o menino queria ser arquiteto. Como, arquiteto? Em Jardim de Piranhas nem faculdade tinha. Quando ele completou quatro anos, a mãe morreu. Aos oito, foi-se o pai. E a educação de Luizinho, como o chamam até hoje em família, ficou aos cuidados de uma irmã mais velha. E foi pra casa dela que ele se mudou quando decidiu morar na Paraíba. Em Campina Grande, depois do ginásio e do científico, Luiz ainda sonhava em ser arquiteto. Arquiteto? Em Campina Grande também não tinha faculdade. Aí, ele teve que mudar de ideia. Decidiu que seria engenheiro. Mas a concorrência era muito grande. Luiz ouviu o conselho de um amigo: “Faz outro curso da área de exatas, tu passa e lá dentro muda pra engenharia”.

Esperto que era, Luiz, então, se inscreveu em meteorologia, na Universidade Federal da Paraíba. Foi aprovado com boa pontuação. E começou a estudar, de olho na mudança para engenharia. Deu-se um ano pra sacramentar a ideia. “Com poucos meses de faculdade, me apaixonei pelo curso. Me entusiasmei com aquela ciência que tratava ao mesmo tempo de matemática, física e química”, conta.

E lá se foram cinco anos e meio. Aprendeu ali que o tempo é muito mais do que medição atmosférica. Era a própria vida. Nunca mais o rapaz de Jardim de Piranhas pensou em arquitetura. Esqueceu a engenharia para sempre. Formou-se. Pensou no pai e na mãe, no dia em que recebeu o canudo de bacharel em meteorologia. E agora, o que fazer? Onde arrumaria trabalho? “Apareceu um estágio remunerado de quatro meses, de um salário mínimo, em Brasília. Não pensei duas vezes.”

Em 1983, Luiz desembarcou no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Ficou hospedado em um hotel de trânsito, dentro do próprio local onde faria o estágio. Aqui, logo se encantou pelo verde de Brasília. Virou um dos estagiários que ajudavam a prever o tempo da capital da República. Termina o contrato de quatro meses. Voltar pra Campina Grande? Mais uma vez, contou com a sorte. Por meio de uma tabela especial do Ministério — o país ainda vivia o regime militar —, Luiz foi efetivado no instituto. Virou o rapaz que sabia se ia chover ou não, fazer frio ou calor, se a seca arrebentaria ou não. Só que agora com carteira assinada. “Comecei a fazer isso ao vivo para a tevê. Em pouco tempo, era o chefe da divisão técnica do centro de análise e previsão do tempo do Inmet”.

O menino de Jardim de Piranhas que aprendeu a ler e interpretar o tempo casou-se na terra de JK. Nasceram os dois primeiros filhos. Separou-se. Casou-se pela segunda vez. Mais um filho. Separou-se. Está no terceiro casamento, desta vez sem filhos. E se derrete ao falar dos meninos: “A mais velha passou pra jornalismo aqui, na UnB, e em Santa Catarina. Preferiu estudar fora. Ela sempre foi muito aplicada e inteligente. Os mais novos estão no segundo grau”.

E como ele sofre, o homem potiguar. “Desde menino, minha paixão foi o Botafogo. Ele já me deu muitas alegrias. Hoje, só sofro…” Em Campina Grande, onde virou adolescente, aprendeu a torcer pelo Campinense Grande, o time da juventude. “Tá na lanterna da Série B do estado”. Melhor parar por aqui…

Voltemos, pois, ao tempo. O miúdo Luiz se agiganta ao falar do assunto que lhe palpita a vida. “Quando eu era menino, o tempo era apenas o meu bem-estar. Assim que acordava, olhava logo pra janela. Sabia se ia dar ou não pra tomar banho no rio. Hoje, todo dia, quando acordo, continuo olhando da minha janela. É como se voltasse à minha infância…”

Hoje, porém, o menino não toma mais banho no rio. Para executar as atividades do tempo, além do trabalho da equipe de nove previsores, ele conta com supercomputadores, capazes de cálculos inimagináveis e análises sofisticadas de radares e satélites para montar os mapas do instituto. Viajou cinco vezes à Europa para fazer cursos na sua área. E revela, sem medo de errar: “Nossos índices de acertos para Brasília estão entre 90% a 95%. Podemos fazer uma excelente análise com até cinco dias de antecedência. É muito bom para uma semana. Em meteorologia não existe adivinhação. Os dados são científicos”. Cheio de orgulho, conta: “Recebemos o ISO 9000 (certificado de qualidade), com índices superior a 80% de acertos”.

Sobre as críticas que o instituto eventualmente recebe, ele manda um recado: “A gente não faz o tempo. Prevemos. Só atingiremos 100% de acertos quando a gente virar Deus”. Mas admite, também, que, há 20 anos, quando estava começando, os equipamentos eram obsoletos. “Os dados de que dispúnhamos eram reais, mas a interpretação deles dependia muito da subjetividade do previsor.”

Luiz é mais conhecido em Brasília do que nota de R$ 2 e do que seu Fiat Tempra branco 1995, carro que o leva e traz há 14 anos. “Aonde eu vou, a primeira pergunta que me fazem é se vai chover ou não. É o garçom no restaurante, na loja de parafuso, na padaria, na frutaria da 315 Sul, onde moro. Ouço e respondo com a mesma satisfação da primeira vez.” E explica por que, perguntando: “Você é capaz de citar uma atividade humana que não precisa de informação do tempo?”. Ligeirinho, ele mesmo responde: “É claro que não. O tempo se faz presente na agricultura, nos transportes de todos os tipos, na pecuária, na produção agrícola e na vida pessoal de cada um de nós”.

Mas a pergunta que ouve na rua é a que mais faz tocar o telefone do instituto. “Em casamento, é a primeira coisa que fazem. Em festas de criança, as mães chegam a perguntar se vai chover naquele dia no quintal da casa delas porque ali é o local do pula-pula. Tem gente que liga pra saber se pode pegar o avião sem susto. As pessoas perguntam tudo. É o tempo interferindo na vida delas”, observa, tinindo de contente.

Nos momentos de lazer, Luiz gosta de comer bem. E não dispensa um bom sarapatel na Feira do Núcleo Bandeirante ou uma carne de sol em algum restaurante nordestino de Brasília. Quando quer descansar, foge com a família para Olhos D’água, onde tem uma casinha. É lá que ouve o seu Gonzagão, o rei do baião, como gosta. “Tenho todos os discos dele, mas também escuto música clássica e uma boa MPB. Só não consigo escutar funk”, entrega.

Daqui a sete anos, Luiz se aposentará. Em quase 27 anos, nunca tirou licença-prêmio. Guarda-a para somar com o tempo final de serviço. Mas já planeja: “Vou comprar um jipe e sair pelo interior do Brasil, fotografando. Quero fotografar natureza e pessoas. Conhecer gente. Depois do tempo, fotografia é o que mais gosto de fazer”.

A primeira previsão meteorológica de que se tem notícia foi publicada no jornal A Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1917. Foi o marco. Era o grande acontecimento da época. O trabalho foi realizado com uma pequena rede meteorológica e uso de telégrafo. Hoje, 92 anos depois, muita coisa mudou. Existem supercomputadores, satélites e radares de última geração. Leitura precisa, beirando a perfeição. “Todos os dias, intuitivamente, assim que acordo, olho pra janela”, assume Luiz, o homem que fez do tempo um aliado.

 

 

2013:POPULAÇÃO ONLINE SERÁ DE 2.2 BILHÕES

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

 Por Stella Dauer

 

 

A empresa de pesquisas Forrester Research anunciou em um estudo que o número de pessoas conectadas à internet deverá crescer em 45% nos próximos 4 anos, praticamente dobrando a população que freqüenta a rede e alcançando os 2.2 bilhões. A notícia é do site USA TODAY .

 

Com o crescimento do número de usuários na Ásia, este se tornará o continente com o maior número de conectados, alcançando 43% do total. A China deverá ser o maior país online, com 17% dos internautas de todo o mundo, noticiou o site IT PRO .

 

Na Europa Oriental, países como a Rússia e a Turquia verão um crescimento de 8% e o continente africano, bem como o Oriente Médio terão um grande crescimento de 13% até 2013, com Egito, Iraque e Nigéria liderando o ranking regional.

 

Já os países ditos industrializados, apesar de continuarem crescendo, enfrentarão uma queda na velocidade da adesão de seus cidadãos à rede. Isso porque, de acordo com o blog Between The Lines do site ZDNet países como os Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Austrália e os pertencentes à Europa Ocidental já possuem grande parte de sua população conectada à internet, e deverão crescer apenas 1% a 3%.

E TRAÇO E TEÇO MEU TEXTO

domingo, 30 de agosto de 2009

 

Por Ronaldo Werneck

 

 

Brincadeira boboca, mas irresistível: Cataguases é uma cidade de primeira.  Passou a segunda, não tem mais graça: ela também passa. Para quem gosta de dirigir, é um desatino. Mal começa, ela acaba. Nem bem engrena, ela termina. Não importa se o carro é mecânico ou automático, se a gente passa ou não passa marcha, ou se as marchas é que nos passam: na primeira acelerada, ela termina. Ou determina marchas-lentas: surgem do nada um trem que é um trem de transtorno, motociclistas avoados, bicicleteiros que parecem esquecidos da vida, (di)vagando nas vias onde o trânsito deveria escoar.

Mas nem sempre escoa, eis que a cidade já exibe, orgulhosa, seus engarrafamentos na hora do rush. Coisas de metrópole: Cataguases tem mais auto(i)móveis que Nova York. Há controvérsias? Resolve-se num só instante: basta checar (por logaritmo, é claro) a proporção carro-habitante. É uma cidade que não pede prise. Talvez por isso não entre em crise. E sejam poucos os acidentes. Que assim seja.

Meia-volta-e-meia saio dela pelaí – assim ao vai-da-valsa, ao suingar-do-samba, ao roquear do rock, ao tarantantan-do-tango, ao bolero-pra-quê-te-quero. Quer dizer: som na caixa (de marcha). Para Astolfo Dutra, quando bate uma vontade já agora impossível de rever meu caro Luiz Linhares. Para Itamarati, porque me agrada a súbita assonância dessa “pedra-ita” que “amara a ti”. Para o Glória, distrito que torna masculina a vila-fazenda do Major Vieira, primeva e primorosa. Para Mirai, quando – mira aí, minha menina – batem saudades de laranjas maduras à beira da estrada, aquela fruta que não vai dar no “avarandado do amanhecer”, que isso é coisa do baiano Caetano, mas no pequenino manancial de mineiras reinações de Mestre Ataulfo Alves.  

Para Leopoldina, às vezes & quase sempre, que isso aqui é um festival de controvérsias – e não é? Logo que pra cá voltei, final do século passado, costumava ir pra lá de madrugada, tomar café. Ninguém acreditava que eu pegasse estrada noite adentro pra tomar café. “Tem mulher no meio”, diziam. Pra quem quiser, rimam café & mulher. Mas, não aqui: era café mesmo. Num velho bar perto da Rodoviária, há uma parada dos ônibus que trafegam pela Rio-Bahia. Ali, no Centenário – não falei que o bar era antigo? –, há (ou havia?) café expresso a noite inteira. Então, Leopoldina by night era/é café no Centenário e gostar de dirigir, guiar pra desanuviar, guiar quando o trabalho trava, botar o carro na estrada pra ver se a noite vem socorrer meu texto. Sim, eu dirijo escrevendo.

Ou escrevo dirigindo. Sempre que o texto entala, pego o carro e saio por aí a pensar na morte da cachorra ou na do Ulysses Guimarães. Sim, no insondável mistério da morte direta e já. No súbito desaparecimento do Doutor Ulysses. E na pergunta sem resposta que me fez Tia Dalila, lá se vão mais de quinze anos. Internada no Pronto-Cordis, segurando-se no alto de seus quase noventa anos, Lilila vira-se pra mim no meio da noite, assim como quem não quer nada: “Meu filho, o mar devolve tudo que nele jogamos, não é? Então por que até hoje não devolveu o Ulysses Guimarães?”.

Ó mar, ó mar, porque até agora nada do velho Ulysses voltar? Nada o Doutor Ulysses? Nada? Sigo eu me perguntando estrada afora, enquanto me anoiteço e me aconteço de encontro ao acaso, e torço e traço e teço meu texto. Som ligado, a voz de Cartola me inunda de poesia, e à estrada, e à noite perto da Aurora: “Deixe-me ir preciso andar/ Vou por aí a procurar/ Quero assistir ao sol nascer/ Ver as águas dos rios a correr/ Se alguém por mim perguntar/ Diga que eu só vou voltar/ Depois que eu me encontrar” .

Então, Cataguases está logo ali, no clarão da antemanhã E não há mais controvérsias: ela é um só entrecruzar de fronteiras eruditas e automobilisticamente semoventes, com ou sem marchas. De tudo um trem, um traste, um apito, um muito alto grito. Tudo fora dos trilhos: drama, geografia, manhã, etimologia, música, poesia. Como este texto, essas palavras que escapam ao meu domínio. Um cicio, um sussurro em fuga, quase algaravia. Uma reta, uma canção que se segreda. Uma curva, uma história que surge e some.

PALOCCI,CRÔNICA DUMA ABSOLVIÇÃO ANUNCIADA

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De Y! Posts

Brasilia — O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) deve se livrar nesta semana, no Supremo Tribunal Federal (STF), da suspeita de que teria ordenado a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o que ajudaria seus planos políticos para o ano que vem. Por tabela, também deverão se livrar da acusação o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Jorge Mattoso e o ex-assessor de imprensa de Palocci no Ministério da Fazenda, o jornalista Marcelo Netto, suspeitos de envolvimento na quebra do sigilo.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a maioria dos ministros vai concluir que não há provas materiais de que Palocci tenha mandado subordinados quebrarem o sigilo do caseiro. Em 2006, Francenildo revelou ao jornal O Estado de S. Paulo, em entrevista exclusiva, que Palocci frequentava reuniões com lobistas numa casa em Brasília.

Uma decisão do STF concluindo pela inocência de Palocci ajudaria seus planos políticos. O deputado do PT é considerado uma espécie de “curinga” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, é cotado tanto para substituir o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro - que assumirá uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) -, como para ser candidato ao governo de São Paulo.

Em entrevista dada ao jornal, o caseiro disse que Palocci frequentava as reuniões em uma mansão em Brasília nas quais ocorriam partilha de dinheiro que chegava numa mala. Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, ele afirmou que Palocci era chamado no local de “chefe”. Dias depois da entrevista, Francenildo teve sua conta na CEF violada. Surgiram suspeitas de que a quebra do sigilo tinha sido determinada pelo ministro da Fazenda. Como consequência, Palocci, na época um dos principais ministros da equipe de Lula, caiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

O CASO DO HOMÔNIMO

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Recebi e-mail do jornalista Isaac Ribeiro, repórter do Caderno Viver jornal Tribuna do Norte, pedindo-me para esclarecer quer o homônimo citado em matéria que escrevi sobre o festival gastronomico de Martins não é ele. Trata-se do galerista, como está citado na matéria, que organizou a mostra de artes plásticas dentro do programa “Assembléia Cultural”.

Peço desculpas pela demora em fazer este esclarecimento. É que o e-mail me passou despercebido.

DUQUE ARQUIVA AÇÃO CONTRA VIRGILIO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

De Y! Posts

Brasilia — A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) afirmou hoje que o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), decidiu pelo arquivamento da denúncia apresentada pelo PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Virgílio é acusado de manter em seu gabinete um funcionário fantasma, de pedir empréstimo ao ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para pagar despesas pessoais e de ter usado indevidamente o plano de saúde do Senado para tratamento da mãe (já falecida).

Duque protocolou o seu despacho sobre a representação contra o parlamentar tucano na Mesa Diretora à tarde. Pouco antes, o presidente do Conselho de Ética havia afirmado que a representação contra Virgílio é mais bem fundamentada juridicamente do que as onze ações registradas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), arquivadas na semana passada.

PORTALEGRENSE OBTÉM PREMIO DE ECONOMIA

sábado, 8 de agosto de 2009

 

 Divulgação

 

 

Pau dos Ferros – O Campus Avançado Maria Elisa A. Maia, de Pau dos Ferros, divulga a seguinte nota de interesse da comunidade acadêmica:

 

“Prezado/a colega do Curso de Ciências Econômicas do CAMEAM,

CC a todos os que fazem este Campus Universitário .

 

“Vimos PARABENIZAR a aluna concluinte do Semestres 2008.2 do Curso de Economia do CAMEAM, Maria de Fátima Fernandes  Diógenes, de Portalegre, por ser a grande vencedora do Prêmio RN/2009 de Economia, e todos os que fazem esse Curso pela nobre conquista e por abrilhantar, com resultados como esses, todos os que o CAMEAM e a UERN.

 

“Parabenizamos, ainda, e também em especial, o Prof. Ronie Cléber de Souza , do Departamento de Economia do CAMEAM, pela contribuição direta no sucesso desse trabalho.

 

“Em nome de todos que fazem o CAMEAM, registramos os nossos PARABÉNS e nossos DESEJOS de que sucessos como esse possam se repetir no Curso de Economia e em todos os demais Cursos do CAMEAM/UERN.

 

Prof. Gilton Sampaio de Souza

Profa. Joseney Dantas de Queiroz

Diretor e Vice-Diretora do CAMEAM/UERN”

BANCO DO BRASIL AO DEUS-DARÁ

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Mossoró — a agencia do banco do Brasil, localizada à Avenida Alberto Maranhão, em Mossorpo, está sem condições de prestar bons serviços. Seu autoatendimento é dos piores e completamente inadmissivel numa agencia do seu porte.

Falta-lhe logistica e manutenção e, sobretudo, fiscalização da Promotoria de defesa do Consumidor, que em Mossoró lembra mais o infernod escrito por Dante: se existe, não funciona. Dos 13 caixas automáticos, oito têm o seu uso restrito a consultas, depósitos e emissão de cheques; seis funcionam apenas para saques, pagamentos e consultas, mas, desses, apenas quatro funcionam e um deles, às vezes dois em dias de pique, destinam-se aos idosos, deficientes e gestantes.

Há dois anos e seus meses vivendo em Mossoró, tenho observado que os caixas automáticos quando se quebram levam em ´média seis meses para serem consertados…

Não sei o que faz o gerente geral da agencia, sr. Ivan Brito, que não toma providencias nem cuida do conforto dos usuários dessa grande e desengonçada repartição pública que tem decaido a olhos vistos sob o governo do presidente Lula. Diante da sua habitual displicencia, ficoi pensando que ele só pode ser “o peixinho” de algum politico influente, para se lixar desta maneira para os usuários dos serviços do banco e ao mesmo tempo zombar da existencia da promotoria especializada e visivelmente inoperante..