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PODIA TER SIDO COM VOCÊ

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Marina: Serra e todos brasileiros estão ‘vulneráveis’

agestado

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, disse hoje sentir-se vulnerável diante da sucessão de sigilos quebrados dentro da Receita Federal. Para ela, o órgão vive uma situação de “descontrole”. “Eu estou também vulnerável, como o governador Serra, sua família, seus companheiros e todos os brasileiros”, afirmou, após encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, na capital paulista.

Dados fiscais de pessoas ligadas ao candidato do PSDB, José Serra, foram vazados em agências da Receita Federal, em São Paulo. O tucano tem culpado a campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Questionada de quem seria a responsabilidade pelos vazamentos, Marina evitou polemizar. “Serra está fazendo acusações. Ele deve ter elementos para isso. Eu não vou fazer nenhum prejulgamento”, disse.

Segundo Marina, os fatos não devem ser vistos apenas com viés eleitoral. “Não podemos admitir que essas coisas sejam tratadas pelo olhar do interesse político de A ou de B. Há um sociedade que precisa ser protegida. Se qualquer sigilo foi quebrado por uma ação política, isso é de uma gravidade que a Justiça Eleitoral terá de se pronunciar.”

A candidata voltou a cobrar explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o caso. “Entre a posição de vítima do governador Serra e a omissão do ministro da Fazenda, há uma sociedade que merece explicações do ministro e uma punição enérgica em relação a esse caso”, disse.

Diferença
Após ter dito ontem que a diferença entre ela e Dilma era de “uns quilinhos a mais”, Marina voltou a se desculpar pelo comentário feito em sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo e tentou se distanciar, por outros motivos, de seus adversários.

“Dilma e Serra são muito parecidos. E eu não sou parecida nem com ela nem com o Serra. Eles têm uma visão desenvolvimentista. Não são capazes de pensar o meio ambiente e o desenvolvimento como partes de um mesmo processo”, afirmou.

CAMPO MINADO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

UFRN instala comissão de prevenção e combate de drogas no Campus Universitário

Agecom

O consumo de drogas é considerado hoje um problema grave que atinge todas as camadas sociais do país e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como forma de combater o aumento do consumo de drogas no âmbito universitário, instalou nesta quarta-feira, primeiro de setembro, a Comissão Interdisciplinar de Prevenção e Combate a Drogas Lícitas e Ilícitas no Campus Universitário.

Para compor a Comissão foram convocados membros representantes do Departamento de Serviço Social, Diretório Central dos Estudantes (DCE), Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Departamento de Comunicação Social (DECOM), Departamento de Assistência ao Servidor (DAS), e a Divisão de Segurança Patrimonial. O grupo será presidido pelo professor do curso de Serviço Social, João Dantas Pereira.

A reunião de instalação da Comissão foi aberta pela vice-reitora, Ângela Cruz que destacou a importância da iniciativa. “A UFRN é uma Instituição atuante em várias áreas do conhecimento, logo precisa desenvolver ações específicas para combater esse problema que se alastra em nossa Universidade.

A Comissão visa a oferecer prevenção e cuidado para as pessoas usuárias de drogas”, afirma. Segundo ela, a criação da comissão está prevista na Resolução Nº 053/2009, do Conselho de Administração (CONSAD), que regulamenta procedimentos administrativos de prevenção e combate a drogas lícitas e ilícitas no âmbito da UFRN.

Ângela Paiva lembrou que as primeiras reuniões para discutir a prevenção e combate ao uso de drogas na Universidade datam de 2007, quando o reitor Ivonildo Rêgo se reuniu com diretores de centros acadêmicos, que solicitaram providências urgentes. “A Universidade passava por um momento bastante grave”, destacou a vice-reitora, que disse ser esta uma questão prioritária da Instituição.

COMISSÃO

Sob a presidência do professor João Dantas, do Departamento de Serviço Social, a comissão é composta pela assistente social Adelaide Maria Morais Avelino, e pelo servidor Sérgio George de Oliveira, do Departamento de Assistência ao Servidor (DAS); professor Aryovaldo de Castro Azevedo Júnior, do Departamento de Comunicação Social; enfermeira Juçara Machado Sucar e psicóloga Letiene Pessoa de Medeiros, do Hospital Universitário Onofre Lopes; o aluno Thomas Kefas de Souza Dantas, do Diretório Central dos Estudantes; e os servidores Rubens Matias de Sousa e Moisés Alves e Souza, da Divisão de segurança da UFRN.

O professor João Dantas também ressaltou que o grupo pretende desenvolver ações eficazes em três vertentes: prevenção, tratamento e repreensão. “Precisamos do engajamento da Universidade como um todo, pois se trata de um problema social que atinge não só alunos como também servidores”, diz.

Os procedimentos adotados para atuação da nova Comissão, segundo a resolução do CONSAD, vão contemplar ações sistemáticas de prevenção, como campanhas publicitárias permanentes, cujo roteiro foi apresentado durante a reunião, realização de eventos na Semana Nacional Antidrogas, palestras, seminários, debates, institucionalização de parcerias com a Secretaria Estadual de Defesa Civil, Conselho Estadual de Entorpecentes (CONEN) e outras entidades afins. Além dessas, haverá ações de tratamento, por meio do apoio psicossocial e clínico aos usuários, e de repreensão através do combate à aquisição, guarda, depósito, transporte ou porte de substâncias entorpecentes nas instalações da UFRN.

AS NOTICIAS QUE SABEMOS E AS QUE NÃO

sábado, 28 de agosto de 2010

Do Blog do MR. X

Na verdade os fatos indicam que realmente há uma grande coordenação da esquerda a nível continental, e a presença de Zelaya no mais recente encontro do Foro de São Paulo é apenas a última prova. Quando é que uma conspiração torna-se verdade, quando sai no jornal?

Lembram do acidente aéreo em Katyn, que matou toda a cúpula do governo polonês, justamente no aniversário do massacre soviético? Pois agora certas notícias indicam que os russos não estariam colaborando com as investigações — ao contrário, estariam atrasando tudo e talvez tentando ocultar certos fatos.

O que aconteceu afinal? Não sabemos e talvez nunca saibamos. Como dizia Churchill, a Rússia é uma charada envolta em mistério dentro de um enigma.

Isso me faz pensar sobre todos os eventos sobre os quais nada sabemos. Não é preciso ser um louco ou um teórico da conspiração para desconfiar das notícias que saem no jornal. É natural que estas atendam a certos interesses, e que os jornalistas são em sua grande maioria bocós que nada mais fazem do que reproduzir parcialmente os eventos sob a ótica da moda, que hoje é o progressismo politicamente correto. É ingenuidade acreditar em tudo o que se lê no jornal.

Ao mesmo tempo, os sites de teorias da conspiração tampouco são confiáveis, e portanto ficamos num limbo, sem poder acreditar no que lemos na Grande Mídia mas tampouco sem ter respostas alternativas verificáveis. Corremos o risco de querer usar um tin foil hat e passar a acreditar em teorias conspiratórias sobre planos para destruir a humanidade com o “vírus da gripe suína”, que na realidade sumiu das notícias e matou menos do que uma gripe comum.

Lembram do terrorista líbio acusado do ataque de Lockerbie, solto pelas autoridades por “piedade”, já que estava com câncer e “morreria em três meses”? Já faz mais de um ano, e ele não só ainda está vivo como os médicos garantem que deve viver mais de uma década (se o Mossad não o pegar); é possível que nem mesmo tenha câncer.

A explicação agora é que teria havido um acordo do governo britânico e da British Petroleum com a Líbia para a exploração de petróleo no país árabe, e uma das condições dos líbios era a liberdade do seu “herói”. Conspiração ou realidade?

As teorias da conspiração surgem quando temos pouca informação a respeito de certos assuntos, ou quando a informação oficial contradiz os fatos visíveis. Por exemplo, há muitas teorias de conspiração sobre Obama — mas qual a razão? Obama jamais revelou grande parte da documentação sobre sua vida, dando margem a todo tipo de especulação.

Quem chega a questionar alguns desses mistérios é acusado de “birther” ou paranóico, mas quem gerou o mistério foi o próprio Obama e seus amigos ao não divulgar a informação.

A mídia chama de loucos ou ignorantes os 20% de americanos que acreditam que Obama seja muçulmano (apenas 34% acreditam que seja cristão, na sua posse eram 43%). Mas comparem o que ele fala sobre o Islã e o que ele fala sobre o Cristianismo, e vejam se parece um cristão falando.

No Brasil, a promíscua relação entre PT, Farc, Cuba e demais comunistas do continente latinoamericano também dá margem a supostas “teorias da conspiração”, mas na verdade os fatos indicam que realmente há uma grande coordenação da esquerda a nível continental, e a presença de Zelaya no mais recente encontro do Foro de São Paulo é apenas a última prova. Quando é que uma conspiração torna-se verdade, quando sai no jornal?

Voltando ao acidente na Polônia, o que sabemos é que a causa oficial é de falha do piloto causada pela neblina. A transcrição oficial do diálogo dos pilotos parece confirmar o problema. No entanto, um avião repleto de jornalistas teria pousado no mesmo aeroporto apenas 40 minutos antes sem problemas.

Um estranho vídeo amador supostamente realizado minutos após o acidente parece mostrar uma execução de sobreviventes. Para falar a verdade, parece-me fake. Achei o vídeo confuso e não consegui ver nada claramente, mas os tiros podem ser ouvidos. Há rumores de que o autor do vídeo teria sido assassinado a facadas dias depois.

O vídeo é fake ou real? Foi mesmo assassinado seu autor? O que realmente aconteceu no dia 10 de abril de 2010?

Não sabemos. Nunca saberemos. Chamem os agentes Mulder e Scully. Ou pelo menos a Scully.

A LOBA E O RAPOSÃO

domingo, 15 de agosto de 2010

Se não gostas do Serra vote na Marina, Dilma é um perigo à liberdade

Por Nelson Motta

Usar de todos os meios para derrubar a ditadura e convocar eleições gerais livres e abertas a todos os partidos.

Seria patriótico e democrático, se não fosse mentira. O objetivo da luta armada no Brasil era trocar uma ditadura por outra, baseada na revolução cubana. Zé Dirceu, Dilma e Tarso Genro se orgulham disto.
Cegos de fé, juventude e generosidade, sonhavam com uma ditadura legitima, do bem, porque
do povo, do proletariado. Também acreditei nisto, como muitos jovens oprimidos e ingênuos, até que a razão, os fatos e a história me convenceram do engano.

Mas uma loba guerrilheira nunca vai admitir que, além de um erro estratégico e político, a sua luta e o sacrifício de tantos companheiros eram para instituir uma ditadura socialista no Brasil. Dirá que foi pela liberdade do povo. A mesma que os cubanos têm hoje? Ninguém ousa lhe perguntar.

Muitos dos seus ex-companheiros de armas, graças à democracia, ocupam postos importantes no governo, e reconhecem que a luta armada foi um erro de avaliação, talvez por excesso de juventude e generosidade. Mas ela nunca reconhecerá, nem que a vaca tussa.

Ela não abandonou o barco nem fugiu da luta, não avaliou que seu sacrifício e de tantos companheiros poderia se voltar contra eles, como uma greve de fome, e até atrasar o processo de redemocratização. Mas, para versões bolcheviques de velhos hippies de rabo de cavalo, parece que o sonho não acabou.

Cordeiro em pele de lobo, Lula, o raposão, jamais sonhou com uma cubanização do Brasil. Cresceu e se desenvolveu como sindicalista por sua inteligência e capacidade de negociação. Loba em pele de loba, ela se acostumou a planejar e a mandar - e obedecer ao chefe - no que deve ser competente: é condição indispensável a uma gestora de gestores.

Lula também tem um lado lobo, quando esbraveja e bravateia nos palanques, mas deve as maiores conquistas do seu governo, e sua popularidade, à sua formação e aptidão de grande negociador, que o levou a harmonizar partidos, corporações e interesses conflitantes para o sucesso de seus programas
econômicos e sociais. Mas a loba ama a luta.

NELSON MOTTA é jornalista.

ATENÇÃO, POETAS

sábado, 14 de agosto de 2010

2º Concurso Nacional de Poesia do SINTEPE

O Sintepe – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco está comemorando 20 anos de existência. E está programada uma série de eventos para comemorar a data. Um deles é a segunda edição do seu Concurso Nacional de Poesia, coordenado pelo Interpoética. O concurso terá premiação em dinheiro aos primeiros colocados e posterior publicação em livro das obras selecionadas.

Este ano o concurso será temático, abordando as duas décadas de luta do sindicato e também assuntos ligados à educação, entre eles a democratização ao acesso e melhores condições de ensino. A estimativa é que o número de participantes deverá dobrar nesta edição 2010, que segue a mesma diretriz de premiação da versão anterior, com as categorias Público em Geral e Trabalhadores em Educação da Rede Estadual de Pernambuco.

Os poemas devem ser entregues em três vias sob pseudônimo, de 16 de agosto a 16 de setembro, na sede do Sintepe – Rua General Semeão, 39, Santo Amaro, Recife. Válidas também inscrições pelos correios, desde que obedecido o prazo de entrega. A divulgação dos vencedores será no final de outubro. Maiores informações no site do sindicato www.sintepe.org.br e no Portal Interpoética: www.interpoetica.com. Ou pelo fone: (81) 21278850.

PERIGOSO DIVINO MARAVILHOSO

domingo, 25 de julho de 2010

Transcrito do NOVO JORNAL

Por Franklin Jorge

Apesar dos anos decorridos desde então, lembro-me ainda do estranhamento que resultou de ouvir a musica de Caetano Veloso pela primeira vez. Creio que foi em 1966 ou 69, quando passando férias no Ceará-Mirim o ouvi tocado no rádio ao passar diante de uma casa desconhecida à Rua Meira e Sá.
Parei para ouvi-lo, sem saber ao certo o que ouvia, tão novo e inesperado me pareceram aquela melodia, aqueles versos e aquela voz que fugiam inteiramente ao convencional.

Um fenômeno, pensei, certo de que participava de um grande acontecimento estético que teria reflexos em minha própria concepção de arte em processo.
Em todo caso, seria o elemento surpreendente, novo e inovador que incrementaria o humanismo que me tocava, por tradição e índole. Como todo jovem, eu era também pretensioso e audaz em minha busca do belo e do bom, como diriam os tomistas…

Respaldado por vastas e criteriosas leituras e norteado pela filosofia, ao contrário da maioria dos nossos artistas que atuam de maneira intuitiva, Caetano abria novas perspectivas musicais, porém naquele momento o que me tocou foi o inusitado da sua criação que inovava sem destruir a herança das gerações que o antecederam, ao apropriar-se e expandir a seu modo, ou seja com a marca da sua carismática personalidade artística, a herança de seus antecessores, como eu perceberia depois, alguns anos depois, ao refletir sobre o seu legado que vai além da criação musical.

Enquanto em Natal pseudo-literatos inoculados pelo vírus da “vanguarda” tentavam destruir em praça pública a obra cascudiana, por considerá-la o símbolo do passadismo e do oficialismo, Caetano incorporava ao seu repertório o que aprendera com os mestres, dando-nos o valioso exemplo de que só tem futuro quem compreende e respeita a tradição, que já foi descrita como uma espécie de cadeia da qual todos nós somos os elos - através dos quais a sabedoria e o conhecimento são incorporados a um todo universal e acessível a que podemos chamar de experiência feito.

Passei desde então a seguir os passos desse baiano perigoso, divino e maravilhoso que, apesar de sua modéstia, dava inicio a uma verdadeira revolução estética que a tudo deglutiu sem pudor e sem acanhamento, resultando numa expressão cosmopolita a que chamamos, por causa da sua vocação para a explosão e a síntese, de Tropicalismo. Uma obra, enfim, que o justificaria no futuro, como desejaria todo artista cônscio do que cria.

Eis o que escrevi, alguns anos depois, revivendo esse momento inefável de descoberta e que pode ser lido na reedição do meu “Fantasmas Cotidianos”:

“Ao ouvir Caetano pela primeira vez, senti uma viva reação não específica, talvez próxima do entusiasmo dionisíaco.

“Esse acontecimento estético representou uma espécie de rito de passagem para o adolescente maravilhado e incrédulo que parava no Ceará-Mirim. Ao fruí-lo, com a intensidade de meus sentidos alertas, persuadi-me de que essa seria uma das experiências mais reveladoras de minha vida pretérita e futura.

“Desde então, de modo imperativo e difuso, senti que a vibração dessa música exasperada pela inteligência, carismática e algo protéica, ajudaria o futuro a tomar forma.

“Caetano logo difere do criador cego. E, decidido a transformar a volúpia em canções que são a mais viva prova da sua imortalidade, reivindica a importância, para o artista, do descontentamento.

“Domina-o uma sede insaciável de tudo o que se encontra mais além, e que, na brevidade fecunda da sua arte alegre e comunicativa, irradiadora de um encanto hipnótico, revela a vida”.

E, noutra página do mesmo livro, acrescentei:

“Quando o ouvi pela primeira vez, tocando no rádio, fui arrebatado por aquela estranha e poderosa vibração, inspirada aos jovens somente pela descoberta do primeiro amor. Amigos meus – mais bem informados das novidades musicais – sentiam-se, como eu próprio, algo desnorteados e ao mesmo tempo exaltados pelos carismas dessa música que nos abria de maneira imprevista e absorvente novas perspectivas estéticas, aparentemente sem nenhuma ligação com as obviedades da “Jovem Guarda” e do “iê iê iê”.

“Desde o primeiro momento em que ascendeu e brilhou no céu musical, Caetano Veloso impôs um estilo personalíssimo que passou a valer como uma assinatura e que aparentemente não devia nada a ninguém, a não ser, talvez, ao intimismo bossa-novista. Assim, com sua generosidade inigualável, ele nos fala através de sua arte do que é substancialmente seu, por amor e assimilação.

“Como Proteu, divindade egípcia que se transforma a cada instante, era Caetano, naquele momento e para sempre, tudo o que não prevíramos e que, à sua maneira performática de compor e cantar, resumia e ampliava nossos mais secretos anseios estéticos de jovens marcados por um profundo existencialismo.

“Gentil e sedutor como um pecado venial, seu talento prevalece sobre os tormentos da inquietude, ao compor com sua arte um hino gratulatório que desmoraliza o feroz contentamento de si a que vulgarmente chamamos de egoísmo, infundindo-nos, assim, não motivos de consolo, mas a força necessária à expressão da virtude.

“Intrépido ator da história, sua arte põe em questão a dimensão política ao revelar-nos, segundo uma concepção musical que é também uma complexa operação lingüística, um grande poeta da inteligência, do prazer e da liberdade.

“Vivendo então sob o jugo de uma nascente ditadura militar que prendia, batia e arrebentava, os mais perspicazes de nós sabíamos ou intuíamos com um certo temor que não teríamos futuro se a arte não pudesse promover a única revolução aceitável – a revolução pela aquisição da cultura. Uma revolução que, redimensionando a política, restituísse ao homem a liberdade e o direito à livre expressão e à auto-estima.

“Caetano vai além dos Beatles e nos dá com a sua arte poética e musical um sentido e um norte, num momento em que nos sentíamos quase todos frustrados em contato com as incertezas da vida prática.

“Tendo surgido de repente sob o signo do inconformismo, da lucidez e da lúdica, revelava-se um criador cosmopolita com a vocação da explosão e da síntese que identificam o Tropicalismo.

“Autor de formulações novas, capaz de perceber e proclamar que nem só de pão vive o homem, mas também de tolerância, diversão e arte, Caetano cria o primeiro e o único grande estranhamento da música popular brasileira. Desde então, em cada uma das suas novas invenções subseqüentes, tem afirmado uma vitalidade inesgotável que o coloca entre os criadores da nossa modernidade”.

O ANJO DE NATAL
O “Anjo Azul”, monumental escultura que pode ser vista por todos os que trafegam pela avenida Hermes da Fonseca, no Tirol, está com os dias contados.

Ícone e cartão de visitas da galeria homônima - que deve fechar em breve, segundo noticiário veiculado na Internet -, a obra de Jordão passou a fazer parte da paisagem urbana de Natal, cidade em tudo marítima e celeste.

Quem a idealizou o fez de maneira generosa, ao colocá-la ali, à vista de todos, para usufruto geral dos que se surpreendem ou se encantam com a arte desse singular criador, por muito tempo vivendo submergido no pior dos anonimatos – aquele que resulta de ser anônimo na terra onde vimos a luz pela primeira vez…

A informação que circula diz que a obra será demolida e, como tal, transformada em escombros. Que não seja assim, espero: pois quem teve a sensibilidade de idear um anjo para guardar o seu negócio, há de ter a grandeza de, em vez de transformar o anjo em poeira inútil, doá-lo, talvez, ao Parque da Cidade ou a qualquer outro espaço público de Natal onde possa continuar a ser admirado e querido por todos.

Daqui, faço um apelo ao seu proprietário: preserve o anjo! O Anjo tutelar de Natal.

PROVA DOS NOVE

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Por Ucho Hadadd - ucho.info

Que o PT sempre teve carência de quadros, em qualidade e quantidade, para assumir a responsabilidade de comandar uma nação todos sabiam. É fato que há respeitadas e honrosas exceções, mas a maioria abusa da falta de bom senso, que se torna ainda maior por conta do poder.

Como tem insistido o ucho.info nos últimos dois dias, o candidato a vice na chapa de José Serra vem provocando enorme incômodo no entourage da campanha de Dilma Rousseff. O que mostra que Índio da Costa apresenta bom desempenho como catalisador da ira petista.

O mais novo ataque ao deputado federal pelo Democratas do Rio de Janeiro partiu do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo da Silva, que foi escalado para rebater as acusações de que o PT tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.

Fazendo jus à falta de compostura que o emoldura, Paulo Bernardo usou adjetivos como “idiota” e “despreparado” ao destilar seu veneno na direção do vice do presidenciável tucano. “O comportamento desse rapaz mostra que ele não está preparado. É uma pessoa despreparada e é ruim inclusive para o candidato da oposição colocar uma pessoa que se comporta como idiota, porque, francamente, o comportamento dele é um comportamento de idiota”, declarou o ministro.

O PT pode espernear à vontade por conta das declarações de José Serra e Índio da Costa, ao mesmo tempo em que o presidente do partido, José Eduardo Dutra, pode acionar a Justiça quantas vezes quiser, pois a relação com as Farc é inegável por vários motivos. O primeiro deles é de fácil constatação e está muito próximo do presidente Lula da Silva. A Presidência da República contratou, em 2009, Angela Maria Slongo, mulher do padre Olivério Medina, representante das Farc no Brasil. Atualmente ela dá expediente no Miistério da Pesca. Ou seja, de chofre a gritaria petista já perde força.

No site do Foro de São Paulo há outra prova dessa incestuosa relação. Na página “Partidos Miembros” é possível encontrar os que fazem parte do grupo. E entre tantos lá estão o partido dos Trabalhadores e as FARC, como destaca o brilhante jornalista Carlos Brickmann.

Para fazer com que a vuvuzela rouge que ronca no Palácio do Planalto diminua o tom, o Youtube tem em seus arquivos um vídeo de um encontro do Foro de São Paulo realizado em 2009, no Uruguai, em que as FARC e o PT são citados como membros fundadores do grupo. Lá estiveram alguns petistas históricos, como Marco Aurélio Garcia, José Eduardo Cardozo, Valter Pomar, Nilmário Miranda e Raul Pontes.

Vídeo
Se mesmo assim a revoltada horda petista não se convencer, não custa lembrar que por ocasião da recente libertação de alguns prisioneiros das FARC, a organização narco-guerilheira convocou Marco Aurélio Garcia para servir de testemunha.

Mas as provas não param por aí. Na corrida presidencial de 2006 surgiu a informação de que as FARC teriam doado US$ 5 milhões à campanha de Lula da Silva, que à época tentava a reeleição. O assunto foi negado pelo Palácio do Planalto, até porque ninguém seria insano de confirmar, mas na Abin há quem garanta que é tudo verdade.

Mesmo assim, alguns petistas podem carecer de provas adicionais. Não é de hoje que o crime organizado mantém estreitas ligações com as FARC. Tanto é verdade, que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi preso na selva colombiana após meses de convívio com os narco-terroristas. Uma das organizações criminosas que se relacionam continuamente com as FARC acionou seus integrantes em 2006 para pedir votos ao então candidato a deputado federal José Genoíno. A polícia paulista interceptou telefonemas que não deixam dúvidas dessa relação umbilical.

Por fim, o ex-líder das FARC, Raúl Reyes, morto em março de 2008, escreveu ao presidente Lula da Silva, em 2002 e 2003, sugerindo que o vereador Édson Antônio Albertão, do PT de Guarulhos, fosse o elo entre a organização e o governo do petista.

É verdade que não se pode esperar muito de um ministro de Estado que no início de seu convívio com o Twitter utilizava o microblog para anunciar ao mundo os seus bebericos, mas Paulo Bernardo, que não é nenhum descendente de Aladim, deve ser lembrado da importância do cargo que ocupa com forma de evitar declarações estapafúrdias.

Resumindo, o PT e as FARC não são xifópagos, mas certamente são irmãos gêmeos.

DE ARREPIAR

terça-feira, 13 de julho de 2010

DA GAZETA DO POVO,
De Curitiba

NOTÍCIAS
Data: 10/06/2010.
STF paralisa investigações criminais na Assembleia

A decisão, tomada na segunda-feira pelo ministro José Antonio Dias Toffoli, consta de uma liminar a qual a reportagem teve acesso na íntegra, com exclusividade.

A suspensão da investigação tem caráter provisório e deve ser apreciada pelo plenário do STF para ser mantida ou revogada. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer.

Além do trancamento da investigação, a liminar suspende também a tramitação da ação penal contra três ex-diretores da Assembleia acusados de participar de um esquema de desvio de recursos do Legislativo: Abib Miguel (ex-diretor-geral), José Ary Nassiff (administrativo) e Cláudio Marques da Silva (de pessoal).

Os três foram denunciados pelos MP pelos crimes de formação de quadrilha, desvio de dinheiro público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Toffoli, porém, manteve preso Abib Miguel, o Bibinho. Mas isso pode mudar em breve. O ministro não concedeu a soltura de Bibinho porque a defesa dele não protocolou, no processo, a comprovação de que o ex-diretor-geral está de fato preso.

Ainda na noite de terça-feira, o advogado de Bibinho, José Roberto Batochio, anexou à ação o mandado de prisão de Bibinho e pediu a imediata libertação do cliente. Até o fechamento desta edição, o pedido de soltura de Abib Miguel ainda não tinha sido apreciado por Toffoli.

A tendência é de que o ex-diretor seja solto, já que o ministro acolheu o argumento de Batochio de que o Ministério Público Estadual (MP) não teria competência legal para investigar o caso.

Toffoli entendeu que as investigações dos “Diários Secretos” são desdobramentos da apuração, pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal, do chamado esquema gafanhoto, que veio a público em 2008. Como o caso gafanhoto envolve deputados federais, a competência de investigação e julgamento é do STF. O Supremo já tem um inquérito aberto para investigar o caso gafanhoto.

NOTÍCIAS
Data: 11/06/2010.
Supremo manda soltar Bibinho e outros dois ex-diretores da AL
O ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar ontem três ex-diretores da Assembleia Legislativa do Paraná (AL), detidos sob a acusação de participarem de um esquema de desvio de recursos públicos da Casa. A ordem de soltura beneficia Abib Miguel (o Bibinho, ex-diretor-geral), José Ary Nassiff (ex-diretor administrativo) e Cláudio Marques da Silva (ex-diretor de pessoal).

Até o fechamento desta edição, às 23h30, não havia a confirmação de que os acusados foram de fato soltos. A decisão de Toffoli é liminar. Ou seja, tem caráter provisório. O Ministério Público Estadual (MP), que pediu a prisão dos ex-diretores, pode recorrer da decisão ao plenário do próprio Supremo, formado por mais dez ministros.

A ordem de soltura de Toffoli também se estende ao funcionário comissionado da Assembleia Daor Afonso Marins de Oliveira – igualmente envolvido no escândalo que ficou conhecido como Diários Secretos. Oliveira, porém, nunca chegou a ser preso. Ele estava foragido.

Os quatro respondem a processo pelos crimes de desvio de dinheiro público dos cofres da Assembleia, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo o MP, o grupo do qual eles faziam parte pode ter desviado mais de R$ 100 milhões dos cofres da Assembleia por meio da contratação de servidores fantasmas e laranjas – algo que era ocultado da população por meio de empecilhos ao acesso aos diários oficiais do Legislativo criados pela própria Casa.

NOTÍCIAS
Data: 12/06/2010.
Acenando para policiais, Abib deixa a prisão após 49 dias
Bibinho, no banco do carona de um BMW prata, deixou o quartel da PM onde estava detido cumprimentando os policiais, por volta das 16 horas

Depois de 49 dias preso, o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, o Bibinho, deixou ontem à tarde o quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no bairro Rebouças, em Curitiba, onde estava detido. Acompanhado do advogado Alessandro Silvério, Bibinho saiu do quartel por volta das 16 horas numa BMW prata acenando para policiais militares.

O ex-diretor da Assembleia é acusado pelo Ministério Público Estadual (MP) de chefiar uma quadrilha que pode ter desviado mais de R$ 100 milhões da Assembleia. O esquema consistia na contratação de servidores fantasmas e laranjas e a ocultação disso por meio de dificuldades criadas para o acesso aos diários oficiais da Assembleia.

A determinação para soltar o ex-diretor partiu do ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A revogação da prisão preventiva de Bibinho foi expedida na quinta-feira. A decisão também beneficiou José Ary Nassiff (ex-diretor administrativo da Assembleia), Cláudio Marques da Silva (ex-diretor de pessoal) e o ex-funcionário do Legislativo Daor Afonso Marins de Oliveira. Segundo o MP, os três faziam parte do mesmo esquema de desvio de dinheiro, que ficou conhecido como escândalo dos Diários Secretos.

Nassiff deixou ontem à tarde a sede do quartel da PM, onde também estava detido, assim como Bibinho. Já Marques da Silva, porém, continuará preso. A ordem de soltura não se estende ao mandado de prisão por porte ilegal de arma e de munição de uso restrito das Forças Armadas, encontradas em sua casa quando ele foi detido. Daor Oliveira, com a decisão do STF, deixa de ser considerado foragido pela Justiça. Ele nunca chegou a ser efetivamente preso.

Os quatro beneficiados pela decisão do ministro Toffoli foram denunciados pelo MP pelos crimes de formação de quadrilha, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Além da soltura dos três ex-diretores da Assembleia e de Daor Oliveira, Toffoli também decidiu, em caráter liminar, suspender as investigações criminais do MP e da Polícia Federal (PF) sobre as irregularidades na Assembleia Legislativa mostradas pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens “Diários Secretos”. O MP vai recorrer da decisão.

Toffoli justificou o trancamento das investigações porque entendeu que as denúncias do caso dos Diários Secretos eram desdobramentos da investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da PF sobre o esquema gafanhoto, outro escândalo de desvio de dinheiro da Assembleia.

Leia, na próxima postagem, perfil do ministro José Antonio Dias Toffoli, nomeado para o cargo pelo presidente Lula, que pôs em liberdade a quadrilha paranaense.

UMA LEI PARA DIVIDIR A NAÇÃO

domingo, 11 de julho de 2010

Por Yvonne Maggie*

Se o presidente sancionar o Estatuto da Igualdade Racial, gravará seu nome na história como aquele que dividiu o povo em raças e etnias

Acaba de ser aprovado no Senado Federal, por meio de acordo entre lideranças, o Estatuto da Igualdade Racial. O projeto original do senador Paulo Paim propunha, entre outros itens, cotas raciais para “negros”” nas universidades e políticas “racialmente” definidas nos sistemas de saúde e de educação.

A nova redação, elaborada pelo esforço do senador Demóstenes Torres, exclui as cotas raciais e substitui o termo raça pela expressão etnia. Retira também parte substancial dos itens referentes à saúde e ao estímulo à criação de uma identidade negra.

A aprovação do estatuto é a demonstração de que não há consenso no Brasil sobre a matéria: as ONGs, dirigidas por ativistas negros e que atuam no Congresso, reclamaram que a espinha dorsal do projeto havia sido quebrada.

O ministro-secretário da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) declarou que o “estatuto guarda-chuva”, tendo aprovado as ações afirmativas, aprovou também a política de cotas raciais e estas poderão ser implantadas sem passar pelo Congresso Nacional.

Isso porque se configuram como um dos tipos de ação afirmativa – um golpe na pretensão dos senadores que não aprovaram as cotas raciais, mostrando que o governo não está de acordo com a solução proposta pelo Congresso.

Onde está o consenso necessário a esta mudança radical do nosso estatuto legal? Se o estatuto for sancionado pelo presidente Lula, será a primeira lei racial do nosso país, pois carrega no seu nome e em seus princípios “raça” ou “etnia” como critério de distribuição de justiça.

Se o presidente Lula sancionar esse estatuto, gravará seu nome na história como aquele que dividiu o povo em raças e etnias. Não serão mais brasileiros ou trabalhadores lutando por direitos iguais, serão negros e brancos, afrodescendentes e eurodescendentes lutando entre si por direitos desiguais.
É espantoso ver um Congresso fraco diante da pressão de grupos organizados que falam em nome do povo sem mandato algum.

Os senadores, estes sim eleitos pelo povo, demonstraram pela aprovação do estatuto que estão preocupados com as desigualdades, inclusive entre os mais escuros e mais claros, mas não querem dividir o povo.

Se a intenção desta lei é produzir um país mais igualitário, o resultado será o oposto.
Tratar desigualmente os mais pobres para que saiam da pobreza significa diminuir iniquidades. No entanto, criar etnias legalmente em um país que repudia divisões étnicas oficiais terá o efeito de nos levar em direção a cisões irreparáveis e perigosas.

Enquanto a pátria estava de chuteiras na Copa da África do Sul, terra de Nelson Mandela, o prêmio Nobel da Paz que tanto fez para abolir a divisão da sua pátria em etnias, o Senado brasileiro aprovava um estatuto da igualdade racial dividindo o povo em etnias.

O presidente Lula não deve sancionar esta lei. Deve, sim, ouvir o coração da grande maioria dos brasileiros, que repudia a separação oficial em “raças” ou “etnias” e quer ficar unida na luta contra desigualdades, injustiças e racismo.

*É doutora em antropologia social e professora titular do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

SEM VISÃO DE FUTURO… NÃO DÁ!

domingo, 4 de julho de 2010

Por Klauber Cristofen Pires,
De Mídia Sem Máscara

Depois, da escola gratuita, da merenda gratuita, do transporte gratuito, da mochila e do material didático gratuito, do uniforme gratuito, e das cotas para as faculdades, constatamos que a coisa não anda. Por quê? Porque nossas crianças não têm visão de futuro.

Das minhas viagens pela marinha mercante, recordo-me das vezes em que visitei a Coréia do Sul. Conheci, entre outros lugares, Gwangyang, Pohang, Pusan e Ulsan. Naveguei nos anos 90, em um tempo em que o Brasil era um país extremamente fechado: vivíamos a hiperinflação; os brasileiros ainda não tinham cartões de crédito internacionais; e vigorava uma severa política de substituição de importações.

Não seria à toa que um jovem oficial de máquinas de uma nação atrasada e pobre ficasse deslumbrado com países tão mais evoluídos: carros maravilhosos, jet-skis, computadores, quinquilharias de fibras óticas, eletrodomésticos que não conhecíamos - entre eles, o forno de microondas - telefones bonitos e multifuncionais e os celulares já faziam parte da paisagem cotidiana.

Tal era o caso da Coréia do Sul, um pequeno oásis em meio à extrema miséria e ao sofrimento dos regimes comunistas chineses, vietnamitas e norte-coreanos.

Eu preciso dizer isto para confessar um pecado mortal: se em algum dia, especialmente durante a juventude, eu sofri de um acesso de socialistite, esta foi bastante efêmera. Nasci com um senso agudo de amor à liberdade e de admiração com o progresso.

Contemplar as indústrias, os portos, o trânsito movimentado, o comércio pujante - enfim - um povo ativo, em todos os sentidos - sempre me aguçou muito mais a simpatia do que contentar-me com o olhar sem brilho e o ócio prisioneiro dos residentes em países comunistas, tal como tive a oportunidade de testemunhar quando conheci a Iugoslavia, antes da guerra que a repartiu em mil pedacinhos.

Sim, a Coréia do Sul! Foi uma experiência singular testemunhar alguns relances curiosos de um povo que já estava bem de vida, mas ainda em estado de evolução mental de um passado pobre para um status de nação superiormente desenvolvida.

Notava isto nos modos ainda meio toscos dos populares, típicos de terceiro mundo, quando comparados com os japoneses, que compõe um povo que há mais tempo se tornou mais requintado. Por favor, coreanos e seus descendentes, não tomem isto como uma ofensa.

Entre as fotografias gravadas na minha mente, uma imagem muito comum - e significativa - era ver crianças nas calçadas, sentadas em banquinhos ou até mesmo em caixas de papelão, a fazer algo que entendi serem as tarefas escolares.

Também as via comumente nas casas de comércio, a preencherem com bolinhas e tracinhos - os caracteres mais comuns da escrita coreana - os seus cadernos de pautas quadriculadas, e possivelmente também aprendiam, pelo convívio, os ofícios paternos. Elas não eram crianças de rua: estavam ali sob o olhar vigilante dos seus pais, estudando, em meio ao trânsito e ao trabalho que seus progenitores desempenhavam.

Impressionam-me ainda hoje tais recordações pelo que traduzem: um povo livre, sério, ativo, trabalhador e dinâmico. Um povo, direi, aqui, com “visão de futuro”. Guardem esta expressão: eu disse “visão de futuro”. Adiante…

Perdoem-me os leitores se demoro a chegar aonde quero, mas preciso transportar-vos àquele ambiente, da maneira que posso. Preciso relatar-lhes a atmosfera e o significado. Hoje é sabido que a educação coreana é tida como a melhor do mundo, senão pelo menos uma das melhores, e isto não se reflete somente na tecnologia de ponta - já falei aqui da internet a 50 Giga, só para dar um exemplo fortuito.

Muita gente metida a intelectual e mesmo hordas de políticos tupiniquins já visitaram aquele país peninsular, e voltaram tagarelando como papagaios sobre a educação como fator de desenvolvimento. Eu disse, “como papagaios”, justamente para destacar aquele bicho que fala sem saber o que as palavras significam.

Mais claramente, voltaram de lá receitando mais investimento em educação, mas desconheceram por completo - ou fingiram propositalmente ignorar - que o processo de educação lá se deu de mãos dadas com o capitalismo, com a liberdade dos pais de educarem seus filhos e com o amplo confronto das idéias - coisas que o projeto de doutrinação ideológica em franco progresso em nossa terra jamais admitiria.

Depois, da escola gratuita, da merenda gratuita, do transporte gratuito, da mochila e do material didático gratuito, do uniforme gratuito, e das cotas para as faculdades, estamos constatando notoriamente que a coisa não anda.

Por quê?

Eu digo: porque as nossas crianças não têm exemplos. Porque nossas crianças não têm visão de futuro. Porque elas estão sendo preparadas para serem iguais, e na pobreza em que vivem, já se sentem iguais umas às outras. Missão cumprida.

Hoje, deparo-me com a notícia divulgada pelo “portal do governo do estado do Pará” que um programa chamado de bolsa-trabalho tem como meta distribuir uma mesada de setenta reais mensais, por até dois anos, para cerca de dez mil jovens.

Pode haver algo mais paradoxal do que uma “bolsa-trabalho”? Senão vejamos: paga-se uma quantia a fulano para que ele procure um emprego? Ou, paga-se uma quantia a fulano para que ele faça um curso profissionalizante, e depois procure um emprego?

Tentemos transportar o mesmo raciocínio a outras instâncias da vida: que tal oferecer uma linguiça a um cão para que ele se interesse por comida? Que tal oferecer um prêmio a um atleta para que ele se interesse em competir?

Dei uma olhada no regulamento: repleto de boas intenções, estabelece condições para o usufruto do benefício, tal como, por exemplo, manter um nível mínimo de 75% de frequência em curso profissionalizante oferecido pelo programa.

Mais interessante é a exigência de o beneficiário estar desempregado há pelo menos seis meses, o que reflete de imediato o desestímulo imposto àquele que procurou emprego por conta própria. O dito benefício ainda guarda outras pérolas, tais como preparar os jovens para a economia solidária - uma quimera socialista que só faz confundir-lhes mais ainda as cabecinhas - apagando de vez qualquer resquício de incentivo ao estudo e à produtividade.

Se é que conheço um pouco a juventude do nosso povão, boa parte desses rapazes e moças passa o período das aulas refestelados sobre a grama das praças públicas dividindo bebidas alcoólicas misturadas a refrigerantes. Daí a prever que os setenta reais serão muito bem aplicados no “Tremendão Tupinambá” (um famoso grupo de som regional), em bebidas, cigarros e mesmo drogas, é mera conclusão lógica irrefutável.

A verdade é que o nosso povão não tem nenhuma visão de futuro. Os melhores exemplos que lhes vêm à mente são de jogadores de futebol ou dançarinas que rebolam sobre garrafas. Daí não se interessarem por nada. Desde a mais tenra idade, são ensinados a cumprir com os desígnios do estado, e não os seus próprios projetos.

Desde pequenos, são doutrinados a conseguirem as coisas por meios políticos, antes do que pelo trabalho suado. Curtir o ócio tornou-se mais barato que trabalhar. Eles sabem que, depois do “bolsa-trabalho” haverá qualquer outra bolsa, e assim vão levando a vida, sabendo que isto é melhor que sofrer por salários diminutos.

Para terminar, vale ainda ser repetitivo, não vale? Pagamos, todos nós, não apenas o benefício dos setenta reais. Na composição, entram também os tais cursos, os agentes públicos com gordos DAS para administrar o programa, a propaganda eleitoreira da governadora Ana Júlia Carepa e puxa vida, a corrupção que grassa vicejante em solo tão adubado. Triste, não?

ASSESSORIA DE IMPRENSA NÃO É OBA-OBA

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por Dinarte Assunção,
do Novo Jornal

Nos dias em que antecederam a Semana do Meio Ambiente, a chefia de reportagem do Novo Jornal me encarregou de preparar uma matéria especial para saudar com as honras que merecia a data em questão (05 de junho).

Para tanto, percorri diversas entidades e consultei múltiplas personalidades ligadas ao assunto para montar o melhor material possível. Na Caern fui hostilizado. Não dei atenção a isso na matéria, mas o desabafo é oportuno e o faço agora.

Edwin Carvalho é um assessor muito prestativo. Tem seus motivos para, toda vez que me identifico como repórter do Novo Jornal, fazer uma série de recomendações.

Não o culpo. A linha editorial do veículo para o qual trabalho não foi traçada por mim. Cumpro a pauta nem sempre concordando com o que ela aborda, mas o faço por dever e obrigação. Porque para tanto fui escalado.

No sentido oposto deveria acontecer o mesmo. Um assessor de imprensa não deve se negar a fazer o seu trabalho. Na Caern não houve isso (Edwin sempre me passou o que pedi - mesmo quando demonstrava contragosto).

Sucedeu que não estando na Caern, Edwin me enviou SMS dizendo estar em aula. Fui até lá para falar com um diretor técnico, Isaías Costa Filho. Por telefone ele me falou que iria me receber. Não o fez quando cheguei à sede da companhia. Não sei se por birra ou porque estava realmente em reunião. Se negou a falar comigo e pronto.

Na assessoria de imprensa, uma mulher me atendeu contrariada e insinuando o tempo todo que minha visita à Caern era em vão, porque todos os dados estavam no site. Não estavam, como bem mostrei a ela. Todos os funcionários da assessoria de lá me olharam com profundo nojo, desde já canalizado para e estação de tratamento de esgoto mais próxima.

Faço esse desabafo, porque outro dia o próprio Edwin, em carta ao Novo Jornal ficou indignado com uma matéria que escrevi sobre as falhas no sistema de abastecimento de água em Natal.

Na condição de assessor, ele fez seu trabalho. Na condição de repórter eu fiz o meu.

VÂNDALOS PICHAM A CASA ONDE NASCEU O PAPA

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Colaboração da Ansa,
em Berlim, para a Folha

A casa onde nasceu o papa Bento 16, na cidade de Marktl am Inn, no sul da Alemanha, amanheceu pichada com frases obscenas de conotação sexual “tão ofensivas que não se pode reportar”, conforme publicou a imprensa local.

De acordo com um porta-voz da polícia da Alta Baviera, região de onde Joseph Ratzinger é originário, os escritos fazem referência aos escândalos de pedofilia que vieram à tona recentemente e envolvem religiosos católicos em várias partes do mundo.

Os grafites foram feitos com spray na noite passada e descobertos por um pedestre por volta das 6h da manhã de hoje no horário local (23h de ontem em Brasília).

O ato de vandalismo é cometido alguns dias antes do aniversário de 83 anos do pontífice, que nasceu em Marktl am Inn em 16 de abril de 1927.

Tendo ocupado os cargos de arcebispo de Munique e Freising (1977-1982) e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (1981-2005), Bento 16 vem sendo questionado por seu papel na punição de pedófilos quando ocupava ambas funções.

A Igreja Católica enfrenta escândalos de abuso sexual em países como Alemanha, Irlanda, Espanha, México, Itália, Áustria, Holanda, Estados Unidos, Brasil, Canadá, França, Suíça, Noruega, África do Sul, Dinamarca, Nova Zelândia e Reino Unido, entre outros.

Protestos e manifestações contrárias à Igreja Católica já foram registrados na Itália e outros países da Europa, e no Reino Unido houve um pedido de prisão do pontífice.

Crise
Ainda hoje o Vaticano afirmou que o papa Bento 16 está disposto disposto a reunir-se com mais vítimas de abuso sexual, mas não sob pressão da mídia, e rejeitou os apelos para que o papa seja preso quando visitar o Reino Unido, em setembro deste ano.

Um advogado do autor e ativista ateu britânico Richard Dawkins disse em Londres, no último final de semana, que tentará fazer com que o papa seja detido para ser interrogado com relação às acusações de que a Igreja teria acobertado casos de abusos sexuais de crianças por sacerdotes.

Indagado sobre isso em um briefing sobre a visita que o papa fará a Malta no final de semana, o porta-voz do Vaticano padre Federico Lombardi ridicularizou a ideia. “É uma ideia no mínimo bizarra. Parece que a intenção é chamar a atenção da opinião pública. Acho que eles deveriam procurar algo mais sério e concreto antes de respondermos”.

“A visita do papa (ao Reino Unido) é uma visita de Estado. Seria muito estranho se, durante uma visita de Estado, a pessoa convidada a fazer a visita fosse detida”, disse ele.

Cientista e crítico declarado da religião, Dawkins pediu a advogados de direitos humanos que estudem a possibilidade de serem feitas acusações criminais contra o papa durante sua visita ao Reino Unido, marcada para 16 a 19 de setembro.

O Vaticano rejeita acusações de que o papa, enquanto ocupava os cargos que ocupou antes de ser eleito pontífice, em 2005, teria ajudado a acobertar abusos cometidos por padres, e acusa a mídia de travar “uma campanha desprezível de difamação” contra ele.

NEI LEANDRO SEM CATEGORIA

sexta-feira, 19 de março de 2010


Da Redação

O artigo aqui publicado no último domingo por Franklin Jorge sob o titulo “O fauno da terceira idade”, mereceu uma saraivada de epítetos aplicados ao famigerado poeta de Caicó.

Considerado um dos nossos “insuperáveis vaidosos” e “uma das pessoas mais desagradáveis de Natal”, por sua já famosa mal-educação que não respeita ninguém e tem trazido desgosto até para os seus amigos mais íntimos, como o poeta Demétrio Vieira Diniz, vitima de suas insinuações maliciosas, o autor de “O dia das moscas” tem do moscardo a gratuidade com que é capaz de provocar a irritação.

Segundo relato de Geraldo Caldas, que há muitos anos procurou Franklin Jorge para narrar-lhe detalhes da biografia desse verdadeiro Ojuara, o que inclui uma escabrosa história de traição e a fuga para o Rio de Janeiro a que seus amigos quiseram, por complacência ou piedade, emprestar um tom heróico, na verdade não passaria de um episódio grotesco e risível embora conhecido apenas por umas poucas pessoas, a maioria, atualmente, na faixa dos sessenta anos. Os jovens evidentemente ignoram a verdadeira biografia de Nei, não a apócrifa, essa que seus amigos tem tentado tecer para esconder a realidade.

Abaixo, comentários dos internautas repudiando o mau-caratismo de Nei.

19 comentários para “ENTRE A INÉRCIA E A CORRUPÇÃO”

1. Rizelma - Caicó disse:
14 de março de 2010 às 12:06
Nei é apenas um velhote carente cheio de complexos, pois nunca foi um Adônis, como gostaria de ter sido. Velho é apenas um debochado.
2. Julienne Paiva disse:
14 de março de 2010 às 17:59
Nei, com essa caratonha, espanta as moscas…
3. Rafael disse:
14 de março de 2010 às 18:22
Minha solidariedade às vitimas do Nei de Castro. Elas devem estar adorando este artigo.
4. Orlando disse:
14 de março de 2010 às 22:07
Ele um libidinoso? Só tenho a dizer: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
5. Lidia Rocha disse:
15 de março de 2010 às 7:31
Não vou puder mais ver o Nei sem disparar na gargalhada! Fauno da terceira idade, essa é boa!
6. Celeste Coimbra (Recife-Boa Viagem_ disse:
15 de março de 2010 às 9:15
Ele foi bem esculpido, pintado e encarnado pela arte literária.
7. Tales disse:
15 de março de 2010 às 15:35
Felizmente essa é uma geração que declina rápido. Ney, você, e tantos outros que estão sendo atropelados pela pluralidade de alternativas e a democracia da manifestação da opinião, dando espaço a gente verdadeiramente talentosa.
8. Marcelo disse:
15 de março de 2010 às 18:20
Se vc repassar aos seus leitores o que Geraldo Caldas contou, na calçada do Café São Luis, sobre o ‘fauno da terceira idade’, Natal pegava fogo. O Banco do Brasil, o ‘hóspede ingrato’ etc.
Satirizado em glosas e trovas de Antonio Souto, Sebastião Soares, Luiz Rabelo emendador dos pés quebrados do sonetista que desconhecia a metrificação…
Guimarães Rosa faz pouco caso de Ojuara e seu tributo vocabular oportunista.
Nei, personagem picaresca e obscena a ser estudada pela Universidade Popular do Grande Ponto,
instituição criada por Cascudo; recriada nos anos 70 na calçada do Café S. Luiz; Jornal Imaginário, o jornal falado da cidade etc.
Franklin, escreva!
9. Frederico - Tirol disse:
15 de março de 2010 às 18:49
Parabens pelos inumeros acessos. Merecidissimos. Esta página é uma usina de ideias, uma verdadeira “fábrica de pensamentos”, como disse FJ. Poucos Blogs são tão visitados por “leitores exigentes”, publicação e público tem nivel. Recomendo aos amigos “O Santo Oficio” como ”um antidoto contra o tédio e às ideias convencionais e rotineiras”.
10. Águeda Angelita disse:
15 de março de 2010 às 18:55
Velhote carente e enxerido!
11. Carlos Eduardo Lucena disse:
15 de março de 2010 às 21:51
Eu começaria assim um artigo sobre você e sua arte de desagradar, Franklin Jorge:
O humor e o fino espirito (às vezes irritável) de um sofisticado homem de letras pintando o retrato com que o vate caicoense entra jocosamente na posteridade.
Franklin, esperava que você respondesse ao agravo gratuito de Nei, semanas atrás. Nei tem desacatado e ridicularizado todo mundo, como fez com o paciente poeta Demétrio Vieira Diniz, naquele artigo que Madre Alves deixou passar na Tribuna.
“Fauno da terceira idade… no limite da libido senil, comendo moscas, envelhecendo mal e amargamento, velhote carente e tiranico” - que assunto empolgante descrito por você -; descompensado velhote, armando barracos, com o fez na Potylivro. Nei dissolveu uma confraria de muitos anos.
O depoimento de Geraldo Caldas não pode faltar aqui.
Vamos à tréplica.
12. Rosaura - Barro Vermelho disse:
15 de março de 2010 às 22:22
É o que é Ojuara: um velhote enxerido que veio parar no porto certo:Natal, que tanto louva os mediocres. Aqui ele será coroado uma grande nulidade.
Será pranteado por Marize Castro. Nelson Patriota escreverá seu obituário. $erejo far-lhe-á o panegírico sob os aplausos de Diógenes, Carlos Fialho, Patricio Jr.
Agora vamos te-lo aqui todos os dias. Deliciando-nos com a sua arte da palavra.
13. Paulo Agostinho disse:
16 de março de 2010 às 10:53
Se cada neurônio morto exala um certo gás químico (que alegra a mente, precipita a alma e castiga o corpo), dá pra imaginar o quão expressivo deve ser o mau-hálito da governadora Wilma de Faria e do escritor Nei Leandro.
Falastrões compulsivos e narcisistas irremediáveis, podem a qualquer momento morrer engasgados com a própria saliva… Seria fatídico, até patético, mas não assombroso - sobretudo quando se percebe que o passado dessa dupla é estrume que não engorda nem minhocas.
Enfim, duas caricaturas do esgotado.
14. Miguel Fabricio Sobrinho disse:
16 de março de 2010 às 18:20
Nei deve estar doido para cair na fogueira da sexta-feira!
15. Meloalves Neto disse:
16 de março de 2010 às 18:27
Por que foi msm que ele deixou o Banco do Brasil?
16. Rubênio Grilo disse:
16 de março de 2010 às 21:15
Não podia ser melhor!
17. Margarete Carlos disse:
17 de março de 2010 às 8:04
Faço restrição à legenda da foto. Discrimina o Caicó. Meu protesto.
18. Salizete Estevão disse:
17 de março de 2010 às 17:15
Tambem não gostei dessa comparação entre Ney e Caicó, terra boa, apesar de seca. Ney é somente um velhote carente e invejoso do talento alheio.
19. Carmo Lisboa - Currais Novos disse:
17 de março de 2010 às 19:18
Não há comparação entre a boa terra de Santana e esse poetastro obsceno e mal amado.

Mais comentários sobre Nei:

13 comentários para “DENE: DESENCONTRO NATALENSE DE ESCRITORES”

Fábio Capistrano disse:
3 de março de 2010 às 19:34
Patricio, é isso aí, meu caro. Tem uma caveira enterrada na Funcarte: sempre primou por ter gente incompetente na presidencia. Que eu me lembre, a jornalista Rejane Serejo, Rinaldo Barros, Gileno Guanabara, Isaura Rosado, Revoredo, Dácio, agora esse caras que “caga e anda”…Que esperar dessa gente? Artigo Nota 10! Dei boas gargalhadas.

Ana Paula disse:
3 de março de 2010 às 19:38
Legal essa estocada na Thaysa Galvão. A blogueira é ela, não é?

Ronaldo Freitas disse:
3 de março de 2010 às 19:39
Muito criativo: rindo e castigando os costumes. Sugiro que os internautas enviem sugestões de mesas redondas e oficinas:
“A poesia erótica potiguar: de como alguém resolve sua sexualidade via poesia de péssima qualidade”
“Poetas marqueteiros: escreva uma coisa, fale outra e trabalhe para eleger canalhas”

Carlos Feitosa disse:
3 de março de 2010 às 19:54
Aprovado, Ronaldo Freitas. Suas sugestões de mesas redondas não podiam ser melhores. Vou aproveitar e dar a minha contribuição, questionando: vc acha que um versejador, como o Ney Leandro de Castro, já não está acometido de libido senil? Está na cara: ele nunca foi esse amante irresistivel que alardeia em seus improvisos. Franklin mesmo já disse que ele se assemelha a um batráquio e batráquios, pelo que sei, despertam asco, repulsa… Só a Marize Castro para se engraçar de um tipo assim.

Talvani disse:
3 de março de 2010 às 20:03
Como disse Franklin Jorge, não lembro onde nem quando, com essa cara de “fauno da 3a. Idade”, o velhote Nei Leandro só come moscas.

Sandro Godeiro disse:
3 de março de 2010 às 20:08
Patricio, parabéns!Aqui você vai ser lido e comentado, pode crer, boy.

Diva disse:
3 de março de 2010 às 21:08
Ney é o antigalã. Não tem sex appeal. Uma mulher precisaria estar muito necessitada para recorrer aos seus préstimos. Além disso sempre foi gabola. Gosta de pabulagem. Hoje é esse “fauno da terceira idade”: um velhote libidinoso.

Manio Antunes disse:
3 de março de 2010 às 21:41
Essa é boa! Ney, o fauno da terceira idade! Beleza! Dava uma mesa redonda humoristica.

Caroline Abreu disse:
3 de março de 2010 às 22:22
Quem muito se gaba, como faz esse galã da 3a. idade, esconde alguma coisa… Talvez ele não seja tão ney quanto Marize pensa…

Tony Barreiros Morro Branco disse:
4 de março de 2010 às 6:52
Muito bom o artigo. A nau da capitania já afundou faz muito tempo, assim como o cafuço da Fundação José Augusto. Sugiro as mesas:
“Virei e mexi, mas acabei por aqui mesmo: sou da província, provinciano incurável”.
“Mulher e literatura potiguar: a arte de fazer contatos, artimanhas e mungangas no mundo da literatura”.
“Tradição e renovação na literatura potiguar: como os antigos vanguardistas hoje comem salgadinhos de segunda, e vinhos ácidos, nos regabofes oficias”.
Eis minha modesta contribuição.

Maria Rita Medeiros da Costa disse:
4 de março de 2010 às 8:20
O pornógrafo Nei Leandro de Castro é uma figura folclórica da cultura natalense. Fiscamente, lembra mesmo um “batráquio”, conforme o jornalista FJ e como D. Juan - ninguém tem dúvida - é um anticlímax. Malamanhado, de ombros curvados, despertará mais o riso do que o tesão. É somente um pseudo galã da terceira idade. Nem a Academia de Letras o quis…

Raphael Roqueiro disse:
4 de março de 2010 às 8:48
Parabéns, Patricio. Gostei das suas palavras.

Clivaneide Mossoró Rn disse:
4 de março de 2010 às 10:34
Ave Maria, como eu gostei do artigo desse rapaz talentoso e criativo. Sugiro uma mesa redonda entre Ney e Marize Castro, intemediada pelo grande intelectual, palestrador, peripatético e ajuntador de livros, O Sr. Inácio:
“O embuste na literatura: erário público como possibilidade de sustentar a mediocridade na produção poética contemporânea”.
Também Mossoró daria boas mesas, sua literatura lacrimogênica e repleta de sonetistas.

18 comentários para “SÁTIRA FAZ SUCESSO ENTRE INTERNAUTAS”

1. Selva Sampaio disse:
4 de março de 2010 às 15:47

Ney é o “ó”. Um obsceno senil e maledicente.
2. A. Souto disse:
4 de março de 2010 às 16:09

Nei é mal resolvido em tudo: esse afã pela pornografia prova um desequilibro, não é normal. Até a meneira como ele saiu de Natal, temendo levar uma surra de um amigo que o acolheu em sua casa e ele atraiçôou, diz muito do seu caráter (?) Quem tinha a ficha completa dele era Geraldo Caldas, grande amigo de FJ que deve saber os detalhes de tudo… Esse cara é o verdadeiro Ojuara.
3. Bernice Capriglione (Floripa) disse:
4 de março de 2010 às 16:22

Não conhecia esse blog que um amigo me recomendou como um dos melhores que tinha lido. É verdade. Bem apresentado, ótimo conteúdo, está baseado em dois eixos hoje importantissimos em qualquer atividade humana: diversidade e interatividade. Muito bom mesmo! E bem acessado. Parabéns pelos 154 MIL ACESSOS. Já está nos meus Favoritos. Ri muito com esse artigo de Patricio Jr., mesmo não conhecendo as figuras citadas.
4. Vandir Lopes disse:
4 de março de 2010 às 17:40

N.Leandro é uma piada! Ri demais.
5. Valdelicio Galvão disse:
4 de março de 2010 às 17:51

Bom é apelido. Este blogue é excelente. O melhor! Sugiro uma mesa redonda com os falsos intelectuais: Nelson Patriota, Livio Oliveira, Valério Mesquita, Sônia Fernandes Ferreira, Rodrigues Neto…
6. Tiago França disse:
4 de março de 2010 às 19:02

Uma delicia. Bem que v. podia editar em uma só postagem todas as oponiões já publicadas sobre o velhote “senil e libidinoso” de Caicó, o Ojuara falado.
7. Marcus Lúcio Couto - Tirol disse:
4 de março de 2010 às 19:19

Quero me solidarizar com o poeta Demetrius V. Diniz, que admiro sem conhecer, uma das vitimas mais ilustres de Nei. Li o que ele escreveu e enviei uma correspondencia para o jornal que não a publicou. Foi uma grande sacanagem. Nei pensa que é engraçado, escrevendo essas obscenidades que não tem nenhum ponto de ligação com a verdadeira literatura. Não sei como a Tribuna do Norte o mantem como colaborador, mesmo ele agredindo as pessoas dessa forma, como fez com o feliz autor de “Passarás”.
8. Abmael Filho disse:
4 de março de 2010 às 19:34

Por tudo o que se diz de Ney, só digo uma coisa: quem o tem como amigo não precisa de inimigos…
9. Dailson Melo (Capim Macio) disse:
4 de março de 2010 às 20:06

Meus cumprimentos pelos 154 MIL 170 acessos!!! Um recorde que prova sua vasta audiencia. Aparecer aqui é estar presente na vida de mais de uma centena de milhares de leitores. É por isso, por sua incrivel audiencia, que tem sido vitima de invejosos como o Ney Leandro de Castro. que Deus o proteja dos invejosos.
10. Airton Costa disse:
4 de março de 2010 às 21:42

Sucesso, seu Blog!
11. Marilice Pinho- Itapuã (Salvador) disse:
4 de março de 2010 às 21:51

Leio sempre esta página. Adoro o que escreve e os colaboradores que tem escolhido. Há tanta diversidade de opinião aqui. O sucesso vem do seu espirito democrático.
12. Samira Reis disse:
4 de março de 2010 às 22:45

Ney é obsceno. Não porque a Tribuna publica seus artigos.
13. Fabianno Torquato disse:
4 de março de 2010 às 23:58

Também gostei muitissimo do que escreveu o Patricio Jr. sobre a Funcarte e o malfadado encontro de escritores que o ex-presidente da instituição anunciou e morreu na praia, nas mãos do seu sucessor, que pelo visto só sabe “cagar e andar” (palavras dele, Rodrigues Neto, que parecia até um bom moço antes de assumir o cargo.) Espero que ele publique com regularidade nesse que é o nosso melhor blog multicultural.
14. Alexandre disse:
5 de março de 2010 às 0:13

Impressionante o nivel de impopularidade do poeta Nei Leandro. Parece que ele carrega Satanás na alma. É puro veneno. Já brigou com todo mundo por onde passa. Parece que ele agora só tem cacife para o Woden Madruga e a Marize de Castro. Por onde ele passa deixa más lembranças (lembrar o papelão que fez lá na Potylivro, onde se desentendeu com todo mundo e ainda saiu falando mal da livraria que esteve a pique de perder clientes por causa dele). Agora Nei esta acampado na Livraria Câmara Cascudo, mas logo estará aprontando por lá. É um velho abusado e sem educação.
15. Albanita Moraes disse:
5 de março de 2010 às 11:00

Agora tem que ver uma coisa: o poeta Demétrio engulia muita corda de Ojuara, sempre se orgulhava de andar pra cima e pra baixo com a grande autoridade. Enforcou-se com a corda que engoliu, assim como ele enforca todo mundo, chantageando, o rídiculo idoso solitário para que almocem com ele. Terrível essa cidade!
16. Boy Chibata disse:
6 de março de 2010 às 0:29

Mata o veín, mata!
17. Ailton disse:
6 de março de 2010 às 13:13

Ojuara, heteronimo do picaresco libidinoso e obsceno velho Ney, ridicularizou de maneira cruel o poeta Demétrio que vivia sacacoteando pela cidade na sua companhia. Ô gosto estragado!

18. FRANKLIN JORGE disse:
7 de março de 2010 às 23:24

Agradeço a todos os que têm escrito comentando as nossas postagens, em especial àqueles norte-rio-grandenses que nos prestigiam dos mais distantes municípios do estado. E aproveito a oportunidade para colocar este espaço à disposição de todos que desejem expressar suas ideias e opiniões acerca de qualquer assunto, sobretudo aqueles que podem ter consequências sobre as nossas vidas. Desde já, muito grato a todos.

POR DETRÁS DA SUPREMA CORTE

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Por Marcelo Alves Dias de Souza

 

 

Andei, por esses dias, xeretando na Internet a repercussão da solenidade, realizada no plenário do Supremo Tribunal Federal, para a inauguração do ano judiciário de 2010 em nosso País. Com a costumeira pompa e circunstância, o ato contou com a presença do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, assim como do Procurador-Geral da República.

 

Confesso que me chamou a atenção a tônica do discurso do Presidente do Supremo, em alarde a uma afirmada transparência na atuação do Poder Judiciário brasileiro, ao ponto do site do STF haver registrado que a “conquista da total transparência nas ações e atividades do Poder Judiciário foi assunto constante no discurso do ministro Gilmar Mendes”.

 

Surpreendentemente, em minha caçada na Web, não encontrei, nem de longe, a repercussão que esperava. E era de se esperar alguma repercussão, até porque não estou tão certo dessa “total transparência nas ações e atividades do Poder Judiciário”, incluindo as do Supremo Tribunal Federal, sobretudo se comparado com o que se dá nos outros poderes da República. Em nosso País, acredito, muito se passa - e pouco se sabe - nos bastidores do Poder Judiciário e, especialmente, até para parafrasear o título de um famoso livro americano, por detrás da nossa Suprema Corte. 

 

Mas parece não ser da nossa tradição jornalística uma maior preocupação sobre o que se passa nas entranhas do Poder Judiciário e, especialmente, em nosso Supremo Tribunal, ao contrário do que acontece em outras plagas, sobretudo nos Estados Unidos. Não se nega que a Suprema Corte americana – sediada na capital do país (Washington DC) e composta por um presidente (chief justice) e mais oito ministros (associate justices) – é detentora de invulgar prestígio tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Mas o fato é que são inúmeros os estudos tratando dos seus bastidores e talvez esteja aí a razão desse prestígio.

 

Quando em forma de livro - às vezes marcadamente jornalístico, outras vezes mais técnicos jurídicos – eles corriqueiramente acabam se tornando bestsellers. Recentemente, por exemplo, foi o caso de Supreme Conflict: The Inside Story of the Struggle for Control of the United States Supreme Court”, por Jan Crawford Greenburg (Penguin Books, 2007), impressionante trabalho jornalístico sobre a dinâmica da Corte, suas personalidades, debates, alianças internas e processos de decisão. Um outro exemplo é “The Supreme Court” (Vintage Books, 2001), de autoria de William H. Rehnquist. Um amplo panorama da história da Corte, de estilo mais sóbrio, como não poderia deixar de ser, até porque seu autor foi associate justice (1971-1986) e chief justice (1986-2005) da Suprema Corte americana.

 

Entretanto, dentre todos os livros acerca da Supreme Court americana que tive oportunidade de ler ou folhear, a mim mais encantou, sem dúvida, “Por detrás da Suprema Corte” (nossa tradução para “The Brethren: Inside the Supreme Court”), publicado no Brasil pela Editora Saraiva (1985) e de autoria Bob Woodward (co-autor de “Todos os Homens do Presidente”) e Scott Armstrong. Os autores, aliás, que por muito tempo “investigaram” para o “The Washington Post”, exemplificam perfeitamente aquela categoria de jornalistas que os americanos costumam chamar de watchdogs.

 

“Por detrás da Suprema Corte” inicia sua jornada “romanceando” a transição de uma Corte “dominada” por Earl Warren, que se mostrou um liberal em sua presidência (1953-1969), para uma Corte presidida por Warren Burger (1969-1986), de postura marcadamente mais conservadora. Levando em consideração, explicitamente, a dicotomia liberalismo/conservadorismo, o livro retrata o “detrás do pano” da Corte, seus juízes na dinâmica velada do colegiado, com seus debates, manobras, formação de “bancadas”, compromissos e política. Ou seja, aquilo que, de fato, muitas vezes, constrói a decisão do Tribunal.

 

O livro perpassa, sobretudo, os anos judiciários de 1969 a 1975, época em que a Suprema Corte americana veio a proferir, certamente, muitas das decisões mais rumorosas de sua história, sobre temas como: pena de morte, segregação no transporte escolar, o caso Nixon, pornografia e aborto, entre outros. Nesse passeio, ficamos conhecendo um pouco melhor as biografias e as personalidades dos grandes juízes que por ali labutavam.

 

Para além dos presidentes Earl Warren, Warren Burger e William H. Rehnquist, somos apresentados às figuras dos grandes juristas liberais Hugo Black e William O. Douglas. Somos lembrados de Abe Fortas, que, uma vez rejeitado pelo Senado para o cargo de chief justice foi levado a renunciar ao seu cargo de associate justice. Ficamos conhecendo Thurgood Marshall, o primeiro negro a compor a Supreme Court. E, assim, passamos a enxergar a dinâmica de uma corte por detrás da névoa e dos discursos que muitas vezes nos confundem.

 

No mais, a leitura de “Por detrás da Suprema Corte” é maravilhosa, parecendo um romance (e quem não adora um romance?), com um enredo recheado de paixões, intrigas, reviravoltas e momentos de suspense e clímax. É um livro que recomendo sem pestanejar.

 

Bom, mas cá, apenas entre nós: será que já não chegou a hora de alguém escrever sobre o que passa por detrás da nossa Suprema Corte? Quem se habilita?

 

Marcelo Alves Dias de Souza

Procurador da República

Mestre em Direito pela PUC/SP

Doutorando em Direito pelo King’s College London - KCL

OS DONOS DO BRASIL

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por Gabriela/Arthur, do Site Movimento Ordem Vigilia Contra a Corrupção

“Você sabe com quem está falando? Quem manda neste país é o meu pai”

Em uma viagem tomei conhecimento sobre um episódio deprimente, ocorrido durante uma apresentação do Cirque du Soleil. Foi relatado por um dos organizadores.

A cena foi protagonizada pelo filho do filho do Brasil, aquele que quer ser técnico de futebol. Exaltado e bêbado, Luiz Cláudio Lula da Silva teve que ser retirado pelos seguranças do Cirque du Soleil, porque ele acredita ser o dono de tudo, até mesmo de um espetáculo estrangeiro que tem as garantias legais para atuar em qualquer lugar do mundo, sob a proteção das leis de seu país originário, no caso, do Canadá.

Aos fatos: O filho de Lula, o mais novo, no Cirque du Soleil

“Quem manda nesse país é o meu pai, eu sento onde eu quiser e mando minha turma bater em você, porque descubro onde você mora”.

E repetia mil vezes: “Você sabe com quem está falando? Também, posso fazer você perder seu emprego.”

É assim que os “silvas” pensam: o Brasil é deles. Esse cretino tomou o assento de três senhoras que haviam pagado seus ingressos, e não queria sair do lugar delas de jeito nenhum. Ele estava acompanhado de duas garotas.

O coordenador chamou o segurança e o fez sair. O cafajeste estava bêbado e se recusava a tomar o assento que ele havia comprado, queria aquele lugar porque ele era o filho do Lula.

Pois bem, ele pediu para chamar o presidente do Cirque du Soleil. O canadense veio atendê-lo; ai… ele dizia ao coordenador:”Duvido que você conte a ele, que mandou o segurança retirar o filho do presidente do Brasil, que manda em tudo”…

Isto ele dizia aos berros e intercalado com palavrões. O funcionário respondeu:

“Eu falo sete idiomas e vou traduzir do jeito que você falar, mesmo falando mal de mim…’ Bom, uma das amiguinhas dele falava inglês, e foi ouvindo o coordenador traduzir literalmente a conversa do imbecil.

Resumindo: O diretor canadense, disse: “Aqui mando eu, e meu funcionário obedeceu rigorosamente as leis que regem o Cirque du Soleil, portanto, você se dirija ao seu lugar ou retire-se”

Ele se retirou, e tornou a voltar porque as moças estavam chorando e queriam ver o Show.

Muitos da platéia diziam: Ele é igual ao pai, vejam como está bêbado. Palhaço!!!

Lógico que foi solicitado ao público que parasse com as manifestações.

Lembrei-me dos filhos de Saddam Hussein!

Observação importante:

Para os dirigentes do Cirque du Soleil, a montagem do espetáculo, seja em qualquer país, obedece as leis canadenses.

Para facilitar o entendimento: é como a nossa Embaixada em Honduras. Lá, manda o governo brasileiro, que deve obedecer as regras diplomáticas; por sinal, coisa que o Lula não fez, pois transformou aquele “território” na Casa da Mãe Joana.

O ocorrido, relatado acima, foi no Brasil e a história nos foi contada por um dos organizadores do Cirque. O filho do filho do Brasil teria pago R$ 700 pelo ingresso, e sua fileira era bem melhor que a fileira onde estavam as três senhoras, pois oferecia uma visão mais ampla para o espetáculo. Porém, ele invocou que queria o lugar delas.

PS - O organizador nos explicou que nem com uma liminar ele poderia quebrar as regras du Cirque. E confessou-nos, que pela arrogância e violência do “neto” do Brasil, ele tremeu nas bases quando foi ameaçado, justamente porque sua família reside no Brasil.

AOS LEITORES

domingo, 15 de novembro de 2009

Por Franklin Jorge

Todos devem ter notado que nos ultimos dias não tenho feito nenhuma postagem nova. Por dois motivos: primeiro, pelo trabalho na implantação do Novo Jornal, que tem me absorvido o dia inteiro e parte da noite; e, segundo, porque, devido a uma longa exposição ao ar condicionado, quase contraí uma pneumonia.

Espero, em breve, voltar ao ritmo normal.

A todos, minhas desculpas.

BENDITA NUDEZ

domingo, 15 de novembro de 2009

Stella Galvão

Era uma vez uma jovem freira, bela e vistosa. Ela havia feito seus votos de devoção desde novinha, aparentemente sem pressão familiar. Assim, ela envergou o hábito cinza com a gravidade de uma Joana D’Arc a caminho da fogueira, crente e convicta. E falando em fogo, ocorria desta alma pura ser consumida por pensamentos não exatamente castos.

 

Donzela que havia sobrevivido às investidas de um sem número de moçoilos encantados com suas formas opulentas, ela reagia àquelas vontades com banhos demorados. Também consumia potes de doce de leite, o que a deixava mortificada. Se por um lado aplacava uma ânsia devoradora, de outro atiçava o pecado da gula.

Assim aflita, decidiu consultar uma psicóloga para desabafar. Contou com miudeza de detalhes como era acossada por labaredas em sua intimidade, tremendo de vontade de amar. Mas o que ela queria, e persistia nisso, era amar unicamente a Deus. Algumas sessões se passaram até que, na véspera de embarcar para uma temporada de preparação espiritual em solo Vaticano, ela foi surpreendida pela súbita abertura da porta do consultório onde se consultava.

Foi quando surgiu um homem quase nu, parcialmente coberto, todo respingado de tinta, do cabelo à unha do dedo mindinho. Numa das mãos, uma penca de livros, noutra, o rolo de tinta ainda fresca e pingando, espalhando o rosa no trajeto. Era o psiquiatra que ocupava a sala vizinha, naquele dia encarnando um dublê de pintor.

A freira pulou da poltrona e pôs-se a gritar, hipno­tizada pela visão do masculino ali, a poucos metros dela, e quase sem roupa. A cor da cueca causava mesmo uma ilusão de ótica. Estaria ele nu? A psicóloga teve uma crise de riso. E o psiquiatra ali, pasmo, sem entender nada. Depois da eternidade de um minuto, ele finalmente conseguiu se explicar. Dito isso, e após as desculpas de praxe, correu de volta para sua sala. Te­ria sido produto de sua imaginação fértil, justamente curiosa pela visão do corpo de homem? A entrada em cena do urologista de cueca foi um achado terapêutico. O tema da sexualidade reprimida da freira voltou ao lugar central do processo. Depois de contemplar um homem em roupas de baixo, ela repensaria a necessidade de um encontro com outro ser, carnal? Ou se aferraria aos seus votos?

 

Com questões assim no ar, ela embarcou para o Velho Continente, onde permaneceu por vários meses. De volta à psicoterapia para retomar o tema, dessa vez com uma abertura surpreendente. Falava agora, às claras, do que lhe provocava a visão de homens que a atraíam. Chegou mesmo a cogitar assumir sua sexualidade, dissimulando essa opção para as superioras e colegas de claustro. Só a deteve a crença no Deus onipresente, que tudo vê, do qual nada escapa. Mas, em longas permanências na capela Sistina, diante de uma série de anjos despidos graciosamente por Michelangelo, ocorreu a essa vocação ainda incipiente para as coisas da alma que o nu é mesmo belo. Que feio era o psiquiatra, assim tão banal, tão palpável, tão real.

TRIBUNAIS DE QUANTOS?

domingo, 15 de novembro de 2009

O Santo Ofício quer saber: você é a favor de mudanças nas regras para preenchimento de cargos nos Tribunais de Contas, com ênfase em critérios técnicos em vez dos políticos?

Por Geraldo Costa da Camino, procurador-geral do MP de Contas-RS

Os tribunais de Contas estão na berlinda. Não bastassem investigações sobre seus membros em quase metade das cortes estaduais, agora o governo federal elegeu o TCU como a “bola da vez”. Parece que todos são a favor do controle, mas de preferência sobre as obras dos outros. Assim, querem criar uma “Câmara Técnica”, mais ao gosto do poder, para ser a revisora das decisões do TCU. Não menos impertinente é a proposta das “auditorias externas”, que significam, em suma, a privatização do controle. Ainda bem que existe uma Constituição, cuja mudança não é tão fácil, e que determina as competências e a autonomia dos tribunais, as quais devem ser ampliadas, e não restringidas. Mas de algo que interessa para o seu necessário aperfeiçoamento pouco se fala: da alteração de sua composição e da forma de escolha de seus membros.

Dos sete conselheiros dos TCEs, quatro são indicados pela Assembleia Legislativa – quase sempre um deputado – e três pelo governador do Estado, sendo um de sua livre escolha – também usualmente um político – e dois de nomeação vinculada: um procurador e um auditor. Assim, apenas dois em sete membros são servidores concursados, proporção que não condiz com o perfil técnico que devem ter os tribunais, uma vez que o controle político cabe aos parlamentos. Não que a presença de políticos de origem nos colegiados – que não é obrigatória – seja um mal em si. Aliás, é um perigo para a democracia a demonização da classe política. Há maus e bons políticos, como há bons e maus servidores. A corrupção é um fenômeno humano, não dessa ou daquela categoria. E quanto mais se generaliza a crítica aos políticos, mais dessa atividade se afastam as pessoas de bem, deixando a porteira aberta para os mal-intencionados. O que se defende é, ao menos, a inversão daquela proporção, com o predomínio das escolhas técnicas para os tribunais de Contas, inclusive com vagas para seus servidores e para representantes da sociedade civil.

Entretanto, técnica ou política a escolha, fundamental é que sejam examinados com rigor os requisitos para o cargo. Deixando de lado os “notórios conhecimentos” e os “10 anos de exercício”, o indicado deve possuir “idoneidade moral” e “reputação ilibada”. Se é por demais subjetiva a avaliação da idoneidade moral, é objetivamente possível constatar se é ilibada, ou não, a reputação de alguém. Segundo Houaiss, ilibado é o que não foi tocado, que é sem mancha, puro, livre de culpa ou suspeita. Assim, reputação ilibada é aquela em relação à qual não paira dúvida, que sequer foi questionada. Obviamente que o indiciado em inquérito ou o réu em ação de improbidade tem sua reputação questionada, para dizer o menos, o que não implica desrespeito à presunção de inocência. Ou não são exigidas certidões negativas, folhas corridas e investigações da vida pregressa aos inscritos em concursos públicos? “Ficha limpa” para o “andar de baixo”; “ficha limpa” para o “andar de cima”!

Há alguns anos, o gaúcho Adylson Motta – então presidente do TCU – declarou que não daria posse ao senador Luiz Otávio, que era réu em ação penal no STF. O impasse só foi resolvido com a retirada da indicação, e a posse não se deu. A função de controle é essencial para a democracia e legitima o tributo. Seus órgãos, cujos integrantes têm as garantias da magistratura, não podem ter suas cadeiras partilhadas politicamente ou disputadas como prêmios por serviços prestados. A responsabilidade é da essência da República e os cidadãos têm o direito de questionar a legitimidade das escolhas de seus representantes. Oxalá sejam boas!

3X4 DA REPÚBLICA PETISTA

domingo, 1 de novembro de 2009

Da redação de O Tempo (MG)

Entre o estilingue e o telhado de vidro, ninguém quer fiscalização

Fazer aniversário duas ou três vezes por ano, falar dos seus desejos ao soprar as velinhas, tocar trompete na Guarda Presidencial, visitar obras com uma comitiva enorme de ministros. São todas ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, para alguns, combinam muito com o perfil dele. Mas também é óbvio o objetivo eleitoral dessas atitudes. Exagero ou não, é a Justiça eleitoral que vai decidir.

Mas prometer obras para 2011, ainda que haja um reconhecimento de que a declaração foi um erro, é um abuso. Há erros que não podem ser cometidos. E há erros que são propositais, que têm como objetivo criar uma situação tal que, mesmo com um pedido oficial de desculpas, não é possível mais reparar seus estragos.

A pré-campanha da ministra Dilma Rousseff está repleta de pequenos enganos, atos falhos, questões de interpretação. Mas enquanto as polêmicas ocupam a mídia, o nome da ministra vai se tornando mais conhecido. E a oposição reforça o movimento ao fazer uma contestação ineficiente - para não dizer dúbia. Nesta semana o governador José Serra disse, por exemplo, que não vê ilegalidade na possibilidade de colher os frutos políticos de uma boa gestão.

Na verdade, quem é estilingue também tem telhado de vidro. Serra sabe que ele e Aécio Neves precisam também dos louros que poderão ser obtidos a partir de seus desempenhos nos governos estaduais. Então é prudente para o PSDB não pegar muito pesado em relação à campanha extemporânea e ao uso da máquina administrativa. Aliás, verdadeiramente a nenhum partido interessa uma fiscalização rigorosa.

A fiscalização deve ficar mesmo por conta dos atos mais graves. O problema é que eles estão se multiplicando.

O HOMEM DE AÇO

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Por Silvia Amorim, do Estadão

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que tem “nervos de aço” para política e as pressões dentro e fora de seu partido para que decida ainda este ano se será ou não candidato à Presidência em 2010 não o abalam. “Eu tenho nervos de aço em política”, afirmou.

Depois de se negar a fazer comentários sobre a disputa presidencial, Serra foi indagado se ficava impaciente com os pedidos de antecipação de um anúncio de candidatura do PSDB. “Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião”, respondeu com risos.

O tucano defende a tese de que o candidato do PSDB seja definido somente em março do ano que vem, quando vence o prazo fixado pela Lei Eleitoral para ele se afastar do governo paulista caso queira disputar o Planalto. Seu concorrente à vaga de presidenciável do PSDB, o governador de Minas, Aécio Neves, disse na terça-feira mais uma vez que espera uma decisão da legenda até janeiro, ou então anunciará sua postulação ao Senado.

Não é a primeira vez que Serra manda um recado público àqueles que defendem uma definição antecipada. Na semana passada, ele fez um desabafo pela internet em seu microblog na rede social Twitter. “Estou cansado de NÃO responder à pergunta sobre a Presidência”, escreveu. Até sinalizou que poderá fazer anúncio em primeira mão na própria rede.

Ontem Serra insistiu na defesa da tese de que ainda é cedo para decisões. “Você sabe se o Ciro Gomes vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Então, por que essa ansiedade?”, argumentou com os jornalistas. Para ele, “não há nada definido no Brasil”. “E também não há necessidade, porque é muito cedo.”

PESQUISAS

A resistência do tucano em declarar-se candidato tem uma razão. Ele teme virar alvo dos adversários cedo demais, por isso adia o quanto pode um anúncio de pré-candidatura. O assunto foi alvo de sondagem do PSDB paulista. Pesquisas qualitativas encomendadas pelo partido revelaram que o eleitor tende a ver com antipatia anúncios fora de época de postulações, principalmente quando o candidato está governando.

Serra reclamou ainda do assédio da imprensa. “Ontem (anteontem) eu fiz um comentário de que é importante o pessoal saber o que nós estamos fazendo na educação e deu primeira página de um jornal porque entenderam que era uma colocação política”, disse, referindo-se à declaração em que defendeu o uso de realizações de sua gestão para “colher dividendos políticos”. “A gente saber o que nós mesmos fizemos é muito importante para poder explicar, defender e inclusive colher dividendos políticos, o que é legítimo dentro de uma ação governamental”, afirmara na terça-feira.