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UERN: A CRITICA PERTINENTE DOS LEITORES

domingo, 6 de setembro de 2009

Da Redação

A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) continua dando o que falar…

Sem comentários, transcrevemos a seguir e-mail de um leitor que se identifica como Nicodemos, cuja identidade preservamos para que não venha sofrer retaliações. Ele comenta matéria escrita por Franklin Jorge sob o titulo UERN: UM CASO DE DESRESPEITO À LEI”, publicada aqui recentemente, após uma rápido conversa do jornalista com o promotor Eduardo Medeiros.

A acrescentar, apenas, que na próxima terça-feira vamos agendar entrevista com o delegado do Ministério do Trabalho em Mossoró, que está devendo explicações à opinião pública, por sua contumaz conivencia com uma situação, sob qualquer aspecto, escandalosa. Afinal, como bem colocou o jornalista, “a UERN é reincidente” e se beneficia da complacencia das autoridades legalmente constituidas para aplicar a lei contra os contraventores. Ganham para isto às custas dos nossos impostos.

Leiamo-lo, pois suas palavras expressam a opinião de muitos:

 “Meu caro Jornalista Franklin Jorge, este texto que acabo de ler merece um destaque especial em seu blog. (Admiro sua desenvoltura na tecelagem textual). Ele nos mostra que a imprensa deve se colocar, incondicionalmente, a serviço da cidadania. Porém, o que vemos, na imprensa formal, são informações tendenciosas que favorecem a interesses particulares.

“Um representante do poder executivo não precisa saber de onde vem certas informações ou denúncias sobre um determinado fato. O que importa saber é se o fato, de fato, existe. Todos nós sabemos, e o Ministério Público do Trabalho sabe mais do que nós, que existem muitas irregularidades de fórum trabalhista na UERN.

Esse argumento que você apresentou do promotor do Ministério Público Estadual, deixa, bastante claro, que ele sabe mais do que qualquer um de nós sobre as irregularidades contratuais na UERN. O que ele disse significa: “Sei disso! Eu mesmo verifiquei o fato! Estou chateado porque essas informações vazaram para a sociedade via esse seu blog!!!!! Mas, mesmo assim, esse povo que você fala ainda não demonstrou força suficiente que me obrigasse a cumprir com o meu dever e isso é, exatamente, o que eu não quero fazer!!”

“Outro ponto interessante é que, em um determinado local em seu texto, encontra-se a palavra negligência que a tomei por eufemismo. A essas alturas, quer dizer, 18 anos após, esta palavra já, há muito, tornou-se descontextualizada. Esse novo contexto exige a substituição de negligência pela expressão conivência (e) por complacência (comprazer, agrado). Ora, 18 anos para um viciado, é um estado patológico bastante avançado e quase irreversível!!! Ou seja, já é uma afirmação de caráter. Foi bem colocada a seguinte expressão: “A UERN é reincidente”.

“Além disso, é pura verdade quando você menciona o fato de que o cidadão se sente reservado ou, mais enfaticamente, constrangido e apreensivo em fazer, diretamente, uma determinada denúncia. O medo é um sentimento universal. Qualquer um de nós, por mais hediondo que seja o crime testemunhado, sentimos uma certa apreensão quando precisamos nos revelarmos fazendo denúncias. Claro, uns mais, outros menos. Portanto, caro jornalista, sua colocação foi bastante pertinente. Quando alguém se expõe sem maiores reservas já é porque a situação extrapolou os limites e as pessoas decidiram agir com plena consciência das possíveis conseqüências do confronto, como é o caso das revoluções, por exemplo.

“Para finalizar, gostaria de deixar, bem claro que, logo que tomei ciência das irregularidades na UERN através deste blog, procurei o site do Ministério Público do Trabalho para denunciar estas irregularidades. Mas não o fiz, exatamente porque não me senti seguro quanto ao serviço que iria prestar a sociedade potiguar, pois, para isso, até o número residencial deve ser revelado. Minha conclusão: isso é uma forma de inibir o público a fazer denúncias. Eles não estão interessados nisso. Mas fingem que estão para tentar justificar a existência de um órgão mantido financeiramente, assim como a UERN, pelo erário.

“Senhores promotores, seus verdadeiros colaboradores e defensores são o povo!!!”

De UERN: UM CASO DE DESRESPEITO À LEI, 06/09/2009, 11:53

 

UM POTIGUAR NO RASTRO DO TEMPO

sábado, 5 de setembro de 2009

Por Marcelo Abreu, do Correio BrazilienseBrasilia

- Em Jardim de Piranhas, cidadezinha quase próxima a Caicó, no Rio Grande do Norte, o vento fez a curva. É longe, longe de dar dó. E foi lá que, há 53 anos, nasceu o homem que falaria do tempo como se o tempo fosse ele mesmo. Depois de quase três décadas, ele, que jura ter 1,67m, continua falando do tempo com disposição de gigante. Luiz Cavalcanti é assim: cresce ao falar do que mais gosta de fazer. Filho de Severino Germano e Docelina, o menino queria ser arquiteto. Como, arquiteto? Em Jardim de Piranhas nem faculdade tinha. Quando ele completou quatro anos, a mãe morreu. Aos oito, foi-se o pai. E a educação de Luizinho, como o chamam até hoje em família, ficou aos cuidados de uma irmã mais velha. E foi pra casa dela que ele se mudou quando decidiu morar na Paraíba. Em Campina Grande, depois do ginásio e do científico, Luiz ainda sonhava em ser arquiteto. Arquiteto? Em Campina Grande também não tinha faculdade. Aí, ele teve que mudar de ideia. Decidiu que seria engenheiro. Mas a concorrência era muito grande. Luiz ouviu o conselho de um amigo: “Faz outro curso da área de exatas, tu passa e lá dentro muda pra engenharia”.

Esperto que era, Luiz, então, se inscreveu em meteorologia, na Universidade Federal da Paraíba. Foi aprovado com boa pontuação. E começou a estudar, de olho na mudança para engenharia. Deu-se um ano pra sacramentar a ideia. “Com poucos meses de faculdade, me apaixonei pelo curso. Me entusiasmei com aquela ciência que tratava ao mesmo tempo de matemática, física e química”, conta.

E lá se foram cinco anos e meio. Aprendeu ali que o tempo é muito mais do que medição atmosférica. Era a própria vida. Nunca mais o rapaz de Jardim de Piranhas pensou em arquitetura. Esqueceu a engenharia para sempre. Formou-se. Pensou no pai e na mãe, no dia em que recebeu o canudo de bacharel em meteorologia. E agora, o que fazer? Onde arrumaria trabalho? “Apareceu um estágio remunerado de quatro meses, de um salário mínimo, em Brasília. Não pensei duas vezes.”

Em 1983, Luiz desembarcou no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Ficou hospedado em um hotel de trânsito, dentro do próprio local onde faria o estágio. Aqui, logo se encantou pelo verde de Brasília. Virou um dos estagiários que ajudavam a prever o tempo da capital da República. Termina o contrato de quatro meses. Voltar pra Campina Grande? Mais uma vez, contou com a sorte. Por meio de uma tabela especial do Ministério — o país ainda vivia o regime militar —, Luiz foi efetivado no instituto. Virou o rapaz que sabia se ia chover ou não, fazer frio ou calor, se a seca arrebentaria ou não. Só que agora com carteira assinada. “Comecei a fazer isso ao vivo para a tevê. Em pouco tempo, era o chefe da divisão técnica do centro de análise e previsão do tempo do Inmet”.

O menino de Jardim de Piranhas que aprendeu a ler e interpretar o tempo casou-se na terra de JK. Nasceram os dois primeiros filhos. Separou-se. Casou-se pela segunda vez. Mais um filho. Separou-se. Está no terceiro casamento, desta vez sem filhos. E se derrete ao falar dos meninos: “A mais velha passou pra jornalismo aqui, na UnB, e em Santa Catarina. Preferiu estudar fora. Ela sempre foi muito aplicada e inteligente. Os mais novos estão no segundo grau”.

E como ele sofre, o homem potiguar. “Desde menino, minha paixão foi o Botafogo. Ele já me deu muitas alegrias. Hoje, só sofro…” Em Campina Grande, onde virou adolescente, aprendeu a torcer pelo Campinense Grande, o time da juventude. “Tá na lanterna da Série B do estado”. Melhor parar por aqui…

Voltemos, pois, ao tempo. O miúdo Luiz se agiganta ao falar do assunto que lhe palpita a vida. “Quando eu era menino, o tempo era apenas o meu bem-estar. Assim que acordava, olhava logo pra janela. Sabia se ia dar ou não pra tomar banho no rio. Hoje, todo dia, quando acordo, continuo olhando da minha janela. É como se voltasse à minha infância…”

Hoje, porém, o menino não toma mais banho no rio. Para executar as atividades do tempo, além do trabalho da equipe de nove previsores, ele conta com supercomputadores, capazes de cálculos inimagináveis e análises sofisticadas de radares e satélites para montar os mapas do instituto. Viajou cinco vezes à Europa para fazer cursos na sua área. E revela, sem medo de errar: “Nossos índices de acertos para Brasília estão entre 90% a 95%. Podemos fazer uma excelente análise com até cinco dias de antecedência. É muito bom para uma semana. Em meteorologia não existe adivinhação. Os dados são científicos”. Cheio de orgulho, conta: “Recebemos o ISO 9000 (certificado de qualidade), com índices superior a 80% de acertos”.

Sobre as críticas que o instituto eventualmente recebe, ele manda um recado: “A gente não faz o tempo. Prevemos. Só atingiremos 100% de acertos quando a gente virar Deus”. Mas admite, também, que, há 20 anos, quando estava começando, os equipamentos eram obsoletos. “Os dados de que dispúnhamos eram reais, mas a interpretação deles dependia muito da subjetividade do previsor.”

Luiz é mais conhecido em Brasília do que nota de R$ 2 e do que seu Fiat Tempra branco 1995, carro que o leva e traz há 14 anos. “Aonde eu vou, a primeira pergunta que me fazem é se vai chover ou não. É o garçom no restaurante, na loja de parafuso, na padaria, na frutaria da 315 Sul, onde moro. Ouço e respondo com a mesma satisfação da primeira vez.” E explica por que, perguntando: “Você é capaz de citar uma atividade humana que não precisa de informação do tempo?”. Ligeirinho, ele mesmo responde: “É claro que não. O tempo se faz presente na agricultura, nos transportes de todos os tipos, na pecuária, na produção agrícola e na vida pessoal de cada um de nós”.

Mas a pergunta que ouve na rua é a que mais faz tocar o telefone do instituto. “Em casamento, é a primeira coisa que fazem. Em festas de criança, as mães chegam a perguntar se vai chover naquele dia no quintal da casa delas porque ali é o local do pula-pula. Tem gente que liga pra saber se pode pegar o avião sem susto. As pessoas perguntam tudo. É o tempo interferindo na vida delas”, observa, tinindo de contente.

Nos momentos de lazer, Luiz gosta de comer bem. E não dispensa um bom sarapatel na Feira do Núcleo Bandeirante ou uma carne de sol em algum restaurante nordestino de Brasília. Quando quer descansar, foge com a família para Olhos D’água, onde tem uma casinha. É lá que ouve o seu Gonzagão, o rei do baião, como gosta. “Tenho todos os discos dele, mas também escuto música clássica e uma boa MPB. Só não consigo escutar funk”, entrega.

Daqui a sete anos, Luiz se aposentará. Em quase 27 anos, nunca tirou licença-prêmio. Guarda-a para somar com o tempo final de serviço. Mas já planeja: “Vou comprar um jipe e sair pelo interior do Brasil, fotografando. Quero fotografar natureza e pessoas. Conhecer gente. Depois do tempo, fotografia é o que mais gosto de fazer”.

A primeira previsão meteorológica de que se tem notícia foi publicada no jornal A Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1917. Foi o marco. Era o grande acontecimento da época. O trabalho foi realizado com uma pequena rede meteorológica e uso de telégrafo. Hoje, 92 anos depois, muita coisa mudou. Existem supercomputadores, satélites e radares de última geração. Leitura precisa, beirando a perfeição. “Todos os dias, intuitivamente, assim que acordo, olho pra janela”, assume Luiz, o homem que fez do tempo um aliado.

 

 

2013:POPULAÇÃO ONLINE SERÁ DE 2.2 BILHÕES

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

 Por Stella Dauer

 

 

A empresa de pesquisas Forrester Research anunciou em um estudo que o número de pessoas conectadas à internet deverá crescer em 45% nos próximos 4 anos, praticamente dobrando a população que freqüenta a rede e alcançando os 2.2 bilhões. A notícia é do site USA TODAY .

 

Com o crescimento do número de usuários na Ásia, este se tornará o continente com o maior número de conectados, alcançando 43% do total. A China deverá ser o maior país online, com 17% dos internautas de todo o mundo, noticiou o site IT PRO .

 

Na Europa Oriental, países como a Rússia e a Turquia verão um crescimento de 8% e o continente africano, bem como o Oriente Médio terão um grande crescimento de 13% até 2013, com Egito, Iraque e Nigéria liderando o ranking regional.

 

Já os países ditos industrializados, apesar de continuarem crescendo, enfrentarão uma queda na velocidade da adesão de seus cidadãos à rede. Isso porque, de acordo com o blog Between The Lines do site ZDNet países como os Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Austrália e os pertencentes à Europa Ocidental já possuem grande parte de sua população conectada à internet, e deverão crescer apenas 1% a 3%.

E TRAÇO E TEÇO MEU TEXTO

domingo, 30 de agosto de 2009

 

Por Ronaldo Werneck

 

 

Brincadeira boboca, mas irresistível: Cataguases é uma cidade de primeira.  Passou a segunda, não tem mais graça: ela também passa. Para quem gosta de dirigir, é um desatino. Mal começa, ela acaba. Nem bem engrena, ela termina. Não importa se o carro é mecânico ou automático, se a gente passa ou não passa marcha, ou se as marchas é que nos passam: na primeira acelerada, ela termina. Ou determina marchas-lentas: surgem do nada um trem que é um trem de transtorno, motociclistas avoados, bicicleteiros que parecem esquecidos da vida, (di)vagando nas vias onde o trânsito deveria escoar.

Mas nem sempre escoa, eis que a cidade já exibe, orgulhosa, seus engarrafamentos na hora do rush. Coisas de metrópole: Cataguases tem mais auto(i)móveis que Nova York. Há controvérsias? Resolve-se num só instante: basta checar (por logaritmo, é claro) a proporção carro-habitante. É uma cidade que não pede prise. Talvez por isso não entre em crise. E sejam poucos os acidentes. Que assim seja.

Meia-volta-e-meia saio dela pelaí – assim ao vai-da-valsa, ao suingar-do-samba, ao roquear do rock, ao tarantantan-do-tango, ao bolero-pra-quê-te-quero. Quer dizer: som na caixa (de marcha). Para Astolfo Dutra, quando bate uma vontade já agora impossível de rever meu caro Luiz Linhares. Para Itamarati, porque me agrada a súbita assonância dessa “pedra-ita” que “amara a ti”. Para o Glória, distrito que torna masculina a vila-fazenda do Major Vieira, primeva e primorosa. Para Mirai, quando – mira aí, minha menina – batem saudades de laranjas maduras à beira da estrada, aquela fruta que não vai dar no “avarandado do amanhecer”, que isso é coisa do baiano Caetano, mas no pequenino manancial de mineiras reinações de Mestre Ataulfo Alves.  

Para Leopoldina, às vezes & quase sempre, que isso aqui é um festival de controvérsias – e não é? Logo que pra cá voltei, final do século passado, costumava ir pra lá de madrugada, tomar café. Ninguém acreditava que eu pegasse estrada noite adentro pra tomar café. “Tem mulher no meio”, diziam. Pra quem quiser, rimam café & mulher. Mas, não aqui: era café mesmo. Num velho bar perto da Rodoviária, há uma parada dos ônibus que trafegam pela Rio-Bahia. Ali, no Centenário – não falei que o bar era antigo? –, há (ou havia?) café expresso a noite inteira. Então, Leopoldina by night era/é café no Centenário e gostar de dirigir, guiar pra desanuviar, guiar quando o trabalho trava, botar o carro na estrada pra ver se a noite vem socorrer meu texto. Sim, eu dirijo escrevendo.

Ou escrevo dirigindo. Sempre que o texto entala, pego o carro e saio por aí a pensar na morte da cachorra ou na do Ulysses Guimarães. Sim, no insondável mistério da morte direta e já. No súbito desaparecimento do Doutor Ulysses. E na pergunta sem resposta que me fez Tia Dalila, lá se vão mais de quinze anos. Internada no Pronto-Cordis, segurando-se no alto de seus quase noventa anos, Lilila vira-se pra mim no meio da noite, assim como quem não quer nada: “Meu filho, o mar devolve tudo que nele jogamos, não é? Então por que até hoje não devolveu o Ulysses Guimarães?”.

Ó mar, ó mar, porque até agora nada do velho Ulysses voltar? Nada o Doutor Ulysses? Nada? Sigo eu me perguntando estrada afora, enquanto me anoiteço e me aconteço de encontro ao acaso, e torço e traço e teço meu texto. Som ligado, a voz de Cartola me inunda de poesia, e à estrada, e à noite perto da Aurora: “Deixe-me ir preciso andar/ Vou por aí a procurar/ Quero assistir ao sol nascer/ Ver as águas dos rios a correr/ Se alguém por mim perguntar/ Diga que eu só vou voltar/ Depois que eu me encontrar” .

Então, Cataguases está logo ali, no clarão da antemanhã E não há mais controvérsias: ela é um só entrecruzar de fronteiras eruditas e automobilisticamente semoventes, com ou sem marchas. De tudo um trem, um traste, um apito, um muito alto grito. Tudo fora dos trilhos: drama, geografia, manhã, etimologia, música, poesia. Como este texto, essas palavras que escapam ao meu domínio. Um cicio, um sussurro em fuga, quase algaravia. Uma reta, uma canção que se segreda. Uma curva, uma história que surge e some.

PALOCCI,CRÔNICA DUMA ABSOLVIÇÃO ANUNCIADA

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De Y! Posts

Brasilia — O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) deve se livrar nesta semana, no Supremo Tribunal Federal (STF), da suspeita de que teria ordenado a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o que ajudaria seus planos políticos para o ano que vem. Por tabela, também deverão se livrar da acusação o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Jorge Mattoso e o ex-assessor de imprensa de Palocci no Ministério da Fazenda, o jornalista Marcelo Netto, suspeitos de envolvimento na quebra do sigilo.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a maioria dos ministros vai concluir que não há provas materiais de que Palocci tenha mandado subordinados quebrarem o sigilo do caseiro. Em 2006, Francenildo revelou ao jornal O Estado de S. Paulo, em entrevista exclusiva, que Palocci frequentava reuniões com lobistas numa casa em Brasília.

Uma decisão do STF concluindo pela inocência de Palocci ajudaria seus planos políticos. O deputado do PT é considerado uma espécie de “curinga” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, é cotado tanto para substituir o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro - que assumirá uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) -, como para ser candidato ao governo de São Paulo.

Em entrevista dada ao jornal, o caseiro disse que Palocci frequentava as reuniões em uma mansão em Brasília nas quais ocorriam partilha de dinheiro que chegava numa mala. Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, ele afirmou que Palocci era chamado no local de “chefe”. Dias depois da entrevista, Francenildo teve sua conta na CEF violada. Surgiram suspeitas de que a quebra do sigilo tinha sido determinada pelo ministro da Fazenda. Como consequência, Palocci, na época um dos principais ministros da equipe de Lula, caiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

O CASO DO HOMÔNIMO

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Recebi e-mail do jornalista Isaac Ribeiro, repórter do Caderno Viver jornal Tribuna do Norte, pedindo-me para esclarecer quer o homônimo citado em matéria que escrevi sobre o festival gastronomico de Martins não é ele. Trata-se do galerista, como está citado na matéria, que organizou a mostra de artes plásticas dentro do programa “Assembléia Cultural”.

Peço desculpas pela demora em fazer este esclarecimento. É que o e-mail me passou despercebido.

DUQUE ARQUIVA AÇÃO CONTRA VIRGILIO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

De Y! Posts

Brasilia — A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) afirmou hoje que o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), decidiu pelo arquivamento da denúncia apresentada pelo PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Virgílio é acusado de manter em seu gabinete um funcionário fantasma, de pedir empréstimo ao ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para pagar despesas pessoais e de ter usado indevidamente o plano de saúde do Senado para tratamento da mãe (já falecida).

Duque protocolou o seu despacho sobre a representação contra o parlamentar tucano na Mesa Diretora à tarde. Pouco antes, o presidente do Conselho de Ética havia afirmado que a representação contra Virgílio é mais bem fundamentada juridicamente do que as onze ações registradas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), arquivadas na semana passada.

PORTALEGRENSE OBTÉM PREMIO DE ECONOMIA

sábado, 8 de agosto de 2009

 

 Divulgação

 

 

Pau dos Ferros – O Campus Avançado Maria Elisa A. Maia, de Pau dos Ferros, divulga a seguinte nota de interesse da comunidade acadêmica:

 

“Prezado/a colega do Curso de Ciências Econômicas do CAMEAM,

CC a todos os que fazem este Campus Universitário .

 

“Vimos PARABENIZAR a aluna concluinte do Semestres 2008.2 do Curso de Economia do CAMEAM, Maria de Fátima Fernandes  Diógenes, de Portalegre, por ser a grande vencedora do Prêmio RN/2009 de Economia, e todos os que fazem esse Curso pela nobre conquista e por abrilhantar, com resultados como esses, todos os que o CAMEAM e a UERN.

 

“Parabenizamos, ainda, e também em especial, o Prof. Ronie Cléber de Souza , do Departamento de Economia do CAMEAM, pela contribuição direta no sucesso desse trabalho.

 

“Em nome de todos que fazem o CAMEAM, registramos os nossos PARABÉNS e nossos DESEJOS de que sucessos como esse possam se repetir no Curso de Economia e em todos os demais Cursos do CAMEAM/UERN.

 

Prof. Gilton Sampaio de Souza

Profa. Joseney Dantas de Queiroz

Diretor e Vice-Diretora do CAMEAM/UERN”

BANCO DO BRASIL AO DEUS-DARÁ

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Mossoró — a agencia do banco do Brasil, localizada à Avenida Alberto Maranhão, em Mossorpo, está sem condições de prestar bons serviços. Seu autoatendimento é dos piores e completamente inadmissivel numa agencia do seu porte.

Falta-lhe logistica e manutenção e, sobretudo, fiscalização da Promotoria de defesa do Consumidor, que em Mossoró lembra mais o infernod escrito por Dante: se existe, não funciona. Dos 13 caixas automáticos, oito têm o seu uso restrito a consultas, depósitos e emissão de cheques; seis funcionam apenas para saques, pagamentos e consultas, mas, desses, apenas quatro funcionam e um deles, às vezes dois em dias de pique, destinam-se aos idosos, deficientes e gestantes.

Há dois anos e seus meses vivendo em Mossoró, tenho observado que os caixas automáticos quando se quebram levam em ´média seis meses para serem consertados…

Não sei o que faz o gerente geral da agencia, sr. Ivan Brito, que não toma providencias nem cuida do conforto dos usuários dessa grande e desengonçada repartição pública que tem decaido a olhos vistos sob o governo do presidente Lula. Diante da sua habitual displicencia, ficoi pensando que ele só pode ser “o peixinho” de algum politico influente, para se lixar desta maneira para os usuários dos serviços do banco e ao mesmo tempo zombar da existencia da promotoria especializada e visivelmente inoperante..

FM VIDA, AUDIÊNCIA E CREDIBILIDADE

sábado, 1 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Martins Profissionalismo e credibilidade são os ingredientes do sucesso da Rádio FM Vida, de Martins, que se faz ouvir em diferentes regiões do estado (Oeste, Vale do Assu, Região Central e Seridó), graças a sua localização privilegiada, equipamentos de qualidade e uma programação que valoriza a cultura norte-rio-grandense.

Sua programação alcança 56 municipios, inclusive dos estados do ceará e da Paraiba. A soma dos habitantes desses municipios que recebem o sinal da FM Vida ultrapassam meio milhão. Fundada mem 1997, a emissora se destaca pela interatividade e dinamismo da sua ação jornalistica e educativa.

Bem equipada, possui links de transmissões externas de longo e curto alcances dentro da área abrangida que se amplia em virtude do uso que faz da Internet e da sua posição geográfica (o alto da serra de Martin s, a 750 metros acima do nivel do mar).

Operando através de duas torres de transmissão, a rádio tem investido especialmente na qualificação de seus funcionários, 12 ao todo e de uma programação variada e regionalizada que faz a diferença. No momento em que converso com o seu diretor, erian Leite, ele me informa que está empenhando em enriquecer a grade da programação com novos atrativos.

NEY EXPÕE NA SALA JOSEPH BOULIER

sábado, 1 de agosto de 2009

Por Franklin Jorge

Mossoró — O artista plástico e estilista Ney Morais expõe de 06 a 27 de agosto na Sala Joseph Boulier do Memorial da Resistencia, em Mossoró, pinturas, camisetas, objetos. O vernissage, para convidados, será dia 06 às 20h.

Personagem legendária da boemia local, remanescente dos anos 60, sua obra está vivamente influenciada pela cultura pop, e em especial pela vertente chamada “psicolélica” ou underground. Ney é um ativo militante dos movimentos artisticos locais.

PETROBRAS É ALVO DE AÇÃO POR ASSÉDIO

quinta-feira, 30 de julho de 2009

 

 

 

 

Salvador - O Ministério Público do Trabalho na Bahia pede multa de R$ 100 milhões para a Petrobras por suposta prática de assédio moral coletivo em uma ação civil pública em tramitação na Justiça do Trabalho de Salvador. Por meio da assessoria, a estatal negou a ocorrência de casos de assédio em unidade da empresa na Bahia.

 O MP ingressou com a ação em abril, depois de um ano e meio de investigações. No último dia 15, foi realizada a primeira audiência do processo. De acordo com a assessoria da Justiça do Trabalho da Bahia, o processo continua em tramitação, mas não há definição sobre a data da próxima audiência.

Na primeira audiência, de acordo o procurador Manoel Jorge e Silva Neto, a Petrobras teria dito que as acusações seriam “políticas”. Segundo ele, uma comissão de trabalhadores de unidades da Petrobras na Bahia procurou o Ministério Público do Trabalho há cerca de dois anos para narrar casos de “abuso de poder e manipulação perversa” por parte de superiores imediatos.

De acordo com Wanderley Júnior, funcionário da Petrobras e diretor da Associação dos Trabalhadores da Indústria de Petróleo e Gás da Bahia (Aepetro), 18 trabalhadores relataram ao procurador casos de assédio moral.

Segundo o procurador, um dos trabalhadores ouvidos disse ter ficado por dois anos sem nenhuma atividade designada e, ao ser deslocado para outro departamento, teria sido humilhado pelo novo chefe. Há ainda outros casos, segundo Silva Neto, de chefes que gritavam com seus subordinados.

Outro lado

 

 

Por e-mail, a assessoria de imprensa da Petrobras negou que tenha havido assédio moral em unidade da empresa na Bahia.

“Não é verdade que tenha havido assédio moral na Petrobras, em Salvador. A ação foi devidamente contestada pela Companhia em abril deste ano. O processo está fora da pauta de audiências da 39ª Vara do Trabalho”, diz o texto.
A empresa também nega que tenha argumentado que as acusações do Ministério Público são políticas. “Ao contrário, tal informação foi extraída de documentos reunidos pelo próprio MPT.” 

A ação

 

 

 

 

 

Na ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho, o órgão não defende os interesses de nenhum trabalhador especificamente. Na hipótese de o MP ganhar a ação na Justiça, os R$ 100 milhões serão direcionados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

“A justificativa do valor relacionado ao dano moral é pela capacidade e idoneidade econômica da empresa. Que o dano econômico funcione como advertência a fim de que empregador não pratique mais atos daquela natureza”, afirma o procurador Silva Neto.

O Ministério Público pede ainda que a Petrobras seja condenada a fazer campanhas internas contra o assédio moral, a publicar notas em três jornais de grande circulação e a veicular campanhas nas três emissoras de maior audiência do estado.

O SUJO CONTRA O MAL LAVADO

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Transcrito de Y! Posts

Brasilia — O PMDB apresentará ao Conselho de Ética, entre segunda e terça-feira da próxima semana, uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). A informação foi confirmada líder peemedebista Renan Calheiros (AL). A medida será uma resposta às representações que os tucanos registraram contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no colegiado. “O PMDB disse que, se o PSDB entrasse com representações contra o presidente Sarney, existiria um comportamento recíproco”, justificou.

O Conselho de Ética recebeu ao todo 11 ações contra Sarney. São cinco representações (duas do PSOL e três do PSDB) e seis denúncias - quatro do líder tucano Arthur Virgílio e duas assinadas em conjunto por Virgílio e pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). As representações vão de desde pedidos para investigar a responsabilidade de Sarney na edição de atos secretos à possível participação do senador em esquema de desvio de dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras pela fundação que leva seu nome. Para Renan, esta quantidade de ações contra Sarney “é a marcha da insensatez”.

O líder do PMDB disse que a decisão de apresentar representação contra o parlamentar tucano foi tomada “partidariamente”. “Uma coisa era o Arthur Virgílio apresentar denúncias e outra coisa é uma representação encampada pelo partido”, disse. Calheiros explicou que técnicos do PMDB ainda avaliam se o partido apresentará uma única representação contra o líder do PSDB ou se registrará três documentos em separado.

Questionado se a retaliação contra o líder tucano não aumentaria a crise no Senado, Renan Calheiros afirmou que o PMDB “sempre tentou formatar uma solução para a crise”. “A representação não é uma ação, é uma consequência”, disse. “Conversei com o Sérgio Guerra (presidente do PSDB) e com o Arthur Virgílio e disse que, com essa atitude de radicalização, o PMDB faria tratamento igual”, concluiu.

Denúncias

De acordo com o peemedebista, as ações serão embasadas em reportagem da revista “IstoÉ”, que revelou que Arthur Virgílio teria pego, em 2003, US$ 10 mil emprestados do ex-diretor do Senado Agaciel Maia quando teve problemas com seu cartão de crédito em uma viagem particular a Paris. Segundo a revista, o parlamentar teria ainda extrapolado o limite permitido pelo Senado para tratamentos de saúde, quando a mãe dele ficou adoentada.

Também pesa contra o Virgílio a revelação de que um funcionário de seu gabinete passou 18 meses na Europa sendo mantido às custas do Senado. Por causa deste funcionário, Virgílio devolverá R$ 210.696,58 aos cofres públicos, valor referente à soma de salários e recolhimento de impostos que saíram das contas da Casa para custear as despesas com o assessor na folha de pagamento.

 

SENADO NEGA EXISTENCIA DE SERVIDORA ‘FANTASMA’

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Transcrito de Y! Posts

Brasilia — A secretaria de imprensa da presidência do Senado negou em nota divulgada hoje que a servidora Gabriela Aragão Guimarães seja funcionária “fantasma” da Casa. Segundo a declaração, ela trabalha “com assiduidade” como assistente parlamentar do Conselho Editorial do Senado, com expediente de 7h às 13h, e salário bruto mensal de R$ 1.247,48. A presidência do Senado informa também que, além de trabalhar na Casa, Gabriela cumpre estágio obrigatório na Caixa Econômica Federal, das 13h às 18h. Sobre a coincidência de horários entre um trabalho e outro, a nota diz que a servidora almoça no estágio.

A nota é uma resposta à reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, na qual Gabriela, filha de um dos ajudantes de ordens do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é apontada como funcionária “fantasma” do Senado. A matéria diz que Gabriela, além de ser estagiária da Caixa Econômica Federal, é lotada no gabinete de Sarney no Senado, mas não é conhecida pelos funcionários que trabalham lá. Procurada em sua casa pela reportagem, a própria Gabriela atendeu o interfone e negou-se a responder onde trabalhava.

PSOL REPRESENTARÁ AMANHÃ CONTRA SARNEY

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Transcrito de Y! Posts

Brasília — O único senador eleito pelo PSOL, José Nery (PA), apresentará amanhã ao Conselho de Ética, acompanhado da presidente do partido, a vereadora Heloísa Helena (AL), uma nova representação por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Na representação, o partido questionará o suposto esquema de desvio de dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras pela Fundação José Sarney, episódio em que o senador negou ter responsabilidade pela Fundação. O PSOL questionará ainda o fato de o peemedebista ter ocultado da Justiça Eleitoral uma casa, avaliada em R$ 4 milhões, que ele possui em Brasília.

O PSOL foi o primeiro partido a apresentar representação contra Sarney no Conselho de Ética, acusando-o de participação na edição de atos secretos no Senado, que teriam sido usados para, entre outras coisas, nomear parentes de senadores sem conhecimento público. O partido também pedirá, amanhã, que as denúncias veiculadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, nas quais Sarney aparece, em gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal, intercedendo pela contratação do namorado de sua neta no Senado, sejam incluídas no primeiro documento entregue pelo partido ao colegiado. “A reportagem traz a confirmação de nepotismo e tráfico de influência praticados pelo presidente José Sarney na edição de atos secretos no Senado e, por isso, faremos o pedido de aditamento da denúncia à primeira representação que apresentamos”, explicou Nery.

A avaliação do senador é de que a saída de José Sarney da presidência do Senado não será suficiente para arrefecer a crise, que, segundo ele, só será resolvida com uma “ampla investigação, sem a interferência de Sarney”. “A saída dele não põe fim à crise instalada no Senado, esta crise que levou o Senado à vala comum da corrupção que existe no País”, disse o senador.

Hoje o PSDB registrou no Conselho de Ética três representações contra Sarney. A primeira responsabiliza Sarney pela edição dos atos secretos, outra pede a investigação sobre as supostas fraudes na Fundação José Sarney, e uma última questiona a interferência do senador a favor de seu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, que operava crédito consignado na Casa. Caso seja julgado culpado das acusações, Sarney poderá sofrer punições que variam de uma simples advertência verbal até a cassação do seu mandato parlamentar.

EM MARTINS

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Por Franklin Jorge

Martins – Em Martins desde terça-feira para participar pela quarta ou quinta vez do festival de gastronomia a inaugurar-se amanhã, quinta. Este ano a coisa me pareceu que a instalação dos estandes está sendo feita muito devagar, ao contrário dos outros anos quando o prefeito era correligionário da governadora e a empresa contrata para realizar este serviço pertencia a um de seus genros…

Porém, como diz o povo, o diabo fecha a porta e deus abre uma janela. Assim, como uma compensação da natureza às idiossincrasias dos homens, o clima está ameníssimo e a cidade limpa, muito verde e bem cuidada. A lamentar somente a chegada da especulação imobiliária, que se apresentou selvagemente sob a forma de um condomínio que para firmar-se já começou derrubando velhas árvores, o que não devia ser permitido em Martins, uma cidade, por assim dizer, rural.

Tem chovido muito por aqui, como de resto no estado inteiro. A semana passada em Afonso Bezerra, para participar da Caprifeira, chegamos lá debaixo de uma chuva que tendo começado ainda em Mossoró sob a forma de neblineiro foi engrossando, engrossando até se transformou num pé dágua que atravessamos com algum temor, por em matéria de estradas a nossa governadora também fez vista grossa e deixou tudo ao deus-dará. Seja o que deus quiser…

Ontem a noite, depois de visitar alguns amigos que já não via há algum tempo, fui dormir confortavelmente na Pousada Lalá, levado por Honório que se faz acompanhar por sua filha. Dormi, na verdade, não dormi, porque fiquei parte da noite lento e ouvindo grasnar dos patos sob minha janela enquanto a chuva cantava no telhado.

 

ESTUDANTES QUEREM A SAÍDA DE SARNEY

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Transcrito de Y! Posts

Brasilia — Cerca de 20 estudantes universitários invadiram o salão azul do Senado, ao lado do plenário, para defender a saída do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), pelo envolvimento em denúncias de nepotismo, desvio de recursos da Petrobras e apoio a atos secretos. O grupo chegou fazendo barulho, gritando e vestindo camisetas com a frase “Fora Sarney”.

O estudante Rodrigo Pilha, que faz Pedagogia na Universidade de Brasília (UNB) afirmou que esse é apenas o primeiro protesto no Senado. “Precisamos conscientizar a sociedade em relação ao que está acontecendo com o Senado. Vamos voltar para cá”, afirmou. O grupo de estudantes está em Brasília participando do 51º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE).

ARROGÂNCIA, DESPREPARO E FALTA DE CLASSE

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Por Franklin Jorge

 

Mossoró – A recente gravação de um programa de tevê na Cafeteria Cafezal, quase acaba em uma ação por danos morais. O programa é apresentado pela colunista social Marilene Paiva, que ignorou a ocorrência e não se desculpou com as vitimas do constrangedor episódio que envolveu freqüentadores habituais do local desde a sua inauguração.

 

Tudo aconteceu quando funcionários da Master Produções mandaram, sem nenhuma consideração ao grupo que tomava café e conversava despreocupadamente, que se retirasse, pois a mesa estaria reservada “ao pessoal da prefeita”. Em primeiro lugar, não havia nenhuma reserva feita nesse sentido, até porque se trata de lugar público.

 

A ação, reprovada por todos, tem todas as características de “assédio moral”, pela maneira indelicada das funcionárias da Master Produções ao tratar com pessoas de conceito em toda cidade de Mossoró, como o conhecidíssimo Francisco Nóbrega, alto funcionário da Previdência; o engenheiro Nilton Rêgo, durante anos diretor do Detran; o pastor evangélico João Leandro; Souza Junior, advogado; e Pedro Paiva, representante comercial, todos eles freqüentadores diários da Cafeteria Cafezal.

 

Por pouco as vitimas não moveram ação por danos morais, conforme foi cogitado no calor da ocorrencia. Mas continuam esperando os pedidos de desculpas.

PRAZO PARA UERN TERMINA HOJE

sexta-feira, 10 de julho de 2009

 

Transcrito do De Fato

Por Esdras Marchezan

 

Termina hoje, 10, o prazo dado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT) ao Governo do Estado para sancionar a lei que cria o quadro de cargos do campus central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e, assim, acelerar o processo de realização de concurso público para a substituição de 413 servidores prestadores de serviço por pessoas concursadas na universidade.

 

Desde 2007 que o Ministério Público havia recomendado a substituição dos servidores, mas a falta de um quadro de cargos específico do campus central impossibilitou a realização do concurso. Em maio a governadora Wilma de Faria anunciou a criação do quadro, mas até agora não sancionou o projeto de lei, o que impossibilita a validade do documento.

 

O reitor da Uern, Milton Marques, disse que acredita que até amanhã a governadora sancione esse projeto, já que o assunto tem sido bastante discutido e o prazo dado pelo MP se encerra amanhã. “Estamos nessa expectativa, até porque foi o que ficou combinado com os promotores de justiça.

Sancionada a lei, vamos passar à etapa de elaboração do processo necessário para o concurso público”, disse. O promotor da 11ª Promotoria do Patrimônio Público de Mossoró, Eduardo Medeiros Cavalcante, disse que um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) será criado para definir novos prazos para a substituição dos contratos temporários.

O primeiro TAC firmado entre o MP e a universidade foi em fevereiro de 2007. De acordo com o documento, a Uern se comprometia a seguir o seguinte calendário: extinguir 6 contratos temporários até 31 de agosto de 2007; demitir 211 servidores temporários até 31 de setembro do ano passado e substituir o restante (196) até 30 de setembro deste ano. O acordo não foi cumprido.

Mas o reitor da universidade, Milton Marques, garantiu que a intenção da universidade é resolver esse impasse neste ano. “Queremos fazer o concurso ainda neste ano. Está dependendo apenas da sanção dessa lei”, comentou.

AUDITORIA

A suspeita de irregularidades na forma de contratação de técnicos administrativos na universidade, em gestões passadas, sem necessidade de concurso público, levou o Ministério Público a solicitar ao MP, junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma auditoria na instituição. O trabalho foi feito em maio, pelos técnicos do TCE, mas os resultados não foram divulgados à imprensa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A LIBÉLULA E O PETRÓLEO

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Por Laélio Ferreira

 

 

A primeira “libélula de aço” a voar sobre a Cidade dos Reis Magos e amerissar no “Potengi amado”, em 21 de dezembro de 1922, foi o hidroavião “Sampaio Correia”, pilotado por Euclides Pinto Martins e Walter Hinton. Faziam um reide Nova York-Rio de Janeiro.

Euclides Pinto Martins - hoje nome do Aeroporto de Fortaleza e de uma rua modesta na Cidade dos Reis - não era um ilustre desconhecido em Natal. Nascido em 1892, em Camocim, no Ceará, muito cedo,com três meses, veio, com os parentes, para Natal. O pai era de Mossoró, mexia com salinas. O menino Euclides, batizado em Macau, estudou no vetusto “Atheneu”, morou na Rua Chile, na Ribeira. Aos quinze anos, tornou-se embarcadiço e foi morar nos Estados Unidos, onde casou e se fez Engenheiro-mecânico, no “Drexell Institute, na Filadélfia.

 

De volta ao Brasil, trabalhou para o Governo, em Natal, na Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas e na Estrada de Ferro Great Western. Apaixonado pela aviação, retornou à América, tornou-se aviador e organizou a temerária aventura. Na primeira tentativa, caiu em Guantânamo, em Cuba, destroçando totalmente o aparelho. Uma canhoneira americana  (eles já estavam lá!), a “Denver”, o recolheu e aos quatro companheiros : Hinton, um mecânico, um cinegrafista da Pathé e um repórter do New York World.

Teimoso, o danado do cearense/papa-jerimum conseguiu, em Pensacola, na Flórida, outro avião - caíndo aos pedaços! Tenazmente, de prego em prego, de avaria em avaria, fez o percurso New York-Rio em 175 dias. No ar, em vôo, gastou pouco mais de 100 horas.A chegada, à então Capital Federal, em 8 de fevereiro de 1923, foi apoteótica. Multidões nas ruas, escolta de aviões da Marinha e o Presidente Bernardes recebendo a tripulação no Palácio do Catete. Muita festa, prêmios, medalhas, selos comemorativos…

Passada a festança toda, o homem foi esquecido. No Rio, anos depois, deram-lhe o nome a um beco, na Lapa. Os pioneiros da travessia do Atlântico, Sacadura Cabral e Gago Coutinho - que não tinham chegado ao Rio voando (deixando o avião na Bahia) -, receberam nomes de largas avenidas.

Um ano e dois meses depois do triunfo, das festas e das homenagens, o praieiro de Camocim, o quase canguleiro natalense Euclides, foi encontrado morto num quarto de  modesto hotel, com um balaço na cabeça. Tinha trinta e dois anos! Andava deprimido, endividado, ficara viúvo da segunda mulher americana e - diziam - enlouquecera de amores por uma bailarina. Enfeitando a pílula, deram-no, oficialmente, como suicida. Depois, dúvidas foram levantadas, desconfiando-se que fora assassinado. Interessado na prospecção de petróleo, iria ferir interesses muito poderosos dos americanos - gente que ele conhecia tão bem…

 

 

 

 

Monteiro Lobato, no livro “Escândalo do Petróleo e do Ferro“, sustentou que Martins foi, sim, vítima dos poderosos lobbies interessados em atrasar o desenvolvimento brasileiro, qualificando-o como um dos mártires da prospecção do petróleo nacional.Morto o aviador pioneiro, nas ruas do Rio, os irreverentes cariocas, fazendo gozação com os ilustres aviadores portugueses, ainda cantavam:

 

                                                   Sacadura vem de bonde,

                                                   Pinto Martins pelo ar…

.Laélio Ferreira publica aqui, sem data fixa, a coluna Musa Faceta