UERN: A CRITICA PERTINENTE DOS LEITORES
domingo, 6 de setembro de 2009
Da Redação
A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) continua dando o que falar…
Sem comentários, transcrevemos a seguir e-mail de um leitor que se identifica como Nicodemos, cuja identidade preservamos para que não venha sofrer retaliações. Ele comenta matéria escrita por Franklin Jorge sob o titulo “UERN: UM CASO DE DESRESPEITO À LEI”, publicada aqui recentemente, após uma rápido conversa do jornalista com o promotor Eduardo Medeiros.
A acrescentar, apenas, que na próxima terça-feira vamos agendar entrevista com o delegado do Ministério do Trabalho em Mossoró, que está devendo explicações à opinião pública, por sua contumaz conivencia com uma situação, sob qualquer aspecto, escandalosa. Afinal, como bem colocou o jornalista, “a UERN é reincidente” e se beneficia da complacencia das autoridades legalmente constituidas para aplicar a lei contra os contraventores. Ganham para isto às custas dos nossos impostos.
Leiamo-lo, pois suas palavras expressam a opinião de muitos:
“Meu caro Jornalista Franklin Jorge, este texto que acabo de ler merece um destaque especial em seu blog. (Admiro sua desenvoltura na tecelagem textual). Ele nos mostra que a imprensa deve se colocar, incondicionalmente, a serviço da cidadania. Porém, o que vemos, na imprensa formal, são informações tendenciosas que favorecem a interesses particulares.
“Um representante do poder executivo não precisa saber de onde vem certas informações ou denúncias sobre um determinado fato. O que importa saber é se o fato, de fato, existe. Todos nós sabemos, e o Ministério Público do Trabalho sabe mais do que nós, que existem muitas irregularidades de fórum trabalhista na UERN.
Esse argumento que você apresentou do promotor do Ministério Público Estadual, deixa, bastante claro, que ele sabe mais do que qualquer um de nós sobre as irregularidades contratuais na UERN. O que ele disse significa: “Sei disso! Eu mesmo verifiquei o fato! Estou chateado porque essas informações vazaram para a sociedade via esse seu blog!!!!! Mas, mesmo assim, esse povo que você fala ainda não demonstrou força suficiente que me obrigasse a cumprir com o meu dever e isso é, exatamente, o que eu não quero fazer!!”
“Outro ponto interessante é que, em um determinado local em seu texto, encontra-se a palavra negligência que a tomei por eufemismo. A essas alturas, quer dizer, 18 anos após, esta palavra já, há muito, tornou-se descontextualizada. Esse novo contexto exige a substituição de negligência pela expressão conivência (e) por complacência (comprazer, agrado). Ora, 18 anos para um viciado, é um estado patológico bastante avançado e quase irreversível!!! Ou seja, já é uma afirmação de caráter. Foi bem colocada a seguinte expressão: “A UERN é reincidente”.
“Além disso, é pura verdade quando você menciona o fato de que o cidadão se sente reservado ou, mais enfaticamente, constrangido e apreensivo em fazer, diretamente, uma determinada denúncia. O medo é um sentimento universal. Qualquer um de nós, por mais hediondo que seja o crime testemunhado, sentimos uma certa apreensão quando precisamos nos revelarmos fazendo denúncias. Claro, uns mais, outros menos. Portanto, caro jornalista, sua colocação foi bastante pertinente. Quando alguém se expõe sem maiores reservas já é porque a situação extrapolou os limites e as pessoas decidiram agir com plena consciência das possíveis conseqüências do confronto, como é o caso das revoluções, por exemplo.
“Para finalizar, gostaria de deixar, bem claro que, logo que tomei ciência das irregularidades na UERN através deste blog, procurei o site do Ministério Público do Trabalho para denunciar estas irregularidades. Mas não o fiz, exatamente porque não me senti seguro quanto ao serviço que iria prestar a sociedade potiguar, pois, para isso, até o número residencial deve ser revelado. Minha conclusão: isso é uma forma de inibir o público a fazer denúncias. Eles não estão interessados nisso. Mas fingem que estão para tentar justificar a existência de um órgão mantido financeiramente, assim como a UERN, pelo erário.
“Senhores promotores, seus verdadeiros colaboradores e defensores são o povo!!!”
De UERN: UM CASO DE DESRESPEITO À LEI, 06/09/2009, 11:53