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	<title>:: Franklin Jorge ::</title>
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	<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:44:49 +0000</pubDate>
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		<title>LEMBRANDO CARMO BERNARDES</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 01:08:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Franklin Jorge
Alcyone Abrahão já havia me avisado que eu gostaria de Carmo Bernardes à primeira vista. “É um gentil-farmer bonacheirão”, disse-me, “sem herdade nem eira, mas dotado de grande carisma”. Nada mais preciso e correto do que esse juízo dessa que foi uma grande divulgadora da cultura goiana em Natal e da cultura norte-rio-grandense [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><br />
Por <strong>Franklin Jorge</strong></em></p>
<p>Alcyone Abrahão já havia me avisado que eu gostaria de Carmo Bernardes à primeira vista. “É um gentil-farmer bonacheirão”, disse-me, “sem herdade nem eira, mas dotado de grande carisma”. Nada mais preciso e correto do que esse juízo dessa que foi uma grande divulgadora da cultura goiana em Natal e da cultura norte-rio-grandense em Goiás.Ela ainda ajuntou que se eu chegasse a encontrá-lo algum dia, logo o reconheceria&#8230;</p>
<p>Conheci-o, sim, em Goiânia, à minha espera nas proximidades dum ponto de baldeação de ônibus, numa luminosa tarde de setembro. Modestamente vestido como um homem da roça, logo que saltei e meus olhos caíram sobre aquele velho que esperava encostado numa brasília chamativamente cor de abóbora, percebi de quem se tratava. Fiz-lhe um aceno e ambos nos encaminhamos, ele bem lentamente, um para o outro. Ele usava umas calças marrons e uma camisa xadrez decentemente passadas.</p>
<p>Carmo quis que nos encontrássemos ali, para evitar-me o cansaço de procurar a sua casa num bairro populoso e, segundo ele, distante de onde eu me achava hospedado, “num bairro de ricos e de gente metida a rica”. “Como sabe por experiência própria”, disse-me, “quem sabe escrever e tem opinião jamais consegue prosperar do ponto de vista material. Quem detém o poder, quer escribas servis&#8230; Pelo que já ouvi a seu respeito, creio não ser o nosso caso.” Sem delongas, rendi-me imediatamente aos carismas daquele homem que era também, a meu ver, um grande e original escritor que havia muito me enredara com a sua arte de concatenar em textos ricos de forma e conteúdo o fruto de suas observações.</p>
<p>Teria já uns setenta anos, mas não dava conta disso, apesar do rosto sulcado de rugas. Notei que tinha as mãos grossas e calosas, como as de alguém que lutara no cabo da enxada amanhando a terra benévola de seus antepassados, uma gente que em algum momento viera de Minas para Goiás, em busca de uma nova vida, conforme fiquei sabendo depois ao ler um livro seu de memórias que durante anos, especialmente durante os anos que vivi na Amazônia, me acompanhou por toda a parte, a ponto de praticamente se desfazer em minhas mãos.</p>
<p>Uma vez, tendo o esquecido esse livro num quarto de hotel, em Cabixi ou Pimenteira, fiz o motorista voltar trezentos quilômetros para recuperá-lo, aborrecendo com isso enormemente ao governador, que depois de me ouvir sobre a grandeza do seu conterrâneo, se divertia contando aos amigos que eu me atrasara por causa de “um livro velho”&#8230;</p>
<p>Autodidata, dotado de uma cultura popular enciclopédica, nada havia entre o céu e a terra que não lhe despertasse o interesse e estimulasse a sua inteligência e capacidade de análise. Passei algumas horas esplêndidas, ouvindo-o sobre a grandeza da terra e o engenho dos pobres, que são muitos, e, portanto, algum dia, tornarão a vida dos ricos insuportável, se a justiça social não for implementada em quanto há tempo. Sem ser um leitor de Borges, ele repetia assim o que dissera o velho bruxo das letras acerca da revolução que se fará, não pelos pobres, mas pelos ricos, que não suportarão viver num mundo de miseráveis&#8230;</p>
<p>Seu eu jornalístico, habituado a reagir e a opinar, fez de Carmo Bernardes, talvez, o cronista mais lido e querido de Goiás. Escrevendo sobre a terra e o povo, que conhecia em extensão e profundidade, reuniu em torno de suas letras um verdadeiro fã-clube, apesar de sua condição de homem pobre e avesso ao que chamamos de “vida literária”. Cônscio, porém, do seu talento, nunca transigiu com o compadrio que infesta e domina o oficialismo, fazendo-se reconhecer inclusive fora do país, ao receber o prestigioso prêmio literário conferido em Cuba pela “Casa de las Américas”, o que o coloca no mesmo elenco de outros grandes autores latino-americanos distinguidos com a láurea.</p>
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		<title>UM GOVERNO QUE MANCHA A MULHER</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Interesse Público]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Franklin Jorge
Francisca Lúcia Lopes Dantas, 30 anos, mulher do traficante Jackson Michael da Silva, 21, foi executada - suspeita-se que por policiais - ao deixar a delegacia após prestar depoimento sobre ocorrencia envolvendo seu marido. Retaliação e possivelmente queima de arquivo, levada a efeito algumas horas depois de Michael ter matado um policial.
Esta, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <strong>Franklin Jorge</strong></em></p>
<p>Francisca Lúcia Lopes Dantas, 30 anos, mulher do traficante Jackson Michael da Silva, 21, foi executada - suspeita-se que por policiais - ao deixar a delegacia após prestar depoimento sobre ocorrencia envolvendo seu marido. Retaliação e possivelmente queima de arquivo, levada a efeito algumas horas depois de Michael ter matado um policial.</p>
<p>Esta, a policia da governadora Wilma de Faria, que ainda não se manifestou sobre o caso nem determinou providencias para esclarecimento dos fatos. Mais um caso não solucionado por este governo que mancha a mulher com inépcia e maus exemplos?</p>
<p>E aí, Dona Wilma?</p>
<p>Todo o Rio Grande do Norte aguarda suas providencias neste 8 de março em que o Dia da Mulher é comemorado. Que não seja apenas mais uma falácia, essa comemoração, aqui no estado.</p>
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		<title>DE PERNAS PARA O AR</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/08/8778/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 19:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Musa Faceta]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Franklin Jorge
Em recente encontro em Mossoró, a governadora Wilma de Faria aproveitou a oportunidade para criticar a senadora Rosalba Ciarline, candidata da oposição ao governo do estado, mas acabou cometendo um disparate que caiu no gosto do povo.
Disse a governadora, sem olhar para o rabão, que não fica bem votar em mulher que tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por<strong> Franklin Jorge</strong></em></p>
<p>Em recente encontro em Mossoró, a governadora Wilma de Faria aproveitou a oportunidade para criticar a senadora Rosalba Ciarline, candidata da oposição ao governo do estado, mas acabou cometendo um disparate que caiu no gosto do povo.</p>
<p>Disse a governadora, sem olhar para o rabão, que não fica bem votar em mulher que tem alguém por trás dela, mexendo a colher. Zé da Bodega, que não deixa passar nada sem comentário, ao saber do fato saiu-se com esta pérola que agora anda de boca em boca:</p>
<p>&#8220;A Gove tá é chorando pelo fim do seu trágico mandato&#8230;&#8221;</p>
<p>E, antes que alguém quisesse pedir-lhe maiores esclarecimentos, ele acrescentou, servindo uma meladinha como somente ele, depois do Nazir, sabe fazer:</p>
<p>&#8220;Logo ela, que em seu governo teve gente mexendo atrás, na frente, em cima e em baixo, a ponto de fazer ela deixar o Rio Grande do Norte de pernas pro ar&#8221;.</p>
<p>Bem pensado, Zé.</p>
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		<title>A DECEPCIONANTE VISITA DE LULA</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/08/a-decepcionante-visita-de-lula/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 19:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Mario Vargas Llosa, 
transcrito do Estadão
Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><br />
Por <strong>Mario Vargas Llosa, </strong><br />
transcrito do Estadão</em></p>
<p>Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político. </p>
<p>Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral. </p>
<p>Na semana passada, experimentei mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição - depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere - depois de 85 dias de greve de fome. </p>
<p>Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente. </p>
<p>DESCARAMENTO</p>
<p>Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata. </p>
<p>O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas. </p>
<p>Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo. </p>
<p>Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato - dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. -, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu. </p>
<p>Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.</p>
<p>O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.</p>
<p>O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana. Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao &#8220;estadista&#8221; brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário &#8220;democrático&#8221; latino-americano.</p>
<p>Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora - quando não têm mais remédio - praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de &#8220;progressistas&#8221; que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.</p>
<p>Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: &#8220;Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina - entre eles o algoz cubano - reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos.&#8221; O único que se atreveu a protestar - um justo entre os fariseus - foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera. </p>
<p>De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã. </p>
<p>Estas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Estes valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos. </p>
<p>O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina. </p>
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		<title>MARKETING FEMININO</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/08/marketing-feminino/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 15:18:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA["Babélia"]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Marcos Morita
O dia 8 de março pode ser representado por uma mulher emancipada, independente, realizada e madura, completando 35 anos de vida. A data, instituída em 1975 pela ONU, teve como objetivo lembrar ao mundo suas lutas contra a violência e a discriminação. Apesar do avanço inegável, alguns países parecem ainda estar em 1857, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto;"><span style="font-family: Calibri;"><strong></strong><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-family: Calibri;"><span>Por <strong>Marcos Morita</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">O dia 8 de março pode ser representado por uma mulher emancipada, independente, realizada e madura, completando 35 anos de vida. A data, instituída em 1975 pela ONU, teve como objetivo lembrar ao mundo suas lutas contra a violência e a discriminação. Apesar do avanço inegável, alguns países parecem ainda estar em 1857, ano em que uma fábrica de tecidos norte-americana foi incendiada para calar a voz de mais de 130 tecelãs que reivindicavam melhores condições de trabalho e equiparação de salário com os homens.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Felizmente não pertencemos mais a este grupo, assim como as discussões entre as diferenças dos sexos já não são tão acaloradas. Sabemos que os homens das cavernas partiam para caça, enquanto as mulheres guardavam e zelavam a cria e o lar. Mesmo assim, protegemos e falamos de maneira mais carinhosa com bebês vestidos de cor-de-rosa. Criamos filhos e filhas com enfoques diferenciados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Homens têm cromossomos <strong>x</strong> e mulheres <strong>y</strong>. Competitividade, excesso de confiança e espírito de aventura no primeiro caso. Proteção, abrigo e nutrição no segundo. Talvez por isso meninos tenham brincadeiras agressivas e competitivas, gostem de filmes de aventura e vídeo games de ação, enquanto meninas brincam de papai e mamãe, adoram bonecas e se deliciam com filmes românticos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">A mulher utiliza os dois lados do cérebro ao invés do direito apenas. Há também mais conexões através dos dendritos, possibilitando maior capacidade de pensar holisticamente e expressar suas emoções. Tente discutir com sua esposa ou namorada e comprove o número de palavras por minuto, as histórias resgatadas do fundo do baú e a facilidade em transformar sentimentos em lágrimas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Com o crescimento do poder de compra, as mulheres não mais influenciam as decisões nas unidades familiares. Preferem ir direto ao consumo. Carros e apartamentos substituíram roupas, compras de supermercado e educação dos filhos. Perdidas estão as empresas e profissionais de marketing que ainda tratam as mulheres como um mercado em ascensão. Hoje elas são o mercado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Há ainda alguns nichos que podem ser explorados. O advento da internet, a queda brutal nos custos das comunicações e a globalização, possibilitaram que grupos anteriormente excluídos pelas empresas pudessem se tornar comercialmente interessantes. O pesquisador americano Mark Penn utilizou o termo microtendências para defini-los.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Segundo Penn, microtendências são pequenas forças imperceptíveis que podem envolver até 1% da população, moldando a sociedade de forma irreversível. Considerando uma população de aproximadamente 100 milhões de brasileiras, teríamos um mercado nada desprezível de um milhão de consumidoras esperando para terem suas necessidades atendidas. Vejamos algumas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Solteiras demais: creio que já tenha discutido com sua esposa ou família, o fato de alguma prima ou conhecida ter ficado para a titia. Inteligentes, bonitas e com bons empregos, seriam partidões caso tivessem nascidos com outro cromossomo. O comportamento agressivo na juventude e os casais homossexuais em maior número pendem a balança para o lado das mulheres.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Tigresas: apesar do ar de reprovação de algumas pessoas, é fato que o número de mulheres mais velhas namorando homens mais jovens vem aumentando. Artistas e socialites cujas vidas são escarafunchadas são os exemplos mais visíveis. A independência financeira e sexual conquistada pelas gerações anteriores tem feito que mulheres maduras optem pelo divórcio. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Mulheres prolixas: as mulheres têm demonstrado aptidão em áreas que exigem o uso da palavra escrita ou oral. Algumas profissões estão se tornando redutos femininos. Cursos de jornalismo, direito e propaganda são bons exemplos. Apresentadoras, advogadas, juízas, deputadas, prefeitas, governadoras e quem sabe até a próxima presidenta, comprovam o sucesso feminino quando o assunto são palavras. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;">
<div class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">Utilizaria o termo oportunidade caso tivesse que resumir esta data em apenas uma palavra. Os especialistas em mulheres e seus comportamentos de compra têm hoje apenas uma foto do presente e a história escrita do passado. As microtendências provam que ainda há muito a avançar neste intrincado terreno que é o cérebro feminino. Mãos à obra, homens!</span></span><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;"></p>
<div class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-family: Calibri;">  </p>
<p> </p>
<p> </p>
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		<title>O JULGAMENTO DE OSCAR WILDE</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 00:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA["Babélia"]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcelo Alves Dias de Souza

Já de algum tempo sou fã das comédias teatrais de Oscar Wilde (1854-1900). Coincidentemente, essa semana, uma notícia que vi na Web me levou a ele: a crescente perseguição a homossexuais em Uganda, onde a prática do homossexualismo é castigada com pena de morte.
Aliás, curioso, dei uma pesquisada e vi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <strong>Marcelo Alves Dias de Souza</em><br />
</strong><br />
Já de algum tempo sou fã das comédias teatrais de Oscar Wilde (1854-1900). Coincidentemente, essa semana, uma notícia que vi na Web me levou a ele: a crescente perseguição a homossexuais em Uganda, onde a prática do homossexualismo é castigada com pena de morte.</p>
<p>Aliás, curioso, dei uma pesquisada e vi que ao homossexualismo é atribuída pena de morte em pelo menos mais cinco países: Mauritânia, Arábia Saudita, Sudão, Irã e Iêmen. No mesmo caminho, vão dois outros países: Nigéria e Somália. Isso sem falar que mais de 70 países ainda consideram como crime o homossexualismo, com punições que vão desde chibatadas à prisão. Juntando uma coisa com a outra, lembrei que é de Oscar Wilde, certamente, o mais famoso julgamento pelo “crime” de homossexualismo.</p>
<p>O fato é que Wilde, o grande conversador e dândi da Londres de fins do século XIX, está entre os mais lidos e traduzidos escritores de língua inglesa de todos os tempos. Irlandês de Dublin, ele foi jornalista, poeta, contista, romancista e dramaturgo. As peças a que me referi são do seu grande período de fertilidade artística, os anos 1890, que condensa o melhor de sua obra: o romance “The Picture of Dorian Gray” (1890) e a série de comédias teatrais “Lady Windermere’s Fan” (1892), “A Woman of No Importance” (1893), “An Ideal Husband” (1895) e “The Importance of Being Earnest” (1895).</p>
<p>Entretanto, os anos 1890 marcam a vida de Wilde multiplamente. Em 1891, tem início sua desastrosa relação homossexual com Lord Alfred Douglas (ou Bosie, como Wilde o chamava), segundo seus biógrafos, o grande amor de sua vida.</p>
<p>Apesar da educação protestante e conservadora do escritor (com passagens pelos prestigiosos Trinity College, Dublin University e Magdalen College, Oxford University) e de seu casamento com Constance Lloyd, com quem teve dois filhos.</p>
<p>Foi em 1895 que Oscar Wilde tomou a insensata decisão de processar criminalmente o pai de Bosie, o irascível Marquess of Queensberry (John Sholto Douglas), dando início a uma série de eventos que levariam ao seu próprio julgamento por homossexualismo. </p>
<p>Nutrido pelo ódio, o Marquês perseguia e procurava destruir a reputação de Oscar Wilde, tachando-o de sodomita. Em princípio, Wilde, apesar de ofendido, não pretendia tomar quaisquer medidas legais contra o enfurecido Marquês. Mas, compelido por seu amante (e desatendendo à recomendação dos amigos), decidiu processar o Marquês por crime contra a honra.</p>
<p>No auge do seu prestigio, Wilde foi apanhado numa armadilha. Por Bosie (ou sob a influência dele), abandonou a arte, para se dedicar a uma vendeta que, mais tarde, se voltaria contra ele. O Marquês estava preparado para a batalha. Contratou detetives e vasculhou a vida íntima do grande escritor. Reuniu provas contundentes em sua defesa e foi absolvido à unanimidade.</p>
<p>Kafkamente, como resultado, Oscar Wilde é levado à prisão, com fundamento, precisamente, nas provas produzidas em seu “desfavor” no julgamento do Marquess of Queensberry. Preso por um mês e tornado réu, antes mesmo do seu badalado julgamento (em Old Bailey, famosa sede das cortes criminais em Londres), ele teve sua insolvência civil declarada.</p>
<p>O caso, na Inglaterra vitoriana de então, não poderia ter outro desfecho. Era a mentalidade de uma época, que processava Wilde por homossexualidade, mas, hipocritamente, por exemplo, fechava os olhos para a proliferação da prostituição, que era a principal causa de índices alarmantes de doenças venéreas e outros males da época.</p>
<p>Wilde, agora no Banco dos réus, segundo se conta, continuou a agir como se em sociedade ainda estivesse ou, talvez, como o Lord Goring, a personagem dândi e irônica de “An Ideal Husband”. Abandonado por Bosie (que, se fosse o caso de processar Wilde, deveria, como seu amante, ter sido processado também), pego em mentiras e com a vida íntima completamente exposta, o desempenho de Wilde, na solenidade das cortes vitorianas, foi desastroso. O veredicto: culpado. Pena: 2 anos de prisão, com trabalhos forçados.</p>
<p>Em dado momento, liberto sob fiança antes da sentença, Oscar Wilde foi aconselhado pelos amigos a fugir para o Continente. Preferiu ficar em Londres. As razões: orgulho, falta de recursos financeiros ou a paixão que ainda o ligava a Bosie? Em maio de 1895, é novamente preso.</p>
<p>Após uma sucessão de transferências, finalmente chega à prisão de Reading, famoso porto de sua Ballad. Não foi abandonado por seus fiéis, mas impotentes, amigos, com exceção, claro, de Bosie. As humilhações que passou, o horror da prisão em si, por ele descritos, podemos muito bem imaginar.</p>
<p>Cumprida a pena, foi liberto em maio de 1897, mas humilhado, falido e ceifado, até mesmo, do contato com os filhos. Para a outrora celebridade dos salões londrinos, após isso, apenas restou o autoexílio em Paris. Em 1900, aos 46 anos, convertido ao catolicismo (recebendo em seu leito de morte os sacramentos do Batismo e da Extrema Unção), morre de meningite, talvez causada pela sífilis e certamente agravada pelo seu alcoolismo. Ainda hoje descansa no exílio, no Cemitério de Père Lachaise, em Paris.</p>
<p>Não tenho dúvida que criminalizar o homossexualismo é, acima de tudo, dividir as pessoas entre boas e más, por razões estritamente morais (e sabemos como a moral flutua, no tempo e no espaço). Nesse contexto, Oscar Wilde, o grande frasista, tinha razão: “É absurdo dividir as pessoas em boas e más”. Para ele, “as pessoas ou são encantadoras ou são aborrecedoras”. Wilde, respeitadas as suas preferências, foi uma pessoa e, acima de tudo, um escritor encantador.</p>
<p><em><br />
Marcelo Alves Dias de Souza<br />
Procurador da República<br />
Mestre em Direito pela PUC/SP<br />
Doutorando em Direito pelo King’s College London – KCL</em></p>
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		<title>A FAMÍLIA FORA DA LEI</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/07/a-familia-fatralha/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 18:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Caso de Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Franklin Jorge
Em reportagem do jornalista Rafael Duarte, sob o titulo &#8220;Laços de Familia&#8221;, publicada pelo Novo Jornal deste domingo, o leitor se depara com uma radiografia da família da sra. Wilma de Faria, mostrando o seu envolvimento com o crime.
Irmãos, filho e genro da governadora estão na lista de parentes que, usando do tráfico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <strong>Franklin Jorge</em></strong></p>
<p>Em reportagem do jornalista Rafael Duarte, sob o titulo &#8220;Laços de Familia&#8221;, publicada pelo <em>Novo Jornal</em> deste domingo, o leitor se depara com uma radiografia da família da sra. Wilma de Faria, mostrando o seu envolvimento com o crime.</p>
<p>Irmãos, filho e genro da governadora estão na lista de parentes que, usando do tráfico de influência, acharam fácil engordar suas contas bancárias com dinheiro desviado de secretarias e fundações, como a da Saúde que através do concurso de empresas terceirizadas botava todos os meses R$ 70 mil na mão do lobista Lauro Maia, filho da governadora e candidato a deputado estadual, segundo alguns observadores da cena política local, já previamente eleito com o apoio de vários prefeitos que se deixaram contaminar pelas facilidades que lhes foram oferecidas como contrapartida, entre as quais o famigerado &#8220;cheque-reforma&#8221; cujo manejo, como instrumento de compra do voto, acaba de ser suspenso pelo procurador eleitoral Flávio Venzon.</p>
<p>A poucos dias do término do seu mandato, do qual se afastará para disputar uma cadeira no Senado, Wilma de Faria tem sido bombardeada por manchetes desagradáveis que dão conta de que o seu mandato foi usado para enriquecer seus parentes e contraparentes. &#8220;Ao todo, seis parentes de Wilma respondem a processos na Justiça ou aparecem em ligações suspeitas de envolvimento com fraudes em quatro escândalos nas áreas da cultura (Foliaduto), saúde (Hígia), tributação (Ouro Negro) e educação (o único que não tem apelido)&#8221;, informa o <em>Novo Jornal</em>.</p>
<p>Por último, dois irmãos da governadora, filhos do primeiro casamento do seu pai, os chamados &#8220;gêmeos&#8221; Newton Nelson e e Nelson Newton, foram denunciados&#8230;</p>
<blockquote><p>Leia acréscimos a este artigo no decorrer do dia</p></blockquote>
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		<title>ERRAMOS</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/07/erramos/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 13:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Da Redação]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Redação
O artigo &#8220;O ativismo judicial&#8221;, aqui publicado no último dia 3 de março, foi erroneamente atribuido ao SubProcurador Geral da República, Edilson Alves de França, quando o seu autor é o Professor Honório de Medeiros, ambos colaboradores efetivos desta publicação.
Nossas desculpas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Da <strong>Redação</strong></em></p>
<p>O artigo &#8220;O ativismo judicial&#8221;, aqui publicado no último dia 3 de março, foi erroneamente atribuido ao SubProcurador Geral da República, Edilson Alves de França, quando o seu autor é o Professor Honório de Medeiros, ambos colaboradores efetivos desta publicação.</p>
<p>Nossas desculpas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O VELHO CHICO BATISTA</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/07/o-velho-chico-batista/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 13:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA["Babélia"]]></category>

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		<description><![CDATA[Transcrito do NOVO JORNAL
Por Franklin Jorge
Apesar das penúrias do corpo o velho ri, alegre, triunfante, porque superou os obstáculos e chegou aos oitenta anos. Oitenta janeiros, reitera festivamente, mostrando os dentes álveos. Oitenta janeiros&#8230; Não é todo mundo que alcança essa graça, diz, sentado na beira da rede armada no meio da sala desprovida de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Transcrito do NOVO JORNAL</p></blockquote>
<p><em>Por <strong>Franklin Jorge</strong></em></p>
<p>Apesar das penúrias do corpo o velho ri, alegre, triunfante, porque superou os obstáculos e chegou aos oitenta anos. Oitenta janeiros, reitera festivamente, mostrando os dentes álveos. Oitenta janeiros&#8230; Não é todo mundo que alcança essa graça, diz, sentado na beira da rede armada no meio da sala desprovida de móveis. Apenas alguns tamboretes, cangalhas e arreios encostados a um canto da parede de onde pendem litogravuras já um tanto esmaecidas representando o Coração de Jesus e o Coração de Maria ladeadas por um grande rosário.</p>
<p>Tinha dez anos em 1910 quando seus pais deixaram a fazenda Pocinhas e se mudaram para uma encruzilhada entre dois rios, a meio caminho da várzea e dos tabuleiros, recorda.</p>
<p>Reside há muitos anos em companhia de uma filha, Albertina, que não se casou e agora se dedica exclusivamente a cuidar de sua saúde e  do seu bem-estar.</p>
<p>Há muitos anos viúvo de dona Olívia, mestra obstinada que no Estevão desasnou com abnegação e paciência três ou quatro gerações, ensinando-lhes a carta de ABC e as primeiras noções de português e aritmética, tornou-se famosa por fomentar e promover pontualmente desfiles cívicos, quando botava todo mundo para marchar por essas estradas cheias de pó.</p>
<p>Se conheci Bibi? E como a conheci! Desde que me entendi de gente na várzea do Açu, conheci Bibi. Sempre bem arrumada e empoada, cheirando a loção. Não dispensava os seus brincos e trancelim de ouro em volta do pescoço. O cabelo enroladinho como bosta de cabra&#8230; Era gente do velho João Feitor, filho do velho Maneo Feitor, uma tribo de negros que viviam nas terras do velho Lulu, pai de Cazuzô. </p>
<p>Entre os antepassados dela havia um Maneo José Novo, para diferenciar de Maneo José Velho, que tinha a fama de adivinhão. Ah, como os conheci! Como os conheci! Pois veja só a astúcia desse negro, Maneo José Velho. Quando alguém lhe perguntava se ia chover, ele respondia invariavelmente dessa forma, Hoje chove ou não chove&#8230; Sim, essa era a sua eterna ladainha. Hoje chove ou não chove&#8230; O certo é que ele sempre acertava no seu palpite, pois afinal chovia ou não chovia. Mesmo assim, sempre havia alguém para gabar o negro e reconhecer o acerto de suas previsões. Ouvi muito o povo dizer, o Velho tinha razão&#8230;</p>
<p>Bibi era muito cavaquista e se arreliava com tudo. Era muito geniosa. Segurava uma pendenga danada com qualquer um que a provocasse, e não se cansava. Levava tudo a sério, sem discernir que as pessoas só queriam brincar com ela, ao provocá-la daquele maneira&#8230; Negra retinta, tinha o lábio inferior um tanto despencado que lhe dava a parecença de um peixe sonâmbulo dentro de um aquário. Se bem que nunca vi um aquário.</p>
<p>Acabou esclerosada, jogando dentro dos potes toda porcaria que encontrava. Todo doido tem sua mania, não é mesmo? Por que Bibi haveria de ser diferente? Ela tinha uma risada que era só dela. Mas não pense que ela ria muito não. Era uma mulher calada, que vivia pensando o dia inteiro, mormente quando não tinha nada para fazer. Ficava sentada num tamborete durante horas, sozinha, pensando. No fim, falava numa língua que ninguém entendia.</p>
<p>O velho ri gostosamente, lembrando-se de Bibi do Velho João Feitor. Noto que tem uma boa dentadura, de dentes brancos esfregados todos os dias com casca de juá. Nem mesmo os jovens que vivem nos matos têm uma dentadura assim, gaba-se, sem economizar no riso. Porém a vista é que não é boa. A vista é que não é boa, mas, que fazer?</p>
<p>Seu Chico não é como outros velhos que sentem uma nostalgia inenarrável do passado. Para ele, tempo bom é o presente.</p>
<p>Antigamente havia muitas coisas boas, mas ninguém queira que o passado volte. Tudo o que vive anda para frente, a não ser caranguejo que anda para trás, segundo sempre ouvi da boca de muita gente. Porém não posso jurar sobre isto porque estou nessa idade e nunca vi um caranguejo. Só dou minha opinião sobre o que conheço. Nunca vi o mar&#8230;</p>
<p>Cercado de netos, o velho observa a vida através duns óculos de lentes espessas e embaçadas pela abundante transpiração. A vida, àquela hora no Panom, está mergulhada no calor comatoso do meio-dia. O cabelo rebelde lhe dá uma aparência de menino vivaz.</p>
<p>Alcancei a casa do meu avô com jiraus cheios de queijos que sobravam de um ano para o outro, pois não havia fome suficiente para dar cabo de tanta fartura. Ah, pode escrever. Naquele tempo não havia fome que desse baixa em tanta fartura. Quase tudo era produzido em casa: a carne, o  queijo, a manteiga, a farinha, o fubá, o mel, a banha&#8230; Mas, apesar de tudo, as casas eram cobertas de palha e as mulheres, por mais ricas que fossem, pariam sobre camas feitas de talos de carnaubeira.</p>
<p>Agora aqui todo mundo tem colchão de mola e luz elétrica; quase toda casa é feita de alvenaria e tem televisão. Eu prefiro o tempo de hoje, embora o sujeito só possa comprar um quilo de carne duas ou três vezes por semana. Penso que é melhor comer menos e dormir melhor. Melhor ainda, para quem pode,  é comer e dormir bem. Isto sim é que é vida para a gente pedir a Deus. O resto é enfado e penitência.</p>
<p>Não tenho nada contra que anote nossa conversa. Pode anotar à vontade. Eu sempre soube que você vivia de anotar essas maluquiças de gente velha. Anote o que puder e quiser sem sobrosso e sem o receio de se fazer aborrecível. Pelo menos assim as coisas não se perdem e no futuro alguém vai saber que um dia, sem aviso, lhe recebi em minha humilde e honrada casa, já homem feito, depois de lhe ter visto menino recebendo as lições de Olívia e da sua avó.</p>
<p>Sempre soubemos que você não foi um menino igual aos outros. Sei que lia muito desde pequeno, orientado por sua avó que Seo Fonseca foi buscar no Ceará-Mirim, para reinar e ser dona dessas terras todas&#8230; Ler, como sabe, ajuda a pensar.</p>
<p><strong>Trabalhar no <em>Novo</em></strong><br />
Frequentemente sou abordado por amigos e colegas, geralmente da minha geração, sobre um assunto que está na boca de muita gente - este <em>Novo Jornal</em>.</p>
<p>Como é trabalhar no NJ, querem saber, às vezes com uma certa incredulidade. &#8220;É verdade que lá os colaboradores são pagos?&#8221; Esta indagação é feita fatalmente por todos, no começo ou no fim da conversa, pois afinal nenhum dos nossos jornais jamais adotou essa prática. Afinal, o trabalho intelectual, segundo alguns espertos, não tem preço&#8230;</p>
<p>Certa vez, ao ser convidado a colaborar num jornal local, o dono me disse à queima-roupa, logo após formalizar o convite: &#8220;Você é um grande intelectual. Por isso, não vou falar em dinheiro, para não ofendê-lo&#8230;&#8221;</p>
<p>Eu me lembro agora duma conversa com Dorian Jorge Freire, que se mostrava aborrecidíssimo com a poetisa Zila Mamede, a quem ele convidara havia um ou dois mses para escrever aos domingos no jornal que ele então dirigia. Pois bem, ela mandara a conta! &#8220;Nunca pensei que Zila fosse tão mercenária&#8221;, queixou-se, visivelmente contrariado. E, desta forma, matou  a minha curiosidade sobre a repentina suspensão da colaboradora que, embora uma grande artífice do verso, produziu circunstancialmente uma prosa medíocre, insípida e sem estilo.</p>
<p>Pois, aqui, os colaboradores recebem, sim. Mas isto não é tudo. Também temos, por exemplo, workshops, como o que se realizou no penúltimo sábado no Vila do Mar, depois de um almoço em que nos confraternizamos, do diretor ao moço da portaria. Afinal, como costuma dizer-nos Cassiano Arruda Câmara, o principal capital do <em>Novo Jornal</em> é o elemento humano. E, sobretudo, diria eu, a transparência que rege as relações internas e externas da empresa com todos.</p>
<p>Confesso que pela primeira vez, depois de tantos anos de redação, fui testemunha, nessa confraternização, de um fato excepcional: a direção de um jornal detalhando para os seus funcionários o seu fluxo de caixa e informando-os sobre seus projetos. Outra coisa surpreendente, aqui, é a liberdade de opinião que desfrutamos, pelo menos até este momento. Sei que já até pediram minha cabeça à direção, mas ela, a cabeça, continua firme sobre os meus ombros e o jornal, firme e forte em sua disposição de bem informar aos cidadãos.</p>
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		<title>COOPERATIVA DESVIOU DINHEIRO PARA O PT</title>
		<link>http://www.franklinjorge.com/blog/2010/03/06/cooperativa-desviou-dinheiro-para-o-pt/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 23:34:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>franklin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Caso de Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT. Ela ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002
Do site Movimento Ordem Vigília
Contra a Corrupção/revista Veja
Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT. Ela ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002</p></blockquote>
<p><em>Do site <strong>Movimento Ordem Vigília<br />
Contra a Corrupção</strong>/revista <strong>Veja</strong></em></p>
<p>Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop.</p>
<p>Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros.</p>
<p>Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína. Agora, começa-se a entender por quê.</p>
<p>Leia no blog do Reinaldo Azevedo:<br />
&#8220;A cada enxadada, uma minhoca&#8221;. Quando se lança a ferramenta em solo petista, então, basta que se tire um pouquinho de terra, e o que se vê é aquela celebração de anelídeos se retorcendo. Acostumados aos subterrâneos, reagem à luz. O Brasil assiste atônito, mas também satisfeito, ao descalabro instalado no Distrito Federal. Atônito com a canalhice. E satisfeito em ver José Roberto Arruda na cadeia.</p>
<p>Mas há uma coisa que, até agora, está no grupo das coisas jamais vistas — como enterro de anão e cabeça de bacalhau: petista na cadeia! A sensação, não muito distante da realidade, é a de que membros do partido têm especial licença para a falcatrua. E olhem que nem é preciso falar do mensalão do PT.</p>
]]></content:encoded>
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